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sábado, abril 26, 2008

Vale: impressão negativa do lucro fica de lado

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
25/04/08 - 17h30
InfoMoney

SÃO PAULO - À primeira impressão, o resultado operacional da Vale (VALE5) no primeiro trimestre pode preocupar os investidores, por destacar um recuo de quase 56% no lucro líquido. Mas diferentemente desta visão, o balanço da mineradora gerou até elogios dos analistas, e ainda alimentou as apostas em relação aos próximos trimestres.

Os analistas da Brascan foram enfáticos ao anunciar que os ganhos do período foram impactados por eventos relacionados ao hedge de ativos em níquel, alumínio e cobre, que afetaram diretamente os números finais da companhia.

O nível de preços do níquel foi o ponto destacado pela Link para fundamentar o recuo no lucro, que em termos de dólar veio bem inferior aos 55,8% reportados em reais, evidenciando os impactos da valorização cambial sobre o balanço.

"Ressaltamos que em US GAAP o lucro líquido apresentou variação negativa de 25,1%, enquanto que o Ebitda - geração operacional de caixa - ajustado elevou-se 5,6%", salienta a corretora Socopa.

Receita baixa, mas surpresa com Ebitda e custos
Apesar da receita líquida baixa, a Link destacou para o fato de que a mineradora apresentou queda nos custos e conseqüentemente, maiores margens operacionais. "O grande ponto positivo foi o menor CPV (Custo dos Produtos Vendidos), mesmo com alguma desvalorização do dólar no período", completa a instituição.

Outra preocupação entre os investidores diz respeito ao grau de endividamento da empresa após a aquisição da Inco. E é aí que entra outro ponto favorável deste resultado para a Link, que considerou que a partir dos números deste trimestre, conseguimos ver uma estagnação da relação dívida líquida/Ebitda, mantendo-se em níveis "confortáveis".

Voltando ao recuo das receitas, a Brascan salientou que depois de dois trimestres seguidos de queda no volume comercializado, a atenção dos investidores deve se voltar à capacidade da empresa em retomar estes volumes e o comportamento da estrutura de custos, que já deu sinais de melhora neste balanço.

Reajustes entram na próxima
A despeito da impressão inicialmente negativa provocada pelos dados, as apostas para os próximos trimestres da companhia só crescem, e uma importante questão não pode ser deixada de lado: o reajuste do minério de ferro e pelotas.

Este ponto foi mencionado por todos os analistas consultados pela InfoMoney, e o investidor deve se atentar para o fato de que o expressivo avanço conseguido pela Vale nos contratos frente às siderúrgicas será evidenciado a partir dos resultados do segundo trimestre, fator que favorece as perspectivas em relação ao futuro dos papéis.

Além desta premissa, a Socopa buscou destacar que a demanda chinesa continua aquecida, respondendo por 16,7% da receita total da empresa.

"Para 2008 como um todo, esperamos um forte crescimento das receitas, por volta de 40%, com a implementação dos novos preços do minério de ferro e pelotas, mantendo um crescimento robusto para as receitas da empresa", complementa a Link.

Oportunidade de "entrada"
Entre tantos pontos destacados, a visão dos analistas de modo geral favorece a empresa. Em meio ao impacto do recuo no lucro líquido, os papéis da empresa tendem a sofrer um movimento de ajuste.

Caso esta expectativa se concretize de maneira mais branda, os analistas do Santander não interpretam como movimento negativo, mas como ótima oportunidade de "entrada".


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