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quarta-feira, julho 22, 2009

Copom: expectativa é por corte de 50 pontos-base, último do atual ciclo

Copom: expectativa é por corte de 50 pontos-base, último do atual ciclo

Por: Gabriel Ignatti Casonato
21/07/09 - 18h05
InfoMoney

SÃO PAULO - O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anuncia nesta quarta-feira (22) a aguardada decisão com relação ao rumo da taxa Selic. E assim como na última reunião, a expectativa é de que o colegiado anuncie um novo corte no juro básico brasileiro, mas desta vez de 50 pontos-base, aponta a visão consensual entre os analistas.

De um modo geral, a aposta de que a autoridade monetária diminuirá o ritmo de seu último encontro - deixando assim a taxa básica de juro em 8,75% ao ano, no nível mais baixo de sua história - se baseia nas projeções de inflação bastante controladas, simultaneamente aos sinais ainda incertos sobre para onde a economia doméstica irá caminhar nos próximos meses.

No entanto, cabe ressaltar que o próprio comitê já sinalizou que o ciclo de afrouxamento monetário no País está muito próximo de seu encerramento, de modo que também é consenso entre os especialistas a crença de que o provável corte que será anunciado na quarta-feira deve ser o último da atual série, iniciada em janeiro deste ano.

Corte de 50 pontos-base é consenso...
"Parece bastante clara a sinalização por parte da autoridade monetária de que a taxa básica de juros será reduzida na próxima reunião", afirma a equipe do Santander, que aponta duas pistas que contribuem para a avaliação. A primeira, segundo ela, vem do último relatório de inflação, que apresentou projeções para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) sistematicamente abaixo das metas.

Já a segunda pode ser tomada na ata da última reunião do Copom, quando pela primeira vez, o colegiado minimizou os riscos associados à magnitude do movimento total realizado desde janeiro, ao expressar que as projeções de inflação já incorporam este fator.

No mesmo sentido, os analistas da Ativa Corretora avaliam que, com as expectativas inflacionárias bastante controladas, "não resta muito a fazer se não continuar o processo de flexibilização da política monetária". No entanto, em função da discrepância entre os níveis da produção industrial e das vendas no varejo, acreditam que, depois de meses de postura agressiva, deve prevalecer um maior conservadorismo por parte do comitê.

Também apostando no corte de 50 pontos-base, a equipe da Gradual Investimentos pondera as expectativas moderadas de inflação com a atual situação da economia brasileira, ao passo que os analistas da Merrill Lynch destacam a recente melhora dos principais dados econômicos do País para apostar na diminuição do ritmo de corte na Selic.

...assim como fim do ciclo de afrouxamento
Se a expectativa de corte de 0,50 ponto percentual no juro básico é consenso entre os analistas, o mesmo pode ser dito em relação à possibilidade de encerramento do ciclo de afrouxamento monetário já nesta reunião. O banco norte-americano, por exemplo, acredita que este será o último corte, "na medida em que a atividade doméstica vem mostrando sinais mais consistentes de recuperação".

O Santander, por sua vez, destaca que cortes adicionais da Selic tendem a ser contraproducentes, enquanto o mercado enxergar a economia já em recuperação robusta. "Assim, acreditamos que o Banco Central reduzirá a taxa básica em 50 pontos-base, mas ao mesmo tempo, deve encerrar o ciclo de afrouxamento e passar a mostrar ao mercado mais rigor e convicção no que se refere à inflação", afirmam os analistas do banco.

Também entendendo que o cenário mais provável é de que este seja o último corte, na avaliação da Ativa, a pergunta que fica é quando será a próxima alta na Selic. "Por enquanto, entendemos que antes do final do primeiro semestre de 2010 não parece ser necessário haver um aumento nos juros diante da folga criada em vários setores da economia", responde a instituição.

Por fim, a Gradual ressalta que os riscos que o BC enfrenta para subir novamente a taxa de juros a partir de 2010 são basicamente dois: uma possível volta da inflação e a deterioração da situação fiscal do governo. Neste sentido, cabe destacar também a visão do Banco Schahin, de que o provável corte de quarta-feira poderá ser o último do ciclo atual, "uma vez que a piora dos resultados fiscais poderá impedir novas reduções de juros no curto prazo".

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