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quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Goldman Sachs dobra aposta em reajuste de minério e põe Vale em lista 'das Américas'

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
11/02/08 - 20h15
InfoMoney

SÃO PAULO - O reajuste do minério de ferro promete trazer fortes benefícios para os papéis "depreciados" da Vale. Depois das duras baixas no mês anterior, os ativos estão em recuperação, e as projeções para o preço do minério - a cada dia maiores - desta vez apoiaram um upgrade na recomendação das ações da mineradora brasileira, pelo Goldman Sachs.

Para se ter uma idéia da dimensão do reajuste, os analistas da instituição dobraram suas estimativas para o reajuste do produto este ano, de 30% anteriores para a 60% em relação ao valor do ano passado.

Tendo em vista a importância da Vale para o suprimento mundial do minério, e a importância do minério para as receitas da companhia, as perspectivas favoráveis em relação à cotação do produto ampliam o otimismo com o desempenho dos papéis. E as perspectivas favoráveis não se restringem ao minério de ferro, mas também ao cobre e demais commodities metálicas.

A cada oscilação considerável destas commodities no mercado internacional, as ações da Vale respondem com forte valorização na bolsa brasileira, fator que reforça esta visão. Pode-se tomar como exemplo o pregão da última sexta-feira, em que as ações da mineradora contrariaram a tendência negativa do Ibovespa apoiadas, principalmente, pelo avanço superior a 3% do cobre e de mais de 2% do níquel na bolsa mercantil de Londres.

Brasileira na lista de investimentos para a América
Além do upgrade na recomendação aos ativos da mineradora brasileira, o banco de investimentos norte-americano elevou o preço-alvo aos ADRs - títulos da empresa negociados no mercado internacional - em 21% e incluiu os papéis da Vale na Americas Investment Buy List, portfólio que relaciona as melhores opções de investimento para a região.

Mesmo com o cenário de consolidação para o setor de mineração em foco, o relatório da companhia buscou destacar os impactos das variações esperadas para o preço tanto do minério de ferro, quanto do cobre e do níquel aos ativos da mineradora brasileira, que responde atualmente pela terceira posição mundial do setor, atrás somente da britânica BHP Billiton e da anglo-australiana Rio Tinto.

Minério de ferro em evidência
Se as perspectivas para o reajuste do minério de ferro são agressivas, os dados para seu mercado fundamentam tal otimismo. A sólida demanda da China pelo produto segue em evidência, fator que já é suficiente para sustentar os patamares da procura mundial, tendo em vista os elevados volumes de importação do país asiático.

Em adição, o crescimento da indústria siderúrgica global nos últimos anos vem alimentando o otimismo com a demanda pelo produto. A produção mundial de aço vem de cinco anos seguidos de crescimento superior a 7%, com evolução de 7,5% em 2007. A forte busca de empresários brasileiros pela prospecção de novas áreas de mineração também evidencia este cenário. De acordo com estimativas do governo brasileiro, os investimentos no setor devem atrair mais de US$ 30 bilhões em novos empreendimentos nacionais e estrangeiros até 2011.

No final de 2007, as projeções dos analistas já consideravam um forte avanço do preço do minério de ferro este ano. Na ocasião, um reajuste de no mínimo 35% era consenso entre Credit Suisse, Fator e Brascan.

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