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terça-feira, maio 13, 2008

Terça-feira marcada pela instabilidade e por novo recorde do Ibovespa

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
13/05/08 - 18h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Como o cenário externo não ofereceu direcionamento concreto para os mercados domésticos, a temporada interna de resultados, em especial os números acima das projeções da Petrobras, assumiu o rumo dos negócios. A força desta ocorrência se fez presente em meio a diversas informações contrastantes, tanto da agenda de indicadores, quanto do noticiário internacional.

As primeiras horas indicavam que a terça-feira (13) seria pautada pela instabilidade, e foi. Durante praticamente todo o intraday, a bolsa brasileira mostrou uma disputa entre a indefinição externa e a influência positiva da forte resposta das ações da Petrobras ao bom resultado trimestral, o que colocou seu principal índice entre leves altas e baixas. Enquanto isso, o dólar voltava a cair e já era negociado abaixo de R$ 1,66.

Este ambiente dividido veio de um Retail Sales ex-auto acima das expectativas dos analistas, mas dados inferiores às projeções para o Business Inventories na agenda de indicadores, movimento acompanhando pelo noticiário corporativo externo, que contou com a participação de Ben Bernanke.

O chairman do Federal Reserve mencionou que as instituições financeiras ainda podem precisar de medidas para levantar capital, fator que colocou os papéis atrelados ao setor entre as maiores quedas de Wall Street no dia. Ainda assim, bons dados operacionais da gigante varejista Wal-Mart, apesar de acompanhados por projeções pessimistas para os próximos trimestres, balanceavam o impacto do setor financeiro sobre os índices norte-americanos, que assim, terminaram em sentidos divergentes.

Mas uma ocorrência de peso dava vida própria ao mercado doméstico. A força das ações da Petrobras sobre o Ibovespa e sua expressiva valorização após os resultados faziam frente ao cenário externo, e puxaram a bolsa brasileira para o azul nos momentos finais do pregão. E a temporada de resultados ainda guiava outras variações expressivas, com destaque para os papéis de Cesp, Itaúsa e TAM, entre outros.

Mais um recorde para o Ibovespa; dólar cede
A leve alta de 0,12% marcada ao final do pregão rendeu mais um recorde de fechamento ao Ibovespa, o segundo consecutivo: 70.503 pontos. O volume financeiro do dia totalizou R$ 6,13 bilhões.

No mercado de câmbio, o dólar comercial estendeu o movimento declinante da véspera e encerrou a terça-feira com desvalorização de 0,54% frente ao real, cotado a R$ 1,6570 na venda.

Maiores altas e baixas
As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
UGPA4 Ultrapar PN 67,20 +2,67 +9,69 36,09M
PETR4 Petrobras PN 46,95 +2,62 +6,88 1,35B
PCAR4 Pao de Açucar PN 40,50 +2,53 +19,48 23,35M
PETR3 Petrobras ON 56,24 +2,40 +7,68 233,46M
ALLL11 ALL UNT N2 24,05 +2,34 +4,85 107,16M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
DURA4 Duratex PN 35,20 -4,34 -18,23 32,52M
TMCP4 Telemig Part PN 51,11 -3,56 +7,61 7,37M
CESP6 Cesp PNB 28,40 -2,80 -34,61 34,35M
TRPL4 Trans Paulista PN 44,70 -2,80 +21,53 4,05M
TCSL3 TIM Part ON 7,00 -2,77 -16,67 5,29M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 46,95 +2,62 1,35B 862,01M 20.380
VALE5 Vale Rio Doce PNA 55,53 +0,59 410,29M 601,82M 7.546
PETR3 Petrobras ON 56,24 +2,40 233,46M 166,72M 3.076
BBDC4 Bradesco PN 38,20 -1,41 201,82M 202,94M 5.628
USIM5 Usiminas PNA 87,00 -0,40 188,29M 173,48M 3.204

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Mesmo vindos de dez sessões consecutivas sem terminar no vermelho, os papéis da Ultrapar encontraram espaço para mais uma valorização, e a maior do Ibovespa: 2,67%.

Na contramão, a reação aos resultados trimestrais deixou as ações da Duratex com a maior desvalorização do dia, 4,34%.

Renda fixa
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 137,00% de seu valor de face, o que representa uma queda de 0,76%. O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 208 pontos-base, baixa de 6 pontos em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA com sinais opostos
Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em leve alta de 0,27% e atingiu 2.495 pontos.

Enquanto o índice S&P 500, desvalorizou-se 0,04%, a 1.403 pontos. Por outro lado, a Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,34,% atingindo 12.832 pontos.

Na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou leve alta de 0,45% e atingiu 4.999 pontos. No mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valorizou-se 0,34%, a 7.060 pontos. Por outro lado, o FTSE 100 da bolsa de Londres fechou em leve baixa de 0,14%, atingindo 6.212 pontos.

Veja os indicadores previstos para a quarta-feira
Na quarta-feira (14), a falta de indicadores domésticos amplifica o foco na divulgação do CPI (Consumer Price Index) e de seu núcleo, que mensuram os preços ao consumidor norte-americano referentes ao mês de abril.

Para completar, a esfera externa ainda traz o relatório de Estoques de Petróleo semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration).

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