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terça-feira, maio 05, 2009

Sell in May and go away: nos EUA, maio é mês de vender ações; 2009 será diferente?

Sell in May and go away: nos EUA, maio é mês de vender ações; 2009 será
diferente?

Por: Giulia Santos Camillo
04/05/09 - 14h48
InfoMoney

SÃO PAULO - Na corrida por conseguir acompanhar o timing do mercado, maio
sempre foi um mês de grandes decisões para os investidores
norte-americanos. Lá, existe a famosa máxima "sell in may and go away"
(venda em maio e vá embora, na tradução livre), que sugere resumidamente
vender todo o portfólio, tirar férias e esquecer do mercado acionário.

Aliás, o provérbio funciona tanto para os investidores que querem saber
qual hora de sair quanto para os que querem decidir quando voltar. A ideia
é sair em maio e retornar ao mercado no início de novembro, quando o
período historicamente desastroso de setembro a outubro já tiver passado.

Neste ano, o ditame do provérbio é reforçado por uma percepção de que os
ralis de março e abril podem gerar um forte movimento de realização de
lucros a qualquer momento. A pergunta que fica, então, é se mais vale
acreditar no velho ditado ou abrir uma exceção, visto que estes não são
tempos comuns.

O ditado tem seu mérito...
Embora seja relembrado no início dos meses de maio com um toque de humor, o
provérbio já foi objeto de diversos estudos acadêmicos que, segundo J.
Colin Dodds, presidente da Saint Mary's University, credenciaram essa
estratégia sazonal.

O professor lembra que se os investidores tivessem seguido essa máxima em
maio do ano passado, eles não teriam sofrido tantas perdas com a piora do
cenário a partir de setembro.

Embora não seja um ditado brasileiro, essa dica teria poupado muitos
investidores brasileiros das perdas do ano passado, visto que o último pico
do Ibovespa foi exatamente em maio e que novembro trouxe uma performance
menos pior do mercado.

...mas este ano é diferente
Porém, os investidores devem lembrar que os últimos tempos nada têm de
comuns. Dave Lutz, diretor da Stifel Nicolaus, afirmou em entrevista à
agência CNBC que "os ciclos econômicos mudaram tanto nos últimos 12 meses
que fica difícil localizar com precisão a sazonalidade".

Dessa forma, o sentimento de boa parte dos analistas é de que o ditado deva
ser ignorado este ano. Alguns deles, como o diretor de estratégia de
investimento da Standard & Poor's, Sam Stovall, baseiam-se também em
padrões históricos. Segundo ele, o índice S&P registrou fortes ralis entre
maio e outubro durante as mínimas de 14 bear markets (mercado em tendência
de baixa) desde 1932.

Além disso, é necessário olhar também para o cenário atual, antes de vender
tudo pensando apenas em um provérbio. Apesar da boa performance dos
mercados acionários globais durante abril, o sentimento em relação à
economia melhorou, dando sinais encorajadores aos investidores.

"Resumindo, a menos que você tenha lucros do recente rali nos mercados e
você precise do dinheiro, este pode ser o ano de não seguir o provérbio já
que provavelmente há mais esperança do que medo em relação ao médio prazo",
sugere Dodds.

Observar os movimentos é fundamental
Na discussão sobre o que maio reserva, os analistas se mostram bastante
otimistas. De acordo com a firma de pesquisa econômica Schaeffer, a análise
histórica mostra que depois de seis semanas consecutivas de ganhos, a
tendência do índice S&P continua sendo de alta.

Porém, as comparações com períodos passados apenas servem de modelo, de
forma que, para não perder o momento do mercado, o investidor deverá ficar
atento aos desdobramentos da situação.

Nadav Baum, diretor de investimetnos da BPU Investment, conclui que os
primeiros dias de maio serão críticos para determinar em qual direção o
mercado irá se movimentar. De antemão, ele espera alguma realização de
lucro, porém afirma que "maio não será um mês desastroso".

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