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quinta-feira, abril 03, 2008

Fechamento de Mercado em 02/04/2008

COM OU SEM SUPERÁVIT PRIMÁRIO INFORMAL, O JURO VAI SUBIR

São Paulo, 3 - O governo até pode contingenciar R$ 20 bilhões, R$ 14 bilhões, ou R$ 8 bilhões do Orçamento, conforme as várias propostas das equipes da Fazenda e do Planejamento, mas essa "elevação informal do superávit primário", não será uma alternativa à retomada dos aumentos do juro pelo BC. Se é isso o que MANTEGA e Paulo BERNARDO estão pretendendo vão perder mais uma, como já perderam a tentativa de restringir o crédito. Ontem, ao que parece, LULA arbitrou uma nova contenda, chamando ao Planalto o ministro da Fazenda e Henrique MEIRELLES.
BOVESPA TEM ENTRADA DE CAPITAL EXTERNO DE R$ 579,678 MI EM 31/03

São Paulo, 3 - A Bovespa registrou entrada de capital externo de R$ 579,678 milhões no pregão de 31 de março. O saldo negativo acumulado no mês caiu para R$ 1,915 bilhão. No ano, o saldo está negativo em R$ 5,781 bilhões. (Fabiana Holtz)
NFLAÇÃO SOBE PARA 0,31% EM MARÇO ANTE 0,19% EM FEVEREIRO

São Paulo, 3 - A inflação registrou elevação de 0,31% em março, na cidade de São Paulo. O índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômica (Fipe). O resultado é superior ao de fevereiro, de 0,19%, e ao apurado na terceira quadrissemana de março, de 0,26%. A alta do IPC ficou dentro das expectativas dos analistas consultados pelo AE Projeções (0,25% a 0,36%), mas superou a mediana projetada de 0,29%.

O grupo Habitação fechou o mês de março com alta de 0,44%, acima dos 0,42% da terceira prévia e dos 0,35% de fevereiro. Alimentação avançou para 0,27%, após deflações de 0,03% na terceira leitura e de 0,15% no mês retrasado. Transportes registrou variação de 0,24%, contra 0,33% na terceira apuração e 0,37% em fevereiro. No segmento Despesas Pessoais, as taxas foram de 0,30% em março, 0,32% na terceira prévia, e estabilidade ante fevereiro.

Saúde desacelerou para 0,34% no fechamento de março, após elevações de 0,54% na terceira quadrissemana e 0,57% em fevereiro. O grupo Vestuário ficou em 0,08% em março, teve deflação de 0,05% na terceira prévia e ligeira alta de 0,06% em fevereiro. Educação encerrou março com variação de 0,12%, ante 0,08% na terceira quadrissemana e 0,17% em fevereiro. (Sérgio Camargo)

Veja como ficaram os grupos que compõem o IPC:

Habitação: 0,44%
Alimentação: 0,27%
Transportes: 0,24%
Despesas Pessoais: 0,30%
Saúde: 0,34%
Vestuário: 0,08%
Educação: 0,12%
Índice Geral: 0,31%
ÁSIA: AÇÕES CHINESAS FAZEM BOLSAS FECHAREM EM ALTA; HK SOBE 1,6%

Tóquio, 3 - Os principais mercados da Ásia fecharam no campo positivo, apesar da queda em Wall Street ontem. O setor siderúrgico liderou o bom desempenho. Além de influências internas de cada país, pesou a boa recuperação nas Bolsas da China, que estimularam resultados em outros mercados regionais.

As blue chips chinesas listadas em Hong Kong seguiram os rastros dos ganhos nos mercados acionários da China, o que levou a Bolsa de Hong Kong a fechar em alta, estendendo seus ganhos pelo terceiro pregão consecutivo. Com moderado volume de negociações, o índice Hang Seng ganhou 392,20 pontos,
ou 1,6%, e fechou aos 24.264,63 pontos. Apesar disso, o índice ainda apresenta perdas de 13% desde o início do ano. "Mais e mais investidores estão convencidos de que haverá mais altas em Hong Kong, mas é cedo para dizer que o Hang Seng virou completamente a esquina, após as quedas na semana
passada", afirmou Peter Lai, diretor da DBS Vickers Securities. Ping An Insurance ganhou 7,4% e China Life Insurance subiu 4,2%. Entre os bancos, China Construction Bank fechou em alta de 3,3% e Bank of Communications faturou 2%. No segmento de telefonia, China Mobile adicionou 1,7%. Mas a operadora fixa China Netcom perdeu 2,1%, com o rebaixamento de seu rating pela Daiwa.

Investidores em busca de ofertas no setor siderúrgico levaram as Bolsas da China a fechar em alta, com esperança de que o governo irá anunciar medidas para estimular o mercado nos três dias do "fim de semana" que começa amanhã, feriado chinês. O índice Xangai Composto subiu 2,9% e fechou aos 3.446,24 pontos. Já o Shenzhen Composto ganhou 2,6% e encerrou aos 1.005,89 pontos. "As ações tipo A (denominadas em yuans) estão agora comparativamente mais baratas, e um bom exemplo é que os prêmios dos papéis A em relação aos H (de Hong Kong) caíram significativamente", disse Wu Feng, analista da TX Investment. Para companhias nas duas listagens, as ações A são negociadas a 1,5 vez o valor das ações H, abaixo da relação de 2,1 vezes do ano passado. O segmento dos fabricantes de aço mostrou recuperação, após as recentes grandes perdas por conta das incertezas sobre as negociações do preço do minério de ferro australiano. Baoshan Iron & Steel adicionou 5,4%, após perder mais de 27% nas duas últimas semanas. Wuhan Iron & Steel fechou em alta de 8,3%, depois de cair 31% no mesmo período. Outras blue chips também se recuperaram. China Life Insurance subiu 4,5%, enquanto China
Yangtze Power ganhou 5,1%. Já as ações de imobiliárias caíram com preocupações de medidas adicionais de aperto ao crédito, além da previsão de fracos rendimentos corporativos. China Vanke perdeu 0,8%, assim como Poly Real Estate Group.

A renovada desvalorização do dólar e a queda na taxa de paridade central dólar-yuan - de 7,0292 yuans para 7,0192 yuans - fizeram a moeda chinesa se valorizar moderadamente em relação à moeda norte-americana no fim do pregão. No mercado de balcão, às 4h30 (de Brasília), a cotação do dólar era de 7,0168 yuans, abaixo do fechamento de quarta-feira, que foi de 7,0184 yuans.

O mercado taiwanês recuou, seguindo a baixa em Wall Street, apesar dos ganhos em bolsas importantes da Ásia. O índice Taiwan Weighted da Bolsa de Taipé caiu 0,1% e fechou aos 8.596,34 pontos. "O mercado esteve mais quieto, com os investidores de lado, temerosos de que a economia dos EUA possa continuar a se desacelerar", disse Joe Lin, trader da Capital Securities. Ações dos setores de alimentação (queda de 2,6% do subíndice) e financeiro (-1,2%) lideraram a baixa, que foi resultado de realização de lucros, embora os fabricantes de telas planas (+1%) tenham dado suporte ao mercado. Uni-President Enterprises caiu 3,5% e Cathay Financial Holding fechou em baixa de 0,9%. AU Optronics subiu 0,2% e Shining Building Business teve elevação de 3,6%.

Os ganhos dos setores siderúrgicos e de construção naval ajudaram a Bolsa de Seul, na Coréia do Sul a fechar em alta pelo terceiro pregão seguido, apesar das perdas em Wall Street. O índice Kospi subiu 1,2% e terminou aos 1.763,63 pontos. "O mercado está agora em um processo de recuperação, reagindo mais às boas do que às más notícias", avaliou Lee Jae-Mahn, analista do Tong Yang Investment Bank. "Os ganhos nas Bolsas chinesas alavancaram os papéis de empresas relacionadas à China, como de construção naval e de siderurgia." Hyundai Heavy Industries avançou 4,2%, enquanto Hyundai Mipo Dockyard disparou 6,7%. A siderúrgica Posco saltou 6,2%, com expectativa de que irá aumentar o preço dos produtos de aço este mês. O forte desejo da Posco de adquirir a Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering beneficiou a empresa, que faturou 2,8%. No setor tecnológico, LG Electronics subiu 2,7% e LG Display ganhou 0,4%.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, também fechou em baixa, influenciada pelos mercados norte-americanos, pelo comportamento dos preços do petróleo e pela decisão dos investidores de realizar lucros depois da alta de 10% em oito dos últimos nove pregões. O índice PSE Composto caiu 0,4% e fechou aos 3.034,81 pontos. "O mercado está se consolidando. Os investidores estão de lado, convencidos de que o mercado chegou ao limite de alta e não há mais razões para pânico", disse Ron Rodrigo, da DBP Daiwa Securities. Alliance Global, o papel mais negociado do dia, avançou 7,5%, depois de ter entrado numa joint venture com a Star Cruises (de Hong Kong) para o desenvolvimento do projeto de um resort em Manila. PLDT caiu 0,4%, seguindo o desempenho de seus ADRs ontem. Ayala Land registrou perdas de 2,2%.

A Bolsa de Sydney, na Austrália, registrou a quarta alta consecutiva, com os recentes sinais de estabilização nos mercados globais. A maioria das ações de empresas financeiras e de ligadas a recursos naturais registrou elevação, apesar do desempenho de Wall Street. O índice S&P/ASX 200 subiu 1,9% e encerrou aos 5.608,9 pontos. BHP Billiton subiu 3,7% e Rio Tinto teve alta de 3,8%. Woodside registrou ganhos de 3,3% e Newcrest avançou 4,3%, estimulados pela alta dos preços das commodities. No setor financeiro, Commonwealth Bank of Australia teve alta de 2,5%, National Australia Bank registrou aumento de 4,7% e QBE Insurance encerrou com elevação de 3%. Centro Properties disparou 71%, depois da divulgação, pelo Australian Financial Review, de que a empresa recebeu ofertas de seis potenciais compradores. As informações são da Dow Jones. (Priscila Arone e Ricardo Criez)
EUROPA AGUARDA EM QUEDA ISM/SERVIÇOS DE OLHO EM SINAIS PARA PAYROLL

Londres, 3 - Depois que Ben Bernanke admitiu a recessão nos Estados Unidos ontem, os investidores aguardam dados do mercado de trabalho para tentar avaliar a intensidade e a duração da retração econômica americana. A expectativa deixa as principais bolsas européias de lado nesta quinta-feira.

Relatórios de bancos apontam que os especialistas se debruçarão hoje sobre o ISM de serviços de março, que será divulgado às 11 horas (de Brasília). O consenso aponta para indicador de 48,7, uma retração sobre os 49,3 de fevereiro.

Mas, para os analistas, o dado mais observado será o componente de emprego do ISM, que antecede o tão aguardado payroll de amanhã. Os especialistas tentam juntar as últimas informações sobre o mercado de trabalho para traçar um panorama mais acurado. Ontem, o indicador ADP mostrou crescimento de 8 mil vagas em março, superando a previsão de queda de 70 mil. Também está sendo considerado o componente de emprego do ISM industrial divulgado nesta semana, melhor que o esperado.

Essas últimas informações fizeram o Itaú Europa divulgar previsão de queda de 20 mil vagas amanhã, uma estimativa mais otimista do que o consenso de perda de 29 mil vagas. Já o ING está bastante pessimista e vê queda de 150 mil postos em março. Ou seja, as análises estão variadas, o que aumenta a expectativa para o payroll.

Hoje o presidente do Federal Reserve volta a falar, desta vez no Comitê do Senado, a partir das 11 horas. Pela Europa, fica a avaliação de que Ben Bernanke assumiu ontem aquilo que todo mundo já enxergava, a recessão. No entanto, o fato de a frase ter vindo de uma autoridade do seu porte é bastante relevante, afirmam analistas.

Há quem diga que Bernanke foi, na verdade, otimista. "Ele parece sugerir que o Fed está esperando uma recuperação em formato de 'V'", diz o economista James Knightley, do ING. Mas o especialista não acredita em uma retomada tão rápida da economia, já que a crise de crédito permanece, a queda do preço dos imóveis e das ações está deprimindo a confiança do consumidor e a retração do mercado de trabalho apenas começou.

Às 7h04 (de Brasília), as principais bolsas da Europa oscilavam ao redor da estabilidade. Enquanto Londres subia 0,07%, Paris recuava 0,19% e Frankfurt perdia 0,36%. Os futuros de Nova York - S&P 500 (-0,14%) e Nasdaq (-0,03%) - também tinham leve queda.

O dólar tem uma manhã de recuperação e ganhava 0,34% sobre a moeda japonesa, para 102,84 ienes - mostrando melhora na percepção de risco. O euro registrava baixa de 0,57% para US$ 1,5555.

O petróleo recua nesta quinta-feira. No pregão eletrônico da Nymex, o contrato para maio perdia 0,54% para US$ 104,26. O ouro também mostrava queda no mercado à vista, de 0,54%, para US$ 898,59. (Daniela Milanese)
EUA: BERNANKE DEPÕE A PARTIR DAS 11H NO COMITÊ BANCÁRIO DO SENADO

São Paulo, 3 - O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, depõe novamente amanhã no Congresso, desta vez, no Comitê Bancário do Senado, às 11h (de Brasília). Ele vai falar de "desenvolvimentos no mercado financeiro". Além de Bernanke, também depõem no Senado o presidente do Fed de Nova York, Timothy Geithner, o presidente da Securities and Exchange Comission (SEC), Christopher Cox, e o subsecretário do Tesouro, Robert Steel.

Ainda às 11h (de Brasília), o Tesouro anuncia detalhes dos leilões de T-bills de 3 e de 6 meses marcados para o dia 7.

Às 20h40 (de Brasília), Janet Yellen, do Fed de San Francisco, discursa durante evento na Universidade Stanford, em Palo Alto (Califórnia). Às 21h15 (e Brasília), o diretor do Fed Frederic Mishkin fala sobre "o compromisso do banco central" durante conferência no Centro de Estudos de Política Econômica da Universidade Princeton, em Nova York.

Na CBoT, será o vencimento dos contratos futuros de etanol para abril. Na Ásia, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, encerra sua visita à China. As informações são da Dow Jones. (Patricia Fortunato/Suzi Katzumata)
COMO FECHOU O MERCADO ONTEM

O otimismo se manteve na Bovespa e nas bolsas européias, apesar da volatilidade e a queda final dos índices acionários norte-americanos. Os investidores nos EUA reduziram posições em ações, após o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, admitir pela primeira vez desde o início da crise do crédito a perspectiva de recessão para a economia do país no primeiro semestre deste ano. As condições, no entanto, devem melhorar no segundo semestre, quando o plano fiscal do governo começar a produzir efeito e pressupondo-se que os mercados de moradia e crédito vão se estabilizar, disse
Bernanke em depoimento no Congresso. Ele afirmou, porém, que as incertezas são elevadas e há riscos de desaceleração maior. A sinalização também ajudou a enfraquecer os preços dos Treasuries ao mesmo tempo em que levou o dólar a recuar ante o euro dada a expectativa de novos cortes de juros pelo Fed este mês. O fluxo financeiro positivo no mercado brasileiro favoreceu ainda o recuo da moeda ante o real. Os juros de longo prazo cederam com a redução da aversão ao risco em meio ao debate sobre m eventual aumento informal do superávit primário como forma de conter a demanda interna, o que foi descartado à tarde pelo presidente Lula. Já o alívio nas taxas curtas foi limitado pela expectativa de início do aperto na Selic este mês.


BOLSA

O otimismo com o mercado acionário na véspera perdurou na sessão desta quarta-feira na Bovespa, que conseguiu se descolar das bolsas norte-americanas e não acompanhar seu movimento de realização de lucros. O clima de que o pior da crise norte-americana pode já ter passado foi reforçado hoje pelos bons indicadores divulgados lá e pelo discurso favorável do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ao Congresso, onde destacou principalmente que a autoridade monetária ainda tem muitos instrumentos para debelar a crise.

A Bovespa retomou o patamar de 63 mil pontos, registrado pela última vez em 4 de março (63.655,5 pontos), e atingiu o maior nível desde o dia 5 de março (64.629,5 pontos). O Ibovespa fechou com elevação de 0,94%, aos 63.364,4 pontos. Na máxima, alcançou 63.816 pontos, em alta de 1,66%. Na mínima, registrou estabilidade em relação ao fechamento de ontem, aos 62.775 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 5,777 bilhões.

Os ganhos no principal índice da Bolsa doméstica foram, no entanto, limitados pelas perdas em Wall Street. Depois de um pouco de oscilação, o sinal negativo predominou, com os investidores devolvendo parte dos ganhos da véspera, de mais de 3% nos três índices. O mercado titubeou quando Bernanke assumiu, pela primeira vez, que a economia norte-americana deve ter contração no primeiro semestre. Mas não houve pânico, já que, apesar dessa possibilidade, ele crê que o PIB está crescendo lentamente e emendou com a previsão de que no segundo semestre mostrará uma recuperação mais firme, principalmente por causa dos efeitos das medidas fiscais tomadas pelo governo dos Estados Unidos no início do ano.

Bernanke também agradou ao afirmar que o Fed tem sido criativo e ainda tem ferramentas de política monetária se for necessário usar. "Temos sido criativos até agora e eu não irei hesitar se achar que precisamos de assistência do Congresso", disse ele.

O presidente do BC dos EUA ajudou a reforçar a análise de que o pior pode ter passado, que amparou os ganhos de ontem nas Bolsas após os bancos Lehman Brothers e UBS terem anunciado e que conseguiram levantar dinheiro no mercado - indício de que as condições não são assim tão adversas.

Hoje, ainda, os dados divulgados agradaram. A Automatic Data Processing Inc. (ADP) e a consultoria Macroeconomic Advisers anunciaram que o número de novas vagas de trabalho oferecidas pelo setor privado cresceu 8 mil em março, ante previsão de corte de 70 mil vagas. Este indicador é observado atentamente pelo mercado por dar indícios de como pode vir o payroll - o relatório oficial que sai na sexta-feira. O balanço da varejista de eletrônicos Best Buy também foi bom, já que o lucro por ação subiu para US$ 1,71 no quarto trimestre fiscal.

O relatório semanal sobre os estoques de petróleo e derivados não foi assim tão bom, já que mostrou queda nas reservas e fez com que os contratos para maio da commodity negociados na Nymex fechassem com alta forte de 3,81%, para US$ 104,83 o barril. Mas isso favoreceu a Bovespa, ao impactar diretamente sobre as ações da Petrobras. As ações ON subiram 2,40% e as PN, 2,65%, essas com volume de R$ 942,877 milhões. Os papéis sofreram ainda influência da expectativa de novas descobertas de petróleo na costa brasileira.

Hoje, o presidente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima, defendeu uma participação maior do governo no setor petrolífero, e disse que o órgão regulador fará proposta de novo marco regulatório para a área no semestre.

Já as ações da Vale encerraram em queda, após sete altas seguidas. Como pretexto para a realização de lucros, os investidores justificaram os rumores de que a mineradora estaria, de novo, mantendo negociações com a Xstrata e com outras empresas. Vale ON caiu 1,05% e Vale PNA, 1,16% (giro de R$ 667,371 milhões).

"A euforia de hoje foi um extensão de ontem, houve um contágio. Quem estava fora quis entrar", comentou o superintendente do Banif, Raffi Dokuzian, ao comentar o comportamento de hoje das bolsas e, especificamente, da Bovespa. Ele acredita que a volatilidade vai se manter, mas, otimista, prevê um comportamento altista para a bolsa doméstica. "A Bovespa deve fechar 2008 com 78 mil pontos. Mas, para chegar lá, terá muito sobe-e-desce", afirmou ao acrescentar que, mesmo com notícias negativas, o Fed foi claro ao se mostrar bastante atento a qualquer movimento que possa prejudicar a economia do país.

As maiores altas hoje foram Eletrobrás PNB (%,38%), BrT Par PM (5%) e Lojas Renner ON (4,45%). Cesp PNB liderou as perdas, ao cair 4,39%, seguida por Telesp PN (-3,37%) e Duratex PN (-3,31%). (Claudia Violante)


CÂMBIO

O dólar no mercado à vista ampliou a queda à tarde com o fluxo cambial positivo, o aumento de algumas commodities e o recuo externo da moeda ante o euro após o presidente do Fed, Ben Bernanke, reconhecer pela primeira vez desde o início da crise do crédito que o PIB dos Estados Unidos pode cair no território negativo no primeiro semestre do ano. As Bolsas em Nova York recuaram com a sinalização de Bernanke para uma perspectiva de recessão nos EUA, mas tentaram uma recuperação depois, levando o dólar à vista às mínimas. No entanto, as ações em Wall Street retomaram o terreno negativo, aliviando a pressão de baixa sobre o dólar no fim da sessão. No fechamento, o dólar à vista recuou 1,15%, a R$ 1,725 na roda da BM&F, e -1,03%, a R$ 1,727 no balcão.

Segundo operadores de câmbio, o fluxo comercial foi negativo, mas houve ingressos financeiros expressivos, com destaque para uma entrada de cerca de US$ 500 milhões de um empresa do setor de telefonia. Uma fonte também informou que houve ingressos de estrangeiros que migraram para a Bovespa.

No leilão de hoje, o Banco Central absorveu apenas parte do fluxo positivo do dia, com a compra de cerca de US$ 140 milhões. A taxa de corte no leilão foi de R$ 1,7295.

Com a oferta maior do que a demanda das tesourarias, as cotações do dólar à vista oscilaram em baixa o dia todo. A mínima à tarde foi de R$ 1,720 (-1,43%) na BM&F e no balcão; e as máximas, pela manhã, de R$ 1,737 (-0,46%) e R$ 1,738 (-0,40%), respectivamente. O giro total à vista somou cerca de US$ 2,874 bilhões (US$ 2,665 bilhões em D+2).

No mercado de dólar futuro, os sete vencimentos negociados também projetaram valores mais baixos para a moeda americana. O dólar maio08, que concentrou 98% ou cerca de US$ 18,79 bilhões do total de US$ 19,12 bilhões negociados no viva-voz, indicou recuo de 1,10%, para R$ 1,737. Às 17h15 no mercado eletrônico, o dólar maio acelerava a baixa, cotado a R$ 1,735 (-0,12%).

Apesar do vaivém das Bolsas norte-americanas, a Bovespa manteve-se em alta o dia todo e os mercados acionários na Europa também subiram ancorados nas ações do setor bancário. Segundo operadores, Bernanke sinalizou para uma recessão no primeiro semestre, mas disse também que a economia do país poderá se recuperar no segundo semestre. Esses comentários, afirmaram essas
fontes, reforçaram a expectativa de novos cortes na taxa dos Fed Funds, mas as Bolsas norte-americanas recuaram e o dólar perdeu suporte de alta ante o euro. Antes de Bernanke, o dólar abriu vantagem contra a moeda européia - o euro chegou a cair até 0,45%, a US$ 1,5532 - na esteira do relatório de vagas criadas no setor privado norte-americano em março. Foram criadas 8 mil vagas, contra expectativa de corte de 70 mil. Às 16h54, no entanto, o euro subia 0,52% para US$ 1,5683; enquanto o dólar subia 0,59%, a 102,36 ienes.

Entre as commodities, no fechamento em Nova York, o ouro para junho subiu 1,40%, para US$ 900,20 a onça-troy; e o petróleo para maio saltou 3,81%, para US$ 104,83 o barril. De acordo com a Dow Jones, o petróleo subiu pela primeira sessão desde quinta-feira depois que os dados do governo dos EUA mostraram que os estoques de gasolina no país caíram pela terceira semana Consecutiva. Além disso, houve compra especulativa provocada pela resistência demonstrada pelo petróleo, que não ficou muito tempo abaixo do nível psicologicamente importante de US$ 100 o barril nestes últimos dias.

No início da tarde, o Banco Central informou que o fluxo cambial encerrou o mês de março positivo em US$ 8,051 bilhões, e que a posição comprada dos bancos aumentou 201% em março, para US$ 9,782 bilhões, ante posição comprada de US$ 3,245 bilhões em fevereiro. Esses dados não mexeram com os negócios, porque já eram previstos pelos especialistas do mercado de câmbio.

Segundo o BC, o fluxo cambial positivo do mês passado foi o melhor resultado desde julho de 2007, quando ingressaram US$ 11,588 bilhões. O resultado de março deste ano refletiu a contribuição positiva de US$ 6,663 bilhões da balança comercial - o maior desde novembro de 2007 (US$ 7,304 bilhões). No fluxo financeiro, o resultado mensal também foi positivo em US$ 1,388 bilhão - o melhor desde dezembro de 2007 (positivo em US$ 2,121 bilhões). No acumulado do primeiro trimestre, o fluxo cambial está positivo em US$ 8,940 bilhões, sendo um saldo comercial de US$ 13,500 bilhões e saídas líquidas financeiras da ordem de US$ 4,561 bilhões.

Amanhã, o presidente do Fed, Ben Bernanke, depõe novamente no Congresso, desta vez, no Comitê Bancário do Senado, às 11h (de Brasília). Ele falará de "desenvolvimentos no mercado financeiro". Já os destaques na agenda de indicadores macroeconômicos dos EUA são os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego, do Departamento do Trabalho, e o ISM de serviços relativo ao mês de março. (Silvana Rocha)


JUROS

Nesta quarta-feira de agenda doméstica vazia, o debate em torno de um eventual aumento informal do superávit primário - descartado pelo presidente Lula no meio da tarde - como forma de amenizar o ritmo da demanda foi o destaque nas mesas de operação e colaborou para que os juros futuros mantivessem a trajetória de baixa. Novamente, o movimento foi mais visível na curva longa, com a redução da aversão ao risco estimulando a devolução dos prêmios. Os DIs curtos terminaram praticamente estáveis, com a melhora limitada pela expectativa de início do ciclo de aperto monetário em abril.

Perto do fechamento dos negócios, os juros futuros reduziram o recuo, acompanhando a piora das bolsas americanas, que deixaram de operar próximas da estabilidade para firmarem-se em baixa. O Dow Jones cedeu 0,36% e o S&P 500 caiu 0,19%. Segundo apurou a editora Regina Cardeal, o mercado digeriu o depoimento do presidente do Fed, Ben Bernanke, que, embora tenha indicado que a situação econômica dos EUA deve melhorar no segundo semestre, admitiu que poderá haver uma contração na primeira metade do ano, apontando, assim, pela primeira vez desde o início da crise do crédito, para a
perspectiva de uma recessão nos EUA.

O DI janeiro de 2010 encerrou em 13,17%, de 13,21% ontem, com 241.395 contratos negociados. O DI janeiro de 2009 passou de 12,36% para 12,33%, com 148.686 contratos. O DI julho de 2008 (41.220 contratos) encerrou estável em 11,51%.

As matérias publicadas na imprensa, apontando que o governo pretende realizar um contingenciamento no Orçamento de até R$ 20 bilhões e elevar informalmente o superávit primário de 3,8%, geraram debate nas mesas de operação. Para alguns analistas, as medidas seriam bem-vindas como forma de colaborar para o controle da demanda interna e, assim, evitar uma alta maior na taxa básica de juros. "Se o governo começar a usar de vários instrumentos, o aperto na Selic pode ser menor", disse um profissional. "A intenção é certamente muito bem-vinda, pois o peso que recai sobre a política monetária de ter que administrar o gasto agregado da economia é muito grande quando se tem gastos crescentes por parte do governo", avaliou o economista-chefe do banco Itaú, Tomás Málaga ao AE Broadcast Ao Vivo.

Outros, no entanto, se mostraram céticos quanto a real eficácia no controle da demanda. "Não vejo isso como uma solução", declarou Alexandre Schwartsman, economista-chefe para América Latina do Banco Real e ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, que vê a medida como uma manobra política para encurralar a autoridade monetária.

É unânime a avaliação de que as propostas não seriam suficientes para impedir a alta da Selic no curto prazo e a curva de juros segue mostrando apostas na elevação da taxa a partir de abril em, ao menos, 0,25 ponto porcentual. A possibilidade de um aumento de 0,5 ponto, que havia ganhado espaço na curva no início da semana, voltou a arrefecer e estaria hoje em torno de 30%, segundo cálculos de analistas. "Seria muito arriscado para o Banco Central esperar, porque há um desequilíbrio gritante entre demanda e oferta", explicou o diretor-presidente da MCM Consultores, Cláudio Adilson Gonçalez.

Nesta tarde, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que não teve nenhuma conversa sobre uma elevação informal do superávit primário. O próprio presidente Lula foi taxativo hoje ao responder "superávit não, de forma alguma", quando perguntado sobre se o governo pretende elevar o superávit primário. Em relação aos cortes no orçamento, que estão para ser anunciados pelo governo, Bernardo disse que ainda não está acertado que serão de R$ 20 bilhões. "Vamos definir com o presidente", disse.

Lula esteve hoje reunido com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas o encontro terminou sem que os integrantes conversassem com a imprensa. A pauta da reunião também não foi divulgada. Acredita-se que a conversa tenha servido para controlar as divergências entre Fazenda e BC no que diz respeito aos rumos da política econômica. Há tempos que as duas instâncias parecem estar medindo forças, mas o mercado sinaliza "estar fechado com o Banco Central", nas palavras de um operador. Analistas acreditam que uma eventual estabilidade da Selic este mês pode colocar em xeque a autonomia de decisões do Banco Central e gerar uma crise de credibilidade, após os vários alertas dados no sentido de que a Selic vai subir.

Com as negativas de Lula e Bernardo em relação às discussões de possível aumento de superávit, amanhã, os eventos previstos podem interromper o processo de queda de taxas. O mercado já abrirá conhecendo o IPC-Fipe de março, cuja expectativa é de aceleração em relação a fevereiro (0,19%), com intervalo entre 0,25% e 0,36% e mediana de 0,29%. Também podem ter impacto sobre as taxas os indicadores industriais a serem divulgados pela CNI e o leilão de títulos prefixados previsto no cronograma do Tesouro.(Denise Abarca)
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