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sexta-feira, março 06, 2009

Brasil entra em forte desaceleração econômica, alerta OCDE

Um estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico
(OCDE), divulgado nesta sexta-feira, alerta que o Brasil entrou em um
processo de "forte desaceleração" econômica. Em janeiro, na comparação com
dezembro, o País teve a segunda pior queda na atividade econômica entre os
35 países pesquisados, atrás somente da Rússia.

Os diagnósticos dos indicadores compostos avançados anunciados nesta sexta,
que correspondem aos dados coletados em janeiro, indicam que o Brasil
diminuiu seu nível de atividade em 2,7 pontos - para 94,5 pontos - em
relação ao mês anterior (dezembro), quando já havia registrado redução de
1,8 ponto na comparação com novembro. Em relação ao mesmo período do ano
passado - quando a economia do Brasil estava em aceleração -, são 10,1
pontos a menos de atividade econômica.

O relatório de indicadores compostos avançados mostra um retrato da
atividade econômica de um determinado país e qual a sua tendência para os
seis meses seguintes. A avaliação dos números e gráficos possibilita
enquadrar a economia em expansão, desaquecimento (parar de crescer),
desaceleração (diminuir o crescimento) ou retomada da atividade.

Os indicadores são baseados nas variações da atividade em torno de uma
linha de 100 pontos. Estão em expansão ou desaquecimento as economias que
se movimentam com números acima de 100, e em desaceleração e retomada os
que se encontram abaixo de 100. Nestes últimos resultados, todos os países
estudados se movimentam cada vez mais abaixo da linha dos 100 pontos, ou
seja, se encontram em processo de forte desaceleração.

Todos os outros países estudados, assim como o Brasil, encontram-se
igualmente em forte desaceleração econômica, com constantes quedas na
atividade desde novembro. O estudo da OCDE é realizado mensalmente.

A surpresa, desta vez, é que o Brasil vinha se destacando nos estudos
anteriores justamente porque demorou para entrar em desaquecimento - quando
a economia pára de crescer - e foi o último a entrar em desaceleração -
quando a economia começa a decrescer -, ao passo que os demais países já se
encontravam nestas condições desde novembro. Agora, o País surpreendeu pelo
lado inverso.

Pior que o Brasil só ficou a Rússia, que teve retração da atividade
econômica de 3,3 pontos, para 85,9. "Os indicadores compostos avançados da
OCDE continuam caindo", diz o título do estudo. "As perspectivas de
crescimento continuam também a se deteriorar nas grandes economias
não-membros da OCDE, em particular o Brasil, que faz face agora a fortes
desacelerações, como a China, a Índia e a Rússia."

Os números chineses também não são nada animadores: diminuição de 2,1
pontos em relação a dezembro (para 87,4 pontos) e de 14,8 pontos sobre
janeiro de 2008. Na zona euro, o decréscimo foi de 0,6 ponto (para 93,7),
índice inferior em 8,4 pontos na comparação com o nível no ano passado. Já
os Estados Unidos tiveram retração de 1,4 ponto (para 90,1), resultado
inferior em 10,8 pontos em relação a um ano atrás.

"Para janeiro de 2009, eles continuam indicando um enfraquecimento das
perspectivas de crescimento para as sete grandes economias do grupo: o da
zona euro caiu a um nível ainda mais baixo, com sinais muito fracos de
estabilização próxima", precisa o estudo.

O Reino Unido foi um dos países com menor retração, de 0,3 ponto (para
95,7), ao lado da França, com recuou de 0,2 ponto (para 96,2), e a Itália,
com queda de 0,1 ponto (para 95,7).

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