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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Governo dos EUA terá US$ 25 bi em ações com direito no voto no Citigroup

O governo dos Estados Unidos terá uma participação de US$ 25 bilhões no
banco Citigroup ao converter as ações preferenciais que possui em ações
ordinárias, informaram nesta sexta-feira o Citi e o Tesouro americano. As
ações ordinárias dão direito a voto, enquanto as preferenciais são as
primeiras a receber dividendo (mas não dão votos).

Se as condições máximas da proposta forem atingidas, o governo dos EUA pode
acabar com uma fatia de 36% no capital votante do Citi. A operação não
representa injeção de dinheiro novo. Os atuais detentores de ações
ordinárias do banco ficarão com 26% do capital, o que significa uma forte
diluição.


Além do governo dos EUA, outros acionistas também deverão fazer a conversão
de ações preferenciais para ordinárias. O montante total envolvido é de US$
27,5 bilhões.

O preço de conversão das ações será de US$ 3,25, ante uma cotação de US$
2,46 do fechamento de ontem.

Ao mesmo tempo em que propõe a conversão de ações, o Citi disse que vai
suspender o pagamento de dividendo de algumas classes de suas ações
preferenciais, o que deve incentivar a migração. Os dividendos das ações
ordinárias também serão cortados.

Segundo o Citi, o fundo soberano de Cingapura (GIC), a empresa do príncipe
árabe HRH Prince Alwaleed Bin Talal Bin Abdulaziz Alsaud, a Capital
Research Global Investors, a Capital World Investors e outros investidores
manifestaram interesse na troca.

De acordo com o banco, a conversão deverá elevar seu capital próprio
ordinário tangível (tangible common equity - TCE ) para US$ 81 bilhões. "A
transação tem o objetivo de elevar o TCE do Citi para um nível que acabe
com a incerteza e restaure a confiança do investidor na companhia", afirmou
o banco em comunicado.

O TCE é o resultado do patrimônio líquido da instituição, menos os ativos
intangíveis e o capital preferencial.


O Tesouro dos EUA condiciona a operação a uma recomposição do conselho de
administração do banco, que terá uma maioria de administradores
independentes, mas o cargo de diretor-geral permanecerá com Vikram Pandit.


Baixa contábil
Também hoje, o Citi revelou que reviu os dados do balanço do quarto
trimestre do ano passado e informou que realizou uma baixa contábil nos
seus ativos intangíveis no montante de US$ 9,6 bilhões antes de impostos.
As baixas estão relacionadas com as unidades de banco de consumo
(financeira) da América do Norte e da América Latina, entre outras.

Com esse impacto, o prejuízo líquido do banco com operações continuadas
para o exercício de 2008 passa a ser de US$ 32,1 bilhões, ou US$ 6,42 por
ação. O resultado anterior apontava perda líquida de US$ 12,14 bilhões, ou
US$ 2,44 por ação.

Em comunicado separado, o presidente do conselho do Citi, Richard Parsons,
disse que o órgão passará por uma reformulação para que seja formado por
uma maioria de membros independentes o mais rápido possível. O conselho é
formado por 15 integrantes, sendo que três deles já haviam manifestado
intenção de não concorrer para um novo mandato em abril e dois devem se
aposentar por terem atingido a idade limite prevista no estatuto.

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Bom dia ADVFN - Petrobras anuncia nova descoberta

Notícias em destaque

Agenda do investidor recheada de indicadores
A semana do carnaval poderá ser finalizada com uma boa pitada de
volatilidade causada por alguns indicadores programados na agenda do
investidor. No Brasil, destaque para divulgação da Sondagem do Consumidor
realizada pela Fundação Getulio Vargas e Nota de Política Fiscal publicada
pelo Banco Central. Nos Estados Unidos, muita atenção para a divulgação dos
dados preliminares do PIB do país e aos números relacionados à atividade
industrial e confiança dos consumidores.

Novas descobertas da Petrobras
A Petrobras parece estar num ritmo ótimo de descobertas, onde após enviar
comunicado à ANP (Agência Nacional do Petróleo) no dia 16 de janeiro deste
ano a respeito de uma descoberta de indícios de hidrocarbonetos no bloco
POT-T-520, localizado na bacia de Potiguar, enviou um comunicado em 23 de
janeiro sobre novos indícios de gás e hidrocarbonetos em terra no bloco
SEAL-T-412, situado no estado de Sergipe, mais outro comunicado notificando
os mercados sobre uma descoberta de grande importância, segundo a empresa,
de gás na Bacia de Santos em 27 de janeiro e três outras notificações no
começo de fevereiro a respeito de vestígios de petróleo em terra nos blocos
localizados em Sergipe, Rio Grande e Ceará. Passando-se pouco tempo desde a
última notificação, a Petrobras enviou um novo comunicado à ANP sobre a
descoberta de vestígios de hidrocarbonetos no bloco SEAL-T-357, localizado
na bacia de Potiguar (que envolve parcialmente Ceará e Rio Grande do
Norte). O petróleo bruto possui em sua composição uma cadeia de
hidrocarbonetos, são eles os responsáveis por definir os diferentes tipos
de petróleo existentes no mundo.

Últimos resultados corporativos em destaque
A TIM Participações fechou o último trimestre de 2008 com chave de ouro,
após ativação de um crédito tributário no valor de R$ 132 milhões de sua
subsidiária TIM Nordeste. Este crédito tributário garantiu a companhia um
lucro líquido de R$ 299,6 milhões no quarto trimestre, o que representa uma
alta de 65,8% em comparação ao mesmo trimestre de 2007. O Banco Nossa Caixa
também divulgou resultados positivos, ao anunciar um lucro líquido de R$
646,5 milhões em 2008, uma alta de 113,3% em comparação com 2007. A General
Motors divulgou mais uma vez perdas gigantes em seu balanço anual. No total
de 2008, a fabricante americana de automóveis registrou um prejuízo de US$
30,9 bilhões, onde US$ 9,6 bilhões foram perdidos apenas no último
trimestre do ano. Em 2007, a gigante automobilística já havia reportado
sérias perdas que somavam US$ 43,3 bilhões. No mesmo caminho, a Fannie Mae,
uma das maiores hipotecárias americanas, divulgou prejuízo de US$ 58,7
bilhões referentes ao balan ço do ano passado, onde em 2007, já havia
divulgado um prejuízo de US$ 2 bilhões. Após isto, a companhia requisitou
ao Tesouro norte-americano um socorro de US$ 15 bilhões para evitar
falência, uma vez que os fatores que trouxeram péssimos resultados em 2008
se agravarão em 2009.

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U.S. Stock-Index Futures Drop After Citigroup’s Third Bailout

By Adria Cimino

Feb. 27 (Bloomberg) -- U.S. stock futures slid after Citigroup Inc. required a third government bailout and investors braced for a report economists project will show the economy shrank more than previously estimated last quarter

Citigroup Inc. sank 33 percent after the U.S. Treasury said it will help the bank raise capital by converting preferred shares into common stock. Exxon Mobil Corp. declined with crude oil prices. Dell Inc. advanced in Germany after reporting profit that topped analysts’ estimates and announcing plans to save an additional $1 billion a year by 2011.

Standard & Poor’s 500 Index futures expiring in March slipped 1.1 percent to 743.9 as of 7:46 a.m. in New York. The index has lost 8.9 percent in February amid concern President Barack Obama’s stimulus package won’t be enough to prevent the recession from deepening. Dow Jones Industrial Average futures fell 0.9 percent to 7,113 and Nasdaq-100 Index futures decreased 1.1 percent to 1,120.

“We’re sitting on the fence,” said Jacques Porta, a fund manager at Ofi Patrimoine in Paris, which oversees about $615 million. “On one hand we have some good news and on the other hand economic data is confirming a significant recession.”

U.S. stocks yesterday dropped for a second day as concern health-care profits will be hurt by a White House overhaul of the medical system offset a rally in banks spurred by the administration’s request for more financial-rescue funds.

The economy shrank in the fourth quarter at an even faster pace than previously estimated as companies trimmed inventories and exports sank, economists said before a government report set for 8:30 a.m. in Washington. Gross domestic product contracted at a 5.4 percent annual pace from October through December, according to the median estimate in a Bloomberg survey.

Exxon, Citigroup

Other reports are projected to show businesses contracted this month at the fastest pace in 27 years and consumer sentiment declined.

Citigroup sank 81 cents to $1.65 in early New York trading. The U.S. government will raise its stake in Citigroup in the third attempt to bail out what was once the world’s biggest financial institution.

The plan will involve the Treasury Department converting as much as $25 billion of preferred shares into common stock, the Treasury Department said today. The government said it will make the swaps only if private holders agree to the same terms. The U.S. doesn’t immediately intend to inject additional money after channeling $45 billion to the New York-based company last year.

Financial companies may fall to 7 percent of the S&P 500 before losses in bank stocks end, extending a drop that already cut the weighting in half, say analysts including Mary Ann Bartels of Bank of America Corp. and John Roque of Natixis Bleichroeder Inc., who base predictions on price charts.

Exxon, Dell

Exxon, the largest oil company, lost 0.6 percent to $70.50 in Germany. Crude fell in New York, paring this week’s increase to 15 percent, on signs the global recession is deepening after Japan’s manufacturers cut production at a record pace.

Dell gained 0.7 percent to $8.27 in Germany. Excluding some costs, earnings were 29 cents a share, beating an average estimate of 27 cents in a Bloomberg survey of analysts. Chief Executive Officer Michael Dell is paring jobs and offloading some manufacturing in a bid to save $4 billion annually within two years, up from an earlier goal of $3 billion.

Profits at the 455 companies in the S&P 500 that have reported quarterly earnings since Jan. 12 dropped 35 percent on average, according to Bloomberg data.

To contact the reporter on this story: Adria Cimino in Paris at acimino1@bloomberg.net.

Last Updated: February 27, 2009 07:47 EST

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Citigroup Gets Third Bailout as Government Plans to Raise Stake

By Bradley Keoun and Rebecca Christie

Feb. 27 (Bloomberg) -- The U.S. government will raise its stake in Citigroup Inc. in the third attempt to bail out what was once the world’s biggest financial institution.

The plan will involve the Treasury Department converting as much as $25 billion of preferred shares into common stock, the Treasury Department said in a statement today. The government said it will make the swaps only if private holders agree to the same terms. The U.S. doesn’t immediately intend to inject additional money after channeling $45 billion to the New York- based company last year.

“This gradual step-by-step process doesn’t work, or has not worked so far,” said Marino Valensise, chief investment officer of London-based Baring Asset Management Ltd., who helps oversee about $30 billion for clients.

Citigroup Chief Executive Officer Vikram Pandit is trying to bolster confidence after his bank’s stock price sank to $1.95 last week -- the lowest price in 18 years. The government is supporting the company, which had 200 million customer accounts in more than 100 countries at the end of last year, because of concern its failure might roil already weak global markets.

Federal Reserve Chairman Ben S. Bernanke said Feb. 25 he wants to avoid nationalizing Citigroup and other large banks in a way that would wipe out shareholders and leave the U.S. in full control. Bernanke said the government might end up owning a “substantial minority” of the bank.

Citigroup rose 3 cents to $2.49 in German trading today before the announcement. The stock plummeted 90 percent during the past 12 months. Only Cincinnati-based Fifth Third Bancorp fell more of 24 companies on the KBW Bank Index.

Selling Businesses

The Treasury Department is injecting a fresh round of bailout funds into the nation’s banks to help them weather the recession. Regulators on Feb. 25 announced details of “stress tests” to determine how much capital banks will need should unemployment climb to 10.3 percent in 2010.

Pandit, 52, has been selling units to free up capital after Citigroup posted a record $27.7 billion loss in 2008. He said last month he planned to sell the bank’s CitiFinancial consumer- finance and Primerica life-insurance subsidiaries as soon as the market permits. He also struck a deal to sell majority control of the bank’s Smith Barney brokerage to Morgan Stanley.

As part of today’s deal with the government, Citigroup also agreed to reconstitute its board so that a majority of the directors are new and independent, Treasury said today.

The CEO has said he wants to refashion the financial- services behemoth, built in the 1980s and 1990s through a chain of acquisitions, into a global bank focused on retail branches, securities trading, investment banking and payment processing.

The government’s increasing control over the bank’s affairs grew apparent after the bank got $25 billion of bailout funds in October and another $20 billion in November. The bank also paid $7 billion of preferred stock for $301 billion of guarantees on mortgages, junk-grade loans and subprime-tainted securities.

Dividend Cut

Citigroup had to slash its quarterly dividend to 1 cent, accept restrictions on executive pay and limit luxury perks such as office renovations and unnecessary private-jet travel.

The bank also was pressed to participate in a foreclosure- prevention program favored by Federal Deposit Insurance Corp. Chairman Sheila Bair. The company consented to lawmakers’ demands that it support a bill, opposed by the banking industry, that gave bankruptcy judges the authority to write down mortgage principal.

Citigroup still faces scrutiny of whether it’s appropriately using the bailout funds. Some lawmakers have criticized its $20-million-a-year sponsorship of the New York Mets’ new baseball stadium in the New York City borough of Queens. Corporate-governance advocates say the bank is paying for millions of dollars of perks, including offices, secretaries and cars and drivers, for retired executives.

Citigroup said last week director Roberto Hernandez Ramirez will keep getting reimbursed for his use of private aircraft and other perks after he steps down from the board in April because of his continuing role as non-executive chairman of Citigroup subsidiary Banco Nacional de Mexico. The benefits, which also include an office, secretary and personal security, cost $2.61 million in 2007, according to a March regulatory filing.

To contact the reporters on this story: Bradley Keoun in New York at bkeoun@bloomberg.net; Rebecca Christie in Washington at Rchristie4@bloomberg.net

Last Updated: February 27, 2009 07:07 EST

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Força das mineradoras deve colocar a negociação de preço do ferro em stand by

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
26/02/09 - 16h30
InfoMoney

SÃO PAULO - A rodada de negociações que irá determinar o preço de
referência para os contratos de fornecimento de minério de ferro traz
novidades. Nesta quinta-feira (26), cresce o sentimento de que as conversas
se encontram em stand by, por força das mineradoras.

Na véspera, a Cisa (Chinese Iron and Steel Association) declarou que a Vale
aceitaria de imediato um corte de 10% no valor do produto. Ainda assim, o
órgão afirmou que as siderúrgicas asiáticas, lideradas pela Baosteel, estão
dispostas a negociar somente com uma redução entre 30% e 40% nos preços.

Nesta quinta-feira, a agência Shanghai Securities News noticiou que a
tríade das mineradoras (Vale, BHP e Rio Tinto) mantém a estratégia de
esperar um momento mais favorável para tomar uma decisão. As três buscam
uma maior estabilização do mercado para partirem para um acordo de preços.

Preços spot questionados
O argumento das fornecedoras partiria do fato de que ainda há sinais
díspares sobre o ambiente do mercado. Enquanto a crise devastou a produção
de aço na China, os preços do minério de ferro no mercado spot - à vista -
começaram a se recuperar desde o início de dezembro, enquanto os estoques
de minério nos portos chineses apontam forte retração, até como efeito dos
cortes de produção anunciados pelas mineradoras.

A semana passada questionou este movimento de recuperação dos preços spot.
Os preços à vista do minério de ferro indiano caíram 8,8%, atingindo 620
yuans por tonelada. Foi a primeira retração no mercado spot desde a virada
do ano.

Rio Tinto prefere esperar
O indício de que a ponta mineradora tenta postergar as negociações partiu
da Rio Tinto. Nesta quinta-feira, foi noticiado no portal Chinaming.org que
executivos da empresa manifestaram que é preferível esperar uma maior
estabilização do mercado para avançar com as negociações.

A estratégia vai na tentativa de sinais consistentes de melhoria do cenário
para a produção de aço, que encontra diversos esforços governamentais pelo
mundo para seu estímulo.

A força de Vale, BHP e Rio Tinto
Outra afirmação importante desta quinta-feira vem do portal Umetal, no qual
o analista Hu Kai afirma que, se as três grandes mineradoras decidirem
reduzir em 10% ou 15% suas produções, faltará minério no mercado chinês.

Kai também é enfático ao comentar a liderança da Baosteel na ponta
siderúrgica das negociações. "A liderança da Baosteel não significa vitória
chinesa nas negociações, (..), o grupo encabeçou as conversas dos dois
últimos anos, e os preços para a Ásia estão 14,8% mais elevados que para as
siderúrgicas europeias, o que custa caro para as indústrias asiáticas".

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Petrobras: Prévia para o 4T08 - Acompanhamento

Prévia para o 4T08

Conclusão

Dia 06/03, após o fechamento do mercado, a Petrobras anunciará o resultado
do 4T08. Projetamos queda no lucro líquido comparativamente ao trimestre
anterior em função da retração no resultado operacional, reflexo da queda
no preço do petróleo e efeito estoque nos custos.

Acreditamos que o resultado da companhia trará reflexo negativo no preço da
ação.

Destaques Positivos

· Impacto positivo da desvalorização cambial nos ativos líquidos em
dólar.

· Redução na importação de diesel, um dos fatores que pressionaram
fortemente o resultado do 3T08.

Destaques Negativos e Riscos

· Preço médio do petróleo Brent caiu 51,6%, de US$ 115,6/b para US$
55,9/b e afetou a receita líquida da Petrobras.
* Os custos não cederam na mesma proporção que os preços e houve ainda
efeito negativo dos custos dos estoques a preços mais elevados do petróleo.

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quinta-feira, fevereiro 26, 2009

BM&FBovespa terá novo horário de funcionamento a partir de 9 de março

Valor Online

SÃO PAULO - A BM&FBovespa terá novo horário de funcionamento a partir do
dia 9 de março. A mudança coincide com o início do horário de verão nos
Estados Unidos. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passa a operar
das 10 horas às 17 horas ininterruptamente, com o after-market funcionando
das 17h30 às 19 horas.
No pregão de mercadorias e futuros, o contrato futuro de Ibovespa será
negociado das 9 horas às 18 horas no sistema eletrônico (GTS) e das 10
horas às 18 horas no pregão de viva-voz.
Na BM & F, o pregão de dólar pronto segue das 9 horas às 16h15, e o de
Depósito Interfinanceiro, das 9 horas às 16 horas.

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U.S. Economy: Companies Cut Jobs, Durable Orders at Faster Pace

Feb. 26 (Bloomberg) -- Companies are slashing jobs and orders at a faster

pace in the U.S., reports today showed, signaling the economy will contract

more sharply this quarter than analysts anticipated.

Orders for durable goods fell 5.2 percent in January, more than twice as

much as forecast, Commerce Department figures showed in Washington. The

Labor Department said 667,000 Americans filed initial applications for

jobless benefits last week. Sales of new homes reached a record low in

January.

"What we're looking at in this recession overall might be the biggest

slowdown in economic growth in the postwar era," said Tim Quinlan, an

economist at Wachovia Corp. in Charlotte, North Carolina.

The economy's deterioration reflects a tightening credit crunch that the

Obama administration aims to counter with as much as $750 billion in new

aid to the financial industry. The U.S. is caught in a "vicious cycle"

where economic and financial weaknesses are feeding on each other, White

House National Economic Council Director Lawrence Summers said today.

"Our economic problems" will "not be solved in a week or month or a year,"

Summers said at a conference in Arlington, Virginia. The White House today

unveiled a budget outline that includes a $1.75 trillion deficit for the

current financial year as officials implement the fiscal stimulus and

financial-bailout programs.



Treasury Yields

Treasuries fell as investors anticipated greater issuance of government

debt. Yields on benchmark 10-year notes rose to 2.99 percent at 11:57 a.m.

in New York, from 3.93 percent late yesterday. The Standard & Poor's 500

Stock Index rose 0.9 percent to 771.61.

Morgan Stanley analysts today cut their estimate for gross domestic product

in the first quarter to a 6 percent decline from 5 percent previously.

Deutsche Bank Securities economist Joseph LaVorgna said the slide in

January to March may be closer to 10 percent, the worst since 1958.

The Commerce Department may tomorrow revise its estimate of fourth-quarter

GDP to a 5.4 percent drop at an annual pace, from the 3.8 percent decline

previously reported, according to the median forecast in a Bloomberg News

survey.

Economists projected a 2.5 percent drop in goods orders, according to the

median of 71 estimates in a Bloomberg News survey. The fall extended the

string of decreases to six months, the longest stretch since records began

in 1992.



Growth Impact

Demand for non-defense capital goods excluding aircraft, a proxy for future

business investment, plunged 5.4 percent after falling 5.8 percent the

prior month. Shipments of those items, used in calculating GDP, dropped 6.6

percent.

The auto industry has led the recession in manufacturing. General Motors

Corp., which is seeking $16.6 billion in new federal loans, today reported

a $30.9 billion annual loss, the second-biggest in its 100-year history.

The automaker this month said it is cutting another 47,000 jobs globally

this year, closing an additional five U.S. plants by 2012 and selling or

shuttering its Saab, Hummer and Saturn brands as part of a restructuring

campaign.

"We expect these challenging conditions will continue through 2009," GM

Chief Executive Officer Rick Wagoner said in a statement today. GM has

already received $13.4 billion in federal loans since December to stay in

business.

The Labor Department's claims report showed the number of people staying on

benefit rolls rose by 114,000 to a record 5.112 million in the week ended

Feb. 14.



No Bottom

"The labor market weakness has not found a bottom," said Rudy Narvas, a

senior economist at 4Cast Inc. in New York. "The payrolls report for

February could be really bad."

Those figures, due from Labor next week, may show job cuts exceeded half a

million for a fourth consecutive month, according to a Bloomberg survey.

The unemployment rate probably climbed to 7.9 percent, the highest level

since 1984.

Already, the 3.6 million jobs lost since the U.S. recession began in

December 2007 mark the biggest employment slump of any economic contraction

in the postwar period.

JPMorgan Chase & Co. said today it will eliminate 2,800 jobs at Washington

Mutual through attrition, bringing to 12,000 the total number of positions

lost since the bank purchased the failed thrift in September.

Soaring unemployment and mounting foreclosures are driving away prospective

home buyers. Sales of new houses dropped 10 percent in January to an annual

pace of 309,000, the lowest level since data began in 1963, Commerce also

reported today. The median price decreased 13.5 percent, the most in almost

four decades.



Housing Slump

Sales are falling even faster than builders can trim inventory. The number

of new homes for sale at the end of the month fell 3.1 percent to 342,000.

Still, at the current sales pace, it would take a record 13.3 months to

eliminate supply.

"The market is still very much out of equilibrium and in fact things are

getting worse," Michelle Meyer, an economist at Barclays Capital Inc. in

New York, said in an interview with Bloomberg Television. "We're going to

see further construction cuts and further declines in home prices. We

haven't seen the peak in foreclosures, which means that prices have further

to fall."

Housing and Urban Development Secretary Shaun Donovan said today 6 million

families in the U.S. may face foreclosure if policy makers don't act faster

to stem the housing decline.

To contact the report on this story: Bob Willis in Washington at

bwillis@bloomberg.net; Shobhana Chandra in Washington

schandra1@bloomberg.net;

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Bom dia ADVFN - Através de aumentos nos impostos dos ricos, Obama pretende criar fundo para saúde

Notícias em destaque

Agenda do investidor com indicadores mais relevantes
Após o feriado de Cinzas comemorado ontem (25/02), o investidor volta 100%
às suas atividades normais, com os índices futuros do Ibovespa abrindo às
10h00 e os pregões normais abrindo às 11h00. Tanto a agenda doméstica
quanto externa traz um bom número de indicadores, onde no Brasil, o
destaque fica por conta da Nota de Política Monetária e o IGP-M medido pela
Fundação Getulio Vargas. Nos Estados Unidos, os investidores continuarão a
analisar os dados relacionados ao subprime através dos números da Venda de
Casas Novas. Destaque também para o Durable Good Orders que mede volume de
pedidos de bens duráveis e os números semanais do Initial Claims (pedidos
de auxílio-desemprego).

Obama pretende criar fundo para saúde através de aumentos nos impostos dos
ricos
Cumprindo uma das principais propostas feitas em sua campanha eleitoral, o
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pretende criar um fundo
voltado a saúde que movimentará cerca de US$ 634 bilhões. A estratégia para
captação dos recursos deste fundo ficará por conta de um aumento nos
impostos cobrados por famílias que ganham mais de US$ 250 mil dólares ao
ano. O fundo não servirá apenas para atender os 46 milhões de
norte-americanos que não possuem cobertura aos planos públicos, mas para
também remodelar o sistema de saúde e torná-lo mais eficiente.

Últimos resultados corporativos em destaque
Itaú Unibanco Banco Múltiplo divulgou ontem (25/02) o primeiro resultado
após a fusão das duas instituições financeiras, onde apresentou um lucro
líquido de R$ 7,8 bilhões, queda de 7,9% em relação aos resultados somados
das duas instituições em 2007. Bematech, também no campo positivo,
registrou um lucro líquido de R$ 51,7 milhões em 2008, após em 2007 marcar
um prejuízo líquido de R$ 5,3 milhões. Fora do Brasil, o Royal Bank of
Scotland (RBS) reportou um prejuízo de aproximadamente US$ 34,3 bilhões, o
maior na história corporativa do Reino Unido. A Repsol YPF, grupo
petroleiro da Espanha, registrou um lucro de US$ 3,45 bilhões em 2008, o
que representa uma queda de 15% em relação ao total de 2007.

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Boomers: 30% underwater...sounds familiar for me !

NEW YORK (CNNMoney.com) -- What a turnaround for the American Dream!

According to a report released Wednesday, the real estate market bust and
stock market declines have carved a huge chunk out of the assets of baby
boomers, the largest age cohort in U.S. history.

So much home equity has been lost that should boomers need to sell their
homes, 30% of those aged 45 to 54 would owe money at closing, according to
"The Wealth of the Baby Boom Cohorts After the Collapse of the Housing
Bubble," a report released by the Center for Economic and Policy Research,
a Washington, D.C.-based, non-partisan think tank. About 18% of boomers
aged 55 to 64 are underwater and would have to bring money to the table.

The CEPR also found that people who were renting homes in 2004 will have
more wealth in 2009 than those who were owners. That's true for all five
wealth groups the study analyzed, from the poorest to the wealthiest.

"The collapse of the housing bubble, which led to the current recession,
has already destroyed almost $6 trillion dollars in housing wealth for
homeowners," said report co-author Dean Baker. "This reality is compounded
by the recent collapse of the stock market. Many baby boomers will only
have Social Security and Medicare to rely on in their retirement."

Three cases

Boomers between 45 and 54 have lost 45% of their median net worth, leaving
them with just $80,000 in net worth, including home equity, according to
the report.

Older boomers have fared marginally better. Those between 55 and 64 have
lost 38% of their net worth, leaving them with $140,000. But this group is
rapidly nearing retirement age and they have few working years left to make
up the losses.

To come up with their estimates Baker and co-author David Rosnick analyzed
the assets of boomer-headed families and projected their wealth through
September 2009. They used data from the 2004 Survey of Consumer Finance - a
survey of the balance sheet, pension, income, and other demographic
characteristics of U.S. families put out by the Federal Reserve - and the
November 2008 Case-Shiller 20 City Price Index. The authors then factored
in stock and housing market changes since then.

Baker and Rosnick presented their findings by income group under three
scenarios they considered most likely: House prices remain at November 2008
levels (the latest data they had); house prices fall by 5% from November
levels; or house prices fall by 15%.

In all three cases, the vast majority of these families will have lost a
substantial portion of their net wealth compared with 2004.

"We've always boasted about how mobile we are as a society," said Baker,
"but this can make us a lot less mobile."

A better deal

Peter Schiff, president of Euro Pacific Capital, an investment firm
specializing in overseas investments and a noted bear on housing market
issues, thinks there's a good chance home prices will continue their steep
decline.

"Real estate has to be priced like any other goods," he said. "Home prices
have to reflect the economic reality. You buy for shelter, not to be make
money. You don't need to own a house. I'm a perfect example."

He has rented for years and reports that the owners of his current home,
after subtracting for property taxes and insurance, are receiving a
cash-flow return on their investment of less than 1%.

"Real estate is overpriced if owners get just a 1% return," he said.

Baker pointed out that the stock market and home equity losses magnify the
importance of safeguarding programs like Social Security and Medicare, the
twin safety nets that could provide a higher portion of retirement support
than many boomers originally bargained for.

"Now that tens of millions of families have just seen much of their wealth
disappear," he said, "it is especially important to pursue policies that
ensure retirement security for those on the brink of retirement."

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quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Citi e BofA serao provavelmente estatizados na quarta-feira

NOVA YORK (Reuters) - Mesmo se o governo ficar com uma grande participação

no Citigroup Inc, persistirão as preocupações sobre a habilidade do banco

de absorver as crescentes perdas em meio à recessão norte-americana.

O terceiro maior banco dos Estados Unidos por ativos está em conversações

com reguladores federais sobre planos do governo de aumentar sua

participação na instituição, segundo uma fonte próxima ao assunto.

Depois de caírem cerca de 2 dólares na sexta-feira, as ações do Citigroup

subiram 23,1 por cento após o anúncio das conversações e de os reguladores

bancários do país dizerem estar prontos para fornecer mais capital para o

setor para "preservar a viabilidade dessas importantes instituições

financeiras".

Mas os investidores temem que as perdas decorrentes de cartões de crédito,

países emergentes e ativos podres possam afundar os esforços do

presidente-executivo do banco, Vikram Pandit, para retomar o ritmo fiscal

do Citigroup.

Os analistas não acreditam que o Citigroup seja rentável nem em 2009 nem em

2010.

"Ajuda o capital deles, mas não ajuda nos problemas de ativos", disse

Walter Todd, administrador de portfólio do Greenwood Capital Associates

LLC. "Se o Citi tivesse saído dos problemas, a ação não estaria valendo 2

dólares."

"Não tenho certeza se dar recursos e manter vivas empresas potencialmente

insolventes ajuda a economia e o mercado como um todo com o tempo", afirmou

Ben Halliburton, chefe de investimentos do Tradition Capital Management.

O Tesouro americano anunciou nesta segunda-feira as novas modalidades de

socorro aos bancos em crise. Se o setor privado não tiver interesse ou

dinheiro suficiente, o governo vai emitir ações para ter controle sobre os

bancos —um caminho aberto para a estatização.



Essas modalidades de socorro, que explicam como o Tesouro levará adiante o

plano de estabilidade financeira votado pelo Congresso em outubro, serão

aplicadas a partir desta quarta-feira.



As autoridades americanas consideravam nesta segunda-feira a possibilidade

de uma nacionalização dos bancos que enfrentam maiores dificuldades, uma

eventualidade há muito tempo discutida, mas que o Tesouro quer evitar

fazendo um apelo aos capitais privados.



O "Plano de Assistência em Capital", sobre o qual foram anunciados

detalhes, oferece o esperado esclarecimento, já que a questão da

nacionalização dos bancos foi intensamente debatida nos Estados Unidos nas

últimas semanas.



O Tesouro explicou que nacionalizará bancos apenas em último caso. A

primeira etapa consistirá em avaliar "as necessidades em capitais dos

grandes estabelecimentos bancários americanos (...) no contexto econômico

mais difícil".



Para os bancos com necessidade de capital, haverá "oportunidade de buscar,

primeiro, fontes privadas de capital", explicou o Tesouro. Se a oferta

privada não for suficiente, as finanças públicas serão colocadas à

disposição.



Se Washington tiver que intervir, "qualquer capital do Estado será de ações

preferenciais obrigatoriamente conversíveis, que serão convertidas em ações

ordinárias somente se isso se mostrar necessário com o tempo para manter os

bancos em uma posição bem capitalizada", indicou o Tesouro.



Até lá, o Estado se contentaria com ações preferenciais não-conversíveis,

que não lhe ofereceriam direito de voto.



Se o Tesouro tiver que injetar capital, já se advertiu que "não está

previsto que a situação seja mantida permanentemente". O Estado vai

continuar a exigir dos bancos que eles readquiram suas ações preferenciais

desde que suas finanças os permitam.



Essa novidade política poderá conduzir o Estado a se tornar o acionista de

referência dos bancos que estão em dificuldades maiores, nos quais o setor

privado não desejar mais investir.



"Por que não arriscar e nacionalizar? (...) O controle de longo prazo pelo

Estado não é o objetivo: como os pequenos bancos resgatados pela FDIC

(autoridade de regulamentação bancária) a cada semana, os grandes seriam

devolvidos ao setor privado quando fosse possível", considerou no domingo o

prêmio Nobel de Economia americano Paul Krugman.



Os mercados já consideram essa opção para os dois bancos nos quais

Washington injetou mais dinheiro, o Bank of America e o Citigroup, que

receberam US$ 45 bilhões cada um.



A queda de seu valor na Bolsa desde o início do ano reflete amplamente a

crença de que, para retirá-los de grandes dificuldades, o Estado deve

readquiri-los a preços baixos antes de reestruturá-los, como foi o caso da

seguradora AIG.



No domingo, o "Wall Street Journal" afirmou que, no Citigroup, as

autoridades americanas pretendiam adquirir de 25% a 40% do capital.



Contatado pela agência de notícias AFP, o banco não comentou essa

informação, reiterando que tinha "uma base de capitais sólida".



As autoridades americanas se engajaram neste caminho com uma reticência

evidente.



"Porque nossa economia funciona melhor quando as instituições financeiras

são bem administradas pelo setor privado, o objetivo do Programa de

Assistência em Capital é que os bancos permaneçam em mãos privadas",

concluiu o comunicado comum do Tesouro, da FDIC, do Federal Reserve, e de

duas autoridades reguladoras dos bancos submetidas ao Tesouro.



(Com informações da AFP)

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"Buy American" declara o fim do livre comercio

Santiago do Chile, 23 fev (EFE).- O pacote de estímulo fiscal do presidente
americano, Barack Obama, "vai ter impactos na América Latina, alguns
preocupantes, como a cláusula 'Buy American' [compre produtos americanos]",
disse nesta segunda-feira a secretária-executiva da Comissão Econômica para
a América Latina e o Caribe (Cepal), a mexicana Alicia Bárcena.

A inclusão da cláusula, que incentiva a compra de aço americano, é um dos
aspectos mais polêmicos do programa econômico no valor de US$ 787 bilhões,
já que os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos consideram a
proposta uma medida protecionista.

Em entrevista, a secretária afirmou que o pacote de estímulo econômico de
Obama afetará a América Latina, já que procura reduzir a dependência
energética dos Estados Unidos e fortalecer a produtividade no setor
manufatureiro local, entre outras metas.

A crise econômica mundial "está chegando ao fundo do poço" no plano
financeiro graças às medidas para um "controle rápido e eficaz" da situação
adotadas pelos Estados Unidos e os principais países europeus, destacou
Alicia Bárcena.

No entanto, "a recuperação social não será tão rápida quanto a econômica",
principalmente pela queda da demanda e o aumento do desemprego, advertiu o
responsável da Cepal.

A secretária-executiva da Cepal chamou hoje a atenção para o fato de a
deterioração da economia mundial ter sido causada pela falta de pagamento
dos empréstimos de alto risco ("subprime"), que afetavam somente 20% do
mercado hipotecário dos Estados Unidos.

Para ela, é irônico que um rombo financeiro de US$ 250 bilhões esteja
obrigando o Governo americano a aplicar um plano que equivale ao Produto
Interno Bruto (PIB) do Brasil.

A crise, no entanto, também está tendo consequências positivas, como fazer
com que os governos dirijam o gasto público para projetos de
infraestrutura, o que, segundo a Cepal, demonstra que agora "o setor real é
o que manda" sobre a economia.

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Bom dia ADVFN - O que aconteceu com o Dow Jones nestes últimos dois dias

Notícias em destaque

Agenda do investidor para hoje
Após dois dias de Carnaval, as bolsas brasileiras voltam a abrir seus
pregões. Hoje (25/02), porém, o pregão do Ibovespa abrirá apenas às 13h00 e
fechará às 18h00. Para início das atividades, não será divulgado nenhum
indicador no cenário doméstico que influenciará a cotação dos ativos
negociados nas bolsas brasileiras, no entanto, teremos a divulgação de
alguns balanços trimestrais, com destaque ao Itaú e Unibanco. Nos Estados
Unidos, a atenção se volta para a divulgação dos Estoques de Petróleo e a
Venda de Casas Existentes.

O que aconteceu com o Dow Jones nestes últimos dois dias
Enquanto os brasileiros iniciavam a semana apreciando o Carnaval, o Dow
Jones passou por um dia apertado ao cair 3,41%, seu menor nível desde 1997.
Graficamente, o movimento realizado pelo índice nestes últimos anos superou
a expectativa da maioria dos analistas, provocando certa euforia ao entrar
em uma região de suporte marcada há vários anos atrás. As ADRS brasileiras
também sofreram quedas no dia, com destaque para Embraer (-13,22%), Gerdau
(-12,21%), Vale (-11,76%) e Petrobras (-5,99%). Na terça-feira (24), porém,
os pregões norte-americanos voltaram a marcar uma intensa alta após
discurso realizado pelo presidente Barack Obama, ao afirmar que a crise
terminará ainda em 2009. Além disto, o presidente reforçou sua ajuda no
setor automobilístico e anunciou um corte de US$ 2 trilhões no Orçamento do
país ao longo de dez anos, ao otimizar gastos e acabar com fraudes no
programa de saúde Medicare, acabar com pagamentos para grandes agronegócios
onde não há mais necessida de, encerrar programas educacionais que não
funcionam, além de várias outras medidas que irão lapidar a economia
norte-americana. Somando ao discurso de Obama, o presidente do Federal
Reserve, Ben Bernanke, esclareceu que, na situação atual da economia, não
há risco para nacionalização dos bancos, tranquilizando os investidores.
Neste dia, o Dow Jones finalizou o pregão com alta de 3,32% levando as ADRs
brasileiras a também fecharem em alta, com destaque ao Unibanco (11,25%),
Itaú (10,63%), Vale (7,83%) e Petrobras (7,41%). A dúvida para hoje fica em
torno do movimento que o Ibovespa irá realizar, uma vez que as cotações
irão recuperar e reajustar os dois dias em que estavam fechadas.

Últimos resultados corporativos em destaque
Apesar da crise, a dinamarquesa Lego registrou um lucro de US$ 230 milhões
ao longo de 2008, o que acabou levantando o ânimo dos investidores. Por
anos a empresa divulgava balanços no vermelho. Já o Merrill Lynch registrou
um prejuízo de US$15,84 bilhões no quarto trimestre de 2008. O Bank of
America, responsável pela compra do Merrill Lynch no início deste ano,
estimou que o banco divulgaria um prejuízo de 15,31 bilhões de dólares, um
pouco abaixo do resultado divulgado ontem (24/02).

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Itaú-Unibanco lucra R$ 7,8 bilhões em 2008

O grupo financeiro Itaú-Unibanco anunciou nesta quarta-feira que teve um
lucro de R$ 10 bilhões pelo critério "pro forma" no ano de 2008, ante ganho
de R$ 11,921 bilhões no exercício anterior. Pelo critério contábil, o
resultado da fusão, anunciada em novembro, foi de R$ 7,803 bilhões, ante R$
8,474 bilhões em 2007, o que significa um decréscimo de 7,9%.
Somente o Itaú teve um lucro líquido de R$ 7,71 bilhões ante R$ 7,17
bilhões no exercício anterior, em um incremento de 7,51%. Já o Unibanco
apurou resultado de R$ 2,85 bilhões ante R$ 2,60 bilhões em 2007, em um
avanço de 9,7%. Ambos os resultados são "pro forma".
No último dia 19, o Banco do Brasil apresentou um lucro de R$ 8,8 bilhões
em 2008, um crescimento de 74% em relação a 2007. No quarto trimestre do
ano passado, o crescimento do lucro foi de 142% sobre o mesmo período do
ano anterior, chegando a R$ 2,9 bilhões.
O Bradesco, em 2007, teve um lucro de R$ 8,010 bilhões, enquanto o lucro do
ano passado, divulgado no início deste mês, foi de R$ 7,620 bilhões --4,87%
menor que o do ano anterior.

Crédito
A carteira de crédito do novo banco atingiu R$ 271,93 bilhões no exercício
de 2008, número 34% superior às operações registradas em 2007. Os
empréstimos para empresas totalizavam um saldo de R$ 153,46 bilhões no
final de ano passado, em um crescimento de 41,9%. Nesse carteira, o
destaque fica por conta para as operações dirigidas para grandes empresas
(saldo de R$ 100,84 bilhões), em que houve um avanço de 41,2%.
Nas operações para pessoas físicas, com saldo de R$ 93,17 bilhões, o
incremento foi de 24,3%. O destaque dessa carteira foi a parcela dirigida
para o financiamento de veículos (saldo de R$ 47,85 bilhões), em que houve
um crescimento de 35,8%.
O novo banco, com ativos calculados em R$ 632,7 bilhões, registrou um base
de 590.467 clientes, o que é número 17,4% maior que a base de correntistas
do exercício anterior. O montante de depósitos à vista remonta a R$ 28
bilhões, em um decréscimo de 26,9% sobre o número apurado em 2007. Os
depósitos a prazo, no entanto, mais que dobraram (206,2%) e alcançaram R$
118,9 bilhões.

Ações
A diretoria do Unibanco-Itaú também informou hoje que as ações do banco
Unibanco e da holding serão convertidas para as novas ações do conglomerado
financeiro. O papel mais movimentado pelos investidores, a "unit" (recibo
de ações) será trocada na proporção de 1,73 por 1.
Ainda de acordo com o comunicado, as sobras decorrentes das frações de
ações devem ser leiloados na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) e
posteriormente creditadas na conta do acionista.

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Is it time to nationalise Citigroup and Bank of America?

Banks under stress

Feb 23rd 2009 <> From Economist.com

Is it time to nationalise Citigroup and Bank of America?



AMERICA has been dithering about how to sort out its banking crisis. The

market has forced its hand. On the morning of Monday February 23rd a joint

statement by banking regulators said that they stood "firmly behind" the

banking system and would initiate promised stress tests of banks' capital

positions on Wednesday. The fine print remains critical and, so far,

unclear, but the statement should at least halt the scary market moves that

took place last week.



In a five-day period last week shares of two of the biggest and most

vulnerable banks, Citigroup and Bank of America (BoA), fell by 44% and 32%

respectively. Those of better capitalised institutions, such as JPMorgan

Chase, fell by less. Far more worryingly, this sorting of the wheat from

the chaff occurred in the credit defaults swap market, which showed the

perceived risk of bankruptcy ballooning for Citi and rising sharply for

BoA, while JPMorgan remained more secure.



Investors seemed to be betting that new injections of straight equity from

the state (rather than more dollops of preferred shares) would dilute

existing shareholders, but also that the state might insist that a

"haircut" be imposed on those further up the capital structure.

However emotionally satisfying, forcing banks to default on debt would

cause the type of liquidity runs and market dislocation that brought chaos

after the collapse of Lehman Brothers last year. The regulators' statement

seems designed to reassure on this front. What it still sidesteps is the

basis on which new equity will be injected into tottering banks. Clearly

the government could take all sorts of forensic decisions about the

carrying values of assets that banks have on their balance sheets. But the

market is mainly betting that the government will bow to common sense.

Headline tier-one capital ratios show all three banks at 11-12% (with BoA

including Merrill Lynch). But Citi and BoA have flattered these ratios with

huge amounts of preference stock, much of it issued by the state.



This capital is not genuinely loss bearing: for example Citi can defer

dividends on its latest government preference stock but not cancel them

entirely in the same way as common shares. Strip out the hybrid capital and

JPMorgan is at 6.4%. This is in line with the best capitalised European

banks—for example Britain's state-controlled RBS, even after it latest

round of big losses, stands at about 7%. However Citi and BoA look much

weaker, with ratios at about 3-4% as well as carrying higher investment

banking exposure.

Investors appear only to trust banks with high levels of pure equity

capital. That suggests it would be a good idea to convert existing

government preference stock into pure equity. If this occurred at current

market prices, the state would own about two thirds of BoA and about 80% of

Citi. But instead the regulators' announcement on Monday appears to support

the idea of more "temporary" preferred shares that would convert into

common stock "over time" as and when losses materialise. This further

fiddlyness seems designed to avoid the appearance of nationalisation, but

it could well create even more confusion about the true loss bearing

capacity of these two firms, and of other banks that are likely to fail the

test. It is hard to believe the solution to banks' problems is to make

their capital structures more, not less, complicated.

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Ajuste fino - Bradesco

O Bradesco anunciou na semana passada que realizará o grupamento de seus
papéis, na proporção de 50 ações ordinárias e preferenciais para uma ação.
Os 3,069 bilhões de papéis serão reduzidos para 61,3 milhões. A decisão
busca reduzir a base de acionistas, que contém muitos investidores
inativos, o que gera um custo operacional excessivo. Após a operação, o
banco realizará a operação inversa: ocorrerá o desdobramento dos 61,3
milhões de ações para 3,069 bilhões. Com o ajuste fino, o Bradesco não
mexerá no preço do papel e melhorará a liquidez no pregão. As dúvidas podem
ser esclarecidas por e-mail: investidores@bradesco.com.br.

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Itaú Unibanco inicia enxugamento

Vanessa Adachi, Tatiana Bautzer e Ana Paula Ragazzi, de São Paulo
25/02/2009

Um dia depois de o Banco Central aprovar na quarta-feira passada a união
dos bancos Itaú e Unibanco, funcionários receberam um telefonema gravado
pelo presidente do banco, Roberto Setubal. Na mensagem, ele comunicava que
a fusão estava começando e conclamava todos a colaborar. Na sede do
Unibanco, balões azuis e laranja, as cores do Itaú, foram colocados em
todos os andares para comemorar a união com o antigo rival.

O que a mensagem otimista e os balões festivos não deixavam transparecer é
que também tinha início o processo de ajustes na estrutura de funcionários
do novo banco. Decisões já estavam tomadas, mas a execução aguardava o aval
do BC para a transação.

Os cortes começaram por áreas onde os salários são mais altos e a
sobreposição de equipes, maior: as corretoras de valores e os bancos de
investimento e atacado. Esses segmentos foram duramente atingidos pela
queda de atividade no mercado de ações e de dívida e demandariam um
enxugamento natural, que foi aprofundado devido à duplicidade de
estruturas. Nessas áreas, houve uma clara predominância das equipes
originárias do Itaú BBA, em detrimento do Unibanco.

No Itaú BBA, o banco de atacado que agora também engloba a corretora, as
demissões começaram a ser comunicadas na sexta de manhã. Da equipe de 30
analistas da corretora Itaú, cerca de metade foi cortada. A funcionários
desligados, foi oferecido um pacote de remuneração, de alguns salários e
mais um bônus. Mas o enxugamento é maior quando considerada também a equipe
do Unibanco. Segundo uma fonte que acompanhou de perto os cortes, a
somatória de analistas de Itaú e Unibanco resultaria num time de 50 a 60
pessoas. Depois dos cortes, restaram cerca de 25 apenas, ou seja, menos que
a equipe original do Itaú, que era de 30 analistas. Os balões colocados no
Unibanco destoaram completamente do clima de demissões e, segundo relatos
feitos ao Valor, pessoas deixavam o banco chorando, enquanto outras
descontavam a frustração estourando os balões.

Na própria sexta, o Itaú BBA confirmou, em nota, "aproximadamente" 100
demissões, entre banco de investimento e corretora. Mas a nota não
esclarece se os números incluem o Unibanco.

O banco de investimentos do Unibanco, que estava em estágio de montagem,
desaparece com a fusão. Eleazar de Carvalho Filho, que havia sido
contratado em abril do ano passado para dirigir o Unibanco Banco de
Investimentos, já se desligou da instituição e há informações de que teria
acertado a recompra de parte do capital de sua gestora de ativos, a
Iposeira, que havia sido adquirida pelo Unibanco. Carvalho Filho preferiu
não comentar o tema.

Da equipe que havia sido contratada para o "investment bank" deve ficar
Eduardo Gentil, que já dirigiu a Goldman Sachs no país e saiu do Credit
Suisse para juntar-se a Carvalho Filho. Coube a ele fazer a demissão de
praticamente todo o time na semana passada. Em alguns casos, executivos
demitidos tinham contratos de dois anos e receberão a mesma remuneração que
teriam caso continuassem trabalhando. A área de banco de investimento,
incluindo a corretora, será comandada por Jean Marc Etlin, que já era do
Itaú BBA.

Também na sexta circulavam informações de que cortes na seguradora do
Unibanco e de diretores de nível médio do banco. As informações não foram
confirmadas pela instituição.

A financeira do Itaú, a Taií, começou a passar por um enxugamento já no ano
passado e, segundo apurou o Valor, deve ser fechada, já que a Fininvest, do
Unibanco, é um negócio mais maduro e bem-sucedido. José Francisco Canepa,
executivo que comandava a Taií, está de saída. Quem comandará a área de
financiamento ao consumo e de cartões será Márcio Schettini, do Unibanco.

Uma área que deve passar por cortes menores é a de private banking, que
ficou sob o comando de Celso Scaramuzza, vindo do Unibanco. O patrimônio
somado dos dois bancos é de cerca de R$ 90 bilhões e aproximadamente 90
"bankers" cuidam das contas da clientela, número considerado adequado. O
enxugamento deve ser feito no "back office" do private, além de cortes
pontuais de executivos que tiveram um desempenho mais fraco em 2008.

Mas a maior incógnita são as demissões potenciais na área de varejo dos
dois bancos. No total, o Itaú Unibanco tem cerca de 105 mil funcionários
(números de setembro) e a maior parte deles na operação de varejo. Nos
últimos anos, os dois bancos só aumentaram o quadro de funcionários, mas o
cenário agora não é mais de crescimento. Desde que a fusão foi anunciada,
Roberto Setubal tem afirmado que não haverá fechamento de agências e que os
empregos serão poupados.

Mas pessoas ligadas ao banco têm dito a interlocutores que terá que ser
feito um ajuste na estrutura de varejo. "Uma operação desse porte demanda
redução de custos de 20% a 30% e a maior parte disso é corte de pessoal",
diz um experiente executivo de banco. Um corte no "back office" dos dois
bancos é esperado. Há informações não confirmadas de um enxugamento de dez
mil funcionários em áreas como recursos humanos, marketing, tecnologia etc.

Segundo a assessoria de imprensa do banco, a informação da presidência é
que não existe um programa de desligamentos. Mas, também segundo a direção
do banco, a rotatividade natural de funcionários nas duas instituições
"fará boa parte do ajuste, ao longo dos próximos 2 a 3 anos".

No Itaú, o "turn over" anual é de 5 mil a 6 mil funcionários. Ou seja, esse
é o número de bancários que deixam a instituição espontaneamente e precisam
ser repostos. Supondo que nos próximos três anos esses funcionários deixem
de ser substituídos, poderia haver um enxugamento de 15 mil funcionários só
no Itaú.

Na diretoria, a idade limite para aposentadoria no novo banco foi fixada 60
anos e essa medida já reduzirá o quadro de diretores do Itaú, onde o limite
anterior era de 62 anos.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região está preocupado com
a possibilidade de demissões em massa nos dois bancos e tem mantido
negociações com a direção, diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente.

Até o momento, diz ele, as demissões homologadas pelo sindicato no ano
estão dentro da média de anos anteriores. Marcolino diz ter feito uma série
de propostas aos bancos e que ainda tenta obter um compromisso por escrito
de que não haverá demissões. Entre as propostas, está a de não renovar os
contratos de estagiários que vencem. "Entre os dois bancos, há 4 a 5 mil
estagiários, que acabam substituindo bancários." Outra sugestão foi a de
suspender contratações e, com isso, realocar funcionários internamente e
evitar cortes.

Na sexta-feira, as notícias dos cortes de pessoal no Itaú Unibanco
começavam a chegar ao sindicato. "Nosso receio agora é que comece a haver
demissões de funcionários que não são bancários, como seguros, corretora e
financeira. São áreas em que os sindicatos não são tão atuantes."

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sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Brasil elimina 100 mil vagas em janeiro e Embraer anuncia corte de 4.000

O corte de vagas com carteira assinada foi menor em janeiro que dezembro,
mas ainda indica forte contração de empregos formais no país.
Em outro anúncio, a Embraer informou a demissão de mais de 4.000
funcionários e a revisão de suas metas de receita, investimento e entregas
de aeronaves. A empresa responsabilizou a crise pelos cortes.
Segundo números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados),
foram cortadas 101.748 vagas no mês passado, ante 654.946 postos de
trabalho em dezembro. Em relação a dezembro, janeiro deste ano teve uma
queda de 0,32% no estoque de emprego.
Trata-se do pior resultado para janeiro desde 1996. Desde 1999, o Caged não
havia registrado perda de vagas em janeiro.
No mês de janeiro, a maior parte das demissões ficou concentrada na
indústria da transformação, que fechou 55.130 postos. Outro setor afetado
foi o de comércio, com 50.781 demissões. Na agricultura, houve uma redução
de 12.101 empregos formais, e na construção civil, houve contratação de
11.324. Por Estado, São Paulo foi o que fechou mais vagas (38.676) no mês.
Segundo Carlos Lupi, o mercado de trabalho deverá reagir a partir de março.
Ele afirmou hoje que o mês de fevereiro deverá ter um desempenho fraco, mas
ainda assim será melhor do que janeiro.
"O resultado de 102 mil negativos não é bom para o país, mas há
demonstrações inequívocas da melhora da economia nacional. Fevereiro já
será um resultado diferente desse de janeiro impulsionado por construção
civil e serviços", afirmou.
O ministro admitiu rever a previsão de criação de 1,5 milhão de empregos no
fim do ano. Segundo Lupi, ele mantém a expectativa alta, mas fará uma
revisão do número após o resultado do Caged de março.
Os números do Caged consideram o saldo registrado no mercado formal, ou
seja, o número de contratações menos o número de demissões.
Embraer
A Embraer informou nesta quinta-feira que, em consequência da crise
financeira internacional, vai demitir mais de 4.000 funcionários e revisou
para baixo as previsões de produção e investimentos para 2009.
"Como decorrência da crise sem precedentes que afeta a economia global, em
particular o setor de transporte aéreo, tornou-se inevitável efetivar uma
revisão de sua base de custos e de seu efetivo de pessoal, adequando-os à
nova realidade de demanda por aeronaves comerciais e executivas", afirmou a
empresa, terceira maior exportadora do país, por meio de comunicado.
As demissões vão atingir cerca de 20% do efetivo de 21.362 empregados da
empresa e se concentram na mão-de-obra operacional, administrativa e
lideranças, incluindo a "eliminação de um nível hierárquico de sua
estrutura gerencial". A empresa informou que a "expressiva mão-de-obra de
engenharia mantém-se nos programas de desenvolvimento de novos produtos e
tecnologias, que prosseguem inalterados".
A Embraer também revisou suas estimativas para 2009. A empresa estima
entregar 242 aeronaves no período (ante 270 na previsão anterior), com uma
receita prevista de US$ 5,5 bilhões (ante US$ 6,3 bilhões). Por conta da
redução da estimativa de receita, a empresa refez sua previsão de
investimentos para US$ 350 milhões neste ano (ante R$ 450 milhões).
Terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, atrás da Boeing e
da Airbus, a Embraer informou que, apesar de ter sede no Brasil, depende
fundamentalmente do mercado externo e do desempenho da economia global
--mais de 90% de suas receitas são provenientes de exportações--, e que não
se beneficia do aquecimento do mercado doméstico brasileiro.
"A Embraer expressa seu profundo respeito às pessoas que ora deixam suas
posições na empresa. Respeito pelo trabalho que desenvolveram, pelo tempo
de convívio profissional e pessoal, pelo momento difícil que atravessam",
diz a empresa.
Protesto
O Sindicato dos Metalúrgico de São José dos Campos informou que vai iniciar
protestos contra as demissões da empresa e que o assunto será debatido com
o prefeito da cidade, onde fica a sede da empresa, Eduardo Cury.
"Esperamos que o prefeito adote medidas práticas e urgentes para intervir
nessa grave situação. Essas demissões terão um impacto extremamente
negativo em toda a cadeia produtiva da cidade", afirmou o presidente do
sindicato, Adilson dos Santos.
Entre as alternativas defendidas pelo sindicato para evitar demissões estão
a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e com estabilidade
no emprego. Segundo a entidade, a Embraer tem jornada de 43 horas semanais.
O sindicato apontou ainda que a Embraer, desde sua privatização, em 1994,
recebeu cerca de US$ 7 bilhões por meio de financiamentos do BNDES (Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A empresa não confirma os
números.
A Embraer já fabricou e vendeu mais de 4.900 aviões que operam em 78
países, nos cinco continentes.

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Mudança em lei contábil distorce lucro trimestral e anual da Vale

Mudança em lei contábil distorce lucro trimestral e anual da Vale

SÃO PAULO - A alteração na legislação contábil brasileira gerou uma
distorção em relação à análise do resultado da Vale ao longo do ano
passado, caso que deverá se repetir com outras empresas, conforme informou
hoje matéria publicada no Valor. Ocorre que a soma dos lucros trimestrais
não confere com o resultado líquido divulgado para o exercício de 2008
fechado.

Até setembro do ano passado, o lucro acumulado pela Vale era de R$ 19,259
bilhões. No quarto trimestre, a mineradora reportou ganho líquido de R$
10,499 bilhões, o gera uma soma de R$ 29,708 bilhões.

No entanto, o lucro publicado pela Vale para o ano passado fechado foi de
R$ 21,279 bilhões. A diferença ocorre porque a companhia aplicou as
mudanças contábeis previstas na Lei 11.638 e nas regulamentações
posteriores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) somente para o balanço
do exercício fechado, conforme permite legislação.

Segundo a Vale, dois itens da nova regra contábil tiveram forte impacto no
resultado líquido. O primeiro deles refere-se à prática do teste de
impairment, que antes não era feito no Brasil.

Por meio deste teste, a empresa verifica se os ativos que possui
registrados no seu balanço realmente valem o preço pelo qual estão
registrados nos livros. Um ativo particularmente vulnerável neste tipo de
teste é o ágio pago em aquisições, conhecido como goodwill, que tem como
base a expectativa de lucros futuros de uma empresa comprada.

Segundo relatório divulgado hoje pela Vale, ela fez esse teste em relação
ao valor contabilizado como ágio ligado à aquisição da Vale Inco em 2006,
que está registrado com um valor total de R$ 5,917 bilhões. "No teste, o
valor em uso de alguns ativos operacionais de níquel foi inferior ao valor
contábil acrescido do goodwill, gerando um ajuste - não caixa - de R$ 2,447
bilhões", disse a empresa no seu comunicado.

Além deste impacto, uma outra mudança na regra contábil é sobre como deve
ser registrado o efeito da variação cambial sobre o investimento das
empresas no exterior, caso a moeda funcional da subsidiária externa
(independente) seja outra que não o real. Até então, a variação cambial que
mudasse o valor em reais do investimento da Vale na Inco ou em outras
unidades no exterior era contabilizada no resultado do exercício, afetando
diretamente o lucro, tanto para cima quanto para baixo. A partir de agora,
nestes casos em que a subsidiária seja uma empresa realmente independente -
e não apenas uma distribuidora de produtos, por exemplo - o efeito da
variação cambial sobre os investimentos será registrado no patrimônio
líquido da companhia e não no resultado.

Segundo a Vale, o ganho em reais com a variação cambial sobre seus
investimentos na Vale Inco e na Vale Austrália teve efeito positivo de R$
5,982 bilhões no lucro pela regra contábil anterior. Como este efeito deixa
de existir, o lucro pelo novo padrão contábil será deduzido deste montante.

Portanto, se, do lucro da soma dos trimestres, que atingiu R$ 29,708
bilhões, for subtraído o efeito das duas mudanças contábeis (R$ 2,447
bilhões e R$ 5,982 bilhões), se chega ao lucro publicado para o ano, de R$
21,279 bilhões.

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Lucro da Vale avança 6,36% em 2008 e bate R$ 21,3 bilhões

A mineradora Vale do Rio Doce anunciou nesta quinta-feira que obteve lucro
líquido de R$ 21,279 bilhões em 2008, com avanço de 6,36% sobre 2007.
Trata-se do sexto ano seguido que a empresa consegue elevar seu lucro sobre
o ano anterior.


Já o resultado do quarto trimestre foi de R$ 10,449 bilhões, apresentando
avanço de 136,8% sobre o mesmo período do ano anterior. Em compensação, o
ganho recuou 15,96% sobre o terceiro trimestre de 2008, indicando primeiros
efeitos da crise financeira sobre suas atividades.


O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortizações) ficou em
R$ 35,022 bilhões, subindo 4,17% sobre 2007.


O faturamento da empresa atingiu R$ 72,776 bilhões no ano passado, 9,62% a
mais do que no ano anterior. Segundo a empresa, o recorde de vendas de nove
produtos --minério de ferro (253,6 milhões de toneladas métricas), pelotas
(41,6 milhões de toneladas métricas), níquel (276.000 toneladas métricas),
cobre (320.000 toneladas métricas), alumina (4,2 milhões de toneladas
métricas), cobalto (3.100 toneladas métricas), metais preciosos (2,4
milhões de onças troy), metais do grupo da platina (410.000 onças troy) e
carvão (4,1 milhões de toneladas métricas)-- foi o principal motivo do bom
resultado.


Nas regras do US GAAP (contabilidade americana), o lucro apresentou alta de
11,78% sobre 2007, passando para US$ 13,218 bilhões.


Como as demais grandes produtoras de commodities, a Vale já sente a queda
nos preços de seus produtos devido à crise financeira global.


Diante desse quadro, no final do ano passado a empresa tomou uma série de
medidas de contenção de gastos, que incluiu demissões, fechamento de
plantas de produção de minérios e suspensão de investimentos.


"A Vale reagiu de maneira bastante pró-ativa, adaptando suas operações à
deterioração do ambiente econômico. Cortes de produção envolvendo a
paralização temporária das unidades operacionais de custo mais alto e a
implantação de novas prioridades estratégicas são os principais componentes
da nossa rápida resposta à recessão global", disse a empresa em comunicado.
"A minimização de custos, a flexibilidade financeira e operacional e a
conciliação da preservação do caixa com a busca por opções de crescimento
rentáveis, assumiram importância fundamental no atual cenário."


No fim de outubro, a mineradora reduziu sua produção de minério de ferro e
outros minérios e subprodutos nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e
Amapá, além de plantas industriais e minas no exterior. Fora do país,
sofreram reduções de produção atividades localizadas na França, Noruega,
China e Indonésia.


Já no início de dezembro, foi anunciada a demissão de 1.300 funcionários,
sendo 20% em Minas Gerais e as demais em unidades no Brasil e pelo mundo.
Outros 5.500 entraram em férias coletivas escalonadas --80% em Minas-- e
1.200 entraram em treinamento para serem realocados dentro da companhia.


Uma semana depois, a mineradora suspendeu as operações de duas unidades no
porto de Tubarão, no Estado do Espírito Santo, além de suspender as
atividades de algumas minas de níquel no Canadá.

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quinta-feira, fevereiro 19, 2009

PETROBRAS fecha venda de petróleo à China e negocia crédito

BRASÍLIA (Reuters) - A Petrobras concluiu uma negociação para fornecer a
refinarias chinesas um volume de 100 mil a 160 mil barris/dia de petróleo,
informou o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, nesta
quinta-feira.

A petroleira brasileira também negocia com a China um empréstimo de até 10
bilhões de dólares, operação que pode ser concluída até maio, acrescentou
Gabrielli a jornalistas no Itamaraty, em evento após a reunião entre o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente chinês, Xi
Jinping.

A China, segunda maior importadora mundial de petróleo, tem aproveitado a
difícil disponibilidade de crédito no mercado internacional para garantir o
suprimento de várias matérias-primas, incluindo petróleo.

Nesta semana, os chineses fecharam um acordo com a Rússia para emprestar 25
bilhões de dólares em troca de fornecimento de petróleo por um período de
20 anos.

Na última segunda-feira a Petrobras, que busca maneiras no mercado de
levantar recursos para seu volumoso plano de investimentos de 174 bilhões
de dólares, havia informado que negociava com alguns países a possibilidade
de obter financiamento em troca da garantia de fornecimento futuro da
commodity.

"É para já, a preços de mercado", disse rapidamente Gabrielli sobre o
acordo para o fornecimento de petróleo aos chineses, acrescentando que
estariam envolvidas refinarias das companhias chinesas Sinopec e CNPC
(China National Petroleum Company).

A Petrobras praticamente já dispõe dos recursos que necessita em 2009, mas
vai precisar de ao menos 9 bilhões de dólares em 2010 para completar o
orçamento de investimento em projetos importantes de exploração da
promissora camada pré-sal, que pode conter dezenas de bilhões de barris de
petróleo.

(Reportagem de Ray Colitt)

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quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Our mood for today

2009 = the year of the BONDHOLDERS, not the EQUITYHOLDERS. Definitely
yesterday's performance of the stock markets here and abroad just
reinforces one of our calls for this year. Despite some good opportunities
regarding specific stocks with also specific drivers, as mentioned before,
it's much better on currently environment to select good companies with a
good credit perception and get advantage of the interesting coupons and
yields that we can receive nowadays. That's what the majority of our
clients are doing, including the ones that were used to invest in Funds and
are now focusing on Eurobonds (great part of the money) and deposits. It's
interesting to observe that even in Brazil there is a shift from investor's
money from the usual "Fundos Multimercados" - our Hedge Funds to
"Debentures" (Eurobonds) and "Notas Promissórias" (Commercial Papers).
Certainly a tremendous change on such a short period of time...

Analyzing each market now:

- Currency Market: With the bad mood affecting all markets yesterday the
BRL as expected presented a bad performance. For today's trading session we
expect some rebound and recommend some SHORT position on the USD for daily
trading. It's a good opportunity to get advantage of current quote to
invest in our BRL Note. You can get advantage of an interesting coupon plus
an eventual BRL appreciation. Check our daily quotes!

- Interest Rate Market: After reaching the 11% levels (JAN 10 DI Contract)
and based on some economic numbers showing some recovery on our local
economy, maybe it's a good moment to make some profit and reduce the LONG
position waiting for another opportunity to get in.

- Stock Exchange Market: We expect a recovery movement during today's
trading session.

- Sovereign and Corporate Debt Market: Despite yesterday bad mood abroad
the BR40 has remained pretty much resilient. The investor's appetite for
Brazilian Assets has increased as a result of reduced demand for other
sovereigns (especially the ones from Eastern Europe). In line with this
scenario the Brazilian 5Y CDS has also presented a better performance. We
expect this movement to persist...

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Downgrades Loom for Hungary, Poland, Bond Yields Show

Downgrades Loom for Hungary, Poland, Bond Yields Show (Update3)

2009-02-18 13:50:11.365 GMT

By Laura Cochrane


Feb. 18 (Bloomberg) -- Hungarian, Polish and Czech government debt, among the

highest rated in emerging markets, has already been downgraded by bondholders.

Investors demand 20 basis points more yield to own Hungary's bonds than

similar-maturity Brazilian debt, which is rated four levels lower by Moody's

Investors Service, JPMorgan Chase & Co. indexes show. The risk of Poland

defaulting is about the same as Serbia, ranked six levels lower by Standard &

Poor's, based on credit-default swap prices. Czech 10-year bonds yield the most

compared with German bunds since 2001.



"Everybody is running for the door," said Lars Christensen, head of

emerging-market strategy at Danske Bank A/S in Copenhagen. "The markets have

decided the central and eastern European region is the subprime area of Europe."



Investors who lost more than 18 percent on emerging-market sovereign and corporate

bonds last year based on Merrill Lynch & Co. indexes now face steeper declines in

Eastern Europe, said Christensen. While the region's integration with the European

Union spurred foreign investment earlier this decade, Poland's currency weakened

35 percent against the euro since August, the Czech economy grew at the slowest

pace in almost 10 years in the fourth quarter and Hungary required a $15.7 billion

bailout from the International Monetary Fund.



Monitoring 'Very Closely'



"Hungary is the one that we are monitoring very closely," Dietmar Hornung, senior

analyst at Moody's in Frankfurt, said in a phone interview today. "The ratings as

they are reflect to a certain degree the assumption that it is rating positive to

be a European Union country."



Hungary's bonds, rated four levels above non-investment grade at A3 by Moody's and

two levels higher at BBB by S&P, lost about 12 percent last year after returning

9.4 percent in 2007, Merrill indexes show. Returns on bonds sold by Poland, ranked

A2 by Moody's and A- S&P, shrank to 1.3 percent from 9.1.



Czech 10-year government bonds yields have increased 70 basis points in the past

month to the highest in more than three months. The country is rated A1 by Moody's

and one level lower at A by Moody's. A basis point is 0.01 percentage point.



The Czech Republic, Poland, Hungary and five more emerging European economies will

post an average current account deficit of 4.1 percent of gross domestic product

this year, more than double the 1.7 percent deficit in Latin America, according to

Citigroup Inc. data. Countries in Asia, Africa and the Middle East will record

surpluses, the data show.



More Pain



The economies are set to shrink 0.4 percent this year as demand for exports and

commodities falters, from an average 3.2 percent growth in 2008, according to the

International Monetary Fund. The IMF granted more than $35 billion in aid to

Hungary, Ukraine, Latvia, Serbia and Belarus to avert defaults.



"We probably still have a little more weakness to go, a little bit more pain to be

felt," said Raphael Kassin, a money manager at Zurich-based Credit Suisse Group AG

who helps oversee about $1 billion in emerging-market debt. "All of these crises

bring opportunities and it will happen in Eastern Europe the same way." Kassin

said he is "'quite underweight" Eastern Europe.



The region's stocks slumped to the lowest level in more than five years after

Moody's said yesterday that banks with subsidiaries in Eastern Europe face rating

cuts. The MSCI EM Eastern Europe Index was down 6 percent at 10:30 a.m. in London.

Poland's WIG20 index declined 3 percent to the lowest in more than five years,

after dropping 7.5 percent yesterday.



Current Accounts



The Hungarian forint, which fell to the weakest ever against the euro yesterday,

climbed 1.4 percent today to 305.15. The Polish zloty rebounded from a five-year

low, strengthening 1.5 percent to 4.8280 per euro, and the Czech koruna gained 1.7

percent versus the euro to 29.066 after touching a four-year low yesterday. The

currencies are among the world's 10 worst-performers this year against the euro.



Nine years of economic growth across Eastern Europe through 2007 strengthened

currencies, cut current account deficits and led S&P to upgrade governments in the

region five times more than it downgraded, Bloomberg data show. In South America,

the company increased ratings just 2.5 times more than it cut in the same period.



As recently as June 2007, Czech 10-year bonds yielded less than German bunds of

similar maturity. The securities now yield 1.63 percentage points more, the

highest since 2001, according to data compiled by Bloomberg.



Rising Protection Costs



In the past six months, the cost of protecting payment on Poland's debt jumped

more than six-fold to 405 basis points, credit-default swaps show. The cost is

about the same as on contracts linked to Serbia, which is rated three levels below

investment grade at BB- by S&P, Bloomberg data show.



Credit-default swaps, contracts conceived to protect bondholders against default,

pay the buyer face value in exchange for the underlying securities or the cash

equivalent should a company fail to adhere to its debt agreements. Prices for the

contracts rise as perceptions of credit quality deteriorate. A basis point is

equivalent to $1,000 on a contract protecting $10 million of debt.



The extra yield investors demand to own Hungarian sovereign or quasi-sovereign

bonds instead of U.S. Treasuries has risen almost three-fold in the past six

months to 4.71 percentage points, more than the 4.51 percentage point spread for

Brazilian debt, JPMorgan data show. Investors are demanding 3.02 percentage points

in extra yield to own Polish bonds and 1.18 percentage points more to own Czech

debt, JPMorgan indexes show.



'Fear of Crisis'



"Hungary is the most vulnerable." Frankfurt-based S&P analyst Kai Stukenbrock said

in a phone interview. "External leveraging is not as high in Poland. The Czech

Republic is the least exposed." S&P and Moody's cut Hungary's credit ratings one

level in November, after the country struggled to service its short-term debt amid

the global financial crisis. Both ratings companies have "negative" outlooks on

Hungary, meaning the country's grade is more likely to be cut again than raised or

left unchanged. Poland and the Czech Republic have "stable" outlooks.



"The fear of crisis is increasing," said Ralph Sueppel, chief economist and

strategist at London hedge fund BlueCrest Capital Management Ltd., which manages

about $2 billion in emerging-market assets. "The rapid growth of credit and

external funding is being reversed."

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Soros comprou mais ações da Petrobras no quarto trimestre

Soros comprou mais ações da Petrobras no quarto trimestre

SÃO PAULO - O megainvestidor George Soros comprou mais 15,6 milhões de American
Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras ao longo do último trimestre do ano
passado. As compras foram feitas por meio do Soros Fund Management LLC e
divulgadas hoje em um comunicado obrigatório postado no site da Securities and
Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos EUA.

Segundo o documento, ao final de dezembro, o fundo do investidor tinha 36,78
milhões de ADRs da estatal brasileira. Cada ADR negociado em Nova York equivale a
duas ações da Petrobras.

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Citi rebaixa recomendação das ações no Brasil e projeta correção no curto prazo

SÃO PAULO - Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (18), o
Citigroup acredita que as ações brasileiras devem passar por correção no
curto prazo, uma vez que elas tiveram um desempenho melhor que o condizente
com o cenário atual. A recomendação para o País foi de "overweight" - acima
da média - para "neutra".

Geoffrey Dennis, analista do banco, afirma que os papeis negociados na
bolsa de São Paulo subiram mais do que deveriam no horizonte de
desaceleração econômica. O Ibovespa deverá cair de volta para os 35 mil
pontos, antes de se recuperar nos últimos meses do ano, até a pontuação
final atingir 55 mil pontos.

Recomendação menor
O relatório divulgado pelo Citigroup rebaixa ainda a recomendação do Brasil
de "overweight" para "neutra", no contexto da América Latina. "A decisão
foi tomada com base no desempenho das ações a partir do ponto mais baixo,
em novembro", informou o documento dos analistas.

Os setores mais defensivos foram vistos com melhores olhos, sendo sugerido
investimentos em Energia & Saneamento, Telecomunicações e Consumo & Varejo.
As empresas do setor financeiro foram avaliadas como neutras e as demais
ficaram sob um viés negativo. AmBev, CCR, EDB, Cteep, Net e TIM foram
citadas como boas opções.

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terça-feira, fevereiro 17, 2009

Dólar sobe quase 2% e fecha em R$ 2,325 com temor de crise maior

SÃO PAULO, 17 de fevereiro (Reuters) - O dólar fechou em alta de quase 2% ante o
real nesta terça-feira, seguindo o nervosismo dos mercados externos por dúvidas
sobre a eficácia do pacote de estímulo econômico dos Estados Unidos e o alcance da
crise econômica mundial.

A moeda norte-americana avançou 1,97%, para R$ 2,325 para venda, na cotação máxima
da sessão. É a maior alta diária do dólar em uma semana.

"O mercado lá fora está muito deprimido, a Europa está muito deprimida e os
Estados Unidos também. Essa crise está cada vez mais saindo do controle", avaliou
Mario Paiva, analista de câmbio da Corretora Liquidez.

As Bolsas de Valores européias caíram para o menor nível de fechamento em três
semanas, com a desvalorização de ações de bancos por preocupações com novas perdas
causadas pela crise global e o impacto da recessão em países emergentes do
continente.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários derretiam, por temores de que
a recessão esteja piorando e que as medidas propostas pelo governo de Barack Obama
para estabilizar o enfraquecido sistema financeira não sejam suficientes.

"O pacote tem suas limitações. Ele não é uma solução imediata, mas sim um conjunto
de soluções que vai demorar um tempo para surtir efeito", ponderou Paiva. "É uma
crise sem precedentes."

Segundo os dados mais atualizados da BM&F, o volume de negócios no mercado de
dólar à vista girava em torno de US$ 3 bilhões, em consonância com a média diária
de fevereiro. Na véspera, esse volume minguou para cerca de US$ 500 milhões por
conta de um feriado nos EUA.

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Com crise, China não poderá financiar todo o déficit americano

Com crise, China não poderá financiar todo o déficit americano
09.02.2009 09h54
Professor de Harvard e Oxford diz que bolha dos títulos americanos pode estourar
até o final do ano
Por Ângela Pimenta

Portal EXAME
Autor do livro 'The Ascent of Money' (A Ascensão do Dinheiro), que deverá ser
lançado no Brasil pela editora Planeta, o historiador econômico Niall Ferguson,
professor das universidades Harvard e Oxford, conversou com exclusividade com o
Portal EXAME sobre temas como a crise mundial, uma possível bolha no mercado de
títulos americanos e o retorno do protecionismo. Veja a seguir os principais
trechos da entrevista

Qual é a perspectiva para o que o senhor chama de Chimérica - a relação econômica
simbiótica entre os Estados Unidos e a China - em 2009 e o G2, o encontro das
duas potências?

Em primeiro lugar, o que chamo de Chimérica, a combinação entre a China e a
América continua sendo central para o funcionamento da economia mundial e em
muitos aspectos ela é a chave para sabermos se a crise atual se tornará uma
Grande Depressão. Os Estados Unidos têm confiado por alguns anos na China e em
outros países para financiar os déficits em conta corrente. E isso vai continuar
acontecendo em 2009. A questão é saber o quanto do endividamento planejado pelo
governo Obama a China estará disposta a financiar, num momento em que a economia
chinesa está sofrendo efeitos severos da crise, causados pela queda de
importações americanas. O grande risco é que as relações entre os dois países se
deteriorem em função de discordâncias sobre comércio externo ou o câmbio. Para
Obama, a coisa mais importante é se certificar de que as relações sejam as
melhores possíveis. Assim, a Chimérica, a relação entre a China e a América
continue a ser mutuamente benéfica. Essa será uma questão de enorme importância
para o governo. E em relação a um encontro G2, entre os dois países, no nível
mais alto, creio que ele precise acontecer o quanto antes. Não existe outra
relação mais importante para os EUA hoje do que a China.

Como o senhor vê a disposição dos chineses em continuar financiando os sucessivos
déficits americanos através da compra dos títulos do Tesouro dos EUA?

Bem, de um lado, os chineses tem menos recursos disponíveis. Isso significa dizer
que muito do dinheiro que a China usava para comprar títulos americanos, como no
ano passado, foi dinheiro obtido através dos superávits gerados pelas exportações
chinesas. Mas em função da crise, já não é mais possível que a China continue
gerando superávits naqueles níveis, uma vez que o comércio mundial declinou tão
velozmente. Logo, os chineses terão menos dinheiro disponível para investir em
moeda e ativos americanos, simplesmente em função das atuais condições
econômicas. Ao mesmo tempo, é claro que a China precisa aumentar o seu nível de
demanda doméstica, focando mais no aumento do consumo dos próprios chineses, que
devem diminuir o seu nível de poupança. E se os domicílios chineses começarem a
poupar menos, mais uma vez teremos menos recursos fluindo para o Banco Popular da
China que possam ser investidos em ativos denominados em dólar. Mas acontece que
os Estados Unidos irão continuar a emitir mais títulos do Tesouro para financiar
os programas de recuperação econômica do governo Obama - tentando tomar mais
dinheiro emprestado - e é aí que as tensões serão visíveis esse ano. Isso vai
gerar um déficit de 1 trilhão a 1,5 trilhão de dólares. Isso vai ser difícil de
financiar, e a China certamente não será capaz de absorver isso como fez no ano
passado.

O senhor acredita que exista uma bolha no mercado de títulos do Tesouro americano
prestes a estourar?

Certamente me parece que taxas de rendimento ao redor de 2% a 2,4% em notas de
dez anos do Tesouro americano são inacreditavelmente baixas. E você teria que
acreditar que o mundo está rumando para uma crise deflacionária no estilo do
Japão nos anos 90 para que essa tendência dure indefinidamente. Isso não é um
cenário de probabilidade zero. Aprendemos com a experiência japonesa que é
possível termos uma enorme carga de dívida governamental e ainda assim baixas
taxas de rendimento no caso de deflação. Também sabemos que existem crescentes
pressões deflacionárias na economia global. Por outro lado, o Federal Reserve tem
reagido com muito mais rapidez do que o Banco do Japão o fez nos anos 90 e o Fed
tem imprimido dinheiro de forma tão agressiva, tão furiosamente, que não há como
se perguntar se os Estados Unidos realmente terão uma deflação. Ao mesmo tempo,
esses enormes déficits que podem chegar a 10% do PIB americano em 2010 não são
calculados para agradar os investidores em títulos do Tesouro. Me parece que
vamos chegar a um ponto em que o restante do mundo irá olhar para os Estados
Unidos, com suas políticas monetária e fiscal e irá concluir que temos um cenário
inflacionário adiante. Talvez isso aconteça já no final desse ano. E isso será
uma questão crucial para os próximos meses. À certa altura, o sentimento vai
mudar e os investidores vão concluir que não faz o menor sentido ficar sentado
numa enorme pilha de títulos americanos, enquanto os EUA produzem enormes
déficits. Isso vai acontecer - embora eu não saiba quando - pode ser uma questão
de meses. Mas é certo que veremos uma mudança no humor do mercado internacional
de títulos e uma significativa corrida de venda dos títulos americanos. E quando
isso acontecer, as pessoas vão olhar para trás e compreender o que James Grant
queria dizer quando declarou que 'hoje uma nota de dez anos do Tesouro representa
um risco de retorno zero em oposição a uma reserva de risco zero de retorno'.

A crise internacional já traz estragos significativos à economia brasileira. A
maioria dos analistas prevê um crescimento de 2% neste ano, menos da metade do
crescimento de 2008. Se tal previsão se concretizar, ainda assim podemos dizer
que somos mais afortunados do que os americanos e europeus?

Bem, um crescimento de 2% é melhor do que um crescimento negativo. E uma vez que
o mundo desenvolvido caminha para um ano de contração, nós poderíamos ver a
economia americana contrair em até 3,5%. Mas o que sabemos da economia brasileira
que nem sempre o país cresceu de forma tão forte quanto nos últimos anos. Não
tenham dúvida de que esse ano será doloroso. Os dias em que os países Bric [grupo
de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China] podiam crescer a taxas tão
altas fazem parte do passado porque acontece que a tese do descolamento era um
mito. E a economia global é integrada - ela é apenas uma única economia, na
realidade. E se a economia americana se contrai, todo mundo vai sofrer os efeitos
disso. Nos Estados Unidos, as importações estão despencando. Logo, as exportações
dos grandes países emergentes, como o Brasil, serão negativamente afetadas. Elas
estão em queda livre. Mas se olhamos para os Brics, a Rússia é quem está em pior
situação, devido à sua grande dependência do petróleo. E para falar a verdade,
creio que no ano passado, o Brasil foi entre os Brics o país com o melhor
desempenho. Logo, tais coisas são relativas. Não temos uma crise tão severa como
a dos anos 30, pelo menos por enquanto. E creio que não será tão ruim como a dos
anos 30. Creio que será algo mais parecido com os anos 80, em termos de problemas
como o aumento do desemprego. E se olharmos para aquele período, o Brasil hoje se
encontra numa situação muito mais sólida e confortável para enfrentar a
desaceleração econômica.

Como o senhor vê a questão da desmoralização do princípio de risco moral?

Vivemos um tempo em que as lições que devíamos ter aprendido das décadas de 1970
e 1980 foram jogadas fora. Hoje tanto os bancos centrais quanto os órgãos
reguladores em geral estão repensando essa questão enquanto lidam com a maior
crise financeira desde a década de 1930. Para mim, o mais fascinante é ver o
renascimento das teorias de John Maynard Keynes. De repente, todo mundo virou
keynesiano em termos de política fiscal, mas igualmente extraordinária é a forma
como a política monetária americana vem sendo conduzida por Ben Bernanke. As
ansiedades de apenas alguns anos atrás, sobre os riscos inflacionários
desapareceram. Mas não vejo a questão do risco moral sendo mencionada novamente.
Creio é que preciso reconhecer que diante do risco de um enorme colapso do
sistema financeiro internacional, a prioridade deve ser evitar o contágio
sistêmico - para se evitar justamente a contração monetária que aconteceu na
década de 1930, quando o Fed não agiu e acabou agravando ainda mais a crise.
Temos que evitar isso, o que por outro não quer dizer que o salvamento de
instituições em dificuldades possa ser feito indiscriminadamente.

O senhor acredita que aos olhos da comunidade financeira internacional, a
gravidade da crise atual possa a vir a justificar calotes como o que ocorreu com
a Argentina no começo da década, levando países em dificuldades em honrar suas
dívidas a seguir o mesmo caminho?

Creio que ninguém quer seguir o exemplo da Argentina, o país do continente
americano que já enfrentou o maior número de crises. Trata-se de um país que pode
enfrentar uma crise financeira mesmo quando as coisas estão indo bem para os
demais países. E o problema com a sucessão de crises argentinas é que elas
praticamente impossibilitam que o país alcance um padrão de desenvolvimento
sustentável. Já o Brasil se tornou um país em que sua dívida externa tem um papel
muito menor hoje em dia. E a pujança da economia brasileira - mesmo diante da
crise atual - é que nos últimos dez anos o país escolheu tomar as decisões
acertadas, mesmo que elas significassem fazer sacrifícios, evitando os erros do
passado, como o descontrole inflacionário e os calotes, além de mudar a lei de
forma errática, como tem acontecido na Argentina em relação às regras dos fundos
de pensão. Nada que aconteceu desde 2007 invalida a política macroeconômica
brasileira. E tampouco os últimos anos justificam a conduta argentina. Tanto o
Brasil quanto o Chile fizeram progressos enormes se comparados com a Argentina.
No Chile, graças às reformas implantadas nos anos 80, hoje eles são o país
latino-americano mais estável para atrair novos negócios.

Existem riscos de que a atual crise produza uma nova onda de protecionismo no
comércio mundial?

Creio que sim, porque vários países já aumentaram suas tarifas e a Rodada de Doha
acabou fracassando. Em épocas em que as economias se contraem e o desemprego
cresce, os políticos julgam mais tentador seguir políticas protecionistas. Hoje o
que mais me preocupam são algumas vozes no Congresso americano, principalmente
entre democratas, que estão pedindo regras mais duras para as importações. Ou
também um endurecimento sobre o que eles chamam de manipulação da moeda chinesa.
Esse é o tipo de coisa com a qual devemos nos preocupar. A verdade é que hoje a
globalização vem sendo questionada. Na cabeça de muita gente essa crise deve
causar o retrocesso de projetos como de comércio livre e mobilidade de capitais.
Eu ficaria surpreso, de uma perspectiva histórica, se não houvesse tentativas de
reviver o protecionismo em algumas partes do mundo. Espero que o governo Obama
resista a esse tipo de pressão, porque a lição da década de 1930 é clara: ao
longo do tempo, uma proteção generalizada do comércio mundial só agrava a crise.
Num momento em que o comércio já se contrai, a última coisa que precisamos é
tornar as coisas piores do que já são. Na verdade, deveríamos estar pressionando
por tarifas mais baixas para ajudar países pobres, como os africanos, a exportar
seus produtos agrícolas. Mas politicamente isso é muito difícil de ser feito em
tempos de recessão.

De que maneira o Congresso americano, de maioria democrata e protecionista
influenciará o governo Obama?

Normalmente, podemos esperar um certo grau de deferência inicial do Congresso em
relação ao novo presidente, mas precisamos lembrar de duas coisas: a primeira é
que o próprio Obama integra a ala mais à esquerda do Partido Democrata e que ele
conta com o forte apoio dos sindicatos, que não são defensores das políticas de
livre comércio. E baseado em coisas que o Obama disse durante a campanha, ele não
se demonstrou um admirador do Nafta e certamente é muito menos provável que ele
busque acordos de livre comércio com os demais países latino-americanos. Logo,
esse não é um governo que se pareça comprometido com o livre comércio.

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