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terça-feira, maio 13, 2008

Exposição a emergentes põe ação de mineradoras a frente de petrolíferas para banco

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
13/05/08 - 17h44
InfoMoney

SÃO PAULO - Entre diversas premissas, uma pode ser destacada como verdadeiro driver das ações da Vale: a disparada dos contratos de fornecimento de minério de ferro. Com a demanda aquecida e sem a mesma evolução produtiva, o preço da matéria-prima subiu mais de 65% no reajuste do início deste ano, e impulsionou as receitas da mineradora brasileira.

Cabe destacar que os reflexos do aumento de preços só serão verificados sobre o resultado operacional da empresa do segundo trimestre deste ano, fator que alimentou perspectivas positivas de analistas em relação às próximas divulgações.

Mas como os movimentos na bolsa em grande parte são antecipados, a pergunta que fica é se ainda há espaço para incrementos no preço do produto, ainda mais na evidência de um período de desaceleração da atividade econômica em nível global por conta da crise de crédito norte-americana, o que pode impactar sobre o consumo do minério e conseqüentemente sobre seu ciclo ascendente de preços.

China é o motor
O crescimento chinês é o ator principal deste contexto. O aumento exponencial do PIB (Produto Interno Bruto) do País asiático é sustentado pelo consumo do minério de ferro, mas a desaceleração destas margens ganha força entre os analistas.

Outro ponto que chama a atenção é que diversos investimentos foram realizados na tentativa de se extrair o máximo da disparada de preços do produto, e os resultados na produção global serão vistos, em sua maior parte, a partir de 2012.

Alta de preços até 2012
Maciços investimentos na produção e enfraquecimento esperado para a demanda. Esta combinação pode preocupar os investidores ligados ao setor, mas os analistas do banco de investimentos suíço Credit Suisse minimizam o temor dos mais pessimistas.

É realidade que o volume de minério de ferro tende a ser ampliado consideravelmente nos próximos anos. Ainda assim, "não há motivo para pânico. O mercado de minério de ferro vai continuar 'estreito'", afirma a instituição.

Mesmo assumindo que a demanda internacional tende mesmo a sofrer desaceleração gradativa, os analistas ressaltaram que o cenário a médio prazo não se altera. "Nós continuamos visualizando um avanço substancial de preços para 2009, aumento moderado em 2010 seguido e pequenos ajustes em 2011 e 2012", salienta o banco.

Depois deste intervalo, com os reflexos dos investimentos citados sobre a produção global, a expectativa é da entrada de um período de depressão ao preço do produto.

Ações: mineradoras na frente das petrolíferas
Duas matérias-primas, dois casos evidentes de disparada nos preços. O ambiente para o mercado de minério de ferro retrata bem o cenário recente do mercado internacional de petróleo. E as duas principais ações da bolsa brasileira são diretamente as mais expostas e estas premissas: Vale (VALE5, VALE3) e Petrobras (PETR3, PETR4).

Que o avanço no preço dos contratos é benéfico a estas empresas é consenso, mas qual apresenta o melhor potencial? Para o Credit Suisse, a preferência é pelos ativos atrelados ao mercado de minério frente às petrolíferas.

O motivo desta posição ainda incorpora mais um ingrediente a favor da Vale: "as mineradoras estão muito mais expostas ao crescimento dos emergentes", completa o Credit Suisse.

Esta afirmação remete ao exemplo chinês. Enquanto o país asiático responde por cerca de 23% da demanda global por cobre e praticamente a metade da procura por minério de ferro, sua participação no mercado de petróleo é de apenas 9%.

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