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quarta-feira, março 19, 2008

Temor com EUA se une a derrocada de commodities, derrubando mercados

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
19/03/08 - 18h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois dos fortes ganhos da véspera, o ajuste foi expressivo sobre os mercados. Penalizada pela amplificação da tensão nos mercados externos e por um movimento de realização dos lucros, a bolsa brasileira fechou a quarta-feira (19) marcando sua maior desvalorização desde janeiro, com queda de 5%. O pessimismo da sessão também impactou o dólar comercial, que voltou a subir forte.

A referência externa, que na última terça-feira abriu caminho para os ganhos no mercado doméstico, voltou a exercer influência negativa. Passado o efeito positivo do corte no juro básico norte-americano, o setor financeiro do país voltou a preocupar com notícias apontando para insolvência do fundo Carlyle, além de novos questionamentos em relação à saúde do banco de investimentos Lehman Brothers. Estas ocorrências ofuscaram a impressão positiva gerada pelos resultados melhores do que o esperado do Morgan Stanley.

Em adição, a redução abaixo das expectativas de grande parte do mercado na Fed Funds Rate mexeu com o mercado de commodities. Os contratos de ouro despencaram nas bolsas mercantis internacionais, movimento acompanhado pelas commodities agrícolas. O barril de petróleo, que vinha de recordes consecutivos, cedeu mais de US$ 4 em seus contratos futuros, ignorando os dados abaixo das projeções para o nível de estoques nos EUA.

Com tantos movimentos pesando para o lado negativo, o pessimismo voltou à tona e se uniu a um expressivo movimento de realização de lucros, jogando a agenda de indicadores, sem dados relevantes na esfera externa, para segundo plano. Por aqui, os investidores ainda avaliaram as informações inflacionárias trazidas pelas prévias do IGP-M e do IPC-Fipe.

Ibovespa despenca 5%; dólar avança forte
Em meio a este cenário, o Ibovespa - principal índice acionário brasileiro - encerrou o dia com expressiva desvalorização de 5,01%, apagando os ganhos da véspera e voltando para a casa dos 58.827 pontos. A queda marcada nesta quarta-feira foi a maior registrada na bolsa brasileira desde o dramático dia 21 de janeiro, em que o índice recuo 6,60%. O volume financeiro totalizou R$ 6,77 bilhões.

No mercado de câmbio, o pessimismo proveniente da cena externa se resumiu em um forte avanço na cotação do dólar comercial, que com a alta de 1,83%, fica cotado a R$ 1,7210.

Vindos de quatro altas nas últimas cinco sessões, os papéis preferenciais da Bradespar despencaram 7,84% e lideraram as baixas do Ibovespa no dia, que também destacou a dura desvalorização dos ativos da Vale e Petrobras, os de maior liquidez do mercado brasileiro.

Na contramão da tendência declinante do índice, os ativos de TAM e Acesita foram os únicos que escaparam do vermelho. Destaque para a valorização de 0,60% das ações da TAM, que estenderam os fortes ganhos das duas últimas sessões.

Renda Fixa
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 134,3% de seu valor de face, o que representa uma alta de 0,56%.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 291 pontos-base, alta de 14 pontos em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA no vermelho
Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em baixa de 2,57% e atingiu 2.210 pontos.

Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 desvalorizou-se 2,43%, a 1.298 pontos. Da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, caiu 2,36%, a 12.100 pontos.

Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou baixa de 1,07% e atingiu 5.546 pontos. No mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 0,58%, chegando a 4.556 pontos. Já o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, caiu 0,50%, a 6.361 pontos.

Veja os indicadores previstos para a quinta-feira
Na quinta-feira, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulga a Sondagem do Consumidor referente ao mês de março e o IBGE apresenta a Pesquisa Mensal de Emprego de fevereiro.

Nos EUA, serão publicados os dados do PIB (Produto Interno Bruto) e de seu deflator, ambos baseados no quarto trimestre. Também está previsto o número de pedidos de auxílio-desemprego no país (Initial Claims), em base semanal.

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