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quinta-feira, maio 07, 2009

Governança: Fundos de investimento detêm mais de 51% do capital votante.

Ex-executivo da Tarpon assume gestão da Cremer

Por Graziella Valenti, de São Paulo
06/05/2009

Os fundos de investimento minoritários da Cremer chegaram ao comando dos
negócios. A presidência da companhia foi assumida ontem por José Alexandre
Borges Carneiro, até então gerente de investimentos da gestora de recursos
Tarpon, maior acionista isolada da empresa. Ele ocupa o lugar que era de
Antonio Cesar Godoy da Silva desde 2004 e que renunciou ao cargo.


Desde março cinco fundos de investimento alcançaram fatia superior a 51%
das ações ordinárias da empresa, em movimento que começou no fim do
primeiro semestre de 2008. Determinante para isso foi o aumento da fatia
da Tarpon Investimentos, de 13% para 25,8%. Os outros sócios relevantes
são Credit-Suisse Hedging-Griffo (7,5%), Poland (11,9%) e Guepardo (6,3%).
Também são investidores importantes Rio Bravo e Claritas - mas com menos
de 5% do capital.


Embora os fundos não possuam nenhum contrato regulando voto e não haja
prova de que atuem em conjunto, a história despertou atenção no mercado
desde o início. Eles conseguiram retirar a cláusula do estatuto conhecida
como pílula de veneno, que visava preservar a pulverização dos papéis na
bolsa, ou seja, que um investidor ou grupo assumisse o negócio.


"A Cremer passou por um movimento de reconcentração da base acionária",
afirma Luiz Spinola, presidente do conselho de administração da empresa.
No entanto, ele não vê atuação coordenada dos sócios minoritários que
juntos já são maioria.


Ele explicou ainda que Borges Carneiro, novo presidente, se desligou da
Tarpon para assumir a função. De acordo com Spinola, ele foi escolhido
porque estava à frente de um comitê de estratégia, formado para coordenar
estudos para o desenvolvimento da empresa em outubro do ano passado.


A substituição de Godoy da Silva foi acompanhada da troca do diretor
financeiro: sai João William Grava e entra Rafael Salvador Grisolia.
Também haverá um novo diretor vice-presidente de operações comerciais,
Paulo Andrade. Segundo Spinola, o foco da nova administração é
rentabilizar o negócio.


Quando chegaram à companhia, os fundos queriam a distribuição do caixa da
companhia - movimento comum de fundos no mercado internacional, em casos
de excedente de caixa.


A Cremer voltou à Bovespa em 2007, pelas mãos de um fundo de participações
do Merrill Lynch. O projeto oferecido aos investidores era de crescimento
via consolidação setorial por aquisições. Assim, a empresa levantou R$ 210
milhões num oferta primária de ações. Junto, o Merrill Lynch vendeu a
maior parte dos papéis que detinha e obteve R$ 342 milhões.


Porém, a companhia fez apenas duas pequenas aquisições e o caixa fechou
março em R$ 154 milhões. Spinola admite os desafios de crescer com compras
nesse segmento, pela falta de oportunidades relevantes e de qualidade. Mas
afirma que a companhia está sempre discutindo possibilidades.


A folga de caixa da companhia permitiu que a administração optasse por
distribuir integralmente - ou quase - o lucro da empresa. O movimento já
ocorreu em 2008, quando lucrou R$ 28,4 milhões, e também com o resultado
do primeiro trimestre deste ano, de R$ 10,2 milhões. Na mesma reunião que
aprovou a nova presidência da Cremer, o conselho de administração
deliberou também pagar R$ 3,8 milhões em dividendos em R$ 6,3 milhões.


No mercado, os comentários são de que faltava foco à administração da
Cremer e que nova gestão pode conseguir desempenho mais expressivo no
negócio.


Nos três primeiros meses, já houve avanços. O lucro líquido cresceu de
18,3%. A receita aumentou 15,9%, para R$ 86,2 milhões, com alta na margem
bruta de 22,8% para 30,9%. O lucro operacional, após o financeiro, subiu
6,5%, para R$ 13,9 milhões.


Do faturamento, 60% foi obtido com a venda de produtos de saúde fabricados
pela própria Cremer e o restante, pela distribuição de produtos de
terceiros.


Além da criação de uma diretoria operacional e do comitê de estratégia, a
companhia adotou novas medidas em abril. Foram criados grupos de trabalho
para as seguintes áreas: comercial; cadeia de suprimentos, para melhoria
da gestão de estoques; manufatura, para elevar produtividade; recursos
humanos, para alinhamento de metas e retenção de talentos; e geração de
informação gerencial.


Pedro de Andrade Faria, conselheiro da Cremer e sócio da Tarpon
Investimentos, afirma que o foco da atuação da gestora na empresa é de
geração de resultado. "Não vejo nada de diferente na nossa atuação na
companhia."


Desde que os fundos passaram a ter maioria no capital da companhia, também
assumiram maioria no conselho. Após a saída de Godoy da Silva, o colegiado
conta com oito vagas, sete membros eleitos, sendo quatro ligados aos
fundos de investimentos - já excluído da conta Borges Carneiro, que se
desligou da Tarpon.

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