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segunda-feira, agosto 31, 2009

Os gráficos acendem a luz amarela da alta

Os gráficos acendem a luz amarela da alta

Desde que a bolsa começou o atual movimento de valorização, os analistas já erraram muito o palpite de qual seria o fim dessa recuperação. Quando o Índice Bovespa estava em 45 mil pontos, uma parte deles acreditava que a alta já tinha acabado. Errado. Quando o índice chegou aos 50 mil pontos, essas previsões novamente ganharam força. Errado mais uma vez. Agora que o indicador já ultrapassou os 55 mil pontos e já arrisca os 58 mil pontos surgem novas expectativas. Obviamente que, quanto mais a bolsa sobe, maiores são as chances de começar um processo de baixa, consequentemente, crescem as apostas nessa direção. As análises gráficas acendem a luz amarela com o Ibovespa em 57 mil pontos e apontam que existem fortes motivos para o indicador voltar aos 50 mil pontos, o que significa uma queda de 13,34% ante o fechamento de sexta-feira, aos 57.700 pontos.

Historicamente, os mercados passam por correções quando se encontram em longos períodos, sejam de alta ou de queda. Esse fenômeno é conhecido tecnicamente como sequências de Fibonacci. Elas mostram que, dentro desses períodos de correção, os ativos passam por três ondas: eles caem ou sobem, dependendo da direção, 38%, depois 50% e, por fim, 62% do movimento original. Pelos cálculos do economista-chefe da Way Investimentos e diretor do curso de relações internacionais da ESPM-RJ, Alexandre Espírito Santo, considerando o pico do Ibovespa, aos 73.920 pontos, em maio do ano passado, e a sua mínima desde que a crise começou, aos 29.435 pontos, em outubro, o indicador já passou pelas correções (de alta) de 38%, de 50% e agora, na casa dos 57 mil pontos, faz o último movimento, de 62% (ver tabela abaixo).

"O mercado está num dos momentos mais perigosos desde que a crise começou", diz Espírito Santo. "Graficamente, ao atingir os 57 mil pontos, o Ibovespa fica apto para voltar à sua tendência original, antes dessa alta começar, que é de queda", explica o professor. Já o mercado americano, considerando o desempenho do Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, ainda está na primeira correção (de 38%), portanto, tem grandes chances de continuar subindo por mais algum tempo.

Agora que já se sabe que a Bovespa pode caminhar a passos largos para uma queda, a pergunta é: até que ponto as ações deverão cair? Mais uma vez, o professor faz alusão aos movimentos gráficos do passado para dar uma luz do que poderá ocorrer. Ele lembra que, historicamente, após um movimento de correção, os ativos costumam buscar um nível de preços de uma data anterior que tenha sido importante. Na visão de Espírito Santo, essa data foi a quebra do banco Bear Stearns, em março do ano passado. Pelos seus cálculos, o Ibovespa poderia voltar aos 49.748 pontos, considerando que este é o nível da média móvel exponencial (que dá um peso maior aos fatos mais recentes e um peso menor aos mais antigos) do índice nesse período de 78 semanas, desde a quebra do Bear Stearns.

"Esse ponto importante é uma espécie de ímã que atrai a bolsa de volta à esse nível", diz Espírito Santo. Isso significa uma queda de 13,78% do Ibovespa ante o seu fechamento na sexta. Não existe garantia alguma de que a história passada dos gráficos irá se repetir. No entanto, essas constatações servem para mostrar ao investidor que este pode ser um momento de cautela. "O Ibovespa pode até fechar o ano entre 60 mil e 65 mil pontos, como a maioria das corretoras está prevendo, mas, antes disso, parece bem provável que ele volte aos níveis dos 50 mil pontos", afirma o professor.

O lado do fundamento

Para a maioria dos analistas que se baseia nos fundamentos das empresas e da economia para fazer projeções, e que costuma torcer o nariz para qualquer tipo de análise gráfica, também existem dados mostrando que o mercado já pode ter subido demais. Segundo Espírito Santo, a relação preço/lucro (P/L, que dá uma ideia de quanto tempo demora para o investidor receber de volta o quanto aplicou) de 106 empresas da Bovespa é de 17,6 vezes. Em condições normais de mercado, a média histórica varia entre 13 e 15 vezes. O argumento de alguns analistas para dizer que o mercado não está caro são projeções de indicadores, como o P/L, mais baixas para os próximos anos. Espírito Santo rebate. "Como é que os analistas têm tanta certeza que 2010 e 2011 serão bons para as empresas se os próprios executivos das companhias dizem que não sabem como será a recuperação dos negócios?", questiona.

Daniele Camba é repórter de Investimentos

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