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segunda-feira, maio 04, 2009

Para os otimistas de plantao, um balde de agua Fria, depois de Soros, Roubini vem avisar ! Um futuro sombrio.

Esta é da carta capital. 30 de abril. Um balde de água fria, cuidado
comprados, estamos mesmo é na onda B, tudo esta mostrando isso, portanto
cuidado!!

http://www.cartacap ital.com. br/app/coluna. jsp?a=2&a2=5&i=3992


Nouriel Roubini
O site RGE Monitor acaba de rever suas projeções para a economia global em
2009. Estamos em meio a uma contração sincronizada, que resultará no
primeiro encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) global em décadas.
Será a pior crise financeira desde a Grande Depressão. As transações
comerciais mundiais sofrerão a maior redução desde o Pós-Guerra. O comércio
deverá recuar 12% em 2009, em razão da séria e prolongada aversão da
demanda, do excesso de oferta e da capacidade instalada e da falta de
liquidez nos mercados financeiros.

Muitos analistas enfatizam que a segunda derivada da atividade econômica
está se tornando positiva. As economias ainda registram contração, mas a um
passo menos acelerado, o que seria a antessala da recuperação. A análise do
RGE sustenta que a recessão mundial profunda e prolongada, no formato de U,
ainda está a todo vapor. Em 2008, evaporou o consenso de que haveria uma
crise curta e não muito profunda em forma de V. Ainda que o ritmo da
desaceleração econômica esteja menor, em comparação à queda livre do último
trimestre do ano passado e primeiro de 2009, ainda estamos muito distantes
do fundo do poço. Particularmente na Europa e no Japão, há pouquíssima
evidência de que a segunda derivada esteja em curso.

Ao fim do primeiro trimestre de 2009, houve alguns sinais de que o ritmo da
contração estava arrefecendo, principalmente nos Estados Unidos e na China,
onde as respostas de política econômica foram mais agressivas e a produção
industrial pode ter registrado o pior momento em um período anterior ao da
Europa e do Japão. No entanto, isso não é verdadeiro para as maiores
economias do G-7.

A reação global deve ser tímida em 2010, dada a ressaca dos prejuízos das
instituições financeiras, a escassez de crédito e a retomada tímida da
demanda. Os principais pontos das novas projeções do RGE são:

1. A atividade econômica global recuará 1,9% em 2009. As economias
avançadas deverão registrar uma contração de 4%, sendo o Japão e a Eurozona
os mais prejudicados. O PIB americano continuará a encolher, apesar de em
menor ritmo, mas com crescimento negativo em todos os trimestres deste ano.


2. Os mercados emergentes vão desacelerar fortemente, em relação ao
desempenho dos últimos anos. Os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China)
crescerão metade do que em 2008.

3. A deterioração das trocas comerciais, a redução dos ingressos de capital
estrangeiro e as condições mais apertadas do crédito resultarão em uma
recessão na América Latina, ante o crescimento de 4,1% em 2008. Argentina,
Brasil, Chile, Colômbia, México e Venezuela terão crescimento negativo em
termos anualizados, enquanto países menores, como o Peru, vão experimentar
uma significativa desaceleração.

4. As nações da Europa Oriental e da Commonwealth sofrerão as recessões
mais fortes, dados a restrição ao crédito externo e o continuado risco da
crise financeira. As reduções com as receitas do petróleo e o estresse
financeiro contribuirão para a queda de 5% do PIB da Rússia, em termos
anualizados. As retrações poderão atingir dois dígitos nos países bálticos.


5. Na região asiática, o crescimento cairá para menos de 3% em 2009. A
China terá uma aterrissagem forçada, com o aumento do PIB de 5,5%, enquanto
a Índia deverá registrar apenas 4,3%. Os quatro tigres asiáticos
(Cingapura, Taiwan, Coreia do Sul e Hong Kong), assim como a Malásia e a
Tailândia, viverão uma recessão.

6. O Oriente Médio e a África crescerão metade da performance de 2008, em
razão da queda dos ingressos de capitais, da diminuição da demanda dos
Estados Unidos e da União Europeia e do declínio dos preços das
commodities. Israel e África do Sul terão desacelerações mais amenas.

7. Os pacotes sem precedentes de estímulos fiscal e monetário podem ajudar
a aliviar a diminuição da demanda do setor privado e reduzir o risco de uma
depressão mundial no formato de L. O financiamento das dívidas externas
pode ser um desafio, especialmente para os mercados emergentes e as
economias ocidentais europeias mais vulneráveis.

8. As perdas de emprego deverão superar a contração do mercado de trabalho
da última recessão, contribuindo para o aumento da inadimplência, o que
representa riscos adicionais para os bancos. A taxa de desemprego nos
países desenvolvidos alcançará dois dígitos até 2010, aumentando a miséria.
A despeito do caixa reforçado das instituições multilaterais, há o risco de
tensões sociais e políticas.

9. Commodities são uma classe de ativos que poderá sofrer novas pressões em
2009, apesar dos cortes de produção. O RGE estima que o preço do barril do
petróleo seja em média 40 dólares...

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