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quarta-feira, maio 07, 2008

Fechamento de Mercado em 06/05/2008

CÂMBIO VOLTA À PAUTA DO PLANALTO, MAS É O DI QUE MAIS SOFRE

São Paulo, 7 - A reunião de Coordenação Política no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira, na qual o
governo pretende colocar em pauta o debate do CÂMBIO, diante da perspectiva de incremento do
FLUXO de capital estrangeiro com o INVESTMENT GRADE para o País, é um dos fortes interesses do
mercado financeiro. Os rumores de que novas medidas de restrição aos investimentos especulativos, a
exemplo do IOF, recentemente, poderão ser decididas, têm estressado os negócios com JUROS futuros,
que eliminaram todo o efeito positivo do UPGRADE concedido pela agência S&P, na semana passada.



BOVESPA TEM ENTRADA DE R$ 480,101 MI EM CAPITAL EXTERNO NO DIA 2/5

São Paulo, 7 - A Bovespa contabilizou entrada de R$ 480,101 milhões em capital externo em 2 de maio.
O desempenho é resultado de compras de R$ 4,980 bilhões e vendas de R$ 4,5 bilhões. Com isso, em
2008 o saldo positivo sobe para R$ 705,8 milhões. (Fabiana Holtz)



COMO FECHOU O MERCADO ONTEM




O fechamento do petróleo acima de US$ 120 o barril pela primeira vez na história em Londres e Nova
York combinado com notícias favoráveis da Petrobras e a alta de alguns metais garantiram a
recuperação e o fechamento da Bovespa em nova pontuação inédita, de 70.195,3 pontos. A melhora dos
índices acionários norte-americanos à tarde, amparada pelos papéis de tecnologia e financeiro, também
favoreceu a inversão de sinal do mercado paulista, que chegou a realizar durante o dia parte dos quase
10% de ganhos acumulados nas três sessões posteriores à conquista do investment grade pelo Brasil.
Os juros e o dólar no mercado à vista também subiram refletindo a cautela dos investidores. As taxas
futuras foram pressionadas por forte zeragem de posições vendidas estimulada pelo aumento da aversão
ao risco e a escalada do petróleo e da inflação doméstica e global. A moeda americana persistiu em
terreno positivo diante da expectativa de que o governo poderá anunciar em breve medidas para evitar
uma desvalorização mais acentuada do dólar ante o real, que prejudicaria exportadores e ampliaria o
déficit em conta corrente brasileiro.


BOLSA

Depois de um pregão inteiro em queda, a Bovespa bateu recorde de pontuação no fechamento, com
uma alta tímida garantida nos ajustes finais. Mas o fechamento não espelhou a sessão, que foi
inteiramente de queda, numa realização de lucros tímida e segmentada. Vale e Petrobras, mais uma vez,
foram o diferencial do pregão, com ganhos garantidos pelo recorde do petróleo e elevação das
commodities metálicas. As bolsas norte-americanas, que caíram pela manhã com balanços ruins,
inverteram de sinal no início da tarde e serviram de suporte à arrancada derradeira do Ibovespa.

A Bovespa encerrou o pregão com variação positiva de apenas 0,03%, garantindo o quarto recorde de
2008, aos 70.195,3 pontos. Oscilou entre a mínima de 69.561 pontos (-0,87%) e a máxima de 70.215
pontos (+0,06%). No mês, os ganhos acumulados são de 3,43% e, no ano, de 9,88%. O volume
financeiro totalizou R$ 6,881 bilhões.

As ações da Petrobras, mais uma vez, se espelharam no recorde do petróleo no mercado externo. O
contrato para junho negociado na Nymex subiu 1,56%, para o patamar histórico de US$ 121,84. No meio
do pregão, chegou a bater em inéditos US$ 122,35 no viva-voz e US$ 122,73 no eletrônico. A demanda
da China e da Índia, especulação, restrições à oferta da Opep, ameaças à produção do Irã, Iraque e
Nigéria e gargalos em refinarias nos EUA são as preocupações no horizonte.

Petróleo em alta também afetaria as ações das empresas brasileiras, mas não é o que tem acontecido,
já que o repasse da alta internacional do petróleo é limitado no Brasil. Depois de muita insistência, na
semana passada o governo brasileiro autorizou o repasse de um reajuste de 10% para a gasolina e 15%
para o diesel pela Petrobras, mas, para impedir que isso impactasse os já altos índices de preços, o
governo também autorizou a redução da Cide incidente sobre esses mesmos combustíveis.

Do lado positivo, a alta do petróleo tem servido para impulsionar os papéis da estatal brasileira que,
como se viu na semana passada, mais cedo ou mais tarde consegue, de alguma forma, garantir um
reajuste - se não dependesse de uma decisão política, certamente os papéis seriam muito mais
beneficiados.

Hoje, também pesou a favor da empresa o anúncio feito pelo presidente da companhia, José Sérgio
Gabrielli, nos Estados Unidos, de que a Petrobras pretende captar US$ 5 bilhões até o final do ano para
investir na prospecção de petróleo na camada pré-sal - lugar onde foi descoberto o campo gigante de
Tupi e onde está o promissor campo Carioca. Ele ainda anunciou que até a próxima sexta-feira a
empresa pode decidir sobre a compra da refinaria da norte-americana Valero Energy, localizada em
Aruba.

Sobre o petróleo, Gabrielli avaliou que os preços continuarão elevados e "mais voláteis". "Há oferta e
demanda para preços elevados", mas, segundo ele, "não há razão para vermos queda ou grande alta
dos preços". A análise da Goldman Sachs sobre o assunto, no entanto, é outra. Em relatório divulgado
hoje aos clientes, o chefe dos analistas de energia do banco de investimentos, Arjun Murti, apontou dois
cenários possíveis para a alta do petróleo: uma elevação mais gradual e um aumento forte e repentino.
Ele, no entanto, acredita que a segunda hipótese é a mais plausível e, inclusive, já estaria acontecendo.

No primeiro cenário, o preço de referência do petróleo nos EUA aumentaria de US$ 108 o barril neste
ano para US$ 120 até 2010, antes de cair para um "preço normalizado" de US$ 75 o barril em 2012. No
cenário da disparada, o preço no mercado à vista alcançaria US$ 125 neste ano e um pico de US$ 200
em 2009, voltando a cair fortemente nos anos seguintes para um preço normalizado, ante a rápida
mudança de hábitos dos consumidores. Uma eventual recuperação econômica dos EUA no segundo
semestre tornaria este segundo cenário muito mais provável. E é essa a previsão mais recorrente dos
analistas, de recuperação norte-americana a partir de junho.

As ações ON da estatal subiram 2,82% e as PN, 2,62%. Vale avançou 1,83% as ON e 1,47% as PNA,
amparadas pela alta das commodities metálicas. Além disso, ontem a empresa anunciou a compra, por
US$ 145 milhões, da Mineração Apolo, que irá elevar em quase 1 bilhão de toneladas as reservas de
minério de ferro da empresa no chamado Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais.

Com as blue chips em alta, a realização de lucros hoje aconteceu como previram os analistas nos últimos
dias: de forma tímida e localizada. Os papéis que tiveram os maiores ganhos após a elevação do rating
brasileiro para investment grade pela Standard & Poor's estão entre os que passaram por uma redução
hoje, por exemplo as ações do setor de consumo/varejo e construção civil. No caso dos bancos, a queda
das ações de hoje tiveram um empurrãozinho dos papéis do Itaú. O segundo maior banco privado do
País anunciou lucro líquido consolidado no primeiro trimestre de R$ 2,043 bilhões, em linha com as
projeções. Como os analistas já precificavam o resultado, houve vendas, que não se limitaram a esses
papéis, se espalhando pelo setor de forma geral. Itaú PN caiu 4,3%, Bradesco PN, 3%, Banco do Brasil
ON, 3,67% e units do Unibanco, 0,47%.

Cabe registrar que, assim como a Petrobras, o Itaú também anunciou hoje que pretende levantar recursos
no exterior, mas não deu cifras nem datas. "Estaremos mais presentes do mercado internacional. Não há
uma previsão, mas vamos voltar a fazer estudos", afirmou o diretor-executivo de Controladoria do banco,
Silvio de Carvalho. Segundo ele, o investment grade dado ao Brasil pela S&P e o upgrade recebido pelo
próprio Itaú colaboram para esse tipo de operação. A instituição financeira já era investment grade, mas
teve a sua nota elevada, na última quarta-feira, de BBB- para BBB.

E falando em ratings, a LCA Consultores disse hoje esperar para essa ou para a próxima semana, no
mais tardar, um novo investment grade ao Brasil, desta vez pela agência Fitch. A expectativa da LCA tem
como base a presença de técnicos da agência de classificação de riscos no Brasil desde a semana
passada com o objetivo de exatamente reavaliar o rating do País. Já o banco de investimentos Barclays
Capital espera que a Fitch se junte à S&P na nota do Brasil em questão de semanas.

As maiores altas hoje foram Tele Norte Leste Par ON (+6,06%), Aracruz PNB (+3,5%) e CSN ON
(+2,92%). O setor siderúrgico foi destaque de alta em função dos preços elevados do aço no exterior e
da crescente demanda interna. Usiminas ON subiu 2,67%, Gerdau PN teve ganho de 1,3% e Metalúrgica
Gerdau PN, de 0,57%.

As maiores baixas do Ibovespa foram Tim Par ON (-8,39%) e PN (-8,07%). A empresa anunciou prejuízo
de R$ 107,929 milhões no primeiro trimestre, 454% maior do que em igual período do ano passado.
Gafisa ON recuou 5,08% e Light ON caiu 5,04%. Ontem, a empresa anunciou lucro líquido de R$ 104
milhões no primeiro trimestre, equivalente a uma alta de 10,2% em relação ao mesmo período de 2007.

Nos EUA, Dow Jones subiu 0,40%, para 13.020,8 pontos, S&P teve alta de 0,77% e Nasdaq, de 0,78%.
Os setores financeiro e de tecnologia puxaram os ganhos por lá. Mais cedo, os balanços conhecidos
desanimaram. O banco suíço UBS anunciou prejuízo, assim como a agência de crédito imobiliário
norte-americana Fannie Mãe. O UBS ainda cortou 5,5 mil vagas e a Fannie Mãe, que vai levantar US$ 5
bilhões em capital por meio de oferta de ações. (Claudia Violante)


JUROS

O mercado de juros acentuou à tarde a cautela com que vinha operando desde a abertura dos negócios,
o que levou as taxas a renovarem as máximas e fecharem em alta, expressiva no caso dos vencimentos
longos. Com isso, os principais contratos devolveram todo o "efeito investment grade" e voltaram aos
níveis do início da semana passada.

Na BM&F, o DI mais líquido, com vencimento em janeiro de 2010 (375.711 contratos), fechou a 13,92%,
colado à máxima de 13,93%, de 13,68% ontem. O DI janeiro de 2012 (85.504 contratos) disparou de
12,43% a 12,63% e o DI janeiro de 2017 (10.871 contratos) encerrou na máxima de 13,25% (13,10%
ontem). O DI julho de 2008 (360.425 contratos), que passou boa parte da sessão em leve queda,
terminou estável em 11,88%. O DI janeiro de 2009 (192.615 contratos) fechou em 12,89%, de 12,80%
ontem. No mercado secundário de títulos públicos, embora a liquidez esteja há tempos minguada, as
taxas acompanharam a pressão nos DIs, e a NTN-B para 2010 disparava no final do dia de 7,88% ontem
para 8,18%. A NTN-B 2011 avançava de 7,75% ontem para 8,12%.

À tarde, enquanto as bolsas americanas migravam para o terreno positivo e o dólar desacelerava a alta,
chegando até a inverter o sinal por alguns momentos, os juros faziam o percurso contrário. Operadores
relataram que na última meia hora houve movimento forte de zeragem de posições vendidas em vários
contratos e atribuíram a piora do humor ao aumento da aversão ao risco e à preocupação com a
escalada do petróleo e com a inflação doméstica.

Ainda, seguem pesando sobre o mercado as especulações de que o governo estuda medidas contra o
capital externo de curto prazo, como forma de conter a valorização cambial. A negativa do ministro Guido
Mantega a esse respeito, dada ontem à noite, não foi suficiente para convencer os analistas, sobretudo
porque o presidente Lula, ainda ontem em entrevista à TV Cultura, admitiu que se necessário mais
medidas, além do IOF de 1,5% sobre o investimento estrangeiro em títulos públicos, podem ser adotadas.

O barril de petróleo teve recorde de preço no término da sessão a US$ 121,84 (+1,56%) mas na máxima
chegou a US$ 122,35, no contrato para junho em Nova York. Os motivos de pressão seguem sendo a
desvalorização do dólar, o aumento da demanda, principalmente da China, ameaças à produção no Irã,
Iraque e Nigéria, e gargalos nas refinarias nos EUA.

Em relatório divulgado hoje a clientes, o banco Goldman Sachs disse que o estreitamento da oferta de
petróleo pode causar uma "super-disparada" nos preços do produto, para um valor entre US$ 150 e US$
200 o barril dentro dos próximos seis a 24 meses. "A atual crise energética pode estar chegando a um
ponto extremo, na medida em que a falta de oferta adequada torna-se aparente e resulta na necessidade
de racionamento da demanda" no Ocidente e especialmente nos EUA, afirmou a equipe de analistas do
Goldman, liderada por Arjun Murti.

Na semana passada, os preços do óleo chegaram a se distanciar da marca de US$ 120, o que levou
alguns analistas a acreditar que o reajuste de preços dos combustíveis anunciado pela Petrobras para as
refinarias - 10% para a gasolina e 15% no diesel - seria suficiente para reverter uma parte da defasagem
em relação aos preços externos. O aumento nos preços - que terá impacto quase nulo para o consumidor
graças à redução da cobrança da Cide sobre os combustíveis - foi promovido pela Petrobras na semana
passada. Mas como o óleo começou a semana rompendo suportes importantes, a diferença entre os
preços tende a seguir se espaçando.

A percepção é agravada ainda pelo fato de que a gasolina já começa a chegar com preços mais altos
aos postos brasileiros. Segundo as distribuidoras de combustível, a causa é o aumento do álcool anidro
nas usinas paulistas, que gira entre R$ 0,03 e R$ 0,05 por litro, segundo informações dos revendedores.

O resultado fraco da produção industrial em março divulgado pelo IBGE acabou não servindo de alívio
para as taxas, uma vez que o desempenho foi em boa medida atribuído ao feriado da Páscoa. Houve alta
de 0,4% ante fevereiro (perto do piso das previsões de 0,6%) e de 1,3% ante março de 2007. No
trimestre, o crescimento acumulado é de 6,6%. O coordenador de Indústria do IBGE, Sílvio Sales, disse
que "nada indica" que a indústria brasileira "pisou no freio". De acordo com ele, a pesquisa industrial
mensal divulgada hoje "não define um quadro de desaceleração", porque foi muito marcada por fatores
específicos do mês. O segmento de bens de capital segue firme, com aumento de 0,9% em março sobre
fevereiro e de 12,3% ante março de 2007. No trimestre, a alta é de 17,1%.

Um dos profissionais consultados pela Agência Estado destacou a expressiva desaceleração da
produção na comparação interanual entre fevereiro e março. Em fevereiro, houve expansão de 9,70%
ante fevereiro de 2007 e em março essa alta foi de 1,3% na comparação a março de 2007. "Os
resultados das variáveis na comparação com igual mês do ano passado têm sido sendo fortemente
destacados pelas atas do Copom", disse ele, lembrando que o efeito da interrupção da queda da Selic
desde o ano passado, assim como o início das altas, ainda não está sendo sentido plenamente na
economia.

Com o resultado da produção em março, para ele, o PIB do primeiro trimestre não deve subir além de
0,5% na comparação com o trimestre anterior. Também compartilha dessa avaliação o economista da
LCA Consultores Bráulio Borges, para quem o nível de atividade está num processo de desaceleração
em relação ao registrado no final de 2007. De qualquer maneira, os sinais apontam para uma retomada
da atividade em abril em relação ao mês anterior, conforme mostram as sondagens da indústria (veja
matéria divulgada às 12h58).

Se há sinais de acomodação da atividade em patamares ainda altos, por outro lado, a inflação parece
não dar trégua. Hoje foi a vez da Fipe mostrar aceleração da alta dos preços. O IPC de abril teve alta de
0,54% em abril, ante 0,49% na terceira quadrissemana do mês e 0,31% em março. O índice ficou
próximo do teto das expectativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que iam de 0,48% a
0,55%, com mediana de 0,51%.

Amanhã, nada garante que os prêmios, considerados exagerados por muitos analistas, atrairão os
doadores de recursos. Na agenda, estão previstas a divulgação dos estoques de petróleo nos EUA, que
pode mexer com os preços, e, aqui, do IGP-DI de março para o qual as projeções são de alta de 0,67% a
0,98%, com mediana de 0,80%. (Denise Abarca)


CÂMBIO

O dólar no mercado à vista chegou a pisar no negativo à tarde, mas rapidamente voltou a subir e fechou
cotado a R$ 1,660 na roda da BM&F (+0,12%) e no balcão (+0,18%). O giro financeiro total somou cerca
de US$ 2,625 bilhões (US$ 2,403 bilhões em D+2). A correção da moeda pela segunda sessão seguida,
segundo um operador, foi assegurada por compras defensivas dada a convicção do mercado de que,
com a conquista do grau de investimento, o País deve atrair grande volume de recursos estrangeiros e,
por isso, o governo tende a anunciar em breve alguma medida para evitar uma desvalorização mais
acentuada do dólar ante o real, que poderia prejudicar exportadores e ampliar o déficit em conta corrente
brasileiro. Essa expectativa ganhou força após as declarações do presidente Lula, em entrevista ao
Jornal da Cultura ontem, de que não descarta novas medidas a fim de conter eventual enxurrada de
capital especulativo no mercado doméstico.

"Todo mundo sabe que o Brasil oferece segurança e boa rentabilidade para investimentos e, com o
investment grade conquistado na semana passada, tende haver aumento do fluxo de recursos de
estrangeiros para cá, especialmente de curto prazo. Como ao governo brasileiro interessa atrair recursos
para investimentos produtivos e o presidente Lula ontem não descartou novas medidas para conter o
capital especulativo, o mercado está cauteloso", disse um operador de uma corretora de grande banco
nacional. Segundo afirmou Lula, "para esse (o capital especulativo), nós já criamos o IOF de 1,5% para
tentar inibi-lo. E, se for preciso, cria-se mais. O Conselho Monetário (Nacional) saberá o momento
adequado de discutir isso".

O presidente Lula também mostrou, na entrevista, certa preocupação com a crescente deterioração da
balança comercial. "Temos que ter uma preocupação com as nossas exportações, porque o Brasil não
quer construir déficit de conta corrente mais", avisou. Ele adiantou que o governo prepara novas medidas,
a serem anunciadas no próximo dia 12, que deverão favorecer as exportações de produtos
industrializados de maior valor agregado

Durante à tarde, o dólar no mercado à vista chegou a devolver momentaneamente a alta inicial e passou
a cair com a melhora das Bolsas norte-americanas, sustentada pelas ações de tecnologia e financeiro, e
a alta de commodities, como petróleo e alguns metais. No entanto, o BC teria adquirido no leilão no
mercado à vista um volume de moeda maior do que nas últimas operações, de cerca de US$ 300
milhões. Essa demanda do BC em meio à cautela com eventuais medidas e a pressão nas taxas no
mercado futuro de juros decorrente das preocupações com a inflação local provocaram ajustes finais de
posição em câmbio à vista e no mercado futuro, que sustentaram a alta das cotações. Nas mínimas, o
pronto recuou a R$ 1,6555 (-0,15%) na roda da BM&F; e a R$ 1,656 (-0,06%) no balcão.

No mercado viva-voz de dólar futuro, dos sete vencimentos negociados, cinco (junho e julho08, janeiro09
e abril09 e janeiro 2010) projetaram leves altas e dois (agosto08 e maio09), quedas. O dólar junho08,
mais negociado, indicou valorização de 0,10%, a R$ 1,670. O volume movimentado somou cerca de US$
16,30 bilhões (317.905 contratos). ÀS 17h34, na sessão eletrônica da BM&F, o dólar junho08 apontava
leve baixa de 0,09%, a R$ 1,666 na venda, informou um operador.

No leilão desta terça-feira, o BC teria adquirido cerca de US$ 300 milhões. A taxa de corte ficou em R$
1,6579. Das seis propostas de quatro bancos com taxas declaradas, que iam de R$ 1,6572 a R$ 1,659,
o BC aceitou duas ofertas, de um banco. Treze instituições, no entanto, não informaram as taxas
apresentadas, disse um operador. Por isso, não é possível afirmar quantas propostas foram, de fato,
aceitas na operação.

Em Nova York, o petróleo para junho fechou pela primeira vez acima de US$ 120 o barril, no preço
recorde de US$ 121,84, em alta de 1,56%. Em Londres, os contratos do petróleo Brent para junho
fecharam a US$ 120,31 por barril, em alta de 1,97%. O mercado mostrou convicção de que os preços
altos não vão provocar uma redução na demanda global pelo produto. O Departamento de Energia dos
EUA (DoE) divulgou relatório prevendo que o preço médio do barril de petróleo deverá superar os US$
114 no segundo semestre. O documento prevê que a demanda dos EUA deverá sofrer uma redução de
190 mil barris por dia neste ano, para a menor média anual desde 2003, mas que o consumo nos países
emergentes deverá fazer a demanda global crescer 1,4% em 2008, para 86,6 milhões de barris por dia.

Já os analistas de petróleo do Goldman Sachs divulgaram nota dizendo ser "cada vez mais provável" que
os preços subam para US$ 150 a US$ 200 por barril num período de seis meses a dois anos a partir de
agora, por causa do estreitamento da oferta de petróleo, que pode causar uma "super-disparada" nos
preços do produto. O banco de investimentos também alertou seus clientes de que "a atual crise
energética pode estar chegando a um ponto extremo, na medida em que a falta de oferta adequada
torna-se aparente e resulta na necessidade de racionamento da demanda" no Ocidente e especialmente
nos EUA. O Goldman recomendou que os investidores apliquem seu dinheiro em companhias de
petróleo integradas, empresas de exploração e produção, prestadoras de serviço para o setor, além de
perfuradoras e empresas de distribuição.

Entre os metais, o contrato de ouro para junho avançou 0,41%, a US$ 877,70 por onça-troy, em virtude da
alta do petróleo e do enfraquecimento do dólar no mercado internacional. Às 16h54, o euro subia 0,03%,
a US$ 1,5528; e o dólar recuava 0,02% a 104,74.

Nos mercados acionários, as bolsas norte-americanas subiram, amparadas pelas ações dos setores
financeiro e de tecnologia. Dow Jones avançou 0,40%, S&P, 0,77% e Nasdaq, 0,78%. A Bovespa
recuperou-se da queda no finzinho dos negócios e fechou com ganho de 0,03%, no recorde de 70.195,3
pontos. (Silvana Rocha)



Agenda
07/05/2008 - Quarta-feira



IGP-DI, fluxo cambial e dados/EUA são destaque



A agenda está um pouco mais carregada hoje, com vários destaques domésticos e internacionais. Aqui, saem
o IGP-DI e o fluxo cambial, ambos de abril. A ministra Dilma Rousseff participa esta manhã de audiência
pública no Senado. Nos EUA, serão divulgados os dados produtividade de mão-de-obra e as vendas
pendentes de imóveis residenciais, além dos estoques semanais de petróleo. Confira os eventos
político-econômicos previstos para esta quarta-feira, 7 de maio:

FGV DIVULGA ÀS 8H IGP-DI DE ABRIL - A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga às 8 horas o Índice Geral de
Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de abril. Economistas ouvidos pelo AE Projeções calculam variação
de 0,67% a 0,98%, com mediana de 0,81%. Às 11 horas, a FGV concede coletiva de imprensa, em sua sede
no Rio.

BC DIVULGA FLUXO CAMBIAL DE ABRIL ÀS 12H30 - O Banco Central divulga o resultado do fluxo cambial no
mês de abril. Os números serão divulgados a partir das 12h30 na página do BC na internet. Até o dia 24, o
fluxo cambial no mês estava positivo em US$ 4,934 bilhões.

DILMA FALA ÀS 10H EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NO SENADO - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,
comparece, às 10 horas, a uma audiência pública na Comissão de Infra-Estrutura, no Senado, que a
convocou para falar sobre o andamento das obras do PAC e da construção da usina de Belo Monte (PA).
Oposicionistas querem questionar a ministra também a respeito do dossiê sobre gastos feitos por Fernando
Henrique Cardoso com cartões corporativos quando presidente da República. Dilma declarou ontem que falará
sobre qualquer assunto.

EUA: DADOS DE PRODUTIVIDADE SAEM ÀS 9H30 - O Departamento do Trabalho norte-americano divulga às
9h30 os dados de produtividade da mão-de-obra (preliminar) do primeiro trimestre. Economistas prevêem
+1,7%. Para o custo da mão-de-obra (preliminar), a previsão é +2,5%.

EUA: VENDAS PENDENTES DE IMÓVEIS ÀS 11H - A Associação Nacional dos Corretores de Imóveis divulga às
11 horas as vendas pendentes de imóveis residenciais de março. Economistas prevêem -1,8%.

EUA: ESTOQUES DE PETRÓLEO SAEM ÀS 11H30 - Às 11h30 (de Brasília), o American Petroleum Institute (API)
e o Departamento de Energia (DoE) divulgam suas estimativas sobre o nível dos estoques norte-americanos
de petróleo bruto e derivados na semana até 3 de maio. As estimativas para os estoques de petróleo bruto
do DoE são de uma alta de 1,4 milhão barris. Para os estoques de gasolina, a expectativa é - 400 mil de
barris; para os destilados, a expectativa é de +800 mil barris; e para a utilização da capacidade das
refinarias, a estimativa é que 85,8% (+0,4 pp).

EUA: FED DIVULGA CRÉDITO AO CONSUMIDOR ÀS 16H - O Federal Reserve divulga às 16 horas o crédito ao
consumidor de março. Economistas prevêem +US$ 5,5 bilhões.

EUA: KROSZNER, DO FED, FALA ÀS 9H45; PAULSON, DO TESOURO, ÀS 11H - O diretor do Federal Reserve
norte-americano Randall Kroszner fala sobre "execuções de hipotecas e estabilização de vizinhanças" nesta
quarta-feira às 9h45 (de Brasília), durante evento em Cincinnati (Ohio). Às 11h (de Brasília), o secretário do
Tesouro, Henry Paulson, fala sobre "a economia dos EUA e a América Latina" durante conferência do Conselho
das Américas em Washington.

EUA: TESOURO LEILOA US$ 15 BI NOTES - O Tesouro dos EUA leiloa US$ 15 bilhões em T-notes de 10 anos,
devendo anunciar o resultado às 14 horas (de Brasília).

TESOURO FAZ LEILÃO DE TROCA DE LTN E LFT - O Tesouro Nacional realiza leilões de troca de LTN e de LFT.
No leilão de LTN, a oferta é de 1,5 milhão para o vencimento de 1/4/2009 e de 1,5 milhão para 1/7/2009. Em
contrapartida, aceitará LTN com vencimento em 1/7/2008, cujo preço será divulgado por volta de 12h30. No
leilão de LFT, a oferta é de até 1 milhão de títulos a serem distribuídos nos vencimentos de 7/9/2012 e
7/9/2014. Em contrapartida, o Tesouro aceitará ao par LFT para 21/5/2008 e 18/6/2008. O leilão será
realizado entre 12 horas e 13 horas, com resultados a partir de 14h30. A liquidação das operações será em 9
de maio.

DIEESE DIVULGA ÀS 11H ÍNDICE DE CUSTO DE VIDA DE ABRIL - O Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) divulga, às 11h, o Índice do Custo de Vida (ICV) para o município de São
Paulo, relativo a abril.

AUGUSTIN DISCUTE ÀS 9H ORÇAMENTO EM COMISSÃO NA CÂMARA - O secretário do Tesouro Nacional, Arno
Augustin, vai à Comissão de Finanças e Tributação, na Câmara, para reunião mensal de discussão e análise
da execução orçamentária, a partir das 9 horas. Augustin avalia com os parlamentares da comissão também o
desempenho das transferências constitucionais dos fundos de participação dos Estados, Distrito Federal e
municípios.

LULA COMANDA REUNIÃO DE COORDENAÇÃO POLÍTICA A PARTIR DAS 11H30 - O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva comanda, a partir das 11h30, reunião com os ministros do chamado Grupo de Coordenação Política, no
Palácio do Planalto.

ANTES, ÀS 9H30, LULA RECEBE LOBÃO E PRES. DA ELETRONUCLEAR - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
recebe em audiência, no Palácio do Planalto, às 9 horas, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o
ex-presidente da Eletronuclear, Flávio Decat de Moura. Decar é indicado para a diretoria que será criada na
Eletrobrás com o encargo de distribuir energia produzida pelas sete distribuidoras federalizadas.

APPY PARTICIPA ÀS 10H DE SEMINÁRIO SOBRE REF. TRIBUTÁRIA NA CÂMARA - O secretário de Política
Econômica, Bernard Appy, participa, às 10 horas, do seminário A Reforma Tributária no Desenvolvimento
Econômico Brasileiro, na Câmara dos Deputados.

BRASKEM, MARISA E ENERGIA DOS BRASIL DIVULGAM BALANÇOS - Saem hoje os balanços de Braskem,
Marisa, Energias do Brasil, Medial Saúde, Bic Banco, Providência, CCDI (Camargo Corrêa), Cia Hering, Fras-le
entre outras.


MINISTRO DOS TRANSPORTES FALA NA CÂMARA SOBRE METAS PARA 2008 - O ministro dos Transportes,
Alfredo Nascimento, confirmou que estará às 10 horas na Comissão de Viação e Transportes, na Câmara, para
falar das metas do governo no setor para 2008.

CADE DEVE JULGAR ACORDO ENTRE VALE E COREANA DONGKUK MILL - O Cade deve julgar hoje casos como o
acordo entre a Vale e a siderúrgica coreana Dongkuk Mill, assinado em novembro do ano passado, que prevê
a construção de uma usina siderúrgica no distrito industrial de Pecém, no Ceará. Está na pauta do conselho
também a compra da Varig pela Gol anunciada há exatamente um ano atrás.





VEJA MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

São Paulo, 7 - Estas são as manchetes dos principais jornais nesta quarta-feira:

O Estado de S. Paulo
PAULINHO DA FORÇA VAI SER INVESTIGADO PELA CÂMARA
Novo grampo pega deputado
Paraguai quer ganhar 5 vezes mais por Itaipu
Caso da extorsão derruba Malheiros
Obama vence na Carolina e mantém favoritismo
Lucro do Itaú cresce 7,5%, para R$ 2 bi
Preso líder de fazendeiros na Raposa Serra do Sol

Folha de São Paulo
ABSOLVIDO FAZENDEIRO DO CASO DOROTHY
Fundo soberano do País pode ter até US$ 20 bi, diz ministro
PF prende prefeito por conflito com índios
Obama amplia vantagem nas primárias democratas
Metrô investigará contratos com empresa francesa
Número dois da Segurança em SP se demite após escândalo

O Globo
JÚRI ABSOLVE CONDENADO POR MORTE DE MISSIONÁRIA
Subsecretário de Segurança de Serra cai após acusação
Raposa: prisão de fazendeiro eleva tensão
Câmara começa a investigar Paulinho
Barack Obama ganha fôlego nas prévias
Juiz suspende novas regras para caminhões

Jornal do Brasil
TRIBUNAL LIBERA O TRÂNSITO DE CAMINHÕES
Moody's nega ao Brasil o grau de investimento
Líder dos fazendeiros é preso em Roraima

Gazeta Mercantil
ÓLEO PODE IR A US$ 200, PREVÊ GOLDMAN SACHS
Lucro do Itaú cresce 7,5% e soma R$ 2,04 bi no trimestre
Comgás tem o menor risco do Ibovespa
GM centraliza desembarques em Suape
Populares
importados param nos portos
Funcionários tentam salvar a Gradiente
Mercado de executivos - Contratações crescerão 20%
Fundo soberano: Ministro Paulo Bernardo afirma que os recursos podem chegar a US$ 10 bi
IPC/Fipe tem alta de 0,54% em abril
Dois
grupos na corrida por Jirau
EMC terá fabricação local
Newcomm para cliente médio
Venda acelerada da safra 2007/08
Falências aumentam 49% nos EUA
Crédito estimula CDB

Valor Econômico
FILIAL DO BNDES NO EXTERIOR APOIARÁ POLÍTICA INDUSTRIAL
Risco eleitoral afasta bancos de leilões
Indústria mantém crescimento acelerado
Aumenta a disputa por talentos na América Latina
Donna abriu caminho para Lula
MP da dívida rural exclui inadimplente
PSDB age com cautela sobre caso Alstom
União Européia estuda endurecer tratamento a imigrantes ilegais
Golden Cross estréia em planos corporativos de assistência médica para classe C

Correio Braziliense
SERVIDOR: ACABOU A ERA DOS GRANDES AUMENTOS

Financial Times
OBAMA OBTÉM AMPLA VITÓRIA NA CAROLINA DO NORTE

The New York Times
OBAMA VENCE PRIMÁRIA NA CAROLINA DO NORTE DE FORMA DECISIVA

The Wall Street Journal
CICLONE EM MIANMAR TAMBÉM ATINGE O CAMBALEANTE FORNECIMENTO GLOBAL DE
ALIMENTOS





COMO FECHOU O MERCADO DA DÍVIDA EXTERNA ONTEM

São Paulo, 7 - Os títulos da dívida brasileira voltaram a cair ontem. Na corretora López Léon, o Brasil40
fechou em queda de 0,22%, em 136,600 cents. Já o risco-país, medido pelo JPMorgan Chase, caía
1,49%, a 198 pontos-base no final do dia. O Embi+ cedia 1,19%, a 249 pontos-base.

Nos EUA, os investidores buscaram títulos do Tesouro norte-americano durante a manhã, em
conseqüência do prejuízo de US$ 2,19 bilhões da financiadora de hipotecas Fannie Mae. Mas a
recuperação das bolsas norte-americanas, liderada pela própria Fannie Mae, reduziu a procura por
Treasuries. No final do dia, os preços da maioria dos bônus dos EUA caíam (e os juros subiam). A
exceção foram os papéis de dois anos, cujos juros recuaram. (Patrícia Fortunato)




COMO FECHOU O AFTER MARKET ONTEM

São Paulo, 7 - O after market da Bovespa movimentou R$ 78,810 milhões ontem, após 7.667 transações.
Os papéis mais negociados foram: Petrobras PN (R$ 15.653.608,00), Vale PNA (R$ 10.332.553,00), Itaú
PN (R$ 6.012.795,00), Bradesco PN (R$ 4.021.411,00) e Lojas Americanas PN (R$ 2.443.074,00).
(Equipe)




Rentabilidade Ibovespa - Nominal
Hoje: 0,03
7 Dias: 6,88
30 Dias: 8,92
No Ano: 9,88
12 Meses: 38,73

Ibovespa: 70.195 pontos
Volume:
R$ 6.881.133 mil

Maiores Altas e Baixas

Ibovespa bate um novo recorde de pontuação e encerra em leve alta


06 de Maio de 2008 às 17:48 horas

Após registrar fortes altas e três recordes históricos de pontuação, impulsionados pela obtenção de grau de investimento brasileiro, realizado na semana passada pela Standard & Poor´s, nesta terça-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo operou boa parte do pregão em um movimento de realização de lucros, entretanto encerrou em leve alta. Vale destacar que o Ibovespa atingiu a marca de 70.195 pontos, alcançando mais uma vez um novo recorde histórico de pontuação. No âmbito interno, existiu a divulgação de alguns indicadores econômicos, porém, o destaque do dia foi a continuidade da temporada de balanços, destacando os resultados da Tim Participações e do Banco Itaú.

No ambiente interno, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) de até 30 de abril na cidade de São Paulo ficou em 0,61%, permanecendo estável em comparação à medição anterior de até 22 de abril.

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo, referente à abril, ficou em 0,54%, ante 0,31% em março.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que a produção industrial brasileira cresceu 0,4% em março, em comparação ao recuo de 0,5% em fevereiro. Esse resultado veio abaixo das expectativas do mercado.

Entre os resultados corporativos, o Banco Itaú anunciou que obteve um lucro líquido de R$ 2,04 bilhões no 1º tri. de 2008, um avanço de 7,46%, em comparação ao mesmo período do ano de 2007. Por volta das 17 horas, as ações PN da companhia figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa.

Por volta das 17 horas, os papéis ON e PN da Tim Participações figuraram entre as maiores desvalorizações do Ibovespa neste pregão. A companhia divulgou que obteve um prejuízo líquido de R$ 107,93 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma grande alta em comparação ao prejuízo de R$ 19,47 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior.

A Gafisa anunciou que obteve um lucro líquido de R$ 41,65 milhões no 1º tri. de 2008, revertendo o prejuízo de R$ 12,55 milhões obtidos no mesmo período de 2007. Por volta das 17 horas, as ações ON da empresa estavam entre as maiores desvalorizações do índice, em função de uma realização de lucros.

Nos Estados Unidos, as bolsas operaram com volatilidade no período da manhã, influenciadas por resultados de empresas locais que vieram abaixo do esperado. Entretanto, no período da tarde, o mercado acionário americano tomou fôlego impulsionado pela alta do preço do barril do petróleo, que alavancou as ações de empresas deste setor.

Na Nymex, o petróleo rompeu a barreira dos US$ 122,00 pela primeira vez na história, mas acabou o dia sendo cotado à US$ 121,84 o barril, resultado que também aconteceu pela primeira vez. O principal fator para esta elevação está sendo a crise de oferta na Nigéria, onde a ocorrência de uma greve e de ataques de militantes prejudicam a produção.


IBOVESPA

Maiores de HOJE

Altas

Preço

(%)

Telemar ON

51,81

6,05

Aracruz PNB

13,90

3,49

Sid. Nacional ON

74,21

2,92

CCR Rodovias ON

32,40

2,85

Petrobras ON

54,29

2,82

Br.Telecom PN

18,51

2,71

Usiminas PNA

82,75

2,66

Usiminas ON

85,00

2,66

Petrobras PN

45,00

2,62

Vcp PN

52,20

2,35

Baixas

Preço

(%)

Tim Part. S.A. ON

7,10

-8,38

Tim Part. S.A. PN

5,24

-8,07

Gafisa ON

35,50

-5,08

Rossi Resid. ON

18,82

-5,04

Light S.A. ON

26,77

-5,03

NET PN

22,80

-4,60

Itaubanco PN

47,61

-4,30

Natura ON

18,80

-4,13

Banco do Brasil ON

28,90

-3,66

Cyrela Realt ON

27,95

-3,62

Maiores na SEMANA

Altas

Preço

(%)

Telemar ON

51,81

10,18

Telemar PN

40,21

7,77

Klabin S.A. PN

7,15

7,03

Petrobras ON

54,29

5,39

Eletropaulo PNB

39,50

4,91

Petrobras PN

45,00

4,65

Sid. Nacional ON

74,21

4,51

Aracruz PNB

13,90

4,50

Light S.A. ON

26,77

3,77

Vale do Rio Doce ON

67,82

3,70

Baixas

Preço

(%)

Tim Part. S.A. ON

7,10

-7,79

Eletrobras PNB

24,99

-7,24

Gafisa ON

35,50

-7,21

Tim Part. S.A. PN

5,24

-6,93

Banco do Brasil ON

28,90

-5,02

Natura ON

18,80

-4,03

JBS ON

8,30

-3,93

NET PN

22,80

-3,84

Vivo PN

11,80

-3,75

Cyrela Realt ON

27,95

-3,65

Maiores no ANO

Altas

Preço

(%)

Usiminas ON

85,00

54,87

Usiminas PNA

82,75

53,73

Sid. Nacional ON

74,21

44,58

JBS ON

8,30

41,34

Telemar N L PNA

93,95

39,30

Gerdau PN

70,81

37,01

Cosan ON

27,00

29,82

Gerdau Met. PN

91,50

29,76

Sadia S.A. PN

12,61

27,31

CPFL Energia ON

40,99

26,81

Baixas

Preço

(%)

Gol PN

28,50

-34,45

Cesp PNB

29,30

-32,53

Rossi Resid. ON

18,82

-16,31

Tim Part. S.A. ON

7,10

-15,47

Duratex PN

37,45

-12,96

Embraer ON

17,40

-12,35

Tim Part. S.A. PN

5,24

-11,53

Telemar ON

51,81

-11,21

B2W Varejo ON

63,60

-10,23

Lojas Americanas PN

14,00

-9,72

Obs: Cotações de papéis do Ibovespa referentes às 17:10h

Obs: * Lote de Mil

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