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segunda-feira, agosto 25, 2008

TENSÃO EXTERNA IMPULSIONA PETRÓLEO E BOVESPA TEM 3ª ALTA

TENSÃO EXTERNA IMPULSIONA PETRÓLEO E BOVESPA TEM 3ª ALTA

O aumento da tensão geopolítica após a Rússia responder furiosamente ao acordo para a instalação de um escudo antimíssil fechado entre os Estados Unidos e a Polônia fez o petróleo disparar, encerrando o dia acima de US$ 121 o barril. Na Bovespa, o impacto foi positivo, em razão do efeito da alta da commodity sobre as ações da Petrobras, e o Ibovespa registrou a terceira elevação seguida, período no qual acumulou ganho de 4,89%. Mas, em Nova York, a reversão das perdas só aconteceu no final do dia, com a recuperação de papéis do setor financeiro. A piora do humor no cenário internacional recolocou o dólar na trajetória de desvalorização frente a moedas como euro e iene, e o mercado local de câmbio acompanhou. O dólar à vista recuou pela terceira sessão, acumulando perda de 1,77% desde terça-feira. No segmento de juros futuros, o avanço do petróleo e de outras commodities amparou o ajuste para cima na curva de DI. Após o leilão de títulos do Tesouro Nacional, contudo, as taxas devolveram boa parte do avanço, com os investidores preparando-se para o IPCA-15 amanhã.

BOLSA
Petróleo, metais e, no fim, Wall Street garantiram mais um pregão de ganhos para a Bovespa. As blue chips e siderúrgicas guiaram as compras, com Petrobras à frente, motivadas pela disparada do petróleo e dos metais no mercado externo. Com a melhora das bolsas norte-americanas no finalzinho do dia, as ações de bancos no Brasil também passaram a subir, mas poucas se mantiveram no positivo, ajudando a engrossar a alta da Bolsa.

No terceiro pregão sucessivo de ganhos, o Ibovespa terminou com variação de + 1,01%, aos 55.934,7, depois de oscilar entre a mínima de 55.380 pontos (estabilidade) e a máxima de 56.144 pontos (+1,39%). No mês, as perdas foram diminuídas para -6% e, no ano, para -12,45%. Apenas nestas três sessões de alta, os ganhos somaram 4,89%.

A alta da Bolsa doméstica foi impulsionada pela arrancada do petróleo, motivada por tensões geopolíticas e também pelo enfraquecimento do dólar. Na Nymex, o contrato para outubro terminou em US$ 121,18, depois de avançar 4,86% com o agravamento das tensões entre Rússia e Estados Unidos.

Os russos não gostaram do acordo fechado pelos Estados Unidos para instalar, na Polônia, um componente do sistema de defesa de mísseis norte-americanos em seu território. Com a notícia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse que a Rússia suspendeu a cooperação militar com a aliança até segunda ordem. Vale lembrar que a instabilidade na região já vinha se arrastando com a invasão, pelos russos, da Ossétia do Sul, na Geórgia, que é aliada dos Estados Unidos. A Rússia é o maior produtor de petróleo do mundo a tensão pode prejudicar o fornecimento mundial.

Não bastasse a crise local, o enfraquecimento do dólar diante da continuidade de problemas no segmento financeiro norte-americano também foi estímulo para os investidores fugirem para as commodities. Com isso, também se beneficiaram as commodities metálicas e agrícolas.

É claro que o efeito desse movimento foi imediato sobre as ações brasileiras, em especial Petrobras, Vale e siderúrgicas, que lideraram os ganhos. Mas foi prejudicial às bolsas norte-americanas que, entretanto, conseguiram ter um respiro perto do final, diante da oportunidade de compra que se abriu com o tombo de vários papéis.

O Dow Jones acabou subindo 0,11%, aos 11.430,2 pontos, o S&P teve elevação de 0,25%, para 1.277,72 pontos, enquanto o Nasdaq caiu 0,36%, para 2.380,38 pontos. Depois de terem derretido nas últimas sessões, as ações do segmento financeiro acabaram devolvendo parte das perdas iniciais. As ações do banco de investimento Lehman Brothers, por exemplo, chegaram a subir, depois que o analista Richard Bove, do Ladenburg Thalmann, disse que os investidores derrubaram tanto as ações do banco que o tornou atraente para uma oferta hostil. Bove elevou sua recomendação para as ações do Lehman de "neutra" para "comprar", aconselhando os investidores a comprarem as ações do banco à luz das crescentes perspectivas de uma aquisição (ver nota às 16h08).

Mais cedo, o segmento financeiro imputou vendas firmes às bolsas norte-americanas, depois que os analistas do Citigroup reduziram suas estimativas do terceiro trimestre para Lehman Brothers, Goldman Sachs e Morgan Stanley e previram que as três instituições juntas terão baixas contábeis combinadas de US$ 6,4 bilhões no período. Os indicadores divulgados nos Estados Unidos também foram desalentadores - queda de 13 mil no número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana; recuo de 0,7% no índice de indicadores antecedentes; e índice de atividade regional do Fed de Filadélfia de -12,7 em agosto - e ajudaram a impedir compras até a guinada da última hora de pregão.

Para amanhã, a recuperação de hoje pode se sustentar em razão da agenda vazia - está prevista apenas um discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. E pelo andar da carruagem, ou seja, com a volta dos temores mais fortes com o segmento financeiro, ele pode novamente tentar estimular o mercado.

Hoje, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo, o diretor do Economic Cycle Research Institute (Ecri) em Nova York, Lacksman Achuthan, avaliou que os Estados Unidos já estão em recessão e a recuperação não está a caminho. Para ele, "o Fed e o governo demoraram muito para admitir o risco de recessão, o Fed foi lento no processo de corte de juros e agora é tarde. O trem já saiu da estação". Talvez justamente por esta razão, Bernanke agora tente correr atrás do prejuízo e tente dar um impulso via discurso para o mercado.

O mercado doméstico, no entanto, vai continuar de olho nas commodities. Mas isso não significa que não possa haver uma correção se esses preços continuarem em alta. Como a trajetória de alta não foi oficialmente retomada, os investidores podem preferir não passar o final de semana comprados. "O ponto de resistência estava em 55,7 mil 55,8 mil. Hoje fechamos acima disso, mas o volume foi fraco. Para isso realmente ser rompido, é preciso dinheiro, a volta dos investidores", comentou um profissional. Hoje, por exemplo, o volume na Bovespa somou apenas R$ 4,635 bilhões.

As maiores altas do pregão hoje foram Usiminas ON (+3,98%), Natura ON (+3,88%) e Tim Par ON (+3,74%), e as maiores quedas, Gol PN (-3,36%), TAM PN (-3,34%) e Tim Par PN (-3,01%).

Petrobras terminou com +3,12% as ON e +3,45% as PN. A corretora japonesa Nomura elevou hoje sua recomendação para as ações da Petrobras de neutra para comprar, afirmando que os preços altos dos produtos no mercado doméstico, a nova capacidade de produção e a exploração das reservas pré-sal no Brasil deverão sustentar o preço das ações. O noticiário sobre as mudanças no marco regulatório e a criação de uma estatal para cuidar das reservas do pré-sal continua sem confirmações e a estatal tem passado, nos últimos pregões, ao largo dos rumores.

Analistas ouvidos pela Agência Estado avaliam que, apesar de certa insegurança, que segurou os preços das ações num primeiro momento, a estatal foi "ajudada" pela alta em geral no valor das commodities e ensaia sua recuperação ainda em época de "incertezas". "Na prática, o valor das ações da Petrobras também foi atingido por outros fatores, como a queda e agora a recuperação do preço do petróleo. Mas há que ser lembrado o fato de o mercado já estar absorvendo a informação de que a Petrobras não será prejudicada no caso de mudança do marco regulatório, mesmo com a criação de uma estatal", comentou Nelson Rodrigues de Matos, do Banco do Brasil (ver nota às 16h56).

Vale ON subiu 1,94%, PNA, +2,37%, Usiminas PNA, +3,40%, CSN ON (+3,45%), Gerdau PN, +2,63%, Metalúrgica Gerdau PN, +2,55%. O vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores da Gerdau, Osvaldo Schirmer, informou hoje que a empresa está analisando com interesse a entrada no mercado chinês para produção e vendas. De acordo com ele, o grupo tem estudado o mercado chinês há cerca de dois anos, mas ainda não encontrou uma oportunidade adequada para o início de operações naquele país. "Na verdade, já gostaríamos de estar lá, mas não tivemos uma boa oportunidade", afirmou.

Eletrobras ON fechou em +2,98%, com a notícia de que a companhia vai realizar um aumento de capital para pagar os dividendos retidos pela companhia no final da década de 1970 e início dos anos 1980. A dívida dos dividendos retidos totaliza R$ 8,5 bilhões, sendo que a União tem direito a receber um valor superior a R$ 4 bilhões.

CÂMBIO
O dólar voltou a cair no mercado de moedas e terminou com a terceira queda seguida ante o real, pressionado por novos indicadores ruins dos Estados Unidos e a migração dos investidores para o petróleo e outras commodities. Com a tensão entre os EUA e a Rússia e a persistente preocupação com a saúde do setor financeiro norte-americano, os agentes internacionais reduziram posições em dólar, direcionando os negócios domésticos. Por isso, segundo um operador, o aumento do déficit em conta corrente do balanço de pagamentos do Brasil para US$ 2,111 bilhões em julho foi recebido sem pressão sobre as taxas de câmbio. Em sessão de negócios reduzidos, o dólar terminou cotado a R$ 1,6100 na BM&F (-0,53%) e no balcão (-0,56%). Em três dias, o pronto apurou baixa de 1,77% no balcão. O giro financeiro total à vista encolheu 45%, para cerca de US$ 1,505 bilhão (US$ 1,498 bilhão em D+2).

No mercado externo, o petróleo para outubro em Nova York disparou até US$ 122,04 na máxima intraday, e encerrou com valorização de 4,86%, a US$ 121,18, impulsionado pelo dólar em baixa e pelas crescentes tensões entre a Rússia e os EUA relacionadas à invasão da Geórgia pelos russos e um acordo entre a Polônia e os EUA para a instalação de um componente do sistema de defesa de mísseis norte-americano na Polônia. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse que a Rússia suspendeu a cooperação militar com a aliança até segunda ordem. Como a Rússia é o maior produtor de petróleo do mundo, há temor sobre a manutenção do fornecimento para diversos países.

Segundo o Financial Times, crescem as especulações de que o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, furioso com a resposta dos EUA e da Europa na guerra na Geórgia, ordenou redução das exportações de petróleo. Às 17h44, o euro subia 0,84%, a US$ 1,49. O dólar caía 1,01%, a 108,48 ienes, em meio a um movimento de aversão ao risco.

Nos EUA, o índice de atividade regional do Fed de Filadélfia melhorou em agosto para -12,7, ante -16,3 em julho, mas seguiu no terreno da contração. O componente de preços pagos, por sua vez, caiu de 75,6 para 57,5, trazendo incerteza para a perspectiva de inflação e dos juros nos EUA. Em outro relatório, o Conference Board informou que o índice de indicadores antecedentes caiu 0,7% em julho, quando economistas esperavam queda de 0,3%. Já no relatório de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, os pedidos caíram 13 mil na semana de 16 agosto, para 432 mil, ante expectativa de queda de 15 mil. A média quadrissemanal de pedidos subiu para 445.750, o maior nível desde dezembro de 2001 e acima da marca de 400 mil tipicamente associada com recessão.

No mercado doméstico, a conta corrente do balanço de pagamentos registrou em julho déficit de US$ 2,111 bilhões, informou o Banco Central. Em julho de 2007, a conta corrente teve déficit de US$ 719 milhões e em junho de 2008, o resultado foi negativo em US$ 2,596 bilhões. O valor ficou dentro das previsões dos analistas consultados pelo AE Projeções, que variavam de um déficit de US$ 2,5 bilhões a US$ 1,4 bilhões, e também em linha com a mediana, que era de déficit de US$ 2 bilhões.

No mercado de dólar futuro da BM&F, os seis vencimentos negociados projetaram novas baixas para a moeda, mas com um volume menor de negócios. O dólar setembro indicou recuo 0,56%, a R$ 1,614, com um giro de cerca de US$ 10,05 bilhões. No total, o volume transacionado diminuiu para cerca de US$ 10,578 bilhões.

No leilão de compra de hoje, o Banco Central adquiriu em mercado cerca de US$ 47 milhões. A taxa de corte ficou em R$ 1,612. Segundo um operador, cinco propostas foram apresentadas, de cinco bancos, e foram aceitas apenas duas. As ofertas declaradas variaram de R$ 1,612 na mínima a R$ 1,613 na máxima.

JUROS
A quinta-feira foi de alta nas taxas de juros negociadas na BM&F. A disparada nos preços do petróleo e outras commodities no exterior serviu como argumento para uma realização de lucros no mercado de DI. Após leilão de títulos públicos, contudo, as taxas dos DIs devolveram parte do avanço, uma vez que o Tesouro Nacional não colocou a oferta integral de papéis prefixados (LTN e NTN-F). Vale destacar ainda que a sexta-feira tem na pauta o IPCA-15 de agosto, que deve corroborar a melhora no quadro de inflação.

O DI janeiro/10 (com 219.395 contratos negociados) terminou em 14,66%, de 14,62% ontem e 14,70% na máxima. Janeiro/12 (com 66.915 ativos) encerrou a 13,98%, estável, após bater 14,09% na máxima. Janeiro/09 (72.820 contratos) passou de 13,81% para 13,83%.

Na avaliação de Eduardo Canto, sócio-gestor da Ático Asset Management, o comportamento dos DIs hoje refletiu uma combinação de realização com apreciação de commodities no exterior. Para o profissional, considerando o movimento recente das taxas, foi uma correção de alta "normal". "O mercado comeu bastante do prêmio nos últimos dias e, agora, precisa de dados novos pra sancionar um ciclo menor de alta de juros. Caso contrário, está bem justo e não tem porque a curva fechar", avalia.

O economista-chefe da CM Capital Markets, Tony Volpon, concorda com a percepção e, comparando a taxa pré 360 dias contra a expectativa para a taxa Selic daqui um ano coletada pela pesquisa Focus do Banco Central, observa que o nível atual deste prêmio na curva de juros está ao redor de 27 pontos-base, próximo do menor patamar visto entre 2004-2008, de 25 pb. Ele explica que, embora um prêmio pequeno não seja por si só indicação de que as taxas devem aumentar, isso indica que a recompensa pelo risco não favorece a aposta. "A menos que se espere uma queda nas expectativas para a Selic."

Hoje o petróleo corroborou ainda mais o cenário desfavorável para apostas de queda nas taxas futuras. Na Nymex, o contrato da commodity para outubro encerrou em alta de 4,86%, a US$ 121,18. A commodity foi impulsionada pelo dólar em baixa e pelas crescentes tensões entre a Rússia e os Estados Unidos, que trazem o receio de uma "nova Guerra Fria". Mas além do petróleo, metais também subiram hoje, colaborando com o cenário de alta nas taxas futuras. No mercado de moedas, o euro valorizava-se a US$ 1,49, às 17h45.

De volta ao ambiente doméstico, o leilão do Tesouro também mexeu com os ânimos, embora o lote de prefixados ofertado e o resultado não tenham dado suporte à busca por hedge nos DIs - e inclusive levaram a desmonte de posições no final dia. Apesar do desequilíbrio entre a participação atual dos prefixados na composição da dívida e a meta estipulada no Plano Anual de Financiamento (PAF), o Tesouro elevou apenas o volume de oferta na operação com um vencimento de LTN, mas manteve o montante do leilão da semana passada no caso do segundo vencimento e reduziu a oferta de NTN-F.

Isso, por si só, já acalmou os ânimos dos players que não descartavam um aumento na oferta. O resultado esfriou ainda mais o clima: a instituição vendeu apenas 100 mil LTN para 1/4/2009, com taxas máxima e média de 14,3340% (PU 921.400000), e não aceitou propostas para os títulos a vencer em 1/7/2010. A oferta inicial era de 500 mil papéis para 1/4/2009 e 1,5 milhão para 1/7/2010. O volume financeiro somou cerca de R$ 92 milhões. O Tesouro também não acatou propostas para os dois vencimentos de NTN-F oferecidos: 1/1/2012 (300 mil papéis) e 1/1/2014 (150 mil títulos).

Na avaliação de Fernando Mendes, agente autônomo e operador de juros na corretora Magliano, a expectativa de que o Tesouro talvez precise elevar a oferta de pré para se ajustar ao PAF permanece, mas o resultado do leilão pode ter sido um recado do Tesouro de que isso não será a qualquer preço.

Na operação de hoje, o Tesouro ainda colocou todo o lote ofertado de LFT, de 1 milhão de papéis. Vendeu 447.200 títulos para 7/9/2012, com ágio de 0,0373% e cotação 100,151000, e 552.800 papéis para 7/9/2014, com ágio de 0,0277% e cotação 100,167300. O giro financeiro foi de aproximadamente R$ 3,564 bilhões. liquidação será nesta sexta-feira.

Apesar da atenção do mercado com o comportamento da demanda interna, os dados da pesquisa mensal de emprego do IBGE fizeram pouco preço nos negócios. A taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 8,1% em julho, ante 7,8% em junho - acima do teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (7,60% a 7,90%). A mediana era de 7,80%. A renda média real dos trabalhadores ficou em R$ 1.224,40, com variação de 0,1% em julho ante junho e de 3,0% na comparação com julho do ano passado.

Amanhã, as atenções dos players do mercado de DI estarão voltadas para o IPCA-15 de agosto. As expectativas de analistas consultados pelo AE Projeções variam de 0,35% a 0,48%, com mediana de 0,39%. Se isso for confirmado, mostrará mais uma desaceleração da inflação na comparação com o IPCA-15 (0,63%) e com o IPCA fechado (0,53%), ambos em julho.

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