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segunda-feira, agosto 31, 2009

Os gráficos acendem a luz amarela da alta

Os gráficos acendem a luz amarela da alta

Desde que a bolsa começou o atual movimento de valorização, os analistas já erraram muito o palpite de qual seria o fim dessa recuperação. Quando o Índice Bovespa estava em 45 mil pontos, uma parte deles acreditava que a alta já tinha acabado. Errado. Quando o índice chegou aos 50 mil pontos, essas previsões novamente ganharam força. Errado mais uma vez. Agora que o indicador já ultrapassou os 55 mil pontos e já arrisca os 58 mil pontos surgem novas expectativas. Obviamente que, quanto mais a bolsa sobe, maiores são as chances de começar um processo de baixa, consequentemente, crescem as apostas nessa direção. As análises gráficas acendem a luz amarela com o Ibovespa em 57 mil pontos e apontam que existem fortes motivos para o indicador voltar aos 50 mil pontos, o que significa uma queda de 13,34% ante o fechamento de sexta-feira, aos 57.700 pontos.

Historicamente, os mercados passam por correções quando se encontram em longos períodos, sejam de alta ou de queda. Esse fenômeno é conhecido tecnicamente como sequências de Fibonacci. Elas mostram que, dentro desses períodos de correção, os ativos passam por três ondas: eles caem ou sobem, dependendo da direção, 38%, depois 50% e, por fim, 62% do movimento original. Pelos cálculos do economista-chefe da Way Investimentos e diretor do curso de relações internacionais da ESPM-RJ, Alexandre Espírito Santo, considerando o pico do Ibovespa, aos 73.920 pontos, em maio do ano passado, e a sua mínima desde que a crise começou, aos 29.435 pontos, em outubro, o indicador já passou pelas correções (de alta) de 38%, de 50% e agora, na casa dos 57 mil pontos, faz o último movimento, de 62% (ver tabela abaixo).

"O mercado está num dos momentos mais perigosos desde que a crise começou", diz Espírito Santo. "Graficamente, ao atingir os 57 mil pontos, o Ibovespa fica apto para voltar à sua tendência original, antes dessa alta começar, que é de queda", explica o professor. Já o mercado americano, considerando o desempenho do Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, ainda está na primeira correção (de 38%), portanto, tem grandes chances de continuar subindo por mais algum tempo.

Agora que já se sabe que a Bovespa pode caminhar a passos largos para uma queda, a pergunta é: até que ponto as ações deverão cair? Mais uma vez, o professor faz alusão aos movimentos gráficos do passado para dar uma luz do que poderá ocorrer. Ele lembra que, historicamente, após um movimento de correção, os ativos costumam buscar um nível de preços de uma data anterior que tenha sido importante. Na visão de Espírito Santo, essa data foi a quebra do banco Bear Stearns, em março do ano passado. Pelos seus cálculos, o Ibovespa poderia voltar aos 49.748 pontos, considerando que este é o nível da média móvel exponencial (que dá um peso maior aos fatos mais recentes e um peso menor aos mais antigos) do índice nesse período de 78 semanas, desde a quebra do Bear Stearns.

"Esse ponto importante é uma espécie de ímã que atrai a bolsa de volta à esse nível", diz Espírito Santo. Isso significa uma queda de 13,78% do Ibovespa ante o seu fechamento na sexta. Não existe garantia alguma de que a história passada dos gráficos irá se repetir. No entanto, essas constatações servem para mostrar ao investidor que este pode ser um momento de cautela. "O Ibovespa pode até fechar o ano entre 60 mil e 65 mil pontos, como a maioria das corretoras está prevendo, mas, antes disso, parece bem provável que ele volte aos níveis dos 50 mil pontos", afirma o professor.

O lado do fundamento

Para a maioria dos analistas que se baseia nos fundamentos das empresas e da economia para fazer projeções, e que costuma torcer o nariz para qualquer tipo de análise gráfica, também existem dados mostrando que o mercado já pode ter subido demais. Segundo Espírito Santo, a relação preço/lucro (P/L, que dá uma ideia de quanto tempo demora para o investidor receber de volta o quanto aplicou) de 106 empresas da Bovespa é de 17,6 vezes. Em condições normais de mercado, a média histórica varia entre 13 e 15 vezes. O argumento de alguns analistas para dizer que o mercado não está caro são projeções de indicadores, como o P/L, mais baixas para os próximos anos. Espírito Santo rebate. "Como é que os analistas têm tanta certeza que 2010 e 2011 serão bons para as empresas se os próprios executivos das companhias dizem que não sabem como será a recuperação dos negócios?", questiona.

Daniele Camba é repórter de Investimentos

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Resumo WSJ (Wall Street Journal) - Valor

Steven Udvar-Hazy, presidente da ILFC, a filial de leasing de aviões da AIG, negocia a compra de uma parte das aeronaves da empresa para abrir sua própria firma de leasing, disseram pessoas a par da situação. O plano de Hazy envolve a compra de US$ 2 bilhões em ativos e financiamento de investidores do Oriente Médio e da China, disse uma das pessoas.

A GM anunciou a criação de uma joint venture com a montadora estatal chinesa FAW Group para investir conjuntamente US$ 293 milhões na fabricação de 200.000 caminhões leves por ano, de olho na forte demanda desse segmento no país.

O CIC, fundo soberano de US$ 297,5 bilhões da China, prevê que sua carteira mundial de investimentos terá retorno positivo este ano graças ao crescimento expressivo das aplicações e pode requisitar ao governo chinês mais recursos para investir, disse o presidente do conselho, Lou Jiwei.

A FDIC, agência de seguro-depósito dos EUA, se comprometeu a arcar com potenciais prejuízos de US$ 80 bilhões em empréstimos e outros ativos de mais de 50 bancos falidos do país, para facilitar a consolidação e suavizar a crise. Desde o início do ano 109 bancos já quebraram no país.

A Lufthansa obteve autorização da Comissão Europeia para comprar a Austrian Airlines por US$ 237 milhões e receber financiamento do governo austríaco de US$ 714,3 milhões para reestruturá-la. A empresa aérea alemã aceitou a exigência de diminuir o número de voos de Viena para Bruxelas e importantes cidades alemãs.

O índice de atividade industrial dos EUA voltou a crescer em agosto, segundo previsão de economistas, cuja estimativa é de que o índice chegou a 50,5 em agosto, ante 48,9 em julho - qualquer número acima de 50 indica expansão. O Instituto para Gestão da Oferta, que calcula o índice, divulga amanhã os números de agosto.

A inflação nos EUA pode ficar em 3% de 2014 a 2018 devido à magnitude das injeções governamentais de liquidez na economia, segundo relatório da Associação Nacional de Economistas Empresariais dos EUA, com base nas previsões de seus 266 membros.

A AstraZeneca, farmacêutica britânica, desenvolveu um anticoagulante que obteve resultados melhores e com menos efeitos colaterais que o Plavix, da francesa Sanofi-Aventis e da americana Bristol-Myers Squibb, dizem pesquisadores. O Plavix é o segundo remédio mais vendido do mundo, com receita mundial de US$ 8,6 bilhões ano passado.

A Aquila, mineradora australiana, anunciou que a siderúrgica chinesa Baosteel fez acordo para a compra de uma fatia de 15% de seu capital por US$ 240,4 milhões para acelerar o desenvolvimento de jazidas de ferro, carvão e manganês. O acordo depende da aprovação das autoridades chinesas e autralianas. A China Southern, maior companhia aérea da China em número de aviões, informou que o lucro do primeiro semestre caiu 95% frente ao mesmo período de 2008, para US$ 5,6 milhões, devido à alta do petróleo, à gripe A/H1N1 e ao acirramento da concorrência.


A Metrogas, distribuidora argentina de gás, e a operadora de pedágios Ausol, também argentina, reclamam que o governo não oficializou os reajustes tarifários que tinha prometido, e firmas de avaliação de risco alertam que as empresas podem não conseguir pagar dívidas sem a nova receita.

O governo da Argentina lançou uma oferta para trocar US$ 2,1 bilhões em títulos indexados à inflação por novos títulos vinculados a taxas de juros bancários.

No Equador, o investimento estrangeiro direto caiu 73% no primeiro trimestre de 2009, para US$ 116 milhões, ante US$ 426 milhões no mesmo período de 2006, segundo o banco central do país.

O México teve déficit fiscal de US$ 10,9 bilhões nos primeiros sete meses do ano por causa da queda na receita do petróleo e dos impostos, e devido às despesas governamentais para aplacar os efeitos da crise. A previsão é que o PIB do país vai encolher 7% este ano.

O BCBC do Peru informou que o FMI alocou US$ 740 milhões para o país fortalecer a liquidez e suavizar a recessão. A Nicarágua informou que já recebeu US$ 151 milhões do mesmo programa. A Odebrecht e a operadora de portos DP World, de Dubai, anunciaram que adquiriram o controle da Embraport, que está construindo um novo terminal portuário em Santos. Não foram revelados valores.


Divisão na economia dos EUA torna recuperação mais incerta

Cari Tuna, Liz Rappaport e Julie Jargon, The Wall Street Journal
31/08/2009

A recuperação dos Estados Unidos é um conto de duas economias.

Num extremo do mundo empresarial do país há um conjunto de empresas e bancos, em geral grandes, unidos por um invejável acesso ao crédito. No outro extremo estão as firmas, sobretudo pequenas, com vendas em queda e que não conseguem crédito, ou só com condições muito desfavoráveis.

Entre o público geral há quem tenha emprego sólido, mas há também legiões de pessoas com pesadas dívidas, lutando para manter a cabeça fora d'água.

Essa divisão ajuda a explicar como é desigual a recuperação que parece estar se firmando agora, depois da pior recessão em meio século.

A Panera Bread, uma rede com mais de 1.400 cafés que tem sede em Saint Louis, é uma rara vencedora em seu segmento. Com mais de US$ 100 milhões em caixa e sem dívidas, ela está exigindo, e conseguindo, grandes descontos no aluguel de suas lojas. Desde o ano passado seus custos com aluguel baixaram entre 10% e 20%. A Panera está contratando funcionários e se expandindo em espaços antes ocupados por lojas como as da videolocadora Blockbuster.

"Para nós esta é a melhor época de todas", diz o diretor-presidente Ron Shaich. "Quem tem dinheiro em caixa é rei."

Os negócios estão mais difíceis para as franquias da Panera. Elas ainda conseguem crédito, mas com juro elevado. Mike Hamra, que possui 47 restaurantes Panera nas áreas de Boston e Chicago, diz que está pagando um ponto percentual a mais pelos seus empréstimos do que há um ano.

A AquaSpy Inc., fabricante de equipamentos de alta tecnologia para irrigação de fazendas, também tem dores de cabeça semelhantes.

Seus clientes querem ver uma produção estável antes de fazer grandes pedidos, diz Cynthia Jamison, diretora financeira em exercício, ao passo que alguns fornecedores exigem pagamento à vista. Esses são "os percalços no caminho causados pela falta de caixa", diz ela. O quadro de funcionários da AquaSpy encolheu de 80 para 26 nos últimos anos.

A diferença entre as empresas que conseguem crédito e as que não conseguem mostra até que ponto qualquer recuperação econômica depende de reavivar os bancos do país e os mercados de crédito. Até que isso aconteça, o vigor da economia permanecerá em dúvida.

"Se você não está ganhando dinheiro, precisa tomar emprestado", diz John Graham, professor de finanças da Escola de Administração Fuqua, da Universidade Duke. Mas "é preciso ter boa classificação de crédito para conseguir empréstimos, e se você não está ganhando dinheiro, sua classificação de crédito não é muito forte".

Graham, que supervisiona uma pesquisa trimestral com executivos financeiros, diz que há mais empresas em melhor situação agora do que há alguns meses. Mesmo assim, pela sua avaliação, uma em cada quatro está "com graves problemas devido à falta de lucros combinada com a incapacidade de obter crédito".

As empresas grandes o bastante para dispensar os bancos e procurar diretamente os mercados de capital estão encontrando uma recepção mais calorosa. Isso porque os mercados estão mostrando mais disposição para fazer empréstimos arriscados: em janeiro, apenas 8 das 56 empresas que captaram com títulos de renda fixa tinham classificação inferior a grau de investimento, segundo a firma de análise Dealogic.

Em contraste, em agosto 24 das 60 negociações tinham classificação de grau especulativo.

Desde o início do ano, as empresas vêm procurando cada vez mais os mercados de títulos para captar recursos. Em agosto, até o dia 28, foram lançados US$ 395,4 bilhões em títulos de renda fixa, abrangendo 512 transações, segundo a Dealogic - um aumento saudável em relação ao segundo semestre do ano passado, quando os mercados passaram meses fazendo poucas ofertas e só um punhado de negociações com títulos de grau especulativo.

Um dos testes do fim de uma recessão é que as empresas se dispõem a assumir riscos comprando outras firmas. Aqui também "há uma bifurcação no mercado", diz Jeff Raich, diretor de fusões e aquisições do banco de investimentos Moelis & Co.. "Quando virmos empresas com classificação de crédito mais baixa conseguindo acesso ao crédito, será um sinal de que os mercados de capital deram uma virada."

Um sinal positivo é a recente aquisição da divisão farmacêutica da Procter & Gamble pela Warner Chilcott Ltd., por US$ 3,1 bilhões. A compradora conseguiu um empréstimo alavancado de US$ 4 bilhões - um crédito para uma empresa já altamente endividada - para efetuar o negócio e refinanciar a dívida.

"Se fosse uma empresa menor, o negócio teria sido mais difícil de financiar", diz Raich.

Mas muitas firmas que dependem de bancos estão encontrando mais dificuldade de obter crédito. Na mais recente pesquisa do Federal Reserve, o banco central americano, com gerentes de crédito bancário, realizada em julho e divulgada em meados de agosto, cerca de 35% dos bancos informaram que endureceram a partir de abril os critérios de financiamento para quase todos os clientes empresariais, grandes ou pequenos. O restante os deixou inalterados, o que significa condições muito mais rígidas do que há uns dois anos. A maioria dos bancos informa que está cobrando mais dos clientes empresariais em relação ao custo do financiamento bancário.

"Estamos administrando tudo e tomando decisões com base (...) nas nossas relações com o banco", diz Bob Klotz, diretor-presidente da Bayside Solutions Inc., agência de empregos temporários de Pleasanton, Califórnia, que tem uma linha de crédito de muitos milhões de dólares com "um grande banco". O banco elevou os juros há cerca de três meses e aumentou as informações financeiras que exige "dez vezes" em comparação com o ano passado.

Isso fez a Bayside recusar clientes com menor classificação de crédito - inclusive outras pequenas empresas - que têm mais probabilidade de entrar em recuperação judicial ou atrasar os pagamentos. "Não estamos em uma posição que nos permita assumir esse risco", diz Klotz.

Ele avalia que as empresas que integram a lista das 1.000 maiores da revista "Fortune" representem agora 80% de seus negócios, ante 60% anteriormente.

Quando as vendas diminuíram e o fluxo de caixa apertou, no primeiro semestre, a Bayside demitiu 15 empregados (a maioria recrutadores e pessoal de vendas) e abandonou linhas de negócios com pequenas margens, como o de colocações para a indústria leve e pessoal de escritório, onde há uma concorrência fortíssima de duas gigantes de empregos temporários, a Manpower Inc. e a Adecco SA, diz Klotz. Ele agora emprega cerca de 60 pessoas em tempo integral. "Passamos pelo espremedor", diz Klotz. A empresa faz agora uma avaliação rigorosa de cada potencial cliente.

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Ações do Pão de Açúcar podem reagir positivamente ao acordo com Itaú Unibanco

Ações do Pão de Açúcar podem reagir positivamente ao acordo com Itaú Unibanco


Por: Giulia Santos Camillo
31/08/09 - 08h50
InfoMoney

SÃO PAULO - As ações do Pão de Açúcar (PCAR5) devem reagir positivamente à conclusão das negociações com o Itaú Unibanco (ITUB4) sobre a FIC (Financeira Itaú CDB), conforme avaliação do Citigroup.

Na última sexta-feira (28), as duas empresas decidiram alterar o acordo de associação da FIC, excluindo a obrigação de exclusividade do Itaú Unibanco, com o pagamento de R$ 550 milhões ao Pão de Açúcar.

Para os analistas, essa multa pela exclusividade se deve ao controle do Unibanco sobre a Hipercard, que tem um acordo com o Wal-Mart Brasil. "Quando houve a fusão entre Itaú e Unibanco, o contrato entre o Pão de Açúcar e o Itaú precisava ser alterado para permitir negócios competitivos (nesse caso o acordo entre Hipercard e Wal-Mart)".

Ao final das negociações também foi acordada a extensão do prazo de exclusividade concedido pelo grupo para a FIC por cinco anos, através do pagamento de R$ 50 milhões pelo Itaú Unibanco ao Pão de Açúcar. Dessa forma, o prazo vigorará até 28 de agosto de 2029.

Impactos nas ações

De acordo com os analistas do Citigroup, a contribuição total para o Pão de Açúcar é de R$ 2,36 por ação, criando a expectativa por uma reação positiva nos papéis da companhia.

Além da contribuição óbvia, há também a surpresa do mercado. "O mercado esperava que o Pão de Açúcar pudesse receber aproximadamente R$ 200 milhões do Itaú pelo negócio do Investcred. A quantia adicional de R$ 350 milhões (ou R$ 1,35 por ação) provavelmente não era esperada pelo mercado", avalia o banco.

A instituição elogia o acordo também pelo fato de demonstrar que o Grupo Pão de Açúcar continuar a flexibilizar seus "músculos financeiros" de forma a renegociar contratos e executar novas aquisições. "No longo prazo, a recente fusão entre operações financeiras (Ponto Frio e Pão de Açúcar), a ser administrada pela FIC, deve permitir mais sinergias", completa o Citi.

Valuation

Conforme os cálculos dos analistas, o preço-alvo dos papéis do Pão de Açúcar para os próximos 12 meses é de R$ 47,00 por
ação. As premissas incluem R$ 1 bilhão em sinergias devido à fusão com o Ponto Frio e aproximadamente R$ 1 bilhão em valor imobiliário. "O anúncio de mais detalhes dessas operações pode ser o próximo driver para as ações", conclui o Citigroup.

Até lá, entretanto, o valuation dos papéis do Pão de Açúcar parece estar alto demais, com múltiplos P/L de 2010 (que medem a relação entre preço das ações e
lucro estimado) de 21 vezes. Assim, a recomendação do banco é de venda dos papéis.

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Bom dia ADVFN - Hoje: novas regras em torno do pré-sal

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta segunda-feira

Semana inicia no último dia de agosto com a divulgação dos relatórios semanais Focus e Balança Comercial, além da publicação da Produção Física Brasil contida na Pesquisa Industrial Mensal. As informações sobre o setor ainda serão somados aos dados da Sondagem Industrial. Nos Estados Unidos conheceremos o Chicago PMI, responsável por medir a atividade industrial da região. Não dependendo dos indicadores padrões cadastrados na agenda, a atenção máxima de hoje ficará por conta das novas regras de exploração do pré-sal.

Hoje: novas regras em torno do pré-sal

Hoje (31/08), os mercados esperam ansiosos pelas novas regras do pré-sal, assunto que trouxe muita polêmica entre os investidores desde 2008. No entanto, a perturbação nas últimas semanas não foi dos investidores, mas dos estados que irão, de fato, explorar a área e terão altos custos envolvidos: Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. A proposta, que envolve no mínimo três projetos de lei, será apresentada em uma cerimônia para 3 mil pessoas e depende ainda de aprovação do Congresso.

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Bolsa de Tóquio atinge maior nível do ano após virada histórica em eleições

Bolsa de Tóquio atinge maior nível do ano após virada histórica em eleições

da France Presse, em Tóquio

O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio ganhou 2,21% durante a sessão desta segunda-feira, registrando o nível mais alto do ano depois da esmagadora vitória da oposição centrista nas eleições legislativas de domingo no Japão.

No mercado de câmbio, o iene subia em relação ao dólar: a moeda americana estava cotada a 93,34 ienes, contra 93,59 na noite de sexta-feira.

O Partido Democrata do Japão (PDJ), a principal força da oposição, conquistou no domingo a maioria absoluta na Câmara de Deputados, pondo fim a 54 anos de hegemonia conservadora na vida política do arquipélago.

Segundo as projeções da imprensa, o PDJ obteve mais de 300 cadeiras das 480 em disputa, contra apenas cem obtidas pelo Partido Liberal Democrata (PLD), o partido de direita do atual primeiro-ministro Taro Aso. Os resultados oficiais serão anunciados nesta segunda-feira.

Maioria nas duas câmaras do parlamento, o PDJ terá carta branca para aplicar seu amplo programa social (concessão de subsídios às famílias, ajudas aos mais pobres, redução dos impostos para as pequenas empresas, etc.) destinado a incentivar a retomada do consumo e corrigir o declínio demográfico.

Esta alternância histórica marca o fim de dois anos de quase paralisia da vida institucional no Japão.

Tendo perdido o controle do Senado, em agosto de 2007, para o PDJ e seus aliados, o PLD tinha grandes dificuldades para governar como queria, com suas propostas, na maior parte das vezes, chocando-se com a obstrução na Câmara Alta, necessitando longas negociações para serem aprovadas.

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Crise acelera predominância econômica dos países do BRIC

Não importa se eles são chamados de mercados emergentes ou de economias em ascensão, o que acontece é que esses países estão se tornando os novos protagonistas no palco da economia mundial. Munidos do necessário para determinar os rumos econômicos nas próximas décadas, eles se tornaram conhecidos pela sigla BRIC.

Os governos desses quatro países – Brasil, Rússia, Índia e China – têm consciência do potencial de que dispõem. Em junho último, por exemplo, quando os quatros líderes se reuniram na russa Jekaterinburg, localizada na região dos Montes Urais, o presidente Dimitri Medvedev definiu a cidade, naquele momento, como o "epicentro da política mundial".

Prova de que suas palavras fazem sentido são as recentes reuniões de grêmios em busca de uma solução para a crise financeira, nas quais nenhum dos países do BRIC costuma faltar, não deixando dúvidas de que, sem os emergentes, nada mais funciona na economia mundial. Afinal, os quatro países juntos são responsáveis por 15% da economia e 13% do comércio mundiais, dispondo, com 2,8 trilhões de dólares, de mais de 40% das reservas de divisas de todo o mundo.

Em 20 anos, BRIC à frente do G8

Nobert Walter, economista-chefe do Deutsche Bank, acredita que alguns desses países emergentes detêm realmente potencial suficiente para provocar um deslocamento de forças no cenário econômico internacional. Nos próximos cinco a sete anos, diz Walter, essa tendência deverá se acentuar ainda mais. "O peso desses países deverá aumentar tanto no comércio internacional quanto nas decisões de investimentos no mundo", prevê Walter em entrevista à DW-WORLD.DE.

Os norte-americanos e europeus, acredita o economista, estarão muito preocupados com as correções necessárias nas economias de seus países. Tanto nos EUA quanto na Europa, a prioridade é reaver a ordem das estruturas e reduzir os enormes déficits públicos. "Isso vai contribuir para fortalecer ainda mais o crescimento relativo dos países emergentes", aponta Walter.

Essa tendência já pode ser observada hoje nas bolsas de valores. Depois do catastrófico ano de 2008, as ações nas bolsas de São Paulo, Moscou, Mumbai e Xangai já se recuperaram de forma vertiginosa, ultrapassando em muito as bolsas tradicionais nos EUA e na Europa.

Compensando perdas

Grandes multinacionais também mantêm, em tempos de crise, um olho nos mercados emergentes. A montadora Daimler, por exemplo, embora não nutra esperanças de compensar os grandes rombos em seus caixas – provocados pela crise nos países desenvolvidos – com vendas enormes nos emergentes, mantém sua presença nos mercados do BRIC. "Não espero desses mercados grandes vendas depois de amanhã", diz Andreas Renschler, diretor do departamento de utilitários da montadora.

"Injetamos dinheiro nos mercados em crescimento", confessa ele, em referência ao Brasil, Rússia, Índia e China, lembrando que a Daimler deverá recorrer a esses mercados em aproximadamente cinco anos, mantendo, ali, "a perseverança".

Em função da pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, as montadoras têm sérios problemas nos mercados tradicionais da Europa, EUA e Japão, onde venderam nos últimos tempos pouco em termos de veículos pesados, ônibus e furgões.

Independência dos mercados tradicionais

A Daimler Trucks prognostica um período árido nos países desenvolvidos. Para garantir sua independência desses mercados tradicionais, a montadora de caminhões e ônibus namora com os países do BRIC, inclusive interessada em parcerias locais, a fim de desenvolver e vender veículos mais baratos.

Entre os países do BRIC onde a montadora já pode contar uma história de êxito está, acima de tudo, o Brasil: 12,5 % da produção de caminhões da Daimler são vendidos na América do Sul, registrando uma parcela de mercado no continente de mais de 28%. "Iremos ampliar ainda mais nossa posição no mercado", aposta Renschler.

Setor de TI

Pelo mesmo dilema passa o setor de TI (tecnologia de informação) nos países desenvolvidos, onde houve reduções consideráveis em função da crise. Para compensar, as empresas também apostam nos potenciais de crescimento dos países do BRIC, onde, até 2012, deverá haver aproximadamente 500 milhões de PCs. Um crescimento de 30% ao ano, que surte efeitos consideráveis no setor em todo o mundo.

Os fabricantes de computador nos países do BRIC dispõem, em função de seus conhecimentos locais, de vantagens decisivas em relação à concorrência estrangeira, reduzindo, desta forma, os custos de produção de forma drástica. Hoje, os fabricantes locais no Brasil, Rússia, Índia e China registram uma parcela de mercado de 20 a 30% no setor de TI. E isso sem contar a telefonia celular, extremamente forte nos quatro países.

Previsões mudam

A sigla BRIC foi criada há alguns anos pelo banco norte-americano de investimentos Goldman Sachs. O economista-chefe do banco, Jim O'Neill, previu naquele momento que, até o ano de 2050, os países do BRIC iriam ultrapassar as nações do G7 em relevância econômica. Hoje, O'Neill revida essa previsão, apontando que isso já deverá acontecer daqui a 20 anos.

O economista Walter, do Deutsche Bank, demonstra neste sentido algumas dúvidas. Em sua opinião, somente a Índia e a China são países com uma dinâmica econômica indubitavelmente forte. "Esses dois países irão registrar certamente um crescimento econômico de 7% nos próximos cinco anos, sendo, assim, motores da economia mundial", diz Walter.

Pessimismo em relação ao Brasil

Já a situação do Brasil é vista pelo economista com mais pessimismo, mesmo levando em conta que o país tenha superado a crise relativamente ileso, ou seja, apenas com uma leve redução do crescimento econômico. Isso se deve, acima de tudo, a um mercado interno surpreendentemente forte, sustentado por consideráveis aumentos de salários nos últimos anos, diz ele.

Mesmo assim, o consumo sozinho não conseguirá manter a dinâmica necessária, já que apenas alguns setores obtêm lucros consideráveis. Além disso, falta no Brasil, como antes, a infraestrutura necessária para que o país possa esgotar o potencial do qual com certeza dispõe.

Em suma, certo é que a crise mundial vai fazer com que os emergentes ultrapassem com rapidez ainda maior os países desenvolvidos. E isso sem contar que, sob a sigla BRIC, nem estão sendo lembrados outros países importantes no cenário internacional, como a Coreia do Sul, o México, a África do Sul e a Indonésia. A corrida por uma nova ordem econômica mundial já começou. A crise, neste contexto, exerce a função de catalisador.

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Stronger Yen after Japanese election

Stronger Yen after Japanese election

Yen appreciated against most major currencies after the ruling party in Japan for the better part of the last 54 years, LDP, lost yesterday's election in Japan.

· Japans Democratic Party won yesterday a sweeping victory over the long-ruling conservative Liberal Democratic Party redrawing the political landscape in Japan. Shift will be towards domestic demand, a better relationship with China and a more critical stance towards US. Markets are mixed on the change; Nikkei was up this morning, but retraced during the session and USDJPY and EURJPY is weaker.

· In China, the Shanghai Composite dropped 5.4% after negative corporate earnings results and on the government curbing lending and raw material imports to slow industrial overcapacity. Do expect some volatility in this index going forward as we expect that the government will step in if growth slows.

· Intel raised its sales forecast for this quarter from $8.1 billion to $8.8 billion joining Hewlett-Packard and Dell in predicting a recovery.

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quinta-feira, agosto 27, 2009

Atrasada, ação da Vale conta com perspectivas positivas para tirar a diferença

Atrasada, ação da Vale conta com perspectivas positivas para tirar a diferença

SÃO PAULO - Apesar do resultado preocupante no segundo trimestre, os números da Vale (VALE5, VALE3) deixaram para o mercado a perspectiva de melhor desempenho à frente. O mercado de aço dá sinais de melhora, tanto aqui quanto lá fora, enquanto a ação da mineradora parece presa.

Os papéis preferenciais classe A da Vale acumulam 42,2% de valorização desde o início do ano, performance bem inferior aos 53,8% do Ibovespa no mesmo período. A comparação com outros players que atuam no setor é ainda mais ingrata. Dentre as siderúrgicas, as ações de CSN, Usiminas e Gerdau aparecem com ganhos entre 48,5% e 86,7%.

"Esta performance é injusta, uma vez que ambos os setores se beneficiam de forma similar de uma recuperação econômica global",
apontourecentemente a equipe da Itaú Corretora.

Atrasada

Mesmo atrasadas, as ações precisam contar com respaldo de uma melhora de cenário para tirar a diferença. "Investidores estão muito preocupados com a demanda chinesa, se esquecendo dos outros mercados da mineradora, como brasileiro e europeu, que podem absorver boa parte da matéria-prima ofertada pela Vale", afirmou o
Morgan Stanley.

O fato é que as atuais projeções dos analistas parecem não condizer com o desempenho das ações. Ultimamente, os analistas têm se mostrado mais otimistas em relação à mineradora. Nos últimos dias, a palavra da vez é revisão de projeções.

Para tirar o atraso

Mesmo com o debate sobre os preços do minério de ferro para os chineses ainda em pauta, a questão é o futuro. Alguns sinais de recuperação na produção
mundialde aço puxam estimativas de que os preços podem se recuperar nos próximos anos. Para o Citigroup, há a possibilidade de escassez de oferta em 2010, isto se as importações chinesas mantiverem participação de 66% no mercado local.

Com base nesta avaliação, o Citi
elevousuas estimativas para o preço do minério de ferro em 15%. Diante deste cenário, a instituição recomenda comprar as ações da Vale.

Para cima

A opinião mais otimista do mercado é percebida por estas atualizações, geralmente para cima, de projeções. A Itaú Corretora recentemente ampliou suas estimativas para o Ebitda (geração operacional de caixa) da empresa para 2010, de US$ 12 bilhões para US$ 15 bilhões. Assim, elevou o preço-alvo das ações de R$ 42 para R$ 48.

O Morgan Stanley reforçou esta percepção, elevando a recomendação aos ADRs (American Depositary Receipts) para "acima da média" e o preço-alvo dos papéis de US$ 20 para US$ 27.

Para baixo

A avaliação de ambas as instituições sugere que as ações podem correr atrás e tirar o atraso em relação ao mercado. Não para o HSBC,
para quem o bom cenário já está precificado. Com um call fora do consenso, o banco rebaixou a classificação das ações de neutra para abaixo da média.

E enquanto a Vale aparece atrasada no mercado doméstico, na avaliação do
Barclays, a realidade é outra frente aos principais pares internacionais. Em uma análise comparativa com Anglo, BHP Billiton, Rio Tinto e Xstrata, a ação da Vale aparece com P/L (relação entre o preço atual da ação e o lucroprojetado para 2010) de 15,8 vezes, acima de concorrentes como Rio Tinto (8,9x) e BHP (11,0x).

Apesar de considerar 2010 o início de novo bull market para o setor, o Barclays cita os múltiplos para manter recomendação "em linha com o mercado" para a ação da Vale.

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Bom dia ADVFN - Parceria entre BM&F Bovespa e Nasdaq

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Agenda do investidor para esta quinta-feira

A calma agenda doméstica será compensada por uma agenda de peso vinda dos Estados Unidos. Conheceremos nesta quinta-feira (27/08) a primeira prévia do Produto Interno Bruto (PIB) da economia norte-americana deste segundo trimestre. Isto já irá trazer muita cautela aos mercados, que poderão ficar ainda mais eufóricos com a divulgação dos Pedidos de Seguro Desemprego e do Núcleo do Personal Consumption Expenditures, uma das medidas de inflação mais acompanhadas pelo Federal Reserve.

Parceria entre BM&F Bovespa e Nasdaq

Na noite de ontem (26/08), BM&F Bovespa enviou um comunicado aos mercados informando que iniciou discussões com a Nasdaq para uma parceria estratégia, comercial e tecnológica entre as duas bolsas. Apesar das conversas estarem em um tom inicial, a notícia agradou investidores, que possivelmente poderão rotear ordens entre as duas bolsas. Caso a parceria seja aprovada, a BM&F Bovespa poderá oferecer nacionalmente produtos e serviços desenvolvidos pela Nasdaq, assim como distribuir o sinal de suas cotações nos sistemas eletrônicos brasileiros.

Últimos resultados corporativos em destaque

Primeiro semestre de 2009: O Banco Central registrou um prejuízo líquido de R$ 941,6 milhões no período, contra um lucro líquido de R$ 3,2 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O ABN Amro reportou um prejuízo de 2,65 bilhões de euros e informa que 2009 continuará sendo um ano difícil. Heineken divulgou um lucro líquido de 489 milhões de euros, um avanço de 20% nos resultados.

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FOLHA SP - Banco Central tem prejuízo no 1º semestre

Banco Central tem prejuízo no 1º semestre
São Paulo, quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Banco Central contabilizou prejuízo de R$ 93,7 bilhões no primeiro semestre do ano por causa do efeito da valorização do real no carregamento das reservas internacionais. Para cobrir o rombo, o Tesouro Nacional precisa emitir títulos federais, ampliando a dívida pública.

Apesar do prejuízo, o resultado negativo não aparece no balanço do BC. Uma manobra nas regras contábeis do banco, realizada em junho de 2008, fez com que as variações das reservas cambiais deixassem de ter impacto em suas contas.

Ficou estabelecido que o banco e o Tesouro passariam a equalizar suas contas, já que o banco registra em seus ativos as reservas internacionais e o Tesouro, as dívidas cambiais. Na prática, nada muda com a mudança contábil, pois o Tesouro continua cobrindo o prejuízo.

Aprovado ontem pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), o balanço do BC mostra apenas um prejuízo de R$ 941 milhões no primeiro semestre. Esse resultado é decorrente da atuação no mercado monetário para reduzir volume de recursos na economia. No mesmo período de 2008, o BC registrou lucro de R$ 3,17 bilhões.

Segundo o diretor de Administração do BC, Anthero Meirelles, no primeiro semestre houve grande volume de resgates líquidos de títulos pelo Tesouro. Deixaram de ser rolados R$ 73 bilhões em dívida no mercado.

Quando isso ocorre, são retirados papéis da dívida pública de circulação, injetando mais dinheiro na economia. Para controlar esse aumento da oferta de moeda, o BC atua no mercado vendendo títulos nas chamadas operações compromissadas. No período, essas operações pularam de R$ 345 bilhões para R$ 414 bilhões.

Na avaliação do diretor, o balanço do banco ficou praticamente estável no semestre. "Os balanços dos BCs nesta crise é uma informação muito esperada. Boa parte das instituições vem inchando ao absorver ativos das carteiras dos bancos. O Brasil não usou nenhum recurso público com a crise."

Segundo ele, considerando o período da turbulência mundial -o último semestre de 2008 e o primeiro deste ano-, o resultado do BC ficou positivo em R$ 9,2 bilhões. "É bom lembrar que o BC não visa lucro."

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quarta-feira, agosto 26, 2009

Bom dia ADVFN - Internet via rede elétrica regulamentada

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira

Apesar de conter indicadores de peso cadastrados na agenda externa de hoje (26/08), o investidor não parece mais se assustar com certos dados a serem divulgados. Nos Estados Unidos, o investidor conhecerá os pedidos e entregas de bens duráveis feitos a indústria, trazendo uma noção do quão aquecido está o setor. Fora isto, destaque ao New Home Sales, responsável por medir o número de casas novas vendidas em julho.
Aneel regulamentou internet via rede elétrica

Dando mais um passo no desenvolvimento tecnológico do Brasil, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem (25/08) as regras para utilização da Power Line Communications (PLC), tecnologia que utilizará a rede elétrica como meio para enviar dados digitais. Segundo a Aneel, o consumidor ganhará não somente no conforto que a tecnologia trará, mas ganhará também na redução de custos por parte das concessionárias de energia, já que poderão obter receita adicional ao alugar as linhas para empresas de internet.

Dr. Apocalipse prevê nova quebra

Após ganhar notoriedade pela antecipação da quebra mundial dos mercados, Nouriel Roubini, mais conhecido como Dr. Apocalipse, faz novas previsões pessimistas. Segundo o economista, após passarem os efeitos positivos providos pelos pacotes de aceleração econômica, os países começarão a engrenar novamente em uma recessão.

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terça-feira, agosto 25, 2009

Investimento estrangeiro em ações é o maior desde 2007

Investimento estrangeiro em ações é o maior desde 2007

Resultado de julho foi influenciado pela operação de abertura de capital da Visanet, que foi de US$ 2,4 bi

Fábio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado

BRASÍLIA - O investimento de estrangeiros em ações negociadas no País em julho somou US$ 6,698 Bilhões. Trata-se do maior volume desde dezembro de 2007, quando ficou em US$ 7,498 bilhões. O resultado do mês passado foi influenciado pela operação de abertura de capital da Visanet, que foi de US$ 2,445 bilhões, e também pela retomada na confiança dos investidores internacionais.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, informou ainda que as aplicações estrangeiras em títulos de renda fixa em julho somaram US$ 810 milhões, enquanto no acumulado do ano totalizaram US$ 43 milhões.

Já os Investimentos Estrangeiros Direitos (IED) no Brasil somaram US$ 1,287 bilhão em julho, segundo dados do BC. O valor ficou abaixo das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que previam ingresso entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões. O resultado do mês passado foi quase a metade do observado em julho de 2008, quando o ingresso de IED somou US$ 3,266 bilhões.

No acumulado de janeiro a julho de 2009, o Brasil recebeu US$ 13,971 bilhões, valor inferior ao observado em igual período de 2008, quando a entrada de investimentos externos produtivos totalizava US$ 19,976 bilhões. No acumulado em 12 meses até julho deste ano, ingressaram US$ 39,054 bilhões, o equivalente a 2,94% do PIB.

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Bom dia ADVFN - Bernard Madoff pode estar morrendo de câncer terminal

Agenda do investidor para esta terça-feira

Acelerando a semana, a agenda de hoje traz diversos indicadores, tanto nos deveres domésticos, quanto externos. No Brasil, apesar de não ter grande influência sobre as cotações, o investidor será bombardeado com índices inflacionários, informações sobre a confiança do consumidor através da Sondagem do Consumidor e a Nota do Setor Externo. Nos Estados Unidos o dia irá operar com maior cautela, uma vez que conheceremos a trajetória do preço dos imóveis através do índice S&P/Case-Shiller Home Price e também a Confiança do Consumidor norte-americano.

Bernard Madoff pode estar morrendo de câncer terminal

A imprensa americana divulgou ontem (25/08), que o fraudador e ex-presidente da Nasdaq, Bernard Madoff, estava morrendo na prisão de câncer terminal, onde segundo relato dos próprios prisioneiros, Madoff tomava um coquetel com inúmeros tipos de medicamento ao longo dos dias. Especulou-se que este foi um dos motivos pela qual Madoff havia assumido total culpa do golpe de US$ 50 bilhões. A notícia, porém, foi desmentida pelo Departamento Federal de Prisões dos Estados Unidos, alegando que Bernard Madoff não sofre nenhum tipo de doença terminal ou câncer.

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Associação entre Porto Seguro e Itaú Unibanco é bem recebida por analistas

Associação entre Porto Seguro e Itaú Unibanco é bem recebida por analistas


Por: Equipe InfoMoney
24/08/09 - 21h30
InfoMoney

SÃO PAULO - A associaçãoentre as operações de seguros residenciais e de automóveis da Porto Seguro (PSSA3) com o Itaú Unibanco (ITUB4) foi recebida positivamente nesta segunda-feira (24) pelos analistase pelo mercado.

Na associação, o Itaú Unibanco vai transferir sua atual carteira de seguros residenciais e de automóveis para uma nova companhia denominada Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência. Esta empresa, por sua vez, será transferida para a Porto Seguro que, em contrapartida, emitirá ações que representarão 30% de seu capital social.

Segundo os analistas da Link Investimentos, o acordo "faz muito sentido para ambas as empresas". A corretora destaca que para o Itaú Unibanco é uma oportunidade de crescer no segmento de seguro como uma estratégia defensiva em um momento de desaceleração do crescimento de crédito e queda nas taxas de juros. "Além disso, reduz o risco de um concorrente, principalmente grupos estrangeiros, entrar no capital da seguradora", disse.

Já para a Porto Seguro, a equipe da Link acredita que a associação deverá trazer ganhos de escala, com a redução de custos de distribuição e comercialização. Os analistas destacam que os seguros da Porto Seguro passarão a ter acesso à ampla base de distribuição do Itaú Unibanco com milhares de agências espalhadas pelo País, acarretando em uma melhor gestão do caixa da seguradora e no acesso a melhores aplicações financeiras.

Valuation

Partilhando da mesma opinião da Link, os analistas do Bank of
AmericaMerrill Lynch acreditam que a associação entre as duas companhias será positiva para ambas, porém, destacam "que é preciso mais informações para compor o valuation" das empresas. O BoA Merrill Lynch reiterou sua recomendação de compra para os ativos do Itaú Unibanco, a um preço-alvo de R$ 35,00.

"Parece que o Itaú Unibanco fez um bom acordo, com o potencial de uma parcela significante em uma companhia premium de seguros. Embora nós possamos apenas especular, acreditamos que a Porto pode ter optado por se associar com uma plataforma na qual poderia gerar maiores oportunidades de crescimento, a exemplo da junção entre Itaú e Unibanco, em vez de tentar aprimorar o já consolidado segmento de seguros do Bradesco", declararam os analistas.

No
pregão desta segunda-feira, os papéis da Porto Seguro repercutiram positivamente a associação e registraram alta de 9,38%, cotados a R$ 17,50. Com alta menos expressiva, de 0,91%, as ações preferenciais do Itaú Unibanco encerraram a sessão valendo R$ 34,51 cada.

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RANKING DAS PRINCIPAIS APLICAÇÕES FINANCEIRAS

Valorização do Ibovespa é de 54% no ano

Confira o retorno dos investimentos no dia, mês e ano

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, lidera o ranking mensal de investimentos, com alta de 5,50%. No ano, a valorização supera os 53%. O desempenho é único se comparado com o de todas as outras aplicações do ranking. Em seguida, aparece agora o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), em alta de 0,53% em agosto - mais de dez vezes inferior à do Ibovespa.

Com queda de 2,80% no mês de agosto, o ouro volta a ser o pior investimento do mês. Nesta segunda-feira, a commodity metálica recuou 0,89%, fechando a R$ 55,50. No ano, a desvalorização é de 13,21%.

Diariamente, o portal AE Investimentos acompanha o desempenho dos investimentos. Listamos abaixo o desempenho dos principais investimentos nos mercados acionário, de câmbio e de renda fixa, além da rentabilidade do ouro e da poupança. As aplicações estão organizadas, de acordo com a rentabilidade mensal. Você ainda tem acesso ao rendimento diário e anual.


RANKING DAS PRINCIPAIS APLICAÇÕES FINANCEIRAS - 24.08.2009
Posição
Aplicação
Fechamento
Rentabilidade (%)
NO DIA
NO MÊS
NO ANO
1
Ibovespa (em pontos)
57775
0,08
5,50
53,86
2
CDI (% ao ano)
8,62
0,03
0,53
6,71
2
FIF DI (*)
-
0,03
0,53
6,75
4
FIF renda fixa (*)
-
0,03
0,51
6,66
5
CDB 30 dias - média de mercado (% ao ano)
7,67
0,03
0,47
5,86
6
Poupança - agosto (% ao mês)
0,52
0,02
0,40
4,62
7
FIF cambial dólar (*)
-
0,23
-1,67
-20,27
8
Euro oficial Banco Central (R$)
2,622
-0,11
-1,86
-19,04
9
Dólar paralelo SP (R$)
2,030
0,00
-1,93
-16,80
9
Dólar oficial Banco Central (R$)
1,834
0,23
-2,07
-21,53
11
Ouro BM&F (R$)
55,50
-0,89
-2,80
-13,21

Agência Estado
(*) rentabilidade projetada pela Agência Estado a partir dos dados da Anbid

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VCP quer relação de troca única para ações da Aracruz

VCP quer relação de troca única para ações da Aracruz

VINÍCIUS PINHEIRO

A Votorantim Celulose e Papel (VCP) decidiu propor uma relação de troca única para as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) na assembleia que decidirá sobre a incorporação da Aracruz, que foi suspensa na segunda-feira e será reaberta amanhã. Pela nova proposta, os papéis ON e PN da Aracruz terão o mesmo tratamento e serão substituídos por 0,1347 da VCP ON. O formato original da operação previa que os preferencialistas teriam suas ações substituídas por 0,1226 da VCP, após a aplicação de um "fator de ajuste" de 0,91.

A companhia resolveu alterar a relação de troca após a recomendação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de que a operação fosse submetida à aprovação de uma assembleia especial de acionistas preferencialistas, uma vez que a incorporação poderia trazer benefício particular para os detentores de ações ON. No entendimento da autarquia, nos documentos divulgados pelas companhias não consta justificativa que permita identificar a utilização de um critério objetivo para determinação do fator de ajuste entre as ações ON e PN.

Em nota ao mercado, VCP e Aracruz informam que, "embora convictos de terem cumprido com todos os requisitos legais e regulamentares necessários para o estabelecimento da relação de troca", resolveram acatar recomendação da CVM para não retardar ainda mais o processo de incorporação. Ao adotar um único critério para a troca das ações, as companhias consideram desnecessária a convocação de uma assembleia de preferencialistas, uma vez que o alegado benefício particular referido na manifestação da CVM estaria afastado.

Publicado em: 25 de agosto de 2009, 08h27
Alterado em: 25 de agosto de 2009, 08h27

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segunda-feira, agosto 24, 2009

Bom dia ADVFN - Nova CPMF deve aumentar preço dos produtos

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta segunda-feira

Mais uma semana inicia e o investidor começará a se programar conforme os indicadores agendados na semana. Nesta segunda-feira (24/08), não há indicadores que poderão trazer alta volatilidade aos mercados. Nos Estados Unidos será publicado o Chicago Fed National Activity Index (CFNAI), responsável por medir o nível de atividade econômica de Chicago. Na Europa conheceremos o número de pedidos feito às fábricas localizadas na zona do euro e também servirá como medidor para o nível de atividade.

Nova CPMF deve aumentar preço dos produtos

CSS, a nova CPMF destinada exclusivamente a saúde, poderá voltar à pauta em setembro deste ano. Se aprovada, o novo tributo irá taxar 0,1% sobre as movimentações financeiras. Segundo Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, sua previsão é que o novo tributo poderá aumentar aproximadamente em 0,5% o preço ao consumidor dos produtos e serviços, uma vez que a porcentagem irá incidir sobre toda movimentação financeira das empresas.

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Perspectiva para a bolsa é favorável, diz Santander

Perspectiva para a bolsa é favorável, diz Santander

Estrategista da corretora diz que o lucro das empresas abertas deve crescer 19% em 2010 - abrindo espaço para novas altas das ações

A corretora do Santander acredita que o lucro das empresas abertas brasileiras deve crescer 19% em 2010. Para o estrategista da corretora, Marcelo Audi, de forma geral os preços das ações negociadas na BM&FBovespa estão um pouco esticados, mas poderiam ter novas valorizações caso a previsão de crescimento dos lucros se confirme nos próximos meses. Por esse motivo, Audi está otimista em relação ao resultado da bolsa em 2010 e recomenda papéis ligados ao consumo interno, como construção, alimentos e bebidas, varejo, transportes, energia e telecomunicações. Veja abaixo os principais pontos da entrevista concedida durante a 10ª Convenção Anual do Santander, que reuniu os maiores clientes e investidores do banco no Guarujá (SP) e terminou nesta quinta-feira:

As recentes projeções do mercado apontam para um Produto Interno Bruto (PIB) melhor que o esperado para este ano. Na sua avaliação, as projeções estão corretas?
Marcelo Audi -
Eu acho que o crescimento global ficará abaixo da média por pelo menos dois anos. A boa notícia é que há uma recuperação. A má notícia é que ela tende a ser gradual. O importante é ser gradual e consistente. O que a gente mais gostaria de ver em relação a melhorias está nas questões regulatórias. Por meio delas, a gente consegue aumentar os níveis de investimento no Brasil e, consequentemente, acelerar o crescimento do PIB em setores de infraestrutura, como o setor elétrico, e de concessões diversas: rodoviária, logística, portos e aeroportos. Enfim, existe um vasto espaço de oportunidades para se aprimorar e eficiência regulatória que vai estimular um nível de investimento bem maior nesses setores de infraestrutura. Setores nos quais estão os maiores gargalos da economia brasileira.

O Brasil saiu mesmo mais fortalecido da crise?
Audi -
Se não houvesse o problema bancário no mundo, a gente viveria provavelmente uma situação de superaquecimento da economia local e global com implicação inflacionária e a necessidade de choque de juros no Brasil e no mundo. Agora há espaço para um novo ciclo de crescimento mais sustentado. Ou seja, com menor risco de inflação e com uma política monetária menos apertada. Talvez agora a gente tenha um crescimento até menos volátil do PIB. Além do consumo, o investimento é outro componente importante para o crescimento. Esse é um tema para ser debatido. Será que desta vez o ciclo de investimento vai desacelerar muito? Ou vai trazer uma agradável surpresa de se mostrar relativamente resiliente? Parece que pode existir o cenário de o investimento ser resiliente Se a gente considerar o investimento, a grosso modo ele tem três partes mais ou menos do mesmo tamanho: máquinas e equipamentos, construção de moradias e construção pesada para infraestrutura. Esse um terço de construção para moradia está sendo movido pelo "Minha Casa, Minha Vida". Esse plano governamental está fazendo todo o setor girar no Brasil. Além disso, a construção pesada também mostra sinais de que não irá deixar de investir. Um exemplo está na OHL, que há um ano e meio ganhou as concessões [de cinco rodovias federais, entre elas, a Régis Bittencourt e a Fernão Dias].

Nos primeiros sete meses do ano, a bolsa foi impulsionada pelos estrangeiros. Esse movimento deve continuar?
Audi -
O Brasil possui hoje uma das condições mais favoráveis do mundo para se investir em ações. Pouquíssimos países emergentes têm o nível de sofisticação do Brasil. Prova disso foi o comportamento dos fundos multimercados, que passaram pela crise de uma forma muito serena. Foi um teste muito interessante. O mercado de capitais hoje é muito interligado e essa correlação vai continuar. Os ativos financeiros têm de se alocar em algum lugar. A maioria dos países emergentes sofreu muito com a crise. Sobram apenas Brasil e China.

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Compre Vale antes que seja tarde demais, diz Itaú

Compre Vale antes que seja tarde demais, diz Itaú

Alta do preço do minério de ferro e aumento da produção de aço devem impulsionar ascensão do preço dos papéis da companhia

Boas perspectivas de ganhos, combinadas com uma posição subavaliada das ações indicam que os papéis da Vale (VALE5) devem ter desempenho positivo no curto prazo, segundo avaliação do Itaú. Os analistas revisaram o preço-alvo para os papéis, de 42 para 48 reais por ação. O banco também aumentou a estimativa do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia de 12,2 bilhões de dólares para 15 bilhões de dólares, 8% acima do esperado pelo mercado.

A principal razão para tais expectativas é a estimativa de que o preço do minério de ferro e de outros metais como níquel, cobre e alumínio aumente em 2010. Para o minério, a previsão de aumento é de 10%. Os analistas citam também a recuperação nos volumes de minério de ferro extraídos fora da China. No segundo trimestre, no Brasil, Japão e na Europa, a produção de aço cresceu 50%, 31% e 12%, respectivamente, na comparação com o trimestre anterior.

O Itaú afirma que, segundo seus cálculos, a Vale deverá ser beneficiada mesmo que o preço à vista do minério de ferro caia para até 75 dólares por tonelada devido a fatores como custos médios de frete atrativos. Na opinião dos analistas, o preço da commodity deve ficar acima dos 90 dólares por tonelada.

O relatório do Itaú observa que a recuperação na produção de aço deve beneficiar a Vale em uma extensão maior do que ajudará outras companhias do setor, "uma vez que a companhia foi a única (entre as grandes) que operou bem quando estava abaixo de sua capacidade plena".

Ações

Em 2009, as ações da Vale valorizaram 38%, enquanto produtoras de aço tiveram um aumento de 70%, em média, e o Ibovespa aumentou em 51%. Na visão dos analistas do Itaú, o desempenho dos papéis da mineradora não reflete um preço justo, já que tanto a mineração quanto a siderurgia deveriam se beneficiar de forma semelhante diante de uma recuperação global da economia.

A performance relativamente fraca das ações da Vale pode ser explicada, de acordo com o Itaú, pelo risco relacionado a fusões e aquisições - apesar de a companhia já ter negado o interesse na fabricante de fertilizantes norte-americana Mosaic - e pelo ceticismo referente à sustentabilidade do crescimento econômico da China.

Na Bovespa, as ações da Vale (VALE5) eram negociadas, às 16h03, em alta de 1,73%, a 33,02 reais, enquanto o Ibovespa operava em alta de 1,57%, aos 57.721 pontos.

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Braskem negocia compra da Quattor

Braskem negocia compra da Quattor

Após operação, Petrobras pode dividir controle da Braskem com Odebrecht

Por Tiago Lethbridge e Marcelo Onaga 21.08.2009 20h26

A Braskem, maior empresa petroquímica da América Latina, vem negociando nas últimas semanas a compra da rival Quattor, que faturou 9 bilhões de reais ano passado e é controlada por Petrobras e Unipar. A família Geyer, da Unipar, é dona de 60% do controle e a Petrobras tem 40%.

Segundo EXAME apurou, a Braskem usará suas ações como moeda de troca.

A negociação depende de dois movimentos. Num primeiro momento, a Petrobras fará um aporte de aproximadamente 3 bilhões de reais na Quattor, diluindo a participação da família Geyer. É no segundo movimento que está o ponto crucial da transação. Hoje, a Petrobras tem 31% do controle da Braskem. Com a venda da Quattor, a estatal pretende dividir o controle da Braskem com a Odebrecht. A família Geyer se tornaria uma acionista minoritária da Braskem.

A Odebrecht, porém, não pretende ceder o controle. Segundo EXAME apurou, caso não se chegue a um acordo nesse item, o negócio pode emperrar.

A incorporação da Quattor pela Braskem seria mais um capítulo na história de consolidações que vem marcando o setor petroquímico no país. A empresa surgiu depois que a Petrobras, em 2007, comprou as operações da área petroquímica do grupo Suzano. Em seguida associou-se à Unipar, da família Geyer, uma das maioiores empresas do setor até então. A nova empresa, com faturamento anual de 9 bilhões de reais passou a dividir as atenções do setor com a Braskem, também surgida depois de uma série de fusões e aquisições.

Controlada pelo grupo Odebrecht, a Braskem nasceu em 2001, resultado da união das empresas petroquímicas do grupos Odebrecht e Mariani com a compra da Copene. Desde então, com o objetivo de se fortalecer e enfrentar a concorrência estrangeira, a Braskem passou a adquirir concorrentes, como a parte petroquímica da Ipiranga. Caso conclua o negócio com a Quattor, a Braskem consolida sua liderança na região e terá de adquirir empresas estrangeiras para dar seqüência a seu plano de expansão.

O presidente da Unipar, José Octávio Vianello de Mello, nega que exista no momento qualquer negociação que envolva o controle da empresa. A Braskem não se pronunciou sobre o assunto. A Petrobras informou que não comentará.

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quinta-feira, agosto 20, 2009

Bom dia ADVFN - Projeto pode permitir teles entrarem no mercado de TV a cabo

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quinta-feira

Hoje (20/08), será divulgado no Brasil a Pesquisa Mensal de Emprego realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e economistas estarão atentos aos resultados para continuar mensurando qual a real situação trabalhista no país. Nos Estados Unidos, o destaque fica por conta do Initial Claims (Pedidos de Seguro-desemprego) e do Philadelphia Fed Index, índice responsável por medir a atividade industrial da região.

Projeto pode permitir teles entrarem no mercado de TV a cabo

Foi aprovado nesta quarta-feira (19/08), pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, o texto base do projeto de lei que poderá permitir empresas de telefonia fixa oferecerem serviço de TV a cabo. Na atual legislação, empresas deste setor não podem oferecer este tipo de serviço. Apesar desta liberação, o projeto limita alguns pontos como a proibição das teles comprarem o direito de imagem para programas de interesse nacional, incluindo a Copa do Mundo.

Últimos resultados corporativos em destaque

Primeiro semestre de 2009: A mineradora Rio Tinto reportou uma queda de 65% em seu lucro líquido, ao somar US$ 2,45 bilhões contra os US$ 6,95 bilhões registrados no mesmo período de 2008. O banco Espírito Santo Financial Group (ESFG) divulgou um lucro líquido consolidado de 71 milhões de euros, o que representa uma alta de 13,3%.

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quinta-feira, agosto 13, 2009

Bom dia ADVFN - Banco do Brasil se torna líder novamente

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quinta-feira

Aparentemente iremos enfrentar mais um dia agitado nesta quinta-feira (13/08). Na agenda doméstica, além da Pesquisa Mensal do Comércio medir a atividade comercial do Brasil, teremos uma enxurrada de balanços trimestrais (aproximadamente 30 divulgações), com destaque para AmBev, Banco do Brasil, Cosan e TAM. Nos Estados Unidos o dia também não será tranqüilo, onde os investidores analisarão principalmente as Vendas no Varejo e os Estoques das Empresas.

Banco do Brasil se torna líder novamente

Segundo reportagem do jornalista Guilherme Barros, o Banco do Brasil ultrapassou o Itaú Unibanco e emplaca a posição de maior banco do Brasil, conforme análise dos últimos dados publicados nos resultados trimestrais das duas instituições financeiras. Os ativos do Banco do Brasil somam atualmente R$ 598,8 bilhões, contra R$ 596,4 bilhões do Itaú Unibanco. Com isto, o Banco do Brasil sai da décima para a sétima posição na lista dos maiores bancos da América Latina e Estados Unidos.

Últimos resultados corporativos em destaque

Segundo trimestre de 2009: Banco do Brasil emplacou um lucro líquido de R$ 2,34 bilhões, uma alta de 42,8% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. A AmBev divulgou um lucro líquido de R$ 1,37 bilhão, cifra 34,1% maior do que registrado no mesmo período do ano passado. A SLC Agrícola divulgou um prejuízo líquido de R$ 5,9 milhões. Saindo de um prejuízo de R$ 364,4 milhões, a JBS emplacou um lucro líquido de R$ 172,7 milhões neste último trimestre. A Amil Participações sofreu uma intensa queda de 99% nos resultados ao publicar um lucro líquido de R$ 600 mil.

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quarta-feira, agosto 12, 2009

Bom dia ADVFN - Resultado trimestral: Nossa Caixa, BM&F Bovespa, Gol, entre outras empresas

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira

Hoje (12/08), o investidor enfrentará uma agenda peso-pesado que irá trazer muitas incertezas ao mercado de renda variável. Nesta mesma quarta-feira, o índice futuro do Ibovespa irá vencer e as reuniões do FOMC nos Estados Unidos serão concluídas com a nova taxa básica de juros do país. Fora isto, serão divulgados dados sobre os pedidos de hipoteca, balança comercial, estoques de petróleo e o orçamento do tesouro da economia norte-americana.

Claro e Oi tentam acordo com governo para não pagar multa

No início deste semestre, o Ministério da Justiça protocolou uma ação contra as operadoras de telefonia Claro e Oi por descumprimento às novas regras de atendimento (call centers). A ação condenava cada uma das operadoras ao pagamento de R$ 300 milhões por danos morais coletivos. Ontem (11/08), as duas companhias apresentaram ao Ministério da Justiça uma proposta para evitar que o processo corra e a multa seja de fato aplicada. Ambas as companhias deverão informar ao Ministério quais medidas serão tomadas para que sejam atendidas as novas regras dos call centers.

Últimos resultados corporativos em destaque

Segundo trimestre de 2009: O banco Nossa Caixa anunciou um prejuízo líquido de R$ 140 milhões, contra um lucro líquido de R$ 411 milhões registrados no mesmo trimestre do ano passado. A Amil reportou uma queda de 49,6% em seu lucro líquido ao somar R$ 39,8 milhões no período. A BM&F Bovespa divulgou um lucro líquido de R$ 188,1 milhões, representando uma alta de 13,9%. A OHL fechou este último trimestre com um lucro líquido de R$ 45,75 milhões, uma considerável alta de 141%. Banrisul reportou uma queda de 44,4% ao somar R$ 104,2 milhões em lucros líquidos. A Gol Linhas Aéreas sai do prejuízo de R$ 166,5 milhões registrados no segundo trimestre do ano passado e registra um lucro líquido de R$ 353,7 milhões neste último trimestre. O Itaú Unibanco reportou um lucro líquido de R$ 4,6 bilhões, cifra 17,8% menor. A BHP Billiton registrou um lucro líquido de US$ 3,26 bilhões, uma queda de 65% nos resultados em comparação ao mesmo trimestre do ano passado.

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terça-feira, agosto 11, 2009

Publicis Groupe compra agência digital Razorfish da Microsoft

Publicis Groupe compra agência digital Razorfish da Microsoft
Por IDG News Service
Publicada em 10 de agosto de 2009 às 08h44

Acordo anunciado no domingo (9/8) tem valor de US$ 530 milhões e deve ser finalizado no quarto trimestre após aprovação de órgãos regulatórios.

O grupo francês de mídia e publicidade Publicis Groupe comprou a agência de marketing digital Razorfish, da Microsoft, por 530 milhões de dólares, anunciaram as empresas no domingo (9/8).

As companhias apontam que assinaram um acordo estratégico de cinco anos, que deve valer a partir do quarto trimestre, quando a parceria deve ser finalizada – precisará, para tal, da aprovação de órgãos regulatórios.

O acordo expande a cooperação entre as empresas, anunciada em junho. Com a compra, as agências clientes da Publicis poderão comprar displays e anúncios em buscas da Microsoft com condições favoráveis. A Razorfish também será o principal parceiro da própria Microsoft no que diz respeito a serviços e estratégias de marketing digital.

A Razorfish se tornou parte da Microsoft em 2007, quando a empresa comprou a aQuantive, empresa voltada a serviços de publicidade digital, por cerca de 6 bilhões de dólares, para competir com o Google.

A agência digital continuará a operar com o mesmo nome e manterá sua equipe de diretores, afirmou a Publicis.
Marc Ferranti, do IDG News Service

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sexta-feira, agosto 07, 2009

Bom dia ADVFN - VisaNet acusada por conduta anticompetitiva

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Agenda do investidor para esta sexta-feira

Quem pensa que por ser sexta-feira os mercados estarão mais calmos está puramente enganado. Hoje (07/08), a agenda do investidor está peso-pesado e há grande probabilidade de trazer volatilidade aos mercados. No Brasil, apesar dos indicadores não influenciarem diretamente nas cotações, tem profunda importância na economia do país, com destaque IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), medida de inflação utilizada pelo Banco Central e a Pesquisa Mensal de Emprego realizada pelo IBGE. Nos Estados Unidos a cautela é muito maior, pois um dos assuntos mais polêmicos nas últimas semanas é a taxa de desemprego do país. Hoje será divulgado o relatório completo do Employment Report, que entre diversos itens relacionados ao emprego dos Estados Unidos, traz justamente a taxa de desemprego atualizada. Fora isto, na parte da tarde conheceremos o Crédito ao Consumidor, outro indicador bastante aguardado.

Últimos resultados corporativos em destaque

Segundo trimestre de 2009: A VisaNet teve um avanço de 48% em seu lucro líquido ao somar R$ 364,8 milhões no período. Lojas Americanas sai de um prejuízo de R$ 14,1 milhões e emplaca um lucro líquido de R$ 4,2 milhões. A CSN registrou um lucro de R$ 335 milhões, representando uma queda de 68% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. A EZ Tec emplacou um lucro líquido de R$ 38,3 milhões, valor 32% maior que o registrado no mesmo trimestre de 2008. A Iguatemi Empresa de Shopping Centers divulgou um lucro líquido de R$ 22 milhões no período, o que representa uma considerável alta de 70% nos resultados. A Iochpe-Maxion sofreu uma intensa queda de 89,5% no lucro líquido ao somar R$ 4,6 milhões. A Metalfrio registrou um lucro líquido de R$ 20 milhões, contra um prejuízo de R$ 4,6 milhões registrados um ano antes. A Gerdau saiu do lucro e registrou um prejuízo de R$ 329 milhões. Fannie Mae, uma das maiores do ramo imobiliário dos Estados Unidos, sofreu um prejuízo de US$ 14,75 bilhões e está pedindo uma nova ajuda ao governo norte-americano.

VisaNet acusada por conduta anticompetitiva

Ontem (06/08), a Secretaria de Direito Econômico (SDE) instaurou um processo administrativo onde irá apurar uma possível conduta anticompetitiva da empresa relacionada à prática de exclusividade para credenciamento de estabelecimentos que queiram realizar transações pela bandeira Visa. Até então, o órgão suspendeu a exclusividade da VisaNet para credenciamento da bandeira Visa como medida preventiva.

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quinta-feira, agosto 06, 2009

Bom dia ADVFN - Meirelles volta a puxar orelha dos investidores

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Agenda do investidor para esta quinta-feira

Hoje (06/08), o investidor irá encarar uma agenda doméstica repleta de indicadores, porém dificilmente algum dado irá gerar volatilidade aos mercados de renda variável. O destaque no Brasil fica por conta da divulgação dos resultados trimestrais da CSN, Gerdau e Lojas Americanas. Nos Estados Unidos, atenção se volta ao Pedidos de Seguro Desemprego. Fora isto, hoje temos a conclusão da reunião do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra, onde irão definir a taxa de juros de cada região para as próximas semanas.

Meirelles volta a puxar orelha dos investidores

A forma como o Brasil suportou a crise e o desenvolvimento que esta tendo em comparação a outros países que ainda patinam na lama é algo indiscutivelmente bom do ponto de vista econômico. Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, relatou ontem (05/08) que "O Brasil hoje, no mundo, é uma estrela do ponto de vista da perspectiva econômica", porém se demonstra novamente preocupado com certo nível de euforia dos mercados. Meirelles reforça que os últimos dados positivos não podem estimular "exageros de precificações".

Últimos resultados corporativos em destaque

A SEB (Sistema Educacional Brasileiro) divulgou um aumento de 85,2% em seu lucro líquido no segundo trimestre ao somar R$ 13 milhões. O Banco Daycoval registrou um lucro líquido de R$ 38,5 milhões neste último trimestre, o que representou uma queda de 38,4% em relação aos resultados de um ano antes. A Cremer reportou um avanço de 72,5% nos resultados ao somar R$ 11,5 milhões em lucros líquidos no segundo trimestre. A BR Malls registrou um lucro líquido de R$ 66,509 milhões neste segundo trimestre contra um prejuízo de R$ 7,911 milhões reportado um ano antes. O Commerzbank, um dos maiores da Alemanha, reportou prejuízo de 746 milhões de euros no segundo trimestre deste ano.

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quarta-feira, agosto 05, 2009

Bom dia ADVFN - Morgan Stanley alterou suas projeções para o Brasil

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Agenda do investidor para esta quarta-feira

Hoje pode ser novamente um dia agitado, se depender da agenda do investidor. No Brasil será divulgada a Pesquisa Industrial Mensal, com a Produção Física em 14 regiões do país. Nos Estados Unidos, o destaque fica por conta do ADP Employment, responsável por mensurar o nível de emprego no país, assunto extremamente polêmico nas últimas semanas.

Morgan Stanley alterou suas projeções para o Brasil

O banco de investimentos Morgan Stanley revisou suas projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil. Saindo de uma queda de 1%, o banco aposta que em 2009 o indicador caia apenas 0,5%. Em 2010 o cenário já é mais otimista, com a projeção saindo de uma alta de 2,5% para 3,5%. Uma pesquisa realizada pela FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) revela que o setor bancário no Brasil aposta em uma queda de 0,1% em 2009 e uma alta de 3,7% para 2010.

Últimos resultados corporativos em destaque

A Cia. Hering registrou um lucro líquido de R$ 10,9 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representa uma considerável alta de 293,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A Log-In reportou um lucro líquido de R$ 1,3 milhão neste último trimestre. O Grupo Pão de Açúcar divulgou uma alta de 154,9% ao somar R$ 131,7 milhões em lucros líquidos no segundo trimestre. O banco francês Société Générale sofreu uma queda de 52% em seu lucro líquido somando 309 milhões de euros no segundo trimestre. A Kraft Foods lucrou US$ 827 milhões no segundo trimestre, uma alta de 11% em comparação com o mesmo trimestre de 2008. A Xstrata sofreu uma queda de 77% no primeiro semestre deste ano ao lucrar US$ 643 milhões.

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