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segunda-feira, maio 05, 2008

Expectativa de ganho maior agora está na segunda linha

Expectativa de ganho maior agora está na segunda linha
A. P. Ragazzi, S. Fregoni e T. Moreira, Valor Online, 05/05/2008


Esquecidas por meses por conta do aperto de liquidez no sistema financeiro global, as ações de menor liquidez, chamadas de "small caps" ou de segunda linha, começam a ver a luz no fim do túnel agora que o Brasil chegou à condição de país de investimento seguro. Com a perspectiva de risco menor para aplicações no país e a chegada de dinheiro novo, já há a expectativa de que o investidor volte a procurar por opções diferentes entre as ações brasileiras, além dos papéis de Petrobras e Vale, que renderam ganho certo nos últimos meses e foram responsáveis pela valorização recente do Ibovespa.


"É razoável pensar que, em um primeiro momento, as ações de empresas com maior peso no Ibovespa subiriam mais forte", diz Pedro Bastos, principal executivo da HSBC Investments. "No entanto, as 'small caps', a médio prazo, podem voltar ao posto de vedetes do mercado", diz. O executivo avalia que o grau de investimento fará mais diferença para as menores. "Muitas das grandes companhias da bolsa brasileira já possuíam a nota e se beneficiavam dos menores custos de captação."


Para José Luiz Acar Pedro, vice-presidente do Bradesco e responsável pelo banco de investimento BBI, com a entrada de novos investidores na Bovespa, as ações que estão depreciadas, como as de empresas pequenas que fizeram ofertas em 2007, poderão se valorizar. A mudança no nível de preços desses papéis criará um cenário propício para que os investidores possam sair das ações e partir para novas ofertas, contribuindo para mais emissões no mercado.


Segundo levantamento do Valor Data, das 54 ofertas com valor inferior a R$ 1 bilhão realizadas no ano passado, os papéis de 44 empresas estavam abaixo do preço da emissão no dia anterior ao grau de investimento. Após dois pregões, o número caiu para 40 devido à valorização de alguns papéis. Com relação às ofertas acima de R$ 1 bilhão, feitas por dez companhias, cinco estavam abaixo do preço de lançamento no dia 29 de abril, número que caiu para três no dia 2.


O analista da Prosper Corretora Alan Cardoso enxerga a tendência de volta de fluxo de recursos para os papéis da chamada segunda linha no médio prazo. "A partir do momento que as ações mais líquidas atingirem seus potenciais de valorização, os investidores voltarão a procurar novas opções", diz. Mas antes de este fluxo buscar as empresas menores, ele acredita que a bolsa precisa dar um sinal claro de redução de volatilidade. "Esta é a condição que mais desfavorece a segunda linha, já que esses papéis, menos líquidos, não proporcionam rapidez para entrada e saída do investimento", avalia.


O analista Pedro Galdi, da corretora do Banco Real, afirma que nos últimos meses os investidores estavam operando muito com papéis de primeira linha. "As ações sem liquidez e sem participação no Ibovespa eram rejeitadas." Ele acredita que o fluxo maior de recursos para a bolsa poderá provocar uma busca por papéis de qualidade que estejam descontados. "Haverá uma seleção dentro dos setores por ações menos nobres, mas de boas empresas", diz.


Nesses dois dias após o grau de investimento, afirma Bastos, do HSBC, já foi possível ver um efeito nas "small caps". Entre as maiores altas da bolsa na sexta ficaram Elektro (22%), Klabin Segall (22%), BR Malls (20%), Amil (17%), Rodobens (10%), BicBanco (15%), Pine (12%) e Daycoval (12%).


Na avaliação do executivo, os bancos médios têm boas condições de valorização. "Os menores agora também conseguirão levantar crédito a custos mais baixos e terão demanda por concessão de empréstimos", diz. Para ele, outro setor que tende a ser francamente beneficiado é o elétrico. "As companhias têm uma estrutura de capital pesada, com dívidas de longo prazo e podem também obter condições melhores."


Muitas dessas empresas também estão descontadas na bolsa. Considerando as que compõem o IVBX-2, índice de ações de segunda linha da Bovespa elaborado em parceria com o Valor, sete elétricas aparecem com o indicador preço da ação sobre valor patrimonial (P/VPA) inferior a três. Abaixo desse número, o mercado avalia a ação como barata. Para efeito de comparação, o indicador da Vale é de 4,5 e o da Petrobras, de 3,3, com a ressalva de que ambas possuem patrimônio gigantesco de R$ 59 bilhões e R$ 114 bilhões, respectivamente.


Pedro Galdi, da corretora do Real, acredita que os investidores também poderão procurar ações descontadas no setor imobiliário. A maior parte das empresas do segmento não compõe o índice de segunda linha, pois ainda não atende os critérios de metodologia da carteira.


Outro setor que possui empresas que podem atrair os investidores é o de consumo. O sócio da Paraty Investimentos Luiz Henrique Carneiro destaca os papéis da B2W, que ele considera que estão muito depreciados. "A empresa é bem administrada, está em um setor de forte crescimento de vendas e que agrada o investidor estrangeiro, além de poder se tornar consolidadora", afirma. As ações da B2W lideraram o Ibovespa na sexta-feira, com alta de 18,15%.


Algumas teles também estão com as ações depreciadas, mas o setor não é imediatamente beneficiado pelo grau de investimento, uma vez que ainda absorve os detalhes da compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (ex-Telemar). Ambas aparecem entre as que possuem menor índice de preço sobre valor patrimonial.


Segundo a analista Luciana Leocádio, da Ativa Corretora, as ações das operadoras destacaram-se nos primeiros meses do ano refletindo principalmente a expectativa que antecedeu a compra da BrT pela Oi. Agora que o anúncio já foi feito, o setor perdeu esse fator de atratividade.

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