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quarta-feira, abril 30, 2008

Bovespa salta 6,3% e alcança recorde histórico após Brasil obter grau de investimento

Da Redação
Em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em forte alta nesta quarta-feira após o anúncio que o Brasil obteve o título de grau de investimento pela agência de notas de crédito Standard & Poor´s e voltou a ficar no azul no ano.

O Ibovespa, principal índice de referência das ações brasileiras subiu 6,33%, a 67.868 pontos. Este patamar é recorde. O dólar comercial, por sua vez, repercutiu em direção contrária e caiu 2,46%, fechando vendido a R$ 1,663, a menor baixa diária desde agosto de 2007.

No mês, a Bovespa acumula valorização de 11,32%, enquanto no ano saiu do negativo para acumular alta de 6,23%, depois de ter ficado no vermelho na sessão anterior.

A obtenção do selo de grau de investimento anima investidores porque alguns fundos internacionais só colocam dinheiro em países que têm esse status.

"No curto prazo, gera euforia, e, no médio prazo, a gente vai ter algumas fontes de recursos que não podiam investir em países que não eram "investment grade", afirma Vladimir Caramaschi, economista chefe da Fator Corretora (saiba como a notícia do grau de investimento repercutiu entre analistas).

EUA: juros e PIB
Contribuíram para agitar as Bolsas de Valores nesta quarta-feira duas notícias vindas dos Estados Unidos. O banco central americano reduziu de 2,25% ao ano para 2% ao ano sua taxa básica de juros.

E o crescimento da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano surpreendeu analistas. O PIB (Produto Interno Bruto) do país expandiu-se a uma taxa anual de 0,6%, mais que o 0,2% previsto.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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segunda-feira, abril 28, 2008

Vale fecha maior contrato de fornecimento de minério já assinado, com Arcelor Mittal

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
28/04/08 - 20h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Após o fechamento dos mercados na segunda-feira (28), a Vale (VALE5) informou que fechou com a Arcelor Mittal, maior siderúrgica do mundo, os maiores contratos de longo prazo já assinados entre um fornecedor de minério de ferro e uma siderúrgica.

O acordo visa formalizar o fornecimento de aproximadamente 480 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas para as plantas da Arcelor Mittal na Europa, África e Américas, pelos próximos 10 anos.

De acordo com a Vale, os acordos estão em linha com o desejo da mineradora de estreitar seu relacionamento com a Arcelor Mittal.

"Ao mesmo tempo, o evento ressalta a capacidade única da Vale de fornecer, com alta confiabilidade, minério de ferro e pelotas de qualidade superior, em função da sua larga escala de produção e excelência operacional", completa a companhia.

Ações vêm de valorização
O anúncio veio após uma valorização de 1,55% dos papéis preferenciais de classe A da Vale, que fecharam a segunda-feira a R$ 52,30.

Desde o início do ano, o saldo é positivo para estes ativos em 3,94%.

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Petrobras anuncia o pagamento de juros sobre capital próprio

Por: Rafael de Souza Ribeiro
28/04/08 - 07h58
InfoMoney

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR4) anunciou na última sexta-feira (25) o pagamento da terceira parcela de juros sobre o capital próprio relativos ao exercício de 2007.

De acordo com a estatal, o pagamento será realizado no dia 30 de abril, próxima quarta-feira, aos acionistas detentores das ações ordinárias ou preferenciais da empresa na data base de 11 de janeiro de 2008.

O valor pago será de R$ 0,3106 por cada ação ordinária ou preferencial, já incorporada à fatia de R$ 0,0106 correspondente à atualização da taxa Selic, entre os dias 31 de dezembro de 2007 e 30 de abril de 2008.

Incidência no IR
Cabe ressaltar que sobre o valor mencionado incidirá taxa de 22,5% referente a imposto de renda, que não será aplicada aos acionistas imunes ou isentos ao mesmo.

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Ações da Petrobras serão desdobradas na proporção de 100% neste pregão

Por: Equipe InfoMoney
28/04/08 - 08h10
InfoMoney

SÃO PAULO - As ações e os ADRs (American Depositary Receipt) da Petrobras (PETR4) ficam ex-desdobramento na proporção de 100% nesta segunda-feira (28).

Deste modo, cada acionista receberá gratuitamente uma nova ação de mesmo tipo para cada uma que possua neste pregão. Assim, o preço de cada papel cai pela metade, preservando o valor em posse do acionista.

Crédito
Segundo comunicado ao mercado de 26 de março, as novas ações serão creditadas nas posições dos acionistas nesta segunda-feira (28), antes da abertura dos negócios.

Os detentores de ADRs receberão novos papéis obedecendo à mesma regra, contudo mantendo-se a correspondência de duas ações por um ADR. Deste modo, a empresa pretende impulsionar a liquidez de seus ativos.

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Vale chama atenção por 'crescimento tórrido', diz 'Wall Street Journal'

A companhia mineradora Vale S.A. está chamando a atenção do mundo pelo seu "ritmo de crescimento tórrido", segundo extensa reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal americano "Wall Street Journal". "Enquanto a gigante da mineração baseada no Rio de Janeiro abre seu caminho para a dianteira do palco de negócios globais, mais e mais pessoas fora do Brasil estão descobrindo que a Vale é hoje a maior produtora mundial de minério de ferro, matéria-prima chave do aço." Segundo a reportagem, "companhias de mercados emergentes como a Vale vêm escalando a lista das maiores e mais bem sucedidas empresas do mundo nos últimos anos". "A Vale está crescendo em um ritmo tórrido. No ano passado, ela contratou 9.281 pessoas no Brasil, elevando seu número total de funcionários em todo o mundo para 124.013. Ela extraiu minério de ferro suficiente para encher 50 mil piscinas olímpicas e gerou receitas de US$ 39,7 bilhões - quase dez vezes mais do que em 2001." O jornal atribui o sucesso, entre outras coisas, à demanda da China por matérias primas e outras commodities - que teria provocado aumento no preço do minério de ferro - e a estratégia da Vale de ter comprado outras mineradoras pequenas no Brasil quando o preço ainda era baixo, colocando-a numa boa posição para aproveitar este aumento. "Os preços do minério de ferro da Vale subiram em percentuais de dois dígitos em quatro dos últimos cinco anos, e o aumento de preço deste ano de 65% deve acrescentar até US$ 12 bilhões às receitas anuais." O "Wall Street Journal" explica o histórico da Vale - de empresa estatal à gigante bem sucedida - citando a administração de Roger Agnelli, iniciada em 2000, que determinou uma visão clara para os planos futuros da empresa. O jornal afirma que Agnelli é famoso por seus "abraços de urso e olhar penetrante", mas cita relatos de funcionários e ex-funcionários que o descrevem como "durão". A reportagem ainda fala do trabalho de Agnelli junto às agências de classificação de risco, que obteve grau de investimento para a Vale em 2005 e 2006, fazendo com que a empresa conseguisse arrecadar fundos junto a investidores estrangeiros e pudesse competir em pé de igualdade no mercado internacional.

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Mercados asiáticos têm dia de cautela antes de decisão do Fed

HONG KONG (Reuters) - As principais bolsas asiáticas tiveram uma segunda-feira de leve alta, ajudada pelo bom desempenho do setor bancário, enquanto as bolsas européias também exibiam alta durante a manhã.
O preço do petróleo atingiu um novo recorde a 120 dólares o barril na sessão, enquanto investidores reduziam suas posições antes de uma nova reunião do Federal Reserve nesta semana.
Às 7h40 o índice MSCI da Ásia Pacífico exceto Japão tinha valorização de 0,5 por cento, aos 492 pontos, próximo ao fim dos negócios.
O índice MSCI acumula uma alta de 18 por cento desde que atingiu seu pior patamar em sete meses em meados de março, mas ainda sofre baixa de 7 por cento em 2008.
Os investidores estão concentrados na próxima reunião do Fed sobre os juros, que se inicia na terça-feira. Apesar dos mercados financeiros projetarem uma pequena redução, o Fed pode sinalizar que seu ciclo de cortes acabou.
"O mercado quer ver o resultado da reunião, com alguns investidores já levando em conta a possibilidade de que o Fed possa parar com os cortes nos juros", afirmou Kazuhiro Takahashi, gerente geral do departamento de ações na Daiwa Securities SMBC.
Muitos investidores do mercado acionário não deram muita atenção à alta do petróleo e preferiram ponderar o impacto de um corte do Fed na quarta-feira e reduziram seus portfólios depois uma confusão no mercado de títulos e uma procura aos papéis em bolsa.
O índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou com leve valorização de 0,22 por cento, aos 13.894 pontos, seu maior valor de fechamento desde 28 de fevereiro, chegando a superar os 14 mil pontos durante a sessão. Entre as maiores valorizações estava o banco Mitsubishi UFJ Financial Group, que disparou 10 por cento.
A negociações em Tóquio continuavam menores conforme muito investidores locais se retiraram antes dos feriados da Semana Dourada no Japão, que se inicia nesta terça-feira.
Na contramão, em Seul a bolsa fechou com ligeira queda de 0,08 por cento, em 1.823 pontos.
Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 avançou 0,28 por cento, para 5.602 pontos.

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Reunião do Fed sobre juros é destaque semanal

A quarta-feira será, sem dúvida, o dia mais agitado desta semana para os mercados financeiros. Além da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), a data marca o anúncio do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) americano relativo ao primeiro trimestre de 2008. O resultado poderá ou não confirmar as previsões mais pessimistas, segundo as quais o país certamente enfrentará uma recessão formal neste ano - que se caracteriza por uma retração por dois trimestres seguidos. Para muitos analistas, um recuo do PIB no segundo trimestre é certo. Se os dados do primeiro trimestre também apontarem uma retração, a recessão formal será praticamente certa. Mas, por ora, o consenso do mercado projeta expansão de 0,3% em relação aos três primeiros meses do ano passado. Se há dúvidas quanto à recessão dos EUA, o mesmo não pode ser dito em relação à reunião do Fed desta semana. A maioria absoluta dos especialistas dá como certo mais um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros, para 2% ao ano. Outro destaque da semana é o relatório de emprego de abril, na sexta-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Petróleo bate novo recorde a US$ 119,93 o barril em NY

O contrato futuro do petróleo leve (tipo WTI), negociado no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), estabeleceu novo recorde de preço nesta manhã, a US$ 119,93 o barril, com a notícia de que o sistema britânico de oleoduto Fortis no Mar do Norte operado pela British Petroleum foi fechado. O sistema transporta cerca de 40% da produção britânica de petróleo e foi fechado em conseqüência de uma greve dos trabalhadores da refinaria de Grangemouth, na Escócia, iniciada ontem. Os preços sobem também por causa de problemas na produção de petróleo na Nigéria. Uma disputa salarial causa a paralisação da produção de 800 mil barris ao dia da unidade da ExxonMobil na Nigéria. A agência Dow Jones estima que 58% ou 1,44 milhão de barris ao dia da produção total de petróleo da Nigéria, de 2,5 milhões de barris ao dia, esteja suspensa por conta de ofensivas de grupos militantes que são contra a exploração de petróleo por companhias estrangeiras. Análises técnicas mostram que o petróleo leve poderá atingir US$ 124,34 o barril em breve, uma vez que a tendência de alta foi retomada com forte suporte de compra, disse o presidente da consultoria Cameron Hanover, Peter Beutel. "O rompimento do recorde da semana passada pode confirmar este objetivo ou pelo menos colocar os preços novamente na rota para que novos níveis sejam testados", disse. Às 7h58 (de Brasília), o contrato com vencimento em junho do petróleo WTI negociado na Nymex eletrônica subia 0,21% para US$ 118,77 o barril. O contrato do petróleo Brent negociado na plataforma ICE, em Londres, operava em alta de 0,04% para US$ 116,39 o barril. O Brent atingiu US$ 117,51 o barril na máxima do dia até agora, pouco abaixo do recorde estabelecido na sexta-feira aos US$ 117,56 o barril. As informações são da Dow Jones.

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ABERTURA: SEMANA DO FOMC COMEÇA C/RECORDE DO PETRÓLEO E CLIMA AMENO

ABERTURA: SEMANA DO FOMC COMEÇA C/RECORDE DO PETRÓLEO E CLIMA AMENO

São Paulo, 28 - O petróleo em novo nível recorde saúda os investidores neste início da semana em que a
reunião do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve, na quarta-feira, é o principal destaque. A
commodity para vencimento em junho atingiu o preço de US$ 119,93 por barril e valia US$ 119,02, com
alta de 0,44%, às 7h22 (de Brasília), na Nymex eletrônica. A alta se fia na preocupação com a oferta, em
razão de uma greve em uma refinaria da Escócia, responsável pela produção de 40% do petróleo do
Reino Unido, e novos problemas no fornecimento da Nigéria. Mas a alta da commodity não inibe que as
bolsas da Europa e os futuros de Nova York apresentem ganhos modestos, atribuídos à percepção de
que o processo de purificação dos produtos financeiros tóxicos que provocaram a crise de crédito já
estaria terminando. O dólar está em queda perante o euro e sustentando-se em alta em relação ao iene.

Dados regionais hoje, mas semana é pesada nos EUA - Há apenas dois índices regionais de atividade
industrial - na região de Dallas e no Meio Oeste - com divulgação hoje nos EUA. A agenda de eventos da
semana nos EUA tem como principal destaque o encontro de política monetária de dois dias do Federal
Reserve. O comunicado com a decisão sobre a meta para as taxas de juro norte-americanas é esperado
para as 15h15 (de Brasília) de quarta-feira. Após a taxa dos Fed Funds ceder de 5,25% em setembro
para o nível atual de 2,25%, o mercado espera que o BC dos EUA faça mais um corte de 0,25 ponto
porcentual na quarta-feira e dê mais sinais de que fará uma pausa no ciclo de flexibilização monetária. A
agenda se completa com a primeira prévia do PIB do primeiro trimestre (quarta-feira), o relatório mensal
de payroll (sexta-feira), além do índice de preços dos gastos com consumo pessoal, o principal indicador
de inflação observado pelo Fed (quinta-feira). Em termos de balanços, a semana traz os números da
ExxonMobil, Chevron e da Mastercard e Visa. Na Europa, Deutsche Bank e Santander abrem seus
números.

Aqui, semana curta também tem destaques importantes - Os destaques desta segunda-feira são a
divulgação da pesquisa Focus, do BC, a partir das 8h30 (para conferir sobretudo as expectativas para
inflação), os dados do setor externo, a partir das 10h30 e a sondagem industrial da CNI, às 11 horas. Na
semana, atenção para o IGP-M de abril, amanhã e o superávit primário, na quarta-feira. Na quinta-feira é
feriado do Dia do Trabalho, mas os mercado vão operar normalmente nos EUA.

Bradesco: lucro no 1º trimestre cresce 23,3%, para R$ 2,102 bilhões - O Bradesco registrou lucro líquido
consolidado de R$ R$ 2,102 bilhões no primeiro trimestre do ano, crescimento de 23,3% sobre o mesmo
período de 2007. O valor é recorde para o primeiro trimestre. De acordo com o banco, 65% do lucro foi
gerado com as atividades financeiras e os 35% restantes pelas atividades de seguros, previdência e
capitalização. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio no primeiro trimestre de 2008 ficou em
32%, segundo comunicado ao mercado. O lucro do Bradesco, conforme apurou o AE Empresas e
Setores, ficou em linha com a média das projeções de cinco analistas consultados pela Agência Estado
(Austin Rating, Banif, Citi, Fator e UBS Pactual), que apontava para lucro de R$ 2,152 bilhões. O
presidente do Bradesco, Marcio Cypriano, comenta às 11 horas, em teleconferência com jornalistas o
resultado do banco no primeiro trimestre do ano. Klabin divulga balanço ainda hoje.

BC divulga pesquisa Focus às 8h30 - Com as preocupações com a inflação - cujas projeções estouraram
o centro das metas para 2008 e 2009, segundo a ata do Copom - a Focus torna-se ainda mais relevante
para o mercado, por apontar o rumo das expectativas inflacionárias dos agentes econômicos. Também o
IPCA-15 de abril (0,59%), divulgado na sexta-feira, poderá fazer diferença nas expectativas desta vez,
uma vez que a saída das pressões das matrículas e mensalidades escolares sobre a inflação de janeiro e
fevereiro não foi suficiente para fazer frente às altas já esperadas dos alimentos - estes responderam por
cerca de metade da inflação detectada no IPCA-15. Na pesquisa anterior, as projeções subiram de
4,66% para 4,71% para o IPCA 2008. Para 2009, a mediana foi mantida em 4,40%. Também tinham
subido, na última Focus, as projeções de IGP-DI, IGP-M e IPC-Fipe para 2008. As projeções para o PIB
de 2008 tinham recuado de 4,70% para 4,60%.

Oi detalha às 9h30 compra do controle da Brasil Telecom - A empresa promove teleconferência com
analistas às 9h30 para comentar a operação, na qual o grupo Oi irá gastar cerca de R$ 12 bilhões no
total. Os recursos englobam os R$ 5,8 bilhões pagos pelo controle direto e indireto da empresa, os cerca
de R$ 3 bilhões destinados a oferta obrigatória de tag along aos minoritários ordinaristas da BrT e outros
cerca de R$ 3 bilhões com a oferta voluntária de ações preferenciais da companhia.

Balança comercial (quarta semana) será divulgada às 11h - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (MDIC) divulga, às 11 horas, o resultado da balança comercial referente à quarta
semana de abril.

BC divulga conta corrente e IED de março às 10h30 - O Banco Central divulga às 10h30 a nota do setor
externo de março. Economistas ouvidos pelo AE Projeções calculam de déficit de US$ 4,2 bilhões a US$
2,5 bilhões, com mediana de US$ 3,1 bilhões, para a conta corrente, e entrada de US$ 2,3 bilhões a US$
3,2 bilhões, com mediana de US$ 3 bilhões, para o IED.

CNI divulga sondagem industrial às 11h - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga às 11
horas, em Brasília, a Sondagem Industrial do primeiro trimestre deste ano. A pesquisa mostra a
expectativa do setor industrial para os próximos seis meses, avalia o trimestre anterior e os principais
problemas apontados pelos empresários. O mercado estará muito atento ao Nível de Utilização de
Capacidade Instalada (Nuci), para conferir as condições da produção em atender ao forte crescimento
da demanda interna. O gerente executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI,
Renato da Fonseca, dará entrevista sobre os números.

CNT divulga pesquisa Sensus às 10h - A Confederação Nacional do Transporte divulga às 10 horas, os
resultados da 92ª Pesquisa CNT/Sensus. A pesquisa desta vez trará a opinião dos brasileiros sobre a
atuação da CPI do Congresso Nacional, que investiga o uso indevido de cartões corporativos por
integrantes do governo federal. A pesquisa pretende mostrar também, na opinião dos entrevistados, de
quem é a responsabilidade pela elaboração de suposto dossiê sobre gastos pessoais do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso e pelo surto da dengue em alguns Estados. A pesquisa avalia ainda a
preferência dos eleitores para a sucessão do presidente Lula em 2010.

Fomc pode deixar mercados mornos no exterior, mas clima é ameno por enquanto

Futuros de NY em alta - Às 7h41 (de Brasília), o S&P 500 subia 0,44% e o Nasdaq 100 futuro, 0,47%,
com a expectativa de que o Fed irá reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto porcentual na quarta-feira. Na
sexta-feira, o índice Dow Jones subiu 0,33% e o Nasdaq caiu 0,25%. O S&P-500 se valorizou 0,65%. Os
índices tiveram a segunda semana consecutiva de ganhos, com o Dow acumulando alta de 0,33%; o
S&P, 0,54% e o Nasdaq, 0,8%.

Europa em tom plácido - O clima de que o pior já passou traz serenidade para as principais bolsas da
Europa na manhã desta segunda-feira. Às 7h16 (de Brasília), Paris subia 0,89%, acompanhada por
Frankfurt (+0,86%) e Londres (+0,59%).

Dado bom na Alemanha - O índice de confiança do consumidor da Alemanha sobre as perspectivas
futuras subiu para 5,9 pontos em maio, em comparação à alta revisada de 4,8 pontos em abril, informou o
grupo de pesquisa GFK. A primeira leitura do índice de abril foi de 4,6 pontos. A confiança para maio
está no maior patamar desde outubro de 2007.

Bolsa de Tóquio tem leve alta; China cai - O índice Nikkei-225, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,2%, com os
fortes ganhos dos papéis financeiros e de empresas de exportação compensando a realização de lucros
dos demais setores. Ações de empresas financeiras subiram, seguindo os ganhos do setor nos EUA no
último pregão da semana passada. Mitsubishi UFJ Financial Group teve ganhos de 10%; Mizuho
Financial Group subiu 9,5% e Shinsei Bank disparou 13,5%. Na China, o Xangai Composto cedeu 2,3%,
pressionando pelas quedas nas refinarias.

Dólar bilateral - Às 7h47 (de Brasília), o dólar subia 0,10%, a 104,52 ienes, enquanto recuava frente ao
euro. A moeda européia se apreciava 0,22%, para US$ 1,5667. O mercado espera os dados para tentar
consolidar a percepção de que o dólar já precificou o pior cenário sobre a economia dos EUA e estaria
pronta para uma recuperação.

Bovespa subiu na sexta-feira com guinada de Vale e Petrobras; dólar recuou

Pela manhã, Bovespa acompanhou volatilidade das bolsas norte-americanas com alta do petróleo e o
dado decepcionante de confiança do consumidor de Michigan - Mas, à tarde, a Bovespa firmou-se em
terreno positivo, amparada por uma guinada das ações da Vale e da Petrobras. A recuperação das
principais blue chips do índice paulista coincidiu com a divulgação do fato relevante da compra da Brasil
Telecom pela Oi. O mercado reagiu à notícia com vendas dos papéis dessas duas companhias de
Telecom, à exceção das ações ON da BRT, que exibiram firme alta. Nesse contexto, o Ibovespa subiu
0,95%, aos 65.187,3 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 6,260 bilhões. No acumulado da semana, o
índice somou alta de apenas 0,40%. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,33%, a 12.891,86
pontos. O Nasdaq caiu 0,25%, para 2.422,93 pontos. O S&P-500 subiu 0,65%, a 1.397,84 pontos.

Dólar perdeu força e terminou perto das mínimas, com o fluxo cambial positivo - Isso aconteceu após o
dólar ter subido na abertura com a continuidade da recuperação externa. No fechamento, no entanto, o
pronto estava na cotação mínima da roda da BM&F, a R$ 1,6655, em baixa de 0,32%. No balcão, a taxa
recuou 0,18%, para R$ 1,667. Na semana, as cotações acumularam perdas de 0,15% e 0,12%,
respectivamente. O giro financeiro total à vista somou US$ 3,948 bilhões (US$ 3,747 bilhões em D+2).

Juros futuros também devolveram a pressão inicial - Esta pressão decorreu dos elevados IPCA-15 e
IPC-Fipe, que reforçaram o desconforto com a inflação, mas os juros acabaram fechando na sexta-feira
praticamente de lado. O vencimento de janeiro de 2009 (179.094 contratos) passou a última hora do
pregão com a taxa de 12,70%, para encerrar em 12,71%, de 12,68% na véspera. O DI janeiro de 2010
(168.800 contratos) passou o dia em alta, mas terminou estável em 13,67%.

(Equipe AE)


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CENÁRIO POLÍTICO: CÂMARA SOB PRESSÃO PARA CORTAR BENEFÍCIOS

CENÁRIO POLÍTICO: CÂMARA SOB PRESSÃO PARA CORTAR BENEFÍCIOS

Brasília, 28 - A base aliada começa a por em prática esta semana "o esforço brutal" para impedir que a
Câmara confirme decisão do Senado e aprove o projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), que extingue o
fator previdenciário, instrumento que posterga as aposentadorias, e estende o reajuste do salário mínimo
a todos os aposentados do INSS. Com uma semana mais curta devido ao feriado de quinta-feira, dia do
Trabalhador, lideranças governistas tentam ganhar tempo e antecipar as votações, tanto na Câmara
como no Senado. As disputas eleitorais e os potenciais candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva ganham o noticiário com a divulgação da 92ª pesquisa da Confederação Nacional dos
Transportes/Sensus. A pesquisa também revela o que pensa a população sobre a CPI dos cartões
corporativos e a divulgação de dados sigilosos do governo passado.

A pauta da Câmara e do Senado continua trancada por medidas provisórias, algumas polêmicas e sem
acordo para votação, o que exigirá um esforço adicional para os deputados da base, que estão sob
pressão do Planalto para derrubar o projeto de Paim. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a
disposição de vetar o projeto, pouco importa o impacto nas eleições municipais de outubro.

A discussão sobre a possibilidade de um aumento nos preços da gasolina e óleo diesel continua na
agenda do Executivo. A Petrobras defende o aumento, mas o Planalto resiste à idéia. A declaração de
Lula na sexta-feira, reconhecendo a defasagem do preço do petróleo não deve ser lida como uma
autorização ao aumento. A Petrobras não aumenta o preço da gasolina desde de setembro de 2005,
apesar da alta do preço do petróleo no mercado internacional de US$ 30 para US$ 120 o barril. O
presidente teme o efeito dominó do aumento da gasolina na economia em um momento de alta da
inflação, como registram todos os índices. O movimento de alta dos preços e o aumento dos juros são os
principais assuntos da sessão conjunta de comissões do Senado e da Câmara com o presidente do
Banco Central, Henrique Meirelles, prevista para a próxima quarta-feira.

Política animada

Apesar do esforço concentrado para tentar desobstruir a pauta da Câmara e Senado e inserir uma
agenda positiva - tirando foco da CPI dos cartões corporativos - os líderes políticos já estão se
movimentando para montar suas chapas para as eleições municipais. A tendência é o Congresso se
esvaziar a partir de agora, principalmente com a proximidade das convenções, a partir de junho. Os
partidos começam a dar os primeiros passos para a formação de alianças importantes, que irão se
refletir em 2010. Ontem, o diretório municipal do PT em Belo Horizonte confirmou a aliança com o PSDB
para as eleições deste ano, à revelia da Executiva Nacional do partido que condenou alianças de
petistas com tucanos. O PT mineiro manteve a indicação de Roberto Carvalho, deputado estadual
petista, como vice na chapa liderada por Márcio Lacerda (PSB), secretário de Desenvolvimento
Econômico do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB).

No "ninho tucano" a situação não é diferente. Apesar da aliança entre PMDB e DEM em favor da
candidatura à reeleição de Gilberto Kassab à prefeitura de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin não tem
intenção de abrir mão de sua candidatura. Segundo fontes ligadas ao ex-governador, ele pode lançar sua
candidatura no dia 5 de maio. A confirmar. Essa é a disputa mais importante porque estabelecerá o
confronto do PSDB com o PT, em São Paulo, o principal colégio eleitoral do país. A ministra do Turismo,
Marta Suplicy (PT), que aguardava o momento mais oportuno para lançar sua candidatura à prefeitura
paulista, foi surpreendida pela aliança PMDB/DEM e já pensa em se licenciar do cargo e partir para a
campanha eleitoral.

Agenda positiva

A movimentação em torno da eleição municipal afeta os trabalhos no Congresso por envolver
diretamente os deputados, dezenas deles candidatos às prefeituras. Esse esvaziamento do Congresso
acontece em um momento ruim para o governo, que tenta emplacar uma agenda positiva. Por exemplo, a
votação ainda este semestre pela Câmara da proposta de reforma tributária. No entanto, a agenda
negativa se impõe, como a necessidade de derrubar o projeto de Paim e discutir a proposta de
regulamentação da emenda 29, que garante mais recursos para a área de saúde. O presidente da
Câmara, Arlindo Chinaglia (PT_SP) quer votar a emenda 29, mas o governo não. Lula só aceita a
aprovação desses projetos se os deputados relacionarem a fonte de recursos para financiá-los.

Na reunião do Conselho Político, semana passada, Lula fez um apelo para que os líderes não votem
nenhum projeto que implique em aumento de despesa sem a correspondente fonte de financiamento.
"Será necessário um esforço brutal da base aliada", disse uma fonte do Planalto. O governo "fará de
tudo" para derrubar esses projetos. "A base fez um gol contra e criou um problema para o presidente",
disse uma fonte ao se referir à aprovação do projeto de Paim, pelo Senado. A bancada da saúde, por
sua vez, pressiona e apela para que o Executivo resolva o problema. Lula devolve a pressão com ironia:
não foi o Executivo quem derrubou a CPMF.

O posicionamento do presidente confronta os deputados. A Câmara não assimila passar pelo desgaste
político de negar um benefício garantido pelo Senado, em pleno ano eleitoral. No Planalto, não é
consenso que o veto de Lula possa criar dificuldades aos aliados na campanha eleitoral.

À espera da PF

Em paralelo, prosseguem as investigações sobre o vazamento de informações sigilosas de contas do
governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher Ruth Cardoso. A ministra da Casa
Civil, Dilma Rousseff, retorna de viagem ao Japão, Coréia e Estados Unidos e se prepara para, no dia 7
de maio, ir à Comissão de Infra-estrutura falar sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
É só o mote da convocação. A oposição vai pressioná-la com perguntas sobre o vazamento dos dados.
Até lá, se a Polícia Federal concluir as investigações, o responsável pela divulgação dos dados será
punido. A Casa Civil colocou sua própria investigação em banho Maria e deu mais 30 dias de prazo para
a comissão de sindicância concluir seus trabalhos. O fato é que a Casa Civil quer que a responsabilidade
da investigação seja da PF.

O governo já tomou a decisão de punir o responsável e agora quer descriminalizar o episódio com um
raciocínio simples: os dados só são sigilosos no período do mandato presidencial. Lula entrou no jogo e
confirmou que apóia a tese levantada semana passada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Em
entrevista aos Diários Associados, o presidente confirma que o governo fazia um banco de dados - não
um dossiê - questiona o sigilo e autoriza a divulgação dos dados sigilosos sobre os seus gastos na
presidência no dia seguinte ao término do mandato. Essa tese carece de legitimidade porque existem
normas que disciplinam o que é ou não sigiloso na presidência da República.

Impulsos fiscais

Depois de digerir a ata da última reunião do Copom, que elevou em 0,5 ponto porcentual a taxa de juros,
agora em 11,75% ao ano, o governo anuncia no dia 12 de maio a nova política industrial com viés
desenvolvimentista. Lula afirma a autonomia do BC, mas isso não significa dizer que concorde com o
aumento dos juros. Ele aceita a decisão do Copom e acredita que a nova política industrial criará as
condições para que o aumento dos juros não seja fator inibidor do desenvolvimento econômico. O Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá bancar os projetos empresariais para
aumento da produção interna. A tese é: se os empresários continuarem investindo no aumento da
produção, a ameaça de descompasso entre oferta e procura (identificada pelo Banco Central como um
dos fatores do aumento da inflação) não se concretiza. Com maior volume de bens no mercado interno, a
tendência é os preços se estabilizarem.

A política industrial será acompanhada de medidas de estímulo às exportações. A baixa do dólar - que
tem afetado o setor exportador - não será corrigida por meios artificiais. A política cambial não muda,
mas o governo dará um alívio tributário para os setores mais afetados. A preocupação é pelos dois
lados: desonerar os setores com dificuldades em colocar seus produtos no exterior e, ao mesmo tempo,
impulsionar as exportações, na expectativa de conter o déficit comercial. Não há a intenção de conter a
valorização do real com a elevação da alíquota do IOF que incide sobre o ingresso de capitais para
aplicações em renda fixa e títulos públicos.

Desonerar folha e criar emprego

O objetivo da política é dar mais gás à produção de bens para suprir a demanda do mercado interno.
"Não podemos deixar a peteca do crescimento cair", disse uma fonte. As medidas estão praticamente
definidas. O trabalho, agora, é convencer os aliados da necessidade de lançar a política industrial por
meio de medida provisória. Ao mesmo tempo, o governo insiste nos estudos para desonerar a folha de
pagamento das empresas. A aposta é que as empresas vão crescer e abrir novas oportunidades de
emprego, principalmente se forem adotadas medidas para desonerar os encargos trabalhistas.

As Centrais Sindicais já conheceram a "proposta radical" apresentada pelo ministro da secretaria
especial de assuntos estratégicos, Mangabeira Unger: zerar a contribuição previdenciária das empresas.
Pela proposta, o Tesouro Nacional bancaria totalmente os repasses das empresas. O mecanismo é a
criação de uma vinculação de receitas em valor correspondente ao que as empresas pagam atualmente
de contribuição previdenciária. A contribuição dos empregados seria mantida. Na exposição, segundo
relato de um dos participantes, Mangabeira lembrou que a alternativa de atrelar a contribuição ao
faturamento das empresas dividiu o empresariado, um sinal de fracasso. Por isso, "a proposta radical,
como definiu. A sugestão de Mangabeira ainda não foi apresentada aos ministros da Fazenda, Guido
Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo. Tampouco à secretaria do Tesouro Nacional, que pagaria
a conta.

"Trata-se de uma vinculação sadia", ponderou um assessor. Afinal, o Tesouro já é obrigado a cobrir o
déficit. Em tempos de economia em ritmo de crescimento, as perspectivas são boas. Mas em momentos
de retração econômica e a conseqüente baixa na arrecadação, o déficit da previdência pode se tornar
incontrolável. Alguns assessores afirmam que não. O raciocínio é o de que, atualmente, quando a
economia entra em recessão as empresas demitem e as contribuições para a previdência caem. O
mesmo aconteceria com essa conta vinculada no Tesouro. "É preciso analisar a proposta sem paixão e
sem preconceito", defende uma fonte. A conferir. A proposta de Unger teria várias frentes, embora o foco
seja o de listar alternativas para reduzir o nível de informalidade na contratação de mão-de-obra. Mas
pensando no longo prazo, ele apresenta alternativas para garantir um maior número de trabalhadores
sindicalizados e aumento da massa salarial.

Legislativo

Segunda-feira

Se houver quorum, a Câmara pode ter sessão plenária para avançar na votação de medidas provisórias

Terça-feira

- Reunião de líderes no Senado para discutir a pauta de votações. PSDB, DEM e PSB enviaram à
presidência da Casa uma lista de matérias que consideram prontas para serem votadas. É o caso, por
exemplo, do substitutivo ao projeto que reforça a punição aos crimes de lavagem de dinheiro. Quando,
porém, começar a sessão do plenário, às 14 horas, terão prioridade de votação duas medidas
provisórias (MPs) que abrem créditos extraordinários para diversos órgãos do governo e estão trancando
a pauta.

- Também na Câmara, a pauta de votações do plenário está trancada por medidas provisórias - cinco, no
total. As mais relevantes são a MP 413, que aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
devida pelos bancos e a 421, que reajusta o salário mínimo a partir de março. De hoje até o final da
manhã de amanhã (30), os deputados fazem pelo menos três sessões deliberativas para avançar na
pauta de votações.

- A definição de audiência pública com diretores da Usina Hidrelétrica de Itaipu para discussão da
polêmica entre Paraguai e Brasil em torno das tarifas de energia é o principal motivo da reunião que
fazem em Montevidéu (Uruguai), a partir das 9h30, senadores da Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE), no Edifício Mercosul. Os senadores debatem ainda propostas de adoção de políticas de
introdução de tecnologias de informação e comunicação, especialmente de internet por banda larga, em
todas as escolas públicas dos países do bloco econômico; de uma política ambiental do Mercosul para
enfrentar o aquecimento global na região; de criação do Fundo Ambiental do Mercosul; e de formação de
uma comissão especial para debater a controversa atividade da indústria remoldadora de pneus.

- O litígio da União Européia com o Brasil em torno da carne bovina brasileira é o principal tema do
encontro que terão, às 10 horas, 27 deputados do Parlamento Europeu com deputados e senadores
brasileiros das Comissões de Agricultura da Câmara e do Senado. Os europeus ficarão no Brasil até 2
de maio para visitar fazendas de pecuária de corte e uma fazenda produtora de grãos. Eles querem
discutir também questões relacionadas à agroenergia.

- Uma discussão sobre o surto de dengue no Rio de Janeiro começa às 14 horas, na Comissão de
Seguridade Social e Família, na Câmara. Entre os convidados, o coordenador-geral do Programa
Nacional de Controle da Dengue da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde,
Giovanini Evelim Coelho, o infectologista do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas e
Representante da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), José Cerbino Neto, o secretário Municipal de
Saúde de Duque de Caxias (RJ), Oscar Berro, o superintendente de Vigilância Sanitária da Secretaria
de Estado da Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, Victor Berbara.

- O vice-presidente José Alencar, os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal,
respectivamente deputado Arlindo Chinaglia, senador Garibaldi Alves e o ministro Gilmar Mendes foram
convidados a participar da 3ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, que será realizada
no auditório da TV Câmara, das 9h30 às 11h45. Palestrantes convidados: jornalistas Júlio César
Mesquita (O Estado), João Roberto Marinho (O Globo), Luís Frias (Folha) e Roberto Civita (Editora Abril).

- O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é convidado da Comissão de Trabalho, na Câmara, para uma
audiência sobre a implementação de uma Agenda de Trabalho Decente no País, a partir das 14h30.
Outros convidados: a diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Laís Wendel Abramo, o
presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, e o procurador-geral do
Trabalho Otávio Brito Lopes, entre outros.

Quarta-feira

- Uma explanação sobre as políticas monetária, creditícia e cambial pelo presidente do Banco Central,
Henrique Meirelles, está programada para as 15h30 em uma audiência pública conjunta de cinco
comissões do Congresso. São duas comissões do Senado - a de Assuntos Econômicos (CAE) e a de
Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle -, duas comissões da Câmara - a de
Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e a de Fiscalização Financeira e Controle) - e a
Comissão Mista de Orçamento. Meirelles destacará o impacto e o custo fiscal das operações. A reunião
das comissões é periódica e tem como objetivo a prestação de contas do BC aos parlamentares.

- O secretário da Receita Federal do Brasil, Jorge Rachid, e técnicos da Receita estão convidados a uma
reunião com os deputados da Comissão de Finanças e Tributação para discutir, a partir das 9 horas, os
dados divulgados da arrecadação de tributos de competência da União referentes ao mês de março.

- Em reunião conjunta extraordinária, a partir das 10 horas, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa
Nacional e a Comissão de Assuntos Econômicos, ambas do Senado, pretendem ouvir o secretário da
Receita, Jorge Rachid, o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, e o chefe do Departamento do
Mercosul do Ministério das Relações Exteriores, Bruno de Risios Bath, entre outros, sobre o projeto de lei
da Câmara que institui o Regime de Tributação Unificada (RTU) na importação de mercadorias do
Paraguai.

Executivo

Segunda-feira

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em São Paulo, deve participar de cerimônias de início
de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Região Oeste - em Osasco -, às 10
horas, e nos municípios da Região do Alto Tietê - em Guarulhos -, às 15 horas.

- O relatório com as contas externas de março será divulgado pelo Banco Central (BC) às 10h30. O
documento apresenta os dados relativos às transações correntes, ao envio de lucros e dividendos e ao
Investimento Estrangeiro Direto (IED). Às 11h30, um dirigente do BC inicia entrevista coletiva para
comentar as informações.

- O Banco Central (BC) divulga, a partir das 8h30, os resultados da sondagem semanal conhecida como
Relatório Focus, que traz as projeções dos analistas do mercado para uma série de indicadores
econômicos. Há duas expectativas em relação aos resultados. A primeira é com o IPCA, neste momento
de alta dos preços dos alimentos e após a ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom), que elevou o juro básico em 0,50 ponto. A ata enfatiza que a persistência de eventuais
descompassos entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregada tende a aumentar o risco de
inflação. A outra expectativa é relativa ao juro, já que, nessas circunstâncias, segundo a ata, "a política
monetária deve atuar, por meio do ajuste da taxa básica de juros".

- De quem é a responsabilidade pelo surto de dengue no Rio e outros Estados? De quem é a
responsabilidade pela elaboração e divulgação do dossiê sobre gastos de Fernando Henrique Cardoso
com cartões corporativos? O que pensam os brasileiros sobre a CPI Mista dos Cartões Corporativos?
Quais são os favoritos para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva? Respostas a essas e
outras perguntas constam do resultado c que será divulgada às 10 horas, em Brasília, pela Confederação
Nacional do Transporte.

- Biocombustíveis, biodiversidade, desmatamento. São os assuntos que trouxeram ao Brasil o ministro
do Meio Ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, que está em Brasília e vai também a Belém, Santarém
e São Paulo. Hoje, ao meio-dia, Gabriel e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, dão entrevista
coletiva na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), na capital federal. Devem falar sobre os
preparativos para a 9ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP-9), que será
realizada em Bonn (Alemanha), de 19 a 30 de maio. O Brasil preside a COP desde 2006. A partir de
maio, a presidência ficará com a Alemanha por dois anos.

- A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebe, das 11 horas às 13 horas, os 27
deputados do Parlamento Europeu que estão em visita ao Brasil e discute com eles a redução da
participação da União Européia nas exportações do agronegócio brasileiro, os biocombustíveis e a
sustentabilidade ambiental. A CNA afirma que é fundamental discutir com os europeus as barreiras
tarifárias e não-tarifárias que se tornaram obstáculos ao comércio entre Brasil e UE.

Terça-feira

- O Banco Central (BC) divulga, às 10h30, o relatório de crédito e spread bancário. Deste documento
constam os dados relativos ao comportamento do crédito e à evolução das taxas de juros registradas em
março. Após a divulgação, haverá entrevista coletiva no BC sobre os números.

- A presidenta do Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico (Cade), Elizabeth Farina, e o
procurador-geral da Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Thomas Barnett,
dão entrevista coletiva, às 11 horas, no plenário do órgão.

- A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assina, às 11 horas, em sua sede, em Brasília, os
contratos com as empresas vencedoras do leilão de licenças da terceira geração (3G) da telefonia
celular, realizado em dezembro. A tecnologia 3G amplia a capacidade dos aparelhos celulares e permite
transmissão em alta velocidade de vídeos, fotos e músicas e banda larga sem fio. O leilão vendeu 44
licenças de atuação em todo o País, no valor total de R$ 5,3 bilhões. As principais vencedoras foram as
operadoras Vivo, TIM e Claro, que adquiriram licenças nacionais. Outras licenças foram compradas pela
Oi e Brasil Telecom, que estão em processo de fusão.

Quarta-feira

- O Banco Central (BC) divulga, às 10h30, o relatório de política fiscal, com o resultado do superávit
primário do setor público consolidado, que inclui o Tesouro Nacional, Banco Central, estatais e governos
regionais. O mesmo documento contém dados relativos à evolução do indicador entre a dívida líquida do
setor público e o Produto Interno Bruto (PIB). Às 11 horas, haverá entrevista coletiva no BC a respeito dos
dados do relatório.

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar, no Palácio do Planalto, da cerimônia de entrega
da primeira carteira de trabalho eletrônica - a chamada "CLT em Cartão". Ainda hoje, o presidente pode
viajar a Alagoas para participar, em Maceió, do 7º Fórum dos Governadores do Nordeste.

- Para tomar uma decisão sobre os rumos da greve iniciada em 18 de março pelos auditores fiscais, o
sindicato da categoria (Unafisco) promove assembléia nacional (reuniões em todos os Estados). A
paralisação começou quando o governo, alegando perdas de R$ 40 bilhões em arrecadação por causa
da extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), decidiu renegociar o
Plano de Cargos e Salários que tinha sido acertado com os auditores no ano passado.

Judiciário

Segunda-feira

- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, será recebido em três audiências por ministros do Supremo
Tribunal Federal: às 15 horas, por Joaquim Barbosa; às 15h30, por Carlos Britto; e, às 20 horas, pelo
presidente do Supremo, Gilmar Mendes. (Beatriz Abreu e Equipe da Sucursal)


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CENÁRIO SEMANAL: RICA PAUTA COM FOMC IMPÕE CAUTELA E REQUER ESTUDO

CENÁRIO SEMANAL: RICA PAUTA COM FOMC IMPÕE CAUTELA E REQUER ESTUDO

São Paulo, 28 - Diz um provérbio árabe que há cinco degraus para se alcançar a sabedoria: calar, ouvir,
lembrar, sair e estudar. No mercado financeiro, é tempo de estudar. E os eventos previstos para a
semana, particularmente nos Estados Unidos, não serão poucos para os investidores se debruçarem nos
próximos dias. Não há como negar que a volatilidade diminuiu desde o início do mês, mas isso não
significa que os agentes estão confortáveis com a situação presente. Há muitas distorções nos mercados
globais ainda, a safra de balanços segue em andamento e muitas incertezas permeiam o horizonte.
Nesse contexto, entender bem as informações que sairão a partir de hoje pode ajudar muito.

Conforme observa o economista-chefe do Banco Votorantim, Leonardo Sapienza, o mercado está
"anestesiado", ainda digerindo as várias atuações do Federal Reserve. De acordo com o profissional,
houve uma melhora nas bolsas. O índice americano Dow Jones, por exemplo, acumula ganho de 5% no
mês. Mas o mercado ainda permanece pressionado, enfatiza, citando a taxa Libor (a taxa de juro do
mercado interbancário londrino, uma referência global para os juros de curto prazo) em relação aos Fed
Funds. No dia 31 de março, a taxa Libor em dólar de três meses estava em 2,6881%, passando para
2,9125% na última sexta-feira. O juro do Fed Funds está em 2,25%.

Isso mostra que grandes bancos estão precisando pagar mais para contrair empréstimo no mercado
internacional, que usa a Libor como parâmetro. Ou seja, o crédito continua mais difícil, com o clima ainda
conservador. Todo mundo anda temeroso. E pauta rica nos próximos dias não ampara uma atitude
diferente dessa. O evento mais aguardado é a decisão do Fed sobre o juro norte-americano na
quarta-feira.

A maioria dos analistas aguarda um recuo de 0,25 ponto porcentual nos atuais 2,25% ao ano, mas já
começam a aparecer notícias e rumores de que o afrouxamento monetário poderia terminar aí. No último
dia 24, Greg IP, escreveu no The Wall Street Journal que o Fed deverá interromper o ciclo de corte das
taxas de juro norte-americanas após a reunião. O colunista é conhecido por normalmente ter informações
sobre as decisões do governo. Nesse sentido, ganha ainda mais importância o comunicado que sairá
com a decisão e pode sinalizar alguma direção sobre isso. Vale notar que desde março o juro real nos
EUA é negativo.

Na agenda de indicadores, o relatório do mercado de trabalho dos EUA em abril é um dos grandes
destaques. O comportamento da folha de pagamento naquele país ainda é um dos principais
termômetros considerados pelo Fed para medir o ritmo da economia, que, em março, registrou o
encolhimento de 80 mil vagas - o maior declínio em cinco anos. A taxa de desemprego ficou em 5,1%, no
maior nível desde setembro de 2005. A partir desses dados, muitos analistas consideraram que a
economia norte-americana deve estar em recessão branda, ou "rasa" na primeira metade deste ano. E
isso poderá ser avaliado ainda nesta semana.

Também na quarta-feira será conhecida a primeira estimativa sobre o desempenho do PIB dos EUA no
primeiro trimestre de 2008. No início do mês, o presidente do Fed, Ben Bernanke, afirmou que a
economia poderá se contrair no primeiro semestre deste ano, apontando pela primeira vez desde o início
da crise do crédito a perspectiva de uma recessão naquele país. "Parece provável que o produto interno
bruto real (PIB) não vá crescer muito, se for, no primeiro semestre do ano e pode até se contrair
levemente", disse, na ocasião, em comentários preparados para o Comitê Econômico Conjunto do
Congresso.

No mesmo discurso, Bernanke afirmou que as preocupações com o emprego e a renda, junto com o
declínio no valor das residências e com as condições de crédito apertadas, causaram uma
desaceleração considerável nos gastos dos consumidores e que os gastos das empresas também
diminuíram.

Vale considerar outras divulgações, como a confiança do consumidor de abril, os números de março de
gasto e renda pessoal, os dados de abril do ISM sobre a atividade manufatureira. E há balanços
relevantes, como BP, Santander, Countrywide, Shell, GM, ExxonMobil, BG Group e Chevron.

O mercado já espera dados mais fracos. O que será avaliado é a intensidade dessa debilidade, para
que os investidores e analistas consigam tentar medir a profundidade e extensão da já esperada
recessão nos EUA. É mais ou menos como um trecho da música "The Stars Shine In The Sky Tonight" do
grupo norte-americano EEls: "It's not where you're coming from, It's where you're going to" (Não é de onde
você está vindo, é para onde você está indo).

No Brasil, a semana tem um dia a menos por causa do feriado do Dia do Trabalho na quinta-feira e
poucas divulgações relevantes, mas isso não significa menos cautela. Além do exterior, a inflação deve
manter os investidores de sobreaviso. Números mais salgados na semana passada elevam a atenção
dos agentes para os próximos dias, quando a pauta inclui o IGP-M de abril, no dia 29. Também não ajuda
a mudança na última ata do Copom do cenário de referência do Banco Central, projetando a inflação em
2008 e 2009 acima da meta de 4,5%. Isso dá suporte a mais preocupações sobre os preços e alimenta
expectativas de novas altas da taxa Selic.

E o analista de mercados emergentes na Arkhe DTVM, Luiz Felipe Brandão, chama a atenção para o
impacto futuro de juros elevados. De acordo com o profissional, isso sustenta o fluxo de capitais, segura
o dólar, ancora a economia e segura os preços. "Com ele, vem bom fluxo no balanço de pagamentos, é
possível recomprar dívida externa, fazer reservas. Isso fortalece o País. Mas, por outro lado, tem o ônus no
futuro, na dívida doméstica", observa. Além disso, o profissional chama a atenção para o fato de que
mesmo com o juro alto e o dólar segurando os preços no conjunto, há uma elevação nos índices de
inflação. "Imagina se o dólar estivesse mais descontrolado?", questiona.

Desse modo, convém conferir os números que virão nas notas do setor externo, política fiscal e política
monetária e operações de crédito que o Banco Central divulga nesta semana, além da balança comercial
de abril pelo Ministério do Desenvolvimento. Entre os resultados corporativos, os destaques são
Bradesco, Gol, Sadia, Lojas Renner e Oi. (Paula Laier)

O QUE ESTARÁ NO FOCO DOS MERCADOS

Bolsa
Safra de balanços, petróleo e cenário externo definem rumo nos negócios.

Câmbio
Rolagem de contratos futuros influencia cotações, com investidor atento a fluxo e comportamento global
do dólar.

Juros
Expectativa em torno de aumento de combustíveis divide atenção com IGP-M e Focus.

Petróleo
Dados de estoques, dólar e questões geopolíticas impõem volatilidade aos preços.


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Abertura de Mercado em 28.04.2008

FED E EXPECTATIVA COM GASOLINA DOMINAM SEMANA DO 1º DE MAIO

São Paulo, 28 - Dados do setor externo, hoje, e da política fiscal, quarta-feira, são os destaques da
agenda doméstica na semana mais curta do feriado de 1º de Maio, na quinta-feira. Já nos EUA, onde os
mercados operam normalmente no Dia do Trabalho, a agenda dos indicadores é bastante movimentada,
incluindo PIB, inflação do PCE, PAYROLL e ISM industrial. Mas o grande acontecimento dos mercados
globais é a reunião do FED, quarta-feira, e que poderá encerrar o ciclo de quedas do juro americano.



COMO FECHOU O MERCADO NA SEXTA-FEIRA

Após acompanhar durante parte da sessão a volatilidade das bolsas norte-americanas provocada pela
alta do petróleo e o dado decepcionante de confiança do consumidor de Michigan, a Bovespa firmou-se
em terreno positivo à tarde amparada por uma guinada das ações da Vale e da Petrobras. A
recuperação das principais blue chips do índice paulista coincidiu com a divulgação do fato relevante da
compra da Brasil Telecom pela Oi. O mercado reagiu à notícia com vendas dos papéis dessas duas
companhias de Telecom, à exceção das ações ON da BRT, que exibiram firme alta. O dólar chegou a
subir na abertura com a continuidade da recuperação externa, mas perdeu força e terminou perto das
mínimas com o fluxo cambial positivo. Os juros também devolveram a pressão inicial decorrente dos
elevados IPCA-15 e IPC-Fipe, que reforçaram o desconforto com a inflação, e fecharam praticamente de
lado.


BOLSA

Depois de uma sessão onde a volatilidade predominou, foi difícil prever o sinal do fechamento, o que
ocorreu na hora final da sessão. E isso apenas porque Vale e Petrobras saíram do ramerrame e
conduziram a Bovespa à alta após dois pregões em queda. Foi também na metade da tarde que
finalmente a Telemar publicou o fato relevante com as condições para a compra do controle da Brasil
Telecom.

A Bovespa encerrou em alta de 0,95%, aos 65.187,3 pontos. Oscilou entre a mínima de 64.172 pontos
(-0,63%) à máxima de 65.253 pontos (+1,05%). No mês, a Bolsa acumula ganho de 6,92% e, no ano, de
2,04%. Na semana, a alta foi de apenas 0,40%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 6,260
bilhões.

O balanço ruim da Vale no primeiro trimestre pesou sobre as ações em boa parte da sessão e puxou a
Bovespa para baixo. Os papéis reagiram em queda ao recuo de 55,8% no lucro líquido até março. O
mercado previa 10,24% de baixa, e, por isso, vendeu papéis. Mas como a percepção é de que muitas
das variáveis que impactaram nos números sejam minimizadas nos próximos meses, caso da
desvalorização do dólar em relação ao real, as ações viraram. A empresa ainda contará com o início da
vigência dos reajustes firmados neste início de ano, entre 65% a 86%.

As ações subiram 1,20% as ON e 0,57% as PNA. Na semana, no entanto, os papéis caíram 0,31% e
0,38%, respectivamente. A alta dos metais no mercado externo acabou pesando favoravelmente para o
fechamento em elevação dos papéis. Como os investidores já embutiam nos preços a possibilidade de
queda do lucro, a retração verificada hoje foi um ajuste. "A queda foi muito maior do que os analistas
previam. Mas, mesmo assim, às vezes o mercado exagera e, por isso, o reajuste de hoje não durou
muito", comentou um profissional. "A queda do lucro ocorreu principalmente por causa do dólar, que
tende a ser menos volátil. Não foi operacional. E a empresa tem o reajuste do minério que começa a
vigorar agora", comentou o gestor-gerente da Infinity Asset, George Sanders.

A empresa informou hoje que chegou no primeiro trimestre de 2008 à marca histórica de 303 milhões de
toneladas de minério de ferro produzidos no acumulado dos últimos 12 meses.

Petrobras também chegou a operar em queda hoje. Mas não teve como não sucumbir à alta externa do
petróleo, hoje de 2,12% para o contrato futuro de junho, para US$ 118,52. As ações ON subiram 0,98% e
as PN, 1,32%, mas, na semana, caíram 1,34% e 1,17%, nesta ordem.

Em entrevista pela manhã, o diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa,
recusou-se a comentar sobre um possível aumento dos preços da gasolina e do diesel, assunto que vem
ocupando as mesas nas últimas sessões. No Uruguai, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse,
sobre o assunto, que o Brasil não costuma condicionar aumento dos combustíveis à mudança dos preços
internacionais. "Quando o preço (internacional) está baixo, em geral se mantém o preço (aqui). Quando o
preço (internacional) sobe, também se mantém. Essa é uma decisão da Petrobras", afirmou, rechaçando,
assim, uma provável alta dos combustíveis por causa dos recordes sucessivos do petróleo no mercado
externo.

Hoje, o petróleo subiu por conta das preocupações sobre as condições de oferta. Os investidores temem
que o fluxo do petróleo do Mar do Norte seja suspenso em conseqüência de uma greve prevista para o
final de semana na refinaria britânica da Ineos em Grangemouth. O mercado também acompanhou
informações de uma nova onda de violência e greves atingindo a produção de petróleo na Nigéria. pela
manhã, o mercado ainda repercutiu a notícia, divulgada pela cadeia Fox News, de que a segurança da
Marinha norte-americana a bordo de um navio comercial no Golfo Pérsico realizou disparos de alerta
contra dois barcos iranianos que se aproximavam rapidamente da embarcação. A Fox News descreveu o
barco como um cargueiro que faria entrega aos militares dos EUA no Kuwait.

Ainda no mercado de combustíveis, as ações da Cosan caíram 0,38% hoje. A Moody's colocou em
revisão para possível rebaixamento o rating Ba2 corporativo em moeda local da empresa, o rating Ba2
em moeda estrangeira das notas seniores sem garantia e o rating corporativo na escala nacional
brasileira A1.br. Ontem, a empresa anunciou a compra dos ativos da Esso no Brasil.

Agora, o negócio mais aguardado nos últimos tempos, a compra do controle da BrT pela Oi, foi
oficialmente anunciado hoje. A compra foi fechada por R$ 5,863 bilhões, o que significa R$ 72,3058 por
ação. Do total a ser pago, R$ 4,982 bilhões equivalem a fatia da Invitel. Outros R$ 881,107 milhões vão
para os demais vendedores. A aquisição envolve a futura transferência, de forma direta e indireta, para a
Telemar, de 81.092.986 ações ordinárias de emissão da BrT Participações representativas de 60,5% do
capital votante, e de 22,28% do capital total da BrT Part ("Ações BrT Part").

A compra da fatia da BrT Participações pela Telemar deve ser fechada 10 dias úteis após a aprovação,
pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No fato relevante, a empresa observa que está em
curso iniciativa do Ministério das Comunicações de um novo Plano Geral de Outorgas (PGO) que elimine
as restrições existentes hoje para fusões e operações de compra e venda entre concessionárias de
telefonia fixa. Após a conclusão das ofertas por ações, a Telemar fará uma reorganização societária nas
sociedades compradas, para simplificar a estrutura, unificando os acionistas da BrT Part e BrT na
Telemar.

Os papéis e os ADRs das empresas chegaram a ser suspensos temporariamente da sessão e, quando
retornaram, seguiram cada uma um sinal. BrTO ON chegou a subir 25%. BrTP PN liderou as perdas, com
-8,49%, BrTO PN (-4,49%), TNLP PN (-3,11%). Na outra ponta, BrTP ON (+6,76%) liderou os ganhos.

Segundo Sanders, o mercado acionário foi muito seletivo na maior parte do pregão, comprando algumas
ações defasadas, escolhendo muito. A falta de notícias de peso refletiu-se nesse comportamento,
enquanto Nova York, até virar no finalzinho da tarde, também influenciou. Nos EUA, a recuperação veio
com a recuperação do setor financeiro. A Nasdaq, no entanto, fechou em baixa influenciada pela
Microsoft. A empresa anunciou queda de 11% no lucro líquido no terceiro trimestre fiscal.

O Dow Jones subiu 0,33%, o S&P teve alta de 0,65% e o Nasdaq recuou 0,25%. Mais cedo, o
sentimento do consumidor da Universidade de Michigan divulgado hoje ajudou a sustentar em queda os
índices na maior parte do dia. O dado caiu para 62,6 em abril, o pior nível desde março de 1982.

Para a próxima semana, a agenda é carregada de indicadores, com destaque para a reunião do Federal
Reserve, na quarta-feira, o payroll, na sexta-feira, nos Estados Unidos, e também de balanços. A
volatilidade assim deve continuar. (Claudia Violante)

CÂMBIO

O dólar à vista acompanhou a alta externa da moeda apenas no início da sessão, porque o fluxo cambial
positivo provocou a inversão de sinal e a aceleração da queda à tarde. No fechamento, o pronto estava
na cotação mínima da roda da BM&F, a R$ 1,6655, em baixa de 0,32%. No balcão, a taxa recuou 0,18%,
para R$ 1,667. Na semana, as cotações acumularam perdas de 0,15% e 0,12%, respectivamente; no
mês, apuram -4,94% e -4,91%; e no ano, -6,29% e -6,08%, pela ordem. O giro financeiro total à vista
nesta sexta-feira aumentou 68%, para cerca de US$ 3,948 bilhões (US$ 3,747 bilhões em D+2).

No mercado viva-voz de dólar futuro, foram negociados cinco vencimentos, sendo que os três mais curtos
projetaram quedas e os dois mais longos, altas. O dólar maio08 indicou baixa de 0,15%, a R$ 1,668;
enquanto o dólar novembro08, alta de 0,41%, a R$ 1,754. O volume negociado somou cerca de US$
20,06 bilhões (399.725 contratos).

Segundo um operador, foram identificadas entradas de recursos destinadas a honrar compromissos de
investidores, que participaram de recentes IPOs de empresas brasileiras, e também de estrangeiros
interessados nas operações de arbitragem cambial.

"Houve ingresso de parte dos cerca de US$ 1,8 bilhão relativos a pelo menos três operações iniciais de
abertura de capital, da Gerdau, IP Marcas e Faculdades Anhangüera", estimou a fonte. De outro lado, os
elevados IPCA-15 e IPC-Fipe da terceira semana do mês, divulgados hoje, reforçaram as preocupações
dos investidores com a inflação doméstica. Isso deu fôlego à manutenção dos juros futuros em patamares
elevados, diante da percepção de que o atual ciclo de aperto monetário poderá ser mais forte e longo do
que se imaginava.

Essa perspectiva em meio à proximidade da reunião do Fomc, na próxima terça e quarta-feira, para a
qual parte do mercado espera mais um corte dos juros dos Fed Funds, encorajou players estrangeiros e
locais a reforçarem a demanda por arbitragens cambiais, que asseguram ganhos atraentes com o
diferencial de juros interno e externo. Essas operações também ajudaram a enfraquecer o pronto.

Em Nova York, os contratos futuros de juros de curto prazo fecharam em leve baixa nesta sexta-feira,
refletindo a continuidade da expectativa de que o Fed cortará o juro em 0,25 ponto porcentual na próxima
semana. Embora os dados sejam preliminares, o contrato de maio dos Fed Funds precificava cerca de
74% de chance de um corte na taxa, de 2,25% para 2%, na reunião de dois dias do Fed que termina na
quarta-feira. No fechamento de ontem, esta probabilidade era projetada em 82%.

O contrato de julho projetava cerca de 98% de chance de a taxa estar em 2% na reunião de 24 e 25 de
junho do Fed, abaixo dos 100% projetados ontem. Há apenas duas semanas, o contrato de julho
precificava em 100% uma taxa de 1,75%, probabilidade que o mercado parece descartar por ora, de
acordo com informações da agência Dow Jones.

Lá fora, o dólar prosseguiu em sua recuperação frente ao euro, embora tenha perdido força com a alta do
petróleo e o levantamento decepcionante sobre confiança do consumidor da Universidade de Michigan.
Em Nova York, o petróleo para junho encerrou em alta de 2,12%, a US$ 118,52 o barril, pressionado
pelas tensões entre embarcações dos EUA e do Irã no Golfo Pérsico. O índice de Michigan, por sua vez,
caiu para 62,6, de 69,5 em março. Os economistas ouvidos pela Dow Jones previam um indicador de 63
em abril. A pesquisa mostrou ainda que nove em cada dez entrevistados acreditam que a economia
norte-americana esteja agora em recessão. Às 17h02, o euro caía 0,65%, a US$ 1,5590; e o dólar subia
0,24%, a 104,48 ienes.

Com o fluxo cambial favorável e possivelmente para conter a queda final do pronto, o BC teria reforçado a
compra de moeda no leilão realizado na última hora da sessão. Segundo operadores, a autoridade
monetária pode ter adquirido cerca de US$ 400 milhões. A taxa de corte ficou em R$ 1,668. Das cinco
ofertas (de cinco bancos) com taxas declaradas, que iam da mínima de R$ 1,6669 à máxima de R$
1,670, o BC aceitou apenas uma proposta, de um banco, informou uma fonte. Doze instituições não
informaram suas ofertas na operação.

Já o leilão de rolagem do próximo vencimento de US$ 1,8 bilhão em contratos de swap cambial reverso,
em 2 de maio, realizado hoje, ficou dentro do esperado e, por isso, não influenciou diretamente os
negócios. Nessa operação, o BC rolou cerca de 99% do vencimento, com a venda de 37.200 contratos
de swap cambial reverso com quatro vencimentos. A oferta era de até 37.700 contratos. O valor
financeiro negociado somou US$ 1,781 bilhão. A liquidação financeira da operação será feita em 2 de
maio pela ptax de 30 de abril. Para o vencimento de 1/9/2008, foram vendidos 12.100 contratos a taxas
nominal/linear de 3,0302%; do vencimento de 1/12/2008, foram negociados 10 mil contratos a taxas de
3,2674%; para os 7.500 contratos vendidos de 1/4/2010, as taxas ficaram em 3,7207%; e para o
vencimento de 3/1/2011, as taxas foram de 3,9606%.

Na próxima semana, um importante evento do mercado cambial será a rolagem de contratos de dólar
futuro na BM&F, uma vez que o contrato de maio08 será liquidado em 2/5 pela ptax de 30 de abril.

No calendário externo, o evento mais relevante é a reunião do Fomc, na terça e quarta-feira. Além disso,
nos EUA serão divulgados vários indicadores econômicos de peso, como a primeira prévia do PIB do
primeiro trimestre, o relatório mensal do mercado de mão-de-obra - incluindo o payroll, número de novas
vagas -, os gastos com construção e as encomendas à indústria. (Silvana Rocha)

JUROS

Após uma semana de emoções fortes, o mercado de juros perdeu fôlego nesta tarde e operou com uma
variação muito baixa nas taxas dos principais contratos. A sessão foi marcada também pela redução no
volume negociado em relação aos últimos dias. Os DIs fecharam em direções divergentes, mas não
distantes dos patamares anteriores. O vencimento de janeiro de 2009 (179.094 contratos) passou a
última hora do pregão com a taxa de 12,70%, para encerrar em 12,71%, de 12,68% ontem. O DI janeiro
de 2010 (168.800 contratos) passou o dia em alta, mas terminou estável em 13,67%. "Após tanta
volatilidade na semana, o mercado cansou um pouco e à tarde parecia estar só esperando o final de
semana", disse um operador.

Pela manhã, os índices de inflação divulgados garantiram alguma movimentação para os DIs. Tanto o
IPC-Fipe da terceira quadrissemana de abril quanto o IPCA-15 deste mês aceleraram em relação às
respectivas apurações anteriores e tiveram os preços de alimentos como destaques de alta. O IPCA-15
subiu de 0,23% em março para 0,59% em abril e superou a mediana das previsões (0,56%), mas ficou
dentro do intervalo (0,50% a 0,62%). Já o IPC-Fipe avançou de 0,43% para 0,49% entre a segunda e a
terceira quadrissemana do mês. O índice ficou próximo ao teto das estimativas, que iam de 0,44% a
0,50%, e também superou a mediana (0,46%). No caso da Fipe, os preços de alimentos avançaram de
0,56% para 0,67%, e no âmbito do IPCA-15, dispararam de 0,40% para 1,28%, contribuindo com 0,28
ponto porcentual para a taxa de 0,59%. Em ambos os índices, os núcleos mostraram elevação.

A Fipe acabou revisando para cima a estimativa para o índice fechado de 0,47% para 0,51%, enquanto
alguns especialistas acreditam que o IPCA fechado de abril deverá ser mais moderado, graças a um
possível alívio nas tarifas de energia elétrica após a redução anunciada pela Aneel em Belo Horizonte,
como salientou o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto.

De todo modo, os dados sustentaram as incertezas sobre a inflação após a ata do Copom ter mostrado
que o Banco Central já trabalha com projeções de IPCA acima das metas, sem considerar explicitamente
um possível aumento nos preços da gasolina. Enquanto isso, o petróleo continua subindo em Nova York.
O barril para junho avançou 2,12% para US$ 118,52, em reação à notícia de que a segurança da Marinha
norte-americana a bordo de um navio comercial no Golfo Pérsico realizou disparos de alerta contra dois
barcos iranianos que se aproximavam rapidamente da embarcação. Também pesou a perspectiva de
problemas na produção do Mar do Norte.

A expectativa em relação a um eventual aumento nos preços dos combustíveis continua motivando os
players a desistirem de suas posições vendidas em juros. O diretor de Abastecimento e Refino da
Petrobras, Paulo Roberto Costa, recusou-se a fazer qualquer comentário sobre o tema durante entrevista
coletiva realizada hoje. Ontem, o presidente Lula se reuniu com o presidente da estatal, José Sergio
Gabrielli, mas a Secretaria de Imprensa da Presidência garantiu que os dois não trataram do assunto. No
final do dia, o presidente Lula disse não saber se o preço da gasolina vai aumentar, mas lembrou que o
último reajuste foi em 2005, que o preço passou de cerca de US$ 30 para perto de US$ 120 e que há
defasagem, mas é necessário avaliar qual será a implicação sobre a inflação.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o Brasil não costuma condicionar aumento dos
combustíveis a mudança dos preços internacionais. "Quando o preço (internacional) está baixo, em geral
se mantém o preço (aqui). Quando o preço (internacional) sobe, também se mantém. Essa é uma
decisão da Petrobras", afirmou ele, respondendo à pergunta da AE sobre possível reajuste dos
combustíveis no Brasil.

No mercado, o reajuste nos combustíveis não é consenso, com alguns profissionais apostando que
haverá e outros acreditando que os preços ficarão estáveis até o final do ano, como é o caso do
economista da Tendências Juan Jensen. Segundo ele, a defasagem hoje no preço gasolina em relação
ao mercado internacional é de 30%. "É uma defasagem importante, mas já houve defasagem maior do
que a de agora e o governo não fez reajuste", afirmou ele em entrevista ao Broadcast Ao Vivo. Em 2006,
de acordo com Jensen, a defasagem chegou a 50%.

A próxima semana será mais curta por causa do feriado do Dia do Trabalho, na quinta-feira, e a agenda
de eventos e indicadores domésticos interessantes ao segmento de juros é igualmente restrita. No
entanto, nos EUA, a decisão do Fomc sobre os juros na quarta-feira deverá mobilizar todos os mercados.
No âmbito local, os destaques serão a pesquisa Focus, na segunda-feira, que pode trazer alterações nas
medianas de expectativas para a inflação após a divulgação da ata do Copom e do IPCA-15; e o IGP-M
de abril, que sai na terça-feira.(Denise Abarca)



Agenda
28/04/2008 - Segunda-feira



Focus, c/c, IED e dados da CNI são destaque



A semana começa com a agenda mais concentrada no mercado doméstico. Saem a pesquisa semanal Focus,
a balança comercial da quarta semana de abril, a nota do setor externo, a sondagem industrial do primeiro
trimestre da CNI e a pesquisa da CNT/Sensus. Além disso, o Bradesco comenta o resultado do primeiro
trimestre.
Nos EUA, o Fed de Dallas divulga a produção industrial de abril e o Fed de Chicago anuncia o dado da
atividade industrial do Meio Oeste de março. Confira os eventos político-econômicos previstos para esta
segunda-feira, 28 de abril:

BC DIVULGA ÀS 8H30 PESQUISA FOCUS - Às 8h30, o Banco Central divulga a pesquisa semanal Focus,
contendo previsões do mercado para os principais indicadores econômicos e financeiros. Na pesquisa anterior,
as projeções subiram de 4,66% para 4,71% para o IPCA 2008 e caíram de 4,70% para 4,60% para o PIB de
2008.

BC DIVULGA CONTA CORRENTE E IED DE MARÇO ÀS 10H30 - O Banco Central divulga às 10h30 a nota do
setor externo de março. Economistas ouvidos pelo AE Projeções calculam de déficit de US$ 4,2 bilhões a US$
2,5 bilhões, com mediana de US$ 3,1 bilhões, para a conta corrente, e entrada de US$ 2,3 bilhões a US$ 3,2
bilhões, com mediana de US$ 3 bilhões, para o IED.

BALANÇA: SAI ÀS 11H O RESULTADO DA 4ª SEMANA - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (MDIC) divulga, às 11 horas, o resultado da balança comercial referente à quarta semana de abril.

CNI DIVULGA ÀS 11H SONDAGEM INDUSTRIAL DO TRIMESTRE - A Confederação Nacional da Indústria (CNI)
divulga às 11 horas, em Brasília, a Sondagem Industrial do primeiro trimestre deste ano. A pesquisa mostra a
expectativa do setor industrial para os próximos seis meses, avalia o trimestre anterior e os principais
problemas apontados pelos empresários. O gerente executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e
Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca, dará entrevista.

CNT DIVULGA PESQUISA SENSUS ÀS 10H - A Confederação Nacional do Transporte divulga às 10 horas, os
resultados da 92ª Pesquisa CNT/Sensus. A pesquisa desta vez trará a opinião dos brasileiros sobre a atuação
da CPI do Congresso Nacional, que investiga o uso indevido de cartões corporativos por integrantes do
governo federal. A pesquisa pretende mostrar também, na opinião dos entrevistados, de quem é a
responsabilidade pela elaboração de suposto dossiê sobre gastos pessoais do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso e pelo surto da dengue em alguns Estados. A pesquisa avalia ainda a preferência dos
eleitores para a sucessão do presidente Lula em 2010.

BRADESCO COMENTA BALANÇO EM TELECONFERÊNCIA ÀS 11H - O presidente do Bradesco, Marcio Cypriano,
comenta às 11 horas, em teleconferência com jornalistas o resultado do banco no primeiro trimestre do ano.
O banco anunciou esta manhã lucro líquido consolidado de R$ R$ 2,102 bilhões no primeiro trimestre,
crescimento de 23,3% sobre o mesmo período de 2007. O valor é recorde para o
primeiro trimestre. De acordo com o banco, 65% do lucro foi gerado com as atividades financeiras e os 35%
restantes pelas atividades de seguros, previdência e capitalização. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido
médio ficou em 32%. Também hoje saem os balanços da Daycoval, Klabin e Tegma.

OI DETALHA ÀS 9H30 COMPRA DO CONTROLE DA BRASIL TELECOM - A empresa promove teleconferência com
analistas às 9h30 para comentar a operação, na qual o grupo Oi irá gastar cerca de R$ 12 bilhões no total.
Os recursos englobam os R$ 5,8 bilhões pagos pelo controle direto e indireto da empresa, os cerca de R$ 3
bilhões destinados a oferta obrigatória de tag along aos minoritários ordinaristas da BrT e outros cerca de R$
3 bilhões com a oferta voluntária de ações preferenciais da companhia.

EUA: PRODUÇÃO INDUSTRIAL DO FED DE DALLAS SAI ÀS 11H30 - O Fed de Dallas divulga às 11h30 o índice
de produção industrial de abril.

EUA: ATIVIDADE INDUSTRIAL DO FED DE CHICAGO ÀS 13H - O Fed de Chicago divulga às 13 horas o índice de
atividade industrial do Meio-Oeste de março.

EUA: VISA DIVULGA BALANÇO - As processadoras de cartões de crédito Visa e Mastercard, que divulgam
balanços na segunda e na terça, respectivamente, ainda não foram afetadas pela crise de crédito por não
emitirem cartões e não precisarem lidar com inadimplência.

EUA: TESOURO DETALHA LEILÃO DE T-BILLS - O Departamento do Tesouro anuncia os detalhes do leilão de
T-bills de 4 semanas a se realizar na terça-feira e leiloa US$ 20 bilhões em T-bills de 3 meses e US$ 20
bilhões em T-bills de 6 meses, devendo anunciar o resultado às 14h. Às 16h, o Tesouro divulga suas
necessidades de financiamento para o segundo trimestre.

MANTEGA NO STF ÀS 15H - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, será recebido em três audiências por
ministros do Supremo Tribunal Federal: às 15 horas, por Joaquim Barbosa; às 15h30, por Carlos Britto; e, às
20 horas, pelo presidente do Supremo, Gilmar Mendes. Antes desta última audiência, Mantega recebe, no
Ministério da Fazenda, dirigentes das centrais sindicais

DIRETOR DA CVM FAZ PALESTRA SOBRE SA - O diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Eli Loria, faz
palestra com o tema "Alterações na Lei das S.A. - Reflexos no Mercado de Capitais". Das 12h30 às 14h30, no
Rio.



VEJA MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

São Paulo, 28 - Estas são as manchetes dos principais jornais nesta segunda-feira:

O Estado de S. Paulo
PF ENVOLVE MAIS UM DEPUTADO NO CASO BNDES
Tosto: 'Quero que investiguem logo'
PT de BH desafia partido e fecha aliança com Aécio
Centrais vão ao Congresso por jornada de 40 horas
Presidente afegão escapa de atentado do Taleban

Folha de São Paulo
BNDES QUER FUSÃO ENTRE LABORATÓRIOS NACIONAIS
Participação pública na saúde tem queda de 20% em 12 anos
Fome e preços dos alimentos assombram de novo a África

O Globo
PT DE MINAS DESAFIA DIREÇÃO E FECHA ACORDO COM AÉCIO
País envelhece e desafia a Previdência
Índios: CPI deve quebrar sigilo de ONGs

Jornal do Brasil
DENGUE PROVOVA PROTESTOS NO RIO
Defensores de bebidas fazem lobby
TV digital traz de volta a velha antena
Afegão escapa de atentado
Americano pede ajuda a Chávez

Gazeta Mercantil
FUNDOS PRESSIONAM PARA INFLUENCIAR GESTÃO
Indústrias vendem mais alimentos para angola
Caipirinha faz exportação de limão disparar
Mec descobre 3 milhões de fantasmas
Itaipu negocia tecnologia com a China
João Martinelli defende um Poupatempo empresarial
Inércia do Congresso contribui para os excessos do governo
Fed deve cortar juros nos Estados Unidos
Bancos lucram mais
Itavema entra em caminhões
Alkimar Moura
defende Fed
Petróleo fecha a us$ 118,52
Em Minas, PT quer sair com PSDB

Valor Econômico
SHARP VOLTA AO MERCADO BRASILEIRO COM A MITSUI
Construtoras recorrem aos bancos
Italianos e russos na disputa da FAB
'Supertele' quer crescer também no exterior
'Pools' movem a agricultura da Argentina
Varejistas apostam em lojas enxutas e vendas via Internet
HSBC amplia a rede e reforça atuação no mercado paulista
Valtra começará a vender colheitadeiras movidas a biodiesel, com garantia, a partir de 2009

Correio Braziliense
TRÂNSITO NO DF MATA OITO NO FIM DE SEMANA

Financial Times
CONTINENTAL AIRLINES CANCELA NEGOCIAÇÕES DE FUSÃO COM A UNITED

The New York Times
INDÚSTRIA DO EMPRÉSTIMO LUTA CONTRA NOVAS REGRAS PARA HIPOTECAS

The Wall Street Journal
MARS E BUFFETT SE ASSOCIAM EM PROPOSTA PELA WRIGLEY



COMO FECHOU O MERCADO DA DÍVIDA EXTERNA NA SEXTA-FEIRA

São Paulo, 28 - Os títulos da dívida externa brasileira fecharam em baixa na sexta-feira, mas o destaque
do dia foram os papéis da Argentina, que recuaram na esteira da renúncia do ministro da Economia,
Martin Losteau. Além disso, os bônus argentinos também sofreram o impacto de ação da agência de
classificação de risco Standard & Poor's, que rebaixou de estável para negativa a perspectiva para os
ratings soberanos argentinos.

De acordo com a S&P, "a perspectiva negativa deve-se ao fato de o governo argentino rejeitar políticas
que corrijam o superaquecimento econômico do país, algo que foi sinalizado pela renúncia do ministro da
Economia".

No final da tarde, o risco Argentina, medido pelo JPMorgan Chase, subia 6,55% para 602 pontos-base,
de 565 pontos-base no fechamento de quinta-feira. Já o risco Brasil recuava a 224 pontos-base, de 228
pontos-base no fechamento da quinta-feira o risco de emergentes Embi+ caía 261 pontos-base, de 265
pontos-base.

O Brasil40 fechou em queda de 0,25%, em 134,350 cents, de 134,700 no fechamento de ontem. Na
ICAP/Garban, o título recuou 0,48%, a 134,200 cents, de 134,850 cents na quinta-feira. (Patrícia
Fortunato)



COMO FECHOU O AFTER MARKET NA SEXTA-FEIRA

São Paulo, 28 - O after market da Bovespa movimentou R$ 38,958 milhões na sexta-feira passada, após
3.938 transações. Os papéis mais negociados foram: Petrobras PN (R$ 8.684.177,00), Vale PNA (R$
3.786.667,00), BM&F ON (R$ 3.237.179,00), Bovespa ON (R$ 2.821.985,00) e Bradesco PN (R$
1.878.853,00). (Equipe AE)



Rentabilidade Ibovespa - Nominal
Hoje: 0,95
7 Dias: 0,99
30 Dias: 6,46
No Ano: 2,04
12 Meses: 32,85

Ibovespa: 65.187 pontos
Volume:
R$ 5.702.653 mil

Maiores Altas e Baixas

Ibovespa opera grande parte do dia com volatilidade, porém consegue fechar a semana em alta


25 de Abril de 2008 às 17:47 horas

As negociações na Bolsa de Valores de São Paulo operaram com volatilidade nesta sexta-feira, entretanto, conseguiram inverter o sinal e fechar em alta após dois pregões consecutivos em queda. No âmbito interno, os investidores acompanharam a divulgação de indicadores inflacionários, além da continuidade da temporada de balanços do primeiro trimestre de 2008 e algumas notícias corporativas. Nos EUA, somente um indicador econômico foi apresentado e os investidores analisaram com atenção alguns resultados de empresas locais. Vale destacar que o presidente da maior economia do mundo, George W. Bush, no período da manhã, discursou sobre a situação econômica atual do país.

No cenário econômico doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) subiu para 0,59% em abril, 0,36 ponto percentual acima dos 0,23% registrado em março. O índice ficou dentro da expectativa do mercado.

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo, referente à terceira semana de abril, subiu 0,49%, ante elevação de 0,43% da medição anterior.

No plano corporativo, a temporada de balanços referente ao primeiro trimestre de 2008 continuou em foco. Ontem, após o encerramento do pregão, a Vale informou que registrou um lucro líquido de R$ 2,25 bilhões, um recuo de cerca de 55,8% sobre o montante de R$ 5,1 bilhões apresentado no mesmo período do ano anterior. Apesar do resultado negativo, os papéis ON e PNA da mineradora brasileira fecharam os negócios com valorização de 1,20% e 0,57%, respectivamente.

A Perdigão também divulgou seu resultado para o 1ºTri. de 2008. No período em questão, a empresa apresentou um lucro líquido de R$ 51 milhões, valor aproximadamente 18,7% menor do que os R$ 62,7 milhões registrados em igual período de 2007. Perto das 17h, as ações ON figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa, com desvalorização de 1,82%.

Entre as notícias corporativas, o Grupo Gerdau anunciou na noite de ontem, os termos da oferta pública primária de ações ordinárias e preferenciais da Gerdau S.A. e da Metalúrgica Gerdau. A operação deverá movimentar cerca de R$ 4,4 bilhões. O preço por ação ordinária e preferencial da Gerdau S.A. é de R$ 60,30, enquanto que o das ações ON e PN da Gerdau Metalúrgica é de R$ 78,35. No fim dos negócios, os papéis PN da Gerdau apresentaram queda de 1,36%, enquanto as ações PN da Metalúrgica Gerdau operaram com desvalorização de 1,29%.

Após meses de espera, o acordo entre a operadora Oi (ex-Telemar) a Brasil Telecom (BrT) foi oficialmente fechado. A aquisição da BrT pela Oi irá custar R$ 5,86 bilhões, valor acima do esperado pela Oi em fevereiro. As ações ON da Brasil Telecom Participações lideraram as maiores altas do Ibovespa.

Nos EUA, as bolsas operaram com volatilidade. O único indicador econômico divulgado foi o índice que mede o sentimento do consumidor, que recuou para 62,6 no mês de abril, ante 69,5 em março, segundo a Universidade de Michigan.

Vale lembrar, que na manhã desta sexta-feira, o presidente dos EUA, George W. Bush, fez um pronunciamento dizendo que o pacote de estímulo econômico, que gira em torno de US$ 152 bilhões e será utilizado para devoluções de impostos ao povo americano, a partir da próxima segunda-feira, irá contribuir para que o país deixe o cenário atual de desaceleração econômica.

Na Nymex, o barril de petróleo fechou o dia cotado a US$ 118,52, alta de 2,12%, em relação ao fechamento da quinta-feira. Esta elevação foi influenciada pela notícia de que a segurança da Marinha norte-americana, que estava a bordo de um navio comercial na região do Golfo Pérsico, efetuou dois disparos de alerta contra embarcações iranianas que se aproximavam do navio.

Resumo da Semana (22/04/2008 a 25/04/2008)

As negociações na Bolsa de Valores de São Paulo apresentaram um desempenho volátil nesta semana, ora operando no território negativo, ora no positivo. Internamente, os investidores acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Copom e algumas notícias corporativas. Os investidores analisaram também os balanços de importantes empresas referente ao 1º Trimestre de 2008. Nos EUA, os investidores avaliaram importantes resultados corporativos e alguns indicadores econômicos. Mas o destaque da semana ficou com a elevação do preço do barril do petróleo.

No mercado doméstico, a Fundação Getúlio Vargas divulgou que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal), de até 22 de abril, subiu 0,81% ante um aumento de 0,76% da medição anterior. Além disso, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) também divulgado pela FGV, registrou uma queda de 7% em abril ante março. Vale ressaltar que no mês anterior, o índice subiu 3,5% ante fevereiro. Já o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), que registrou uma inflação de 0,37% na segunda leitura do mês de março, uma queda em comparação à medição anterior, quando o indicador mostrou elevação de 0,78%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) apresentou inflação de 0,23% em março, ou seja, 0,41 ponto percentual abaixo dos 0,64% registrado em fevereiro. O índice ficou dentro da expectativa do mercado.

Na quinta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou a ata de sua última reunião realizada nos dias 15 e 16 deste mês, enfatizando que as preocupações com a meta de inflação levaram o colegiado a aumentar a taxa básica de juro, e que este ajuste poderá diminuir o movimento inflacionário. O Banco Central decidiu por unanimidade aumentar a Selic em 0,50 ponto percentual, para 11,75% ao ano, sem viés, em sua última reunião.

Entre os resultados corporativos, a temporada de balanços começou a tomar fôlego no mercado. A Vale divulgou que obteve um lucro líquido de R$ 2,25 bilhões no 1º tri. de 2008, resultando em uma grande queda em comparação ao lucro obtido no mesmo período do ano anterior, cujo montante foi de R$ 5,10 bilhões.

A Brasil Telecom anunciou que obteve um lucro líquido de R$ 321,37 milhões no 1º tri. de 2008, um aumento de 50,17% em comparação ao resultado obtido no mesmo período de 2007.

A Brasil Telecom Participações anunciou um aumento de 46,18% no seu lucro líquido, cujo montante foi de R$ 248,31 milhões no 1º tri. de 2008, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Após quatro meses de negociação, a Telemar Participações, controladora da Oi anunciou a aquisição da Brasil Telecom, por R$ 5,86 bilhões. O acordo levará à reestruturação societária das duas empresas. As ações PN da Brasil Telecom e da Brasil Telecom Participações figuraram entre as maiores desvalorizações da semana, acumulando 3,10% e 11,71%, respectivamente.

A Natura divulgou que obteve um lucro líquido de R$ 78,96 milhões no 1º Trimestre de 2008, uma queda 1,72% em comparação ao montante de R$ 80,34 milhões apurados em igual período de 2007.

A Perdigão anunciou um recuo de 18,69% em seu lucro líquido, cujo montante foi de R$ 51,01 milhões no 1º tri. de 2008, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Entre as notícias corporativas, a Cosan, finalizou o contrato para a aquisição dos ativos na Esso Brasileira de Petróleo, por US$ 826 milhões. A aquisição inclui além dos 100% do capital social da Esso, os ativos de distribuição e comercialização de combustíveis, bem como de produção e comercialização de lubrificantes. A aquisição permitirá a Cosan atingir uma posição de liderança nos crescentes mercados de etanol e de distribuição de combustíveis no Brasil. Além disso, o diretor vice-presidente financeiro da Cosan, informou que o objetivo da aquisição será de garantir o acesso da empresa ao consumidor final.

Nos Estados Unidos, as bolsas operaram com volatilidade ao longo desta semana, com os investidores analisando os resultados referentes ao 1º tri. de 2008 de grandes empresas do país. A agenda econômica americana foi tranqüila, contando apenas com alguns indicadores.

O destaque da semana ficou com a elevação do preço do barril do petróleo, que chegou a ser negociado no início da semana perto dos US$ 120,00. Um dos motivos do encarecimento são as crises geopolíticas na Nigéria e as dúvidas sobre a oferta da commodity. Na sexta-feira, na Nymex, o barril do petróleo fechou cotado a US$ 118,52.

O Departamento de Energia do EUA informou que os níveis dos estoques de petróleo norte-americano, na semana encerrada em 18 de abril, subiram 2,4 milhões de barris para 316,1 milhões de barris, sendo que os investidores esperavam elevação de 1,1 milhões nos estoques.

O Departamento do Trabalho informou que o número de novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA feitos na semana que terminou em 19 de abril caíram 33 mil, para 342 mil solicitações. O mercado previa um aumento de 3 mil novos pedidos para 375 mil.


IBOVESPA

Maiores de HOJE

Altas

Preço

(%)

Br.Tel.Part. ON

53,51

6,76

Banco do Brasil ON

26,60

5,05

NET PN

21,44

4,63

Klabin S.A. PN

6,84

4,42

Nossa Caixa ON

25,50

4,29

Tam S.A. PN

34,70

3,36

Sabesp ON

42,99

3,06

Natura ON

18,10

2,84

Lojas Americanas PN

11,95

2,75

Cesp PNB

27,60

2,64

Baixas

Preço

(%)

Br.Tel.Part. PN

25,00

-8,49

Br.Telecom PN

20,00

-4,48

Telemar PN

41,80

-3,10

Eletropaulo PNB

36,21

-2,13

Eletrobras ON

24,50

-2,00

Perdigao ON

43,70

-1,81

Ultrapar PN

57,33

-1,57

Gerdau PN

61,80

-1,35

Gerdau Met. PN

80,35

-1,28

Tim Part. S.A. ON

7,56

-0,52

Maiores na SEMANA

Altas

Preço

(%)

Cesp PNB

27,60

12,65

Sadia S.A. PN

11,79

11,33

All Amer.Lat. Unit

20,42

8,72

Nossa Caixa ON

25,50

7,14

NET PN

21,44

5,82

Telemar N L PNA

92,03

5,79

Usiminas PNA

113,95

5,70

Braskem PNA

14,17

5,34

Klabin S.A. PN

6,84

5,22

Cemig PN

36,15

4,84

Baixas

Preço

(%)

Br.Tel.Part. PN

25,00

-8,42

Pao de Acucar-CBD PN

35,85

-5,51

Ambev PN

122,76

-4,31

Telemar PN

41,80

-3,84

Unibanco Unit

22,02

-3,43

Ultrapar PN

57,33

-3,31

Gerdau Met. PN

80,35

-3,23

Natura ON

18,10

-3,21

Eletrobras ON

24,50

-3,16

B2W Varejo ON

52,90

-3,12

Maiores no ANO

Altas

Preço

(%)

Usiminas PNA

113,95

41,13

Sid. Nacional ON

71,05

38,43

Telemar N L PNA

92,03

36,47

Cosan ON

26,40

26,93

Comgas PNA

46,04

24,24

Telemar PN

41,80

22,99

CPFL Energia ON

39,45

22,03

Gerdau PN

61,80

19,59

Sadia S.A. PN

11,79

19,03

Br.Tel.Part. ON

53,51

18,93

Baixas

Preço

(%)

Gol PN

25,14

-42,55

Cesp PNB

27,60

-36,45

B2W Varejo ON

52,90

-25,34

Duratex PN

32,34

-24,85

Lojas Americanas PN

11,95

-22,93

Tam S.A. PN

34,70

-17,48

Light S.A. ON

23,28

-15,36

Cyre Com-CCP ON

10,35

-13,82

Embraer ON

17,35

-12,60

Banco do Brasil ON

26,60

-11,84

Obs: Cotações de papéis do Ibovespa referentes às 17:10h

Obs: * Lote de Mil


Lafis

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