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terça-feira, maio 06, 2008

Fechamento de Mercado em 05.05.2008

 

MANTEGA NEGA INTENÇÃO DE ELEVAR IOF E PODE GARANTIR ALÍVIO
 
São Paulo, 6 - Aparentemente numa tentativa de afastar os rumores de que o governo estaria para
decidir medidas que inibissem uma "enxurrada de dólares", o ministro MANTEGA concedeu, no final da
tarde de ontem, entrevista à AE para dizer que, "no momento, não está pensando em aumentar o IOF
para desestimular o ingresso de capital estrangeiro". Os mercados já estavam fechados quando os
highlights começaram a piscar na tela do Broadcast, às 18h18. É provável que hoje os negócios reflitam
alívio por isso.
 
 
BOVESPA TEM ENTRADA DE R$ 198,496 MI EM CAPITAL EXTERNO NO DIA 30/4
 
São Paulo, 6 - A Bovespa registrou entrada de R$ 198,496 milhões em capital externo no último dia 30
de abril, segundo uma fonte. No acumulado do mês, o saldo é positivo em R$ 6,007 bilhões, resultado de
compras de R$ 46,435 bilhões e vendas de R$ 40,428 bilhões. No ano, o saldo positivo subiu para R$
225,7
Milhões. (Fabiana Holtz)

 
COMO FECHOU O MERCADO ONTEM 
 

Ainda embalada pela conquista do investment grade pelo Brasil na semana passada e por um novo salto
do petróleo em Nova York, a Bovespa registrou seu terceiro recorde seguido de pontuação, acima dos
70 mil pontos pela primeira vez. Nessas três sessões, o Ibovespa subiu 9,95%. A valorização ocorreu
ainda em meio à expectativa de que a agência inglesa Fitch Rating também eleve a nota do Brasil para
grau de investimento. O mercado local manteve o fôlego apesar da queda das bolsas norte-americanas
com notícias corporativas, a despeito do ISM Serviços melhor do que o esperado. O dólar à vista subiu,
após recuar na sexta-feira ao menor valor desde maio de 1999, pressionado por especulações sobre
eventual elevação da taxação incidente sobre recursos estrangeiros após o upgrade do País. Esses
rumores também pesaram sobre os juros futuros, que refletiram ainda a volta das preocupações com a
piora da inflação corrente e das expectativas futuras apontada pela pesquisa Focus do Banco Central.
 
 
BOLSA
 
A alta de 8,7% acumulada apenas nos pregões de quarta e sexta-feira passada e a queda das bolsas
norte-americanas durante toda a sessão de hoje sugeriam que a Bovespa passaria por uma realização
de lucros com a esticada pós-investment grade. Mas a euforia continua e não foi nesta segunda-feira que
a correção veio. Ao contrário. O Ibovespa bateu o terceiro recorde seguido de pontuação, com volume
financeiro mais robusto do que a média diária de abril (R$ 6,233 bilhões).
 
A Bolsa subiu 1,17% e encerrou pela primeira vez na história na casa dos 70 mil pontos, aos 70.174,9
pontos. Oscilou entre a mínima de 69.366 pontos (estabilidade) à máxima de 70.435 pontos (+1,54%). No
mês, acumula elevação de 3,40% e, no ano, de 9,84%. Nestes três pregões seguidos de alta, subiu
9,95%. O giro financeiro totalizou R$ 7,068 bilhões.
 
"O Brasil virou o centro das atenções. Tem muita gente que ainda não pegou a alta, o que significa que a
Bolsa ainda vai subir mais, com as novas compras. A realização de lucros precisa de um argumento
muito bom para ser forte. Caso contrário, ela vai ficar limitada ao intraday e à dança de carteiras dos
investidores", comentou o gestor-gerente da Infinity Asset, George Sanders. Nesse 'troca-troca', hoje os
bancos ficaram na ponta de baixa.
 
Segundo Sanders, os estudos sobre emergentes indicam que, após o investment grade, as bolsas
desses países sobem, em média, 30% no curto prazo. Como aqui a Bovespa estava praticamente
zerada em relação ao final do ano, dá para se ter uma idéia de como será o comportamento daqui para a
frente.
 
Uma dos argumentos com força para fazer o Ibovespa passar por uma correção forte, segundo ele, seria
a adoção, pelo governo brasileiro, de medidas para desestimular a entrada de capital especulativo. A
hipótese foi negada hoje pelo governo - o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que "nós não
falamos no governo sobre isso". Para ele, há muita especulação sobre o assunto e é preciso primeiro
esperar o ingresso de recursos acontecer.
 
E, certamente, o giro pode demorar um pouco para engrossar. Isso porque o Brasil passará a ser
considerado investment grade de fato por alguns fundos quando uma outra agência, Fitch ou Moody's,
igualarem a nota da Standard & Poor's. O aumento do dinheiro no mercado, por enquanto, vem
principalmente daqueles investidores que já podiam investir aqui, mas não tinham Brasil em carteira, ou
tinham pouco, e das pessoas físicas que também querem aproveitar o bonde da melhora do rating.
 
A queda das bolsas norte-americanas hoje não chegou a comprometer o Ibovespa porque ela foi pautada
praticamente numa única razão: Yahoo! O site de buscas pela internet despencou depois que a Microsoft
anunciou a retirada de sua oferta de compra. Com isso, foi praticamente anulado o efeito do ISM
Serviços, que teve um resultado acima das estimativas em abril. O índice sobre a atividade no setor de
serviços subiu para 52,0 em abril (expectativa de 49,8), de 49,6 em março. Vale lembrar que um dado
acima de 50 indica expansão no setor.
 
A alta do petróleo - que teve mais um recorde no intraday, hoje finalmente aos US$ 120 - também serviu
para deteriorar as condições das bolsas norte-americanas. Assim, o Dow Jones caiu 0,68%, para
12.969,5 pontos, o S&P recuou 0,45% e o Nasdaq, -0,52%.
 
O petróleo atingiu mais cedo US$ 120,21 impulsionado pela forte demanda e novas notícias de
problemas com a oferta na Nigéria, maior exportador do produto da África, e planos de greve num porto
francês. No fechamento, no entanto, o contrato para junho negociado na Nymex recuou das máximas, mas
fechou no também recorde de US$ 119,97, em alta de 3,14%.
 
O que afeta negativamente as empresas norte-americanas, no entanto, é mais do que favorável à
Petrobras. As ações da estatal brasileira do petróleo encerraram hoje em elevação de 2,5% as ON e de
1,98% as PNA, no embalo da alta do petróleo. Hoje, a Eni, maior companhia de petróleo e gás natural da
Itália em volume de produção, anunciou uma importante descoberta de petróleo no litoral de Angola, onde
é operadora com 35% de participação. A Petrobras tem 5% no consórcio.
 
A Vale, outra blue chip do mercado doméstico, também encerrou com ganho firme hoje. A mineradora
brasileira anunciou um contrato para comprar os direitos minerários e de superfície pertencentes à
Mineração Apolo nas cidades de Rio Acima e Caeté (MG). As aquisições acrescentam 1,1 bilhão de
toneladas métricas de minério de ferro para a Vale, o que permitirá, segundo a empresa, "a ampliação
da nossa exposição ao negócio de minério de ferro, além de eventuais sinergias operacionais na região
Quadrilátero Ferrífero", informou em nota. Vale ON subiu 1,83% e Vale PNA, 1,68%.
 
Os analistas são unânimes em afirmar que as duas blue chips não ganharam com o recém-conquistado
investment grade do Brasil, uma vez que ambas as companhias já tinham a mesma nota e se
beneficiavam dela. Isso significa dizer que elas continuam sendo pautadas pelas commodities no exterior
e por notícias de seus segmentos, muito embora muitos investidores estrangeiros ainda prefiram esses
papéis por causa da liquidez. Para George Sanders, os efeitos de fato da nota da S&P devem ser
sentidos daqui a três meses, quando começam realmente a cair os spreads e a melhorar as condições
de financiamento.
 
Mas para o chefe de vendas para a América Latina do Banif Investment Banking, Roger Oey, a retomada
dos IPOs com intensidade, como chegou a ser cogitado nos últimos dias por causa do novo rating do
Brasil, é uma avaliação precipitada. "O cenário brasileiro é positivo, mas o ambiente externo ainda
apresenta incertezas", afirmou o especialista, de seu escritório em Londres. Segundo ele, o maior
diferencial agora viria da entrada dos grandes fundos globais que hoje estão fora do mercado brasileiro.
No entanto, como esses players possuem grande porte, procurariam posições mais líquidas no mercado
de ações, e não novatas.
 
As maiores quedas do Ibovespa hoje foram JBS ON (-3,82%), BrT Operadora PN (-3,38%) e Nossa
Caixa ON (-2,67%) e as maiores altas, Light ON (+9,26%), Tele Norte Leste Par PN (+5,33%) e Rossi
Residencial ON (+4,87%). (Claudia Violante) 
 
 
JUROS
 
Após terem feito uma pausa no final da semana passado para comemorar a concessão do grau de
investimento ao Brasil pela Standard & Poor's, os juros futuros retomaram as renitentes preocupações
que vinham pressionando a curva: piora da inflação corrente e das expectativas futuras. DIs curtos e
longos subiram em uma sessão de volume fraco de negócios. O DI janeiro de 2010 (210.730 contratos)
avançou de 13,62% para 13,68% e o DI janeiro de 2009 (168.659 contratos) fechou em 12,80%, de
12,77% na sexta-feira. O aumento mais expressivo foi visto nos contratos de longo prazo, justamente os
que reagiram mais fortemente ao anúncio da S&P. O DI janeiro de 2012 (93.089 contratos) passou de
13,31% para 13,43% e o DI janeiro de 2014 (68.372 contratos) terminou em 13,23%, ante 13,10% no
pregão anterior.
 
As preocupações com a inflação foram renovadas logo cedo com a divulgação da pesquisa Focus do
Banco Central, que mostrou piora das expectativas para o IPCA e Selic, inclusive para 2009, ano para o
qual estão voltadas agora as ações da política monetária. Segundo o levantamento, a mediana das
projeções do IPCA para 2009 subiu de 4,40% para 4,49%, encostando no centro da meta de inflação de
4,5%. Para 2008, a mediana avançou de 4,79% para 4,86%. No que se refere à taxa básica de juros, a
projeção para o final de 2008 foi mantida em 13%, enquanto a expectativa para o final de 2009 foi
revisada de 11,34% para 11,50%. "O mercado quer ver as expectativas para 2009 se acalmarem", diz
um profissional ao avaliar porque os juros não cedem.
 
A nova deterioração das estimativas da inflação na Focus já era prevista por alguns analistas, uma vez
que a pesquisa deve ter captado somente nesta semana o IPCA-15 de abril, de 0,59%, perto do teto das
projeções (0,62%), que saiu na sexta-feira da semana retrasada. Ainda pode não ter havido tempo para
uma eventual revisão de estimativas após a redução da Cide sobre os combustíveis, que limitou o
impacto do reajuste dos preços da gasolina e óleo diesel nas refinarias nos preços ao consumidor, nem
após a decisão da S&P de elevar o status do País a grau de investimento, na quarta-feira passada, já
que na quinta-feira foi feriado.
 
O mercado também já abriu desgostoso com o resultado do IPC-S até 30 de abril, que, embora tenha
desacelerado de 0,81% na semana até 22 de abril para 0,72%, ainda foi considerado muito elevado. A
taxa foi puxada por preços de alimentos, como mamão papaia (43,03%); pão francês (8,59%) e tomate
(19,02%).
 
Além deste noticiário desfavorável, o humor externo não autorizou a montagem de posições em risco
prefixado. As commodities registraram alta expressiva, sendo que o cobre bateu recorde de preço. O
petróleo também atingiu cotação inédita, superando US$ 120 por barril em Nova York no intraday, mas
fechou perto desse patamar, a US$ 119,97 (+3,14%). O comportamento reflete as preocupações com a
forte demanda e novas notícias de problemas com a oferta na Nigéria, maior exportador do produto da
África, e planos de greve num porto francês. A disparada da commodity ajudou a pressionar as bolsas
americanas, que fecharam no vermelho, reagindo ainda à retirada da oferta da Microsoft para comprar o
Yahoo!. O Dow Jones caiu 0,68% e o S&P 500, 0,45%.
 
Os rumores de que o governo brasileiro estaria estudando mais medidas para conter a entrada de capital
externo de curto prazo, como forma de conter um esperado aumento da valorização do real após o grau
de investimento para o rating soberano, também geraram apreensão entre os investidores. O ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou hoje não ter conhecimento sobre tais discussões. "Nós não
falamos no governo sobre isso", disse Bernardo ressaltando que "há muita especulação" sobre o
assunto. Na quarta-feira, o assunto deve ser avaliado na reunião de coordenação política do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, junto com o ministro da Fazenda Guido Mantega, conforme afirmaram fontes do
Planalto afirmaram à jornalista Beatriz Abreu.
 
A agenda desta segunda-feira trouxe ainda os dados da CNI, que, no entanto, não interferiram no
desempenho dos negócios. Em linha com a acomodação que os indicadores da Fiesp e FGV já vinham
mostrando, a CNI informou que o Nuci da indústria em março ficou estável em 83,1% em março ante
fevereiro (83%). As vendas reais caíram 0,5% em março ante fevereiro, com ajuste sazonal, e subiram
1,7% em relação a março de 2007.
 
O Tesouro Nacional já disponibilizou o cronograma de leilões de títulos públicos em maio. A oferta de
papéis foi reduzida em relação ao mês de abril, considerando que o volume de vencimentos em maio é
bem menor, de R$ 6,4 bilhões ante R$ 61,5 bilhões em abril. No mês passado, a oferta era limitada a R$
45 bilhões e, neste mês, deverá ficar em no máximo R$ 30 bilhões.
 
Na agenda de amanhã, predominam os eventos domésticos. O IBGE informa o resultado da produção
industrial de março e a Fipe, o IPC de abril. Segundo o AE Projeções, o intervalo das estimativas dos
analistas vai de 0,48% a 0,55%, com mediana de 0,51%. Em março, o IPC-Fipe ficou em 0,31%.(Denise
Abarca)
 
 
CÂMBIO
 
O dólar à vista oscilou em alta nesta segunda-feira por causa da cautela dos investidores com o cenário
externo e expectativas sobre a reunião de coordenação política do governo na quarta-feira, que poderia
discutir medidas para restringir ingressos de recursos estrangeiros no País. Com o recuo do pronto no
balcão na sexta-feira até R$ 1,65 - menor valor desde 10 de maio de 1999 - ainda refletindo a conquista
do grau de investimento pelo Brasil concedido pela S&P na quarta-feira passada, cresceram os
comentários de que o governo poderia vir a editar eventuais medidas para conter a valorização do real
dada a previsão de aumento do fluxo de investimentos estrangeiros para o País. Essa expectativa pode
ser reforçada se a agência Fitch Rating confirmar os comentários que circulam de que poderia também
elevar a nota do Brasil para investment grade. No fechamento, o pronto subiu 0,61%, a R$ 1,658 na roda
da BM&F, e 0,42%, a R$ 1,657 no balcão. O giro financeiro total à vista somou cerca de US$ 2,115
bilhões (US$ 1,984 bilhão em D+2).
 
Em março, o governo adotou uma alíquota de 1,5% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre
o ingresso de capitais para aplicações em renda fixa e títulos do Tesouro Nacional. E agora que o País
tem o selo de local seguro para se investir há receio no governo de que possa receber uma avalanche de
dinheiro externo.
 
O diretor do Eurasia Group em Nova York, Christopher Garman, disse ao AE Broadcast Vivo, que o
investidor estrangeiro está preocupado com a possibilidade de o governo tentar conter a queda do dólar
por meio de medidas como a elevação do imposto de entrada de capital externo. "Essa é a grande
preocupação de investidores de Wall Street e Londres. O quanto o governo vê a possibilidade de a
apreciação cambial ser um problema a ser atacado e a possibilidade de impor novas restrições para o
capital estrangeiro. Mas acho que o governo tende a não impor restrições no curto prazo", avaliou.
 
O economista-chefe para América Latina do ABN Amro Bank e ex-diretor de política internacional do
Banco Central, Alexandre Schwartsman, não considera uma boa idéia o governo tentar conter a
valorização do real por meio da elevação da cobrança do imposto sobre a entrada de capital estrangeiro.
Em entrevista à jornalista da AE Carolina Ruhman, ele afirmou que a solução da questão cambial passa
pela redução dos gastos públicos. "O ajuste fiscal é um remédio bom, funciona e é duradouro", afirmou,
ressaltando, entretanto, que esta alternativa depende de vontade política. Para Schwartsman, a elevação
ao IOF em março foi ineficaz, já que não é a aplicação de estrangeiros em renda fixa a culpada pela
valorização do real. "Já não funcionou. Pode continuar fazendo e vai continuar não funcionando", criticou o
economista.
 
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que está na Basiléia, na Suíça, não quis comentar
sobre eventuais medidas que o Ministério da Fazenda poderia adotar para conter o ingresso de capital
especulativo no mercado - o que poderia acentuar a desvalorização do dólar e prejudicar o saldo da
balança comercial brasileira. Vale destacar que o saldo da balança comercial no ano até a primeira
semana de maio - considerando a média diária - apresentou um recuo de 66,4% em comparação com
igual período do ano passado. Segundo dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o saldo comercial no ano soma, até agora, US$ 4,406 bilhões, com
média diária de US$ 53,1 milhões. Em igual período de 2007, o superávit foi de US$ 13,450 bilhões, e a
média diária, de US$ 158,2 milhões.
 
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também disse à tarde ao jornalista da AE Fabio Graner, em
Brasília, que não tem conhecimento sobre discussões, no governo, de medidas para conter os ingressos
de capital especulativo especialmente depois da chegada do grau de investimento. "Nós não falamos no
governo sobre isso", disse Bernardo ressaltando que "há muita especulação" sobre o assunto. "Vamos
esperar chegar o dinheiro primeiro", brincou.
 
Meirelles disse também, na Basiléia, ao jornalista Andrei Netto, que avalia que a "qualidade do capital"
que aportará no País depois do grau de investimento será melhor do que o que se verificava até aqui. "O
capital que é investido no País tende a ser de melhor qualidade. Nas aplicações de mercado financeiro,
ele tende a ter um prazo de permanência maior. Além disso, tendem a aumentar os investimentos
diretos", disse Meirelles. Ele voltou a afirmar que a tendência, na sua análise, é de que com o grau de
investimento se reduza o ingresso de smart money, o capital com intenção de curto prazo, nas aplicações
de mercado financeiro. Meirelles se recusou, porém, a estimar qual seria o volume de recursos do qual o
País poderia se beneficiar após a reclassificação do País. "Não vou entrar no debate se o Brasil
receberá mais ou menos recursos com o grau de investimento."
 
Em meio aos comentários sobre possíveis novas medidas cambiais, os investidores fizeram hedge. No
mercado de dólar futuro, os seis vencimentos negociados projetaram altas, com um volume movimentado
de cerca de US$ 11,37 bilhões (224.071 contratos). O dólar junho08, que concentra a liquidez, indicou
ganho de 0,38%, a R$ 1,667.
 
No leilão de compra de moeda em mercado, o Banco Central pode ter adquirido cerca de US$ 150
milhões. A autoridade monetária pagou taxa de corte de R$ 1,661. Segundo um operador, apenas uma
proposta foi aceita entre as cinco ofertas, de quatro bancos, que tiveram suas taxas declaradas, de R$
1,661 na mínima a R$ 1,662 na máxima. Treze bancos não informaram os valores propostos na
operação. Por isso, não se pode afirmar quantas propostas foram, de fato, aceitas na operação.
 
Nos EUA, apesar do dado de atividade do setor de serviços ter vindo melhor que o esperado em abril, o
Instituto de Gestão de Oferta (ISM) disse que as pressões inflacionárias continuam sendo "uma grande
preocupação". O alerta pesou porque o tema inflação global concentrou as atenções na reunião de
presidentes de Bancos Centrais, na Basiléia. O índice sobre a atividade no setor de serviços nos EUA
subiu para 52,0 em abril, de 49,6 em março, enquanto os economistas esperavam 49,8. Um dado acima
de 50 indica expansão no setor.
 
No entanto, as bolsas norte-americanas e o dólar recuaram em meio à alta das commodities. O petróleo
para junho em Nova York bateu outro recorde ao fechar em alta de 3,14%, a US$ 119,97 o barril, sendo
que no início da tarde atingiu pela primeira vez a marca dos US$ 120 impulsionado pela forte demanda e
novas notícias de problemas com a oferta na Nigéria, maior exportador do produto da África, e planos de
greve num porto francês.
 
Entre os metais, o ouro pegou carona na valorização do petróleo. A commodity subiu ainda devido ao
enfraquecimento do dólar e aos temores globais com inflação. O contrato de ouro para junho fechou com
alta de US$ 16,10 (+1,88%), em US$ 874,10 por onça-troy na Comex. (Silvana Rocha)
 
Agenda
06/05/2008 - Terça-feira
 
            Produção industrial e balanços são destaques
 
A agenda desta terça-feira está concentrada basicamente no mercado interno com a divulgação da produção
industrial de março pelo IBGE, IPC-S regional e a reunião da Camex. Além disso, prossegue a temporada de
balanços que traz hoje nomes como Itaú, Embraer, CSN e Pão de Açúcar. Nos EUA, serão divulgados os
balanços da Fannie Mãe e Cisco. Confira os eventos político-econômicos previstos para esta terça-feira, 6 de
maio:
 
IBGE DIVULGA ÀS 9H PRODUÇÃO INDUSTRIAL - O IBGE divulga às 9 horas a Pesquisa Produção Industrial de
março. Haverá coletiva de imprensa na sede do IBGE. Economistas previstos pelo AE Projeções estimam alta
de 1,03% a 4% em relação a março de 2007, com mediana de 2,7%, e de 0,06% a 2% em relação a
fevereiro, com mediana de 1,2%.
 
FGV DIVULGA IPC-S REGIONAL ÀS 8H - A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga às 8h os resultados regionais
de inflação das sete capitais usadas para cálculo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) de até 30 de
abril.
O serviço de informação em tempo real da Agência Estado transmitirá até as 20h30. Para facilitar o acesso às
notícias do AE-News/Broadcast, consulte o índice. A Agência Estado deseja a seus assinantes bom dia e bons
negócios.
 
CAMEX SE REÚNE A PARTIR DAS 15H30 - A Câmara de Comércio Exterior (Camex) se reúne a partir das
15h30. Participam os ministros da Fazenda, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
da Casa Civil, do Planejamento, Orçamento e Gestão, das Relações Exteriores, da Agricultura e do
Desenvolvimento Agrário.
 
CSN, PÃO DE AÇÚCAR E EMBRAER DIVULGAM BALANÇOS - Estão previstas as divulgações dos balanços de
CSN, Embraer e Pão de Açúcar após o fechamento do mercado. O balanço da TIM Participações deve ser
divulgado esta manhã.
 
ITAÚ COMENTA RESULTADO ÀS 11H - O banco Itaú comenta às 11 horas o resultado do primeiro trimestre,
que foi de R$ 2,043 bilhões, em linha com as expectativas dos analistas ouvidos pela AE. A projeção média
das cinco casas consultadas (Ágora, Austin Rating, Citi, Fator e UBS Pactual) era de R$ 2,017 bilhões. O
lucro líquido do Itaú ficou ligeiramente abaixo do registrado pelo Bradesco no mesmo período, que foi de R$
2,102 bilhões.
 
EUA: CISCO E FANNIE MAE APRESENTAM RESULTADOS - Os resultados da Walt Disney, da Cisco Systems, da
Sara Lee e da Fannie Mae são os destaques da agenda de balanços nos Estados Unidos.
 
EUA: PRESIDENTE DO FED DE KANSAS CITY FALA ÀS 22H30 - O presidente do Fed de Kansas city, Thomas
Hoenig, fala às 22h30 sobre o tema "reequilibrando o risco do mercado e a política", durante evento em
Denver (Colorado).
 
EUA: TESOURO LEILOA US$ 24 BI DE T-BILLS - O Tesouro dos EUA leiloa US$ 24 bilhões em T-bills de 4
semanas, devendo divulgar o resultado às 14h (de Brasília). O Federal Reserve norte-americano anuncia o
resultado do leilão de US$ 75 bilhões em recursos para 28 dias realizado hoje nesta terça-feira às 11h (de
Brasília). Durante o dia, acontecem as primárias dos partidos Democrata e Republicano em Indiana e Carolina
do Norte.
 
GABRIELLI DÁ ENTREVISTA NOS EUA ÀS 12H - Durante a Offshore Technology Conference (OTC), em
Houston, Estados Unidos, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, o presidente Petrobras
America, Alberto Guimarães, e diretores da companhia concedem entrevista coletiva às 12 horas, (horário de
Brasília). Os executivos vão falar sobre a participação da Petrobras na OTC, maior evento da indústria de
petróleo offshore no mundo, e sobre os negócios da Companhia no Brasil e no exterior. Às 16 horas (em
Brasília), serão apresentados trabalhos técnicos de profissionais da Petrobras sobre o campo de Roncador.
 
COMISSÃO DA CÂMARA DEBATE EFEITO DA ALTA DE FERTIZANTES NOS ALIMENTOS - Uma discussão sobre
os efeitos que podem ter no setor de alimentação animal os aumentos nos preços dos insumos e fertilizantes
começa às 14h30, na Comissão de Agricultura, na Câmara. Os convidados a debater o assunto são o diretor
do Departamento de Economia Agrícola da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson
Vaz Araújo, a titular da Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, Mariana Tavares de
Araújo, o presidente do Fórum Nacional de Pecuária de Corte da Confederação de Agricultura e Pecuária do
Brasil (CNA), Antenor Nogueira, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal, Mário
Sérgio Cutait, e o presidente da Associação Nacional de Difusão de Adubos e da Serra Fertilizantes, Mário
Alves Barbosa Neto.
 
APPY ABRE SEMINÁRIO SOBRE IMPACTO DA POL. FISCAL NOS PAÍSES DA AL - O impacto econômico da
política fiscal nos países da América Latina e seus efeitos sobre o crescimento da economia, o emprego e a
inflação estão em discussão, das 9 horas às 13 horas, no seminário "Política Fiscal na América Latina", no
auditório do Ministério da Fazenda. O secretário de Política Econômica, Bernard Appy, participa da abertura,
às 9 horas. A discussão, promovida pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e pelo
Ministério da Fazenda, é feita a partir de três trabalhos premiados no XX Seminário Regional de Política Fiscal,
realizado em janeiro passado, em Santiago do Chile.
 
CÂMARA DISCUTE TRATADO DE ITAIPU - O Tratado de Itaipu, que vigora entre o Brasil e o Paraguai e que o
presidente eleito do país vizinho, Fernando Lugo, pretende que seja modificado, é tema de debate, a partir
das 14h30, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, na Câmara. Os convidados são o
diretor-geral da Itaipu, Jorge Samek, o diretor do Departamento da América do Sul-1, do Itamaraty, ministro
João Luiz Pereira Pinto, o ex-diretor da Itaipu Rubens Bueno, e o diretor-titular-adjunto do Departamento de
Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Eduardo de Paula Ribeiro.
 
LUPI PARTICIPA A PARTIR DAS 14H DE REUNIÃO DO CONSELHO DO FGTS - O ministro do Trabalho, Carlos
Lupi, participa, a partir das 14 horas, de reunião do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS). Um dos votos da pauta é uma realocação de recursos (já aprovada no Orçamento) do FGTS,
dentro das obras previstas para o setor de saneamento.
 
LÍDERES DO SENADO TENTAM ACORDO PARA DESOBSTRUIR PAUTA - Os líderes partidários, no Senado, se
reúnem e tentam acordo para desobstruir a pauta de votações do plenário, trancada por duas medidas
provisórias (MPs) vencidas, que abrem créditos extras em favor do Executivo. O presidente do Senado,
senador Garibaldi Alves, disse que, após a votação das MPs, a prioridade será o projeto de regulamentação
da Emenda Constitucional 29. Dispositivo incorporado ao projeto, que pode ser suprimido na votação, levaria
o setor a perder R$ 5 bilhões em vez de ganhar R$ 23 bilhões até 2011. O relator do projeto, senador Augusto
Botelho (PT-RR), deve apresentar novo parecer para corrigir o problema.
 
 
VEJA MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS
 
São Paulo, 6 - Estas são as manchetes dos principais jornais nesta terça-feira:
 
O Estado de S. Paulo
10 ÍNDIOS SÃO BALEADOS EM RESERVA DE RORAIMA
Procuradora diz que grampo liga Paulinho a fraude
Cesta básica subiu até 30% em 12 meses
Diretório do PSDB fecha com Alckmin em São Paulo
Explosão em mina de carvão de SC provoca tragédia
Ciclone mata mais de 10 mil na Ásia
SP define regras para caminhões
Europa criará selo verde contra a madeira ilegal
 
Folha de São Paulo
CICLONE EM MIANMAR MATA AO MENOS 15 MIL
Confronto com seguranças de arrozeiro fere 9 índios em RR
Bolsa de SP fecha pela 1ª vez acima dos 70 mil pontos
País deverá ter fundo soberano, afirma Mantega
Dividido, PSDB indica Alckmin como pré-candidato à prefeitura
Projeto prevê auxílio-caixão para deputados
 
O Globo
ESCÂNDALO NO BNDES PODE ENVOLVER MAIS 10 PREFEITURAS
Barreiras de fiscais contra caminhões
Ciclone mata mais de 15 mil em Mianmar
Raposa Serra do Sol: conflito deixa 10 índios feridos
'Ninguém segura este País', diz Lula
 
Jornal do Brasil
TRÂNSITO MELHORA SEM CAMINHÕES
Investimentos no País vão baratear o crédito
Brasil não reconhece autonomia
Ciclone já matou mais de 10 mil
Recorde de cinco anos na indústria
Conflito no RR: 10 índios feridos
 
Gazeta Mercantil
GREVE DOS AUDITORES CAUSA PREJUÍZOS DE R$ 6 BILHÕES
Em SC, Dilma admite falta de projetos para o PAC
Frete de grãos sobe 5% com alta do diesel
Petróleo perto dos US$ 120, um novo recorde
Aplicação em CCB amplia rentabilidade
Mineração dá lugar ao turismo
Expansão do Brasil anima Joakim Thrane, da DHL
País registra déficit de US$ 174 milhões na primeira semana de maio
Bovespa sobe 1,17% e supera 70 mil pontos
Redecard lucra R$ 222 milhões
 
Valor Econômico
PÃO DE AÇÚCAR VENCE SENDAS EM CASO DE R$ 700 MILHÕES
Suíça apura propina no Metrô de SP
Lula ofereceu ajuda aos EUA para conter Chávez
Família procura sócio para Guerra
Open Concept agora é da Tivit
Déficit comercial com a China deve chegar a US$ 6 bilhões em 2008
Maior fabricante de cintos de segurança do País, Christos Mitropoulos aumenta a produção
 
Correio Braziliense
CGU FARÁ DEVASSA NAS CONTAS DA UNB
 
Financial Times
BLACKROCK VAI COMPRAR CARTEIRA DE DÍVIDAS DE HIPOTECAS SUBPRIME DO UBS
 
The New York Times
MIANMAR VACILA ENQUANTO NÚMERO DE MORTOS POR CICLONE CHEGA A MILHARES
 
The Wall Street Journal
EMPRESA FRANCESA ALSTOM APARECE EM INVESTIGAÇÃO DE SUBORNO INTERNACIONAL
 
 
 
COMO FECHOU O MERCADO DA DÍVIDA EXTERNA ONTEM
 
São Paulo, 6 - Os títulos da dívida brasileira encerraram a segunda-feira com queda moderada, em
sessão de poucas notícias. Nos EUA, as bolsas recuaram, pressionadas pelos novos recordes do
petróleo e pelo fracasso nas negociações entre a Microsoft e o Yahoo! - o declínio das bolsas favoreceu
os títulos do Tesouro norte-americano de prazo mais curto, cujos preços subiram.
 
Na corretora López Léon, o Brasil40 fechou em queda de 0,07%, em 136,850 cents. Na ICAP/Garban, o
declínio também foi de 0,07% e o título encerrou cotado a 136,900 cents.
 
Vale destacar que o Dresdner Kleinwort rebaixou de overweight para marketweight a recomendação para
os títulos da dívida externa brasileira, após a obtenção do grau de investimento pelo País. "Acreditamos
que o upgrade da S&P para "BBB-", bem como as futuras elevações da nota pela Fitch e/ou pela
Moody's, já estão no preço", diz o especialista Dmitry Sentchoukov.
 
Ontem, o risco Brasil, medido pelo JPMorgan, caía quatro pontos-base, para 197 pontos-base, de 201
pontos-base no fechamento da sexta-feira. Apesar de o Brasil ter alcançado o status de país grau de
investimento, o risco país está bem acima da mínima histórica de 149 pontos-base. O risco de países
emergentes Embi+ recuava a 249 pontos-base, de 253 pontos-base na sexta. (Patrícia Fortunato)
 
 
 
COMO FECHOU O AFTER MARKET ONTEM
 
São Paulo, 6 - O after market da Bovespa movimentou R$ 43,543 milhões ontem, após 4.941 transações.
Os papéis mais negociados foram: Vale PNA (R$ 6.404.380,00), Petrobras PN (R$ 6.092.798,00), Lojas
Americanas PN (R$ 2.951.172,00), Vale ON (R$ 2.096.716,00) e BM&F ON (R$ 1.528.238,00). (Equipe)
 
 
 
Rentabilidade Ibovespa - Nominal
Hoje: 1,17
7 Dias: 7,66
30 Dias: 10,75
No Ano: 9,85
12 Meses: 41,86
Ibovespa: 70.174 pontos
Volume: R$ 7.068.163 mil

Maiores Altas e Baixas

Tendência de alta prevalece na Bovespa

05 de Maio de 2008 às 17:46 horas

A Bolsa de Valores de São Paulo operou com valorização nesta sessão, dando continuidade à tendência de alta dos últimos pregões. Os bons ventos continuam soprando no mercado acionário brasileiro que hoje testou novos patamares de pontuação, superando a barreira de 70 mil pontos. O comportamento dos negócios ainda está sendo influenciado pela animação dos investidores com a notícia de elevação do grau de investimento brasileiro, feito na quarta-feira passada pela Standard & Poor's.

No âmbito econômico interno, nesta segunda-feira, o Banco Central divulgou sua pesquisa semanal Focus, realizada com cerca de 100 instituições financeiras. Conforme a Focus, o mercado elevou novamente as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2008, passando de 4,79% para 4,86%, acima da meta de 4,50% estipulada pelo governo. Para o ano de 2009, as estimativas também tiveram acréscimo de 4,40% para 4,49%.

Para a taxa básica de juro, o mercado manteve a sua expectativa de 13% ao final de 2008. Para o próximo calendário, no entanto, a projeção é de que Selic encerre a 11,50% a.a., acima da taxa de 11,34% a.a. da semana passada. A previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2008 também subiu, de 4,60% para 4,66%. Para 2009, foi mantida a previsão de 4%.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) registrou variação de 0,72% na última semana de abril, representando uma desaceleração de 0,09 ponto porcentual com relação à semana anterior.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que a balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 174 milhões na primeira semana de maio, que teve apenas um dia útil. No ano, o saldo comercial acumula superávit de US$ 4,41 bilhões.

Os investidores continuam acompanhando a temporada de resultados trimestrais de importantes empresas. Na sexta-feira à noite, a Telemar Norte Leste informou que nos três primeiros meses deste ano registrou um lucro líquido de R$ 582,16 milhões, tendo um crescimento de 33,34% em comparação ao resultado de R$ 436,60 milhões apurado em igual período do ano anterior. 

A Tele Norte Leste Participações (Oi) registrou uma elevação de 41,72% em seu lucro líquido no 1º trimestre de 2008, em comparação ao mesmo período do ano de 2007. Nos três primeiros meses deste ano, a empresa registrou um resultado positivo de R$ 485,70 milhões, contra o montante de R$ 342,72 milhões apurado no 1º trimestre de 2007. Por volta das 17 horas, as ações PN da Oi (antiga Telemar) apresentaram forte alta de 5,33%, enquanto que os papéis ON valorizaram 3,89%.

Outra empresa que apresentou seu balanço referente ao primeiro trimestre de 2008 foi a Redecard, mostrando um lucro líquido de R$ 278,63 milhões, uma forte alta de 155,98% sobre o resultado de R$ 108,85 milhões apurado no mesmo período do ano passado. Apesar da notícia, os papéis ON da Redecard, que não pertencem ao Ibovespa, apresentaram desvalorização de 1,19%, por volta das 17 horas.

Hoje, a Vale informou a aquisição dos direitos de exploração pertencentes à Mineração Apolo nos municípios de Rio Acima e Caeté, ambos localizados em Minas Gerais, por US$ 145 milhões. Com a compra, a Vale deverá agregar 1,1 milhão de toneladas métricas às suas reservas de minério de ferro.

Entre as maiores altas do Ibovespa estiveram marcando presença as ações PNB da Cesp, durante a maior parte dos negócios. Por volta das 17 horas, os papéis da Cesp valorizaram 3,90%. Hoje, o UBS Pactual elevou a recomendação das ações da estatal paulista de "manter" para "comprar" e aumentou o preço-alvo dos papéis de R$ 37,00 para R$ 38,00.

Nos Estados Unidos, as bolsas apresentaram comportamento desfavorável, repercutindo a notícia de que a Microsoft retirou sua oferta para comprar o Yahoo!. A decisão, anunciada no fim de semana, encerrou uma negociação iniciada em 31 de janeiro, quando a Microsoft ofereceu US$ 44,6 bilhões pela empresa de internet. A Microsoft já tinha elevado a oferta para US$ 47,5 bilhões, mas o Yahoo! resistia e pedia algo em torno de US$ 53 bilhões.

Entre os indicadores econômicos americanos foi anunciado pelo ISM o índice que mede a atividade de serviços dos EUA. O ISM Services registrou 52 pontos em abril, acima do esperado pelo mercado. No mês anterior o setor de serviços havia atingido 49,6 pontos.

A escalada da cotação do barril do petróleo também foi destaque nesta segunda-feira. Na Nymex, a commodity chegou a ser negociada na faixa dos US$ 120,00. As tensões na Nigéria, sob ameaça de ataques a instalações petroleiras, podendo causar redução da oferta global do petróleo foram os responsáveis pela elevação da commodity.

 

IBOVESPA
Maiores de HOJE
Altas Preço (%)
 Light S.A. ON 28,19 9,26
 Telemar PN 39,30 5,33
 Rossi Resid. ON 19,82 4,86
 Klabin S.A. PN 7,00 4,79
 Eletropaulo PNB 39,25 4,24
 Telemar ON 48,85 3,89
 Cesp PNB 29,60 3,89
 CPFL Energia ON 41,84 3,53
 Sabesp ON 45,68 3,11
 Gol PN 29,12 2,89
Baixas Preço (%)
 JBS ON 8,31 -3,81
 Br.Telecom PN 18,02 -3,37
 Nossa Caixa ON 25,11 -2,67
 Gafisa ON 37,40 -2,24
 Vivo PN 12,00 -2,12
 Banco do Brasil ON 30,00 -1,41
 Perdigao ON 48,00 -1,23
 Bradesco PN 40,30 -0,44
 Tam S.A. PN 40,15 -0,37
 Lojas Americanas PN 13,90 -0,35
Maiores na SEMANA
Altas Preço (%)
 Light S.A. ON 28,19 9,26
 Telemar PN 39,30 5,33
 Rossi Resid. ON 19,82 4,86
 Klabin S.A. PN 7,00 4,79
 Eletropaulo PNB 39,25 4,24
 Telemar ON 48,85 3,89
 Cesp PNB 29,60 3,89
 CPFL Energia ON 41,84 3,53
 Sabesp ON 45,68 3,11
 Gol PN 29,12 2,89
Baixas Preço (%)
 JBS ON 8,31 -3,81
 Br.Telecom PN 18,02 -3,37
 Nossa Caixa ON 25,11 -2,67
 Gafisa ON 37,40 -2,24
 Vivo PN 12,00 -2,12
 Banco do Brasil ON 30,00 -1,41
 Perdigao ON 48,00 -1,23
 Bradesco PN 40,30 -0,44
 Tam S.A. PN 40,15 -0,37
 Lojas Americanas PN 13,90 -0,35
Maiores no ANO
Altas Preço (%)
 Usiminas ON 82,79 50,86
 Usiminas PNA 80,60 49,73
 JBS ON 8,31 41,53
 Sid. Nacional ON 72,10 40,47
 Telemar N L PNA 92,98 37,86
 Gerdau PN 69,90 35,24
 Cosan ON 27,99 34,58
 Transm. Paulista PN 47,80 29,71
 CPFL Energia ON 41,84 29,42
 Gerdau Met. PN 90,98 29,02
Baixas Preço (%)
 Gol PN 29,12 -33,46
 Cesp PNB 29,60 -31,85
 Telemar ON 48,85 -16,27
 Embraer ON 17,19 -13,41
 Duratex PN 37,78 -12,20
 Rossi Resid. ON 19,82 -11,88
 Lojas Americanas PN 13,90 -10,35
 Tim Part. S.A. ON 7,75 -7,75
 B2W Varejo ON 65,42 -7,67
 Vcp PN 51,00 -5,90
Obs: Cotações de papéis do Ibovespa referentes às 17:10h
Obs: * Lote de Mil

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