Últimas 100 Atualizações do Website via Twitter:

Pesquise todo o conteúdo do website Horus Strategy abaixo:
Loading

sexta-feira, julho 31, 2009

Leão cerca o acionista

Receita vai investigar 1.481 pessoas físicas que teriam movimentado R$ 81 milhões em ações nos últimos cinco anos sem declarar imposto sobre os ganhos de capital.

Por Arnaldo Galvão, de Brasília
31/07/2009

Auditores da Receita Federal vão realizar operação especial para fiscalizar irregularidades encontradas em movimentações financeiras na bolsa, o que significa investigar 1.481 pessoas físicas responsáveis por transações de R$ 81 milhões nos últimos cinco anos. O grupo foi identificado por meio de cruzamento de informações prestadas por corretoras de valores e dados das declarações do Imposto de Renda (IR). A ação começa na próxima semana e envolve todas as unidades da Receita Federal no país.
Essa ação especial integra a Estratégia Nacional de Atuação da Fiscalização para este ano. O grupo de 1.481 contribuintes selecionados faz parte de um conjunto de 10.949 pessoas físicas que, desde 2004, movimentaram aproximadamente R$ 34 bilhões na bolsa de valores. São os casos de maior repercussão em um cenário de indícios de irregularidades tributárias.
O objetivo da fiscalização da Receita é combater a sonegação e aumentar a percepção de risco dos contribuintes, estimulando o cumprimento espontâneo das obrigações tributárias. Quem quiser se antecipar e regularizar suas pendências deve retificar suas declarações de IR e pagar a diferença de impostos e contribuições. Nesses casos, multa e juros não podem passar de 20% do valor principal.
Depois de iniciada a fiscalização, com a intimação apresentada pelos auditores, os contribuintes perderão a oportunidade de retificar suas declarações. Nesse caso, a cobrança do IR devido será acrescida de juros e multa que podem variar de 75% a 150%. Quando há suspeita da ocorrência de crime contra a ordem tributária, a Receita tem de enviar representação à Polícia Federal e ao Ministério Público.
A arrecadação do IR das pessoas físicas, segundo o último relatório divulgado pela Receita Federal, apresentou queda real de 9,7% no primeiro semestre quando comparada à do mesmo período de 2008. Nos primeiros seis meses de 2009, os pagamentos foram de R$ 7,79 bilhões ante R$ 8,18 bilhões no primeiro semestre de 2008.
De acordo com o relatório da Receita, essa queda foi provocada, principalmente, pelos itens "ganhos de capital" e "ganhos líquidos em operações em bolsa". Nos ganhos de capital, o valor de R$ 1,41 bilhão arrecadado neste ano representa queda real de 41,43% sobre o primeiro semestre de 2008. Quanto aos ganhos líquidos em operações em bolsa no primeiro semestre, o valor de R$ 278 milhões contabilizado para o período significa queda real de 48,26%.
De 1º de janeiro a 15 de julho deste ano, foram realizadas 3.908 operações de fiscalização a pessoas físicas pelos auditores da Receita em todo o país. Os créditos lançados - que envolvem tributos, multas e juros - chegaram a R$ 1,31 bilhão. Nessas operações, os grupos mais fiscalizados foram os de proprietários e dirigentes de empresas, profissionais liberais, funcionários públicos e aposentados, profissionais de ensino e técnicos e autônomos.
Considerando apenas a 8ª Região Fiscal (Estado de São Paulo), o primeiro semestre teve 992 fiscalizações de pessoas físicas, o que permitiu aos auditores lançar créditos de R$ 520,98 milhões.

Bookmark and Share

Bom dia ADVFN - PIB americano sofre contração menor que o esperado

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta sexta-feira

Sem nenhum indicador cadastrado na agenda doméstica desta sexta-feira (31/07), o investidor voltará sua atenção aos eventos dos Estados Unidos. Lá, o destaque máximo fica por conta da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre às 9h30 (horário de Brasília).

PIB americano sofre contração menor que o esperado

O PIB dos Estados Unidos sofreu uma queda de 1% no segundo trimestre deste ano, quando o esperado era uma queda de 1,5%. A queda do PIB era esperada inclusive pelo presidente Barack Obama, quando relatou ontem que, não somente o PIB sofreria uma nova contração, como o mercado de trabalho continuaria com sérios problemas. Apesar destes números não agradarem os especialistas, Obama tentou tranquilizar afirmando que o país não passará por outra grande depressão.

Últimos resultados corporativos em destaque

A Embraer registrou um lucro líquido de R$ 466,9 milhões no segundo trimestre deste ano, representando uma alta de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. A Walt Disney sofreu uma queda de 26% em seu lucro líquido ao somar US$ 954 milhões no segundo trimestre. A CSU CardSystem reportou um lucro líquido de R$ 4,77 milhões neste último trimestre, contra os R$ 2,12 milhões registrados um ano antes. A Sharp entrou no campo negativo e divulgou um prejuízo líquido de US$ 265 milhões no segundo trimestre. A MasterCard registrou um lucro líquido de US$ 716,3 milhões neste último trimestre, contra um prejuízo de US$ 299,7 milhões no mesmo período do ano passado.

Marcadores:

Bookmark and Share

quarta-feira, julho 29, 2009

ITAIPU, BRASIL & PARAGUAI: A reportagem que faltou

ITAIPU, BRASIL & PARAGUAI: A reportagem que faltou

Por Rolf Kuntz em 28/7/2009

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou em triplicar o preço pago ao Paraguai pela energia de Itaipu – de 120 milhões de dólares para 360 milhões de dólares anuais – e, além disso, decidiu permitir a venda direta de eletricidade no mercado brasileiro, num processo gradual, sem intermediação da Eletrobrás. Será preciso submeter as duas decisões aos Congressos dos dois países. Lula transmitiu ao colega Fernando Lugo, na sexta-feira (24/7), a disposição de oferecer melhores condições para a comercialização da eletricidade não consumida pelos paraguaios. O entendimento básico foi sacramentado no dia seguinte, depois de concluída a reunião de cúpula do Mercosul. Uma comissão terá 60 dias para dar a forma final à proposta de mudanças.

A imprensa brasileira cuidou do tema durante a semana toda. Acompanhou as conversas preliminares entre diplomatas e caçou detalhes a respeito de preços e de como os consumidores brasileiros serão afetados. Mostrou o empenho da diplomacia brasileira em fortalecer politicamente o presidente paraguaio. Mas o esforço de reportagem falhou num detalhe: ninguém tratou seriamente, pelo menos até o fim de semana, de confrontar a autorização oferecida ao Paraguai com as disposições do Tratado de Itaipu. Ainda na sexta-feira, o assessor especial da presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, havia chamado a atenção para uma dificuldade: os negociadores estavam procurando uma forma de não mexer no Tratado.

Ninguém parece ter tido o cuidado de perguntar onde estava o risco. A explicação não apareceu nas edições de sábado (25/7). No domingo (26), nenhum jornal explicou por que será preciso submeter inovações ao Congresso dos respectivos países.

Fontes à disposição

Se alguém tivesse tido curiosidade suficiente para ler o Tratado, poderia ter formulado algumas perguntas interessantes. O documento, assinado em 26 de abril de 1973, regula em dois artigos a divisão da energia produzida pela usina de Itaipu e as condições de comercialização do excedente.

Pelo artigo XIII, a energia "será dividida em partes iguais entre os dois países, sendo reconhecido a cada um deles o direito de aquisição, na forma estabelecida no artigo XIV", da parcela não utilizada pelo outro país para o próprio consumo. Segundo o artigo XIV, "a aquisição dos serviços de eletricidade da Itaipu será realizada pela Eletrobrás e pela Ande [Administración Nacional de Electricidad], que também poderão fazê-la por intermédio das empresas ou entidades brasileiras ou paraguaias que indicarem".

O texto parece claro: a compra e a venda serão sempre realizadas pela Ande e pela Eletrobrás, diretamente ou "por intermédio" de empresas ou entidades indicadas. Em outras palavras: quem comprar comprará em nome de uma das duas entidades estatais.

Perguntas evidentes:

1. É possível conciliar essas disposições com a venda de energia no mercado livre?

2. O simples fato de o Tratado não proibir expressamente esse tipo de venda corresponde a uma autorização?

3. Se a resposta à pergunta anterior for positiva, por que o artigo XIV designa explicitamente duas entidades vendedoras e compradoras?

Se o governo brasileiro decidiu aceitar a atuação da Ande como vendedora no mercado livre, algum assessor presidencial deve ter apontado uma base legal para essa decisão. Qual pode ser essa base? Pauteiros, editores e repórteres deveriam ter pensado em explorar esse tópico, procurando fontes oficiais e especialistas em direito internacional. Há alguns muito bons tanto em escritórios de advocacia quanto nas universidades.

O leitor dança

Nenhuma dessas perguntas é irrelevante. Durante muito tempo, o governo brasileiro, pressionado pelo paraguaio, aceitou em princípio discutir a elevação do preço pago pela energia, mas sempre rejeitou mexer no Tratado. Teria mudado de ideia?

À primeira vista, a autorização para a Ande ingressar no mercado, embora de forma gradual, colide com as disposições do artigo XIV. Especialistas podem propor uma interpretação diferente e mais favorável à decisão negociada entre os dois governos, mas seria preciso ouvi-los. Nesta, como em muitas outras coberturas, faltou a repórteres, pauteiros e editores aquela preocupação simples e elementar: examinar os textos.

Essa falha ocorre não só em coberturas de eventos internacionais, mas também no acompanhamento rotineiro de projetos em tramitação no Congresso. Os jornais publicam as opiniões de políticos e técnicos favoráveis e contrários ao projeto, mas com frequência deixam de cumprir a tarefa elementar publicar o texto ou um bom resumo de seus pontos mais polêmicos. O leitor acaba acompanhando o assunto por meio das palavras das pessoas interessadas, mas não tem a informação mínima e básica sobre o tema em discussão.

Bookmark and Share

Bom dia ADVFN - Santander prepara IPO no Brasil

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira

A agenda do investidor para esta quarta-feira (29/07) aparentemente irá mover tanto o mercado interno, quanto o mercado externo. No Brasil, o destaque fica por conta da divulgação dos resultados trimestrais da Vale. Importante também lembrar que hoje encerra o período de reservas para a oferta secundária da Natura. Nos Estados Unidos, atenção com a divulgação dos Pedidos de Bens Duráveis e principalmente com o Livro Bege.

Santander prepara IPO no Brasil

O grupo espanhol Santander começou a planejar uma IPO (oferta pública inicial de ações) de sua filial aqui no Brasil. A operação pretende movimentar no mínimo US$ 3 bilhões e comercializar 20% da filial brasileira. Sem muitos detalhes sobre o cronograma da oferta, tudo dependerá do interesse do mercado, mas inicialmente, projeta-se que a IPO seja realizada em setembro deste ano.

Últimos resultados corporativos em destaque

Saindo de um prejuízo de R$ 63,9 milhões, a Vivo registrou um lucro líquido de R$ 172,4 milhões no segundo trimestre. A Contax divulgou um lucro líquido de R$ 29,8 milhões no segundo trimestre deste ano, o que significa uma alta de 43,3% em relação ao ano passado. A ArcelorMittal reportou um prejuízo de US$ 792 milhões neste segundo trimestre contra um lucro líquido de US$ 5,83 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O lucro do grupo Santander na América Latina teve uma queda de 3,9% no primeiro semestre deste ano ao somar aproximadamente US$ 2,5 bilhões. A Nissan divulgou que sofreu um prejuízo líquido de 124 milhões de euros neste segundo trimestre. Quase também entrando no campo negativo, a Honda sofreu uma queda de 95,6% em seu lucro líquido ao somar 56,3 milhões de euros no segundo trimestre.

Marcadores:

Bookmark and Share

quarta-feira, julho 22, 2009

Bom dia ADVFN - Mercado espera um novo corte da Selic

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira

Hoje (22/07), há poucos indicadores cadastrados, porém de grande relevância, principalmente no âmbito doméstico. Termina nesta quarta-feira as reuniões do COPOM (Comitê de Política Monetária) a respeito, principalmente, da taxa básica de juros vigente no país. Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, realizará mais um discurso. Atenção também a divulgação dos novos Estoques de Petróleo. Na Europa, será divulgada a minuta sobre a última reunião do Banco Central Europeu.

Mercado espera um novo corte da Selic

Como marcado na agenda do investidor, hoje é o segundo dia de reunião do COPOM e após os pregões, será divulgada a nova taxa básica de juros Selic para as próximas semanas. O mercado continua sedento por cortes, uma vez que a economia gira mais rapidamente com os juros lá em baixo. Por outro lado, isto pode influenciar negativamente na inflação do país o que torna o jogo de cortar uma única taxa algo tão delicado. O presidente Lula afirmou ontem que há margem para cortes, porém a decisão cabe apenas aos integrantes do comitê. Atualmente, a Selic se encontra em 9,25% ao ano.

Últimos resultados corporativos

Apple divulgou um lucro líquido de US$ 1,23 bilhão no segundo trimestre deste ano, valor 15% superior ao do ano passado. Starbucks reportou um lucro líquido de US$ 240,8 milhões nos 9 últimos meses de seu ano fiscal (iniciado em outubro de 2008) , o que representou uma queda de 22,3% em relação ao mesmo período do ano fiscal passado. A AMD divulgou um prejuízo de US$ 330 milhões neste último trimestre. A Yahoo obteve um lucro de US$ 141,4 milhões, o que representou uma alta de 8% em comparação ao segundo trimestre de 2008. A Merck sofreu uma queda de 12% em seu lucro líquido neste segundo trimestre ao somar US$ 1,556 bilhão.

Marcadores:

Bookmark and Share

Vendas do Tesouro têm forte alta em junho e somam R$ 111 milhões, recorde no mês

Vendas do Tesouro têm forte alta em junho e somam R$ 111 milhões, recorde no mês

Por: Equipe InfoMoney
21/07/09 - 19h32
InfoMoney

SÃO PAULO - Nesta terça-feira (21) foi divulgado o balanço do Tesouro Direto referente ao mês de junho. No período, o volume financeiro vendido totalizou R$ 111,4 milhões, valor 113,7% superior ao observado em igual período de 2008 e recorde para um mês de junho desde a criação do programa (em janeiro de 2002).

No mês, a elevada demanda por títulos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), NTN-B e NTN-B Principal, ficou em evidência, com participação de 46,3%.

Na sequência, os títulos pré-fixados, LTN e NTN-F, aparecem em seguida entre os mais vendidos na classificação geral, com participação de 43,5% no total das vendas.

Pré-fixados Volume Financeiro
(em R$ milhões) Participação
LTN 27,58 24,76%
NTN-F 20,81 18,69%
Indexados à Taxa Selic Volume Financeiro
(em R$ milhões) Participação
LFT 11,37 10,21%
Indexados ao IPCA Volume Financeiro
(em R$ milhões) Participação
NTN-B 23,99 21,54%
NTN-B Principal 27,61 24,79%

Total 111,36 100%

Avanço nos estoques
O estoque total do Tesouro Direto alcançou o valor de R$ 2,934 bilhões, o que representa um incremento de 73,3% sobre junho de 2008. Os títulos remunerados por índices de preços responderam pelo maior volume no estoque, alcançando 44,4%: 41,11% para as NTN-B e NTN-B Principal e 3,53% para as NTN-C.

Na sequência aparecem os títulos pré-fixados, com participação de 38,6%, destacando-se as LTN com 23,05% do estoque total. Para completar, a participação dos títulos indexados à taxa Selic foi de 17,0% no mês.

Bookmark and Share

Corretora reduz preço-justo das ações da Ultrapar, mas mantém recomendação

Corretora reduz preço-justo das ações da Ultrapar, mas mantém recomendação

Por: Equipe InfoMoney
21/07/09 - 20h58
InfoMoney

SÃO PAULO - A Itaú Corretora cortou sua projeção para o preço-justo das ações da Ultrapar (UGPA4) ao final de 2009, passando de R$ 92,10 para R$ 88,10, mas reiterou sua recomendação "outperform" (acima da média do mercado).

A equipe responsável pela análise apontou mudanças em suas premissas macroeconômicas, o que afetou levemente os resultados previstos para o segundo trimestre do ano. Segundo a corretora, a queda nos preços do diesel e da gasolina diminuiu as estimativas, "mas certamente dará abertura para uma recuperação futura".

"A revisão nos trouxe, mais uma vez, um cenário mais otimista para as produtoras de combustível", afirma a corretora em seu relatório, esperando novos ganhos com as melhorias do Ipiranga e a consolidação da Texaco.

A expectativa é de que o Ipiranga apresente crescimento no seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), tanto na passagem anual quanto na trimestral. Já a Texaco, que irá estrear nos resultados da holding, deverá ver seu desempenho afetado pelas despesas do processo de consolidação, mas a velocidade com que a conversão está ocorrendo alimenta a expectativa de que a sinergia resulte em ganhos rapidamente.

PIB afeta
Outras subsidiárias, como a Ultragaz e a Ultracargo, devem sofrer ajustes devido à mudança das estimativas em torno do PIB (Produto Interno Bruto) e da inflação.

Contudo, é esperado que essas companhias apresentem melhorias no segundo trimestre devido ao crescimento do mercado de LPG (sigla em inglês para Gás Líquido Derivado do Petróleo) e os ganhos gerados com a sinergia da consolidação com a União Terminais.

Bookmark and Share

Cade poderá aplicar maior multa de toda sua história à Ambev, superior a R$ 200 mi

Cade poderá aplicar maior multa de toda sua história à Ambev, superior a R$ 200 mi

Por: Equipe InfoMoney
22/07/09 - 07h50
InfoMoney

SÃO PAULO - De olho na regulamentação, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) poderá multar a Ambev (AMBV4) em mais de R$ 200 milhões por estabelecer práticas anticompetitivas.

A autarquia avaliará se o programa "Tô Contigo", no qual revendedores participavam de uma fidelização e obtinham descontos caso comprassem exclusivamente produtos da Ambev, é uma prática ilegal de mercado.

A multa varia entre 1% a 30% do faturamento da companhia no ano anterior ao período da ação. Desta forma, se a cervejaria for multada apenas pelo valor mínimo, já será o maior montante despendido por uma empresa em um pagamento ao Cade.

Briga antiga
À época do programa, a concorrente Schincariol acusou a Ambev de concentrar mercado. "O objetivo para a imposição de tais barreiras seria o aumento de preços dos produtos após a redução da concorrência", disse a Schincariol, em nota enviada à SDE (Secretaria de Direito Econômico), no decorrer de 2004.

Defendendo-se, a Ambev afirmou no processo que o programa "Tô Contigo" teve como objetivo "aumentar o nível de satisfação dos participantes e não foi uma reação ao lançamento da cerveja Nova Schin, visto que foi anterior ao início da comercialização dessa marca".

Bookmark and Share

Forte resultado trimestral da GVT agrada, mas não surpreende analistas

Forte resultado trimestral da GVT agrada, mas não surpreende analistas

Por: Equipe InfoMoney
21/07/09 - 21h05
InfoMoney

SÃO PAULO - A GVT (GVTT3) divulgou seu resultado do segundo trimestre nesta segunda-feira (20), destacando o aumento de 22,7% no lucro líquido frente ao visto no mesmo período do último ano e incremento na margem Ebitda (relação percentual entre a geração operacional de caixa e a receita líquida).

Os analistas destacaram o bom resultado, que veio acima do esperado. Para a Itaú Corretora, o mercado já tinha precificado o bom desempenho da companhia, visto a valorização recente dos papéis, já superando o desempenho do Ibovespa em cerca de 8 pontos percentuais em julho.

A corretora também reafirmou sua recomendação de outperform - desempenho acima do mercado - para as ações, porém ressaltou o rali de 30% nos preços desde o final de abril, sugerindo precaução aos investidores, que já devem considerar alguma realização de lucros.

A Bradesco Corretora compartilha da mesma visão, afirmando que os resultados não foram "muito maiores do que as expectativas do mercado", porém, afirma que continua confiante nas perspectivas da GVT, conforme a companhia "deve continuar a expandir seu market share" e a sua área de alcance.

Setor defensivo
Já a Link Investimentos ressalta o caráter defensivo dos papéis, dado que o setor de telecomunicações tem se mostrado resistente à crise econômica.

Segundo os analistas da corretora, isto se deve à maior exposição ao mercado interno e às baixas taxas de penetração da telefonia móvel, da banda larga e da TV por assinatura no mercado brasileiro, o deve garantir ao segmento um crescimento superior ao da economia em 2009.

Bookmark and Share

National Australia Bank venderá US$ 2,2 bilhões em ativos para preservar liquidez

National Australia Bank venderá US$ 2,2 bilhões em ativos para preservar liquidez

Por: Equipe InfoMoney
21/07/09 - 21h24
InfoMoney

SÃO PAULO - O National Australia Bank, maior banco australiano em ativos, divulgou uma nota antes da abertura do pregão da quarta-feira (22), em que anuncia a venda de US$ 2,2 bilhões em ações para compensar o aumento da inadimplência e também para financiar possíveis aquisições.

Inadimplência
Apesar dos impactos da crise não terem sido tão fortes na Austrália até o momento, o CEO (Chief Executive Officer) do NAB, Cameron Clyne, justifica o aumento de capital como uma provisão contra a perspectiva de aumento do nível de desemprego no país, o que deve incorrer em aumento dos níveis de inadimplência.

"Este aumento de capital não só assegura a manutenção dos fortes balanços como também nos dá a flexibilidade necessária para amparar nossos clientes" afirma Clyne.

Aquisições
No último mês o banco australiano adquiriu a seguradora Aviva, e, segundo o CEO, o capital excedente pode ser usado para financiar outras aquisições.

Bookmark and Share

Dois maiores fundos de pensão dos EUA sofrem forte queda no valor de seus ativos

Dois maiores fundos de pensão dos EUA sofrem forte queda no valor de seus ativos

Por: Equipe InfoMoney
21/07/09 - 21h26
InfoMoney

SÃO PAULO - Os dois maiores fundos de pensão dos Estados Unidos sofreram acentuadas desvalorizações em seus ativos ao final do ano fiscal em junho, segundo reportou a mídia internacional nesta terça-feira (21).

O Calpers (California Public Employees Retirement System - programa de aposentadoria dos funcionários públicos do estado da Califórnia), maior fundo de pensão do país, apresentou desvalorização recorde de 23,4% no valor de seus ativos, que somavam US$ 180,9 bilhões no sexto mês do ano frente aos US$ 237,1 bilhões registrados em igual período de 2008.

"Este resultado não é nenhuma surpresa; está em linha com o que nós esperávamos frente ao colapso dos mercados ao redor do mundo", disse o diretor de investimentos do fundo, Joe Dear, em nota. Em março deste ano, os ativos chegaram a cair ao patamar de US$ 160 bilhões.

Calstrs
Também marcando forte desvalorização, o Calstrs (California State Teachers' Retirement System - sistema de aposentadoria aos professores do estado da Califórnia), segundo maior fundo de pensão do país, teve queda de 25% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado. A previsão inicial era de que a quantia tivesse acúmulo de US$ 118,8 bilhões ao final do ano fiscal.

"Em adição às severas oscilações nos mercados globais, os resultados também foram afetados pela queda sem precedentes nos valores das propriedades públicas, como o Calstrs havia relatado", disse o fundo, em nota.

A classificação dos dois fundos de pensão foi colocada em revisão para possível downgrade pela agência de classificação de risco Moody's, na última sexta-feira.

Bookmark and Share

Empréstimo de socorro dado ao CIT Group oferece grande prêmio aos credores

Empréstimo de socorro dado ao CIT Group oferece grande prêmio aos credores

Por: Equipe InfoMoney
22/07/09 - 07h10
InfoMoney

SÃO PAULO - À luz da ameaça de concordata, o acordo fechado pelo CIT Group e seus credores, como Pimco (Pacific Investment Management) e Centerbridge Partners, se revela muito exigente para o tomador.

A instituição financeira concordou em pagar um ticket inicial de US$ 100 milhões, ou 5% do volume emprestado, e pagará taxa anual de juros na casa dos 13%.

Além disso, o CIT Group ofereceu quantia superior a US$ 10 bilhões de seus ativos em forma de colaterais como seguro ao empréstimo de apenas US$ 2 bilhões.

Melhor para quem?
"A diretoria acredita que foi o melhor que poderia fazer e melhor para os acionistas", disse Curt Ritter, porta-voz do CIT. No entanto, os custos do empréstimo preocupam, à medida que superam a taxa interbancária Libor (London Interbank Offered Rate) em mais de 25 vezes, conforme a última medição (0,503%).

Por fim, cabe ressaltar que o risco de perdas pelos credores é relativamente baixo, ao passo que, mesmo em caso de concordata do CIT Group, os ativos penhorados como colaterais devem suprir o custo do financiamento.

Bookmark and Share

LG sinaliza recuperação e reporta lucro de US$ 903 milhões no segundo trimestre

LG sinaliza recuperação e reporta lucro de US$ 903 milhões no segundo trimestre

Por: Equipe InfoMoney
22/07/09 - 07h40
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando continuidade à temporada de resultados corporativos, a quarta-feira (22) é marcada pelos números da sul-coreana LG, que reportou lucro operacional de 1,13 trilhão de won no segundo trimestre de 2009.

O montante, que equivale a US$ 903 milhões, foi superior ao previsto por boa parte dos analistas e superou os ganhos reportados nos primeiros três meses do ano (856 bilhões de won) e no mesmo período de 2008 (707 bilhões de won).

A performance da empresa, que é a terceira maior fabricante de celulares do mundo, mostrou recuperação de maneira mais rápida do que muitas de suas concorrentes, que ainda demonstram fragilidade com a crise mundial.

Melhora no resultado
Segundo informado pela empresa, os números refletiram o aumento nas vendas de TVs de cristal líquido e os benefícios trazidos com o lançamento de telefones touch screen, que a ajudaram a obter uma melhora significativa no desempenho trimestral.

Bookmark and Share

Copom: expectativa é por corte de 50 pontos-base, último do atual ciclo

Copom: expectativa é por corte de 50 pontos-base, último do atual ciclo

Por: Gabriel Ignatti Casonato
21/07/09 - 18h05
InfoMoney

SÃO PAULO - O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anuncia nesta quarta-feira (22) a aguardada decisão com relação ao rumo da taxa Selic. E assim como na última reunião, a expectativa é de que o colegiado anuncie um novo corte no juro básico brasileiro, mas desta vez de 50 pontos-base, aponta a visão consensual entre os analistas.

De um modo geral, a aposta de que a autoridade monetária diminuirá o ritmo de seu último encontro - deixando assim a taxa básica de juro em 8,75% ao ano, no nível mais baixo de sua história - se baseia nas projeções de inflação bastante controladas, simultaneamente aos sinais ainda incertos sobre para onde a economia doméstica irá caminhar nos próximos meses.

No entanto, cabe ressaltar que o próprio comitê já sinalizou que o ciclo de afrouxamento monetário no País está muito próximo de seu encerramento, de modo que também é consenso entre os especialistas a crença de que o provável corte que será anunciado na quarta-feira deve ser o último da atual série, iniciada em janeiro deste ano.

Corte de 50 pontos-base é consenso...
"Parece bastante clara a sinalização por parte da autoridade monetária de que a taxa básica de juros será reduzida na próxima reunião", afirma a equipe do Santander, que aponta duas pistas que contribuem para a avaliação. A primeira, segundo ela, vem do último relatório de inflação, que apresentou projeções para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) sistematicamente abaixo das metas.

Já a segunda pode ser tomada na ata da última reunião do Copom, quando pela primeira vez, o colegiado minimizou os riscos associados à magnitude do movimento total realizado desde janeiro, ao expressar que as projeções de inflação já incorporam este fator.

No mesmo sentido, os analistas da Ativa Corretora avaliam que, com as expectativas inflacionárias bastante controladas, "não resta muito a fazer se não continuar o processo de flexibilização da política monetária". No entanto, em função da discrepância entre os níveis da produção industrial e das vendas no varejo, acreditam que, depois de meses de postura agressiva, deve prevalecer um maior conservadorismo por parte do comitê.

Também apostando no corte de 50 pontos-base, a equipe da Gradual Investimentos pondera as expectativas moderadas de inflação com a atual situação da economia brasileira, ao passo que os analistas da Merrill Lynch destacam a recente melhora dos principais dados econômicos do País para apostar na diminuição do ritmo de corte na Selic.

...assim como fim do ciclo de afrouxamento
Se a expectativa de corte de 0,50 ponto percentual no juro básico é consenso entre os analistas, o mesmo pode ser dito em relação à possibilidade de encerramento do ciclo de afrouxamento monetário já nesta reunião. O banco norte-americano, por exemplo, acredita que este será o último corte, "na medida em que a atividade doméstica vem mostrando sinais mais consistentes de recuperação".

O Santander, por sua vez, destaca que cortes adicionais da Selic tendem a ser contraproducentes, enquanto o mercado enxergar a economia já em recuperação robusta. "Assim, acreditamos que o Banco Central reduzirá a taxa básica em 50 pontos-base, mas ao mesmo tempo, deve encerrar o ciclo de afrouxamento e passar a mostrar ao mercado mais rigor e convicção no que se refere à inflação", afirmam os analistas do banco.

Também entendendo que o cenário mais provável é de que este seja o último corte, na avaliação da Ativa, a pergunta que fica é quando será a próxima alta na Selic. "Por enquanto, entendemos que antes do final do primeiro semestre de 2010 não parece ser necessário haver um aumento nos juros diante da folga criada em vários setores da economia", responde a instituição.

Por fim, a Gradual ressalta que os riscos que o BC enfrenta para subir novamente a taxa de juros a partir de 2010 são basicamente dois: uma possível volta da inflação e a deterioração da situação fiscal do governo. Neste sentido, cabe destacar também a visão do Banco Schahin, de que o provável corte de quarta-feira poderá ser o último do ciclo atual, "uma vez que a piora dos resultados fiscais poderá impedir novas reduções de juros no curto prazo".

Marcadores:

Bookmark and Share

terça-feira, julho 21, 2009

Maioria das empresas que abriu capital nos últimos anos remunera acionistas com mínimo de 25% do lucro. Novas empresas pagam velhos dividendos.

Roberta Campassi e Graziella Valenti, Valor Online, 21/07/2009

Pode perguntar na praça sobre dividendos de companhias abertas brasileiras e é grande a chance de se ouvir que a lei garante uma distribuição de, no mínimo, 25% do lucro líquido anual. Essa, porém, é uma meia verdade, pois há espaço na lei para que as empresas paguem menos do que isso. Mas, até agora, apenas quatro companhias, dentre as novatas da bolsa, preveem distribuições menores em seus estatutos sociais.

Anhanguera Educacional, Kroton e Universo Online (UOL) abriram capital prevendo no estatuto social que reservariam apenas 1% do lucro para distribuir aos acionistas como dividendo mínimo obrigatório. O caso da OGX Petróleo e Gás é ainda mais chamativo. A empresa separa somente 0,001% de seus resultados para dividir entre os sócios.

O Valor observou o prospecto da oferta de ações de 95 companhias que abriram capital desde 2004 até este ano - de um total de 109. Dessas, 86 optaram pelo senso comum estabelecido de prever o pagamento mínimo de 25% do lucro. Outras cinco empresas decidiram que distribuiriam mais do que o mínimo.

O pagamento de um dividendo mínimo obrigatório é uma preocupação desde a criação da Lei das Sociedades por Ações, em 1976. Antes mesmo dela, o decreto-lei de 1940 que regia as sociedades anônimas já tratava a distribuição de dividendo como exigência.

Tal atenção foi dada a essa questão no Brasil em função da existência das ações preferenciais, que não possuem direito a voto e têm pouco ou nenhum poder de influenciar as decisões sobre a remuneração dos acionistas. Nos Estados Unidos, por exemplo, não há exigência legal para dividendo mínimo. A decisão de pagar e o quanto cabe ao conselho de administração da empresa. Pode haver uma política preestabelecida ou ser uma decisão tomada a cada ano.

A Anhanguera, que estreou a opção de ter um dividendo mínimo inferior a 25%, alega que a prática se deve à estratégia de usar todos os recursos disponíveis para crescer. A companhia, desde que abriu capital, tem uma política agressiva de aquisições. "Optamos por pagar 1% porque estamos numa fase de crescimento fortíssimo e todos os recursos estão comprometidos com o projeto de expansão", diz José Augusto Teixeira, diretor de relações com investidores e planejamento da Anhanguera.

Segundo ele, os investidores nunca questionaram essa fatia. O executivo explica que a política de dividendos poderá ser revista à medida que a empresa tiver geração de caixa suficiente para bancar os investimentos em expansão. "Projetamos que em 2011 já estaremos gerando caixa acima do necessário para o crescimento."

Caso semelhante é o da OGX. Ainda em fase pré-operacional, a companhia, que captou R$ 6,7 bilhões, pretende direcionar todos os esforços para exploração e prospecção de óleo, pelo menos, nos próximos três a quatro anos, explica Marcelo Torres, diretor financeiro da empresa. Pelo fato de ainda não ter uma atividade operacional que gere receitas e resultados, explica o executivo, a empresa tem apenas resultado financeiro. "Não queremos ser forçados a distribuir dividendos sobre esse lucro. Por enquanto, queremos preservar todos os recursos para investir."

Entretanto, para poder pagar menos do que 25%, a companhia precisa chegar ao mercado com essa previsão e nunca decidir alterá-la. A Lei das Sociedades por Ações estabelece que a companhia determine em estatuto um dividendo mínimo. Caso não o faça, terá de pagar aos acionistas 50% do lucro líquido. Num cenário em que decida regular a questão em estatuto, não poderá adotar percentual inferior a 25% do resultado líquido.

O jurista Nelson Eizirik destaca, contudo, que a determinação desse mínimo (de 25%) perde relevância no ambiente do Novo Mercado, em que só existem ações ordinárias, que dão direito a voto. Os sócios das companhias desse segmento podem opinar sobre a matéria em assembleia e ainda pedirem alterações nas políticas.

Apesar da liberdade de poder ter optado por fatia menor, a maioria das novatas preferiu não contrariar o senso comum e evitar estranhamento dos investidores e adotou os 25%.

A própria Kroton, que chegou à bolsa com previsão de 1% do lucro para distribuir entre os acionistas, elevou para 25% em assembleia no último dia 13. "Na prática, foi um alinhamento à maioria dos estatutos, porque poderíamos pagar mais do que 1% desde que fosse aprovado em assembleia", diz Alicia Gross Figueiró Pinheiro, diretora de relações com investidores da empresa. A medida ocorreu logo após o ingresso do fundo de participações Advent no controle da companhia, mediante um aporte de R$ 220 milhões no negócio.

Mesmo antes dessa alteração formal, a companhia já havia decidido distribuir fatia superior. A previsão estatutária é sempre o piso. Quando houver excesso após a alocação do lucro entre as diversas reservas, a empresa é obrigada a distribuir esse adicional aos sócios.

No caso da Kroton, em abril, a companhia já havia aprovado o pagamento de dividendos no valor de até R$ 25 milhões. Destes, R$ 12,9 milhoes foram pagos sobre o resultado de 2008 e equivalem a 42% do lucro do ano, de R$ 30,5 milhões. A outra parcela, de R$ 12,1 milhões, será paga em setembro, referente ao lucro do primeiro trimestre do ano, de R$ 24,9 milhões.

Vale lembrar que a companhia, uma vez que adotar os 25%, não pode reduzir essa fatia. "Pode diminuir se previr mais do que isso, mas aí terá que pagar o direito de retirada", explica o jurista Modesto Carvalhosa. Na prática, significa que a empresa teria de oferecer recomprar a ação do investidor pelo seu valor patrimonial caso este não concordasse com a alteração. "Mas não pode ir para menos que 25% , nesses casos."

Bookmark and Share

Santander confirma que está avaliando possibilidade de realizar oferta de ações

InfoMoney

SÃO PAULO - O Banco Santander confirmou nesta terça-feira (21) que está estudando a viabilidade e a conveniência da realização de uma oferta pública primária de ações de sua emissão. A informação havia sido divulgada pelo jornal Valor Econômico nesta manhã.

Sem fornecer maiores detalhes, entretanto, o comunicado do Santander informa que "ainda não houve qualquer decisão quanto à realização da operação que dependerá, dentre outros fatores, das condições de mercado existentes na ocasião".

Especulações
De acordo com a matéria do Valor Econômico, há rumores de que a operação começará em setembro e pode superar os R$ 6 bilhões, fornecendo maiores recursos para o banco ampliar as operações no território brasileiro.

Bookmark and Share

Oferta da BRF sai a R$ 40 e totaliza R$ 5,29 bilhões

O preço das ações ordinárias (ON) da Brasil Foods (BRF, nova denominação de Perdigão) no âmbito da oferta primária saiu a R$ 40, com desconto de 1,45% em relação ao preço de fechamento de hoje (R$ 40,59) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Foram registradas 132,25 milhões de ações, totalizando R$ 5,29 bilhões, segundo informações enviadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que significa que foram vendidos integralmente os lotes principal, de 115 milhões de ON, e suplementar, de 17,25 milhões de papéis.

Segundo fontes, a demanda tanto entre os investidores institucionais quanto no varejo foi grande. "Foi uma oferta bem colocada tanto no varejo quanto no lado institucional", comentou um deles, para quem certamente haverá rateio entre os investidores. Na ponta institucional, segundo fontes, a demanda foi alavancada porque a expectativa é de que BRF aumente sua participação nas carteiras teóricas dos diversos índices de ações dos quais participa, como o Ibovespa. "É quase certo que a BRF irá aumentar sua participação no Ibovespa, então muitos fundos de investimento que tem esse indicador como meta (benchmark) participaram da oferta já se antecipando a esse acontecimento". A primeira prévia da carteira do Ibovespa que irá vigorar entre os meses de setembro e dezembro será feita no dia 3 de agosto.
Outro movimento que merece destaque foi o rearranjo de investidores, com o intuito de participar da oferta prioritária. "Muitos compraram ações antecipadamente no mercado à vista, de olho nos direitos de subscrição da oferta prioritária, considerados atraentes", disse uma fonte. Na época do anúncio da oferta, por exemplo, a corretora Morgan Stanley havia recomendado aos investidores que comprassem a ação de BRF ao preço de R$ 37 para garantir o direito de subscrição na oferta prioritária.

Os papéis da operação foram prioritariamente oferecidos aos acionistas atuais da BRF e da Sadia e, após o atendimento da oferta prioritária, 10% do remanescente foi destinado ao varejo. Na prioritária, cada ação de BRF assegurava o direito de subscrição de 0,378306 ação. E cada ação da Sadia assegurava o direito de subscrição de 0,050314 ação. No varejo, os investidores podiam reservar de R$ 3 mil a R$ 300 mil. As ações da BRF começarão a ser negociadas na Bovespa na quinta-feira (dia 23).

Marcadores: ,

Bookmark and Share

Bom dia ADVFN - Hoje ao vivo: NightCall - Panorama Semanal

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta terça-feira

Hoje (21/07), não há muitos indicadores cadastrados na agenda do investidor, tanto no âmbito doméstico quanto externo. No Brasil, o destaque fica por conta do primeiro dia de reunião do COPOM. Nos Estados Unidos, não há indicadores padrões cadastrados, apenas o discurso do Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Banco Central norte-americano).

Últimos resultados corporativos em destaque

A GVT reportou um lucro líquido de R$ 70,288 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representa uma alta de 22,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Brasil Ecodiesel divulgou um lucro líquido de R$ 21 milhões neste último trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 83 milhões do mesmo período no ano passado.

Bookmark and Share

segunda-feira, julho 20, 2009

Bom dia ADVFN - Brasil Foods: Reserva para OPA termina hoje

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta segunda-feira

A semana inicia com destaque nas duas pontas. No Brasil, o investidor enfrentará o vencimento de opções sobre as ações da série G. Nos Estados Unidos, conhecerá o Leading Indicators, relatório responsável por compilar indicadores previamente publicados e de grande relevância ao mercado.

Brasil Foods: Reserva para OPA termina hoje

Termina hoje (20/07) o prazo para os investidores realizarem o pedido de reserva para participarem da oferta primária de ações da Brasil Foods. Segundo o cronograma, após o encerramento das reservas, o processo de bookbuilding será finalizado amanhã (21/07), onde é divulgado o preço final por ação que cada investidor de fato comprou. No total, serão emitidas 115.000.000 ações ordinárias e a faixa de investimento mínimo e máximo para o investidor de varejo segue o padrão do mercado: entre R$ 3.000,00 e R$ 300.000,00. As ações serão negociadas nesta quinta-feira (23/07).

Últimos resultados corporativos em destaque

A Votorantim Celulose e Papel (VCP) reportou um lucro líquido de R$ 533 milhões no segundo trimestre deste ano, contra um lucro de R$ 135 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A Natura divulgou um lucro líquido de R$ 168,3 milhões neste último trimestre, uma alta de 19,3% em relação ao resultado no mesmo período do ano passado.

Bookmark and Share

Odebrecht descobre petróleo em Angola

Odebrecht descobre petróleo em Angola

Criada há três anos, a divisão de petróleo e gás da construtora Odebrecht anuncia hoje sua primeira grande descoberta, em Angola, na África. O óleo, considerado leve, de boa qualidade, foi encontrado a uma profundidade de 4.725 metros, a 315 quilômetros da costa de Luanda. A empresa brasileira participa com 15% no consórcio, operado pela Maersk Oil (50%) e integrado ainda pela estatal angolana Sonangol (20%) e a americana Devon (15%). Segundo o presidente da companhia, Miguel Gradin, não está descartada a possibilidade de perfurações no pré-sal desta área em Angola. “Mas isso ainda não está nos planos de curto prazo. Precisa ser melhor avaliado”, disse, em entrevista à Agência Estado. Ainda não há detalhes do volume encontrado na reserva nem de quando a área poderá começar a produzir. Os investimentos da Odebrecht na área foram de US$ 90 milhões e pelo menos mais três poços devem ser perfurados no local até o final do ano. A Odebrecht estima investir em todo o setor de petróleo US$ 4 bilhões até 2011. A descoberta seguiu o padrão de óleo encontrado em Angola: leve, com 36 graus API (quanto mais próximo de 50 graus, melhor a qualidade). Além da área em Angola, a Odebrecht já havia feito uma descoberta em seu único bloco em terra no Brasil, na Bacia de Potiguar. As avaliações na área devem ser concluídas no primeiro trimestre de 2010, e deverão dimensionar o campo, considerado pequeno perto dessa nova reserva em Angola. Entre os planos da companhia no exterior, ele revela que a Odebrecht está em negociação com a petroleira estatal PDVSA para atuar em campos terrestres maduros na Venezuela. “Estamos avaliando oportunidades”, disse. Outra possibilidade, segundo ele, é de atuar na exploração de áreas no Peru. Essa, segundo ele, em nível mais embrionário.

Bookmark and Share

Bank of America apresenta lucro por ação acima do esperado pelo mercado

Bank of America apresenta lucro por ação acima do esperado pelo mercado

Por: Rafael de Souza Ribeiro
17/07/09 - 08h18
InfoMoney

SÃO PAULO - O Bank of America reportou lucro líquido de US$ 3,22 bilhões, US$ 0,33 por ação, no segundo trimestre de 2009, enquanto no mesmo período do ano passado havia apresentado lucro de US$ 3,4 bilhões. No semestre, o lucro acumulado foi de US$ 7,5 bilhões, bem acima do reportado um ano antes.

A receita líquida da instituição somou US$ 32,77 bilhões, 60% superior aos US$ 20,41 bilhões apresentados no segundo trimestre de 2008. Contudo, a cifra ficou um pouco abaixo do reportado no trimestre passado, quando ficou em US$ 35,75 bilhões.

Depois de divulgado o resultado, as ações do banco operam em alta de 1% nas negociações que antecedem a abertura do mercado em Wall Street. Vale lembrar que os analistas esperavam lucro por ação de US$ 0,28.

Bancos em alta

O Goldman Sachs reportou
lucro líquido acima do esperado pelo mercado, assim como os númerosdo JP Morgan.

Bookmark and Share

Vale: expansão em fertilizantes é 'objetivo estratégico'

Vale: expansão em fertilizantes é 'objetivo estratégico'

A Vale divulgou hoje um comunicado ao mercado dizendo que até o momento não realizou qualquer proposta para a aquisição de empresas no setor de fertilizantes. Na última quarta-feira, a Agência Estado publicou reportagem, na qual uma fonte afirmou que a mineradora brasileira estuda entrar na disputa pela Mosaic, empresa controlada pela Cargill Fertilizantes e a IMC Global, duas líderes no segmento de agronegócio. No comunicado, a Vale não confirma nem nega a análise de adquirir a Mosaic e apenas informa ser "frequentemente" procurada por intermediários financeiros para verificar oportunidades de aquisições no segmento de fertilizantes. Entretanto, a mineradora destaca que irá se manifestar publicamente, na eventualidade de qualquer decisão. A companhia ressaltou que a expansão no segmento de fertilizantes é considerada um de seus "objetivos estratégicos". Segundo o comunicado, a mineradora tem a sua disposição "amplas formas de opções de crescimento orgânico". A empresa informou que esse caminho é tido como prioritário e oferece alto retorno. "Superior àquelas apresentados por eventuais investimentos em aquisições de empresas", diz. Entretanto, no início do comunicado, a mineradora lembrou que também explora aquisições de ativos e empresas como instrumento para atingir seu objetivo permanente de criação de valor. "Com seus investimentos em projetos de fertilizantes, a Vale dará importante suporte como fornecedora de matéria-prima para a expansão da agricultura brasileira, uma das maiores e com maior potencial de crescimento no mundo, contribuindo, inclusive, para que nossos agricultores possam se defrontar com um ambiente bem mais competitivo na oferta de insumos essenciais para a produtividade de suas lavouras", diz o comunicado. A empresa lembrou ainda que, por sua sólida posição financeira, é naturalmente alvo de rumores e especulações sobre compra de empresas no ramo de mineração. A reportagem publicada pela Agência Estado na última quarta-feira, informou que a principal concorrente da Vale, a anglo-australiana BHP Billiton também estaria interessada na Mosaic. O negócio é avaliado em cerca de US$ 25 bilhões, cifra que embute um prêmio de controle sobre o atual valor de mercado da companhia, que gira na casa dos quase US$ 20 bilhões na Bolsa de Valores de Nova York. Segundo a fonte, a Cargill vem sendo assessorada na venda do ativo pelo Banco Credit Suisse. Já a Vale estaria trabalhando com o Morgan Stanley no desenvolvimento de uma proposta a ser levada aos controladores da Mosaic, uma das líderes na produção e comercialização de fertilizantes e nutrientes para alimentação animal e que atua em mais de 40 países.

Bookmark and Share

Nestlé arrenda a maior fábrica da Parmalat

Nestlé arrenda a maior fábrica da Parmalat
Com a aquisição, empresa reforça liderança no setor

Portal EXAME -

A Nestlé vai fortalecer ainda mais a sua atividade em leite longa vida, segmento que vem registrando forte crescimento nos últimos anos. Nesta sexta-feira (17), a companhia informou que vai arrendar a maior fábrica da Parmalat, em Carazinho, no Rio Grande do Sul, por um prazo de 35 anos. A operação é mais uma etapa de reestruturação da Parmalat, hoje em recuperação judicial.

Com a nova fábrica, a Nestlé aumentará a produção de leite premium das marcas Ninho e Molico, lançados em abril deste ano. Além das instalações da fábrica e todo o equipamento, o negócio inclui seis postos de recepção e resfriamento de leite instalados nas cidades gaúchas de Giruá, Augusto Pestana, Casca, Boa Vista do Buricá e São Paulo das Missões, além da catarinense Xanxerê.

“A operação dessa fábrica nos possibilitará crescer no segmento de leites premium. (...) Vamos também impulsionar o desenvolvimento da bacia leiteira no Rio Grande do Sul”, disse o presidente da Nestlé Brasil, Ivan Zurita, em comunicado.

A Nestlé e sua afiliada DPA são as líderes em captação de leite no Brasil. Em 2008, a empresa atingiu a marca de 1,9 bilhão de litros de leite, segundo dados da associação Leite Brasil.

Em junho, no 1º Fórum RPCA - Responsabilidade Produtiva na Cadeia Alimentícia, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), o presidente da Nestlé Ivan Zurita disse que a empresa negociava pelo menos duas aquisições no país. Na época já havia rumores sobre a compra da unidade da Parmalat. Outro segmento que recebe atenção especial da Nestlé é o de água mineral. Em dezembro do ano passado, a companhia comprou as fontes da Água Mineral Santa Bárbara e parte de suas instalações industriais.

Às 11h58, as ações da Parmalat (MILK11) registravam forte alta de 7,14%, negociadas a 0,60 reais. No mesmo instante, o Ibovespa subia 0,22%, aos 52.032 pontos.

Bookmark and Share

China avança nos investimentos e no comércio com a África

China avança nos investimentos e no comércio com a África
Por Barry Mason
17 Noviembre 2006

Este artigo foi publicado no WSWS, originalmente em inglês, no dia 15 de Novembro de 2006.

O Presidente Hu Jintao afirmou que a China oferecerá 5 bilhões de dólares em empréstimos e assistência à África até 2009.

Durante o primeiro final de semana de novembro, 48 representantes de 53 países africanos, incluindo muitos chefes de governo, se reuniram na capital chinesa de Beijing.

O regime chinês utilizou todos os recursos para fazer deste um grande evento. Ao invés de anúncios, os outdoors continham enormes fotos de animais africanos selvagens. Símbolos africanos, tais como as pirâmides e as populações tribais, decoravam as paredes dos prédios. Réplicas de animais da savana foram dispostas nas áreas centrais dos shoppings. Cartazes afirmavam: “África, a terra dos mitos e milagres”.

Indústrias altamente poluidoras foram fechadas para melhorar a qualidade do ar, carros foram banidos da cidade e muitos dos habitantes das cidades organizaram-se em comitês de bairros para decorar as árvores. Todas as rondas policiais foram canceladas e o prestigiado mercado Hongqiao foi aberto para o uso exclusivo das mulheres dos delegados africanos.

Hotéis luxuosos e frotas de carros foram reservados. Quartos de hotéis foram adaptados à decoração africana e cardápios especiais foram providenciados. Meanne Dizerent Lau, representante do Hotel Shagrila, que hospedou delegados da Tanzânia, declarou ao jornal British Guardian: “nós já hospedamos grandes grupos de oficiais, mas nunca como agora. O governo nunca se envolveu tanto”.

O objetivo deste elaborado e importante encontro foi o de aumentar a influência e penetração da China na África.

O interesse da China pela a África é conseqüência do enorme crescimento econômico chinês e do aumento da demanda por matérias-primas. No período da guerra fria, sob o governo de Mao Tse Tung, a China estabeleceu relações com alguns países africanos, incluindo o treinamento militar de tropas do Zimbabwe. Mas a retomada das relações ocorreu nos meados dos anos de 90, quando o crescimento econômico chinês decolou. O crescimento das relações pode ser verificado observando-se as estatísticas comerciais. O principal interesse chinês na África está nas fontes de energia, sobretudo no petróleo, devido à dificuldade de acesso ao petróleo do oriente médio, por este se destinar prioritariamente à Europa e aos EUA.

A China mantém relações com o Sudão desde meados de 1990. A atuação da estatal chinesa, Companhia Costeira Nacional de Petróleo (CCNP), elevou o Sudão da condição de importador de petróleo a exportador, com uma receita de quase 2 bilhões de dólares por ano. Metade das exportações sudanesas é destinada à China. Na Nigéria, a China investiu 2,7 bilhões de dólares (a maior despesa além-mar realizada até hoje) na compra dos direitos de exploração de um campo de petróleo, direitos estes divididos com mais quatro outras companhias. Angola, que recebeu investimentos de 2 bilhões de dólares, é atualmente a maior fornecedora de petróleo para a China, estando à frente inclusive da Arábia Saudita. A China também tem interesse no petróleo da Guiné-Bissau, Congo-Brazavile e Gabão.

Além do petróleo, as importações da China incluem algodão bruto do oeste africano, cobre e cobalto da República democrática do Congo, minério de ferro e platina de Zâmbia e madeira do Gabão, Camarões e Congo-Brazavile. A China também fez investimentos em projetos de infra-estrutura, tais como a reconstrução de linhas de trem na Angola, incluindo aquela para o porto em Benguela, usada para escoar o cobre do Zâmbia. Novos projetos de barragens estão sendo financiados em Zâmbia, Sudão, Congo-Brazavile e Etiópia. A China também está financiando o desenvolvimento de projetos tais como hospitais e escolas.

Além de importar matérias-primas, a China tem conseguido exportar várias mercadorias para a África. O fim do acordo de Multi-Fibras (AMF), que garantia alguma proteção aos produtores de países “subdesenvolvidos”, golpeou a produção têxtil africana. O Primeiro Ministro da Etiópia, Menes Zenawi, frisou que, atualmente, 90% das mercadorias à venda no maior mercado de Addis Abada são de origem chinesa.

Os empresários e trabalhadores chineses também têm se estabelecido na África. De acordo com um artigo do New York Times do dia 3 de novembro, cerca de 80.000 chineses vivem e trabalham hoje na África. Deverá ser criado em breve o departamento de língua Mandarim na Universidade de Harvard do Zimbabwe.

Avalia-se que as relações comerciais entre a China e a África, que em 1995 giravam em torno de 3 bilhões de dólares, estão atualmente na casa dos 40 bilhões de dólares. A China pretende expandir radicalmente seus investimentos e negócios na África no próximo período.

O encontro em Beijing da semana passada foi precedida por inúmeras visitas de líderes chineses à África. No começo do ano, o Ministro das Relações Exteriores, Li Zhaoxing, visitou a Nigéria, a Libéria, Mali e Senegal. Em abril, o presidente Hu Jintao visitou o Marrocos, a Nigéria e o Quênia. Em junho, o Primeiro Ministro Wen Jiabao visitou o Egito, Gana, Congo-Brazavile, Angola, África do Sul, Tanzânia e Uganda.

No encontro, que atraiu mais de 2.000 delegados e empresários chineses, foram assinados 16 acordos comerciais e de investimentos que envolveram cifras em torno de 2 bilhões de dólares. O Presidente Hu declarou, durante a reunião, que nos próximos três anos a China concederia empréstimos preferenciais de 3 bilhões de dólares e créditos preferenciais de 2 bilhões de dólares para os países africanos, comprometendo-se em dobrar os atuais recursos anuais de auxílio à África até o ano de 2009.

Entre as propostas está a construção de um prédio no Egito que abrigará uma fábrica de alumínio, cujo custo da planta está estimada em 300 milhões de dólares, a implantação de uma extratora de cobre no Zâmbia, de 200 milhões de dólares, além de um projeto de reforma de uma estrada de ferro na Nigéria, que está orçado em 300 milhões de dólares. A China pretende duplicar, até 2009, as atuais relações comerciais, que atualmente giram em torno de 50 bilhões de dólares. A China também assinou um acordo que prevê a elevação das tarifas das mercadorias africanas, que atualmente estão em 190, para 440. Ainda não foram divulgadas quais as mercadorias que receberão esta taxação.

A China tornou-se a terceira maior parceira da África, ficando atrás somente dos EUA e da França. Apesar dos negócios da África com a Europa terem declinado, há um crescimento das relações comerciais da África com os EUA. Os EUA têm pressionado insistentemente os países africanos, sobretudo do oeste da África, a garantirem o suprimento de petróleo, a fim de diminuir a dependência norte-americana em relação ao instável Oriente Médio.

A penetração da China na África soou como um alerta às principais forças atuantes no mundo. O Financial Times publicou recentemente uma série de artigos sobre o aprofundamento das relações entre a China e a África. Admitindo o papel da China na economia mundial, observou-se que o embate estava “apenas começando e que este embate traria implicações”.

No editorial de 25 de Outubro, denominado “Lobos da África”, o FT expressou seu descontentamento pelo fato dos bancos chineses não seguirem os “Princípios do Equador”. Estes “princípios” buscam gerenciar os riscos no financiamento de projetos sociais e ambientais. Observou-se que a ação dos bancos chineses “ameaça não apenas a ética nos empréstimos, mas também a direção da política de desenvolvimento na África. Duas dessas características são o perdão das dívidas e a ajuda financeira aos governos. É impossível estabelecer critérios para o perdão das dívidas se os bancos chineses simplesmente viram as costas e emprestarem mais dinheiro. Governos corruptos não serão superados enquanto tiverem apoio financeiro”.

Num artigo do FT de 1° de novembro, Geoff Lamb, ex-vice-presidente do Banco Mundial, declarou: “a invasão comercial chinesa numa região ocupada tradicionalmente por outros países causou inquietação entre os políticos do ocidente... Há preocupações legítimas de que estes acordos - cujos termos são, na maioria das vezes, obscuros - poderão sustentar regimes dúbios e produzir um novo ciclo de dívidas insustentáveis”.

A irmã francesa do Financial Times, a Les Echos, publicou uma entrevista de Paul Wolfowitz, presidente do Banco Mundial, que criticou os empréstimos dos bancos chineses à África. Ele questiona o que ele chama de “empréstimos suaves”. Entretanto, é sabido que o Banco Mundial e os bancos comerciais ocidentais, assim governos de vários países, concederam tais empréstimos durante a guerra fria. Ao fazê-lo, estimularam as elites corruptas que ainda se mantém no poder, que agora eles condenam.

As conseqüências dos empréstimos chineses são semelhantes. Há um enorme abismo entre as regiões ricas de Cartum, a capital sudanesa, onde novas mansões estão sendo construídas, e outras regiões do país. Mesmo a grande maioria dos moradores de Cartum não participa dos benefícios da expansão das exportações de petróleo.

O mesmo artigo ainda indicava que o Banco Mundial participou “muito diretamente” das negociações com a China a este respeito, mas não foi capaz de chegar a um acordo. Numa carta enviada posteriormente ao FT, Wolfowitz tentou desmentir sua afirmação, ao declarar que ele não condena a China. No entanto, é evidente que a intervenção chinesa na África e em outras partes do mundo tem sido considerada pelos países imperialistas rivais como uma grande ameaça.

Marcadores:

Bookmark and Share

quinta-feira, julho 16, 2009

Bom dia ADVFN - PIB da China cresce mais do que o esperado

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quinta-feira

A atenção se volta novamente à agenda externa, uma vez que no Brasil será apenas divulgado um dado inflacionário com impacto nulo nas cotações. Nos Estados Unidos, o destaque fica por conta dos Pedidos de Seguro Desemprego, onde quanto maior vier este número, pior para a economia do país. Além disto, atenção para o Philadelphia Fed Index, responsável por medir a atividade industrial na região.

PIB da China cresce mais do que o esperado

Subindo um pouco acima do esperado pela maioria dos analistas, o PIB (Produto Interno Bruto) chinês cresceu 7,9% no segundo trimestre deste ano. Consenso do mercado concluía uma alta de 7,5%, o que foi recebida bem após o susto do primeiro trimestre onde a economia do país cresceu 6,1% (o pior nível em dez anos). Economistas acreditam que esta alta nos valores tenha como principal motivo o pacote econômico instalado em novembro de 2008 que somava aproximadamente US$ 585 bilhões em incentivos.

Últimos resultados corporativos em destaque

A empresa de telefonia Sony Ericsson reportou um prejuízo de 505 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, contra um lucro líquido de 139 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A Abbott, gigante farmacêutica norte-americana, divulgou um lucro líquido de US$ 1,29 bilhão no segundo trimestre deste ano, o que representa uma leve queda de 2,3% em relação ao mesmo período de 2008. O banco JP Morgan divulgou um lucro líquido de US$ 2,72 bilhões no segundo trimestre do ano, contra os US$ 2,14 bilhões do ano anterior.

Marcadores:

Bookmark and Share

quarta-feira, julho 15, 2009

Bom dia ADVFN - Ex-presidente de estatal na China é condenado à morte

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira

Devido à falta de indicadores domésticos, a atenção do investidor se volta exclusivamente ao cenário externo, quase que exclusivamente nos Estados Unidos. Lá, o destaque fica por conta da divulgação do CPI (Consumer Price Index), Produção Industrial e a Ata da última reunião do Federal Reserve. Na madrugada de hoje terminou o segundo dia de reunião do BoJ, Banco Central do Japão, onde optaram pela manutenção da taxa básica de juros do país em 0,1% ao ano e reduziram a previsão de crescimento de -3,1% para -3,4%.

Ex-presidente de estatal na China é condenado à morte

Chen Tonghai, ex-presidente da estatal chinesa Sinopec, foi condenado à morte nesta quarta-feira (15/07). Segundo agências internacionais, Tonghai renunciou inesperadamente da estatal petrolífera em 2007, quando as investigações começaram. Em 2008, foi expulso do Partido Comunista da China acusado de corrupção e por ter aceitado suborno. O executivo terá dois anos de prisão e dependendo do seu comportamento, poderá reduzir sua pena de morte para prisão perpétua.

Últimos resultados corporativos em destaque

A Intel anunciou um lucro de US$ 1 bilhão no segundo trimestre do ano, valor US$ 420 milhões superior ao registrado no primeiro trimestre. O resultado, porém, não está levando em conta a multa de US$ 1,45 bilhão em que a companhia levou por violar as leis antimonopólio da União Européia. O Goldman Sachs, um dos bancos mais importantes dos Estados Unidos, reportou um lucro líquido de US$ 3,5 bilhões, cifra 65% maior do que o resultado do primeiro trimestre. A Johnson & Johnson divulgou um lucro líquido de US$ 3,208 bilhões neste último trimestre, uma leve queda de 3,6% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Marcadores:

Bookmark and Share

terça-feira, julho 14, 2009

Bom dia ADVFN - Previsão do PIB melhora, porém inflação piora

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta terça-feira

A agenda de hoje (14/07) poderá trazer certa volatilidade aos mercados, uma vez que os investidores serão inundados com indicadores de peso vindos da economia norte-americana. O destaque fica por conta das Vendas no Varejo (Retail Sales) e Vendas e Estoques de empresas (Business Inventories). No Brasil, será divulgada a Pesquisa Mensal do Comércio realizada pelo IBGE. Fora isto, inicia-se hoje o primeiro dia de reunião do Bank of Japan.

Previsão do PIB melhora, porém inflação piora

Na última consulta realizada no boletim Focus pelo Banco Central, os analistas melhoraram levemente a previsão do PIB para este ano, passando de -0,5% para -0,34%. Por outro lado, pioraram a previsão da inflação, que saiu de 4,42% para 4,5%.

Últimos resultados corporativos em destaque

A Philips divulgou um lucro líquido de 45 milhões de euros no segundo trimestre deste ano, o que representa uma forte queda de 94% em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, o resultado foi severamente impactado pela crise global.

Marcadores:

Bookmark and Share

segunda-feira, julho 13, 2009

Bom dia ADVFN - China quer realizar maior IPO do ano

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta segunda-feira

O investidor começará a semana enfrentando no Brasil o indicador inflacionário IPC (Índice de Preços ao Consumidor) calculado pela FIPE com referência a primeira semana de julho e os itens semanais Relatório Focus e Balança Comercial. Ainda no Brasil, encerra-se hoje o período de reservas da oferta realizada pela Hypermarcas. Nos Estados Unidos, conhecerá o Treasury Budget, responsável por trazer informações sobre o orçamento do governo norte-americano.

China quer realizar maior IPO do ano

A China State Construction Engineering Corp. deseja superar os US$ 3,7 bilhões captados pela VisaNet Brasil e emplacar a maior IPO do ano, com pretensão de embolsar até US$ 6,23 bilhões em sua abertura de capital. Com o processo para a abertura correndo, a companhia deseja emitir 12 bilhões de ações no mercado.

Poços secos no pré-sal

A Petrobras finalizou a semana passada afirmando que é improvável encontrar poços secos nos blocos localizados na Bacia de Santos. No comunicado, a estatal afirma que "Os seis blocos operados na Bacia de Santos apresentam um índice de êxito de 100%". A polêmica começou quando a americana Hess enviou comunicado informando que havia encontrado um poço seco no bloco BM-S-22. A estatal afirma que há riscos de se encontrar poços com uma quantidade inadequada de hidrocarbonetos para comercialização, levando ao termo "poço seco".

Bookmark and Share

terça-feira, julho 07, 2009

Bom dia ADVFN - Novo Investment Grade por vir? Fique atento

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta terça-feira

Hoje (07/07), o investidor passará por um dia morno, se depender dos indicadores cadastrados na agenda do investidor. Pelo motivo de não haver nenhum indicador de peso na agenda externa, a atenção se volta à agenda doméstica, onde apesar de conter um número de itens razoável, não trará volatilidade aos mercados. Talvez o maior destaque da renda variável fique por conta do resultado referente ao segundo trimestre da Localiza que dará início à temporada de balanços no Brasil.

IPO da General Motors

Após aprovação da Justiça norte-americana para que a GM venda os seus melhores ativos à uma nova montadora, é possível que a automobilística realize uma oferta pública de ações logo no começo de 2010. Além disto, a companhia receberá ao longo do ano os US$ 20 bilhões restantes do programa de recuperação realizado pelo Governo americano.

Novo Investment Grade por vir? Fique atento

O maior destaque nos jornais ficou por conta da possível atribuição de um novo Grau de Investimento ao Brasil. A agência de classificação de risco Moody's está revisando o atual rating do país e há margem para uma possível elevação, principalmente após a economia interna se demonstrar forte contra crises. Se isto acontecer, o rating atribuído pela Moody's entra na mesma região das classificações feitas pela Standard & Poor's e Fitch.

Marcadores:

Bookmark and Share

segunda-feira, julho 06, 2009

Bom dia ADVFN - Vice de Obama declara que está preocupado

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta segunda-feira

Apesar de contar com indicadores tanto internos quanto externos, a agenda do investidor desta segunda-feira (06/07) não deve trazer muita volatilidade aos mercados. O detalhe principal a se preocupar hoje é a recuperação de um dia perdido nos pregões das bolsas americanas devido ao feriado em que passaram na sexta-feira passada.

Mudanças no atendimento para a gripe A

Na última sexta-feira (03/07), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou certas mudanças no atendimento contra a gripe A (H1N1). Agora, pessoas com sintomas leves deverão ser diretamente encaminhadas a isolamento domiciliar e medicadas contra gripe comum. Não é mais necessário passar por exame laboratorial para confirmar a doença e iniciar o tratamento. Nos casos mais graves, o procedimento continua o mesmo. O Brasil já está com 756 casos confirmados.

Vice de Obama declara que está preocupado

Em uma entrevista concedida ao canal ABC, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, demonstrou-se preocupado com a atual situação trabalhista em que passa o país. Biden reconheceu que o Governo norte-americano não havia calculado exatamente o quão mal estava a economia do país e que atingiriam níveis de desemprego de 26 anos atrás.

Bookmark and Share

sexta-feira, julho 03, 2009

Sem um sinal mais firme da demanda, cautela é palavra da vez para a ação da Vale

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
03/07/09 - 20h15
InfoMoney


SÃO PAULO - Do início do ano para cá, a demanda pelo minério de ferro brasileiro custa a mostrar uma recuperação mais abrangente. Os números vêm melhorando gradativamente, mas nada muito expressivo. Na espera por esta recuperação, as ações da Vale (VALE5, VALE3) aparecem com valorização de pouco mais de 25% desde o início deste ano.

Como a negociação dos contratos de longo prazo parece bem encaminhada - na falta de um acordo com os chineses, ao menos o mercado já possui a referência de preços para japoneses, coreanos e para a gigante ArcelorMittal -, o futuro das ações da Vale parece depender mais dos sinais de vida da demanda pelo minério brasileiro no mercado internacional.

Os últimos dados de exportação da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) revelam relativa melhora em junho, mas sugerem que apesar da participação positiva da China nos números, o restante do mundo segue preocupando. Em relação às ações, a cautela começa a aparecer como consenso entre os analistas.

Recuperação?
Os dados referentes às exportações de junho do setor foram divulgados na véspera pela Secex. O volume de exportações de minério de ferro avançou expressivos 40% na comparação com maio, totalizando 21,4 milhões de toneladas no mês anterior.

O percentual à primeira vista impressiona, mas a equipe do Santander faz algumas ressalvas. Primeiro pela fraca base comparativa de maio, mês que enfrentou condições climáticas adversas e diferentes referências de preço. Outra questão é que este dado não remete diretamente ao desempenho da Vale, mas do total exportado pelo setor.

"Os dados anteciparam que os embarques de minério de ferro da Vale no segundo trimestre podem não apresentar uma recuperação significativa em relação ao primeiro trimestre", pontuou a instituição.

Projeções um tanto otimistas
Partindo da perspectiva de que os fundamentos da indústria de aço chinesa continuem a melhorar e os mercados se estabilizem na Europa, o Morgan Stanley prefere uma avaliação mais otimista.

Mas mesmo com sinais de rápida recuperação nos últimos meses na Europa, os analistas não ignoram o fato da produção mundial de aço, excluindo a China, ter registrado retração de 36% no acumulado dos cinco primeiros meses do ano.

Neste contexto, "os dados de junho das exportações brasileiras de minério de ferro sugerem que nossa projeção de 55,8 milhões de toneladas embarcadas pela Vale no segundo trimestre pode se provar um tanto otimista", completa o Morgan Stanley.

Cautela com a ação
Na balança, as perspectivas para o mercado de aço internacional e a boa valorização acumulada pelas ações este ano apontam para o lado da incerteza. "Estamos cautelosos com as ações da Vale no curto prazo depois deste rali", enfatiza o Morgan Stanley.

A visão é semelhante à do Santander, cujos analistas "continuam cautelosos em relação às ações", recomendando a manutenção dos papéis.

Bookmark and Share

Mercado especula impacto da maior exposição dos fundos de pensão na bolsa

Por: Conrado Mazzoni Cruz
03/07/09 - 18h07
InfoMoney


SÃO PAULO - A queda da taxa Selic para o patamar de um dígito colocou os fundos de pensão brasileiros na rota das atenções dos mercados. A necessidade de tomar mais riscos deve motivar uma migração dos gestores para a bolsa, alimentando expectativas quanto aos impactos desse dinheiro novo na BM&F Bovespa.

O consenso aponta para as entidades de previdência complementar diversificando para ativos de maior risco, em busca de cumprir as metas atuariais. A redução do juro básico para 9,25% ao ano encolheu o retorno dos títulos públicos. Patamar incompatível com o target comum de 6% mais a variação da inflação.

Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch crê que os fundos de pensão deverão aumentar a compra de ações nos próximos meses para melhorar a rentabilidade. E tais fluxos de investimentos poderão mover o mercado. Antes da queda da Selic, a alocação em renda fixa permitia uma média de retorno anual de 17% desde 2002.

Médio prazo
"Não concordamos com a visão consensual de que os administradores de fundos de pensão irão se mover agressivamente para as ações no curto prazo", rebate a equipe da Itaú Corretora. Para os analistas, esses players estariam mais voltados em iniciativas para proteger seus recursos, ao invés de tomar mais riscos.

Além disso, ainda conforme a instituição, a diminuição da exposição em ações foi implementada de forma passiva. "Portanto, parece lógico assumir que eles irão também elevar a participação em bolsa passivamente". Outro ponto destacado é que, apesar das perdas de 2008, o setor está bem capitalizado. No médio prazo, contudo, a análise é mais favorável sobre a migração. Estima-se que o fluxo para a bolsa pode alcançar R$ 27 bilhões durante o período de quatro anos.

Legislação
A discussão passa por mudanças no arcabouço regulatório. Atualmente não é permitida a alocação de mais de 58% do capital em ações ou outras alternativas além da renda fixa. Integrantes do Governo já discutem a possibilidade de autorizar uma exposição maior em investimentos com potencial mais elevado de retorno.

A expectativa é que as mudanças sejam submetidas ao CMN (Conselho Monetário Nacional) dentro de dois meses. Atualmente os gestores aplicam mais de 60% de seus recursos em renda fixa. Ao todo o sistema de previdência complementar do Brasil responde por R$ 442 bilhões de ativos.

Bookmark and Share

Com perfil defensivo, Spinelli lista dez ações em carteira recomendada para julho

Por: Equipe InfoMoney
03/07/09 - 08h40
InfoMoney


SÃO PAULO - A corretora Spinelli divulga sua carteira recomendada para julho, listando dez ações que, segundo os analistas, revelam-se como boas opções de investimento no mês.

Ocorreram duas mudanças em relação ao portfólio anterior, sendo que foram incluídos os papéis de Sabesp e Vivo no lugar dos ativos de BM&F Bovespa e Ferbasa. Apesar das mudanças, a corretora continua com uma postura conservadora e sugere uma carteira mais defensiva.

Os analistas apontam que "diante de taxas de juros reais mais baixas - que devem finalizar o ano em torno de 5%, menor nível da história - ações com elevado 'dividend yield' se tornam ainda mais atraentes".

Carteira anterior
Em junho, o portfólio sugerido pela Spinelli registrou baixa de 2,46%, ao passo que o Ibovespa recuou 3,26%. Segundo a corretora, os melhores desempenhos foram os de Ferbasa, Confab e BM&FBovespa. Dentre as piores performances, entretanto, estavam as ações de CSN e VCP.

Confira a carteira:

Empresa Código Preço-alvo Upside* Peso
Sabesp SBSP3 R$ 35,00 19,49% 7,5%
Banco do Brasil BBAS3 R$ 26,00 19,27% 7,5%
VCP VCPA4 R$22,70 9,08% 8%
Vivo VIVO4 Em revisão - 7%
Cyrela CYRE3 R$ 15,00 1,49% 7%
Petrobras PETR4 Em revisão - 18%
Vale VALE5 R$ 45,00 49,75% 20%
Tractebel TBLE3 Não definido - 10%
Confab CNFB4 R$ 7,90 62,55% 7%
CSN CSNA3 R$ 48,71 13,65% 8%
*Potencial de valorização em 12 meses, com base no fechamento de 2 de julho

Banco do Brasil
Dentre as grandes instituições, o BB tem as maiores relações entre provisões e operações vencidas, além de menores exposições no segmento de pessoa jurídica, o que gera menor efeito de inadimplência em seus resultados. Ademais, terá resultado de R$ 1,4 bilhão com a venda da VisaNet.

Sabesp
A Spinelli ressalta que a companhia teve o contrato de concessão renovado com o estado de São Paulo por 30 anos, possui baixos múltiplos e atrativa política de dividendos. Além disso, a Sabesp pode adquirir a EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), "o que seria favorável no longo prazo para os acionistas", avaliam os analistas.

Vale
No primeiro trimestre do ano, a Vale apresentou sólido resultado, "com lucro líquido recorrente próximo do teto das expectativas, reflexo do sucesso das iniciativas de redução de custo e eficiente gestão dos níveis de produção, do mix, dos investimentos e capital de giro", analisa a corretora.

Petrobras
A empresa deve continuar se beneficiando da alta liquidez e do baixo endividamento; ademais, já conseguiu as linhas de financiamento necessárias para o desenvolvimento de seu plano de investimentos até 2013.

Apesar dos analistas considerarem que o preço do barril de petróleo dificilmente passará do atual patamar de US$ 70, a Petrobrás deve se beneficiar do momento operacional e dos recordes de produção diária.

VCP
Segundo seu guidance, a empresa deve apresentar, no segundo trimestre, um volume de vendas 35% superior ao do período imediatamente anterior. Os analistas também enfatizam que o aumento da demanda chinesa e a aceleração na entrada do Projeto Horizonte beneficiam a VCP.

Cyrela
Para a Spinelli, a construtora possui "diversos diferenciais que a elevam à categoria de blue chip do setor", como o perfil conservador, o conhecimento superior do mercado imobiliário, além da experiente força de vendas e da qualidade de produtos, "com forte posicionamento e ampla aceitação de marca, que se reflete em velocidade de vendas superior, menores estoques e ciclo operacional mais curto, com maior geração de caixa".

CSN
Os fundamentos sólidos da empresa com relação a suas concorrentes devem ser mantidos através da maior participação do minério em sua receita, de uma condição mais favorável de endividamento e de um melhor resultado financeiro, acredita a Spinelli.

Ademais, a companhia se beneficiou com a retomada das vendas no setor automobilístico e de linha branca, reativando o alto-forno de Volta Redonda (RJ).

Tractebel
O setor apresenta características defensivas, como elevados e regulares dividendos, além de acesso facilitado a financiamentos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). "Podemos ver sinais de recuperação da demanda por energia, mesmo considerando queda no segmento industrial que deve apresentar melhoras mais relevantes nos próximos meses", afirma a Spinelli.

Vivo
Os analistas apontam que a empresa tem baixo endividamento e pouca necessidade de Capex (Capital Expenditure) e ressaltam que as ações de telefonia móvel tendem a reagir diante de resultados. Para a corretora, a Vivo deve reportar bons balanços no segundo trimestre e apresentar ganhos relacionados a produtos de maior valor agregado.

Confab
Apesar de múltiplos não tão atrativos, a companhia possui uma forte posição de caixa. Além disso, os analistas consideram que a Confab "mostrou controle nos custos e pequena piora nas suas margens a despeito da queda das receitas, desempenho melhor que as empresas do setor".

Bookmark and Share

Como proteger seu porfólio do dólar mais fraco? Motley Fool desenha tese de defesa

Por: Equipe InfoMoney
03/07/09 - 20h20
InfoMoney


SÃO PAULO - À luz da derrocada da libra esterlina como principal divisa no sistema de câmbio internacional após a Segunda Guerra Mundial, na qual o Reino Unido passou de credor para devedor, a ascensão político- econômica dos EUA nas décadas conseguintes ao término do conflito fortaleceu demasiadamente o dólar.

No entanto, a junção de alguns pilares coloca a perspectiva da divisa norte-americana em xeque. Dentre os potenciais fatores, destaque para: expressivo aumento da demanda por Treasuries e decorrente liquidação desses ativos num futuro próximo; injeção de bilhões de dólares na economia norte-americana pelo Federal Reserve, que vê forte expansão em sua folha de balanços; e fuga de recursos aos mercados emergentes.

Tal fenômeno já pode ser observado, à medida que a desvalorização acumulada do dólar frente ao real no decorrer do segundo trimestre deste ano é a maior já vista em toda série histórica, ao marcar depreciação na casa dos 15,7% no período, de acordo com dados da consultoria Economática.

Se a queda da divisa norte-americana é presente e poderá se agravar ainda mais num futuro próximo, como proteger o portfólio da desvalorização do dólar? Inserido no debate, o analista Matt Hoffman do portal de investimentos Motley Fool escreveu artigo sobre o tema, no qual delineia a estratégia para o cenário iminente.

Sem correlação, com mercados diversificados
Na reflexão de Hoffman, a dúvida eclode: é melhor focar em ativos com rendimentos elevados em mercados emergentes ou se expor a papéis cujas corporações não possuem receitas atreladas ao dólar? No contrabalanço, Hoffman recomenda uma mistura entre as duas alternativas.

"Detenha companhias de qualidade em seu portfólio, como algumas que já adentraram ou iniciaram seu debute no mercado chinês", observa a Motley Fool, completando que "nomes alternativos devem permear a carteira". Como exemplo e, lembrando que o analista escreve de Wall Street, há a recomendação aos papéis da Petrobras.

Bookmark and Share

Confira a agenda do investidor para a segunda semana de julho

Por: Rafael de Souza Ribeiro
03/07/09 - 19h02
InfoMoney


SÃO PAULO - Dentro da agenda para a segunda semana de julho, os investidores estarão atentos, sobretudo, à balança comercial norte-americana durante o mês de junho.

No cenário nacional, o destaque fica para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho. O indicador orientará novas percepções sobre o controle da inflação doméstica.


> Segunda-feira (6/7)

- Brasil

8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

9h00 - O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) reporta a Pesquisa Industrial Regional de maio, que acompanha a evolução do nível de produto na indústria.

11h00 - O Ministério de Comércio Exterior anuncia a Balança Comercial referente à semana anterior, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) publica a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de junho, feita mensalmente em 16 capitais brasileiras, na qual se avalia o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família, através do valor dos produtos elementares.

- EUA

11h00 - Confira o ISM Services de junho, responsável pela mensuração do nível de atividade não-industrial.


> Terça-feira (7/7)

- Brasil

8h00 - A FGV (Fundação Getulio Vargas) publica o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) de junho, importante medida de inflação nacional.

10h00 - O IBGE apresenta o Levantamento da Produção Agrícola referente ao mês de junho.

11h00 - O Dieese revela o Índice de Custo de Vida referente ao mês de junho. O relatório contém informações a respeito do custo de vida dos moradores do município de São Paulo.

- EUA

Não serão apresentados índices relevantes este dia no país.


> Quarta-feira (8/7)

- Brasil

8h00 - A FGV anuncia o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à primeira quadrissemana de julho. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.

9h00 - O IBGE publica o IPCA e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), ambos referentes ao mês de junho. O IPCA é um dos principais índices utilizados pelo Banco Central para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas de inflação.

9h30 - O órgão ainda reporta a Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil de junho, levantamento dos preços e dos custos dos materiais utilizados no setor.

- EUA

11h30 - Será apresentado o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.

15h00 - O Federal Reserve divulga o Consumer Credit referente ao mês de maio, com objetivo de medir o total de crédito ao consumidor.


> Quinta-feira (9/7)

- Brasil

8h00 - A FGV divulga o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) do primeiro decêndio de julho, que é bastante utilizado pelo mercado, e retrata a evolução geral de preços na economia.

Será comemorado o feriado da Revolução Constitucionalista, e consequentemente não haverá negócios na BM&F Bovespa.

- EUA

9h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.

11h00 - Sai o Wholesale Inventories de maio, relatório que contém informações sobre as vendas e os estoques do setor atacadista.

- Europa

O dia será marcado pela reunião de política monetária do Banco da Inglaterra. Os membros do comitê vão decidir sobre eventuais mudanças nos parâmetros do juro básico da região.


> Sexta-feira (10/7)

- Brasil

9h00 - O IBGE reporta a Pesquisa Mensal do Emprego de maio, relatório que trata de mão-de-obra e rendimento do trabalho no Brasil.

- EUA

9h30 - Principal destaque ao Trade Balance (balança comercial) com base no mês de junho, que mede a diferença entre os valores das importações e exportações realizadas pelo país.

9h30 - Serão apresentados o Export Prices e o Import Prices, ambos do mês de junho. Os índices excluem de suas bases a produção agrícola e as cotações do petróleo, respectivamente.

11h00 - Para finalizar, a Universidade de Michigan publica a preliminar do Michigan Sentiment de julho, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.


Como começa a semana subsequente?

> Segunda-feira (13/7)

- Brasil

7h00 - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) apresenta o IPC referente à primeira quadrissemana de julho. O índice é baseado em uma pesquisa de preços feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham de 1 a 20 salários mínimos.

8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

11h00 - O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à semana anterior, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

- EUA

15h00 - O Departamento de Tesouro norte-americano fornece os dados de junho do Treasury Budget (orçamento governamental).

Bookmark and Share

quarta-feira, julho 01, 2009

O último dia do pregão viva-voz da história da Bolsa de Mercadorias e Futuros

Na tarde desta terça-feira acabou a gritaria na Bolsa de Mercadorias e Futuros, aquela cena tão comum que você tinha se acostumado a ver.
É que a BM&F aboliu de vez o pregão de viva-voz, substituído por silenciosos computadores. Comprar e vender no mercado financeiro, agora só on-line. Um sofisticado sistema de negócios.

30 de junho de 2009, 17h14. Este foi o último negócio fechado de viva voz na Bolsa de São Paulo. A partir de agora, o silêncio total substitui 119 anos de gritaria. O barulho vai ser mais moderado e só na mesa dos corretores. Só não muda a corrida para fechar os negócios.

Operações feitas em frações de segundo. Clientes em comunicação on-line. A transformação que chegou à Bovespa em 2005, agora bate a porta da Bolsa de Mercadorias e Futuro.

Este é o fim de um capitulo histórico. A partir desta quarta-feira, não haverá mais operadores ali em baixo. Essa imagem pertencerá a uma bolsa de mercadorias do passado.

Em uma sala será usada apenas para leilões eventuais e visitas. Os negócios da BMF dependem de tecnologia e de investimentos milionários para garantir o crescimento da bolsa.

A informatização da BMF é tratada como segredo de estado. Ninguém revela quanto foi investido. Só se sabe que existe um Centro de Processamento de Dados na BM&F e outros três, independentes, na cidade de São Paulo. Se os quatro parassem, nenhum negócio seria fechado. Por isso, os endereços não são revelados.

Mesmo no prédio da bolsa, circular por alguns corredores depende de autorização especial. Uma sala guarda uma poderosa ferramenta de investimento. O "Co-Location". Uma espécie de condomínio de alto luxo para servidores de corretoras, bancos e fundos de pensão. Fomos a única equipe de jornalismo a entrar aqui.

"Estar aqui significa que a corretora/investidor não está sujeita as interferências da comunicação que deixam a conexão com a bolsa mais lenta", explica o Gerente da Co-Location da BMF&Bovespa, Elie Calabres.

As ofertas feitas daqui chegam alguns milisegundos antes das que saem de corretoras concorrentes ou das casas dos clientes. E isso é importante. Quando as propostas empatam no preço, ganha a que chegar primeiro.

Por mais frenético que fosse o pregão viva-voz, ele acabou porque os negócios ali não acompanhavam a rapidez e a onipresença dos computadores. "O pregão de viva-voz, ele tem a limitação física, espacial, enquanto o pregão eletrônico, ele não tem limitação espacial. Basta uma corretora dar acesso a um cliente ele pode operar em um mercado em tempo real", afira o Diretor de Operações da BMF&Bovespa, André Demarco.

Para entender a revolução na BM&F basta comparar a ação de um homem a de um computador. Um bom operador do pregão viva-voz demora, no mínimo, dois minutos para fechar um negócio. Nesse mesmo tempo, o sistema eletrônico pode fechar 2.400 contratos.

Os 420 servidores de uma empresa paulista têm temperatura e umidade controladas. Para entrar, é preciso usar pantufas. Quanto mais informação, mais chance o operador tem de comprar ou vender na hora certa e, assim, fazer o investimento render mais, mas isso nem sempre é feito por pessoas. Em um mundo financeiro controlado eletronicamente, muitas vezes são máquinas que decidem como os negócios devem ser fechados.

Os investidores robôs, conhecidos como "robotraders" estão disponíveis nos grandes bancos e corretoras. Um software feito sob encomenda custa R$ 40 mil. Para um investidor ganhar 10% em uma ação, ele precisa comprar a R$ 100 e vender a R$ 110, por exemplo.

O "robotrader" tem outra estratégia. Compra por R$ 100 e revende toda vez que o preço varia 0,1%, mas como o computador faz isso milhares de vezes por dia, de grão em grão, o investidor encheu o papo, ou o bolso.

O investidor José Olívio não tem robô. Ele usa tênis, agasalho e está pronto para trabalhar no quarto ao lado. "É uma sensação boa porque agora a gente tem uma neta de três meses. Enquanto ela fica tomando sol na cama eu estou aqui operando", conta.

A sete quilômetros dali, o comerciante Michael Spitzer acompanha o mercado enquanto espera clientes na loja de roupas. "Todo dia eu entro aqui e tenho que dar uma olhada".

Os dois operam ao mesmo tempo pelo "Homebroker". Michael acaba de vender derivativos da Vale e lucrou 50% do que investiu. "Eu ganhei nessa operação cento e poucos reais". Essa chance, José Olívio perdeu. "A mínima foi 23. Ele comprou muito próximo da mínima e ia vender a 36, muito próximo da máxima que foi 38. Realmente ele acabou fazendo um 'trade' muito bom".

Cada vez mais brasileiros investem pela internet. Eles usam "Homebrokers', portais que dão acesso a informações das bolsas do mundo inteiro e onde os negócios são fechados. Um terço dos contratos é negociado assim.

O acesso direto de casa não eliminou o operador de mesa das corretoras, mas o trabalho mudou. Ele agora atua como uma espécie de conselheiro. "Antigamente era simplesmente a execução. Hoje, ele enxerga em você um braço direito para ele. O que diferencia hoje o operador são as informações. A formação técnica do operador de mesa é que faz a diferença para o cliente", explica o operador de mesa, Rodrigo Caruso.

Bookmark and Share
Copyright © 2002 / 2014 HorusStrategy.com.br. Horus Strategy é marca registrada. Todos os direitos reservados.