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terça-feira, maio 05, 2009

O oráculo e a crise

http://www.paidcontent.org/entry/419-buffett-wouldnt-invest-more-in-newspapers-at-any-price/

Buffett: Wouldn't Buy More Newspapers 'At Any Price'

Warren Buffett will keep the Buffalo News and a stake in the Washington

Post Company (NYSE: WPO)—but won't play white knight for the newspaper

industry. The billionaire financier told shareholders at the Berkshire

Hathaway annual meeting taking place today in Omaha, Neb., that newspapers

face possible "unending losses" and that the company would not buy most

U.S. newspaper "at any price," according to MarketWatch and WSJ.



Crise afeta clima da assembleia de Warren Buffett e investidores questionam

futuro após queda de 62% no lucro de 2008

O oráculo e a crise



Por Ricardo Balthazar, de Omaha, EUA

04/05/2009


O bilionário Warren Buffett já teve dias mais tranquilos. Um investidor

lhe disse sábado que talvez tenha chegado a hora de passar para outra

pessoa o comando dos seus negócios. Outro perguntou se ele sabia onde

estava pisando quando fez as apostas arriscadas que estão corroendo o

valor de seus investimentos. Um terceiro quis saber se ele teria coragem

de investir hoje numa empresa como a sua.





Milhares de investidores do mundo inteiro fizeram no fim de semana sua

peregrinação anual até Omaha, a cidade do interior dos Estados Unidos onde

Buffett mantém a sede da companhia que administra seus investimentos, a

Berkshire Hathaway. Em tempos normais, a romaria transforma a assembleia

anual dos acionistas da empresa numa celebração da sabedoria de Buffett e

dos lucros que ela proporcionou. Desta vez, o tom da festa foi bem

diferente.





O lendário investidor ofereceu sábado uma visão sombria do futuro da

economia americana, previu que alguns dos seus investimentos continuarão

gerando perdas em 2009 e avisou que dificilmente a empresa voltará a

oferecer rendimentos exuberantes como os alcançados no passado. "Talvez a

gente consiga fazer uns dois pontos acima do mercado", disse Buffett aos

investidores. "Não dá para fazer muito melhor do que isso."





A Berkshire Hathaway teve no ano passado seu pior resultado desde 1965,

quando Buffett assumiu o controle de uma antiga indústria têxtil e começou

a transformá-la no poderoso conglomerado de empresas e investimentos que

ela é atualmente. A companhia fechou 2008 com lucro de US$ 4,9 bilhões,

mas o resultado foi 62% menor que o do ano anterior. Suas ações caíram 32%

no ano passado.





Os papéis se recuperaram um pouco nas últimas semanas, mas parece cedo

para comemorar. Os resultados do primeiro trimestre deste ano serão

divulgados na próxima sexta-feira e os números antecipados por Buffett no

sábado indicam que ele continua tropeçando. O valor patrimonial da

Berkshire por ação, medida preferida pelo investidor para avaliar seu

desempenho, diminuiu 9,6% em 2008. No primeiro trimestre deste ano, o

tombo foi de 6%. O índice de ações S&P 500 perdeu 37% no ano passado.





A crise golpeou Buffett de várias maneiras. O tumulto nos mercados

desvalorizou sua carteira de investimentos, que no fim do ano tinha US$

122 bilhões em ações e títulos. Contratos de derivativos que Buffett

negociou pessoalmente, envolvendo apostas no desempenho futuro de diversos

índices de ações e na saúde financeira de centenas de empresas, geraram

US$ 7 bilhões de dólares em prejuízos contábeis.





A maioria desses contratos só vence na próxima década e Buffett acredita

que terá tempo suficiente para reverter as perdas contabilizadas agora

depois que a fase mais aguda da crise tiver passado. "Embora não exista

nenhuma garantia de que vamos conseguir, eu ainda espero ganhar dinheiro

com esses contratos", afirmou Buffett no sábado.





Mas a exposição da Berkshire aos riscos que esses instrumentos representam

arranhou a credibilidade de Buffett. A nota da Berkshire foi rebaixada nas

últimas semanas por duas agências de classificação de risco, a Fitch e a

Moody´s - da qual Buffett tem 20% das ações e diz que nunca deu palpite. A

Standard & Poor´s avisou que poderá rever a nota da Berkshire em breve

também.





A principal fonte de receitas da Berkshire são os negócios na área de

seguros. Eles geram dezenas de bilhões de dólares em prêmios que Buffett

usa para fazer seus investimentos sem precisar se endividar. As

seguradoras de Buffett continuaram crescendo no ano passado, mas a

recessão atravessada pelos Estados Unidos atingiu em cheio indústrias

controladas pela Berkshire em outros setores.





Buffett acredita que os americanos não voltarão às compras tão cedo. "Há

uma grande transformação no comportamento dos consumidores", alertou. "As

pessoas agora querem economizar." A Berkshire controla dez seguradoras e

67 empresas em outros segmentos, incluindo distribuidoras de eletricidade,

joalherias e fábricas de doces, sapatos e tapetes.





Apesar das dificuldades, Buffett teve no ano passado um desempenho

superior à média do mercado e o tombo dos últimos meses não foi capaz de

anular os ganhos acumulados nos anos anteriores. Um investidor que tivesse

aplicado US$ 1 mil em ações da Berkshire quando Buffett assumiu o controle

da empresa e nunca mais tivesse mexido nesse dinheiro teria uma fortuna de

US$ 3,6 milhões hoje.





Mas as perdas sofridas no ano passado foram dolorosas para muitos pequenos

investidores e aumentaram a preocupação dos acionistas da Berkshire com o

que acontecerá com a empresa quando Buffett, com 78 anos de idade, e o

sócio que há três décadas é seu principal colaborador, Charles Munger, que

está com 85, não estiverem mais na vizinhança.





A dupla gosta de fazer mistério sobre o assunto. Três executivos do grupo

estão sendo preparados para assumir o comando da empresa e quatro

administradores de fundos poderão dividir a gestão da carteira de

investimentos depois que Buffett morrer. Na assembleia de sábado, ele

rejeitou a sugestão de um acionista para que nomeasse logo seu sucessor.

"Não vejo vantagem em ter um príncipe herdeiro andando por aí."





Segundo homem mais rico do mundo, com uma fortuna pessoal estimada em US$

37 bilhões pela revista "Forbes", Buffett não parece nem um pouco disposto

a se aposentar. Ele fez questão de demonstrar isso mais uma vez no fim de

semana, quando passou quase cinco horas ao lado de Munger respondendo às

perguntas dos acionistas da Berkshire, que lotaram um ginásio de esportes

com espaço para mais de 18 mil pessoas sentadas.





Os dois cumprem o ritual com visível prazer todos os anos, pontificando

sobre os mais diversos assuntos, comendo uma bala atrás da outra e

bebericando Coca-Cola, empresa na qual a Berkshire possui 9% das ações.

Buffett é loquaz e Munger é lacônico, mas os dois sabem explorar essa

diferença de temperamento para divertir a plateia e driblar as perguntas

mais embaraçosas dos investidores.





Um dos grandes momentos da reunião deste ano foi um esquete cômico exibido

nos telões do ginásio antes da sessão de perguntas e respostas. No filme,

Buffett está deitado de paletó e gravata numa loja de colchões quando o

gerente aparece para acordá-lo. "Você não vai ficar o dia inteiro dormindo

esperando o telefone tocar, como fez no ano passado", avisa. Quando uma

cliente diz que esta à procura de algo "seguro e garantido", Buffett lhe

oferece um novo modelo de colchão, com bolsos especiais para guardar

dinheiro e ações.

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