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sexta-feira, novembro 21, 2008

É o momento de se investir em excelentes companhias a preços baixos, diz corretora

Por: Equipe InfoMoney
20/11/08 - 17h45
InfoMoney

SÃO PAULO - "Entendendo os efeitos da forte restrição de crédito a partir de setembro", com essa proposta a Geração Futuro inicia, em informativo semanal, o estudo sobre o desenvolvimento da crise financeira mundial propondo questões sobre seus impactos para as companhias brasileiras e perspectivas para o que ainda está por vir.

A concordata do banco norte-americano Lehman Brothers, na metade de setembro, modificou o cenário financeiro mundial e provocou uma forte retração no mercado de crédito internacional, com efeitos acentuados no mercado brasileiro, avalia a corretora.

Com receio de que outras instituições financeiras viessem a apresentar problemas de liquidez no curto prazo e também não fossem socorridas pelos governos, houve uma rápida retração no volume de empréstimos entre bancos e um aumento considerável das taxas cobradas nas operações realizadas.

O crédito permanecerá restrito por quanto tempo?
Para os analistas, é difícil estimar por quanto tempo o crédito se manterá caro e escasso. Diversas medidas governamentais nos EUA, na Europa e no Brasil foram anunciadas e efetivadas após a intensificação da crise, sem que os efeitos práticos e as conseqüências tenham surtido pleno efeito até o momento.

De qualquer forma, a percepção é de que a situação no Brasil já começou a melhorar, com a reabertura de linhas e recomposição de taxas de financiamento. É possível que ao longo do primeiro semestre de 2009 o volume de financiamentos para exportações se normalize, e que as operações de financiamento de longo prazo voltem a ocorrer em condições de prazo e juros mais próximas das verificadas anteriormente.

Faz sentido continuar investindo em petróleo, siderurgia, celulose e mineração?
Na visão da Geração Futuro, os fundamentos de longo prazo que justificavam os investimentos em empresas atuantes nestes setores, antes da crise, permanecem válidos. As alterações do cenário de curto prazo implicarão efeitos negativos distintos em cada companhia, notadamente ao longo do último trimestre do ano e primeiro de 2009, períodos em que a retração do crédito afetará mais intensamente os preços e a demanda pelos produtos.

Contudo, a corretora tem convicção que as economias emergentes, em especial o Brasil, continuarão apresentando taxas de consumo, investimento e crescimento da atividade econômica em níveis muito superiores aos das economias desenvolvidas, ao longo dos próximos anos, o que implicará demandas crescentes e ajustes positivos nos preços de produtos como petróleo, aço, celulose e minério de ferro.

Essa situação já se manifestava de forma clara no período anterior ao agravamento da crise, e os analistas acreditam que voltará a ocorrer quando esta se dissipar. Nos trabalhos de atualização de projeções e avaliação já realizados após a divulgação dos números do terceiro trimestre de 2008, foi verificado que mesmo com premissas bastante conservadoras os resultados mantêm-se positivos para 2009, implicando múltiplos atrativos e potenciais de valorização bastante elevados.

Esta situação leva a conclusão de que as cotações atuais refletem uma situação de aversão ao risco e incertezas, com valores diminuídos por investidores que pressionaram por liquidez. O momento atual permanece como uma oportunidade de se investir em excelentes companhias a preços bastante depreciados, visando obter retornos elevados no longo prazo, sugerem os analistas.

Quais as implicações da recente alta do dólar para as empresas?
"O aumento do valor do dólar reflete a retração do volume de financiamento e comércio internacional", avaliam os analistas, que atribuem também as maiores incertezas do cenário econômico e das expectativas futuras de negócios.

Para as empresas exportadoras, a alta do dólar contribui significativamente para atenuar os efeitos de queda de preços e volumes vendidos no curto prazo. Em termos práticos, o valor médio do dólar no quarto trimestre deste ano é 30% superior ao do período anterior.

Por outro lado, empresas com dívidas em dólar sofrem com maiores despesas financeiras, proporcionais ao aumento do câmbio - todavia, como normalmente trata-se de empresas exportadoras, essas perdas tendem a ser anuladas com os ganhos nas exportações.

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