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quarta-feira, maio 07, 2008

Dívida faz Moody's manter rating

Dívida faz Moody’s manter rating

Segundo agência de risco, área fiscal é o principal obstáculo à concessão do grau de investimento ao Brasil

ESTADÃO 07/05/08

Regina Cardeal

A agência de classificação de risco de crédito Moody’s divulgou ontem seu relatório anual sobre o Brasil. No documento, a empresa explica por que, na sua avaliação, o País ainda não é considerado grau de investimento - diferentemente de sua principal

concorrente, a Standard & Poor’s (S&P), que na semana passada concedeu essa nota aos títulos emitidos pelo governo brasileiro.

Entenda o que é grau de investimento

Segundo a Moody’s, os ratings Ba1 (pela escala da empresa) de títulos de dívida pública em moeda local e estrangeira, assim como a perspectiva estável, já incorporam importantes reduções na vulnerabilidade externa do Brasil e menores riscos de crédito do ponto de vista fiscal. A nota Ba1 está um nível abaixo do grau de investimento.

“A melhora na perspectiva de rating para o Brasil depende da possibilidade do fortalecimento adicional tanto das finanças públicas quanto do perfil de dívida que reduziriam significativamente as vulnerabilidades atuais (do País)”, afirmou o vicepresidente da Moody’s, Mauro Leos, autor do relatório. “Isso garantiria uma convergência sustentada em direção aos indicadores de crédito mais alinhados com ratings de grau de investimento.”

O grau de investimento é um conceito concedido por companhias como a Moody’s e a S&P (a outragrande desse mercado é a Fitch) e significa que um país, empresa ou fundo é um destino seguro para os investidores.

No texto, Leos afirma que a presença de um ambiente global mais desafiador deve exercer um impacto limitado no curto prazo sobre os ratings do Brasil, por conta da grande redução da vulnerabilidade externa da economia e da presença de uma estrutura de exportação bem diversificada no que tange a produtos e destinos.

“Os indicadores de dívida externa têm apresentado uma contínua redução, impulsionada pela queda do endividamento externo e pelo crescimento nas exportações”, disse Leos. “As maiores reservas internacionais reduziram consideravelmente a exposição do País aos choques externos.”

Leos também afirmou que os indicadores da dívida pública apresentaram moderada tendência de queda nos últimos anos, sustentados pelo compromisso das autoridades em alcançar as metas de superávit primário. O perfil de dívida do governo atual incorpora uma exposição muito reduzida ao risco cambial, assim como menores riscos relativos às taxas de juros.

“Os principais limites aos ratings do governo brasileiro são os índices de dívida relativamente altos que, embora em queda, ultrapassam a norma da categoria Baa e ainda apresentam riscos de rolagem, já que uma parcela significativa da dívida vence em um prazo inferior a um ano”, afirmou Leos. “Outros limites incluem impedimentos estruturais a ajustes no orçamento, dada a alta proporção de gastos previdenciários não-discricionários que está por trás da tendência de crescimento das despesas primárias do governo.”

Ele também explicou que o sucesso limitado das reformas relacionadas à previdência e outras reformas estruturais exigidas para melhorar de maneira fundamental as perspectivas fiscais de médio prazo não anula os benefícios da continuidade da política econômica que vem sido mantida no Brasil por diversos governos e está refletida nos ratings atuais da Moodys.


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