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sábado, novembro 08, 2008

Citi: sinais de recuperação das bolsas latinas podem vir do mercado de fundos

Por: Nathália A. Terra Pereira
07/11/08 - 20h37
InfoMoney

SÃO PAULO - A relativa resistência dos mercados emergentes frente à crise financeira externa veio por terra nos últimos meses. Ainda que as turbulências originem-se dos EUA, seus maiores impactos ocorreram - e ainda ocorrem - sobre as bolsas de países em desenvolvimento.

O índice calculado pelo Morgan Stanley que mede a performance média dos principais mercados de ações do mundo apresenta no acumulado de 2008 uma desvalorização de 39,7%. Enquanto isso, o mesmo índice direcionado ao desempenho dos ativos emergentes mostra uma baixa maior, de 51,8%, com bolsas como as da Rússia e Turquia com quedas superiores a 60%.

O mercado latino-americano não escapa de tal cenário, tampouco o brasileiro. O índice do Morgan Stanley aponta uma queda média de 48,9% das bolsas do continente no acumulado de 2008, enquanto que por aqui, a desvalorização indicada pela equipe é de mais de 52%. Os dados levam em conta as performances das bolsas em dólares.

Determinar até onde as turbulências irão é tarefa quase que impossível, assim como estabelecer, por conseqüência, quando a tão esperada recuperação chegará aos mercados. Mas a equipe do Citi traça dois focos a se atentar: as estatísticas de captação da indústria de fundos de investimentos e a porcentagem de recomendações de "compra" e "venda" por parte dos analistas aos ativos latino-americanos.

Fundos inspiram otimismo
Para os analistas do Citi, embora a indústria emergente de fundos de investimentos venha sendo duramente penalizada pela crise, poderia ser pior. O mercado registra em 2008 uma fuga líquida de recursos de US$ 9,9 bilhões. Mas contrariando qualquer possível pessimismo, a equipe vê tais estatísticas com bons olhos.

"Estamos surpresos por (as estatísticas) não serem piores, tendo em vista os severos declínios das bolsas, a crescente aversão ao risco e a deterioração no ambiente macroeconômico global", ponderam os analistas. "Vimos até mesmo uma semana de captação positiva no período de sete dias terminado em 5 de novembro", reitera a equipe. Confira a tabela:

Fluxos de Captação Recentes da Indústria Global de Fundos de Investimentos
Período Emergentes América Latina Global

Semana até 5 de novembro US$ 1,252 bilhão - US$ 12 milhões US$ 413 milhões
Semana até 29 de outubro US$ 337 milhões - US$ 364 milhões - US$ 1,63 bilhão
Semana até 22 de outubro - US$ 114 milhões - US$ 135 milhões - US$ 753 milhões
Semana até 15 de outubro US$ 61 milhões - US$ 399 milhões - US$ 2,365 bilhões
Semana até 8 de outubro - US$ 296 milhões - US$ 429 milhões - US$ 2,339 bilhões

Acumulado 2008 - US$ 9,948 bilhões - US$ 5,514 bilhões - US$ 39,516 bilhões


Além disso, segundo o Citi, os movimentos de resgates de recursos da indústria de fundos não podem ser encarados como demonstrativos de tendências, mas sim reflexo delas, muito embora "sem dúvidas veremos algumas vendas forçadas de ações para cobrir as captações negativas".

Por outro lado...
Em contrapartida, o Citi observa que o sentimento dos analistas de Wall Street para os ativos latino-americanos segue em contínuo desgaste. A porcentagem de recomendações de compra às ações do continente vem caindo por quatro meses consecutivos, tendo passado de 64,3% de todas as recomendações para 55,2% no transcorrer do período.

Tal parcela é a menor já registrada pelos analistas do Citi, embora a compilação dos dados tenha começado recentemente, em meados de 2006. "Ao mesmo tempo, a porcentagem de analistas recomendando venda dos papéis da América Latina passou de 8% para 10,5%", observa a equipe do banco de investimentos.

Desta forma, o mercado segue dando pistas ambíguas. De um lado, possíveis indícios de uma recuperação; de outro, consecutivos sinais de que o nervosismo nas bolsas ainda está longe de terminar. Mas tal contexto incerto não impede que o investidor tire proveito das valiosas oportunidades que sempre surgem em crises como a atual.

Papéis atrativos
Embora forte queda nos lucros corporativos da região seja dada como certa para este ano e o próximo, a equipe do Citi cita alguns papéis atrativos nos mercados latino-americanos, excessivamente penalizados pela aversão ao risco. O Brasil é quem mais possui representantes na lista do banco, que vê com bons olhos os potenciais de valorização dos papéis do Banco Itaú (ITAU4), Embraer (EMBR3), Minerva (BEEF3), JBS Friboi (JBSS3), Cesp (CESP6) e Equatorial (EQTL3).

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