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quinta-feira, agosto 27, 2009

Atrasada, ação da Vale conta com perspectivas positivas para tirar a diferença

Atrasada, ação da Vale conta com perspectivas positivas para tirar a diferença

SÃO PAULO - Apesar do resultado preocupante no segundo trimestre, os números da Vale (VALE5, VALE3) deixaram para o mercado a perspectiva de melhor desempenho à frente. O mercado de aço dá sinais de melhora, tanto aqui quanto lá fora, enquanto a ação da mineradora parece presa.

Os papéis preferenciais classe A da Vale acumulam 42,2% de valorização desde o início do ano, performance bem inferior aos 53,8% do Ibovespa no mesmo período. A comparação com outros players que atuam no setor é ainda mais ingrata. Dentre as siderúrgicas, as ações de CSN, Usiminas e Gerdau aparecem com ganhos entre 48,5% e 86,7%.

"Esta performance é injusta, uma vez que ambos os setores se beneficiam de forma similar de uma recuperação econômica global",
apontourecentemente a equipe da Itaú Corretora.

Atrasada

Mesmo atrasadas, as ações precisam contar com respaldo de uma melhora de cenário para tirar a diferença. "Investidores estão muito preocupados com a demanda chinesa, se esquecendo dos outros mercados da mineradora, como brasileiro e europeu, que podem absorver boa parte da matéria-prima ofertada pela Vale", afirmou o
Morgan Stanley.

O fato é que as atuais projeções dos analistas parecem não condizer com o desempenho das ações. Ultimamente, os analistas têm se mostrado mais otimistas em relação à mineradora. Nos últimos dias, a palavra da vez é revisão de projeções.

Para tirar o atraso

Mesmo com o debate sobre os preços do minério de ferro para os chineses ainda em pauta, a questão é o futuro. Alguns sinais de recuperação na produção
mundialde aço puxam estimativas de que os preços podem se recuperar nos próximos anos. Para o Citigroup, há a possibilidade de escassez de oferta em 2010, isto se as importações chinesas mantiverem participação de 66% no mercado local.

Com base nesta avaliação, o Citi
elevousuas estimativas para o preço do minério de ferro em 15%. Diante deste cenário, a instituição recomenda comprar as ações da Vale.

Para cima

A opinião mais otimista do mercado é percebida por estas atualizações, geralmente para cima, de projeções. A Itaú Corretora recentemente ampliou suas estimativas para o Ebitda (geração operacional de caixa) da empresa para 2010, de US$ 12 bilhões para US$ 15 bilhões. Assim, elevou o preço-alvo das ações de R$ 42 para R$ 48.

O Morgan Stanley reforçou esta percepção, elevando a recomendação aos ADRs (American Depositary Receipts) para "acima da média" e o preço-alvo dos papéis de US$ 20 para US$ 27.

Para baixo

A avaliação de ambas as instituições sugere que as ações podem correr atrás e tirar o atraso em relação ao mercado. Não para o HSBC,
para quem o bom cenário já está precificado. Com um call fora do consenso, o banco rebaixou a classificação das ações de neutra para abaixo da média.

E enquanto a Vale aparece atrasada no mercado doméstico, na avaliação do
Barclays, a realidade é outra frente aos principais pares internacionais. Em uma análise comparativa com Anglo, BHP Billiton, Rio Tinto e Xstrata, a ação da Vale aparece com P/L (relação entre o preço atual da ação e o lucroprojetado para 2010) de 15,8 vezes, acima de concorrentes como Rio Tinto (8,9x) e BHP (11,0x).

Apesar de considerar 2010 o início de novo bull market para o setor, o Barclays cita os múltiplos para manter recomendação "em linha com o mercado" para a ação da Vale.

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