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segunda-feira, março 24, 2008

Mercado de capitais esfria no Brasil, mas ocupa o ponto mais alto da história

Por: Gustavo Kahil
24/03/08 - 20h18
InfoMoney

SÃO PAULO - O mercado de capitais brasileiro freou neste ano. Depois de atingir recordes em 2007, como o número de operações de ofertas iniciais de ações, e a quebra da marca dos 60 mil pontos do Ibovespa, a crise de crédito nos EUA lançou incertezas sobre o desempenho de 2008.

"Estamos vivendo uma correção de ativos como nunca vimos nos tempos recentes", aponta Roberto Teixeira da Costa, profissional com mais de 50 anos de mercado e primeiro presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão que regula o mercado de capitais.

Aproximadamente 20 empresas já desistiram de ofertar ações neste ano, mostra o portal da CVM na internet, movimento também notado nos EUA e no mundo. De acordo com dados da WFE (World Federation of Exchanges), foram realizadas apenas cinco IPOs na Bolsa de Nova York em janeiro deste ano.

O Ibovespa acumula neste ano perdas de cerca de 7%, o que configura, até o momento, o pior desempenho trimestral desde o último trimestre de 2002, quando iniciou o mais recente ciclo de alta da bolsa brasileira. "O ciclo começou exatamente em 17 de outubro de 2002", explica Thomas Tosta de Sá, diretor da Mercatto Gestão de Recursos e também ex-presidente da CVM.

Mercado maduro
"O ano de 2008 será particularmente difícil em todos os mercados devido à crise do mercado imobiliário norte-americano", afirma Tosta de Sá. Apesar dos números nada animadores para este ano, a percepção dos participantes do mercado é de que o Brasil passa por um momento inédito e maduro do mercado de capitais.

Tal desempenho sugere que uma recuperação está próxima. "A tendência positiva do mercado de capitais veio para ficar", diz Rodolfo Zabisky, CEO (Chief Executive Officer) da MZ Consult, empresa que presta assessoria de Relações com Investidores para empresas de capital aberto ou no processo do pré-IPO. "Dificilmente veremos o que aconteceu nos anos 90", acredita Zabisky.

O executivo afirma que tem ouvido de bancos de investimentos que entre maio e junho as operações de abertura de capital podem retornar. As operações, contudo, tendem a ser maiores, com o mercado mais seletivo e operações superiores a R$ 500 milhões. Zabisky revela ainda que novos clientes ainda têm procurado os serviços com vistas a lançar ações, porém em um ritmo menor.

Otimismo no longo prazo
Do ponto de vista de quem acompanha o mercado há décadas, as incertezas e turbulências vividas nos primeiros meses do ano servem como alerta para o novo investidor. "O investidor precisa de cautela e não pensar em ter lucro no curto prazo porque isso pode não acontecer", sugere Paulo Campos, presidente do INI (Instituto Nacional dos Investidores).

Para ele, o momento pode até ser positivo ao mostrar que a baixa pode ser uma oportunidade de compra e que não é todo o ano que a bolsa vai subir. "É preciso traçar um preço médio e no futuro ter uma rentabilidade que irá refletir o aumento de valorização via os fundamentos das companhias", indica Campos.

O número de investidores pessoas físicas disparou em 2007, chegando a 456 mil, mais do que o dobro do registrado no ano anterior. "Quem entrou no final do ano está tomando ferro e pode querer ir embora. A volatilidade destes três meses não tinha sido vista nos últimos anos", diz Antônio Amado, diretor da Profins Business School, escola que forma investidores iniciantes e em processo de profissionalização.

De acordo com o professor, ainda não é notada uma queda na procura pelos cursos da escola, o que mostra o amadurecimento do mercado. "É um novo tipo de mão-de-obra. A decisão de treinamento e estudo é uma coisa que amadurece com o tempo e provavelmente ainda foi tomada no ano passado".

Otimista com o longo prazo, Tosta de Sá acredita que, apesar de um ajuste que o mercado possa vir a ter em 2008, será apenas um capítulo de um ciclo de alta que terá uma duração de 10 a 12 anos. "Teremos uma bolsa em alta até 2012 a 2014, que levará o Ibovespa aos 140 mil pontos. Isso não significa que não podemos ter nenhum ano de baixa".

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