Últimas 100 Atualizações do Website via Twitter:

Pesquise todo o conteúdo do website Horus Strategy abaixo:
Loading

segunda-feira, maio 25, 2009

Atualizações do Banco Central não reduzem aposta de dólar valendo menos de R$ 2

Por: Conrado Mazzoni Cruz
22/05/09 - 19h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Um dólar valendo menos de R$ 2 vem aos poucos deixando de ser
uma aposta ousada. Gradativamente o real tem se apreciado em relação à
moeda norte-americana fortalecendo a expectativa de que esse piso se rompa
ainda em maio. O dólar comercial fechou a semana carregando desvalorização
de 3,94%, negociado a R$ 2,026. No mês, a queda é de 7,19%.

Orientado pelo apetite por risco, o fluxo de recursos externos se
intensificou nas últimas semanas e, mesmo com os esforços o Banco Central
em segurar a cotação, através de compra de dólares no mercado à vista, a
divisa já acumula queda de 13,31% desde o início do ano. A tendência
desperta preocupação do Governo.

O entusiasmo em torno das condições da economia brasileira para superar a
crise eleva a entrada da moeda dos EUA, derrubando a cotação e atrapalhando
o setor exportador. O fluxo cambial acumulado nos 10 primeiros dias úteis
de maio ficou positivo em US$ 2,059 bilhões, conforme dados publicados pelo
Banco Central.

Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o recente crescimento do fluxo
de dólares para o Brasil que provocou a apreciação do câmbio é um reflexo
das condições que o Brasil oferece aos investidores externos, como
oportunidade de negócios. À InfoMoney, o diretor executivo da NGO
Corretora, Sidnei Nehme, voltou a defender fatores técnicos por trás da
apreciação do real.

Fator técnico
Além do impacto do aumento dos investimentos direcionados para a bolsa
brasileira e títulos públicos, o economista culpa a atuação do Banco
Central, no dia 5 de maio, quando negociou contratos de "swap cambial
reverso", após oito meses, girando US$ 3,4 bilhões, que estaria permitindo
um movimento especulativo.

"Induz as tesourarias dos bancos a atuar focando na apreciação máxima
possível, porque assim eles serão credores da variação negativa do dólar
mais os juros. Até o dia 1 de junho - vencimento do contrato - vamos ter
uma pressão que pode fazer com que o dólar rompa o piso de R$ 2", detecta
Nehme.

Para ele, esse é o fator pontual por trás do comportamento da divisa, pois
o excedente do fluxo de recursos externos, que amplia a oferta de dólares
no País, é tomado pelo BC via leilões no mercado à vista. Na sessão de
sexta-feira (22), o dólar fechou em baixa de 0,49%, mesmo com a autoridade
monetária realizando uma compra de dólares pela décima primeira vez
consecutiva.

Ponto de equilíbrio
O diretor executivo da NGO Corretora tem uma divergência, contudo, sobre a
possibilidade do dólar cair e ficar por um período longo abaixo dos R$ 2.
"Não estou no grupo que espera um dólar a R$ 1,80. O preço de equilíbrio do
dólar deve ficar entre R$ 2 e R$ 2,10. É uma taxa de que traz conforto para
exportar".

A condição para uma apreciação ainda maior da taxa de câmbio é uma
repetição das intervenções do BC via instrumentos financeiros no mercado
futuro de dólar, que possibilitem especulação, analisa o economista. Quanto
às atuações de compra no mercado à vista: "É uma operação cara, mas
recomendável neste momento para repor reservas".

Bookmark and Share

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home

Copyright © 2002 / 2014 HorusStrategy.com.br. Horus Strategy é marca registrada. Todos os direitos reservados.