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terça-feira, abril 08, 2008

Fechamento de Mercado em 07/04/2008

CONTINGENCIAMENTO MAIOR DEVE AGRADAR E VOLTA A MEXER COM DI

São Paulo, 8 - A BOVESPA até pode buscar o seu recorde hoje, porque isso está para acontecer a
qualquer momento. Mas o dia ainda é dos JUROS, e de toda polêmica e especulações e notícias que o
assunto produz. A última novidade está nas primeiras páginas e é de ontem à noite. Os mercados já
estavam fechados quando o Ministério do Planejamento informou que o governo decidiu contingenciar R$
19,4 bilhões do Orçamento de 2008, a mais conservadora das três propostas apresentadas pela equipe
econômica.
BOVESPA TEM ENTRADA DE CAPITAL EXTERNO DE R$ 833,596 MI EM 3/4

São Paulo, 8 - A Bovespa registrou a entrada de capital externo de R$ 833,596 milhões no dia 3 de abril.
No mês, o saldo está positivo em R$ 1,148 bilhão. Com isso, no acumulado do ano, o fluxo negativo caiu
para R$ 4,139 bilhões. (Fabiana Holtz)
FUTUROS/NY CAEM COM RESULTADO DA ALCOA (-1%) E ALERTA DA AMD (-3%)

Londres, 8 - Os futuros de Nova York abrem a terça-feira pressionados pelas sinalizações
desapontadoras deixadas pelo balanço da Alcoa e pelo alerta feito pela Advanced Micro Devices (AMD)
sobre a perspectiva de suas receitas. Às 7h12 (de Brasília), o futuro Nasdaq-100 caía 0,46% e o S&P
500 cedia 0,37%. As ações da Alcoa operaram em baixa de 1,1% em Frankfurt e as da AMD cederam
mais de 3%.

A Alcoa anunciou ontem queda superior à estimada em seu lucro do primeiro trimestre, prejudicado pela
elevação nos custos de energia e fraca demanda de seus principais consumidores industriais, e também
pela queda do dólar.

A gigante norte-americana fabricante de alumínio Alcoa registrou lucro líquido de US$ 303 milhões (US$
0,37 por ação) no primeiro trimestre, uma queda de 54% em relação aos US$ 662 milhões (US$ 0,75 por
ação) obtidos do mesmo período do ano passado. Excluindo gastos relacionados com reestruturação e
impostos, a renda da Alcoa com operações continuadas foi de US$ 361 milhões (US$ 0,44 por ação). A
receita caiu para US$ 7,4 bilhões, contra os US$ 7,9 bilhões no primeiro trimestre de 2007, em razão da
venda de seus negócios de embalagens e consumo. Analistas ouvidos pelo Thomson Financial previam,
em média, um lucro de US$ 0,48 por ação e US$ 7,2 bilhões em receitas.

A AMD anunciou que suas receitas deverão cair 15%, para cerca de US$ 1,5 bilhão no primeiro
trimestre, em comparação ao mesmo trimestre do ano passado, em conseqüência de vendas menores
do que as previstas em todos seus segmentos de negócios. A AMD disse ainda que irá cortar 10% de
seu quadro de funcionários até o final do terceiro trimestre. Analistas esperavam por receitas de US$
1,61 bilhão. A AMD irá divulgar seu balanço no dia 17. A redução no número de funcionários provocará
despesas que incidirão no balanço do segundo trimestre.

O anúncio da TomTom, companhia holandesa de sistemas de navegação, de que suas receitas irão cair
no primeiro trimestre também causou incômodo. A companhia disse que sua receita ficará entre 260
milhões de euros e 270 milhões de euros e suas ações chegaram a cair 13% na Europa. As informações
são da Dow Jones. (Cynthia Decloedt)
ÁSIA: BOLSAS CAEM COM REALIZAÇÃO DE LUCROS; XANGAI SOBE 0,4%

Tóquio, 8 - A maioria dos mercados da Ásia fechou no território negativo. Assim como as bolsas de Nova
York, eles sofreram com a realização de lucros, após vários pregões seguidos de alta. A notícia de que a
cedente de crédito hipotecário Washington Mutual está próxima de fechar um acordo para obter injeção
de US$ 5 bilhões da empresa de private equity TPG não foi suficiente para afastar os temores de mais
baixas contábeis de bancos e queda de lucros de companhias. A exceção foi a China, onde as bolsas se
mantiveram em ligeira alta.

A realização de lucros, após ganhos de 7,6% nos últimos quatro pregões, fez a Bolsa de Hong Kong
fechar em baixa. Com moderado volume de negociações, o índice Hang Seng perdeu 267,04 pontos, ou
1,1%, e fechou aos 24.311,69 pontos. "O sentimento tornou-se melhor agora, é saudável que o índice
esteja em consolidação após os recentes fortes ganhos", afirmou Ben Kwong, diretor da KGI Securities.
A produtora de leite e laticínios China Mengniu Dairy recuou 5,6%, após anunciar um lucro líquido em
2007 abaixo das expectativas. China Mobile e HSBC caíram 2% e 0,5%, respectivamente. Já a Yue
Yuen, a maior exportadora mundial de calçados esportivos, teve baixa de 0,2%, depois que o banco de
investimentos Credit Suisse alertou que a margem atual da empresa não é sustentável.

A extensão dos ganhos em ações de corretoras e a disparada nos papéis das companhias de arroz, por
conta da alta global do preço da commodity, levaram as bolsas da China a fechar em alta pelo quarto
pregão seguido. O índice Xangai Composto subiu 0,4% e encerrou aos 3.612,54 pontos. Já o Shenzhen
Composto ganhou 1,9% e terminou aos 1.087,86 pontos. Para analistas, contudo, a alta não é
sustentável, pois "não há fatores práticos positivos, como o anúncio de robustos rendimentos das
empresas, nem medidas governamentais para estimular o mercado", disse Zhang Gang, analista da
Southwest Securities. Entre as companhias que lideraram a alta, a corretora Haitong Securities subiu
4,9%, enquanto Guoyuan Securities atingiu a alta limite diária de 10%, após perderem 49,5% e 62% nos
últimos cinco meses, respectivamente. As empresas de arroz se deram bem: Heilongjiang Agriculture
subiu 4,2% e Hunan Jinjian Cereals Industry ganhou 6,5%. Já os bancos contrariaram a tendência do
mercado, com a preocupação de que o efeito acumulativo das medidas de aperto monetário irá pesar no
balanço do segmento para o primeiro trimestre. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) perdeu
1,9% e Bank of Communications recuou 1%.

A venda de dólares por parte dos exportadores e a contínua queda na taxa de paridade central
dólar-yuan, que passou de 7,0020 yuans para 7,0015 yuans, fizeram a moeda chinesa atingir novo
recorde histórico de valorização em relação à unidade norte-americana. No mercado de balcão, a
cotação do dólar encerrou no recorde de 7,0008 yuans, abaixo do fechamento de segunda-feira, que foi
de 7,0015 yuans.

O movimento de realização de lucros, após a alta de ontem, fez o mercado taiwanês encerrar em queda.
O índice Taiwan Weighted, da Bolsa de Taipé, recuou 0,7% e fechou aos 8.672,85 pontos. "O mercado
aguarda a posse do novo presidente (em 20 de maio)", já que há grandes expectativas de que a próxima
administração vá estreitar os laços econômicos com a China continental, disse Randy Chang, da KGI
Securities. As baixas foram lideradas por ações do setor financeiro, pois há temores de novas perdas
relacionadas à crise das hipotecas subprime. Papéis de empresas de tecnologia, como iSuppli Corp.,
reduziram as estimativas de crescimento global de rendimentos em razão da queda do consumo. Houve
procura por papéis de petroquímicas, cujos preços estavam baixos, e a expectativa de melhores relações
com os chineses resultou em elevação das ações do setor de turismo. TSMC caiu 0,9%. UMC teve baixa
de 2,9% e Cathay Financial Holding recuou 2,3%. Formosa Plastics fechou em alta de 1,6% e
Ambassador Hotel registrou ganhos de 4,2%.

Na Coréia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul teve baixa de 1,1%, após cinco sessões seguidas de
alta, e fechou aos 1.754,71 pontos, por conta da realização de lucros - especialmente nas ações mais
capitalizadas - antes do fim do contrato de opções, nesta quinta-feira. Amanhã, o mercado estará
fechado por causa da 18ª eleição geral parlamentar. Para analistas, o evento não deverá ter impacto nas
ações. "O mercado não reage muito a eventos políticos, a não ser que seja uma eleição presidencial",
avaliou Lee Jin-Woo, analista da Mirae Asset Securities. As ações do setor tecnológico sofreram com a
realização de lucros. LG Electronics perdeu 3,3%, Samsung Electronics caiu 0,6% e Hynix Semiconductor
recuou 2,2%. Já a siderúrgica Posco teve queda de 3,1%, com as crescentes incertezas sobre o reajuste
do preço de seus produtos.

Nas Filipinas, o mercado fechou estável, com ligeira queda, na medida em que o movimento de
realização de lucros superou as compras de papéis. O índice PSE Composto, da Bolsa de Manila, caiu
0,06% e terminou aos 2.981,12 pontos. Ayala Corp fechou em baixa de 1,2%, depois de ganhos
recentes. ABS-CBN Holdings PDR registrou elevação de 3,9%, com o aumento de 71% de seu lucro
líquido em 2007. Filinvest Land teve a mesma alta porcentual, com a notícia de que seu lucro líquido mais
do que dobrou em razão do aumento das vendas de imóveis e da renda com aluguéis.

A seqüência de seis altas consecutivas da Bolsa de Sydney, na Austrália, foi encerrada hoje. O índice
S&P/ASX 200 caiu 1% e fechou aos 5.571,5 pontos. Ações de bancos mantiveram as baixas, depois de
o ANZ ter feito ontem advertências sobre o aumento de seus créditos podres. BHP Billiton recuou 0,4%
em razão da realização de lucros, enquanto Rio Tinto teve alta de 0,4%. Alcoa World Alumina &
Chemicals, uma joint venture entre Alcoa e Alumina, fechou em queda de 3,6%, após os papéis da Alcoa
terem recuado 4% em Nova York. Woodside Petroleum subiu 0,8%. Newcrest teve perdas de 2,5%
apesar da alta dos preços do ouro no mercado à vista. Dentre os bancos, Westpac caiu 2,4%,
Commonwealth Bank teve baixa de 2% e ANZ recuou 1,5%, mas National Australia Bank registrou alta de
0,4%. Consolidated Media despencou 9,6%, com a desistência de Lachlan Murdoch de privatizar o
grupo. As informações são da Dow Jones. (Priscila Arone e Ricardo Criez)
COMO FECHOU O MERCADO ONTEM

O texto abaixo é a retransmissão do Cenário-2 de ontem, publicado às 17h56 AE-News/Broadcast, após
o encerramento dos negócios no mercado doméstico.

As Bolsas norte-americanas e a Bovespa perderam fôlego na última hora de sessão, pressionadas por
um movimento de realização de lucros. Em Nova York, o Dow Jones e o S&P ainda terminaram em
terreno positivo, enquanto o Nasdaq recuou. O Ibovespa, após acumular ganhos de 6,6% nas cinco
sessões anteriores e ter ultrapassado pela manhã os 65 mil pontos, teve seu primeiro fechamento em
queda desde 28 de março. As compras de ações no começo do dia foram estimuladas pela notícia do
The Wall Street Journal de que a cedente de crédito hipotecário Washington Mutual está próxima de
fechar um acordo para obter injeção de US$ 5 bilhões da empresa de private equity TPG e de outros
investidores. A notícia reforçou o sentimento de que as instituições e empresas de serviços financeiros
mais atingidas pela crise do subprime estão conseguindo levantar recursos no mercado. O dólar se valeu
dessa percepção, da alta das commodities e do fluxo financeiro positivo para permanecer em baixa. Já
as taxas futuras de juros foram pressionadas pelas revisões para cima nas medianas de inflação e Selic
trazidas pela pesquisa Focus e o IGP-DI de março elevado.


BOLSA

Commodities em alta, boas notícias sobre o setor hipotecário nos Estados Unidos e ingresso de capital
externo. Esses foram os ingredientes que levaram a Bovespa a operar acima dos 65 mil pontos na maior
parte do pregão desta segunda-feira, mantendo a disposição para a alta verificada na semana passada.
Mas depois de acumular 6,6% de ganhos nos cinco pregões anteriores - e subir 1,5% logo no início da
sessão de hoje - os investidores, calejados com a crise norte-americana, acharam que era hora de
guardar um pouco dos ganhos. Assim, a Bolsa teve seu primeiro fechamento em queda desde 28 de
março.

O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,42%, aos 64.175,6 pontos. Oscilou entre a máxima de 65.409
pontos (+1,5%) e a mínima de 63.919 pontos (-0,82%). Com o desempenho de hoje, os ganhos
acumulados em abril diminuíram para +5,26%. No ano, a Bolsa sobe 0,45%. O volume financeiro
negociado hoje totalizou R$ 5,077 bilhões.

O que manteve a disposição para as compras depois do desempenho acumulado da semana passada
foi o anúncio feito pela cedente de crédito hipotecário Washington Mutual de que está próxima de fechar
um acordo para obter injeção de US$ 5 bilhões da empresa de private equity TPG e de outros
investidores. A notícia, veiculada no The Wall Street Journal, deu gás aos papéis da empresa e também
às bolsas de forma geral, com a percepção dos investidores de que as empresas de serviços financeiros
mais atingidas pela crise do subprime estão conseguindo encontrar soluções para se recuperarem e
manterem a solidez financeira.

Esta notícia foi turbinada pela valorização das commodities no exterior. Uma das razões para a alta dos
metais foi um relatório do Goldman Sachs no qual os analistas disseram crer que os preços deverão
manter-se ao redor dos níveis atuais em 2008 e que subirão consideravelmente em 2009,
acompanhando a recuperação econômica. A queda dos estoques também favorece a elevação dos
produtos. Por conta disso, as ações das mineradoras levaram as principais bolsas européias a fecharem
em terreno positivo - o relatório do Merrill Lynch elevando a recomendação para as ações do banco suíço
UBS de neutra para manter acabou favorecendo os papéis dos bancos por lá.

Já o petróleo fechou em alta forte por causa de compras técnicas e também pela resistência da Opep em
elevar a oferta da commodity ao mercado. O contrato para maio na Nymex subiu 2,69%, para US$
109,09. Isso afetou negativamente as ações nas bolsas norte-americanas, que acabaram também
realizando lucros, principalmente nos setores de energia e tecnologia.

A queda, no entanto, acabou limitada ao Nasdaq. O Dow Jones fechou praticamente estável, em alta de
0,02%, o S%P avançou 0,16%, enquanto o índice Nasdaq caiu 0,26%, afetado negativamente pelos
papéis do Yahoo!, depois que dois executivos da empresa reforçaram que a proposta da Microsoft
"subestima de forma substancial" a companhia de internet. Esses mesmos profissionais, no entanto,
disseram permanecer abertos a um acordo com a gigante de software se "ela for superior a outras
alternativas".

"A Bolsa chegou a um ponto gráfico (65 mil pontos) que incitou a realização de lucros. A queda não é
uma tendência. O mercado está 'de giro' e não 'de posição'", comentou Fausto Gouveia, da Alpes
Corretora. "O investidor não tem mantido a carteira por muito tempo. A crise norte-americana ainda não
foi dissipada", disse para justificar a correção nos preços. Segundo ele, as bolsas norte-americanas
ajudaram a empurrar os investidores para as vendas, já que também passaram a cair no final do pregão,
numa realização de lucros em Wall Street. As ações da Telemar tiveram papel relevante para o início da
realização de lucros, depois da notícia que o anúncio oficial da reestruturação acionária da Brasil
Telecom e do Grupo Oi só deve se concretizar mesmo na quinta-feira ou, mais provavelmente, na
sexta-feira. Telemar ON, -1,85%, PN, -3,98%, Brasil Telecom ON, -2,77%, PN, -0,05%.

Segundo ele, a semana tem indicadores relevantes, como o número de vendas de imóveis pendentes,
amanhã, a ata da última do Fomc - no qual os analistas vão procurar pistas para o próximo encontro (e
para o tamanho do novo corte dos juros que eles esperam que o Federal Reserve vai promover em 29 e
30 deste mês) - além de um novo discurso de Ben Bernanke, na quarta e quinta-feira.

Continuar em alta, no entanto, vai depender da disposição dos investidores em seguir visualizando
melhora na situação econômica dos Estados Unidos e, para isso, a safra de balanços, que começa hoje
com a Alcoa, terá papel relevante.

As ações da Petrobras subiram em boa parte do pregão, mas a queda pesou no final. As ON recuaram
0,13% e as PN, 0,37%. Hoje, a empresa anunciou que investirá cerca de 100 bilhões de ienes (US$
975,3 milhões) na refinaria Nishihara, em Okinawa, sudoeste do Japão, para capacitar a unidade para o
processamento do petróleo pesado brasileiro.

Vale ON caiu 0,16%, mas Vale PNA subiu 0,48%. As ações da Aracruz Celulose fecharam em alta de
2,68% as ON e 3,52% as PNB, apesar de a empresa ter anunciado hoje lucro 40% menor no 1º trimestre,
para R$ 167,9 milhões. O resultado veio pior do que o esperado pelos analistas.

No setor energético, as ações sofreram com a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
de rever em baixa as tarifas de algumas empresas, entre elas a Cemat (-8,08%, na média), Cemig
(-12,24%) e CPFL (-17,21%). Eletrobrás ON liderou as perdas ao cair 4,56%, seguida por Cemig PN
(-4,46%), Cosan ON (-4,44%) e Eletrobrás PNB (-4,36%). CPFL ON recuou 0,7%.

As maiores altas do Ibovespa hoje foram as units da ALL(+3,7%), Aracruz PNB (+3,52%) e VCP PN
(+3,01%). (Claudia Violante)


JUROS

Cauteloso, o mercado de juros começou a semana pré-Copom ajustando taxas após o alívio visto nos
últimos dias. As revisões para cima nas medianas de inflação e Selic trazidas pela pesquisa Focus e o
IGP-DI de março elevado voltaram a embaçar as previsões sobre como será o ciclo de aperto monetário,
que deve ter início no dia 16 de abril, quando o Copom se reúne para decidir a Selic. Na BM&F,
avançaram tanto as taxas curtas quanto as longas, mas a sessão foi fraca em termos de liquidez. O DI
mais negociado, o janeiro de 2010, não chegou a movimentar 200 mil contratos (196.420 contratos) e
terminou a 13,18%, de 13,09% na sexta-feira. O DI janeiro de 2009 (113.468 contratos) passou de
12,29% para 12,36%.

Vários fatores hoje incentivaram um ajuste técnico nos contratos futuros, que haviam devolvido bastante
prêmio nos pregões anteriores, sobretudo os longos. O mercado já abriu sob o impacto da divulgação da
pesquisa Focus, que mostrou elevação da mediana da projeção para o IPCA este ano, de 4,47% para
4,50%, batendo o centro da meta estabelecida. Já a média das projeções para o IPCA subiu
ligeiramente, de 4,48% para 4,49%, no cenário para 2008, o que pode sinalizar a continuidade da
correção da mediana nas próximas semanas.

No entanto, a expectativa para o IPCA em 2009 teve ligeira queda de 4,31% para 4,30%, e a projeção
suavizada do IPCA para 12 meses à frente também caiu de 4,38% para 4,36%. Entre as instituições Top
5 no cenário de médio prazo, a expectativa foi mantida em 4,70% no cenário de 2008, e 4,50% para
2009. A pesquisa mostrou, contudo, alta das projeções para todos os demais indicadores de preço para
2008. A mediana das projeções para o IGP-DI subiu de 5,62% para 5,64%; do IGP-M, de 5,80% para
5,81%; e, do IPC-Fipe, a expectativa dos analistas passou de 3,99% para 4%. A alta também foi
registrada na mediana para os preços administrados, as tarifas públicas, que passaram de 3,53% para
3,55% no cenário para 2008. Por fim, a Focus revelou elevação na projeção para a Selic ao final do ano,
12% para 12,50%. Para 2009, a estimativa subiu de 10,50% para 11,25%.

Os números reforçaram as incertezas sobre o tamanho das altas da Selic, dadas como certas após os
alertas do Banco Central, e a duração de todo o processo. Com isso, segundo operadores, a aposta de
aumento da taxa básica em 0,5 ponto porcentual já em abril teria ganhado pouco mais de espaço nos
contratos curtos, embora a projeção de alta de 0,25 ponto seja ainda levemente majoritária.

Também foi citado como motivo para a redução das posições vendidas em juros a entrevista dada pelo
presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no sábado, durante participação na 49ª Reunião Anual
da Assembléia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Miami. As
declarações teriam recolocado cautela nos investidores, que na semana passada chegaram a apostar
em um processo moderado de alta de juros, com a ajuda de uma eventual política fiscal mais austera.

Em meio aos rumores de divergências entre BC e Fazenda a respeito da condução da política
monetária, Meirelles disse que bancos centrais não devem se basear em medidas populares, mas têm
de optar pelo que é melhor para o País e que será popular apenas no futuro. "Subir e descer taxas de
juros é algo que faz parte da rotina dos bancos centrais do mundo inteiro. O importante não é o
movimento de taxa de juros. O importante é termos inflação na meta, país crescendo, estabilidade da
economia e empregos sendo criados", enumerou. Para que um banco central seja bem sucedido, na
avaliação de Meirelles, não podem existir preocupações de ordem política. "No passado, o BC tomou
medidas que hoje são extremamente populares", defendeu. "E uma das razões do sucesso da economia
brasileira hoje é a autonomia do BC do Brasil, concedida e reiterada pelo presidente da República",
continuou.

Henrique Meirelles participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do
Senado amanhã e a postura da autoridade monetária com relação à Selic deverá ser enfaticamente
questionada pelos parlamentares. A conferir.

A inflação medida pelo IGP-DI, embora dentro das estimativas e até abaixo da mediana das projeções,
mostrou aceleração forte entre fevereiro e março, passando de 0,38% para 0,70%. Analistas previam um
resultado entre 0,62% e 0,82%, com mediana de 0,75%. Segundo a FGV, a pressão principal foi o
término das deflações nos preços dos produtos agrícolas no atacado (de -0,19% para 0,46%) e dos
alimentos no varejo (de -0,38% para 0,62%).

O noticiário teve ainda o anúncio do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice atingiu 109,1 pontos em março, um recorde para o
mês na série da CNI, iniciada em 1999. É o terceiro melhor resultado já registrado pela entidade,
considerando os demais trimestres do ano. O dado é 3,1% maior do que o registrado em março de 2007
e 1,1% maior que o apurado em dezembro passado, já que a pesquisa é trimestral.

A CNI atribuiu a melhora principalmente à redução do medo do desemprego, que atingiu em março o
menor índice da série. Segundo a pesquisa, 43% dos entrevistados afirmaram não ter medo de
desemprego. Trata-se de mais um dado relevante a respeito de possíveis pressões da demanda interna
sobre o consumo, um dos itens que mais preocupa o Banco Central na condução dos juros.

Em Nova York, as bolsas começaram o dia em alta firme, mas arrefeceram os ganhos no meio da tarde,
chegaram até a tocar o campo negativo e acabaram fechando de lado. Enquanto aguardavam o início da
temporada de balanços, aberta pela Alcoa após o fim dos negócios, as ações reagiram positivamente à
notícia do The Wall Street Journal sobre uma possível injeção de US$ 5 bilhões na cedente de crédito
hipotecário Washington Mutual. À tarde, porém, o mercado passou a realizar lucros e a alta perdeu força.
O S&P 500 encerrou em +0,16% e o Dow Jones, em +0,02%.

O mercado também vê na agenda da semana motivos de sobra para a cautela. Além do depoimento de
Meirelles amanhã, há grande expectativa com a divulgação do IPCA de março, que sai na quarta-feira.
Na Focus de hoje, a mediana das estimativas para o indicador foi mantida em 0,35%. Nos EUA, nesta
terça-feira, o mercado se volta para a publicação da ata do Fomc, às 15 horas, referente ao encontro de
18 de março, quando a taxa dos Fed Funds foi reduzida em 0,75 ponto porcentual, para 2,25%, e a taxa
de redesconto, também em 0,75 ponto porcentual, para 2,50%. O anúncio pegará a sessão regular do
mercado de juros em sua hora final.

Em tempo: o Ministério do Planejamento informou há pouco que o governo vai
contingenciar R$ 19,4 bilhões do Orçamento de 2008.(Denise Abarca)


CÂMBIO

O dólar no mercado à vista manteve-se em baixa pela quinta sessão consecutiva, mas fechou na cotação
máxima da roda da BM&F, de R$ 1,703, em queda de 0,38%. No balcão, a máxima foi de R$ 1,705
(-0,23%) e o pronto encerrou a R$ 1,704 (- 0,29%). Nessas cinco sessões de abril, a moeda acumula
recuo de 2,80% nos dois ambientes de negócios. As cotações foram pressionadas no finzinho dos
negócios pela inversão para queda da Bovespa, refletindo um movimento de realização de lucros após
cinco pregões em alta na semana passada e a perda simultânea de força dos índices acionários
norte-americanos. Antes disso, a trajetória de baixa da moeda foi amparada nos ganhos das Bolsas na
Europa, EUA e Brasil, na alta das commodities e num firme fluxo financeiro positivo.

Segundo operadores, houve a confirmação de ingressos financeiros de três empresas, estimados em
cerca de US$ 1,1 bilhão. Com esse fluxo positivo, o giro total à vista cresceu 88%, para cerca de US$
3,002 bilhões.

Além disso, segundo operadores, há perspectiva de novos ingressos de curto prazo de investidores
estrangeiros tendo em vista o esperado aumento do diferencial de juros interno e externo, a partir de
eventual elevação da taxa Selic pelo Copom na próxima semana e de um possível novo corte de juros nos
EUA no fim do mês. As apostas no mercado doméstico vão de uma elevação para a Selic (que está em
11,25% ao ano) de 0,25 pp a 0,50 pp, enquanto nos EUA os economistas projetam uma redução de pelo
menos 0,25 pp para as taxas dos Fed Funds, que estão em 2,25%.

Com a revisão em alta das projeções para o IPCA em 2008, a mediana do indicador na pesquisa Focus
do BC atingiu pela primeira vez o centro da meta de inflação de 2008, de 4,50%. Essa projeção
combinada com declarações do presidente do Banco Central, na reunião do Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID), em Miami (Estados Unidos), reforçando a postura preventiva na política
monetária dissiparam dúvidas sobre a retomada do ciclo de aperto monetário no País na semana que
vem.

Para o diretor de Estratégias e Produtos da Infinity Asset Management, André Paes, o mais certo é
contar com uma alta da taxa básica na próxima semana, de 0,25 ponto porcentual ou até mesmo de 0,50
pp. "O BC está enxergando algo que ainda não vemos claramente", afirmou ele em entrevista ao AE
Broadcast Ao Vivo. "Por isso o aperto monetário preventivo", acrescentou. Segundo ele, é possível que a
Selic suba para até 12% este ano, mas no ano que vem, o ciclo de afrouxamento monetário seria
reiniciado.

O avanço dos preços de algumas commodities, como o petróleo e o ouro, induziu ainda a permanência
em baixa da moeda. Alguns metais subiram diante das avaliações de que, apesar do aumento de
estoques no curto prazo, continuam em patamar inferior ao do início do ano. Em Nova York, o ouro para
junho ganhou 1,49, para US$ 926,80. Já o petróleo para maio avançou 2,69%, a US$ 109,09 o barril.

As Bolsas subiram na Europa e operaram a maior parte do dia em terreno positivo nos Estados Unidos e
no Brasil reagindo à notícia do The Wall Street Journal de que a empresa de private-equity TPG e outros
investidores estão perto de um acordo para investir US$ 5 bilhões na cedente de crédito hipotecário
Washington Mutual (WaMu).

Na última hora de sessão, porém, o mercado de ações norte-americano perdeu fôlego e devolveu boa
parte dos ganhos iniciais, com os três índices caindo para território negativo. As ações do setor
financeiro ainda lideravam os ganhos, sustentadas pelos informes de uma injeção de capital de US$ 5
bilhões na cedente de crédito hipotecário Washington Mutual, mas com o mercado mais amplo perdendo
força conforme os investidores realizaram lucro nas ações de tecnologia e energia.

À tarde, o presidente dos EUA, George W. Bush, disse que está confiante de que o país vai se recuperar
da atual desaceleração econômica, com a expectativa de que o pacote de estímulo fiscal de US$ 152
bilhões vai acrescentar de "1% a 1,5%" à economia no segundo semestre do ano. O presidente, que
falou com repórteres após um encontro com um grupo de pequenos e médios empresários, exortou o
Congresso a dar ao pacote de crescimento tempo para ter um efeito sobre a economia antes de
contemplar outras medidas. "Estamos em um momento difícil agora, eu estou confiante de que iremos
sair disso", disse o presidente. Bush afirmou que os incentivos do pacote de crescimento já estão
incitando os empresários a fazerem investimentos que, de outra forma, não existiriam. Os cheques com
devolução de impostos, que são a outra parte do estímulo, vão começar a chegar as caixas de correios
dos contribuintes no próximo mês.

No leilão de hoje, o Banco Central pode ter comprado cerca de US$ 160 milhões. A taxa de corte foi de
R$ 1,7029. A autoridade monetária não aceitou nenhuma das sete propostas que tiveram suas taxas
declaradas, porque os valores eram mais altos - iam de R$ 1,7030 a R$ 1,7050. Sendo assim, deve ter
sido aceita pelo menos uma das treze propostas, cujas taxas não foram informadas, disse um operador.

No mercado viva-voz de dólar futuro, os seis vencimentos negociados projetaram quedas. O dólar maio
indicou baixa de 0,40%, a R$ 1,711. O volume movimentado somou cerca de US$ 12,82 bilhões
(256.596 contratos). Por volta das 17h07, na sessão eletrônica da BM&F, o dólar maio passava a
apontar leve alta de 0,18%, a R$ 1,714. Ainda assim, segundo um operador, se o mercado
norte-americano for favorável amanhã, é possível que o dólar siga em baixa. Isso vai depender da reação
dos investidores à divulgação dos dados sobre vendas de imóveis pendentes em fevereiro nos EUA e da
minuta da última reunião do Fed, de 18 de março. (Silvana Rocha)
Agenda
08/04/2008 - Terça-feira
Ata do Fomc, IPC-S e Meirelles são destaque
A agenda tem indicadores relevantes nesta terça-feira, mas o ponto alto é a divulgação da ata da última
reunião do Fomc, nos EUA. Ainda lá, saem as vendas de imóveis pendentes serão divulgadas. No Brasil, será
divulgado daqui a pouco o IPC-S de até 7 de abril e o presidente do BC, Henrique Meirelles, participa de
audiência na CAE do Senado. Confira os eventos político-econômicos previstos para esta terça-feira, 8 de
abril:

EUA: FED DIVULGA ÀS 15H ATA DO FOMC - O Federal Reserve divulga às 15 horas a ata da reunião de
política monetária realizada no dia 18 de março, quando o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) reduziu
sua meta para a taxa dos Fed Funds em 0,75 ponto porcentual para 2,25% e cortou a taxa de redesconto
também em 0,75 ponto porcentual para 2,50%. O Tesouro vende em leilão primário T-bills de 4 semanas.

EUA: VENDA DE IMÓVEIS PENDENTES SAI ÀS 11H - A Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR)
divulga às 11 horas o índice de vendas de imóveis pendentes de fevereiro. Economistas prevêem -1,1%.

FGV ANUNCIA IPC-S ÀS 8H - A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga às 8h o Índice de Preços ao
Consumidor - Semanal (IPC-S) de até 7 de abril. Economistas ouvidos pelo AE projeções vão de 0,52% a
0,65%, com mediana de 0,56%. Às 11 horas, a FGV concede coletiva de imprensa sobre o índice, em São
Paulo.

MEIRELLES PARTICIPA DE AUDIÊNCIA NA CAE DO SENADO ÀS 10H - O presidente do BC, Henrique Meirelles,
participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O início da sessão está
marcado para as 10 horas. A audiência está prevista em lei aprovada no ano passado que prevê exposições
trimestrais do presidente do BC na CAE para prestar contas sobre as políticas monetária e cambial do País.

IBGE DIVULGA EMPREGO INDUSTRIAL ÀS 9H - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga
às 9h a Pesquisa Industrial Mensal: Emprego e Salário de fevereiro.

FMI DIVULGA ÀS 10H RELATÓRIO DE ESTABILIDADE FINANCEIRA GLOBAL - O Fundo Monetário Internacional
(FMI) divulga, às 10h (horário de Brasília), o Relatório de Estabilidade Financeira Global (GFSR, na sigla em
inglês). No mesmo horário, o diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do Fundo, Jaime
Caruana, concede entrevista coletiva comentando o documento.

LULA, DILMA E COSTA EM EVENTO SOBRE BANDA LARGA NO PLANALTO - O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva faz o lançamento, em solenidade programada para as 11 horas, no Palácio do Planalto, do programa
destinado a levar internet em banda larga a 55 mil escolas pública urbanas, até 2010. Para a cerimônia, estão
convidados os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, das Comunicações, Hélio Costa, e da Educação,
Fernando Haddad, além do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo
Sardenberg, e dos presidentes das concessionárias Telefônica, Oi e Brasil Telecom.

MIGUEL JORGE NA CÂMARA AMERICANA - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel
Jorge, tem presença esperada na posse da diretoria da Câmara de Comércio Americana. Das 12h30 às 14h30,
no Jockey Club, no Rio.

STEPHANES APRESENTA ÀS 9H30 LEVANTAMENTO DA SAFRA DE GRÃOS - O ministro da Agricultura, Reinhold
Stephanes, e o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi, apresentam, às
9h30, no ministério, o sétimo levantamento da safra de grãos 2007/2008. Às 11 horas, Stephanes e Rossi dão
entrevista coletiva para comentar os números, juntamente com o diretor de Logística da Conab, Sílvio Porto.

GARIBALDI FAZ LEITURA DO PEDIDO DE CRIAÇÃO DE CPI DOS CARTÕES NO SENADO - O presidente do
Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), faz a leitura do pedido de criação de uma CPI exclusiva da Casa para
investigar uso irregular de cartões corporativos da Presidência da República. A CPI Mista dos Cartões pode
antecipar para a próxima quinta-feira a conclusão dos trabalhos, segundo sua presidente, a senadora Marisa
Serrano (PSDB-MS), porque não consegue aprovar requerimentos de convocações e de informações, já que
os governistas são maioria na comissão.

CPI MISTA OUVE MINISTRO-CHEFE DO GABINETE DE SEGURANÇA DA PRESIDÊNCIA - Sob a ameaça de ter
seus trabalhos encerrados precocemente em razão de divergências entre a base aliada e a oposição, a
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos toma os depoimentos do
ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Felix, e do
ministro do Esporte, Orlando Silva. Os depoimentos começam às 9h30. O ministro do Esporte é acusado de
mau uso de cartões corporativos.

LÍDERES SE REÚNEM ANTES DA SESSÃO DO PLENÁRIO PARA DISCUTIR MPs - Os líderes partidários na Câmara
se reúnem, antes da sessão do plenário, e tentam ampliar acordo que permitiu a votação de três das medidas
provisórias que trancam a pauta. A ampliação permitiria a votação - sem obstrução pelos oposicionistas - das
11 MPs que ainda não foram apreciadas. Na pauta do plenário, onde a sessão começa às 16 horas, as
primeiras medidas da lista de 11 são: 1ª) a que abre crédito extraordinário de R$ 750 milhões para oito
ministérios; 2ª) a que proíbe a venda de bebidas alcoólicas ao longo das rodovias federais; e 3ª) a que eleva
a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida pelo sistema financeiro. A reunião dos
líderes é antes da sessão do plenário.

ALCKMIN SE REÚNE EM BRASÍLIA COM BANCADA DO PSDB NA CÂMARA - O candidato a candidato a prefeito
de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, se reúne, em Brasília, às 10 horas, com a bancada do partido na
Câmara dos Deputados, para tentar unificar a legenda em torno de seu nome. Depois, às 13 horas, Alckmin
almoça com os senadores do partido, no gabinete do senador Tasso Jereissati.
VEJA MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

São Paulo, 8 - Estas são as manchetes dos principais jornais nesta terça-feira:

O Estado de S. Paulo
INVESTIGAÇÃO DA PF SE LIMITA AO VAZAMENTO DO DOSSIÊ ANTI-FHC
Mais negociação para evitar 2ª CPI
Conta de luz fica até 18% mais barata em quatro Estados
Filho de governador é preso em caso de fraude
Receita maior reduz corte do Orçamento a R$ 2,5 bilhões
Conselho pode liberar prédio de 18 andares no Ibirapuera
Auditores fiscais mantêm greve

Folha de São Paulo
PF INVESTIGARÁ SÓ VAZAMENTO DE DOSSIÊ
Governo corta R$ 19,4 bi, mas eleva gastos em R$ 16,9 bi
FMI venderá 403 toneladas de ouro para pagar dívidas

O Globo
PF VAI APURAR QUEM VAZOU, MAS NÃO QUEM FEZ O DOSSIÊ
Restrição pode levar a outra CPI
Governo faz maior corte no Orçamento
Conselho da TV Brasil apura denúncia

Jornal do Brasil
GASTANÇA DE CESAR CUSTA 26 MIL MÉDICOS
A mão de Chávez em Roraima
Mercadante e Meirelles se enfrentam
Espanha flagra falsários do Brasil
PF prende filho de governador
Aberto inquérito sobre vazamento

Gazeta Mercantil
OS FUNDOS APOSTAM NA ÁREA DE INFRA-ESTRUTURA
Brasileiros têm como resistir à retração global da economia
Wärtsilä acha possível ter fábrica no País
Farmacêuticas investem mais em 2008
R$ 580 milhões para shoppings em Salvador
Novartis pode pagar até US$ 39 bilhões pela Alcon
Rapadura vira marca de empresa alemã
Zagury, da Aracruz, prevê novas altas para a celulose
José Gabrielli diz que Petrobras pode refinar óleo pesado brasileiro no Japão
Balança comercial - saldo do início de abril é o melhor do ano
Corte no orçamento da União
IGP-DI acelera para 0,70%
Fitesa investe nos EUA
Mercado prevê juros mais altos

Valor Econômico
GOVERNO PÁRA NEGÓCIO DE R$ 10 BI NA ÁREA DE ENERGIA
Cresce registro de doenças ocupacionais
Novos 'atores' já faturam com imóveis
Montadoras dos EUA voltam a competir
Os ganhos diversificados da Elgin
O ícone dos vinhos italianos sob suspeita
Reino Unido aprova a construção de cidades ecológicas
Novatis adquire 25% da Alcon e pode se tornar líder mundial em produtos para cuidados dos olhos
Superávit volta a subir
Demanda por verba de BNDES
Magazine Luiz em SP

Correio Braziliense
REBELDIA, TAPAS E PONTAPÉS NA UNB

Financial Times
AUMENTA FISCALIZAÇÃO DE INVESTIDORES ESTRANGEIROS

The New York Times
INFLAÇÃO NA ÁSIA COMEÇA A ATINGIR CONSUMIDORES AMERICANOS

The Wall Street Journal
PROPOSTA DE ACORDO COM COLÔMBIA INTENSIFICA DEBATE SOBRE LIVRE COMÉRCIO
COMO FECHOU O MERCADO DA DÍVIDA EXTERNA ONTEM

São Paulo, 8 - Os títulos da dívida brasileira fecharam quase estáveis e o risco Brasil recuou ontem, dia
de maior apetite por risco nos mercados globais. Em Nova York, a notícia de que a financiadora de
hipotecas Washington Mutual pode receber injeção de capital de US$ 5 bilhões deu força ao
entendimento, defendido por alguns, de que o pior da crise de crédito já passou. Isso contribuiu com o
avanço das bolsas européias e norte-americanas. No final do dia, porém, os mercados acionários
reduziram os ganhos nos EUA. O índice Dow Jones fechou em alta de 0,02%, o Nasdaq recuou 0,26% e
o S&P 500 subiu 0,16%.

Na corretora López Léon, o Brasil40 fechou em 135,050 cents, em queda de 0,37% - na mínima, o papel
foi negociado a 135,000 cents e na máxima, a 135,100 cents. Na Icap/Garban, o Brasil40 fechou na
máxima, em 135,100 cents (alta de 0,07%) - na mínima, foi negociado a 135,000 cents.

O índice EMBI+, do JPMorgan, caía 5 pontos-base no final da tarde para 288 pontos-base, de 293
pontos-base no fechamento da sexta-feira. Já o risco Brasil cedia 7 pontos-base, a 259 pontos-base, de
266 pontos-base na sexta. (Patrícia Fortunato)
COMO FECHOU O AFTER MARKET ONTEM

São Paulo, 8 - O after market da Bovespa movimentou R$ 28,349 milhões ontem, após 3.077 transações.
Os papéis mais negociados foram: Petrobras PN (R$ 4.834.957,00), Vale PNA (R$ 4.043.566,00), Lojas
Americanas PN (R$ 1.443.939,00), Bradesco PN (R$ 1.347.749,00) e CSN ON (R$ 1.184.244,00).
(Equipe AE)
Rentabilidade Ibovespa - Nominal
Hoje: -0,42
7 Dias: 6,16
30 Dias: -0,70
No Ano: 0,45
12 Meses: 37,85
Ibovespa: 64.175 pontos
Volume: R$ 5.077.611 mil

Maiores Altas e Baixas

Ibovespa realiza lucros no final dos negócios

07 de Abril de 2008 às 17:46 horas

Após operar em alta durante praticamente todo o pregão, o Ibovespa inverteu o sinal dos negócios no final do dia, em um movimento de realização de lucros. No cenário doméstico, os investidores analisaram o resultado apresentado pela Aracruz no primeiro trimestre deste ano, além de avaliarem as projeções divulgadas pela Focus. No ambiente externo, o mercado acompanhou as notícias sobre possibilidades de novas fusões e aquisições.

Nesta manhã, o Banco Central divulgou sua pesquisa semanal Focus, realizada com cerca de 100 instituições financeiras. Conforme o relatório, o mercado acredita que a taxa Selic deverá aumentar de 11,25% ao ano para 11,50% a.a, já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, que irá acontecer na semana que vem. No final deste ano, as projeções para a taxa básica de juro brasileira gira em torno de 12,50% ao ano.

Já para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o mercado aumentou as suas estimativas para a inflação deste ano de 4,47% para 4,50%, em cima da meta central estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), conforme mostrou a pesquisa Focus.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) referente ao mês de março apresentou uma inflação de 0,70%, acima da alta de 0,38% apurada no mês de fevereiro.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que a balança comercial brasileira encerrou a primeira semana de abril, que teve apenas quatro dias úteis, com um saldo positivo de US$ 842 milhões. No ano, o superávit atinge US$ 3,68 bilhões.

No ambiente corporativo, a Aracruz iniciou os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2008. Neste período, a maior fabricante mundial de celulose branqueada de eucalipto apresentou um lucro líquido de R$ 166,51 milhões, tendo uma queda de 39,06% em comparação ao resultado apurado no 1º trimestre de 2007, cujo montante foi de R$ 273,24 milhões. A valorização do real frente ao dólar e a elevação dos custos foram os principais fatores responsáveis pela queda no lucro líquido da Aracruz nos três primeiros meses deste ano. Apesar do resultado inferior, as ações PNB da Aracruz estiveram entre as maiores altas do Ibovespa.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que rejeitou a proposta da Cosan Limited para adiar a data da OPA (Oferta Pública de Aquisição) dos papéis da Cosan. A empresa pretendia a extensão do período de habilitação da OPA para até o dia 2 de maio, e assim, o leilão deveria ser realizado no dia 12 de maio. Com a rejeição, o leilão permanece marcado para o dia 14 de abril. Por volta das 17 horas, as ações ON da Cosan estavam entre as maiores quedas do dia.

Os papéis PN da Cemig figuraram entre as maiores desvalorizações neste pregão. Hoje, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a revisão final para o reajuste das tarifas aplicadas pela Cemig. Desta forma, na média, a tarifa da distribuidora mineira deverá ser reduzida em 12,24%, superior ao porcentual de -9,72% anunciado anteriormente pela Aneel. A tarifa aplicada a residências deverá ser diminuída em 17,11%, enquanto que as faturas de energia de maior tensão, como as das indústrias, terão um recuo entre 7,97% a 13,85%.

Nos Estados Unidos, em um dia de agenda econômica tranqüila, os investidores concentraram as atenções no ambiente corporativo local e avaliaram algumas notícias sobre aquisições e fusões. Entre os destaques, a gigante Microsoft tenta novamente fechar a aquisição do Yahoo!, "ameaçando" realizar uma oferta hostil até o final deste mês. No início de fevereiro, a Microsoft chegou a oferecer US$ 44,6 bilhões pela Yahoo!, proposta considerada insuficiente pela empresa de internet. Além disto, o laboratório farmacêutico Novartis anunciou que irá comprar a participação de 77% da Nestlé na companhia norte-americana Alcon, líder mundial na área de oftalmologia, em um acordo avaliado em até US$ 39 bilhões de dólares.

Vale ressaltar que hoje, o barril do petróleo voltou a fechar em alta na Nymex, alcançando valorização de 2,69%, cotado a US$ 109,09. Preocupações com a oferta do petróleo, devido principalmente a resistência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em elevar a produção do óleo, alavancaram o preço da commodity nesta segunda-feira.

IBOVESPA
Maiores de HOJE
AltasPreço(%)
All Amer.Lat. Unit19,603,70
Aracruz PNB12,953,51
Vcp PN54,703,01
Gerdau PN63,392,57
Klabin S.A. PN6,432,06
Bradesco PN34,642,00
Gerdau Met. PN85,401,97
Nossa Caixa ON24,801,63
Cyrela Realt ON25,761,61
Light S.A. ON23,591,37
BaixasPreço(%)
Eletrobras ON27,20-4,56
Cemig PN32,10-4,46
Cosan ON25,80-4,44
Eletrobras PNB26,30-4,36
Lojas Americanas PN13,24-4,19
Eletropaulo PNB34,99-4,13
Telemar PN45,12-3,97
Ultrapar PN60,70-3,42
Braskem PNA14,69-2,97
Ambev PN133,55-2,87
Maiores na SEMANA
AltasPreço(%)
All Amer.Lat. Unit19,603,70
Aracruz PNB12,953,51
Vcp PN54,703,01
Gerdau PN63,392,57
Klabin S.A. PN6,432,06
Bradesco PN34,642,00
Gerdau Met. PN85,401,97
Nossa Caixa ON24,801,63
Cyrela Realt ON25,761,61
Light S.A. ON23,591,37
BaixasPreço(%)
Eletrobras ON27,20-4,56
Cemig PN32,10-4,46
Cosan ON25,80-4,44
Eletrobras PNB26,30-4,36
Lojas Americanas PN13,24-4,19
Eletropaulo PNB34,99-4,13
Telemar PN45,12-3,97
Ultrapar PN60,70-3,42
Braskem PNA14,69-2,97
Ambev PN133,55-2,87
Maiores no ANO
AltasPreço(%)
Telemar N L PNA93,5038,62
Telemar PN45,1232,73
Usiminas PNA107,0532,60
Sid. Nacional ON66,9027,36
Cosan ON25,8024,04
CPFL Energia ON39,7222,87
Gerdau PN63,3922,65
Gerdau Met. PN85,4021,11
Natura ON19,6018,75
Br.Telecom PN20,5417,44
BaixasPreço(%)
Gol PN27,17-37,91
Cesp PNB28,00-35,53
Duratex PN33,00-23,30
Banco do Brasil ON24,95-17,31
Cyre Com-CCP ON10,20-15,08
All Amer.Lat. Unit19,60-14,93
Lojas Americanas PN13,24-14,60
Light S.A. ON23,59-14,23
Tam S.A. PN36,60-12,97
B2W Varejo ON61,85-12,70
Obs: Cotações de papéis do Ibovespa referentes às 17:09h
Obs: * Lote de Mil

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