Últimas 100 Atualizações do Website via Twitter:

Pesquise todo o conteúdo do website Horus Strategy abaixo:
Loading

segunda-feira, março 24, 2008

Ações do Fed, commodities e depreciação do dólar guiam mercado global de fundos

Por: Juliana Pall Farias
24/03/08 - 20h20
InfoMoney

SÃO PAULO - A decisão extraordinária do Banco Central dos EUA, tomada no último dia 15, de reduzir a taxa de redesconto em 25 pontos-base, e o corte de 75 pontos-base na Fed Funds Rate anunciado dois dias depois realimentaram o otimismo perante os fundos de investimento norte-americanos.

O suporte oferecido pelo Federal Reserve na compra da Bear Stearns pelo JP Morgan também foi decisivo, na avaliação da consultoria EPFR Global, na retomada da busca por fundos de ações do setor financeiro.

Também em foco no período em questão, o mercado de commodities, a despeito da volatilidade resultada dos temores de "bolha", mais uma vez foi procurado pelos investidores, que buscaram pelos fundos atrelados às matérias-primas.

Contudo, a consultoria destaca que, apesar do saldo semanal positivo, as sessões de derrocada nos preços desses produtos foram marcadas por forte fuga de capital de tais fundos, assim como entre as indústria de fundos de mercados emergentes amplamente expostos às commodities.

O fôlego do mercado norte-americano
Os fundos de ações dos EUA se descolaram da tendência de fuga de capital apresentada pelas demais potências econômicas do globo, com captação líquida (diferença entre aplicações e resgates) positiva no período de sete dias com fim em 19 de março.

Já os fundos de títulos norte-americanos apresentaram, no mesmo período, captação deficitária de US$ 216 milhões, contando com a contribuição positiva de US$ 218 milhões dos fundos de títulos municipais. Em âmbito global, o mercado de fundos de títulos experimentou, na semana encerrada na última quarta-feira (19), saída líquida de US$ 413 milhões.

A aversão ao risco em meio à volatilidade apresentada pelos mercados globais no período mais uma vez encontrou refúgio nos fundos de curto prazo, que na semana em questão apresentaram captação de US$ 8,8 bilhões, levando o saldo no acumulado de 2008 à marca de US$ 123 milhões.

Dólar fraco novamente penaliza fundos em Europa e Japão
Enquanto os fundos de ações norte-americanos experimentaram uma melhora de cenário com as intervenções do Federal Reserve, a tendência de depreciação do dólar renovou o pessimismo com os fundos de ações de outras potências, como Europa e Japão, uma vez que os EUA são responsáveis pelas exportações de, respectivamente, 24% e 22% destes mercados.

A maior dificuldade enfrentada pelo setor exportador dessas economias com o enfraquecimento do dólar e as perspectivas pouco otimistas diante dos lucros da empresas locais foram, na leitura da EPFR Global, os dois principais fatores que levaram os investidores a fugir dos fundos de ações de Europa e Japão.

No primeiro caso, a captação líquida negativa de US$ 3,22 bilhões apresentada na semana com fim em 19 de março levou o saldo anual aos US$ 21,8 bilhões negativos. Já no Japão o movimento de fuga de capital na última semana foi bem mais modesto, de US$ 35 milhões, todavia, selou, pela qüinquagésima vez nas 51 últimas semanas, captação deficitária dos fundos de ações japoneses.

Emergentes em posições distintas
Já entre os mercados emergentes, a EPFR Global identificou movimentos distintos. No geral, o saldo dos fundos de ações deste grupo foi negativo, de US$ 363 milhões. De acordo com a consultoria, as dúvidas quanto à competitividade do setor exportador, em um cenário de enfraquecimento do dólar, também penalizaram os fundos de ações emergentes.

Porém, na América Latina e entre os emergentes de Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês), mais expostos às commodities, tal movimento de fuga de capital teve menos força. Mesmo motivo que levou os fundos de ações da Rússia a selar oito semanas consecutivas de captação positiva.

Outro mercado de fundos de ações a registrar mesmo período de captação líquida superavitária é o de Taiwan, na avaliação da EPFR Global, resultado da expectativa de vitória da oposição nas eleições presidenciáveis do país, o que sinalizaria maior aproximação com a China. A despeito do bom desempenho do país, no geral os emergentes asiáticos não performaram bem, levando a captação líquida negativa no acumulado do ano a US$ 11 bilhões.

Bookmark and Share

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home

Copyright © 2002 / 2014 HorusStrategy.com.br. Horus Strategy é marca registrada. Todos os direitos reservados.