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segunda-feira, março 10, 2008

Próxima semana começa com a sombra do mercado de trabalho dos EUA

Por: Rodolfo Cirne Amstalden
07/03/08 - 19h30
InfoMoney

SÃO PAULO - "Tudo isso era mais que esperado", avalia o analista da corretora TOV, André Mello. Publicado na sexta-feira (7), o Employment Report somou-se a outros tantos indicadores do mau momento enfrentado pela economia dos EUA.

Coincidência ou não, após o anúncio da queda de 63 mil postos de trabalho em fevereiro, o governo norte-americano decidiu se pronunciar. "A própria Casa Branca está com perspectivas de recessão", ressalta André Mello. "E o presidente Bush mostrou preocupação com a situação econômica". Isso não pode ser bom.

Quanto mais fraco, menor
"O relatório foi bem ruim", opina Ivo Chermont. Segundo o economista da Modal Asset, "é difícil falar se ele indica tecnicamente uma recessão; porém, com certeza indica que a economia está fraca".

Antes dos dados sobre o mercado de trabalho, investidores já tinham projeções ousadas para um futuro corte da Fed Funds Rate, no mínimo de 0,50 ponto percentual. "No momento, estão ponderando queda de 0,75 ou até mesmo outro corte extraordinário", diz Ivo.

Contudo, não é somente a próxima reunião do Fed que importa. Além do dia 18 de março, está em pauta a expectativa para o ciclo de flexibilização como um todo. Se antes ele terminaria em alguma taxa já pequena, agora tende a ser ainda menor.

Combinação de risco
O economista da Modal destaca pontos de uma agenda importante nos EUA, "que começa mesmo a partir de quinta". No dia 13, saem as vendas ao varejo. E, um dia depois, os preços ao consumidor.

Para Ivo Chermont, "há um grande risco na combinação entre Retail Sales baixo e CPI alto". De fato, amostras - mesmo que tímidas - de estagflação devem dificultar a vida do Banco Central norte-americano.

André Mello limita o alcance dos temores: "não estou preocupado com estagflação". Ele prevê que o Consumer Price Index de fevereiro registre desaceleração da inflação, após o repique no início do ano. "A energia e o petróleo estão caros, mas a queda da atividade econômica ajuda a controlar o nível de preços".

IPCA, PIB, ata do Copom
O Brasil fica em segundo plano diante da atenção demandada pelos EUA. Nem por isso seu papel é irrelevante. Ao contrário, a agenda doméstica reserva IPCA na terça, PIB na quarta e ata do Copom na quinta.

"O IPCA de fevereiro deve mostrar alívio nos custos educacionais", estima Tomás Goulart, também economista da Modal. Sua interpretação é de que os alimentos e combustíveis podem ajudar, mas ainda dá para esperar uma pressão advinda de serviços.

Quanto ao Produto Interno Bruto, a confirmação de um crescimento forte para a economia brasileira "colocará mais lenha na fogueira da inflação de demanda". Como conforto, "o nível de investimentos vem em uma trajetória muito saudável". Por fim, Tomás afirma que investigará até onde vai o tom conservador do Comitê de Política Monetária.

O papel da mídia
Sem ignorar o peso dos fatos, André Mello tem um ponto de vista complementar sobre este possível estágio inicial de recessão nos EUA: "a crise contamina a economia através do noticiário".

De acordo com o analista da TOV, "são muitos dados que abalam o sentimento do consumidor, geram uma queda da confiança, demonstrando um lado psicológico da recessão". André faz questão de resistir à influência: "eu acredito na retomada".

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