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terça-feira, junho 16, 2009

Fechamento de Mercado em 15/06/2009

NY REAGE A DADOS E DÓLAR. AQUI, JURO ESPERA VENDAS DO VAREJO

São Paulo, 16 - O dia reserva dados importantes nos EUA, com destaque para
a produção industrial de maio, mas
também o movimento de recuperação do DÓLAR, se prosseguir, poderá
influenciar os mercados, como já aconteceu
nesta segunda-feira, quando os investidores migraram das ações e
commodities para o câmbio. AQUI, o mercado de
JUROS futuros aguarda as vendas do comércio em abril, que o IBGE divulgará
às 9h. Os números já podem começar a
influenciar as apostas da política monetária, antes da ATA, que sai na
quinta-feira. Na BOVESPA, depois das opções, o
mercado enfrente agora o vencimento do Índice Futuro, amanhã, quarta-feira.

BOVESPA TEM SAÍDA DE R$ 57,045 MI EM CAPITAL EXTERNO NO DIA 10

São Paulo, 16 - A Bovespa registrou a saída de R$ 57,045 milhões em capital
externo no dia 10. Neste dia, o Ibovespa
fechou em alta de 0,48%, aos 53.410,93 pontos.

Com isso, em junho o saldo negativo ficou em R$ 278,096 milhões, resultado
de compras de R$ 14,378 bilhões e vendas
de R$ 14,656 bilhões. No acumulado de 2009, o volume de entradas diminuiu
para R$ 10,922 bilhões. (Fabiana Holtz)

COMO FECHOU O MERCADO ONTEM

A Bovespa não resistiu às fortes perdas das Bolsas internacionais e à
pressão do vencimento de opções sobre ações e
recuou 2,85%, após cair até 4,31% no pior momento da sessão. O índice
paulista encerrou na menor pontuação desde 27
de maio, pressionado especialmente pelo recuo dos preços das commodities,
que estimulou vendas de ações de
empresas que produzem matérias-primas, como Petrobras, Vale e as
siderúrgicas. Lá fora, os investidores migraram das
commodities e ações para o dólar e os Treasuries, cujos preços subiram,
após manifestações de ministros de Finanças
do G-8 de apoio à moeda norte-americana e da sinalização sobre a
necessidade de dar início a estudos de estratégias
para reversão dos pesados pacotes de estímulos econômicos aplicados pelas
maiores economias para evitar a
depressão. O FMI também ponderou que a situação econômica mundial ainda é
frágil. Os dados mais fracos do que o
esperado sobre atividade industrial em Nova York e a confiança dos
construtores de imóveis residenciais nos EUA
também pesaram negativamente sobre os mercados de ações. Nos juros, as
taxas de curto prazo avançaram reagindo ao
cenário externo negativo e a especulações sobre o resultado das vendas no
varejo no Brasil em abril. Já os DIs longos
seguiram em baixa, dando continuidade ao ajuste à nova Selic, de 9,25% ao
ano. No Brasil, o dólar também subiu.


Bolsa

A Bovespa caiu hoje, interrompendo uma sequência de quatro segundas-feiras
seguidas em alta. O recuo foi puxado,
principalmente, pela baixa dos preços das commodities, que pesou sobre as
blue chips e siderúrgicas. Em sessão quase
generalizada de perdas, o setor bancário foi outro destaque negativo.

O Ibovespa terminou a segunda-feira com variação negativa de 2,85%, aos
52.033,82 pontos, menor pontuação desde 27
de maio (51.791,61 pontos). Na mínima do dia, registrou os 51.252 pontos
(-4,31%) e, na máxima, os 53.558 pontos
(estabilidade). No mês, a bolsa acumula perdas de 2,19% e, no ano, ganhos
de 38,57%.

O giro financeiro totalizou R$ 7,888 bilhões, dos quais R$ 2,662 bilhões
referiram-se ao exercício de contratos de opções
sobre ações. Esse exercício superou o anterior, de maio, quando o volume do
vencimento somou R$ 2,48 bilhões.
Segundo informações da Bolsa, o contrato mais negociado no exercício de
hoje foi o de Vale PNA, opção de compra, a
R$ 31,48 por ação, com R$ 522,88 milhões movimentados.

Os especialistas vinham dizendo há algum tempo que a recuperação da Bovespa
estava um pouco 'esticada' e que, para
o volume e qualidade de informações sobre a situação econômica, não
conseguiria avançar mais. E é isso mesmo o que
tem acontecido. O índice encontra uma resistência ao redor de 55 mil pontos
e não consegue ir além. "O mercado está se
pegando em várias coisas para achar a realidade e ninguém está encontrando
nada. Fato é que há uma insistência em
passar notícias boas e a realidade mostra que nem tudo são flores",
comentou um experiente profissional da mesa de
renda variável de uma corretora em São Paulo.

Hoje, algumas razões justificaram as vendas de ações, que não foram
exclusividade da Bovespa: os índices acionários na
Ásia, Europa, Estados Unidos fecharam em queda. A baixa das commodities em
razão da valorização do dólar foi a
principal justificativa para o recuo da Bovespa, visto que a maior parte
das ações no mercado doméstico é ligada ao setor
de matérias-primas. E o dólar ganhou atratividade em detrimento das
commodities, entre outras coisas, por causa da
queda do euro, depois que o BCE disse que os bancos da zona do euro
provavelmente terão que fazer nova rodada de
testes de estresse. Também pesaram as declarações do ministro das Finanças
da Rússia, Alexei Kudrin, favoráveis à
moeda norte-americana e a postura isenta do G-8, que não ameaçou o status
do dólar como moeda de reserva.

Ainda sobre o G-8, vale registrar que os ministros reunidos no final de
semana identificaram sinais de estabilização na
economia, mas ressalvaram que ainda há riscos em meio à atual recessão
global. Os ministros ainda disseram que
estudam formas de diminuir os estímulos fiscais e monetários que tinham
como meta ajudar a economia mundial a se
estabilizar. Isso acabou levando os índices europeus a fecharem em baixa. O
índice FTSE-100 da Bolsa de Londres
recuou 2,61%, para 4.326,01 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu
3,54%, para 4.889,94 pontos. Na Bolsa de
Paris, o CAC-40 teve queda de 3,20%, para 3.219,58 pontos. Em Madri, o
índice IBEX-35 perdeu 2,01%, para 9.518,70
pontos.

Nos EUA, as bolsas também recuaram, pressionadas pelos dados mais fracos do
que o esperado sobre a atividade
industrial em Nova York e a confiança dos construtores de imóveis
residenciais do país. O Dow Jones caiu 2,13%, para
8.612,13 pontos. O Nasdaq perdeu 2,28%, para 1.816,38 pontos, e o S&P 500
recuou 2,38%, para 923,72 pontos. Com a
queda das commodities, os papéis de empresas relacionadas à produção de
matérias-primas apresentaram um dos
desempenhos mais fracos do dia.

O índice Empire State do Fed de Nova York mostrou que a atividade caiu para
-9,41 em junho, de -4,55 em maio e ante -3
previstos. O outro dado conhecido também não foi melhor. O índice de
confiança entre os construtores de residências,
medido pela Associação Nacional dos Construtores de Residências dos EUA
(NAHB), caiu para 15 em junho, de 16 em
maio, interrompendo uma sequência de dois meses consecutivos de alta.

No Brasil, Vale e Petrobras sentiram o peso da queda das commodities e
também do vencimento de opções sobre
ações. Logo após o exercício, muitos investidores, em posse dos papéis do
vencimento, os desovaram no mercado,
levando o Ibovespa para as mínimas. Na hora final do pregão, no entanto, as
perdas desses papéis diminuíram, aliviando
também a pressão sobre o índice à vista. As siderúrgicas tiveram perdas
mais fortes, assim como as ações do setor de
Telecom e os papéis de bancos.

Petrobras ON terminou em baixa de 1,99% e Petrobras PN, de 1,91%. A estatal
informou hoje que iniciou em 10 de junho
a produção dos campos de gás de Cangoá e Camarupim, no litoral norte do
Estado do Espírito Santo. Na Nymex, o
contrato para julho do petróleo terminou em baixa de 1,97%, a US$ 70,62.
Segundo o profissional de renda variável da
corretora em São Paulo, os hedge funds estão voltando a especular com
petróleo, razão pela qual os preços seguem em
elevação, enquanto a previsão para o consumo neste ano é de queda. "Esse
movimento pode criar uma nova bolha que,
quando furar, afetará a bolsa doméstica", comentou.

Vale ON caiu 1,97% e PNA, 1,36%. Gerdau PN, -5,23%, Metalúrgica Gerdau PN,
-5,26%, Usiminas PNA, -3,48%, CSN,
ON, -4,45%.

Só três ações do índice subiram: Light ON (+1,36%), Natura ON (+1,15%) e
BrT Par ON (+0,09%). As maiores quedas
foram: Cyrela ON (-6,43%), Gol PN (-6,34%) e TIM Par ON (-6,01%). Nas
teles, também foram destaques de baixas TMAR
PNA (-5,98%), BrT Par PN (-5,80%) e BrT Operadora PN (-5,61%).

No segmento bancário, Bradesco PN perdeu 2,82%, Itaú Unibanco PN, recuou
3,44%, e Banco do Brasil ON, -3,17%.
(Claudia Violante)


Juro

As taxas de juros encerraram hoje em direções distintas. O contrato com
prazo mais curto e de maior liquidez, para
janeiro de 2010, subiu, enquanto os DIs longos caíram. O movimento é
atribuído, em parte, ao ambiente negativo nas
principais bolsas do mundo. Além disso, também reflete a continuidade do
ajuste à nova Selic, de 9,25% ao ano. De
acordo com operadores, a alta do DI curto também pode estar sendo amparada
por expectativas do mercado com o
resultado das vendas no varejo, que o IBGE divulga amanhã às 9 horas.

A Bovespa fechou com de 2,85%, aos 52.033,82 pontos. Em Nova York, o Dow
Jones encerrou com declínio de 2,13%,
aos 8.612,13 e o Nasdaq com perda de 2,28%, aos 1.816,38 pontos. Os
investidores realizam lucros recentes, com a
queda dos preços das commodities puxando o movimento em meio a mais um
debate sobre o timing da recuperação
global. Metais e petróleo basicamente se ressentem da expressiva alta do
dólar, que se beneficiou principalmente dos
esforços do G-8 em não desqualificar a moeda no fim de semana.

Segundo operadores, houve um movimento atípico no mercado de juros,
principalmente nos vencimentos de curto prazo.
A expectativa é de que o resultado das vendas do comércio varejista venha
forte. Segundo levantamento do AE
Projeções, o resultado das vendas no varejo de abril no País deverá ser de
uma retração de 1,20% a uma expansão de
0,80%, na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais, com
mediana negativa de 0,50%. No confronto
entre abril de 2009 e o mesmo mês de 2008, as expectativas foram de
crescimentos de 4,20% a 9,20%, com mediana
positiva de 6,57%.

Outro profissional disse que há dúvidas no mercado sobre se o Copom já
conhecia antecipadamente o resultado das
vendas no varejo. "Será que o Copom já não tinha esse resultado em mãos e,
por isso, surpreendeu ao cortar a Selic em
1 ponto na semana passada?", indagou a fonte, ressaltando que a questão é
saber se a queda da Selic está chegando
ao final. "Essa dúvida deve gerar volatilidade nos próximos dias", afirmou.

Para uma corrente do mercado, ainda há espaço para recuo de 0,25 ponto
porcentual a 0,50 p.p. na Selic até o fim do
ano. Outra parcela de investidores avalia que o BC já pode interromper o
ciclo de flexibilização monetária. O fato é que os
próximos indicadores de inflação e de atividade econômica serão observados
atentamente. Nesta semana, todas as
atenções estarão voltadas, principalmente para a ata da reunião do Copom da
semana passada, que sai na quinta-feira.
Os investidores lerão com lupa o documento para tentar identificar os
próximos passos da autoridade monetária.

Pela manhã, a queda dos juros, principalmente da parte longa da curva, foi
influenciada pelo movimento dos Treasuries,
cujos preços operaram em alta, com queda equivalente dos juros. Esse
comportamento dos títulos norte-americanos pode
ter influenciado parcialmente o mercado de juros. Nos últimos dias, os
contratos de juros de longo prazo vinham sendo
pressionados em boa medida pela elevação dos juros dos Treasuries, que
reagiram à discussão sobre eventual
necessidade futura de aumento das taxas de juros nos EUA. Às 18h00, o juro
do T-note de 10 anos caía para 3,7103%,
de 3,792% no final de sexta-feira.

Na sessão estendida da BM&F, o DI de janeiro de 2010, com 250.330
contratos, subiu a 8,96%, de 8,93% do fechamento
e 8,96% do ajuste de sexta-feira. A taxa de Janeiro 2011 (75.430
contratos ) cedeu a 10,11%, de 10,15% do fechamento
e 10,16% do ajuste da véspera. E o juro de Janeiro 2012 (34.325 contratos)
encerrou a 11,16%, estável em relação ao
fechamento e 11,19% do ajuste de sexta-feira. (Alessandra Taraborelli)


Câmbio

O dólar no mercado à vista pegou carona na valorização da moeda
norte-americana no exterior em meio à retomada da
aversão ao risco, que também amparou a demanda por Treasuries em detrimento
dos preços das ações e das
commodities. Internamente, com o vencimento hoje do exercício de opções
sobre ações na Bovespa, alguns investidores
reduziram posições em ações e migraram para o dólar, favorecendo ainda o
ajuste positivo das cotações, disse um
operador de câmbio de uma corretora em São Paulo.

No fechamento, o dólar à vista subiu a R$ 1,953 no balcão (+1,45%) e na
BM&F (+1,40%), após apurar queda de 2,28%
no balcão este mês até sexta-feira passada. Mesmo com os ganhos na sessão,
a moeda no balcão ainda apura baixa de
0,86% em junho. No ano, a perda acumulada é de 16,36%. O giro financeiro
total à vista somou cerca de US$ 2,016
bilhões, dos quais cerca de US$ 1,905 bilhão em D+2.

No mercado de dólar futuro, o último negócio, às 18 horas, com o dólar para
julho de 2009 foi a R$ 1,957, em alta de
1,24%, após oscilar de R$ 1,9415 (+0,44%) a R$ 1,968 (+1,81%). Este
vencimento girou cerca de US$ 10,922 bilhões,
de um total transacionado com cinco vencimentos, todos em alta, de US$
10,929 bilhões.

Para a diretora de câmbio Miriam Tavares, da AGK Corretora de Câmbio, o
investidor global retomou a aversão ao risco
e correu para adquirir ativos denominados em dólar, estimulado por
manifestações de ministros de finanças do G-8, no
fim de semana, de apoio ao dólar e destacando os sinais de melhora na
economia mundial, porém, alertando ainda que
há desafios a serem enfrentados. "Com o cenário externo negativo para as
Bolsas e commodities, o mercado ajustou
posições em dólar e em Treasuries. Contudo, a correção da moeda americana
ainda é menor em relação ao real do que
ante o euro", comparou.

No final do encontro do G-8, no sábado, o ministro das Finanças da Rússia,
Alexei Kudrin, demonstrou visão positiva
sobre a posição do dólar como moeda de reserva. Contudo, houve uma
sinalização do G-8 sobre a necessidade de dar
início a estudos de estratégias para reversão dos pesados pacotes de
estímulo econômicos aplicados pelas maiores
economias para evitar a depressão. O FMI também ponderou que a situação
econômica mundial ainda é frágil.

Vale destacar que na sexta-feira passada, o dólar já subiu ante o euro e o
iene, ajudado por comentários do ministro de
Finanças do Japão, Kaoru Yosano, reiterando que a confiança do Japão nos
Treasuries é "inabalável" e que continuará
comprando os bônus norte-americanos. Essas declarações aliviaram as
preocupações do mercado quanto à
possibilidade de os investidores passarem a rejeitar a dívida dos EUA. A
notícia do Wall Street Journal, sugerindo que o
Federal Reserve não deve decidir aumentar as compras de Treasuries ou de
outros ativos na reunião de política
monetária agendada para entre os dias 23 e 24 de junho também favoreceu o
dólar na sessão anterior.

Hoje, pesou ainda a favor da demanda pela moeda norte-americana um
relatório semestral do BCE, mostrando que os
bancos da zona do euro provavelmente terão de fazer uma nova rodada de
testes de estresse, o que levou o euro a cair
mais cedo até a mínima em US$ 1,3755. O BCE alertou que os participantes
devem ficar "especialmente alertas no
período adiante" e não podem se deixar levar pelas intervenções maciças do
governo para resgatar bancos e
seguradoras ou pelos juros menores. "Não há espaço para complacência porque
os riscos à estabilidade financeira
permanecem elevados, especialmente uma vez que a crise de crédito ainda não
atingiu o ponto mais baixo", afirmou a
instituição.

Quanto à economia norte-americana, o dado anunciado nesta segunda-feira foi
desanimador e também induziu as vendas
de ações e de commodities. O índice de atividade industrial em Nova York,
da Pesquisa Empire State do Federal
Reserve de Nova York, caiu para -9,41 em junho, de -4,55 em maio.
Economistas esperavam leitura de -3,0.

Em Nova York, às 18h16, o euro caía 1,59%, a US$ 1,3793; a libra esterlina
recuava 0,83%, a US$ 1,63025; e o dólar
perdia 0,61%, a 97,83 ienes. Entre moedas de países emergentes, o dólar
subia 0,47%, a 565,45 pesos chilenos;
ganhava 1,04%, a 1,549 lira turca; e avançava 0,97%, a 31,2900 rublos
russo. No segmento de Treasuries, o juro do
T-Note 2 anos cedeu 3,49%, a 1,22355%; a taxa do T-Note 10 anos recuou
2,09%, a 3,7113; e o juro do T-Bond 30 anos
perdeu 2,04%, a 4,5656%.

No mercado doméstico, o Banco Central fez leilão vespertino de compra de
dólar e fixou a taxa de corte em R$ 1,9535.

Mais cedo, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
informou que o superávit da balança comercial
na 2ª semana de junho (dias 8 a 14) foi de US$ 737 milhões (com exportações
de US$ 2,508 bilhões e importações de
US$ 1,771 bilhão) - menor do que o superávit de US$ 1,2 bilhão da 1ª semana
do mês. Em junho, a balança acumula
saldo positivo de US$ 1,945 bilhão (resultado de exportações de US$ 6,042
bilhões menos importações de US$ 4,097
bilhões) No ano, o superávit soma US$ 11,317 bilhões, com exportações de US
$ 61,526 bilhões e importações de US$
50,209 bilhões. (Silvana Rocha)

Agenda
16/06/2009 - Terça-feira

Vendas no varejo e cúpula do BRIC são destaque

A agenda desta terça-feira é extensa, com eventos de peso aqui e no
exterior. Na cena doméstica, o principal destaque é a
divulgação do resultado das vendas do varejo de abril. Também merecerá
atenção o resultado da arrecadação de maio. Ainda
serão conhecidos o IPC-S de junho de até 15 de junho, a sondagem da
indústria de transformação e o sensor do Ipea. No
front externo, as atenções estarão voltadas para o encontro dos países do
Bric - Brasil, Rússia, Índia e China -, que acontece
em Ecaterinburgo, na Rússia. Nos EUA, há indicadores relevantes, como o PPI
de maio, o dado de construção de residências
novas e a produção industrial. Confira os eventos político-econômicos
previstos para esta terça-feira, 16 de junho:

IBGE DIVULGA VENDAS DO VAREJO DE ABRIL ÀS 9H - O Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h a
Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de abril. Economistas ouvidos pelo AE
Projeções estimam variação de -1,20% a +0,80%,
com mediana de -0,50%, na comparação com março, e de +4,20% a +9,20%, com
mediana de 6,57%, ante abril de 2008.

RECEITA DIVULGA ARRECADAÇÃO ÀS 15H - A Receita Federal divulga, às 15
horas, o resultado da arrecadação de tributos
federais e das contribuições previdenciárias referente ao mês de maio de
2009. Os dados serão apresentados em entrevista
coletiva pelo Coordenador-Geral de Estudos, Previsão e Análise da Receita
Federal do Brasil, Marcelo Lettieri Siqueira.
Economistas ouvidos pelo AE Projeções estimam que o total arrecadado deve
ter atingindo um valor de R$ 49,100 bilhões a R$
51,600 bilhões no mês passado, com mediana de R$ 50 bilhões.

CÚPULA DO BRIC SE REÚNE - Hoje acontece o primeiro encontro de cúpula do
grupo de países BRIC - Brasil, Rússia, Índia e
China - em Ecaterimburgo, na Rússia.

LULA PARTICIPA DA CÚPULA DO BRIC - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
participa às 17h30 (hora local) de reunião da
Cúpula do Bric e depois vai a jantar oferecido pelo presidente da Rússia,
Dmitri Medvedev, em Ecaterimburgo. Lula e Medvedev
participam da cúpula juntamente com o presidente da China, Hu Jintao, e com
o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

EUA: PPI DE MAIO ÀS 9H30 - O Departamento do Trabalho divulga às 9h30 o
índice de preços ao produtor de maio.
Economistas preveem +0,6%. Para o núcleo, a previsão é +0,1%.

EUA: CONSTRUÇÕES RESIDENCIAIS INICIADAS ÀS 9H30 - O Departamento do
Comércio divulga às 9h30 o dado de construções
de residências iniciadas (média anualizada) de maio. Economistas preveem
490 mil (+7%). Para as permissões para novas
construções de moradias (média anualizada) de maio, a previsão é 510 mil
(+2,4%)

EUA: FED DIVULGA PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE MAIO ÀS 10H15 - O Fed divulga às
10h15 a produção industrial de maio.
Economistas estimam -1,1%. Para a taxa de utilização da capacidade
industrial, a previsão é 68,2%.

EUA: ESTOQUES DE PETRÓLEO/API ÀS 17H30 - A API divulga às 17h30 os estoques
de petróleo bruto na semana até 12 de
junho. Também sairão os estoques de gasolina, destilados, e a taxa de
utilização da capacidade instalada das refinarias.

EUA: FED DIVULGA RESULTADO DO LEILÃO A TERMO - Por volta das 11h, o Fed
anuncia o resultado do leilão de recursos a
termo realizado na segunda-feira. O Fed de Nova York compra títulos do
Tesouro com vencimentos entre 15 de maio de 2012 e
30 de novembro de 2013, devendo anunciar o resultado da operação após às
12h.

EUA: DIRETOR DO FED FALA ÀS 14H15 - O diretor do Fed Kevin Warsh fala, às
14h15, sobre "política econômica e
acontecimentos no mercado financeiro", durante a reunião do Instituto de
Banqueiros Internacionais em Nova York.

TURQUIA ANUNCIA DECISÃO DE POLÍTICA MONETÁRIA ÀS 11H - O Banco Central da
Turquia se reúne, devendo anunciar sua
decisão de política monetária às 11h. A expectativa do mercado é de que a
taxa básica de juro seja reduzida em 50
pontos-base, para 8,75%.

FGV DIVULGA IPC-S ÀS 8H - A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga às 8h o
Índice de Preços ao Consumidor - Semanal
(IPC-S) de até 15 de junho.

FGV DIVULGA INVESTIMENTOS NA INDÚSTRIA ÀS 8H - A FGV também divulga às 8
horas a Sondagem de Investimentos na
Indústria de Transformação.

IPEA DIVULGA ÀS 10H SENSOR ECONÔMICO - O Ipea apresenta às 10h, seu quinto
Sensor Econômico. Referente ao mês de
maio, o indicador aponta uma maior confiança na recuperação da economia
brasileira nos próximos 12 meses. Após a
apresentação do Sensor, haverá uma mesa-redonda sobre o tema "Perspectivas
da Economia Brasileira para 2009 e 2010", que
contará com a participação do presidente do Instituto, Marcio Pochmann, do
deputado federal Ricardo Berzoini, do
diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz, do Presidente da Federação das
Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Diones
Cerqueira, e de um representante da CUT.

DIEESE MOSTRA EVOLUÇÃO DO EMPREGO NO SETOR FINANCEIRO - O Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo
Financeiro (Contraf-CUT) divulgam um levantamento
sobre a evolução do emprego e desemprego nos bancos no primeiro trimestre
de 2009.

TESOURO FAZ 1ª ETAPA DO LEILÃO DE NTN-B - O Tesouro realiza hoje a primeira
etapa do leilão de NTN-B. Serão ofertados
até 500 mil papéis do Grupo 1 (vencimentos em 15/11/2011, 15/8/2014 e
15/8/2020), e até 1,5 milhão do Grupo 2
(vencimentos 15/8/2024, 15/5/2035 e 15/5/2045). Se houver venda integral, o
Tesouro realiza uma segunda volta com oferta
de 20% dos volumes. A liquidação será na quarta-feira, dia 17, com
pagamento em moeda corrente. As operações serão
realizadas entre 12 horas e 13 horas, com resultados a partir de 14h30, no
site do Banco Central (www.bcb.gov.br).

MEIRELLES NA SUÍÇA - O presidente do BC, Henrique Meirelles, participa em
Lausanne, Suíça, da programação do Comitê
Olímpico Brasileiro em defesa da candidatura do Rio de Janeiro para sede
das Olimpíadas de 2016.

COMEÇA A BRASIL OFFSHORE - Primeiro dia da Brasil Offshore, feira da
indústria de offshore de petróleo, que vai até o dia 19,
em Macaé, Rio.

AUGUSTIN NA COMISSÃO DO ORÇAMENTO - O secretário do Tesouro Nacional, Arno
Augustin, deve comparecer à Comissão
Mista do Orçamento, às 15 horas, e apresentar o relatório de avaliação do
cumprimento da meta de resultado primário dos
orçamentos fiscal e da seguridade social do programa de dispêndios globais
das empresas estatais federais não financeiras.
Trata-se das metas fixadas para o terceiro quadrimestre de 2008 e primeiro
quadrimestre de 2009.

COMEÇA SEMINÁRIO SOBRE PRÉ-SAL - O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio
Rezende, a gerente-executiva de Engenharia
de Produção da Petrobras, Solange da Silva Guedes (representando presidente
da estatal, José Sérgio Gabrielli), e o secretário
de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, do Ministério de Minas
e Energia, José Lima de Andrade Neto
(representando o ministro Edison Lobão), participam da abertura do
seminário "Pré-sal, inovação tecnológica e
sustentabilidade", às 9h30, na Comissão de Ciência e Tecnologia, na Câmara
dos Deputados. Pela manhã, estão em debate os
desafios tecnológicos para a exploração e produção do óleo e do gás. À
tarde, o seminário discute os desafios e oportunidades
para a indústria nacional.

CNDL/SPC DIVULGAM INADIMPLÊNCIA DE MAIO - Representantes da Confederação
Nacional de Dirigentes Lojista (CNDL) e do
SPC Brasil dão entrevista coletiva, às 10h30, em Brasília, e apresentam os
resultados de maio do "Indicador CNDL/SPC de
Vendas e Inadimplência". O levantamento mostra os índices de inadimplência
de maio no País com base na avaliação das
dívidas de mais de 140 milhões de consumidores.

PSDB DISCUTE CPI DA PETROBRAS - Para discutir o impasse entre
oposicionistas e governistas que vem adiando a instalação
da CPI da Petrobras, a bancada do PSDB no Senado e os líderes do partido na
Câmara se reúnem às 13 horas, em almoço.
Podem participar também lideranças do DEM. A reunião foi convocada pelo
líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio
(AM). O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que apelará ao Supremo
Tribunal Federal (STF) se a comissão não for instalada
na sessão de hoje do Senado.

LÍDERES DA CÂMARA DISCUTEM PAUTA DA SEMANA - Os líderes dos partidos na
Câmara se reúnem com o presidente da Casa,
deputado Michel Temer, a partir das 14h30, para definir as votações da
semana. Entre os assuntos que já estão na pauta do
plenário, estão a emenda do Senado que vincula todos os benefícios da
Previdência Social ao índice de reajuste do salário
mínimo, a MP 462, que repassa R$ 1 bilhão do Fundo de Participação dos
Municípios (FPM) a prefeituras em dificuldades
financeiras e a MP 463, que libera R$ 1,2 bilhão para recuperação de
infraestrutura nos Estados afetados por enchentes e para
combate ao vírus H1N1 (a nova gripe).

SENADO VOTA MP 459 - A MP 459, que criou o programa habitacional "Minha
Casa, Minha Vida", é um dos itens das votações
do plenário do Senado, a partir das 14 horas e tem preferência por estar
trancando a pauta. Os senadores podem apreciar
também a emenda constitucional que define limites de gastos para as câmaras
de vereadores no País. Mas o início das
votações será dificultado pelo impasse entre governo e oposição sobre a
instalação da CPI da Petrobras.

VEJA AS MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

São Paulo, 16 - Estas são as manchetes dos principais jornais desta
terça-feira:

O Estado de S. Paulo
EMERGENTES QUEREM AMPLIAR INFLUÊNCIA E SE CONTRAPOR AO G-7
Bovespa é a quarta maior bolsa
Protesto no Irã cresce e eleição será investigada
Atos secretos blindaram assessores presos pela PF
Consumo de antibiótico será limitado, diz Anvisa
USP: Justiça suspende volta de sindicalista

Folha de S.Paulo
OBAMA QUER MAIS CONTROLE SOBRE O SISTEMA FINANCEIRO
Manifestação da oposição no Irã termina com um morto
Planalto autoriza que SP eleve teto de endividamento
Após recuo na refinaria, preço do diesel cai só 0,14% no posto
Sarney afirma que não errou ao indicar parentes e nega renúncia

O Globo
IMPOSTO MENOR JÁ PROVOCA FALTA DE ELETRODOMÉSTICOS
Desmatamento afeta carne
Multidão desafia regime de aiatolás
Lula na ONU defende igualdade
Brasil pode ir à OMC contra a Argentina
EUA admitem que já sofrem caos climático

Jornal do Brasil
R$ 11 BILHÕES PARA MÉDIAS E PEQUENAS EMPRESAS

Valor Econômico
INDEFINIÇÕES RETARDAM LICITAÇÃO DE BELO MONTE
Nova lei aperta cerco a paraíso fiscal Usina Moema procura sócio
estratégico
Ministério da Pesca reduz força do Ibama
Sarney prepara contra-ataque a adversários
Fundo Monetário recomenda corte de gastos aos EUA
CCR, maior concessionária de rodovias do país, diversifica seus negócios
AB-InBev vende cervejarias
Os Bric na hora da maioridade

Correio Braziliense
ATOS SECRETOS DO SENADO AJUDARAM ATÉ PARTIDOS NANICOS

Financial Times
TIROS AUMENTAM TENSÃO EM TEERÃ

The New York Times
PROTESTOS CRESCEM E LÍDER DO IRÃ ORDENA INVESTIGAÇÃO DE VOTAÇÃO

The Wall Street Journal
FECHAMENTO DE BANCO LOCAL DEVE CAUSAR SÉRIE DE FALÊNCIAS


COMO FECHOU O MERCADO DA DÍVIDA EXTERNA ONTEM

Nova York, 16 - Os bônus dos mercados emergentes tiveram um dia de
fraqueza, ontem, mas ficaram perto da
estabilidade, demonstrando resistência em meio ao declínio dos mercados de
ações. Segundo operadores, o volume
baixo de negociações e um maior discernimento dos investidores foram os
fatores que limitaram o declínio dos títulos.

Para Nick Chamie, diretor de pesquisas do RBC Capital em Toronto, a maioria
dos investidores assumiu posições
compradas e uma participação acima da média do mercado nas bolsas de países
em desenvolvimento na expectativa de
que esses mercados ainda possuam potencial de alta.

"O posicionamento nas dívidas externas (dos mercados emergentes) não está
tão pesado", então o mercado não vê
tantas oscilações bruscas, acrescentou.

O spread de risco do índice Emerging Markets Bond Index Global (EMBIG) do
JPMorgan subia 11 pontos-base, para 428
pontos-base sobre os Treasuries no final da tarde em Nova York, com retorno
negativo de 0,31%.

O Global40, principal título da dívida brasileira, perdia 0,125 ponto, para
128,3125 cents, segundo a Dow Jones. Em São
Paulo, na corretora ICAP, o Global40 ficou estável em 128,300 cents. O
spread de risco do Brasil no EMBIG aumentava 9
pontos-base, para 272 pontos-base sobre os Treasuries, com retorno negativo
de 0,13%.

Entre outros países, o Equador teve sua avaliação de crédito elevada para
CCC+ pela agência Standard & Poor's, um
nível abaixo do patamar que possuía em novembro, quando teve seu rating
rebaixado por adiar o pagamento de US$ 30
milhões referente a um Global Bond com vencimento em 2012.

Mais cedo, uma autoridade do governo do Equador afirmou que o país tomou
medidas para pagar US$ 30,9 milhões que
venceram ontem referentes ao cupom dos bônus Global 2015. O país possui US$
650 milhões em bônus que vencem em
2015 e pagam 9,375%.

O prêmio de risco do Equador no EMBIG caía 12 pontos base, para 2.692
pontos-base sobre os Treasuries, com retorno
positivo de 0,8%.

O spread de risco do Paquistão no EMBIG recuava 6 pontos-base, para 1.132
pontos-base sobre os Treasuries, com
retorno positivo de 0,96%, após um analista da Moody's afirmar que a
agência pode estudar elevar a perspectiva de
avaliação de crédito do país caso os indicadores econômicos continuem
firmes e haja maior clareza sobre o
financiamento do governo.

A Moody's atualmente classifica o crédito do Paquistão como B3, com
perspectiva negativa. As informações são da Dow
Jones. (Gustavo Nicoletta)


COMO FECHOU O AFTER MARKET ONTEM

São Paulo, 15 - O after market da Bovespa movimentou R$ 40,268 milhões
nesta segunda-feira, com 4.347 transações.
Entre os papéis mais negociados, Petrobras PN liderou, com giro de R$
6.310.406,00, seguida por Vale PNA, com
volume de R$ 4.326.011,00, Gerdau PN (R$ 3.700.731,00), BM&FBovespa ON (R$
3.662.630,00) e CSN ON (R$
1.777.389,00). (Equipe AE)

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