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terça-feira, maio 20, 2008

Clipping Notícias

Petrobras ultrapassa valor de mercado da Microsoft e soma US$ 287 bi

Valor de mercado da estatal mais do que dobrou nos últimos 12 meses com a descoberta de novos campos de petróleo

EXAME

Vários gurus de negócios afirmam que a tecnologia da informação é o que movimenta a economia moderna, mas os investidores parecerem preferir, ainda, o bom e velho petróleo. De acordo com a consultoria Economática, o valor de mercado da Petrobras atingiu 287,171 bilhões de dólares, considerando a cotação dos papéis na última sexta-feira (16/5). Com isso, a estatal brasileira ultrapassou a gigante Microsoft e tornou-se a terceira companhia mais valiosa do continente americano. A empresa de Bill Gates é avaliada em 279,306 bilhões de dólares. A Petrobras, agora, só está atrás da Exxon Mobil (489,640 bilhões) e da General Electric (320,253 bilhões).

Maiores empresas por valor de mercado

Empresa

Setor

Valor de Mercado (em US$ Mi em 16 Maio 2008)

1

Exxon Mobil

Petróleo e Gás

489.640

2

General Electric

Eletroeletrônicos

320.253

3

Petrobras

Petróleo e Gás

287.171

4

Microsoft

Software e Dados

279.306

5

AT&T

Telecomunicações

238.056

6

Wal Mart

Comércio

225.562

7

Chevron Texaco

Petróleo e Gás

207.625

8

Procter & Gamble

Química

203.787

9

Vale do Rio Doce

Mineração

196.495

10

Berkshire Hathaway

Finanças e Seguros

189.580

O valor da brasileira mais do que dobrou nos últimos 12 meses, impulsionado pela descoberta dos novos campos de petróleo. Anunciado em outubro do ano passado, o campo de Tupi, na Bacia de Santos, poderia ampliar sozinho em 60% as reservas brasileiras de petróleo. Os atuais 12 bilhões de barris subiriam, assim, para 20 bilhões. Ainda mais promissor é o controvertido campo de Carioca. Divulgado extra-oficialmente em meados de abril pelo presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, o campo teria reservas estimadas em 33 bilhões de barris. Se os números forem confirmados, será a maior descoberta de petróleo do mundo dos últimos 30 anos, e elevará o Brasil à condição de sétimo maior produtor mundial.

Além das descobertas, a valorização do real também contribuiu para ampliar os resultados da companhia. No primeiro trimestre, a empresa registrou um lucro líquido de 6,925 bilhões de reais, um salto de 68% sobre o mesmo período do ano passado. O dólar fraco ajudou a companhia a reduzir seus custos operacionais e suas despesas financeiras. Os analistas também apontam perspectivas positivas para a empresa nos próximos meses, o que pode contribuir para novas altas dos seus papéis na bolsa.

O relatório do primeiro trimestre também não captou os efeitos do reajuste da gasolina e do diesel, anunciado em 30 de abril, mas que já foi incorporado pelos investidores ao preço das ações da estatal na Bovespa. A companhia aumentou em 10% a gasolina, e em 15% o diesel. O reajuste foi uma resposta à pressão acumulada pela escalada do petróleo no mercado mundial nos últimos meses. Os sucessivos recordes de preço do óleo também contribuem para impulsionar a cotação da Petrobras na bolsa.

De acordo com a agência de notícias Bloomberg, enquanto o valor de mercado da estatal brasileira mais do que dobrou em 12 meses, as ações da Microsoft recuaram 3,8%. A gigante de software enfrenta, nos últimos meses, uma série de contratempos. Em abril, suas ações despencaram, quando a companhia informou um lucro líquido trimestral 11% inferior ao do mesmo período de 2007, totalizando 4,38 bilhões de dólares. Outro ponto que atrapalhou a empresa de Bill Gates foi a malsucedida tentativa de comprar o Yahoo!, a fim de se fortalecer na disputa com o Google – tido como o principal rival da Microsoft. Lançada em fevereiro, a oferta hostil de compra foi retirada em maio, após o Yahoo! considerá-la baixa. Segundo o americano The Wall Street Journal, a Microsoft ensaia voltar à carga, mas com uma proposta diferente: uma parceria na área de publicidade online.

Investimento continua forte no 1º trimestre

Sergio Lamucci
20/05/2008

O investimento continuou firme no primeiro trimestre, espelhando o forte crescimento do consumo de máquinas e equipamentos e da produção de insumos típicos para a construção civil. As previsões dos analistas apontam para uma expansão na casa de até 18,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Para 2008, a aposta é de que a formação bruta de capital fixo (FBCF, que mede o que se investe na construção civil e em máquinas e equipamentos) crescerá entre 11% e 14%, mesmo num cenário marcado pela alta dos juros. Os números da FBCF mostram que as empresas brasileiras continuam a investir na ampliação e modernização da capacidade produtiva, o que é importante para mitigar os riscos inflacionários, ainda que por si só não os eliminem, como dizem os analistas do Bradesco.

As estimativas para a expansão do investimento feitas pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco são bastante positivas. Para o consumo aparente de máquinas e equipamentos (soma da produção e da importação, com a exclusão da exportação), os analistas do Bradesco apostam numa alta de 21,8% de janeiro a março, crescimento até um pouco superior aos 21,6% registrados no quarto trimestre de 2007.

Com o câmbio valorizado, as empresas continuam a aproveitar o barateamento dos bens de capital para importar máquinas, destaca o economista Fernando Rocha, da JGP Gestão de Recursos. No primeiro trimestre, as compras externas desses bens aumentaram 34%, pouco abaixo dos 35,7% dos últimos três meses do ano passado.

A produção de bens de capital, por sua vez, cresceu 17,1%, abaixo dos 24% do quarto trimestre de 2007. "É uma desaceleração normal, porque a base de comparação começa a ser maior", dizem os analistas do Bradesco. Mesmo com uma produção mais fraca, o consumo aparente de máquinas e equipamentos seguiu firme porque, além do aumento robusto das importações, houve uma desaceleração significativa do ritmo das exportações. Como lembra o departamento econômico do banco, as vendas externas entram com sinal negativo no cômputo do indicador. As compras externas subiram 6,8% no primeiro trimestre, bem menos que os 17,2% dos três últimos meses do ano passado.

O desempenho da construção civil também continua positivo, registrando uma aceleração significativa neste ano. No primeiro trimestre, a produção de insumos para a construção cresceu 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado, mais que os 7,3% do quarto trimestre de 2007. O mercado imobiliário vive um boom no Brasil, num cenário que combina financiamentos de prazos mais longos, regras que dão mais segurança para os bancos emprestarem, aumento do emprego e da renda e maior confiança do consumidor. Além desse bom momento na construção residencial, os analistas do Bradesco acreditam que há um impacto também das obras de infra-estrutura, num momento em que o governo tenta fazer deslanchar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Nesse quadro, o Bradesco estima que, no primeiro trimestre, a FBCF tenha crescido 18,5% sobre os primeiros três meses de 2007. "Se confirmada, será a maior expansão nessa base de comparação desde o segundo trimestre de 1995", dizem os analistas do banco, que projetam ainda uma alta de 3,8% em relação ao quarto trimestre do ano passado, na série livre de influências sazonais. Rocha, por sua vez, prevê um crescimento de 16% para a FBCF na comparação com igual período de 2007, e de 2,5% com o trimestre imediatamente anterior.

As projeções para a alta do investimento no ano apontam para mais um crescimento superior a dois dígitos - em 2007, a expansão foi de 13,4% e em 2006, de 10%. Para o consultor de análise econômica do Itaú, Joel Bogdanski, a consolidação da estabilidade macroeconômica, com a percepção de que a economia deve crescer a taxas médias mais elevadas, e com menos volatilidade, tudo isso com inflação sob controle, induz os empresários a continuar investindo num ritmo forte. A economista Thaís Marzola Zara, da Rosenberg & Associados, lembra que a capacidade instalada em níveis elevados também estimula as empresas a investir, ainda mais associada a um quadro de demanda forte.

Ela ressalta também a promoção do país ao grau de investimento, o que deve facilitar a obtenção de recursos no exterior a um custo mais baixo. O volume expressivo de investimentos estrangeiros diretos recebidos pelo país - foram US$ 34,6 bilhões em 2007 e podem ser US$ 38 bilhões neste ano, segundo Thaís - é outro fator que ajuda a manter elevado o ritmo da FBCF. Ela espera uma alta de 11,3% do investimento no ano, considerando normal alguma desaceleração em relação a 2007, uma vez que a base de comparação é elevada. O Bradesco aposta em alta de 12%.

Uma dúvida é saber como será a reação do investimento à alta dos juros. Para os analistas ouvidos pelo Valor, o impacto não será muito relevante, até porque não se espera um aperto monetário muito severo. "O investimento é feito com horizontes mais longos. Como a perspectiva de longo prazo da economia brasileira é de continuidade do crescimento com estabilidade de preços, faz sentido para os empresários se preparem para atender a uma demanda que deve ser crescente", diz Bogdanski, que espera, pelo menos por enquanto, uma Selic de 13,75% ao ano em dezembro - depois da alta de 0,5 ponto percentual do mês passado, a taxa atingiu os atuais 11,75%.

Em levantamento com 1.600 empresas, o departamento econômico do Bradesco questionou os empresários sobre qual seria o impacto sobre as decisões de investimento das elevações da Selic. Para 50,3% dos entrevistados em abril, uma alta de 2 pontos percentuais da Selic não afetaria os investimentos programados para 2008, enquanto 22,3% fariam um leve ajuste no planejamento. Outros 19,3% prevêem uma queda moderada e 8,3% dizem que haveria um recuo acentuado.

O Bradesco prevê que a Selic terminará o ano em 13,5%, o que significaria um aperto monetário total de 2,25 pontos. Há quem veja, porém, uma elevação mais forte dos juros, como Thaís, que vê a Selic em 14% em dezembro, e como Rocha, que aposta em 14,25%.

O economista da JGP acredita que a alta dos juros impactará o investimento especialmente em 2009. Ele espera um crescimento de 14% neste ano - mais alto que os 13,4% de 2007 -, mas prevê uma desaceleração para 9% no ano que vem. A importação de bens de capital, que tem sido fundamental para puxar a FBCF para cima, tem forte correlação com a atividade econômica, lembra Rocha. Como esta deve perder força no ano que vem, devido ao impacto defasado da alta dos juros, as compras externas de máquinas e equipamentos também tendem a crescer a um ritmo mais fraco, afirma ele, que projeta uma expansão de 5% do PIB em 2008 e de 4% em 2009. Rocha diz, porém, que uma expansão do investimento de 9%, ainda mais após três anos de forte alta, está longe de ser um mau resultado.

Bancos nacionais ganham espaço

Cristiane Perini Lucchesi, de São Paulo
20/05/2008

O crescimento econômico do Brasil, os novos projetos de infra-estrutura e as fusões e aquisições têm levado as empresas brasileiras a uma demanda frenética por financiamento em um momento em que a crise de crédito externa suga o balanço dos bancos estrangeiros. Resultado: as maiores instituições financeiras nacionais têm aumentado sua participação nos grandes empréstimos corporativos e ampliado suas carteiras em mais de 36% em 12 meses.

O empréstimo de R$ 16 bilhões da Telemar Oi para comprar a Brasil Telecom é um exemplo. Para evitar o custo de tomar R$ 16 bilhões necessários de uma só vez, o que chegou a ser cogitado inicialmente, mas foi descartado, a Telemar Oi está negociando separadamente com bancos a realização de diversos empréstimos bilaterais ou pequenos "club deals", com dois ou três bancos participantes sob um mesmo contrato. Segundo apurou o Valor, deverão entrar na transação o Itaú BBA, o Banco do Brasil e o Bradesco. De nome estrangeiro citado pelo mercado, por enquanto, apenas um: o Santander.

De imediato, a empresa precisa de R$ 4,8 bilhões para a aquisição do controle da Brasil Telecom, operação ainda em análise pelos órgãos reguladores brasileiros. Serão necessários mais R$ 11 bilhões, aproximadamente, dependendo dos valores da ação em dezembro, para levar a cabo a proposta de pulverização das ações da Brasil Telecom, permitindo assim que o Citigroup - que está se desfazendo de US$ 400 bilhões em ativos a nível internacional em três anos - saia da empresa. Simultaneamente à compra da Brasil Telecom, a Oi vai reorganizar sua estrutura acionária.

Outro exemplo importante é o financiamento de R$ 4 bilhões para a usina hidrelétrica de Santo Antonio, no Rio Madeira, um projeto da Construtora Norberto Odebrecht, de Furnas e da Cemig. Acertaram participar do repasse do Banco Nacional de Desenvolvimento, de prazo de vencimento em dez anos, o Banco do Brasil, o Bradesco, o Unibanco e, novamente, só um banco internacional: o Santander.

"Há bancos estrangeiros reduzindo suas posições em crédito no mundo todo e muitos clientes deles têm vindo nos procurar em busca de financiamento", afirma Allan Simões Toledo, diretor comercial do Banco do Brasil. Ele não quis citar o nome dos bancos nem comentar o empréstimo à Telemar Oi. Mas lembrou que empréstimos intercompanhias de multinacionais às suas filiais no Brasil estão sendo pagos neste momento, por causa das dificuldades das matrizes com a crise externa, o que aumenta a necessidade de crédito corporativo no país.

Apesar dos custos maiores de captações para os bancos brasileiros, a liquidez continua amplamente disponível, diz Toledo. "Não tive qualquer restrição de nossa tesouraria à ampliação do crédito", afirma. Segundo ele, a carteira de crédito do atacado do BB cresceu 10,6% no primeiro trimestre, para R$ 64 bilhões, acumulando 30,79% de aumento em 12 meses.


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segunda-feira, maio 19, 2008

CENÁRIO SEMANAL: PETRÓLEO NÃO DÁ FOLGA À INFLAÇÃO E AO MERCADO

CENÁRIO SEMANAL: PETRÓLEO NÃO DÁ FOLGA À INFLAÇÃO E AO MERCADO

São Paulo, 19 - "The price of gas keeps on rising" (o preço da gasolina continua a subir), cantam os
meninos do Bloc Party, na música "Price of gas". Se a palavra gas for substituída por oil (petróleo), a frase
é suficiente para resumir o quadro mundial e explicar onde estará (novamente) o foco nesta semana.
Ainda há algumas discordâncias entre analistas se a economia norte-americana não terá mais recessão,
mas um crescimento baixo prolongado, ou se a crise de crédito passou de vez ou não. É praticamente
unânime a avaliação desses profissionais de que o comportamento ascendente dos preços do petróleo
no ambiente internacional é hoje a principal preocupação. E a retomada da alta na última sexta-feira,
após a ameaça de uma trégua na semana passada, reforça a atenção sobre o óleo nos próximos dias.

Os contratos futuros da commodity dispararam no último pregão. Em Nova York, o contrato de junho
fechou a sexta-feira no recorde de US$ 126,29 o barril (+ 1,75%). Até a quinta-feira, registrava queda
acumulada na semana de 1,46%, revertendo, assim, para alta de 0,26. No mês, o ganho já soma 11,31%.
Relatório do Goldman Sachs elevando a sua projeção para o preço médio do petróleo no segundo
semestre de 2008 de US$ 107 para US$ 141 por barril ajudou. Os analistas do banco citaram limites ao
crescimento na oferta no longo prazo para justificar o aumento. Para outros analistas, contudo, a
demanda não justifica. "Neste momento, os fundamentos não dão sustentação em particular aos preços",
disse Eric Wittenauer, analista de futuros de energia do Wachovia Securities em St. Louis

A grande preocupação está no impacto dessa valorização sobre a inflação ao redor do mundo, que
trouxe dados melhores, mas segue acima do patamar considerado confortável. "É o petróleo o que não
deixa a inflação no exterior ceder", enfatizou o estrategista na BB Investimentos, Hamilton Moreira Alves.
Conforme observou, há uma diferença razoável entre as taxas cheias dos índices ao consumidor nos
Estados Unidos e Europa, em particular, e os núcleos - que excluem justamente alimentos e energia. Isso
mostra o impacto da commodity. Os preços ao consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês) subiram
3,9% em abril ante abril do ano passado, enquanto o núcleo avançou 2,3%. Na mesma base de
comparação, o CPI da zona do euro subiu 3,3% e o núcleo, 1,6%.

Os números amenizaram os ânimos, mas não foram considerados benignos ou garantem uma
tranqüilidade sólida, uma vez que os preços dos insumos continuam subindo. Na semana passada, a alta
nos metais e de commodities ligadas à energia ainda teve como propulsor um terremoto na China. O
argumento foi de que a tragédia que matou mais de 20 mil pessoas tenha maiores implicações para a
demanda e a produção dos metais, além de aumento das importações de diesel. Para o
economista-chefe da corretora Ativa, Arthur Carvalho, o comportamento dos preços seguirá afetando os
ânimos dos participantes do mercado. E o Brasil não passa ileso desta atenção. A piora recente nos
indicadores mantém a expectativa negativa para os dados que serão conhecidos nesta semana.

Enquanto nos Estados Unidos os analistas monitoram o índice de preços no atacado (PPI, na sigla em
inglês) de abril, a agenda doméstica traz prévias do IGP-M e do IPC-Fipe. Todos na terça-feira. A
previsão é de que o dado norte-americano acompanhe a desaceleração do último número, com o efeito
sazonal sobre os preços da gasolina exercendo uma influência de baixa sobre a taxa cheia do PPI. Para
os índices brasileiros, a expectativa é de que sigam aquecidos. Moreira Alves, da BB Investimentos,
ressalta que embora tenha mostrado uma deterioração, a inflação no Brasil permanece dentro da meta
de 4,5%, apenas um pouco acima do centro dela, diferente do quadro no exterior. O alívio no IPC-S da
FGV até 15 de maio, conhecido na sexta-feira, ainda não foi suficiente para firmar uma melhora nas
previsões.

Também nesta semana entrecortada pelo feriado de Corpus Christi na quinta-feira será acompanhado o
resultado da pesquisa do IBGE sobre o nível de emprego no País (dia 20), que ajudará a mostrar o ritmo
de aquecimento da economia brasileira e a força da pressão inflacionária decorrente dessa variável. A
atenção com os preços mantém ainda o mercado brasileiro na esperança de que o governo eleve a meta
do superávit primário, atualmente em 3,8%. Embora o anúncio do uso do excedente dessa "economia"
como parte dos recursos que irão formar o Fundo Soberano do Brasil (FSB) tenha indicado uma
elevação informal do superávit, não houve um decisão oficial. O aumento do superávit seria um outro
meio de combate à inflação, além da alta dos juros.

Na sexta-feira, fontes do repórter Ricardo Leopoldo disseram que o governo está estudando um pacote
de medidas na área fiscal e monetária a fim de reduzir a magnitude do ciclo de elevação de juros, que
incluiria o aumento de depósitos compulsórios dos bancos e a elevação do superávit primário de 3,8%
para 5% do PIB neste ano. As medidas devem ser anunciadas num bloco único a fim de mostrar ao
mercado que a política econômica está coordenada entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central e
visam a indicar que o Poder Executivo vai jogar pesado para manter a inflação sob controle e o
crescimento do País em bom nível no longo prazo. De acordo com as fontes, tais medidas, que ainda não
foram definidas em detalhes, podem ser anunciadas em breve.

De volta ao cenário externo, a pauta norte-americana conta ainda com a importante ata da última reunião
do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve, na quarta-feira. O documento é
referente ao encontro do final de abril, quando o banco central dos EUA reduziu o juro naquele país de
2,25% para 2% ao ano. Na visão dos economistas da área de pesquisa do Banif Banco de Investimento,
a ata poderá sinalizar a interrupção dos cortes para a próxima reunião do Fomc. No comunicado
divulgado na ocasião do anúncio da decisão, o Fed já havia sinalizado que o ciclo de redução de sete
meses pode estar perto do fim. Também serão observadas no documento as percepções da autoridade
monetária em relação à inflação, ao crescimento da economia dos EUA e à crise do crédito.

Há sim a percepção de que houve uma melhora nos dados de atividade dos EUA, ou pelo menos a
situação não piorou muito mais, assim como no ambiente de crédito. A queda na taxa Libor ajuda a
referendar isso. Mas, voltando, a inflação ainda não mostra alívio. E comentários como o do
ex-presidente do Fed Paul Volcker na última semana não ajudam. Para ele, que presidiu o Fed de 1979 a
1987, há muito mais inflação do que os números dizem. E, mais do que isso, disse ver "algumas
semelhanças" entre a inflação de hoje e a do começo dos anos 1970, quando uma combinação de
tendência de alta da inflação com elevação dos preços de energia e alimentos e uma reação fraca do
Fed criou o cenário para taxas de inflação de dois dígitos no fim da década.

Nesse contexto, fica complicado para analistas ou gestores usarem o verso final da música do Bloc Party
para tentar montar um cenário mais à frente para os clientes. Definitivamente, ainda é cedo para eles
dizerem: "I can tell you how this ends. We're going to win this" (Eu posso te contar como isso acaba, nós
vamos ganhar).

No cenário corporativo, as redes varejistas nos Estados Unidos continuam detalhando seus resultados do
primeiro trimestre nesta semana, entre elas a Home Depot, a Saks e a Gap. Também vale destacar o
resultado da Hewlett-Packard - que estava previsto na semana passada, mas foi adiado para esta. No
Brasil, não há divulgações relevantes nesse sentido. (Paula Laier)

O QUE ESTARÁ NO FOCO DOS MERCADOS

Bolsa
Vencimento de opções sobre ações abre semana em que petróleo e outras commodities seguirão como
destaques.


Câmbio
Possível anúncio de medidas para conter deterioração inflacionária, confirmação ou não de upgrade e
fluxo de dólares para o País dividem atenções.


Juros
Investidor olha Focus e índices de preços, na expectativa de ação do governo para combater inflação.


Petróleo
Fatores técnicos, dados de reservas, noticiário geopolítico e comportamento do dólar podem levar
cotação a superar US$ 130.


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Fechamento de Mercado em 16.05.2008

MEDIDAS CONTRA INFLAÇÃO E UPGRADE SÃO AS APOSTAS DA SEMANA

São Paulo, 19 - É mais curta a semana, com o feriado de CORPUS CHRISTI, na quinta-feira. Muita gente
deve emendar com o fim de semana, ainda mais que, na sexta-feira o pregão também será esvaziado
em NY, às vésperas do Memorial Day. Mas o fato de ser uma semana mais curta não quer dizer que será
uma semana morta. Tudo (de bom) pode acontecer. Você se lembra que foi no último feriado que o Brasil
ganhou o investment grade da S&P. Coincidência ou não, espera-se agora pela nota da FITCH.


COMO FECHOU O MERCADO NA SEXTA-FEIRA




Os juros futuros e o dólar à vista aceleraram à tarde as quedas exibidas desde a abertura com o aumento
dos rumores sobre um iminente upgrade do País pela Fitch e de que o governo estuda mais medidas
para ajudar a conter a pressão inflacionária. Entre essas medidas em estudo estariam um aumento do
superávit primário e da alíquota dos depósitos compulsórios dos bancos. Essas possibilidades foram
bem recebidas pelo mercado porque, se vierem a ser adotadas, o ciclo de alta da Selic não precisaria
ser tão intenso e longo, reduzindo o impacto do juro sobre o investimento produtivo. A desaceleração do
IPC-S de até 15 de maio também trouxe alívio aos juros e o DI de janeiro 2010, mais negociado, devolveu
todo o prêmio embutido esta semana. A moeda norte-americana terminou no menor valor em mais de
nove anos, a R$ 1,641, e a expectativa é de que, se saírem o upgrade do País e as medidas
especuladas, poderá testar R$ 1,620 no curto prazo. A Bovespa terminou na pontuação máxima, acima
dos 72 mil pontos pela primeira vez, o que representa o 4º recorde seguido só esta semana. O salto do
petróleo para novo patamar histórico e a alta dos metais impulsionaram as ações da Petrobras e da
Vale, que ancoraram o Ibovespa. O vencimento de opções sobre ações na segunda-feira também
favoreceu o desempenho positivo, apesar da queda dos índices acionários em Nova York.


JUROS

Assim como começou, o mercado de juros terminou a semana com taxas em queda, alimentada pela
informação de que o governo estuda mais medidas para ajudar a conter o processo inflacionário, entre
elas aumento do superávit primário e da alíquota dos depósitos compulsórios dos bancos. A avaliação é
a de que, uma vez adotadas tais propostas, o ciclo de alta da Selic não precisaria ser intenso, reduzindo
o impacto do juro sobre o investimento produtivo. No entanto, apesar do alívio, os DIs seguem em
patamares muito avançados, com prêmios ainda exagerados, que somente devem ser devolvidos de
maneira mais firme no caso de a boataria que influencia as operações há alguns dias, de fato, se tornar
realidade e se houver melhora dos índices de inflação corrente e das expectativas.

Os juros futuros aceleraram à tarde a queda exibida desde o início dos negócios e os principais contratos
conseguiram devolver as altas dos pregões recentes, retornando ao patamar do último dia 8 no caso do
DI janeiro de 2010. Os DIs mais longos mostraram a queda acentuada. O DI janeiro de 2010 (327.920
contratos) derreteu de 14,34% para 14,18%. O DI janeiro de 2012 (53.113 contratos) terminou em
13,78%, de 13,93% ontem. O DI janeiro de 2009 (152.875 contratos) cedeu a 13,04%, de 13,09%. Um
dos efeitos do movimento de baixa das taxas desde ontem é que a aposta de aumento da Selic em 0,75
ponto porcentual em junho perdeu o posto de majoritária nas mesas de operação e a previsão de
elevação em 0,5 ponto porcentual voltou a ganhar espaço.

Os contratos de juros passaram a acentuar o recuo a partir da matéria divulgada pelo AE-News às
13h41, segundo a qual o governo estuda um pacote de medidas nas áreas fiscal e monetária a fim de
reduzir a magnitude do ciclo de elevação de juros, que incluiria o aumento de depósitos compulsórios dos
bancos e a elevação do superávit primário de 3,8% para 5% do PIB neste ano, conforme apurou o
jornalista Ricardo Leopoldo. "O ministro Guido Mantega não tem dúvidas de que, se não fizer nada na
parte fiscal, o BC pode subir os juros com mais força em junho, quem sabe 0,75 ponto porcentual, e levar
a cotação do real ante o dólar para R$ 1,50", comentou uma fonte.

Há dias o mercado opera na expectativa de que o governo anuncie aumento nas alíquotas do depósito
compulsório para os bancos como forma de reduzir o poder de fogo das instituições para conceder
crédito, o que atuaria para arrefecer a demanda. Seria uma maneira eficiente de atacar a inflação de
curto prazo, sobre a qual a política monetária não tem mais gerência a partir de agora, reduzindo a
inércia a ser carregada para 2009 e produzindo efeitos benéficos também sobre as expectativas futuras
de inflação.

Já sobre a elevação do superávit primário, o ministro Mantega disse em entrevista dada esta semana
que não via necessidade de estabelecer uma meta maior por causa do fundo soberano. O mercado
reagiu furiosamente às declarações, mas hoje voltou a considerar tal hipótese. Segundo as fontes
ouvidas pelo repórter Ricardo Leopoldo, em troca de aceitar elevar o superávit, Mantega quer garantia do
BC de que a alta da Selic será moderada. "O Mantega não quer dar de bandeja a elevação do superávit
primário sem um compromisso do Meirelles de que vai maneirar nos juros e agir de alguma forma sobre
os compulsórios", frisou.

A possibilidade de haver medidas para conter o crédito foi abordada hoje pela coluna do jornalista Celso
Ming, em O Estado de S.Paulo, segundo a qual o governo estaria preparando a exigência de aumento
de capital dos bancos para concessão de crédito. A decisão teria dupla finalidade: aumentar a
segurança do sistema bancário acima do que determina o acordo de Basiléia 2 e também limitar a
expansão do crédito dos bancos, que cresceu 3,5% no primeiro trimestre e 31,1% nos últimos 12 meses.

Também teria colaborado para a queda dos juros logo na abertura a matéria trazida pela Folha de
S.Paulo, apontando que o BC reconhece que há um choque global de preços de alimentos que está fora
do controle da política monetária e que deve ser acomodado na banda superior da meta de inflação, de
até dois pontos porcentuais acima do centro de 4,5%.

Outro rumor que não sai das mesas de operação é o de que a Fitch Ratings está na iminência de
anunciar o investment grade para o Brasil. No último dia 30 de abril, quando a S&P elevou o rating do
País para tal classificação, a Fitch confirmou que sua equipe de rating soberano estava conduzindo uma
revisão dos ratings do País. De acordo com comunicado divulgado pela Fitch na ocasião, o rating
soberano do Brasil estava em revisão ativa.

Em meio a tantos boatos, o fato positivo da sexta-feira foi o IPC-S da segunda quadrissemana de maio,
que desacelerou de 0,83% na apuração anterior para 0,70%, vindo abaixo do piso das previsões dos
analistas, de 0,72%. Para o coordenador nacional do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S),
Paulo Picchetti, o resultado mais baixo do indicador pode ser classificado com uma "notícia positiva" e
capaz de trazer alguma esperança de que a inflação no varejo apurada pela Fundação Getúlio Vargas
(FGV) continuará em desaceleração nos próximos levantamentos.

No mercado de juros, o IPC-S, o rumor de upgrade e a aposta de que o governo, além das medidas já
anunciadas de desoneração fiscal e para ampliar a oferta de alimentos, continuará diversificando os
instrumentos para combater a inflação prevaleceram sobre o assustador recorde dos preços do petróleo
em Nova York. O barril fechou em inéditos US$ 126,29, com elevação de 1,75%.

A depender do que a imprensa trouxer no final de semana, a rota dos juros poderá ser alterada na
segunda-feira se a pesquisa Focus mostrar novamente deterioração das estimativas de inflação e Selic.
A próxima semana será mais curta em razão do feriado de Corpus Christi. Ou seja, o mercado deverá ter
apenas três pregões "para valer", já que na sexta-feira muitos investidores deverão estar ausentes,
emendando o feriado com o final de semana.

O Tesouro Nacional realizará leilão de troca de LTN na próxima segunda-feira, com oferta de 1,5 milhão
de títulos para 1/4/2009 e 1,5 milhão de papéis para 1/7/2009. Em contrapartida, aceitará LTN com
vencimento em 1/7/2008, cujo preço será divulgado pouco antes das 12h30, horário de início da
operação, que vai até as 13 horas. (Denise Abarca)


CÂMBIO

O dólar à vista acelerou à tarde a queda exibida desde a abertura na esteira do aumento dos rumores
sobre um iminente upgrade do Brasil pela agência Fitch e de que o governo prepara medidas
complementares à política monetária como forma de tirar parte do peso do combate à inflação das mãos
do Copom. A queda externa da moeda norte-americana ante o euro e o iene depois que o petróleo
atingiu nova máxima histórica e a confiança do consumidor nos EUA caiu ao menor nível em 28 anos
também pesou nas decisões de venda no mercado doméstico.

No fechamento, o pronto estava na mínima no balcão, em queda de 0,85%, a R$ 1,641, que também foi a
cotação de encerramento da roda da BM&F (-0,82%). Este é o menor valor do dólar à vista desde 20 de
janeiro de 1999, quando terminou a R$ 1,5735, informou o AE-Taxas. O giro financeiro total à vista
aumentou 14%, para cerca de US$ 3,231 bilhões (US$ 2,942 bilhões em D+2).

No mercado viva-voz de dólar futuro, os investidores também apostaram na queda das cotações e os
sete vencimentos transacionados projetaram taxas mais baixas. O dólar junho08, que respondeu por US$
12,69 bilhões do total de US$ 13,08 bilhões negociados, apontou declínio de 0,89%, a R$ 1,646.

Além de a cotação de fechamento do pronto ser a menor em mais de nove anos, a taxa de R$ 1,641
também já é inferior ao valor de encerramento em 2 de maio último, após o investment grade do Brasil
pela S&P, quando o pronto terminou a R$ 1,65 no balcão. Como na própria sessão de hoje o pronto já
aproximou-se do suporte de R$ 1,640, os comentários agora dão conta de que, se sair o próximo
upgrade do País, as cotações poderão testar o patamar de R$ 1,637 e, logo em seguida, poderá buscar
R$ 1,620.

Entre as supostas medidas que o mercado cogita que estariam em estudo pelo governo foram
destacadas uma possível elevação da meta de superávit primário do governo (de 3,8% do PIB,
atualmente), além da exigência de aumento do patrimônio dos bancos para concessão de crédito e uma
eventual elevação do compulsório sobre depósitos a prazo das instituições financeiras, segundo
antecipou o colunista Celso Ming, de O Estado de S.Paulo.

O mercado de juros futuros também reagiu em baixa a essas especulações em meio ao IPC-S de 15 de
maio menor que o esperado e a Bovespa bateu nova marca histórica de pontuação, ao subir 1,78%, para
72.766,9 pontos - este é o oitavo recorde de 2008 e o quarto só esta semana. Esses fatores domésticos
também estimularam os investidores a reduzirem posições em câmbio.

O IPC-S de até 15 de maio subiu 0,70%, ante aumento de 0,83% no índice de até 7 de maio. A taxa ficou
abaixo das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam
entre 0,72% e 0,80%, com mediana de 0,75%. Essa foi a menor taxa de variação para o índice desde a
primeira semana de abril de 2008, quando o IPC-S subiu 0,64%, informou a FGV.

Do lado externo, contribuíram ainda para o enfraquecimento do pronto a inversão de sinal do dólar para
queda em relação ao euro e ao iene depois que o petróleo atingiu nova máxima histórica e a confiança
do consumidor nos EUA caiu ao menor nível em 28 anos. Às 16h45, o euro subia 0,73%, a US$ 1,5585;
enquanto o dólar perdia 0,47%, a 104,18 ienes. O petróleo junho em Nova York encerrou no recorde de
US$ 126,29 o barril, após bater máxima intraday de US$ 127,82 por barril.

As cotações da commodity foram pressionadas desta vez pelo avanço dos preços dos derivados e com
o mercado sensível a problemas na oferta global, especialmente dos tipos de petróleo leves mais
procurados. A elevação da projeção do Goldman Sachs para o preço no segundo semestre do ano e
especulações de que a China estaria aumentando as compras de óleo diesel também ajudaram na alta.
Os analistas do banco de investimentos elevaram a projeção para o preço médio do petróleo no segundo
semestre de 2008 em US$ 34 para US$ 141 por barril, à medida que os efeitos de uma desaceleração
na tendência de longo prazo do crescimento da oferta aparecem nos preços da commodity.

Nos EUA, o índice preliminar de sentimento da Universidade de Michigan caiu para 59,5 em maio, o
menor nível desde junho de 1980, depois de ficar em 62,6 em abril. Os economistas ouvidos pela Dow
Jones esperavam que o índice recuasse para 61. Este indicador combinado com a arrancada do
petróleo neutralizaram a reação inicial positiva dos mercados à inesperada alta de 8,2% no número de
obras de imóveis residenciais iniciadas em abril, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 1,032
milhão de unidades, a maior elevação desde janeiro de 2006, informou o Departamento do Comércio.
Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam queda de 1,4% para este indicador.

Durante a sessão doméstica, o fluxo cambial foi fraco e aparentemente equilibrado, com a presença de
exportadores na venda e alguma demanda de importadores e para remessas financeiras. No leilão de
compra, o BC pode ter adquirido cerca de US$ 60 milhões. A taxa de corte foi de R$ 1,6482, acima do
valor do pronto naquele momento, de R$ 1,647 (-0,48%) no balcão.

Segundo um operador, o BC teria aceitado uma taxa de corte acima do pronto para assegurar a compra
de pequenos lotes ofertados na operação, descartando um eventual sinal de que estaria adotando uma
postura mais agressiva nessas operações. No leilão, foram apresentadas quatro propostas com taxas
declaradas, de quatro instituições financeiras, e todas foram aceitas. As taxas variavam R$ 1,6464 a R$
1,6482. Treze instituições não informaram as taxas na operação.

A próxima semana no Brasil será mais curta por causa do feriado prolongado de Corpus Christi, na
quinta-feira, dia 22. Na segunda-feira, os destaques da agenda são a Pesquisa Focus do BC e os dados
da balança comercial da terceira semana de maio, que serão divulgados pelo Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No calendário dos EUA, os indicadores mais importantes a serem divulgados são o índice de preços ao
produtor (PPI) de abril e o índice de atividade nacional do Federal Reserve Bank de Chicago, ambos na
terça-feira; e os dados de vendas de imóveis residenciais usados, da Associação Nacional dos
Corretores de Imóveis dos EUA (NAR), na sexta-feira. (Silvana Rocha)


BOLSA

A Bovespa encerrou a sexta-feira da mesma forma que atuou durante praticamente toda esta semana:
em alta e com recorde de pontuação, agora nos inéditos aos 72 mil pontos. As mesmas justificativas da
véspera explicam o desempenho desta sexta-feira: commodities em elevação no exterior, vencimento de
opções sobre ações na segunda-feira e a continuidade dos rumores de novo investment grade ao Brasil.

A Bolsa paulista encerrou a sessão em +1,78%, em 72.766,9 pontos, na máxima do dia. Foi o oitavo
recorde de 2008 e o quarto só nesta semana, substituindo o de ontem - 71.492,4 pontos, de fechamento
e intraday. Na mínima do dia, atingiu 71.496 pontos (+0,01%). Com o resultado de hoje, a Bolsa acumula
ganhos de 4,48% na semana, 7,22% no mês, e 13,90% no ano. O volume financeiro totalizou R$ 6,869
bilhões.

O ímpeto de compras na Bolsa foi forte já na abertura do pregão, com os investidores empurrando o
índice logo nos primeiros minutos aos 72 mil pontos. O movimento entre comprados e vendidos para o
vencimento da próxima segunda-feira foi a principal justificativa, principalmente porque ganharam mais
força os rumores do investment grade pela Fitch.

Que a elevação da nota brasileira pela Fitch logo deve acontecer, isso já não é novidade para mais
ninguém, sobretudo depois que a Standard & Poor's anunciou o investment grade, em 30 de abril. O que
têm influenciado nas decisões de negócios são os prazos para que isso aconteça. O mercado financeiro
concorda que vai ser para logo, e ontem e hoje os boatos davam conta de que esse logo seria hoje. A
lógica por trás do rumor, no entanto, é nenhuma. É o que o nome diz: rumor.

Fato é que, para a Bovespa, como o investment grade não saiu hoje durante o pregão, há uma grande
possibilidade de ele acontecer na próxima semana. E se esse boato virar fato na segunda-feira, no dia
do vencimento de opções, aí esse mercado deve ganhar corpo. Parte da musculatura do giro financeiro
de hoje - e também da alta porcentual do índice - já é parte deste movimento. Explico: os comprados
estão com a mão mais pesada neste vencimento e os vendidos, de olho na possibilidade do investment
grade os pegar no contrapé, assumiram hoje proteção para minimizar essa eventual perda, o que
significa que eles foram às compras.

Wall Street também deu oxigênio ao mercado doméstico, embora apenas no início e no final dos
negócios. As ações em Nova York subiram pela manhã na esteira do número de novas construções
iniciadas em abril. O índice subiu 8,2%, na maior elevação desde janeiro de 2006, mas os investidores
trabalhavam com 1,8% de queda. A euforia que se seguiu ao anúncio, no entanto, teve duração limitada
por causa do índice preliminar de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan. Este dado, de
suma relevância na tomada de decisões, caiu de 62,6 em abril para 59,5 em maio, o menor nível desde
junho de 1980. A previsão é de que recuaria para 61.

Como uma andorinha não faz verão, é preciso destacar que os índices norte-americanos já andavam na
corda bamba por causa do novo recorde do petróleo. No final da tarde, entretanto, as bolsas
norte-americanas acabaram devolvendo as perdas e contribuíram para mais uma arrancada da Bovespa.
O Dow Jones recuou apenas 0,05% no final, aos 12.986,8 pontos, o S&P acabou subindo, 0,13% e o
Nasdaq caiu 0,19%.

O petróleo, por sua vez, atingiu o patamar inédito de US$ 127,82 durante o pregão e fechou no histórico
US$ 126,29, em alta de 1,75%. Uma das razões que explicam sua alta é a mesma válida para os metais:
com o terremoto, a China deve consumir mais commodities para recuperar as zonas atingidas.
Particularmente, o petróleo ainda teve uma ajudinha de um relatório do Goldman Sachs elevando suas
previsões para o preço médio do produto no segundo semestre de 2008 em US$ 34, para US$ 141 por
barril.

Para a Bovespa, as commodities em elevação significam meio caminho andado para garantir um
fechamento neste mesmo sentido, visto que as blue chips Petrobras e Vale têm acompanhado o
movimento. Petrobras ON subiu 2,66% hoje (+5,77% na semana), Petrobras PN, +2,21% (+5,43% na
semana), Vale ON, +3,58% (+8,55% na semana), e Vale PNA, +3,13% (+7,71% no período).

O setor siderúrgico continua despontando como destaque de alta, na esteira da demanda aquecida por
aço e também pela perspectiva de aumento da produção e de repasse de preços. O setor bancário, por
outro lado, acabou titubeando por alguns momentos em meio às notícias de que o governo estuda a
possibilidade de aumentar os depósitos compulsórios dos bancos como uma das medidas de um pacote
nas áreas fiscal e monetária a fim de reduzir a magnitude do ciclo de elevação de juros.

Para o ex-diretor do BC e atual economista-chefe da Confederação Nacional de Comércio (CNC), Carlos
Thadeu de Freitas, o Banco Central tem, sim, espaço para exigir um capital maior dos bancos em
relação ao volume e prazos das suas operações de crédito. Essa alternativa, segundo ele, ataca de
forma mais direta a concessão de crédito. Outra medida que poderia vir a ser adotada pelo BC é o
aumento das provisões antecipadas que os bancos são obrigados a fazer junto ao BC para credores
duvidosos.

Momentaneamente, as ações dos bancos diminuíram os ganhos, mas logo retomaram a trajetória firme
de elevação. Afinal, as medidas são apenas estudos que podem nem sair do papel. E, segundo os
analistas, mesmo com ações dessa natureza, a economia mostra uma expansão firme que não deve
afetar a demanda por crédito. Pelo menos não tão cedo. De qualquer forma, são medidas que podem
pesar sobre os papéis nos próximos dias.

Para a próxima semana, o vencimento de opções sobre ações vai concentrar as atenções na
segunda-feira, mas o destaque mesmo da agenda é a ata da última reunião do Fomc, que o BC
norte-americano divulga na próxima quarta-feira. Vale lembrar que a semana, no Brasil, será cortada pelo
feriado de Corpus Christi na próxima quinta-feira.

Uma realização de lucros não está descartada e até vem sendo 'pedida' para corrigir a esticada dos
últimos dias. De qualquer forma, a trajetória continua a ser de ganhos. Em entrevista ao AE Broadcast ao
Vivo, o economista-chefe da Votorantim Asset Management, Fernando Fix, projetou 80 mil pontos à
Bovespa no final do ano, ou até mesmo acima disso. "Os fundamentos do Brasil estão muito positivos. A
bolsa do Brasil está alternando entre o 1º e 2º lugar em termos de expansão de lucros no mundo, tendo
ficado para trás em alguns momentos para a China. A configuração do investment grade reforça o call
dos 80 mil pontos e o viés é de alta", disse.

As maiores altas do Ibovespa hoje foram Sadia PN (+5,61%), Metalúrgica Gerdau PN (+5,49%) e Gerdau
PN (+5,07%). Usiminas ON subiu 4,34%, PNA, + 4,13%, CSN ON, +2,59. Bradesco PN, +0,45%, Itaú PN,
+0,06%, e BB ON ,+1,36%.

A maior queda ficou com Rossi Residencial ON (-14,91%). A empresa anunciou hoje lucro líquido de R$
20,341 milhões nos três primeiros meses de 2008, queda de 29,6% contra o lucro de R$ 28,897 milhões
um ano antes. A segunda maior queda do índice foi Pão de Açúcar PN (-4,28%), seguida por TAM PN
(-3,30%). (Claudia Violante)



Agenda
19/05/2008 - Segunda-feira



Focus, balança e leilão de Jirau são destaques



A agenda de hoje está basicamente concentrada no mercado doméstico, que traz como destaques a
pesquisa Focus e a balança comercial da terceira semana. Na Bovespa, acontece o vencimento de opções
sobre ações. Os investidores também estarão atentos ao leilão da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira,
realizado pela Aneel. Nos EUA, sai o índice dos indicadores antecedentes. Confira os eventos
político-econômicos previstos para esta segunda-feira, 19 de maio:

BC DIVULGA ÀS 8H30 PESQUISA FOCUS - Às 8h30, o Banco Central divulga a pesquisa semanal Focus,
contendo previsões do mercado para os principais indicadores econômicos e financeiros. A expectativa desta
segunda-feira, mais uma vez, é com as previsões em relação à inflação e aos juros.

BALANÇA COMERCIAL SAI ÀS 11H - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)
divulga, às 11 horas, o resultado da balança comercial referente à terceira semana de maio.

EUA: INDICADORES ANTECEDENTES ÀS 11H - A Conference Board divulga às 11 horas o índice dos
indicadores antecedentes de abril. Economistas prevêem -0,1%.

EUA: TESOURO DETALHA LEILÃO DE T-BILLS ÀS 11H - O Tesouro anuncia às 11 horas detalhes do leilão de
T-bills de 4 semanas marcado para terça-feira. O Tesouro leiloa US$ 25 bilhões em T-bills de 3 meses e US$
23 bilhões em T-bills de 6 meses, devendo divulgar o resultado às 14 horas.

VENCIMENTO DE OPÇÕES SOBRE AÇÕES NA BOVESPA - Acontece hoje na Bovespa o vencimento de opções
sobre ações.

ANEEL LEILOA A PARTIR DAS 14H HIDRELÉTRICA DE JIRAU - A Aneel realiza em Brasília, a partir das 14 horas,
o leilão da usina hidrelétrica de Jirau, a ser construída no rio Madeira (Rondônia). Dois consórcios confirmaram
participação: 1) Jirau Energia, formado por Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura (17,6%), Construtora
Norberto Odebrecht (1%), Andrade Gutierrez (12,4%), Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig) (10%),
Furnas Centrais Elétricas (39%) e Fundo de Investimentos Amazônia Energia II, formado pelos bancos Banif e
Santander (20%); e 2) o consórcio Energia Sustentável do Brasil, formado por Suez Energy (50,1%), Camargo
Corrêa (9,9%), Eletrosul e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), com 20% cada. Vencerá a
disputa o consórcio que se propuser a construir e operar a usina de 3.300 megawatts (MW) cobrando a
menor tarifa pela energia. O governo estabeleceu o preço-teto de R$ 91 por MW/hora para a energia que
será produzida na hidrelétrica.

FGV DIVULGA ÀS 8H IPC-S REGIONAL - Às 8 horas, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga os resultados
regionais de inflação das sete capitais usadas para cálculo do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal
(IPC-S) de até 15 de maio. Às 11 horas, a FGV concede coletiva de imprensa sobre o índice.

TESOURO FAZ LEILÃO DE TROCA DE LTN - O Tesouro Nacional realiza leilão de troca de LTN, com oferta de
1,5 milhão de títulos para 1/4/2009 e 1,5 milhão de papéis para 1/7/2009. Em contrapartida, aceitará LTN
com vencimento em 1/7/2008, cujo preço será divulgado pouco antes das 12h30, horário de início da
operação, que vai até as 13 horas. O resultado será informado a partir das 14h30 e a liquidação será no dia
21 de maio.

FECOMERCIO DIVULGA CONFIANÇA DO CONSUMIDOR DE MAIO - A Federação do Comércio do Estado de São
Paulo (Fecomercio) divulga o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), referente a maio. O ICC é apurado
mensalmente pela Fecomercio desde 1994.

MINC SE REÚNE COM LULA ÀS 18H30 - O Palácio do Planalto marcou para as 18h30 o encontro do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva com o ambientalista Carlos Minc, escolhido para ser o novo ministro do Meio
Ambiente. A previsão do Planalto é de que a posse do novo ministro ocorra às 12 horas da quarta-feira.

COUTINHO E TEMPORÃO PARTICIPAM ÀS 10H DE SEMINÁRIO DO BNDES - Às 10 horas, o presidente do
BNDES, Luciano Coutinho, e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participaM da abertura do Seminário
sobre o Complexo Industrial da Saúde. No BNDES.

BACHA, ARIDA, GUSTAVO FRANCO E LARA RESENDE RECEBEM HOMENAGEM NO RIO - O ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso é convidado para a entrega da Medalha Pedro Ernesto aos economistas que
formularam o plano Real: Edmar Bacha, André Lara Resende, Pérsio Arida e Gustavo Franco. Às 17h, na
Câmara Municipal do Rio.

CAIXA DIVULGA BALANÇO DO TRIMESTRE ÀS 14H30 - A Caixa Econômica Federal (CEF) divulga o resultado
financeiro do primeiro trimestre de 2008. Os números serão anunciados às 14h30. Em seguida, haverá
entrevista da presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, e dos vice-presidentes de Controle e Risco
da instituição, Marcos Vasconcelos, de Finanças, Márcio Percival, e de Governo, Jorge Hereda.

COSTA (PETROBRAS) E GARCIA (UNIPAR) EM SEMINÁRIO - O presidente da Unipar, Roberto Garcia, e o diretor
de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, devem comparecer ao 8º Congresso Brasileiro de
Petroquímica e ao 4º Congresso da Indústria Química do Mercosul, ambos às 16 horas. Pela manhã, os
eventos contarão com sessões técnicas, e iniciará programação a partir das 14h30. No Rio.

SUBSECRETÁRIO (EUA) E SECRETÁRIO (BRASIL) DEBATEM COMÉRCIO AGRÍCOLA - O comércio de produtos
agrícolas entre Brasil e Estados Unidos será discutido, a partir das 9 horas, em Brasília, pelo secretário de
Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, do Ministério da Agricultura, com o subsecretário de
Programas Agrícolas e Assuntos Internacionais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, Mark
Keenum. Às 12h30, eles dão entrevista coletiva. Entre os temas da discussão estão o comércio de carnes,
especialmente a bovina, e as restrições impostas pelo Brasil às importações de trigo norte-americano.



VEJA MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

São Paulo, 19 - Estas são as manchetes dos principais jornais nesta segunda-feira:

O Estado de S. Paulo
FUTURO MINISTRO PEDE EXÉRCITO EM RESERVAS DA AMAZÔNIA
Oposição diz que nova CPMF é 'chantagem'
A três meses do pedágio, Fernão Dias e Régis melhoram
'Remédio inteligente' é novo recurso contra diabete
Justiça eleitoral - 368 vereadores perdem mandato

Folha de S.Paulo
CRESCE LUCRO DE EMPRESAS, MAS INFLAÇÃO AMEAÇA
Futuro ministro quer Amazônia protegida pelas Forças Armadas
Associação de magistrados prega Justiça 'espiritualizada'
Venezuela acusa a Colômbia de invasão militar
Missão de paz no Haiti custou R$ 464 milhões

O Globo
MINC PEDIRÁ QUE EXÉRCITO VIGIE RESERVAS NA AMAZÔNIA
Planalto apóia nos bastidores volta da CPMF
País importa US$ 10 bi para se modernizar
Salário médio no TCE é de R$ 11 mil

Jornal do Brasil
MINC QUER R$ 700 MI PARA CUMPRIR METAS
Obras de R$ 8,7 bi vão a leilão

Gazeta Mercantil
GOVERNO APÓIA PRODUÇÃO LOCAL DE FARMACÊUTICA
Moveleiras na rota para formar conglomerados
D&AD atinge recorde de prêmios e Brasil leva dois
Multicultura traz sucesso, diz Ghosn
Yolanda Queiroz é eleita personalidade do ano
Hidrelétrica de Jirau - Analistas prevêem disputa acirrada no leilão que deve ocorrer hoje, em Brasília
Bolsa
sobe 1,78%, para 8º recorde de 2008
Banco dinamarquês mira o Brasil
GE confirma intenção de venda
Romi terá produção no exterior

Valor Econômico
INVESTIMENTOS JÁ ATINGEM TODOS OS SETORES INDUSTRIAIS
Eletropaulo e Isa enfrentam ação bilionária
GP quer a Magnesita globalizada e na liderança
Eles vivem de devastar florestas
Starbucks procura recuperar o velho sabor
Derretimento de geleiras abre rotas marítimas pelo Ártico
Korn/Ferry aposta suas fichas na AL
Dívida externa volta a aumentar e ultrapassa US$ 202 bi no trimestre
Gávea, de Armínio Fraga, faz sua estréia em fundos voltados para ativos negociados no exterior
Accenture cresce no Brasil
Cargill fora das rações
Citi pode deixar a Alemanha
Aperto monetário à vista
Novo Mercado chega às cem

Correio Braziliense
"ECOXIITA", MINISTRO PÕE MAIS LENHA NA FOGUEIRA

Financial Times
MICROSOFT RETOMA CONVERSAS COM YAHOO

The New York Times
MCCAIN VAI DEPENDER DO DINHEIRO DO PARTIDO REPUBLICANO

The Wall Street Journal
MICROSOFT VOLTA A NEGOCIAR COM O YAHOO, BUSCANDO ACORDO MAIS LIMITADO





COMO FECHOU O MERCADO DA DÍVIDA EXTERNA NA SEXTA-FEIRA

Nova York, 19 - Os preços dos bônus governamentais dos países emergentes tiveram uma leve alta na
sexta-feira, com o spread do índice EMBI+, do JPMorgan Chase, chegando a 254 pontos-base no fim da
tarde, de 261 pontos-base na véspera. O risco Brasil, medido pelo EMBI+, oscilou entre 201 pontos-base
e 213 pontos-base e estava em 202 pontos-base às 17h50 (de Brasília), de 210 pontos-base na
quinta-feira. Após o anúncio do fim do locaute dos produtores rurais, o risco Argentina reduziu-se para
547 pontos-base, de 556 pontos-base na quinta-feira.

Embora a nova alta dos preços das commodities tenha contribuído para a alta dos preços dos bônus
emergentes na sexta-feira, o mercado continuou sem direção. "Todas essas ampliações e reduções de
spread aconteceram na falta de direção clara, e entramos no fim de semana com muita incerteza", disse
o estrategista Paul Bizko, da RBC Dominion Securities. As informações são da Dow Jones. (Renato
Martins)




COMO FECHOU O AFTER MARKET NA SEXTA-FEIRA

São Paulo, 19 - O after market da Bovespa movimentou R$ 49,213 milhões na sexta-feira, após 5.125
transações. Entre os papéis mais negociados Petrobras PN e Vale PNA mantiveram a liderança, com
volume de R$ 6.501.586,00 e R$ 3.306.911,00, respectivamente.

Na seqüência, estão Bradesco PN (R$ 4.205.024,00), CSN ON (R$ 2.843.936,00) e Rossi Residencial
ON (R$ 2.311.627,00). Os papéis da construtora fecharam em baixa de 14,36%, após o grupo ter
divulgado queda de 29,6% nos lucros no primeiro trimestre. (Equipe AE)




Rentabilidade Ibovespa - Nominal
Hoje: 1,78
7 Dias: 4,36
30 Dias: 16,20
No Ano: 13,90
12 Meses: 44,04

Ibovespa: 72.766 pontos
Volume:
R$ 6.866.556 mil

Maiores Altas e Baixas

Ibovespa encerra em forte alta e atinge mais um recorde histórico de pontuação


16 de Maio de 2008 às 17:44 horas

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, fechou em alta, batendo mais um recorde de pontuação em seu encerramento, ultrapassando pela primeira vez na história a barreira dos 72 mil pontos. Internamente, a agenda econômica contou com a divulgação apenas do IPC-S. Com isso, os investidores voltaram sua atenção para algumas notícias e resultados corporativos entregues após o encerramento do pregão anterior. Nos EUA, as bolsas operaram em queda e o mercado acompanhou alguns dados divulgados pelo Departamento do Comércio.

O dólar fechou cotado a R$ 1,642, queda de 0,84%, o menor valor de encerramento desde janeiro de 1999.

No ambiente econômico doméstico, a Fundação Getúlio Vargas divulgou que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal), de até 15 de maio, ficou em 0,70%, ante alta de 0,83% na leitura anterior. Esse resultado ficou abaixo da projeção dos analistas, que esperavam um resultado entre 0,72% e 0,80%.

No cenário corporativo, a temporada de balanços referente ao primeiro trimestre de 2008 continuou em foco. Vale lembrar que ontem foi o prazo final para as empresas entregarem seus balanços, e algumas o fizeram após o encerramento dos negócios. A Sabesp anunciou que obteve um lucro líquido de R$ 303,73 milhões no período em questão, uma pequena elevação quando comparado ao montante de R$ 292,88 milhões registrado no mesmo período de 2007. Perto das 17h, as ações ON da empresa apresentaram desvalorização de 1,16%.

A Eletropaulo divulgou um lucro líquido de R$ 150,50 milhões no primeiro trimestre deste ano, um recuo de 9,19% em comparação ao montante de R$ 165,73 milhões obtido em igual período do ano anterior.

A Eletrobrás divulgou que obteve um lucro de R$ 841,53 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma grande elevação de 260,92% ao resultado de R$ 233,16 milhões registrado no primeiro trimestre de 2007. Perto das 17h, os papéis PNB da empresa apresentaram valorização de 0,85%.

A Rossi Residencial apresentou um lucro líquido de R$ 20,34 milhões no 1º tri. de 2008, uma queda quando comparado ao montante de R$ 31,30 milhões obtido em igual período de 2007. As ações ON da empresa lideraram as desvalorizações do Ibovespa, com forte queda de 14,91%, perto das 17h.

Entre as notícias corporativas, a Gerdau entrou hoje com um pedido junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) da Bahia para pesquisar uma jazida de minério de ferro na região de Jussiape. Segundo Teobaldo de Oliveira Júnior, chefe do DNPM na Bahia, a empresa prevê investir US$ 20 milhões nessa fase de investigação. A companhia informou que está fazendo estudos para avaliar a viabilidade econômica de instalar um empreendimento na área de mineração no local. As ações PN da empresa, figuraram entre as maiores altas do Ibovespa, por volta das 17h.

Nos EUA, as bolsas operaram em queda nesta sexta-feira. Os investidores analisaram alguns resultados corporativos referente ao primeiro trimestre deste ano e dados principalmente do Departamento de Comércio.

O Departamento do Comércio anunciou que as permissões para novas construções no EUA tiveram um aumento de 4,9% em abril. Esse resultado ficou acima do que esperavam os analistas. Já o número de novas construções iniciadas em abril aumentou em 8,2. Entretanto, o Departamento do Comércio divulgou que o número de construções iniciadas em abril está 30,6% abaixo dos números registrados em 2007.

A Universidade de Michigan informou que a confiança do consumidor americano diminuiu em maio na comparação com o mês anterior. O indicador que mede esse sentimento ficou em 59,5 ante os 62,6 de abril. Vale ressaltar que esta foi a leitura mais baixa, desde junho de 1980, para o índice que mede a confiança do consumidor nos EUA.

Na Nymex, durante o período da manhã, o petróleo chegou a romper a barreira dos US$ 127,00 pela primeira vez na história. O principal fator para essa elevação foi uma explosão ocorrida ontem em um oleoduto da Nigéria, maior produtor de petróleo da África. O petróleo fechou o dia cotado a US$ 126,29, alta de 1,75%, novo recorde de encerramento.

Resumo da Semana (de 12/05/2008 a 16/05/2008)

A Bolsa de Valores de São Paulo operou entre períodos de altas e baixas nesta semana, com o Ibovespa batendo novos recordes de pontuação, rompendo a barreira dos 72 mil pontos pela primeira vez na história. No âmbito interno, os investidores acompanharam a divulgação de alguns indicadores econômicos. Entretanto, o destaque ficou por conta do fim da temporada de balanços referente ao primeiro trimestre de 2008. Além disso, outra notícia de destaque foi a divulgação do lançamento de um novo plano de desenvolvimento, anunciado pelo governo, com objetivo de aumentar as exportações e os investimentos no país. Nos Estados Unidos, o mercado avaliou a divulgação de alguns indicadores e o pronunciamento do presidente do Fed, Ben Bernanke.

No âmbito econômico interno, o Banco Central divulgou sua pesquisa semanal Focus. Conforme a pesquisa, o mercado elevou novamente as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2008, passando de 4,86% para 4,96%. Para a taxa básica de juro, a Selic, as projeções subiram de 13% para 13,25% ao final de 2008.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), apresentou alta de 0,97% em abril, ante alta de 0,66% em março. Já o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), no mês de maio, subiu 1,52%, atingindo seu maior nível desde dezembro de 2007.

No cenário corporativo, o final da temporada de balanços do 1ºTri. de 2008 continuou atraindo o mercado. A Petrobrás anunciou que obteve um lucro líquido de R$ 6,93 bilhões no 1º tri. de 2008, uma alta de 67,65% em comparação aos R$ 4,13 bilhões obtidos no mesmo período de 2007.

No setor financeiro, o destaque ficou com o balanço apresentado pelo Banco do Brasil, que registrou um lucro líquido de R$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre de 2008, tendo um crescimento de 66,6% em comparação ao resultado apurado em igual período do ano anterior.

As ações ON da Nossa Caixa acumularam alta de 10,39% nesta semana. A companhia informou que alcançou um lucro líquido de R$ 114,85 milhões no 1ºTri. de 2008, uma elevação de 30,96% em relação ao lucro obtido no mesmo período de 2007, que foi de R$ 87,7 milhões.

Os papéis ON da JBS Friboi, também estiveram entre as maiores desvalorizações do Ibovespa. A empresa informou que no primeiro trimestre de 2008 apresentou um prejuízo líquido de R$ 6,16 milhões, ante o lucro de R$ 10,64 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.

Entre as notícias corporativas, no início da semana, o mercado recebeu com "bons olhos" o lançamento de um novo plano de desenvolvimento, anunciado pelo governo, cujo objetivo é aumentar as exportações e os investimentos no país. Adiada pelo menos quatro vezes no último ano em razão de divergências entre os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, a nova política industrial foi lançada nesta segunda-feira. O Plano de Desenvolvimento Produtivo, como está sendo chamado oficialmente, é composto por 20 medidas de desoneração tributária e por programas de financiamento especiais para determinados setores, que somarão uma renúncia fiscal de R$ 21,4 bilhões até 2011.

Os papéis PNB da Aracruz estiveram em evidência nesta semana. A notícia de que a Aracruz venceu o acordo de acionistas firmado entre os grupos Lorentzen, Safra, VCP e BNDESPar influenciou positivamente as ações da companhia. Os papéis da Votorantim Celulose e Papel (VCP) também obtiveram destaque. Pois segundo a notícia, a VCP por já possuir uma participação de 28% no capital com direito a voto da empresa, é tida como uma candidata natural a comprar o controle da Aracruz.

Na quarta-feira, a Bovespa divulgou que o saldo de investimentos estrangeiros no mercado de ações brasileiro está positivo em R$ 2,14 bilhões somente nos nove primeiros dias de maio. No ano, o saldo acumulado de investimentos estrangeiros está em R$ 8,96 bilhões até o dia 9 de maio.

Nos Estados Unidos, o mercado contou com a divulgação de alguns dados econômicos, além do discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, que discursou na terça-feira, em uma Conferência Anual do Fed de Atlanta. Bernanke comentou que a recuperação dos mercados financeiros melhorou, porém, a situação ainda não está satisfatória. O chairman do banco central americano disse que "levará algum tempo até que as instituições financeiras consigam fazer frente à crise, levantando capital e melhorando o gerenciamento de risco".

O Departamento de Trabalho dos EUA, informou que o CPI subiu 0,2% no mês de abril, ante alta de 0,3% em março. O núcleo do CPI, que exclui os itens voláteis como energia e alimentação, avançou 0,1% em abril, ficando abaixo das expectativas do mercado e da variação de 0,2% registrada em março.

O Departamento de Energia divulgou que os estoques de petróleo nos EUA apresentaram alta de 200 mil barris na semana passada em comparação à anterior, bem abaixo do que estava sendo aguardado pelo mercado.

O Departamento do Trabalho anunciou que o número de pedidos de auxílio-desemprego subiu em 6 mil na semana terminada no dia 10 de maio, para 371 mil, ajustados sazonalmente. O resultado ficou um pouco acima do que esperavam os analistas, que era um avanço de 5 mil pedidos se comparado à semana anterior.


IBOVESPA

Maiores de HOJE

Altas

Preço

(%)

Sadia S.A. PN

12,99

5,60

Gerdau Met. PN

105,80

5,49

Gerdau PN

80,04

5,06

Copel PNB

30,58

4,54

JBS ON

7,89

4,50

Nossa Caixa ON

26,65

4,42

Usiminas ON

95,11

4,34

Usiminas PNA

93,20

4,13

Cyre Com-CCP ON

12,49

4,08

Cesp PNB

29,15

3,92

Baixas

Preço

(%)

Rossi Resid. ON

15,58

-14,90

Pao de Acucar-CBD PN

38,00

-4,28

Tam S.A. PN

36,60

-3,30

CCR Rodovias ON

31,39

-3,26

Telesp Atual PN

47,52

-2,70

Vcp PN

53,95

-2,17

All Amer.Lat. Unit

23,41

-2,05

Telemar N L PNA

91,30

-1,71

Gol PN

27,14

-1,66

Braskem PNA

13,36

-1,40

Maiores na SEMANA

Altas

Preço

(%)

Souza Cruz ON

52,50

11,89

Nossa Caixa ON

26,65

11,03

NET PN

25,17

9,86

Natura ON

20,40

9,38

Gerdau Met. PN

105,80

9,19

Gerdau PN

80,04

8,96

Vale do Rio Doce ON

72,09

8,54

Usiminas PNA

93,20

8,49

Usiminas ON

95,11

8,07

Transm. Paulista PN

48,30

8,00

Baixas

Preço

(%)

Rossi Resid. ON

15,58

-13,43

Telemig Part. PN

49,00

-10,12

Eletropaulo PNB

38,75

-2,74

Tim Part. S.A. PN

5,14

-2,65

Telemar ON

52,50

-2,60

Pao de Acucar-CBD PN

38,00

-2,56

CCR Rodovias ON

31,39

-2,54

Tim Part. S.A. ON

7,18

-1,65

Tam S.A. PN

36,60

-1,64

Braskem PNA

13,36

-1,03

Maiores no ANO

Altas

Preço

(%)

Usiminas ON

95,11

73,30

Usiminas PNA

93,20

73,15

Sid. Nacional ON

83,30

62,29

Gerdau PN

80,04

54,86

Gerdau Met. PN

105,80

50,03

Telemar N L PNA

91,30

35,38

JBS ON

7,89

34,42

Cosan ON

27,90

34,13

Sadia S.A. PN

12,99

31,14

Transm. Paulista PN

48,30

31,06

Baixas

Preço

(%)

Gol PN

27,14

-37,58

Cesp PNB

29,15

-32,84

Rossi Resid. ON

15,58

-30,71

Duratex PN

35,25

-18,08

Lojas Americanas PN

13,10

-15,52

Tim Part. S.A. ON

7,18

-14,53

Tim Part. S.A. PN

5,14

-13,22

Tam S.A. PN

36,60

-12,96

Embraer ON

17,28

-12,95

Telemar ON

52,50

-10,02

Obs: Cotações de papéis do Ibovespa referentes às 17:09h

Obs: * Lote de Mil


Lafis

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