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sexta-feira, julho 03, 2009

Sem um sinal mais firme da demanda, cautela é palavra da vez para a ação da Vale

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
03/07/09 - 20h15
InfoMoney


SÃO PAULO - Do início do ano para cá, a demanda pelo minério de ferro brasileiro custa a mostrar uma recuperação mais abrangente. Os números vêm melhorando gradativamente, mas nada muito expressivo. Na espera por esta recuperação, as ações da Vale (VALE5, VALE3) aparecem com valorização de pouco mais de 25% desde o início deste ano.

Como a negociação dos contratos de longo prazo parece bem encaminhada - na falta de um acordo com os chineses, ao menos o mercado já possui a referência de preços para japoneses, coreanos e para a gigante ArcelorMittal -, o futuro das ações da Vale parece depender mais dos sinais de vida da demanda pelo minério brasileiro no mercado internacional.

Os últimos dados de exportação da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) revelam relativa melhora em junho, mas sugerem que apesar da participação positiva da China nos números, o restante do mundo segue preocupando. Em relação às ações, a cautela começa a aparecer como consenso entre os analistas.

Recuperação?
Os dados referentes às exportações de junho do setor foram divulgados na véspera pela Secex. O volume de exportações de minério de ferro avançou expressivos 40% na comparação com maio, totalizando 21,4 milhões de toneladas no mês anterior.

O percentual à primeira vista impressiona, mas a equipe do Santander faz algumas ressalvas. Primeiro pela fraca base comparativa de maio, mês que enfrentou condições climáticas adversas e diferentes referências de preço. Outra questão é que este dado não remete diretamente ao desempenho da Vale, mas do total exportado pelo setor.

"Os dados anteciparam que os embarques de minério de ferro da Vale no segundo trimestre podem não apresentar uma recuperação significativa em relação ao primeiro trimestre", pontuou a instituição.

Projeções um tanto otimistas
Partindo da perspectiva de que os fundamentos da indústria de aço chinesa continuem a melhorar e os mercados se estabilizem na Europa, o Morgan Stanley prefere uma avaliação mais otimista.

Mas mesmo com sinais de rápida recuperação nos últimos meses na Europa, os analistas não ignoram o fato da produção mundial de aço, excluindo a China, ter registrado retração de 36% no acumulado dos cinco primeiros meses do ano.

Neste contexto, "os dados de junho das exportações brasileiras de minério de ferro sugerem que nossa projeção de 55,8 milhões de toneladas embarcadas pela Vale no segundo trimestre pode se provar um tanto otimista", completa o Morgan Stanley.

Cautela com a ação
Na balança, as perspectivas para o mercado de aço internacional e a boa valorização acumulada pelas ações este ano apontam para o lado da incerteza. "Estamos cautelosos com as ações da Vale no curto prazo depois deste rali", enfatiza o Morgan Stanley.

A visão é semelhante à do Santander, cujos analistas "continuam cautelosos em relação às ações", recomendando a manutenção dos papéis.

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