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segunda-feira, abril 28, 2008

Abertura de Mercado em 28.04.2008

FED E EXPECTATIVA COM GASOLINA DOMINAM SEMANA DO 1º DE MAIO

São Paulo, 28 - Dados do setor externo, hoje, e da política fiscal, quarta-feira, são os destaques da
agenda doméstica na semana mais curta do feriado de 1º de Maio, na quinta-feira. Já nos EUA, onde os
mercados operam normalmente no Dia do Trabalho, a agenda dos indicadores é bastante movimentada,
incluindo PIB, inflação do PCE, PAYROLL e ISM industrial. Mas o grande acontecimento dos mercados
globais é a reunião do FED, quarta-feira, e que poderá encerrar o ciclo de quedas do juro americano.



COMO FECHOU O MERCADO NA SEXTA-FEIRA

Após acompanhar durante parte da sessão a volatilidade das bolsas norte-americanas provocada pela
alta do petróleo e o dado decepcionante de confiança do consumidor de Michigan, a Bovespa firmou-se
em terreno positivo à tarde amparada por uma guinada das ações da Vale e da Petrobras. A
recuperação das principais blue chips do índice paulista coincidiu com a divulgação do fato relevante da
compra da Brasil Telecom pela Oi. O mercado reagiu à notícia com vendas dos papéis dessas duas
companhias de Telecom, à exceção das ações ON da BRT, que exibiram firme alta. O dólar chegou a
subir na abertura com a continuidade da recuperação externa, mas perdeu força e terminou perto das
mínimas com o fluxo cambial positivo. Os juros também devolveram a pressão inicial decorrente dos
elevados IPCA-15 e IPC-Fipe, que reforçaram o desconforto com a inflação, e fecharam praticamente de
lado.


BOLSA

Depois de uma sessão onde a volatilidade predominou, foi difícil prever o sinal do fechamento, o que
ocorreu na hora final da sessão. E isso apenas porque Vale e Petrobras saíram do ramerrame e
conduziram a Bovespa à alta após dois pregões em queda. Foi também na metade da tarde que
finalmente a Telemar publicou o fato relevante com as condições para a compra do controle da Brasil
Telecom.

A Bovespa encerrou em alta de 0,95%, aos 65.187,3 pontos. Oscilou entre a mínima de 64.172 pontos
(-0,63%) à máxima de 65.253 pontos (+1,05%). No mês, a Bolsa acumula ganho de 6,92% e, no ano, de
2,04%. Na semana, a alta foi de apenas 0,40%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 6,260
bilhões.

O balanço ruim da Vale no primeiro trimestre pesou sobre as ações em boa parte da sessão e puxou a
Bovespa para baixo. Os papéis reagiram em queda ao recuo de 55,8% no lucro líquido até março. O
mercado previa 10,24% de baixa, e, por isso, vendeu papéis. Mas como a percepção é de que muitas
das variáveis que impactaram nos números sejam minimizadas nos próximos meses, caso da
desvalorização do dólar em relação ao real, as ações viraram. A empresa ainda contará com o início da
vigência dos reajustes firmados neste início de ano, entre 65% a 86%.

As ações subiram 1,20% as ON e 0,57% as PNA. Na semana, no entanto, os papéis caíram 0,31% e
0,38%, respectivamente. A alta dos metais no mercado externo acabou pesando favoravelmente para o
fechamento em elevação dos papéis. Como os investidores já embutiam nos preços a possibilidade de
queda do lucro, a retração verificada hoje foi um ajuste. "A queda foi muito maior do que os analistas
previam. Mas, mesmo assim, às vezes o mercado exagera e, por isso, o reajuste de hoje não durou
muito", comentou um profissional. "A queda do lucro ocorreu principalmente por causa do dólar, que
tende a ser menos volátil. Não foi operacional. E a empresa tem o reajuste do minério que começa a
vigorar agora", comentou o gestor-gerente da Infinity Asset, George Sanders.

A empresa informou hoje que chegou no primeiro trimestre de 2008 à marca histórica de 303 milhões de
toneladas de minério de ferro produzidos no acumulado dos últimos 12 meses.

Petrobras também chegou a operar em queda hoje. Mas não teve como não sucumbir à alta externa do
petróleo, hoje de 2,12% para o contrato futuro de junho, para US$ 118,52. As ações ON subiram 0,98% e
as PN, 1,32%, mas, na semana, caíram 1,34% e 1,17%, nesta ordem.

Em entrevista pela manhã, o diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa,
recusou-se a comentar sobre um possível aumento dos preços da gasolina e do diesel, assunto que vem
ocupando as mesas nas últimas sessões. No Uruguai, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse,
sobre o assunto, que o Brasil não costuma condicionar aumento dos combustíveis à mudança dos preços
internacionais. "Quando o preço (internacional) está baixo, em geral se mantém o preço (aqui). Quando o
preço (internacional) sobe, também se mantém. Essa é uma decisão da Petrobras", afirmou, rechaçando,
assim, uma provável alta dos combustíveis por causa dos recordes sucessivos do petróleo no mercado
externo.

Hoje, o petróleo subiu por conta das preocupações sobre as condições de oferta. Os investidores temem
que o fluxo do petróleo do Mar do Norte seja suspenso em conseqüência de uma greve prevista para o
final de semana na refinaria britânica da Ineos em Grangemouth. O mercado também acompanhou
informações de uma nova onda de violência e greves atingindo a produção de petróleo na Nigéria. pela
manhã, o mercado ainda repercutiu a notícia, divulgada pela cadeia Fox News, de que a segurança da
Marinha norte-americana a bordo de um navio comercial no Golfo Pérsico realizou disparos de alerta
contra dois barcos iranianos que se aproximavam rapidamente da embarcação. A Fox News descreveu o
barco como um cargueiro que faria entrega aos militares dos EUA no Kuwait.

Ainda no mercado de combustíveis, as ações da Cosan caíram 0,38% hoje. A Moody's colocou em
revisão para possível rebaixamento o rating Ba2 corporativo em moeda local da empresa, o rating Ba2
em moeda estrangeira das notas seniores sem garantia e o rating corporativo na escala nacional
brasileira A1.br. Ontem, a empresa anunciou a compra dos ativos da Esso no Brasil.

Agora, o negócio mais aguardado nos últimos tempos, a compra do controle da BrT pela Oi, foi
oficialmente anunciado hoje. A compra foi fechada por R$ 5,863 bilhões, o que significa R$ 72,3058 por
ação. Do total a ser pago, R$ 4,982 bilhões equivalem a fatia da Invitel. Outros R$ 881,107 milhões vão
para os demais vendedores. A aquisição envolve a futura transferência, de forma direta e indireta, para a
Telemar, de 81.092.986 ações ordinárias de emissão da BrT Participações representativas de 60,5% do
capital votante, e de 22,28% do capital total da BrT Part ("Ações BrT Part").

A compra da fatia da BrT Participações pela Telemar deve ser fechada 10 dias úteis após a aprovação,
pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No fato relevante, a empresa observa que está em
curso iniciativa do Ministério das Comunicações de um novo Plano Geral de Outorgas (PGO) que elimine
as restrições existentes hoje para fusões e operações de compra e venda entre concessionárias de
telefonia fixa. Após a conclusão das ofertas por ações, a Telemar fará uma reorganização societária nas
sociedades compradas, para simplificar a estrutura, unificando os acionistas da BrT Part e BrT na
Telemar.

Os papéis e os ADRs das empresas chegaram a ser suspensos temporariamente da sessão e, quando
retornaram, seguiram cada uma um sinal. BrTO ON chegou a subir 25%. BrTP PN liderou as perdas, com
-8,49%, BrTO PN (-4,49%), TNLP PN (-3,11%). Na outra ponta, BrTP ON (+6,76%) liderou os ganhos.

Segundo Sanders, o mercado acionário foi muito seletivo na maior parte do pregão, comprando algumas
ações defasadas, escolhendo muito. A falta de notícias de peso refletiu-se nesse comportamento,
enquanto Nova York, até virar no finalzinho da tarde, também influenciou. Nos EUA, a recuperação veio
com a recuperação do setor financeiro. A Nasdaq, no entanto, fechou em baixa influenciada pela
Microsoft. A empresa anunciou queda de 11% no lucro líquido no terceiro trimestre fiscal.

O Dow Jones subiu 0,33%, o S&P teve alta de 0,65% e o Nasdaq recuou 0,25%. Mais cedo, o
sentimento do consumidor da Universidade de Michigan divulgado hoje ajudou a sustentar em queda os
índices na maior parte do dia. O dado caiu para 62,6 em abril, o pior nível desde março de 1982.

Para a próxima semana, a agenda é carregada de indicadores, com destaque para a reunião do Federal
Reserve, na quarta-feira, o payroll, na sexta-feira, nos Estados Unidos, e também de balanços. A
volatilidade assim deve continuar. (Claudia Violante)

CÂMBIO

O dólar à vista acompanhou a alta externa da moeda apenas no início da sessão, porque o fluxo cambial
positivo provocou a inversão de sinal e a aceleração da queda à tarde. No fechamento, o pronto estava
na cotação mínima da roda da BM&F, a R$ 1,6655, em baixa de 0,32%. No balcão, a taxa recuou 0,18%,
para R$ 1,667. Na semana, as cotações acumularam perdas de 0,15% e 0,12%, respectivamente; no
mês, apuram -4,94% e -4,91%; e no ano, -6,29% e -6,08%, pela ordem. O giro financeiro total à vista
nesta sexta-feira aumentou 68%, para cerca de US$ 3,948 bilhões (US$ 3,747 bilhões em D+2).

No mercado viva-voz de dólar futuro, foram negociados cinco vencimentos, sendo que os três mais curtos
projetaram quedas e os dois mais longos, altas. O dólar maio08 indicou baixa de 0,15%, a R$ 1,668;
enquanto o dólar novembro08, alta de 0,41%, a R$ 1,754. O volume negociado somou cerca de US$
20,06 bilhões (399.725 contratos).

Segundo um operador, foram identificadas entradas de recursos destinadas a honrar compromissos de
investidores, que participaram de recentes IPOs de empresas brasileiras, e também de estrangeiros
interessados nas operações de arbitragem cambial.

"Houve ingresso de parte dos cerca de US$ 1,8 bilhão relativos a pelo menos três operações iniciais de
abertura de capital, da Gerdau, IP Marcas e Faculdades Anhangüera", estimou a fonte. De outro lado, os
elevados IPCA-15 e IPC-Fipe da terceira semana do mês, divulgados hoje, reforçaram as preocupações
dos investidores com a inflação doméstica. Isso deu fôlego à manutenção dos juros futuros em patamares
elevados, diante da percepção de que o atual ciclo de aperto monetário poderá ser mais forte e longo do
que se imaginava.

Essa perspectiva em meio à proximidade da reunião do Fomc, na próxima terça e quarta-feira, para a
qual parte do mercado espera mais um corte dos juros dos Fed Funds, encorajou players estrangeiros e
locais a reforçarem a demanda por arbitragens cambiais, que asseguram ganhos atraentes com o
diferencial de juros interno e externo. Essas operações também ajudaram a enfraquecer o pronto.

Em Nova York, os contratos futuros de juros de curto prazo fecharam em leve baixa nesta sexta-feira,
refletindo a continuidade da expectativa de que o Fed cortará o juro em 0,25 ponto porcentual na próxima
semana. Embora os dados sejam preliminares, o contrato de maio dos Fed Funds precificava cerca de
74% de chance de um corte na taxa, de 2,25% para 2%, na reunião de dois dias do Fed que termina na
quarta-feira. No fechamento de ontem, esta probabilidade era projetada em 82%.

O contrato de julho projetava cerca de 98% de chance de a taxa estar em 2% na reunião de 24 e 25 de
junho do Fed, abaixo dos 100% projetados ontem. Há apenas duas semanas, o contrato de julho
precificava em 100% uma taxa de 1,75%, probabilidade que o mercado parece descartar por ora, de
acordo com informações da agência Dow Jones.

Lá fora, o dólar prosseguiu em sua recuperação frente ao euro, embora tenha perdido força com a alta do
petróleo e o levantamento decepcionante sobre confiança do consumidor da Universidade de Michigan.
Em Nova York, o petróleo para junho encerrou em alta de 2,12%, a US$ 118,52 o barril, pressionado
pelas tensões entre embarcações dos EUA e do Irã no Golfo Pérsico. O índice de Michigan, por sua vez,
caiu para 62,6, de 69,5 em março. Os economistas ouvidos pela Dow Jones previam um indicador de 63
em abril. A pesquisa mostrou ainda que nove em cada dez entrevistados acreditam que a economia
norte-americana esteja agora em recessão. Às 17h02, o euro caía 0,65%, a US$ 1,5590; e o dólar subia
0,24%, a 104,48 ienes.

Com o fluxo cambial favorável e possivelmente para conter a queda final do pronto, o BC teria reforçado a
compra de moeda no leilão realizado na última hora da sessão. Segundo operadores, a autoridade
monetária pode ter adquirido cerca de US$ 400 milhões. A taxa de corte ficou em R$ 1,668. Das cinco
ofertas (de cinco bancos) com taxas declaradas, que iam da mínima de R$ 1,6669 à máxima de R$
1,670, o BC aceitou apenas uma proposta, de um banco, informou uma fonte. Doze instituições não
informaram suas ofertas na operação.

Já o leilão de rolagem do próximo vencimento de US$ 1,8 bilhão em contratos de swap cambial reverso,
em 2 de maio, realizado hoje, ficou dentro do esperado e, por isso, não influenciou diretamente os
negócios. Nessa operação, o BC rolou cerca de 99% do vencimento, com a venda de 37.200 contratos
de swap cambial reverso com quatro vencimentos. A oferta era de até 37.700 contratos. O valor
financeiro negociado somou US$ 1,781 bilhão. A liquidação financeira da operação será feita em 2 de
maio pela ptax de 30 de abril. Para o vencimento de 1/9/2008, foram vendidos 12.100 contratos a taxas
nominal/linear de 3,0302%; do vencimento de 1/12/2008, foram negociados 10 mil contratos a taxas de
3,2674%; para os 7.500 contratos vendidos de 1/4/2010, as taxas ficaram em 3,7207%; e para o
vencimento de 3/1/2011, as taxas foram de 3,9606%.

Na próxima semana, um importante evento do mercado cambial será a rolagem de contratos de dólar
futuro na BM&F, uma vez que o contrato de maio08 será liquidado em 2/5 pela ptax de 30 de abril.

No calendário externo, o evento mais relevante é a reunião do Fomc, na terça e quarta-feira. Além disso,
nos EUA serão divulgados vários indicadores econômicos de peso, como a primeira prévia do PIB do
primeiro trimestre, o relatório mensal do mercado de mão-de-obra - incluindo o payroll, número de novas
vagas -, os gastos com construção e as encomendas à indústria. (Silvana Rocha)

JUROS

Após uma semana de emoções fortes, o mercado de juros perdeu fôlego nesta tarde e operou com uma
variação muito baixa nas taxas dos principais contratos. A sessão foi marcada também pela redução no
volume negociado em relação aos últimos dias. Os DIs fecharam em direções divergentes, mas não
distantes dos patamares anteriores. O vencimento de janeiro de 2009 (179.094 contratos) passou a
última hora do pregão com a taxa de 12,70%, para encerrar em 12,71%, de 12,68% ontem. O DI janeiro
de 2010 (168.800 contratos) passou o dia em alta, mas terminou estável em 13,67%. "Após tanta
volatilidade na semana, o mercado cansou um pouco e à tarde parecia estar só esperando o final de
semana", disse um operador.

Pela manhã, os índices de inflação divulgados garantiram alguma movimentação para os DIs. Tanto o
IPC-Fipe da terceira quadrissemana de abril quanto o IPCA-15 deste mês aceleraram em relação às
respectivas apurações anteriores e tiveram os preços de alimentos como destaques de alta. O IPCA-15
subiu de 0,23% em março para 0,59% em abril e superou a mediana das previsões (0,56%), mas ficou
dentro do intervalo (0,50% a 0,62%). Já o IPC-Fipe avançou de 0,43% para 0,49% entre a segunda e a
terceira quadrissemana do mês. O índice ficou próximo ao teto das estimativas, que iam de 0,44% a
0,50%, e também superou a mediana (0,46%). No caso da Fipe, os preços de alimentos avançaram de
0,56% para 0,67%, e no âmbito do IPCA-15, dispararam de 0,40% para 1,28%, contribuindo com 0,28
ponto porcentual para a taxa de 0,59%. Em ambos os índices, os núcleos mostraram elevação.

A Fipe acabou revisando para cima a estimativa para o índice fechado de 0,47% para 0,51%, enquanto
alguns especialistas acreditam que o IPCA fechado de abril deverá ser mais moderado, graças a um
possível alívio nas tarifas de energia elétrica após a redução anunciada pela Aneel em Belo Horizonte,
como salientou o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto.

De todo modo, os dados sustentaram as incertezas sobre a inflação após a ata do Copom ter mostrado
que o Banco Central já trabalha com projeções de IPCA acima das metas, sem considerar explicitamente
um possível aumento nos preços da gasolina. Enquanto isso, o petróleo continua subindo em Nova York.
O barril para junho avançou 2,12% para US$ 118,52, em reação à notícia de que a segurança da Marinha
norte-americana a bordo de um navio comercial no Golfo Pérsico realizou disparos de alerta contra dois
barcos iranianos que se aproximavam rapidamente da embarcação. Também pesou a perspectiva de
problemas na produção do Mar do Norte.

A expectativa em relação a um eventual aumento nos preços dos combustíveis continua motivando os
players a desistirem de suas posições vendidas em juros. O diretor de Abastecimento e Refino da
Petrobras, Paulo Roberto Costa, recusou-se a fazer qualquer comentário sobre o tema durante entrevista
coletiva realizada hoje. Ontem, o presidente Lula se reuniu com o presidente da estatal, José Sergio
Gabrielli, mas a Secretaria de Imprensa da Presidência garantiu que os dois não trataram do assunto. No
final do dia, o presidente Lula disse não saber se o preço da gasolina vai aumentar, mas lembrou que o
último reajuste foi em 2005, que o preço passou de cerca de US$ 30 para perto de US$ 120 e que há
defasagem, mas é necessário avaliar qual será a implicação sobre a inflação.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o Brasil não costuma condicionar aumento dos
combustíveis a mudança dos preços internacionais. "Quando o preço (internacional) está baixo, em geral
se mantém o preço (aqui). Quando o preço (internacional) sobe, também se mantém. Essa é uma
decisão da Petrobras", afirmou ele, respondendo à pergunta da AE sobre possível reajuste dos
combustíveis no Brasil.

No mercado, o reajuste nos combustíveis não é consenso, com alguns profissionais apostando que
haverá e outros acreditando que os preços ficarão estáveis até o final do ano, como é o caso do
economista da Tendências Juan Jensen. Segundo ele, a defasagem hoje no preço gasolina em relação
ao mercado internacional é de 30%. "É uma defasagem importante, mas já houve defasagem maior do
que a de agora e o governo não fez reajuste", afirmou ele em entrevista ao Broadcast Ao Vivo. Em 2006,
de acordo com Jensen, a defasagem chegou a 50%.

A próxima semana será mais curta por causa do feriado do Dia do Trabalho, na quinta-feira, e a agenda
de eventos e indicadores domésticos interessantes ao segmento de juros é igualmente restrita. No
entanto, nos EUA, a decisão do Fomc sobre os juros na quarta-feira deverá mobilizar todos os mercados.
No âmbito local, os destaques serão a pesquisa Focus, na segunda-feira, que pode trazer alterações nas
medianas de expectativas para a inflação após a divulgação da ata do Copom e do IPCA-15; e o IGP-M
de abril, que sai na terça-feira.(Denise Abarca)



Agenda
28/04/2008 - Segunda-feira



Focus, c/c, IED e dados da CNI são destaque



A semana começa com a agenda mais concentrada no mercado doméstico. Saem a pesquisa semanal Focus,
a balança comercial da quarta semana de abril, a nota do setor externo, a sondagem industrial do primeiro
trimestre da CNI e a pesquisa da CNT/Sensus. Além disso, o Bradesco comenta o resultado do primeiro
trimestre.
Nos EUA, o Fed de Dallas divulga a produção industrial de abril e o Fed de Chicago anuncia o dado da
atividade industrial do Meio Oeste de março. Confira os eventos político-econômicos previstos para esta
segunda-feira, 28 de abril:

BC DIVULGA ÀS 8H30 PESQUISA FOCUS - Às 8h30, o Banco Central divulga a pesquisa semanal Focus,
contendo previsões do mercado para os principais indicadores econômicos e financeiros. Na pesquisa anterior,
as projeções subiram de 4,66% para 4,71% para o IPCA 2008 e caíram de 4,70% para 4,60% para o PIB de
2008.

BC DIVULGA CONTA CORRENTE E IED DE MARÇO ÀS 10H30 - O Banco Central divulga às 10h30 a nota do
setor externo de março. Economistas ouvidos pelo AE Projeções calculam de déficit de US$ 4,2 bilhões a US$
2,5 bilhões, com mediana de US$ 3,1 bilhões, para a conta corrente, e entrada de US$ 2,3 bilhões a US$ 3,2
bilhões, com mediana de US$ 3 bilhões, para o IED.

BALANÇA: SAI ÀS 11H O RESULTADO DA 4ª SEMANA - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (MDIC) divulga, às 11 horas, o resultado da balança comercial referente à quarta semana de abril.

CNI DIVULGA ÀS 11H SONDAGEM INDUSTRIAL DO TRIMESTRE - A Confederação Nacional da Indústria (CNI)
divulga às 11 horas, em Brasília, a Sondagem Industrial do primeiro trimestre deste ano. A pesquisa mostra a
expectativa do setor industrial para os próximos seis meses, avalia o trimestre anterior e os principais
problemas apontados pelos empresários. O gerente executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e
Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca, dará entrevista.

CNT DIVULGA PESQUISA SENSUS ÀS 10H - A Confederação Nacional do Transporte divulga às 10 horas, os
resultados da 92ª Pesquisa CNT/Sensus. A pesquisa desta vez trará a opinião dos brasileiros sobre a atuação
da CPI do Congresso Nacional, que investiga o uso indevido de cartões corporativos por integrantes do
governo federal. A pesquisa pretende mostrar também, na opinião dos entrevistados, de quem é a
responsabilidade pela elaboração de suposto dossiê sobre gastos pessoais do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso e pelo surto da dengue em alguns Estados. A pesquisa avalia ainda a preferência dos
eleitores para a sucessão do presidente Lula em 2010.

BRADESCO COMENTA BALANÇO EM TELECONFERÊNCIA ÀS 11H - O presidente do Bradesco, Marcio Cypriano,
comenta às 11 horas, em teleconferência com jornalistas o resultado do banco no primeiro trimestre do ano.
O banco anunciou esta manhã lucro líquido consolidado de R$ R$ 2,102 bilhões no primeiro trimestre,
crescimento de 23,3% sobre o mesmo período de 2007. O valor é recorde para o
primeiro trimestre. De acordo com o banco, 65% do lucro foi gerado com as atividades financeiras e os 35%
restantes pelas atividades de seguros, previdência e capitalização. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido
médio ficou em 32%. Também hoje saem os balanços da Daycoval, Klabin e Tegma.

OI DETALHA ÀS 9H30 COMPRA DO CONTROLE DA BRASIL TELECOM - A empresa promove teleconferência com
analistas às 9h30 para comentar a operação, na qual o grupo Oi irá gastar cerca de R$ 12 bilhões no total.
Os recursos englobam os R$ 5,8 bilhões pagos pelo controle direto e indireto da empresa, os cerca de R$ 3
bilhões destinados a oferta obrigatória de tag along aos minoritários ordinaristas da BrT e outros cerca de R$
3 bilhões com a oferta voluntária de ações preferenciais da companhia.

EUA: PRODUÇÃO INDUSTRIAL DO FED DE DALLAS SAI ÀS 11H30 - O Fed de Dallas divulga às 11h30 o índice
de produção industrial de abril.

EUA: ATIVIDADE INDUSTRIAL DO FED DE CHICAGO ÀS 13H - O Fed de Chicago divulga às 13 horas o índice de
atividade industrial do Meio-Oeste de março.

EUA: VISA DIVULGA BALANÇO - As processadoras de cartões de crédito Visa e Mastercard, que divulgam
balanços na segunda e na terça, respectivamente, ainda não foram afetadas pela crise de crédito por não
emitirem cartões e não precisarem lidar com inadimplência.

EUA: TESOURO DETALHA LEILÃO DE T-BILLS - O Departamento do Tesouro anuncia os detalhes do leilão de
T-bills de 4 semanas a se realizar na terça-feira e leiloa US$ 20 bilhões em T-bills de 3 meses e US$ 20
bilhões em T-bills de 6 meses, devendo anunciar o resultado às 14h. Às 16h, o Tesouro divulga suas
necessidades de financiamento para o segundo trimestre.

MANTEGA NO STF ÀS 15H - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, será recebido em três audiências por
ministros do Supremo Tribunal Federal: às 15 horas, por Joaquim Barbosa; às 15h30, por Carlos Britto; e, às
20 horas, pelo presidente do Supremo, Gilmar Mendes. Antes desta última audiência, Mantega recebe, no
Ministério da Fazenda, dirigentes das centrais sindicais

DIRETOR DA CVM FAZ PALESTRA SOBRE SA - O diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Eli Loria, faz
palestra com o tema "Alterações na Lei das S.A. - Reflexos no Mercado de Capitais". Das 12h30 às 14h30, no
Rio.



VEJA MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

São Paulo, 28 - Estas são as manchetes dos principais jornais nesta segunda-feira:

O Estado de S. Paulo
PF ENVOLVE MAIS UM DEPUTADO NO CASO BNDES
Tosto: 'Quero que investiguem logo'
PT de BH desafia partido e fecha aliança com Aécio
Centrais vão ao Congresso por jornada de 40 horas
Presidente afegão escapa de atentado do Taleban

Folha de São Paulo
BNDES QUER FUSÃO ENTRE LABORATÓRIOS NACIONAIS
Participação pública na saúde tem queda de 20% em 12 anos
Fome e preços dos alimentos assombram de novo a África

O Globo
PT DE MINAS DESAFIA DIREÇÃO E FECHA ACORDO COM AÉCIO
País envelhece e desafia a Previdência
Índios: CPI deve quebrar sigilo de ONGs

Jornal do Brasil
DENGUE PROVOVA PROTESTOS NO RIO
Defensores de bebidas fazem lobby
TV digital traz de volta a velha antena
Afegão escapa de atentado
Americano pede ajuda a Chávez

Gazeta Mercantil
FUNDOS PRESSIONAM PARA INFLUENCIAR GESTÃO
Indústrias vendem mais alimentos para angola
Caipirinha faz exportação de limão disparar
Mec descobre 3 milhões de fantasmas
Itaipu negocia tecnologia com a China
João Martinelli defende um Poupatempo empresarial
Inércia do Congresso contribui para os excessos do governo
Fed deve cortar juros nos Estados Unidos
Bancos lucram mais
Itavema entra em caminhões
Alkimar Moura
defende Fed
Petróleo fecha a us$ 118,52
Em Minas, PT quer sair com PSDB

Valor Econômico
SHARP VOLTA AO MERCADO BRASILEIRO COM A MITSUI
Construtoras recorrem aos bancos
Italianos e russos na disputa da FAB
'Supertele' quer crescer também no exterior
'Pools' movem a agricultura da Argentina
Varejistas apostam em lojas enxutas e vendas via Internet
HSBC amplia a rede e reforça atuação no mercado paulista
Valtra começará a vender colheitadeiras movidas a biodiesel, com garantia, a partir de 2009

Correio Braziliense
TRÂNSITO NO DF MATA OITO NO FIM DE SEMANA

Financial Times
CONTINENTAL AIRLINES CANCELA NEGOCIAÇÕES DE FUSÃO COM A UNITED

The New York Times
INDÚSTRIA DO EMPRÉSTIMO LUTA CONTRA NOVAS REGRAS PARA HIPOTECAS

The Wall Street Journal
MARS E BUFFETT SE ASSOCIAM EM PROPOSTA PELA WRIGLEY



COMO FECHOU O MERCADO DA DÍVIDA EXTERNA NA SEXTA-FEIRA

São Paulo, 28 - Os títulos da dívida externa brasileira fecharam em baixa na sexta-feira, mas o destaque
do dia foram os papéis da Argentina, que recuaram na esteira da renúncia do ministro da Economia,
Martin Losteau. Além disso, os bônus argentinos também sofreram o impacto de ação da agência de
classificação de risco Standard & Poor's, que rebaixou de estável para negativa a perspectiva para os
ratings soberanos argentinos.

De acordo com a S&P, "a perspectiva negativa deve-se ao fato de o governo argentino rejeitar políticas
que corrijam o superaquecimento econômico do país, algo que foi sinalizado pela renúncia do ministro da
Economia".

No final da tarde, o risco Argentina, medido pelo JPMorgan Chase, subia 6,55% para 602 pontos-base,
de 565 pontos-base no fechamento de quinta-feira. Já o risco Brasil recuava a 224 pontos-base, de 228
pontos-base no fechamento da quinta-feira o risco de emergentes Embi+ caía 261 pontos-base, de 265
pontos-base.

O Brasil40 fechou em queda de 0,25%, em 134,350 cents, de 134,700 no fechamento de ontem. Na
ICAP/Garban, o título recuou 0,48%, a 134,200 cents, de 134,850 cents na quinta-feira. (Patrícia
Fortunato)



COMO FECHOU O AFTER MARKET NA SEXTA-FEIRA

São Paulo, 28 - O after market da Bovespa movimentou R$ 38,958 milhões na sexta-feira passada, após
3.938 transações. Os papéis mais negociados foram: Petrobras PN (R$ 8.684.177,00), Vale PNA (R$
3.786.667,00), BM&F ON (R$ 3.237.179,00), Bovespa ON (R$ 2.821.985,00) e Bradesco PN (R$
1.878.853,00). (Equipe AE)



Rentabilidade Ibovespa - Nominal
Hoje: 0,95
7 Dias: 0,99
30 Dias: 6,46
No Ano: 2,04
12 Meses: 32,85

Ibovespa: 65.187 pontos
Volume:
R$ 5.702.653 mil

Maiores Altas e Baixas

Ibovespa opera grande parte do dia com volatilidade, porém consegue fechar a semana em alta


25 de Abril de 2008 às 17:47 horas

As negociações na Bolsa de Valores de São Paulo operaram com volatilidade nesta sexta-feira, entretanto, conseguiram inverter o sinal e fechar em alta após dois pregões consecutivos em queda. No âmbito interno, os investidores acompanharam a divulgação de indicadores inflacionários, além da continuidade da temporada de balanços do primeiro trimestre de 2008 e algumas notícias corporativas. Nos EUA, somente um indicador econômico foi apresentado e os investidores analisaram com atenção alguns resultados de empresas locais. Vale destacar que o presidente da maior economia do mundo, George W. Bush, no período da manhã, discursou sobre a situação econômica atual do país.

No cenário econômico doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) subiu para 0,59% em abril, 0,36 ponto percentual acima dos 0,23% registrado em março. O índice ficou dentro da expectativa do mercado.

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo, referente à terceira semana de abril, subiu 0,49%, ante elevação de 0,43% da medição anterior.

No plano corporativo, a temporada de balanços referente ao primeiro trimestre de 2008 continuou em foco. Ontem, após o encerramento do pregão, a Vale informou que registrou um lucro líquido de R$ 2,25 bilhões, um recuo de cerca de 55,8% sobre o montante de R$ 5,1 bilhões apresentado no mesmo período do ano anterior. Apesar do resultado negativo, os papéis ON e PNA da mineradora brasileira fecharam os negócios com valorização de 1,20% e 0,57%, respectivamente.

A Perdigão também divulgou seu resultado para o 1ºTri. de 2008. No período em questão, a empresa apresentou um lucro líquido de R$ 51 milhões, valor aproximadamente 18,7% menor do que os R$ 62,7 milhões registrados em igual período de 2007. Perto das 17h, as ações ON figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa, com desvalorização de 1,82%.

Entre as notícias corporativas, o Grupo Gerdau anunciou na noite de ontem, os termos da oferta pública primária de ações ordinárias e preferenciais da Gerdau S.A. e da Metalúrgica Gerdau. A operação deverá movimentar cerca de R$ 4,4 bilhões. O preço por ação ordinária e preferencial da Gerdau S.A. é de R$ 60,30, enquanto que o das ações ON e PN da Gerdau Metalúrgica é de R$ 78,35. No fim dos negócios, os papéis PN da Gerdau apresentaram queda de 1,36%, enquanto as ações PN da Metalúrgica Gerdau operaram com desvalorização de 1,29%.

Após meses de espera, o acordo entre a operadora Oi (ex-Telemar) a Brasil Telecom (BrT) foi oficialmente fechado. A aquisição da BrT pela Oi irá custar R$ 5,86 bilhões, valor acima do esperado pela Oi em fevereiro. As ações ON da Brasil Telecom Participações lideraram as maiores altas do Ibovespa.

Nos EUA, as bolsas operaram com volatilidade. O único indicador econômico divulgado foi o índice que mede o sentimento do consumidor, que recuou para 62,6 no mês de abril, ante 69,5 em março, segundo a Universidade de Michigan.

Vale lembrar, que na manhã desta sexta-feira, o presidente dos EUA, George W. Bush, fez um pronunciamento dizendo que o pacote de estímulo econômico, que gira em torno de US$ 152 bilhões e será utilizado para devoluções de impostos ao povo americano, a partir da próxima segunda-feira, irá contribuir para que o país deixe o cenário atual de desaceleração econômica.

Na Nymex, o barril de petróleo fechou o dia cotado a US$ 118,52, alta de 2,12%, em relação ao fechamento da quinta-feira. Esta elevação foi influenciada pela notícia de que a segurança da Marinha norte-americana, que estava a bordo de um navio comercial na região do Golfo Pérsico, efetuou dois disparos de alerta contra embarcações iranianas que se aproximavam do navio.

Resumo da Semana (22/04/2008 a 25/04/2008)

As negociações na Bolsa de Valores de São Paulo apresentaram um desempenho volátil nesta semana, ora operando no território negativo, ora no positivo. Internamente, os investidores acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Copom e algumas notícias corporativas. Os investidores analisaram também os balanços de importantes empresas referente ao 1º Trimestre de 2008. Nos EUA, os investidores avaliaram importantes resultados corporativos e alguns indicadores econômicos. Mas o destaque da semana ficou com a elevação do preço do barril do petróleo.

No mercado doméstico, a Fundação Getúlio Vargas divulgou que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal), de até 22 de abril, subiu 0,81% ante um aumento de 0,76% da medição anterior. Além disso, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) também divulgado pela FGV, registrou uma queda de 7% em abril ante março. Vale ressaltar que no mês anterior, o índice subiu 3,5% ante fevereiro. Já o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), que registrou uma inflação de 0,37% na segunda leitura do mês de março, uma queda em comparação à medição anterior, quando o indicador mostrou elevação de 0,78%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) apresentou inflação de 0,23% em março, ou seja, 0,41 ponto percentual abaixo dos 0,64% registrado em fevereiro. O índice ficou dentro da expectativa do mercado.

Na quinta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou a ata de sua última reunião realizada nos dias 15 e 16 deste mês, enfatizando que as preocupações com a meta de inflação levaram o colegiado a aumentar a taxa básica de juro, e que este ajuste poderá diminuir o movimento inflacionário. O Banco Central decidiu por unanimidade aumentar a Selic em 0,50 ponto percentual, para 11,75% ao ano, sem viés, em sua última reunião.

Entre os resultados corporativos, a temporada de balanços começou a tomar fôlego no mercado. A Vale divulgou que obteve um lucro líquido de R$ 2,25 bilhões no 1º tri. de 2008, resultando em uma grande queda em comparação ao lucro obtido no mesmo período do ano anterior, cujo montante foi de R$ 5,10 bilhões.

A Brasil Telecom anunciou que obteve um lucro líquido de R$ 321,37 milhões no 1º tri. de 2008, um aumento de 50,17% em comparação ao resultado obtido no mesmo período de 2007.

A Brasil Telecom Participações anunciou um aumento de 46,18% no seu lucro líquido, cujo montante foi de R$ 248,31 milhões no 1º tri. de 2008, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Após quatro meses de negociação, a Telemar Participações, controladora da Oi anunciou a aquisição da Brasil Telecom, por R$ 5,86 bilhões. O acordo levará à reestruturação societária das duas empresas. As ações PN da Brasil Telecom e da Brasil Telecom Participações figuraram entre as maiores desvalorizações da semana, acumulando 3,10% e 11,71%, respectivamente.

A Natura divulgou que obteve um lucro líquido de R$ 78,96 milhões no 1º Trimestre de 2008, uma queda 1,72% em comparação ao montante de R$ 80,34 milhões apurados em igual período de 2007.

A Perdigão anunciou um recuo de 18,69% em seu lucro líquido, cujo montante foi de R$ 51,01 milhões no 1º tri. de 2008, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Entre as notícias corporativas, a Cosan, finalizou o contrato para a aquisição dos ativos na Esso Brasileira de Petróleo, por US$ 826 milhões. A aquisição inclui além dos 100% do capital social da Esso, os ativos de distribuição e comercialização de combustíveis, bem como de produção e comercialização de lubrificantes. A aquisição permitirá a Cosan atingir uma posição de liderança nos crescentes mercados de etanol e de distribuição de combustíveis no Brasil. Além disso, o diretor vice-presidente financeiro da Cosan, informou que o objetivo da aquisição será de garantir o acesso da empresa ao consumidor final.

Nos Estados Unidos, as bolsas operaram com volatilidade ao longo desta semana, com os investidores analisando os resultados referentes ao 1º tri. de 2008 de grandes empresas do país. A agenda econômica americana foi tranqüila, contando apenas com alguns indicadores.

O destaque da semana ficou com a elevação do preço do barril do petróleo, que chegou a ser negociado no início da semana perto dos US$ 120,00. Um dos motivos do encarecimento são as crises geopolíticas na Nigéria e as dúvidas sobre a oferta da commodity. Na sexta-feira, na Nymex, o barril do petróleo fechou cotado a US$ 118,52.

O Departamento de Energia do EUA informou que os níveis dos estoques de petróleo norte-americano, na semana encerrada em 18 de abril, subiram 2,4 milhões de barris para 316,1 milhões de barris, sendo que os investidores esperavam elevação de 1,1 milhões nos estoques.

O Departamento do Trabalho informou que o número de novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA feitos na semana que terminou em 19 de abril caíram 33 mil, para 342 mil solicitações. O mercado previa um aumento de 3 mil novos pedidos para 375 mil.


IBOVESPA

Maiores de HOJE

Altas

Preço

(%)

Br.Tel.Part. ON

53,51

6,76

Banco do Brasil ON

26,60

5,05

NET PN

21,44

4,63

Klabin S.A. PN

6,84

4,42

Nossa Caixa ON

25,50

4,29

Tam S.A. PN

34,70

3,36

Sabesp ON

42,99

3,06

Natura ON

18,10

2,84

Lojas Americanas PN

11,95

2,75

Cesp PNB

27,60

2,64

Baixas

Preço

(%)

Br.Tel.Part. PN

25,00

-8,49

Br.Telecom PN

20,00

-4,48

Telemar PN

41,80

-3,10

Eletropaulo PNB

36,21

-2,13

Eletrobras ON

24,50

-2,00

Perdigao ON

43,70

-1,81

Ultrapar PN

57,33

-1,57

Gerdau PN

61,80

-1,35

Gerdau Met. PN

80,35

-1,28

Tim Part. S.A. ON

7,56

-0,52

Maiores na SEMANA

Altas

Preço

(%)

Cesp PNB

27,60

12,65

Sadia S.A. PN

11,79

11,33

All Amer.Lat. Unit

20,42

8,72

Nossa Caixa ON

25,50

7,14

NET PN

21,44

5,82

Telemar N L PNA

92,03

5,79

Usiminas PNA

113,95

5,70

Braskem PNA

14,17

5,34

Klabin S.A. PN

6,84

5,22

Cemig PN

36,15

4,84

Baixas

Preço

(%)

Br.Tel.Part. PN

25,00

-8,42

Pao de Acucar-CBD PN

35,85

-5,51

Ambev PN

122,76

-4,31

Telemar PN

41,80

-3,84

Unibanco Unit

22,02

-3,43

Ultrapar PN

57,33

-3,31

Gerdau Met. PN

80,35

-3,23

Natura ON

18,10

-3,21

Eletrobras ON

24,50

-3,16

B2W Varejo ON

52,90

-3,12

Maiores no ANO

Altas

Preço

(%)

Usiminas PNA

113,95

41,13

Sid. Nacional ON

71,05

38,43

Telemar N L PNA

92,03

36,47

Cosan ON

26,40

26,93

Comgas PNA

46,04

24,24

Telemar PN

41,80

22,99

CPFL Energia ON

39,45

22,03

Gerdau PN

61,80

19,59

Sadia S.A. PN

11,79

19,03

Br.Tel.Part. ON

53,51

18,93

Baixas

Preço

(%)

Gol PN

25,14

-42,55

Cesp PNB

27,60

-36,45

B2W Varejo ON

52,90

-25,34

Duratex PN

32,34

-24,85

Lojas Americanas PN

11,95

-22,93

Tam S.A. PN

34,70

-17,48

Light S.A. ON

23,28

-15,36

Cyre Com-CCP ON

10,35

-13,82

Embraer ON

17,35

-12,60

Banco do Brasil ON

26,60

-11,84

Obs: Cotações de papéis do Ibovespa referentes às 17:10h

Obs: * Lote de Mil


Lafis

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