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sábado, abril 12, 2008

Para analistas do Santander e JPMorgan, papéis da Vale estão subvalorizados

Por: Nathália A. Terra Pereira
11/04/08 - 20h45
InfoMoney

SÃO PAULO - A Vale (VALE5) continua arrancando elogios por parte dos analistas, que apostam em uma recuperação dos ativos da mineradora brasileira, tendo em vista sua baixa cotação frente às perspectivas favoráveis e os bons fundamentos da companhia. Esta é a visão da equipe do JPMorgan, compartilhada pelos analistas do Santander.

A começar pelo fracasso das negociações pela Xstrata, fator que, na leitura do JPMorgan, é positivo às ações da companhia, uma vez que as isenta das tensões dos investidores em torno da possível transação, como uma supervalorização na compra da mineradora anglo-suíça e a obtenção de dívidas muito elevadas.

A desistência da Vale pela empresa, na opinião do JPMorgan, demonstra um management disciplinado mas, ao mesmo tempo, atento à maior concorrência no mercado internacional. Contudo, contrariando estimativas, os papéis da Vale não obtiveram um movimento de recuperação consistente após o malogro das negociações pela Xstrata.

Para o JPMorgan, isto se deve à rapidez com que rumores de novas aquisições surgiram na mídia, envolvendo a Vale a nomes como os da Freeport, Alcoa e Norsk Hydro. Embora reconheça que a agressiva estratégia de aquisições seja parte fundamental do expressivo crescimento reportado pela Vale nos últimos anos, o banco de investimentos acredita que os sólidos fundamentos da companhia deverão guiar a recuperação de seus papéis no mercado.

Perspectivas sólidas de crescimento
Leitura similar é adotada pelos analistas do Santander. Segundo a equipe do banco, a congestão dos papéis da Vale nos últimos meses sinaliza que o mercado ainda não precificou o reajuste, bem acima do esperado, aplicado pela mineradora brasileira em produtos como o minério de ferro e pelotas de alto forno, o que traz a expectativa de valorização dos ativos em breve.

O
otimismo se estende às perspectivas de desempenho da companhia nos próximos anos. O Santander elevou suas projeções para o Ebitda - geração operacional de caixa - da Vale neste ano de US$ 21,2 bilhões para US$ 25,6 bilhões, o que, frente ao desempenho de 2007, configura um crescimento de 52%.

Boa parte de tais números tão expressivos deve se dar por conta do segmento de minério de ferro. De acordo com as projeções do JPMorgan, os ganhos com tal setor devem subir de US$ 14 bilhões apresentados no ano passado pela Vale para US$ 25 bilhões neste ano, impulsionados pelo aumento no volume e no preço.

Papéis têm expressivos upsides
Com perspectivas tão otimistas, o fraco desempenho dos ativos da Vale não encontra uma explicação razoável, na leitura exposta pelos analistas do JPMorgan e do Santander. "O preço atual dos papéis da Vale não reflete os excelentes fundamentos da companhia", afirma o Santander em sua visão otimista acerca da mineradora.

Os analistas do banco elevaram seu preço-alvo aos ADRs (American Depositary Receipts) da Vale ao final deste ano de US$ 37,00 para US$ 48,00, o que, frente à cotação de fechamento dos papéis na última quinta-feira, representa um potencial de valorização de 34,98%. A recomendação de compra foi reforçada.

Por sua vez, a equipe do JPMorgan elevou sua sugestão aos ADRs da brasileira de "neutra" para "overweight" - desempenho acima da média do mercado - , além de reiterarem sua visão de que os ativos devam encerrar este ano cotados a US$ 46,10, o que configura um upside de 29,64% em relação ao último pregão.


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