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terça-feira, outubro 28, 2008

Credit Suisse: com queda do petróleo, até onde os lucros da Petrobras podem cair?

Por: Giulia Santos Camillo
28/10/08 - 14h23
InfoMoney

SÃO PAULO - Enquanto os investidores se mostram mais preocupados com os resultados imediatos do que com fundamentos de longo prazo, a trajetória do preço do petróleo no mercado internacional se torna uma das principais influências sobre o desempenho dos papéis da Petrobras (PETR3, PETR4).

Se a forte alta da commodity no início do ano impulsionou as ações da estatal, o recente retorno do preço do barril de petróleo ao patamar dos US$ 60 devido aos temores do impacto de uma recessão global sobre a demanda exerce influência oposta.

Porém, as expectativas são de que o produto retome o movimento de valorização, ao menos de acordo com a análise do Credit Suisse. Para o banco, o barril de WTI (West Texas Intermediate) deve atingir US$ 75 em 2009 e subir para US$ 100 até 2010.

"Juntando esse cenário com uma projeção de WACC (custo médio ponderado de capital) nominal de 11,2%, nós chegamos a um preço-alvo de US$ 50 por ADR (American Depositary Receipts)", informa o banco, que recomenda compra dos papéis da empresa devido à perspectiva de alta do petróleo nos próximos anos.

E se cair?
Caso a commodity reaja de forma diferente da esperada pelos analistas, o cenário é mais pessimista. Dessa forma, o Credit Suisse construiu uma análise de sensibilidade para Ebitda (geração operacional de caixa) e lucro de 2009, baseada em três diferentes preços do petróleo.

US$ 60 por barril - Nesse caso, a análise demonstra uma queda de 36% do Ebitda, para US$ 17,5 bilhões e recuo de 50% do lucro, para US$ 6,2 bilhões, o que levaria os múltiplos P/L (relação entre preço atual e ganho projetado) a 13,9 vezes (ou seja, o preço atual supera em 13,9 vezes o lucro projetado), patamares classificados como "não atrativos" pelo banco. Já considerando um capex (capital de investimento) de US$ 26 bilhões, a dívida líquida subiria para US$ 23,5 bilhões, ou um percentual de alavancagem de 21,8%

US$ 50 por barril - Quanto mais baixo o preço do petróleo, piores as perspectivas: nesse cenário, o Ebitda seria de aproximadamente US$ 10,8 bilhões (-64%) e o lucro líquido de US$ 1,6 bilhão. Considerando o mesmo capex, a alavancagem subiria para 24,8% e a dívida líquida alcançaria US$ 26,8 bilhões. "Isso colocaria o P/L a 55,2 vezes", informam os analistas.

US$ 48 por barril - Para os que se perguntam até onde o petróleo pode cair para a Petrobras permanecer rentável, a hora da resposta chegou. Com a commodity nesse patamar, o Credit Suisse afirma que os ganhos da estatal atingiriam o ponto de equilíbrio, embora no caso dos investimentos futuros no pré-sal, as estimativas da instituição continuem sendo de break-even (ponto de equilíbrio) com o barril de petróleo a US$ 50.

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Para onde vai a Selic? Crise dificulta projeções para a decisão do Copom

Por: Gabriel Ignatti Casonato
28/10/08 - 20h46
InfoMoney

SÃO PAULO - A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) teve início nesta terça-feira (28). O agravamento da crise financeira internacional e seus impactos na economia brasileira tornaram difícil a tarefa dos analistas de avaliar qual será a decisão do colegiado com relação à taxa Selic.

Ao mesmo tempo em que existem os que apostam que a autoridade monetária irá interromper o ciclo de aperto monetário e manter a taxa em 13,75% ao ano, outros demonstram um tom mais conservador e arriscam suas projeções na continuidade do ritmo de elevação do juro básico brasileiro, embora em diferentes magnitudes.

Apesar da discrepância, as duas visões possuem argumentos bastante plausíveis. Para os que confiam na manutenção da Selic, por exemplo, a escassez de crédito no mercado doméstico é um ponto a favor. Por outro lado, as incertezas em torno da inflação continuam subsidiando as apostas dos mais conservadores.

Crise deixa cenário incerto para 2009
Começando pelos que jogam suas fichas na manutenção do juro básico do País, o Banco Schahin avalia que, por mais que a inflação deva seguir como foco principal da política monetária, a piora considerável das condições econômicas e financeiras em todo o mundo em função da crise acendeu um sinal amarelo às perspectivas para a economia brasileira, o que sustenta uma interrupção no ciclo de aperto.

A instituição lembra que o recente travamento de crédito no Brasil, conforme dados do próprio Banco Central, já está afetando o comportamento dos consumidores e empresários, cujos projetos de investimento vão aos poucos sendo revistos. Além disso, as exportações também deverão sofrer com o esfriamento da demanda externa, ressalta.

Afirmando que neste cenário fica difícil esperar outra coisa que não seja desaceleração do ritmo de crescimento da economia brasileira, o Schahin entende ser "mais viável que o ciclo de aperto monetário seja interrompido neste mês, ao menos até o término deste ano, a fim de que se avalie melhor as possibilidades para 2009".

Manutenção da Selic?
Na mesma linha, a Tendências Consultoria considera que uma parada no ciclo de elevação da Selic é necessária a fim de que os efeitos da crise no Brasil possam ser mais bem avaliados, em especial no que tange à liquidez e ao câmbio. Um problema já detectado é a dificuldade das instituições menores de conseguir crédito de curto prazo, alertam os analistas.

Por sua vez, a Merrill Lynch aposta em manutenção da taxa nas duas próximas reuniões do Copom. Para o banco, a escassez de crédito no mercado financeiro brasileiro diminuirá a demanda dos consumidores do País, ao passo que freará o ritmo da inflação e propiciará um cenário para a interrupção do ciclo de aperto monetário.

Além disso, a instituição lembra que o Banco Central brasileiro deve levar em conta o recente esforço mundial para elevar a liquidez do sistema financeiro no curto prazo, como visto no último dia 8 de outubro, quando as principais autoridades monetárias do globo reduziram suas taxas básicas de juro.

Ou continuidade do aperto monetário?
O aprofundamento da crise e seus efeitos sobre a economia brasileira também são citados pelos que acreditam em um novo aumento na Selic. O ABN Amro Real afirma que a desaceleração da economia mundial promoverá queda nos preços das commodities e enfraquecerá ainda mais o real, o que resultará em pressão inflacionária. "Por isso, acreditamos ser necessário um aperto monetário adicional", dizem os analistas.

No entanto, os analistas admitem que a profundidade dos efeitos da retração de crédito experimentada recentemente poderá promover uma maior contração da atividade econômica brasileira. Desta forma, afirmam que essa incerteza sobre a extensão e os impactos da crise sobre a economia doméstica devem resultar em uma decisão não unânime do colegiado.

O banco espera dois aumentos de 50 pontos-base nesta reunião e na próxima - com a Selic encerrando 2008 a 14,75% ao ano - e acredita que o Copom continuará subindo o juro nas duas primeiras reuniões de 2009, elevando a taxa para 15,75% ao ano. Para o final do próximo ano, porém, prevê um ciclo de flexibilização de 150 pontos-base, com o juro básico voltando ao patamar de 14,25% ao ano.

Focus também prevê novo aumento
Também apostando em uma elevação de 0,5 ponto percentual, o Santander avalia que o efeito da crise internacional sobre o Brasil é inflacionário, principalmente por causa da depreciação do real. Considerando ainda que a economia já está operando acima da capacidade produtiva, o banco afirma que não é pequena a magnitude do ajuste que se deve impor ao consumo, "o que sugere necessidade de continuar utilizando a política monetária".

Embora avalie que a atual conjuntura da economia brasileira justificaria uma pausa no aperto, a LCA Consultoria acredita que, diante de um quadro em que a maior pressão cambial tem resultado em nova deterioração das expectativas do mercado para a inflação doméstica, o Copom deve optar por aumentar novamente a taxa básica de juros, desta vez em 50 pontos-base.

Por fim, vale lembrar que o relatório Focus desta semana mostrou uma redução na mediana das projeções para a Selic em outubro de 14,25% ao ano para 14,00% ao ano.

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Bolsas disparam com busca por ativos descontados e apostas de corte pelo Fed

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
28/10/08 - 19h45
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de uma seqüência negativa que já durava cinco sessões, o mercado encontrou nesta terça-feira (28) sua recuperação. Com boa parte das ações sendo negociadas entre mínimas históricas em Wall Street, a busca dos investidores pelos ativos recentemente mais penalizados puxou o impressionante rali das bolsas no final do pregão. A procura foi impulsionada pela perspectiva de que o Federal Reserve corte o juro na próxima sessão. Com comportamento semelhante, o Índice Bovespa cravou disparada de 13,42%.

Os múltiplos baratos podem ser considerados o motor dos negócios. Empresas como a produtora de alumínio Alcoa, a petrolífera Exxon Mobil e a tecnológica AT&T foram recomendadas pelos analistas, que destacaram o valor baixo dos papéis em relação aos múltiplos das empresas. A apreensão característica das vésperas de decisão do Federal Reserve foi sobrepujada pelo crescimento das apostas de que a autoridade monetária norte-americana deve cortar o juro básico. Parte do mercado já relaciona a possibilidade da Fed Funds Rate ir abaixo de 1% ao ano.

Além da procura pelas ações mais penalizadas, o mercado recebeu bons dados operacionais da U.S. Steel, que ajudou no bom desempenho das companhias brasileiras atreladas ao mercado de metais básicos. O lucro líquido da segunda maior siderúrgica norte-americana quase triplicou na última passagem trimestral. Na Europa, destaque para o resultado acima das projeções da British Petroleum.

Apesar do extremo otimismo, os investidores receberam novas referências preocupantes da agenda de indicadores. O índice de confiança do consumidor norte-americano atingiu seu menor nível da história, enquanto o preço das moradias marcou queda recorde de 17,7% em agosto no país. Internamente, a forte valorização do Ibovespa ganhou magnitude com a performance do setor imobiliário, impulsionado pela antecipação do anúncio do programa de capital de giro para construção civil, de R$ 3 bilhões.

Ibovespa dispara 13,42%; dólar a R$ 2,183
Com o índice Dow Jones vivendo sua segunda maior alta em pontos da história, o Ibovespa encontrou espaço para a forte recuperação de 13,42% que puxou o índice de volta para 33.386 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 4,8 bilhões.

O dólar comercial manteve a tendência negativa vista durante todo o dia e fechou em forte queda de 2,50% frente ao real, cotado a R$ 2,1830. O recuo foi visto também frente a moedas de referência global, como euro e libra esterlina.

Maiores altas e baixas
As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
CYRE3 Cyrela Realty ON 10,35 +33,55 -57,16 24,39M
GFSA3 Gafisa ON 13,99 +29,54 -57,58 18,15M
LAME4 Lojas Americanas PN 5,89 +28,04 -62,02 33,41M
ALLL11 ALL UNT N2 8,29 +27,73 -63,86 93,25M
TCSL4 TIM Part PN 3,02 +24,79 -49,01 14,67M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 20,05 +10,71 961,50M n/d 36.625
VALE5 Vale Rio Doce PNA 22,95 +13,39 608,39M n/d 22.851
ITAU4 Itaubanco PN 19,05 +8,86 218,69M n/d 13.094
BVMF3 BMF Bovespa ON 4,55 +13,47 209,50M n/d 14.900
BBDC4 Bradesco PN 21,79 +13,85 204,88M 189,91M 10.991

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Com foco na apresentação do programa de capital de giro para a construção civil, os papéis de Gafisa e Cyrela lideraram isolados o movimento ascendente do Ibovespa. Destaque para a dispara da segunda, de 33,55%.

Nenhum dos 66 integrantes do Ibovespa encerrou o dia com desvalorização.

Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em baixa na BM&F Bovespa. O contrato com vencimento em janeiro de 2009, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 13,90%, baixa de 0,23 ponto percentual frente à apresentada na sessão anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, fechou cotado a 106,50% de seu valor de face, o que representa uma alta de 5,44%.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, encerrou cotado a 523 pontos-base, baixa de 84 pontos em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA disparam
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em forte alta de 10,88% e atingiu 9.065 pontos.

Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 10,79%, a 941 pontos. Da mesma forma, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, subiu 9,53%, a 1.649 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou forte alta de 11,28% e atingiu 4.823 pontos. No mesmo sentido, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres valorizou-se 1,92%, chegando a 3.926 pontos. Já o CAC 40, da bolsa de Paris, subiu 1,55%, a 3.115 pontos.

Veja os indicadores previstos para a quarta-feira
Na quarta-feira (29), a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga a Sondagem Industrial referente ao mês de outubro, que reúne informações sobre a evolução da atividade da indústria nacional.

No final do dia, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) atualiza a taxa Selic.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio do país revela o Durable Good Orders de setembro, que avalia o volume de pedidos e entregas de bens duráveis no período.

Será apresentado o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.

Mas a grande atração do dia fica para o meio da tarde, haja vista que o Fed decidirá o novo patamar do juro básico norte-americano, atualmente em 1,50% ao ano.

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sábado, outubro 04, 2008

Sinais de virada das bolsas podem estar mais claros; falta convencer o investidor

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
03/10/08 - 08h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Do final de maio a este começo de outubro, a queda acumulada pelo Índice Bovespa supera 37%. Em se tratando de tal desvalorização, não há quem não questione sobre a chegada do tão esperado fundo do poço. O problema é que o mercado segue surpreendendo, e a última quinta-feira (2) é só mais uma prova disto. Que diversas ações estão baratas é consenso, mas a incerteza consegue ser ainda maior.

Depois do setembro nebuloso que os mercados passaram, parece que o olhar dos investidores se inverteu. Nenhum sinal de que o fundo do poço está mais próximo gera tanta repercussão no mercado quanto antes. A partir da histórica segunda-feira (15/09) - de quebra do Lehman Brothers, venda da Merrill Lynch e resgate à AIG - a cautela se disseminou e nada parece reduzir este sentimento.

Antes disto, vale lembrar da sessão de 11 de julho. Naquela ocasião, Warren Buffett entrou em cena em um mercado recém-chegado ao Bear Market e ajudou na compra da petroquímica Rohm & Haas pela Dow Chemical, com ágio de mais de 70% sobre a cotação anterior das ações.

A notícia deu fôlego extra e ajudou em grande parte o fechamento positivo dos índices acionários no mundo todo. Longe de apontar que chegou o momento exato de 'entrar' no mercado, a notícia simplesmente deixou claro que Buffett - famoso por se aproveitar como ninguém dos períodos ruins - acredita na recuperação; e ele não costuma errar.

Sinais não faltam...
Mas é claro que este tipo de sinal não tem o mesmo efeito sobre os mercados atualmente. Na última quinta-feira (2), Alan Greenspan - ex-chairman do Fed e outro que costuma mexer forte no mercado com suas palavras - afirmou que vê o final da crise mais próximo que distante. Os investidores praticamente ignoraram: os índices de Wall Street despencaram.

Sinais não faltam para alimentar a perspectiva da virada. Warren Buffett continua comprando; mal anunciou aporte ao Goldman Sachs e investiu algo próximo de US$ 6 bilhões na General Electric, há dois dias.

Estas evidências que costumavam alterar os ânimos trazem à lembrança uma frase marcante, agora de George Soros: "A volatilidade de curto prazo é mais alta nas viradas do mercado, e diminui à medida que a tendência se estabiliza". A julgar pela volatilidade dos últimos dias, mais um sinal para alimentar o otimismo.

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O que torna Warren Buffett tão eficiente nos períodos de crise?

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
03/10/08 - 20h43
InfoMoney

SÃO PAULO - As frases mais célebres de Warren Buffett assumem simplicidade tamanha que parecem até triviais; são óbvias demais para um investidor com o mínimo de experiência. Mas não adianta criticar. É só o oráculo de Omaha abrir a boca que todos os olhos do mercado se arregalam. Melhor dizendo, todo mundo quer ouvir o que o mega-investidor tem a dizer.

Para provar, basta avaliar os dados iniciais de sua mais nova biografia autorizada. Escrita por Alice Schroeder e intitulada "The Snowball: Warren Buffett and the Business of life" - A bola de neve: Warren Buffett e o negócio da vida, na tradução livre -, a história do bilionário norte-americano chegou ao topo das vendas nos Estados Unidos em poucos dias após sua publicação. Somente o período que sua autora passou com o oráculo lhe rendeu uma maratona de entrevistas às redes de televisão norte-americanas e publicidade extra para seu lançamento.

Exatamente este jeito simples de Buffett que o torna tão interessante para os mercados. Sua história de inegável sucesso o torna gabaritado como ninguém para comentar o desenrolar das Bolsas de Valores, especialmente os períodos de crise. Isso porque grande parte de sua fortuna, estimada em torno de US$ 50 bilhões, se deve exatamente à sua capacidade incomparável de administrar um momento turbulento do mercado.

Para enfrentar a crise
E com uma crise que encontra precedentes históricos no famoso crash de 1929, Buffett voltou às compras. Se a escrita novamente se realizar, seus aportes no banco Goldman Sachs e na gigante industrial General Electric devem render uns bilhõezinhos extras a sua fortuna.

Mas qual o segredo de Buffett na crise? Na verdade são três. Buffett adota três lemas como fundamentais para enfrentar o período de turbulências. Novas frases para uma lista de pensamentos simples, mas memoráveis.

Três mandamentos
Segundo a autora da biografia, a primeira lição trata recurso associado a comportamento: "Cash combined with courage in a crisis is priceless" - dinheiro combinado com coragem, na crise, não tem preço. São os dois fatores essenciais para começar a traçar sua estratégia frente à crise.

Em seguida, Buffett afirma para o investidor: "Dont invest in things you don't understand" - não invista em coisas que você não entende. Este pensamento remete ao boom das tecnológicas no início da década de 1990. Sem saber a natureza das atividades daquelas empresas, o mega-investidor preferiu fica de fora.

Para finalizar, algo mais filosófico: "Don't try to catch a falling knife until you have a handle on the risk" - não tente segurar uma faca em queda, a menos que saiba do risco.

Com coragem o suficiente, dinheiro para investir e sabendo aonde vai se meter, um mínimo de cautela não faz mal a ninguém.

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