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terça-feira, maio 26, 2009

Nestlé negocia fábrica da Parmalat no RS

Lácteos: Conversações entre empresas envolvem unidade de Carazinho;
aquisição é estimada em R$ 100 milhões

Nestlé negocia fábrica da Parmalat no RS
Do Valor em 26/05/2009

"Fim de um mistério de quase nove meses: a Nestlé está negociando a compra
da maior fábrica da Parmalat, controlada pela Laep Investments, no país. A
unidade fica em Carazinho, no Rio Grande do Sul, onde são fabricados leite
longa vida, leites especiais, leite em pó, leite condensado e creme de
leite. Estima-se, no mercado, que a aquisição da unidade será fechada por R
$ 100 milhões. Procurada, a Nestlé não quis se pronunciar. A Laep também
preferiu ficar em silêncio.

Essa pode ser a segunda aquisição da Nestlé em cinco meses. Em dezembro, a
empresa anunciou a compra da Água Mineral Santa Bárbara e parte de suas
instalações industriais, no interior de São Paulo. "O que está fazendo o
processo se esticar são questões fiscais", disse Zurita em uma entrevista
no início de abril, referindo-se à segunda aquisição.

Em setembro passado, o presidente da multinacional declarou que a companhia
estava prestes a fechar dois negócios. Na semana passada, Zurita
acrescentou, sem dar pistas, que ainda há uma terceira aquisição a caminho.
"A companhia se interessa por empresas que tenham bons produtos para serem
agregados ao portfólio", afirmou.

Com a unidade de Carazinho, que tem capacidade para processar 1,6 milhão de
litros de leite por dia, a Nestlé avança em seu projeto de ampliar a
participação no mercado nacional de lácteos. Este ano, a empresa entrou no
segmento de leite longa vida premium, com produção terceirizada, num
investimento de R$ 100 milhões.

Quando a compra da unidade gaúcha da Parmalat for concretizada, a Nestlé
passará, enfim, a produzir lácteos no Rio Grande do Sul. Em outubro de
2008, três meses depois do previsto, a Nestlé inaugurou uma planta em
Palmeira da Missões, com um investimento total estimado de R$ 120 milhões e
geração de 900 empregos diretos. A fábrica, para produção de leite
pré-condensado (desidratado), tem capacidade de processamento de 1 milhão
de litros de matéria-prima por dia.

Atualmente o produto, base para outros derivados lácteos como iogurtes, é
enviado para processamento na fábrica da Nestlé em Araçatuba (SP).
Carazinho fica a apenas 90 quilômetros de Palmeira das Missões e permitirá
à Nestlé acelerar a produção de lácteos na região Sul.

A fábrica da Nestlé em Palmeira, segundo fontes do setor de lácteos no Rio
Grande do Sul, consumiu até agora R$ 30 milhões e, por enquanto, emprega
apenas 60 pessoas.

Em recente entrevista, Ivan Zurita afirmou que não há outro modo de a
empresa avançar no país que não por meio de aquisições. Ele disse que a
meta da companhia, que em 2008 teve faturamento líquido de R$ 13,4 bilhões
no Brasil, é crescer no mínimo 4% em 2009.

Para alcançar esse objetivo, o mercado de leite longa vida é crucial para a
Nestlé. O setor gira cerca de 5 bilhões de litros por ano no Brasil e o de
leites especiais (com vitaminas, por exemplo), no qual a companhia acaba de
ingressar, aproximadamente 100 milhões de litros. Zurita já disse também
que a Nestlé quer abocanhar 250 milhões de litros do total de 5 bilhões de
litros com sua linha premium.

A companhia suíça é líder em captação de leite no país, por meio da DPA
(joint venture com a cooperativa neozelandeza Fonterra), e deve avançar
mais este ano com a concretização do negócio com a Parmalat. Em 2008, a
empresa captou 1,9 bilhão de litros de leite.

Enquanto a Nestlé investe para crescer, a Parmalat encolhe. O enxugamento,
porém, já estava previsto no plano de reestruturação da Laep, que está em
crise desde meados do ano passado. No segundo semestre de 2008, a companhia
decidiu concentrar as operações industriais, vendendo ativos, após dois
trimestres seguidos de prejuízos e de uma queda sem precedentes no valor de
suas ações. Em 12 meses, os papéis acumulam queda de 90,83%, segundo o
Valor Data.

Segundo os últimos dados disponíveis, as dívidas líquidas da Laep somavam R
$ 290 milhões no terceiro trimestre de 2008 - a empresa busca reestruturar
um total de R$ 117 milhões em debêntures. No período, a Laep teve prejuízo
de R$ 86,4 milhões.

Embora seja uma saída para levantar recursos, ao se desfazer de Carazinho,
a Parmalat abrirá mão de seu ativo mais importante atualmente, segundo
fontes do mercado de leite. Além das boas condições, a unidade é bem
localizada e está numa importante bacia leiteira do país.

A Laep já recorreu a outras vendas para fazer caixa. Em setembro de 2008,
apenas quatro meses depois de comprar da Danone os negócios relacionados à
marca Poços de Caldas e a licença da marca Paulista por 15 anos, a Laep
vendeu os ativos para o Laticínios Morrinhos, controlado pelo GP
Investimentos, pelo mesmo valor. Em fevereiro deste ano, a empresa vendeu a
fábrica de Garanhuns (PE), por R$ 31 milhões, para a gaúcha Laticínios Bom
Gosto.

A Laep também já colocou à venda a Integralat, seu projeto para integração
da produção, que era considerada menina dos olhos quando o empresário
Marcus Elias assumiu o negócio.

Diante da necessidade de caixa, fontes do setor afirmam que a Laep poderia
se desfazer de outras unidades. Hoje, estão em operação, além de Carazinho,
Santa Helena de Goiás (GO), Ouro Preto d'Oeste (RO), Itaperuna (RJ),
Governador Valadares (MG) e Jundiaí e Guaratinguetá (SP). Todas operam com
ociosidade."

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