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quinta-feira, abril 10, 2008

Abertura de Mercado em 10/04/2008

ABERTURA:AVERSÃO AO RISCO AUMENTA EM DIA DE DECISÃO DE BCS EUROPEUS

São Paulo, 10 - A expectativa de que o Banco Central Europeu deve reiterar seu discurso conservador,
mesmo com a manutenção da taxa de juro de referência da zona do euro em 4% na reunião de hoje,
como espera o mercado, e a escalada dos preços do petróleo impulsionam o euro para novo recorde de
alta perante o dólar. O euro foi até US$ 1,5915, mais cedo, mas reduzia a alta a 0,32% para US$ 1,5895,
às 7h22. Com a queda do dólar e ainda sob o efeito dos dados de ontem que mostraram surpreendente
declínio dos estoques da commodity bruta e de derivados, o petróleo Brent foi a novos picos. Os metais
industriais também sobem. Esse quadro, elevações de preços de alimentos e a previsão de números
fracos de vendas individuais de varejistas nos EUA colocam os futuros de NY no negativo e o mesmo
caminho se repete nas bolsas da Europa, onde algumas delas caem mais de 1%. A liquidação de três
fundos de investimentos pelo Lehman Brothers também acende o sinal vermelho.

BoE confirma expectativas de corte de juros - O Comitê de Política Monetária do BoE encerrou o seu
encontro com o anúncio de corte da taxa de juros básica de 0,25 ponto porcentual, para 5,00%. A
decisão confirma a expectativa majoritária dos investidores. Daqui a pouco, às 8h45, o Banco Central
Europeu anuncia a sua decisão sobre as taxas de juro na zona do euro, que deverá permanecer estável
em 4,00% uma vez que a inflação na região permanece em níveis recordes. A partir das 9h30 (de
Brasília), os participantes do mercado vão acompanhar atentamente a entrevista do presidente do BCE,
Jean-Claude Trichet, em busca de indicações sobre a direção futura da política monetária na região. Nos
EUA, serão divulgados os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego e o resultado da balança
comercial de fevereiro, às 9h30. Às 14h, o presidente do Fed, Ben Bernanke, vai falar sobre
"Estabilidade nas finanças globais" em um fórum em Richmond (Virginia). Estabilidade é tudo o que não
há hoje no mercado.

IPC-Fipe sobe para 0,38% na 1ª prévia de abril ante 0,31% em março - O índice acelerou ante o
encerramento de março (0,31%) e veio próximo ao teto das previsões dos analistas ouvidos pelo AE
Projeções, que variavam de 0,35% a 0,39%. A mediana era de 0,36%. Este foi mais um índice salgado
de inflação, que o mercado de juros deve somar à sua preocupação com o IPCA divulgado ontem, que
surpreendeu para cima e alimentou apostas de alta maior da Selic na semana que vem. Às 11 horas, o
coordenador do IPC-Fipe, Márcio Nakane, comenta os números do IPC-Fipe.

Senado aprova reajuste de benefícios e fim do fator previdenciário - O Senado aprovou ontem por
votação simbólica dois projetos de forte impacto nas contas da Previdência Social, que tem déficit
previsto de R$ 44 bilhões neste ano. Além de conceder reajuste aos aposentados com base na correção
do salário mínimo, beneficiando mais de 8 milhões de pessoas, os senadores extinguiram o fator
previdenciário, um mecanismo criado no governo Fernando Henrique Cardoso para estimular as pessoas
a adiar a aposentadoria. As propostas ainda precisam ser examinadas pela Câmara dos Deputados.
"Estamos aprovando uma reforma da Previdência", comemorou o senador Paulo Paim (PT-RS), autor
das duas propostas, apresentadas na forma de emendas ao projeto do governo que estabeleceu uma
política de reajustes do salário mínimo até 2011. Mesmo se manifestando contrário às mudanças, o líder
do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), deu encaminhamento favorável aos projetos, na
expectativa, segundo disse, de que sejam corrigidos pelos deputados.

Meirelles participa às 20h de premiação da Agência Estado - O presidente do BC, Henrique Meirelles,
participa, às 20h, em São Paulo, da solenidade de premiação Destaque AE Projeções, promovida pela
Agência Estado no Hotel Renaissance. Na solenidade serão premiadas as instituições financeiras
consultadas pelo AE Projeções, que melhor conseguem antecipar o comportamento dos indicadores
econômicos, como inflação, câmbio e juros.

Mesquita participa, às 13h, de evento em SP - O diretor de Política Econômica do Banco Central do
Brasil, Mário Mesquita, participa de seminário que acontece a partir das 13 horas, em São Paulo, do
grupo francês Coface. O grupo apresenta seu rating de risco país no Brasil durante seminário. O rating da
Coface classifica os índices de vulnerabilidade financeira de 150 países e 15 setores econômicos de
todo o mundo.

Aneel faz reunião extraordinária sobre edital de Jirau - A Aneel faz reunião extraordinária, a partir das 14
horas, e define o preço-teto para a energia da usina hidrelétrica de Jirau, cujo leilão está previsto para 9
de maio. Ontem, o TCU aprovou os estudos de viabilidade técnica e econômica da hidrelétrica,
sugerindo uma redução de R$ 6,00 no preço-teto - de R$ 91,00 por MWh, definido inicialmente pelo
governo, para R$ 85 por MWh. Na reunião de hoje, a Aneel votará o edital com as regras da licitação.

Fecomercio-SP divulga índice de preços no varejo - A Federação do Comércio do Estado de São Paulo
(Fecomercio) divulga por e-mail o Índice de Preços no Varejo (IPV) referente ao mês de março.

Lehman, BCs, dólar e commodities afetam clima no exterior

Dólar não esgotou queda - O dólar ensaiou uma tentativa de recuperação, mas foi mais um vôo que não
decolou. A moeda caiu a nova mínima recorde ante o euro, que foi a US$ 1,5915 mais cedo. A moeda
européia reduzia a alta, mas pode voltar a testar outro nível de resistência de US$ 1,62.

Libra esterlina sustenta-se firme após BoE - A libra esterlina subia 0,19%, a US$ 1,9815, antes da
decisão do BC inglês e se fortaleceu após o corte de juros, para US$ 1,9820, com alta de 0,21%.

Petróleo segue firme - O contrato WTI para maio subia 0,73%, a US$ 111,70 por barril, na Nymex
eletrônica, após ter ido à máxima de US$ 112,20. Ontem, o contrato atingiu a cotação intraday recorde
de US$ 112,21 por barril. O Brent bateu o recorde de US$ 109,98 por barril, mas reduzia a alta a US$
109,30 (+0,89%). O estanho bateu novo recorde de US$ 20.950 por tonelada, refletindo queda dos
estoques e problemas na oferta. O cobre está próximo de romper a máxima histórica de US$ 8.820,00
por tonelada métrica, na LME.

Lehman liquida fundos - Após o estresse do mercado reduzir o valor dos ativos, o Lehman Brothers
liquidou três de seus fundos, segundo informações divulgadas ontem. O banco assumiu em seu balanço
patrimonial US$ 1 bilhão relacionado a essa liquidação e comprou um adicional de US$ 800 milhões de
ativos de outros fundos.

Européias e futuros de NY em queda - Às 8h03, a bolsa de Frankfurt recuava 1,38%, seguida por Paris
(-1,45%) e Londres (-0,89%). As quedas repercutiam a cautela antes da decisão sobre taxa de juros na
região, a disparada do petróleo e a informação sobre liquidação de fundos de investimentos do Lehman.

NY acompanha sinais negativos - Além dos fatores que pesam nas bolsas da Europa, a previsão de que
as varejistas trarão números apáticos de vendas em março, em razão do esfriamento econômico e do
clima frio durante o mês acrescenta razão adicional para vendas no pré-mercado de Nova York. Às 8h03,
o S&P 500 cedia 0,43% e o Nasdaq 100 futuro, 0,39%.

Asiáticas caem - O principal índice da Bolsa de Tóquio registrou sua terceira queda consecutiva, puxada
pelas vendas de ações dos setores imobiliário e eletrônico. O índice Nikkei 225 recuou 1,3%. Na China,
o Xangai Composto subiu 1,7%, inspirando-se nos resultados positivos da China Coal Energy e em
previsões positivas da Citic Securities.

IPCA ontem reforçou aposta de alta maior da Selic semana que vem

Juros futuros reforçaram precificação de um aumento de 0,50 pp na Selic - Isso porque o IPCA de março,
de 0,48%, superou o teto das previsões do mercado, de 0,40%. A inclinação de toda a curva de taxas
acentuou-se também por causa do sentimento negativo predominante no mercado externo. O DI janeiro
de 2009 (376.121 contratos) disparou a 12,46%, de 12,35% na véspera, e foi o mais negociado, seguido
pelo DI julho de 2008, com 353.276 contratos, que avançou de 11,58% para 11,62%. O DI janeiro de
2010 (307.900 contratos) terminou em 13,27%, de 13,15% no pregão anterior.

Dólar caiu pelo sétimo pregão seguido - Tal direcionamento sustentou expectativas de elevação do
diferencial de juros interno e externo, que atraíram investidores estrangeiros às arbitragens no mercado
de câmbio. Como o fluxo comercial também foi favorável, o dólar à vista teve a sétima queda consecutiva
e ampliou a perda ante o real no mês para 3,6%. No fechamento ontem, o pronto foi cotado a R$ 1,689
na roda da BM&F (-0,24%) e no balcão (-0,30%). O giro total à vista cresceu 60%, para cerca de US$
2,960 bilhões (US$ 2,8 bilhões em D+2).

Bovespa aprofundou realização de lucros - A Bolsa paulista valeu-se da queda dos índices acionários
europeus e norte-americanos, por causa do recorde do petróleo e de temores com resultados
corporativos desapontadores no primeiro semestre, para aprofundar um movimento de realização de
lucros, já ensaiado timidamente na segunda-feira. O Ibovespa caiu 1,65%, aos 63.476,9 pontos. O
volume financeiro totalizou R$ 4,861 bilhões. No Estados Unidos, o índice Dow Jones cedeu 0,39% e
fechou com 12.527,26 pontos. O Nasdaq recuou 1,13%, a 2.322,12 pontos. O S&P-500 caiu 0,81%, para
1.354,49 pontos.
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