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terça-feira, outubro 28, 2008

Bolsas disparam com busca por ativos descontados e apostas de corte pelo Fed

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
28/10/08 - 19h45
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de uma seqüência negativa que já durava cinco sessões, o mercado encontrou nesta terça-feira (28) sua recuperação. Com boa parte das ações sendo negociadas entre mínimas históricas em Wall Street, a busca dos investidores pelos ativos recentemente mais penalizados puxou o impressionante rali das bolsas no final do pregão. A procura foi impulsionada pela perspectiva de que o Federal Reserve corte o juro na próxima sessão. Com comportamento semelhante, o Índice Bovespa cravou disparada de 13,42%.

Os múltiplos baratos podem ser considerados o motor dos negócios. Empresas como a produtora de alumínio Alcoa, a petrolífera Exxon Mobil e a tecnológica AT&T foram recomendadas pelos analistas, que destacaram o valor baixo dos papéis em relação aos múltiplos das empresas. A apreensão característica das vésperas de decisão do Federal Reserve foi sobrepujada pelo crescimento das apostas de que a autoridade monetária norte-americana deve cortar o juro básico. Parte do mercado já relaciona a possibilidade da Fed Funds Rate ir abaixo de 1% ao ano.

Além da procura pelas ações mais penalizadas, o mercado recebeu bons dados operacionais da U.S. Steel, que ajudou no bom desempenho das companhias brasileiras atreladas ao mercado de metais básicos. O lucro líquido da segunda maior siderúrgica norte-americana quase triplicou na última passagem trimestral. Na Europa, destaque para o resultado acima das projeções da British Petroleum.

Apesar do extremo otimismo, os investidores receberam novas referências preocupantes da agenda de indicadores. O índice de confiança do consumidor norte-americano atingiu seu menor nível da história, enquanto o preço das moradias marcou queda recorde de 17,7% em agosto no país. Internamente, a forte valorização do Ibovespa ganhou magnitude com a performance do setor imobiliário, impulsionado pela antecipação do anúncio do programa de capital de giro para construção civil, de R$ 3 bilhões.

Ibovespa dispara 13,42%; dólar a R$ 2,183
Com o índice Dow Jones vivendo sua segunda maior alta em pontos da história, o Ibovespa encontrou espaço para a forte recuperação de 13,42% que puxou o índice de volta para 33.386 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 4,8 bilhões.

O dólar comercial manteve a tendência negativa vista durante todo o dia e fechou em forte queda de 2,50% frente ao real, cotado a R$ 2,1830. O recuo foi visto também frente a moedas de referência global, como euro e libra esterlina.

Maiores altas e baixas
As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
CYRE3 Cyrela Realty ON 10,35 +33,55 -57,16 24,39M
GFSA3 Gafisa ON 13,99 +29,54 -57,58 18,15M
LAME4 Lojas Americanas PN 5,89 +28,04 -62,02 33,41M
ALLL11 ALL UNT N2 8,29 +27,73 -63,86 93,25M
TCSL4 TIM Part PN 3,02 +24,79 -49,01 14,67M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 20,05 +10,71 961,50M n/d 36.625
VALE5 Vale Rio Doce PNA 22,95 +13,39 608,39M n/d 22.851
ITAU4 Itaubanco PN 19,05 +8,86 218,69M n/d 13.094
BVMF3 BMF Bovespa ON 4,55 +13,47 209,50M n/d 14.900
BBDC4 Bradesco PN 21,79 +13,85 204,88M 189,91M 10.991

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Com foco na apresentação do programa de capital de giro para a construção civil, os papéis de Gafisa e Cyrela lideraram isolados o movimento ascendente do Ibovespa. Destaque para a dispara da segunda, de 33,55%.

Nenhum dos 66 integrantes do Ibovespa encerrou o dia com desvalorização.

Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em baixa na BM&F Bovespa. O contrato com vencimento em janeiro de 2009, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 13,90%, baixa de 0,23 ponto percentual frente à apresentada na sessão anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, fechou cotado a 106,50% de seu valor de face, o que representa uma alta de 5,44%.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, encerrou cotado a 523 pontos-base, baixa de 84 pontos em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA disparam
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em forte alta de 10,88% e atingiu 9.065 pontos.

Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 10,79%, a 941 pontos. Da mesma forma, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, subiu 9,53%, a 1.649 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou forte alta de 11,28% e atingiu 4.823 pontos. No mesmo sentido, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres valorizou-se 1,92%, chegando a 3.926 pontos. Já o CAC 40, da bolsa de Paris, subiu 1,55%, a 3.115 pontos.

Veja os indicadores previstos para a quarta-feira
Na quarta-feira (29), a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga a Sondagem Industrial referente ao mês de outubro, que reúne informações sobre a evolução da atividade da indústria nacional.

No final do dia, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) atualiza a taxa Selic.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio do país revela o Durable Good Orders de setembro, que avalia o volume de pedidos e entregas de bens duráveis no período.

Será apresentado o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.

Mas a grande atração do dia fica para o meio da tarde, haja vista que o Fed decidirá o novo patamar do juro básico norte-americano, atualmente em 1,50% ao ano.

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