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terça-feira, maio 20, 2008

Clipping Notícias

Petrobras ultrapassa valor de mercado da Microsoft e soma US$ 287 bi

Valor de mercado da estatal mais do que dobrou nos últimos 12 meses com a descoberta de novos campos de petróleo

EXAME

Vários gurus de negócios afirmam que a tecnologia da informação é o que movimenta a economia moderna, mas os investidores parecerem preferir, ainda, o bom e velho petróleo. De acordo com a consultoria Economática, o valor de mercado da Petrobras atingiu 287,171 bilhões de dólares, considerando a cotação dos papéis na última sexta-feira (16/5). Com isso, a estatal brasileira ultrapassou a gigante Microsoft e tornou-se a terceira companhia mais valiosa do continente americano. A empresa de Bill Gates é avaliada em 279,306 bilhões de dólares. A Petrobras, agora, só está atrás da Exxon Mobil (489,640 bilhões) e da General Electric (320,253 bilhões).

Maiores empresas por valor de mercado

Empresa

Setor

Valor de Mercado (em US$ Mi em 16 Maio 2008)

1

Exxon Mobil

Petróleo e Gás

489.640

2

General Electric

Eletroeletrônicos

320.253

3

Petrobras

Petróleo e Gás

287.171

4

Microsoft

Software e Dados

279.306

5

AT&T

Telecomunicações

238.056

6

Wal Mart

Comércio

225.562

7

Chevron Texaco

Petróleo e Gás

207.625

8

Procter & Gamble

Química

203.787

9

Vale do Rio Doce

Mineração

196.495

10

Berkshire Hathaway

Finanças e Seguros

189.580

O valor da brasileira mais do que dobrou nos últimos 12 meses, impulsionado pela descoberta dos novos campos de petróleo. Anunciado em outubro do ano passado, o campo de Tupi, na Bacia de Santos, poderia ampliar sozinho em 60% as reservas brasileiras de petróleo. Os atuais 12 bilhões de barris subiriam, assim, para 20 bilhões. Ainda mais promissor é o controvertido campo de Carioca. Divulgado extra-oficialmente em meados de abril pelo presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, o campo teria reservas estimadas em 33 bilhões de barris. Se os números forem confirmados, será a maior descoberta de petróleo do mundo dos últimos 30 anos, e elevará o Brasil à condição de sétimo maior produtor mundial.

Além das descobertas, a valorização do real também contribuiu para ampliar os resultados da companhia. No primeiro trimestre, a empresa registrou um lucro líquido de 6,925 bilhões de reais, um salto de 68% sobre o mesmo período do ano passado. O dólar fraco ajudou a companhia a reduzir seus custos operacionais e suas despesas financeiras. Os analistas também apontam perspectivas positivas para a empresa nos próximos meses, o que pode contribuir para novas altas dos seus papéis na bolsa.

O relatório do primeiro trimestre também não captou os efeitos do reajuste da gasolina e do diesel, anunciado em 30 de abril, mas que já foi incorporado pelos investidores ao preço das ações da estatal na Bovespa. A companhia aumentou em 10% a gasolina, e em 15% o diesel. O reajuste foi uma resposta à pressão acumulada pela escalada do petróleo no mercado mundial nos últimos meses. Os sucessivos recordes de preço do óleo também contribuem para impulsionar a cotação da Petrobras na bolsa.

De acordo com a agência de notícias Bloomberg, enquanto o valor de mercado da estatal brasileira mais do que dobrou em 12 meses, as ações da Microsoft recuaram 3,8%. A gigante de software enfrenta, nos últimos meses, uma série de contratempos. Em abril, suas ações despencaram, quando a companhia informou um lucro líquido trimestral 11% inferior ao do mesmo período de 2007, totalizando 4,38 bilhões de dólares. Outro ponto que atrapalhou a empresa de Bill Gates foi a malsucedida tentativa de comprar o Yahoo!, a fim de se fortalecer na disputa com o Google – tido como o principal rival da Microsoft. Lançada em fevereiro, a oferta hostil de compra foi retirada em maio, após o Yahoo! considerá-la baixa. Segundo o americano The Wall Street Journal, a Microsoft ensaia voltar à carga, mas com uma proposta diferente: uma parceria na área de publicidade online.

Investimento continua forte no 1º trimestre

Sergio Lamucci
20/05/2008

O investimento continuou firme no primeiro trimestre, espelhando o forte crescimento do consumo de máquinas e equipamentos e da produção de insumos típicos para a construção civil. As previsões dos analistas apontam para uma expansão na casa de até 18,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Para 2008, a aposta é de que a formação bruta de capital fixo (FBCF, que mede o que se investe na construção civil e em máquinas e equipamentos) crescerá entre 11% e 14%, mesmo num cenário marcado pela alta dos juros. Os números da FBCF mostram que as empresas brasileiras continuam a investir na ampliação e modernização da capacidade produtiva, o que é importante para mitigar os riscos inflacionários, ainda que por si só não os eliminem, como dizem os analistas do Bradesco.

As estimativas para a expansão do investimento feitas pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco são bastante positivas. Para o consumo aparente de máquinas e equipamentos (soma da produção e da importação, com a exclusão da exportação), os analistas do Bradesco apostam numa alta de 21,8% de janeiro a março, crescimento até um pouco superior aos 21,6% registrados no quarto trimestre de 2007.

Com o câmbio valorizado, as empresas continuam a aproveitar o barateamento dos bens de capital para importar máquinas, destaca o economista Fernando Rocha, da JGP Gestão de Recursos. No primeiro trimestre, as compras externas desses bens aumentaram 34%, pouco abaixo dos 35,7% dos últimos três meses do ano passado.

A produção de bens de capital, por sua vez, cresceu 17,1%, abaixo dos 24% do quarto trimestre de 2007. "É uma desaceleração normal, porque a base de comparação começa a ser maior", dizem os analistas do Bradesco. Mesmo com uma produção mais fraca, o consumo aparente de máquinas e equipamentos seguiu firme porque, além do aumento robusto das importações, houve uma desaceleração significativa do ritmo das exportações. Como lembra o departamento econômico do banco, as vendas externas entram com sinal negativo no cômputo do indicador. As compras externas subiram 6,8% no primeiro trimestre, bem menos que os 17,2% dos três últimos meses do ano passado.

O desempenho da construção civil também continua positivo, registrando uma aceleração significativa neste ano. No primeiro trimestre, a produção de insumos para a construção cresceu 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado, mais que os 7,3% do quarto trimestre de 2007. O mercado imobiliário vive um boom no Brasil, num cenário que combina financiamentos de prazos mais longos, regras que dão mais segurança para os bancos emprestarem, aumento do emprego e da renda e maior confiança do consumidor. Além desse bom momento na construção residencial, os analistas do Bradesco acreditam que há um impacto também das obras de infra-estrutura, num momento em que o governo tenta fazer deslanchar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Nesse quadro, o Bradesco estima que, no primeiro trimestre, a FBCF tenha crescido 18,5% sobre os primeiros três meses de 2007. "Se confirmada, será a maior expansão nessa base de comparação desde o segundo trimestre de 1995", dizem os analistas do banco, que projetam ainda uma alta de 3,8% em relação ao quarto trimestre do ano passado, na série livre de influências sazonais. Rocha, por sua vez, prevê um crescimento de 16% para a FBCF na comparação com igual período de 2007, e de 2,5% com o trimestre imediatamente anterior.

As projeções para a alta do investimento no ano apontam para mais um crescimento superior a dois dígitos - em 2007, a expansão foi de 13,4% e em 2006, de 10%. Para o consultor de análise econômica do Itaú, Joel Bogdanski, a consolidação da estabilidade macroeconômica, com a percepção de que a economia deve crescer a taxas médias mais elevadas, e com menos volatilidade, tudo isso com inflação sob controle, induz os empresários a continuar investindo num ritmo forte. A economista Thaís Marzola Zara, da Rosenberg & Associados, lembra que a capacidade instalada em níveis elevados também estimula as empresas a investir, ainda mais associada a um quadro de demanda forte.

Ela ressalta também a promoção do país ao grau de investimento, o que deve facilitar a obtenção de recursos no exterior a um custo mais baixo. O volume expressivo de investimentos estrangeiros diretos recebidos pelo país - foram US$ 34,6 bilhões em 2007 e podem ser US$ 38 bilhões neste ano, segundo Thaís - é outro fator que ajuda a manter elevado o ritmo da FBCF. Ela espera uma alta de 11,3% do investimento no ano, considerando normal alguma desaceleração em relação a 2007, uma vez que a base de comparação é elevada. O Bradesco aposta em alta de 12%.

Uma dúvida é saber como será a reação do investimento à alta dos juros. Para os analistas ouvidos pelo Valor, o impacto não será muito relevante, até porque não se espera um aperto monetário muito severo. "O investimento é feito com horizontes mais longos. Como a perspectiva de longo prazo da economia brasileira é de continuidade do crescimento com estabilidade de preços, faz sentido para os empresários se preparem para atender a uma demanda que deve ser crescente", diz Bogdanski, que espera, pelo menos por enquanto, uma Selic de 13,75% ao ano em dezembro - depois da alta de 0,5 ponto percentual do mês passado, a taxa atingiu os atuais 11,75%.

Em levantamento com 1.600 empresas, o departamento econômico do Bradesco questionou os empresários sobre qual seria o impacto sobre as decisões de investimento das elevações da Selic. Para 50,3% dos entrevistados em abril, uma alta de 2 pontos percentuais da Selic não afetaria os investimentos programados para 2008, enquanto 22,3% fariam um leve ajuste no planejamento. Outros 19,3% prevêem uma queda moderada e 8,3% dizem que haveria um recuo acentuado.

O Bradesco prevê que a Selic terminará o ano em 13,5%, o que significaria um aperto monetário total de 2,25 pontos. Há quem veja, porém, uma elevação mais forte dos juros, como Thaís, que vê a Selic em 14% em dezembro, e como Rocha, que aposta em 14,25%.

O economista da JGP acredita que a alta dos juros impactará o investimento especialmente em 2009. Ele espera um crescimento de 14% neste ano - mais alto que os 13,4% de 2007 -, mas prevê uma desaceleração para 9% no ano que vem. A importação de bens de capital, que tem sido fundamental para puxar a FBCF para cima, tem forte correlação com a atividade econômica, lembra Rocha. Como esta deve perder força no ano que vem, devido ao impacto defasado da alta dos juros, as compras externas de máquinas e equipamentos também tendem a crescer a um ritmo mais fraco, afirma ele, que projeta uma expansão de 5% do PIB em 2008 e de 4% em 2009. Rocha diz, porém, que uma expansão do investimento de 9%, ainda mais após três anos de forte alta, está longe de ser um mau resultado.

Bancos nacionais ganham espaço

Cristiane Perini Lucchesi, de São Paulo
20/05/2008

O crescimento econômico do Brasil, os novos projetos de infra-estrutura e as fusões e aquisições têm levado as empresas brasileiras a uma demanda frenética por financiamento em um momento em que a crise de crédito externa suga o balanço dos bancos estrangeiros. Resultado: as maiores instituições financeiras nacionais têm aumentado sua participação nos grandes empréstimos corporativos e ampliado suas carteiras em mais de 36% em 12 meses.

O empréstimo de R$ 16 bilhões da Telemar Oi para comprar a Brasil Telecom é um exemplo. Para evitar o custo de tomar R$ 16 bilhões necessários de uma só vez, o que chegou a ser cogitado inicialmente, mas foi descartado, a Telemar Oi está negociando separadamente com bancos a realização de diversos empréstimos bilaterais ou pequenos "club deals", com dois ou três bancos participantes sob um mesmo contrato. Segundo apurou o Valor, deverão entrar na transação o Itaú BBA, o Banco do Brasil e o Bradesco. De nome estrangeiro citado pelo mercado, por enquanto, apenas um: o Santander.

De imediato, a empresa precisa de R$ 4,8 bilhões para a aquisição do controle da Brasil Telecom, operação ainda em análise pelos órgãos reguladores brasileiros. Serão necessários mais R$ 11 bilhões, aproximadamente, dependendo dos valores da ação em dezembro, para levar a cabo a proposta de pulverização das ações da Brasil Telecom, permitindo assim que o Citigroup - que está se desfazendo de US$ 400 bilhões em ativos a nível internacional em três anos - saia da empresa. Simultaneamente à compra da Brasil Telecom, a Oi vai reorganizar sua estrutura acionária.

Outro exemplo importante é o financiamento de R$ 4 bilhões para a usina hidrelétrica de Santo Antonio, no Rio Madeira, um projeto da Construtora Norberto Odebrecht, de Furnas e da Cemig. Acertaram participar do repasse do Banco Nacional de Desenvolvimento, de prazo de vencimento em dez anos, o Banco do Brasil, o Bradesco, o Unibanco e, novamente, só um banco internacional: o Santander.

"Há bancos estrangeiros reduzindo suas posições em crédito no mundo todo e muitos clientes deles têm vindo nos procurar em busca de financiamento", afirma Allan Simões Toledo, diretor comercial do Banco do Brasil. Ele não quis citar o nome dos bancos nem comentar o empréstimo à Telemar Oi. Mas lembrou que empréstimos intercompanhias de multinacionais às suas filiais no Brasil estão sendo pagos neste momento, por causa das dificuldades das matrizes com a crise externa, o que aumenta a necessidade de crédito corporativo no país.

Apesar dos custos maiores de captações para os bancos brasileiros, a liquidez continua amplamente disponível, diz Toledo. "Não tive qualquer restrição de nossa tesouraria à ampliação do crédito", afirma. Segundo ele, a carteira de crédito do atacado do BB cresceu 10,6% no primeiro trimestre, para R$ 64 bilhões, acumulando 30,79% de aumento em 12 meses.


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