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quinta-feira, abril 02, 2009

DCI - G-20 planeja injetar US$ 1,2 tri na economia

G-20 planeja injetar US$ 1,2 tri na economia
Carolina Gama com agências internacionais

LONDRES SÃO PAULO - O Grupo dos 20 (G-20, que reúne os países ricos e os
principais emergentes) injetará US$ 1,2 trilhão na economia mundial. Do
total, US$ 1 trilhão será destinado a impulsionar o crédito nos mercados
internacionais e até US$ 250 bilhões será destinado ao financiamento do
comércio.

Na reunião de hoje, em Londres, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da
Silva defenderá a reforma das instituições multilaterais, como o Fundo
Monetário Internacional (FMI), e criticou a atual desregulação do sistema
financeiro mundial. Em recado aos Estados Unidos, que defendem no G-20
maiores investimentos em programas de retomada da economia, Lula convocou
os países de maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo a combaterem os
ativos podres do sistema financeiro, que segundo ele, nunca se refletem em
crédito para o sistema produtivo. Lula ressaltou a importância de os
investimentos no sistema financeiro estarem vinculados à produção e à
geração de emprego e renda. O líder brasileiro ainda criticou os paraísos
fiscais, que segundo ele são "quase imorais" em um mundo que tem um bilhão
de pessoas abaixo da linha de pobreza.

Ontem, em um rápido encontro no Palácio do Elysée, em Paris, Lula afinou o
discurso com o presidente francês Nicolas Sarkozy. Ambos foram enfáticos ao
afirmar que G-20 tem a responsabilidade de dar uma resposta efetiva atual
crise econômica. Sarkozy, que nos últimos teria ameaçado não assinar a
declaração final do encontro caso não haja uma proposta objetiva de mudança
no sistema financeiro mundial, disse que vê sintonia entre as expectativas
dos dois países para a reunião. "Nós queremos que o mundo avance, e se
unirmos nossas vozes, se avançarmos juntos, somos mais fortes", disse o
presidente francês.

Lula descreveu o encontro do G-20 como uma reunião de amigos, mas que não
será fácil pois nem todos os amigos pensam igual neste momento. Ele
afirmou, no entanto, que está otimista, e acredita que o encontro resultará
em uma proposta que traga alento aos que perderam seu emprego em
decorrência da crise. Lula e Sarkozy discutiram parcerias estratégicas
entre os dois países e marcaram uma visita do presidente francês no Brasil
para o dia 7 de setembro deste ano.

Ao lado de Sarkozy, a chanceler alemã Angela Merkel reiterou que a criação
de uma nova arquitetura do sistema financeiro mundial é um objetivo não
negociável da cúpula do G-20. Segundo Merkel, "tem que haver uma lista dos
[paraísos fiscais] que se neguem a ser controlados". "Queremos resultados
que transformem o mundo porque o que ocorreu agora não pode voltar a se
repetir", declarou a chanceler alemã.

"Sem uma nova regulação não haverá confiança e sem confiança não haverá
relançamento econômico", declarou o presidente francês. Sarkozy destacou,
além disso, em clara alusão a Washington, que "não queremos responsabilizar
ninguém, mas há uma oportunidade histórica para construir um mundo novo".

A cúpula do G-20 será uma prova de fogo internacional para o presidente
norte-americano Barack Obama, que se reuniu ontem, em Londres, com os
governantes do Reino Unido, da Rússia e da China, e pediu unidade aos
líderes mundiais. "Temos responsabilidade de coordenar nossas ações e de
nos centralizarmos nos pontos em comum, não em nossas divergências
ocasionais", disse Obama em entrevista coletiva ao lado do
primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anfitrião da reunião. Obama
disse também que, para ele, existem bastante convergências entre os países
do G-20. "As diferenças entre os líderes do G-20 foram imensamente
superestimadas", declarou.

Já o premiê britânico admitiu que as negociações entre os líderes do G-20
serão difíceis. "Nos aguardam negociações duras durante a reunião", afirmou
Brown, destacando que "não será fácil obter um acordo".

Após sua reunião com Brown, Obama teve seu primeiro encontro frente a
frente com seu colega russo, Dmitri Medvedev, e como resultado fez o
anúncio de que os dois países decidiram iniciar negociações para reduzir
seus arsenais nucleares e estabelecer uma cooperação mútua sobre um tema
que suscita tensões entre os países: a defesa antimísseis. "Visitarei
Moscou em julho", anunciou o presidente americano.

Após o primeiro encontro entre Obama e o presidente chinês, Hu Jintao, a
Casa Branca anunciou também outra viagem de Obama, desta vez para a China.
"O presidente Hu Jintao convidou o presidente Obama para visitar a China no
segundo semestre deste ano, e o presidente Obama aceitou o convite com
prazer", afirmou a Casa Branca no comunicado. Hu Jintao será recebido por
Obama em Washington em julho.

Manifestantes

Enquanto os líderes mundiais se reúnem no âmbito do G-20, as ruas de
Londres foram cenário ontem de choques entre manifestantes e policiais. As
manifestações contra o G-20 - que se concentraram na City, setor financeiro
no coração de Londres - acabaram com a prisão de pelo menos 23 pessoas e
com vários policiais levemente feridos, de acordo com a Polícia. Dez mil
policiais foram mobilizados com o objetivo de controlar os protestos ontem
e hoje em Londres.

O clima era tenso ontem em frente ao Banco da Inglaterra, o banco central
britânico, onde mais de 4 mil manifestantes se reuniram. Muitas empresas e
bancos do país que funcionam próximo ao Banco da Inglaterra instruíram seus
funcionários a vestir roupas mais casuais e a não usar ternos, já que
pessoas engravatadas são potenciais alvos dos manifestantes.

O 20 países mais ricos do mundo (G-20) programam uma injeção de US$ 1,2
trilhão na economia mundial. Do total, US$ 1 trilhão será destinado ao
crédito nos mercados internacionais e até US$ 250 bilhões, ao financiamento
do comércio global.

Na reunião de hoje do G-20, em Londres, o presidente brasileiro, Luiz
Inácio Lula da Silva, deve defender a reforma das instituições
multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), e criticará a
atual desregulação do sistema financeiro mundial.

Segundo Lula, o Brasil está disposto a reforçar os cofres do FMI - em
volume não especificado - para que a entidade ajude os países emergentes a
enfrentar a crise econômica mundial, mas afirmou que o País não precisará
recorrer ao capital extra do Fundo. Além disso, o presidente brasileiro
afirmou que não quer continuar a utilizar apenas o dólar como moeda de
referência, como fazem a China e a Rússia.

Ontem, em um rápido encontro no Palácio do Eliseu, em Paris, Lula afinou o
discurso com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. Ambos foram enfáticos
ao afirmar que o G-20 tem a responsabilidade de resposta efetiva à atual
crise econômica. Sarkozy, que nos últimos dias teria ameaçado não assinar a
declaração final do encontro caso não haja uma proposta objetiva de mudança
no sistema financeiro global, disse que vê sintonia entre as expectativas
dos dois países para a reunião.

Ao lado do presidente francês, a chanceler alemã, Angela Merkel, reiterou
que criar uma nova arquitetura do sistema financeiro mundial é um objetivo
não negociável da cúpula do G-20.

No entanto, a reunião de hoje será uma prova de fogo para o presidente
norte-americano, Barack Obama, que se reuniu ontem com os líderes do Reino
Unido, da Rússia e da China, e pediu unidade a todos. Obama teve seu
primeiro encontro frente a frente com seu colega russo, Dmitri Medvedev, e
como resultado fez o anúncio de que os dois países decidiram iniciar
negociações para reduzir seu arsenal nuclear e estabelecer uma cooperação
mútua sobre um tema que suscita tensões entre os países: a defesa
antimísseis. Antes, Obama se reunira com o presidente chinês, Hu Jintao.
Para estreitar a relação entre os dois países, Obama e Hu assumiram o
compromisso de manter diálogos periódicos. O primeiro deles deve acontecer
em julho, em Washington.

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