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quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Novos recordes ou correção? Análise técnica traça perspectivas ao Ibovespa

Por: Juliana Pall Farias
28/02/08 - 16h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Seis pregões consecutivos de valorização e o Ibovespa, principal índice de ações do mercado acionário doméstico, se aproxima de seu recorde histórico em fechamento, de 65.791 pontos, alcançado em 6 de dezembro do ano passado.

A seqüência positiva de ganhos apresentada pela bolsa brasileira, com volatilidade no meio deste percurso e por vezes se descolando de sessões negativas em Wall Street, mascara um cenário ainda tenso com os indicadores econômicos pouco animadores dos EUA e a possibilidade de recessão no país.

Diante deste contexto, o que a análise técnica tem a dizer sobre os próximos passos do Ibovespa? Há espaço para a busca de novos recordes ou o mercado perderá o fôlego após estas sucessivas altas, cedendo à realização?

Mais perguntas que respostas
As respostas para estas perguntas parecem não ser tão objetivas. Se por um lado o mercado se mostra "comprado", e pode caminhar rumo ao recorde histórico de pontos do Ibovespa no intraday (66.528 pontos), em contrapartida um movimento de realização para os próximos dias não está descartado.

Marco Ignatowski Barcelos, da assessoria de investimentos Investor, traz uma leitura cautelosa para o comportamento do índice nos próximos dias. Após as recentes e fortes altas, que levaram o mercado a seu atual patamar, próximo dos recordes históricos, abre caminho para a realização.

A dica de Barcelos para quem pretende fazer novas compras é disciplina e posições acompanhadas de stop loss.

Já Rogério Kirschbaum, da Trading Educators, avalia que a tendência da renda variável doméstica é de alta e que o atual movimento do Ibovespa mira o topo histórico de intraday. Caso correções venham a se apresentar, o índice então testaria suportes em 64.400 e 63.600 pontos.

Passando pelo recorde

O analista gráfico da Ativa Corretora Rubens Góes enxerga indefinição nos indicadores técnicos. A primeira resistência que o benchmark encontra está na faixa dos 66.500 pontos, coerente com as demais análises que mostram o Índice Bovespa em teste do recorde histórico de intraday. Superado este patamar, o mercado segue em compra e com novos objetivos em 68.000 e 70.000 pontos.

Na outra ponta, a perda de 65.000 pontos abre caminho para o mercado desafiar os suportes nos patamares de 64.600 e 64.000 pontos. Abaixo deste último, o canal de alta estaria perdido, deixando o mercado livre para realizar, com próximos objetivos em 63.400, 62.600, 61.600 e 60.700 pontos.

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Banco vê três papéis brasileiros entre os melhores da América Latina

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
28/02/08 - 20h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Em meio à recuperação recente dos mercados domésticos, os investidores avaliam quais papéis ainda oferecem bom potencial e quais os ativos que já se encontram próximos de seu "valor justo".

De olho no atual momento, os analistas da Merrill Lynch traçaram suas apostas, relacionando os cinco ativos que considera os melhores e os cinco piores da América Latina para quem vislumbra ganhos em um horizonte mais curto de tempo.

A lista das "mais e menos" da América Latina trouxe cinco ativos brasileiros entre os dez do portfólio, sendo os da Duratex, Cemig e Petrobras entre as boas pedidas e os da Eletrobrás e Braskem entre as más.

Cemig, Petrobras e Duratex entre as preferidas
A Merrill Lynch justificou a inclusão dos papéis da Cemig entre as preferidas de seus analistas destacando as perspectivas positivas geradas pelos resultados trimestrais e o anúncio dos dividendos. Estes drivers favoráveis contrastam com a performance recente inferior das ações na comparação com seus pares setoriais.

Para a Petrobras, os analistas ressaltaram que o momento é de se buscar as ações preferenciais, tendo em vista o desconto que as mesmas apresentam na relação às ordinárias. Os elevados patamares do petróleo também foram relacionados como ponto positivo.

Já para a Duratex, a visão da Merrill Lynch é de que as margens operacionais devem melhorar nos próximos trimestres, além da performance dos ativos abaixo dos pares na bolsa.

Eletrobrás e Braskem entre as preteridas
Os resultados divulgados, considerados "fracos" se aliam à recente valorização dos papéis da Eletrobrás na justificativa à sugestão negativa dos analistas.

Em relação aos ativos da Braskem, a Merrill Lynch destacou as preocupações com a ampliação dos custos operacionais da empresa, geradas pela elevação dos preços da Nafta, além de considerarem o impacto favorável do programa de recompra das ações da companhia já precificado sobre os títulos.

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Especial Ibovespa: Perdigão arranca elogios com aquisições estratégicas

Por: Nathália A. Terra Pereira
28/02/08 - 20h30
InfoMoney

SÃO PAULO - A série especial de notícias da InfoMoney acerca dos papéis que compõem o Ibovespa volta a cobrir o setor de consumo e varejo nesta quinta-feira (28), com os analistas revelando suas perspectivas para a Perdigão.

No ano passado, favorecidas pelos bons resultados da companhia e pelas projeções favoráveis ao setor, as ações ordinárias da Perdigão superaram a valorização do Ibovespa no período, acumulando uma alta de 49,58%.

E se depender dos analistas consultados pela InfoMoney, o prognóstico deve permanecer positivo à companhia neste ano, uma vez que a Perdigão "está estrategicamente bem posicionada para resultados ainda melhores ao longo de 2008", nas palavras dos analistas da Ativa Corretora.

Vendas crescentes aqui e lá fora
Um dos fatores que deve impulsionar a empresa neste ano são as boas condições macroeconômicas brasileiras, que com a renda real em crescimento e inflação controlada, assim como a taxa básica de juro, estimulam as vendas domésticas da Perdigão.

E não é só por aqui que o cenário é favorável à companhia. A equipe do BB Investimentos destaca que as exportações da Perdigão de carne in natura, "em que se configura uma estratificação de preços mais elevada, deverão ser motivadas pelo aumento da demanda internacional pelo segmento".

No mesmo sentido, os analistas da Ativa mostram-se otimistas quanto às vendas da companhia no mercado externo, principalmente na Europa, onde o preço das aves continua elevado.

Aquisições trazem boas perspectivas
Entretanto, a principal característica da Perdigão elogiada pelos analistas é o seu management, responsável por "decisões estratégicas corretas, que proporcionaram a diversificação dos produtos e o aumento de escala por meio de novas aquisições", segundo o BB Investimentos.

Neste contexto, o impacto positivo da compra da Eleva sobre os futuros resultados da Perdigão é consenso entre os analistas. Para o Santander, a aquisição é benéfica pois amplia o mix de produtos da Perdigão e oferece alcance a mercados internacionais inéditos, como o Oriente Médio e a Europa Oriental, além de poder gerar ganhos de sinergia de até R$ 140 milhões.

Os analistas do Santander vão além : "aliada à aquisição dos 49% restantes na participação do capital social da Batavia, a compra da Eleva deve mais que compensar os efeitos negativos do aumento esperado para o preço da soja e do milho brasileiros neste ano".

Recomendação é de compra
Este conjunto de perspectivas favoráveis faz com que uma recomendação de compra aos papéis da Perdigão se mostre presente entre os analistas, como os da Socopa, BB Investimentos, Coinvalores e UBS, este último que afirma "preferir Perdigão à Sadia, devido à melhor diversificação de receita e maior governança corporativa."

Opinião semelhante é adotada pelo Santander, que frente aos últimos resultados da empresa e às projeções otimistas quanto à incorporação da Eleva, elevou seu preço-alvo para 2008 aos ADRs (American Depositary Receipts) de US$ 53,50 para US$ 60,00, o que representa um upside de 22,22% frente ao fechamento dos ativos na última quarta-feira.

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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Discurso do presidente do Fed sinaliza corte no juro e eleva Nasdaq e Dow Jones

Por: Equipe InfoMoney
27/02/08 - 19h06
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de três altas consecutivas, as principais bolsas norte-americanas fecharam sem tendência definida nesta quarta-feira (27). Se, de um lado o discurso do presidente do Fed foi bem recebido ao sinalizar novos cortes na taxa básica de juro dos EUA, pelo outro as preocupações sobre inflação não abandonaram o mercado.

Em pronunciamento ao Congresso, Ben Bernanke afirmou que a instituição atuará conforme for preciso para combater os riscos de deterioração da economia. Os índices Dow Jones e Nasdaq terminaram em alta, enquanto o S&P 500 caiu.

Diante do risco inflacionário, que foi inclusive citado pelo chairman, as atenções do mercado se voltaram para os preços do petróleo. Após atingir marca histórica na véspera, a cotação do barril recuou, mas segue beirando os US$ 100.

Aéreas desabam
A sólida evolução nas cotações da commodity traz incertezas sobre o setor aéreo ao sugerir pressão dos custos e, assim, redução das margens operacionais. Os papéis da Delta e da Northwest encerraram com desvalorização de 5,72% e 5,68%, respectivamente.

Bolsas dos EUA sem tendência
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em leve alta de 0,37% a 2.354 pontos, acumulando no ano forte baixa de 11,25%.

O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em leve valorização de 0,07%, atingindo 12.694 pontos e caindo 4,30% no ano.

Por fim, o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresentou queda de 0,09%, chegando a 1.380 pontos e acumulando no ano forte baixa de 6,02%.

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Petrobras: drivers não faltam para puxar ações, mas qual a melhor hora para "entrar"?

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
27/02/08 - 20h16
InfoMoney

SÃO PAULO -A considerável performance dos papéis da Petrobras no ano passado e recuperação recente dos mesmos às perdas de janeiro colocam o investidor em posição duvidosa a respeito do que o futuro reserva para os papéis mais líquidos da bolsa brasileira, ainda mais com a proximidade da divulgação de seus resultados operacionais.

Se depender da visão dos analistas do banco de investimentos UBS, o futuro ainda reserva um ótimo potencial de ganhos aos acionistas, tendo em vista que, olhando-se para um horizonte mais dilatado de tempo, a instituição disse encontrar diversos drivers positivos para impulsionar a cotação dos títulos.

Dentre estes fatores esperados, grande parte se localiza nas expectativas em torno de novas jazidas que podem ser anunciadas, melhorias operacionais que prometem levar os dados produtivos da empresa a buscar novos patamares e ainda as possíveis informações a serem divulgadas ao mercado sobre as "reservas gigantes" anunciadas recentemente.

Diversos drivers
Para se ter uma idéia do impacto deste último quesito nas ações do grupo, vale lembrar da revisão de estimativas efetuada pela parceira da Petrobras na exploração de Tupi, a BG Group, no início de fevereiro. Em meio à notícia, os papéis da Petrobras subiram mais de 3% em dia negativo para a bolsa.

Além das pesquisas a respeito do potencial das novas reservas, grande parte dos analistas acreditam que o ciclo de descobertas da estatal está longe de seu final, e os dados operacionais da empresa tendem a melhorar gradativamente ao longo do ano.

Em 2007, a eficiência operacional da companhia deixou a desejar em alguns pontos, penalizada pelas diversas paradas para manutenção de plataformas e unidades produtivas, mas a entrada em operação de novas unidades coloca as perspectivas para 2008 em situação favorável.

Resultados podem abrir espaço para entrada
Para os investidores que querem "entrar" nas ações da empresa, os atuais patamares, valorizados com o recente ciclo positivo dos mercados podem ser desestimulantes, mas de acordo com a visão do UBS sobre os resultados trimestrais a serem reportados no próximo dia 3 de março, pode-se abrir uma boa oportunidade para a compra.

Na visão do banco, os dados do quarto trimestre devem ser "desapontadores" para o mercado, mas o principal foco ao desempenho dos ativos deve ser outro, fator que fundamenta a afirmação de que os resultados podem abrir um bom caminho para se adquirir os papéis.

O UBS reduziu suas projeções para os ganhos da Petrobras no quarto trimestre em 16%, para a casa de R$ 5,6 bilhões. Caso estas estimativas se concretizem, uma resposta negativa das ações da empresa no início da próxima semana pode representar uma ótima oportunidade para quem visa se beneficiar dos diversos "drivers" a que os ativos estão expostos em um prazo mais dilatado de tempo.

O banco suíço reiterou sua recomendação de compra aos ativos da estatal brasileira.

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Melhora da bolsa não muda perfil conservador do mercado brasileiro de fundos

Por: Juliana Pall Farias
27/02/08 - 20h23
InfoMoney

SÃO PAULO - Mesmo em um cenário ainda receoso com os fracos indicadores econômicos dos EUA, dando força à parcela do mercado que já fala em recessão na maior economia do globo, em fevereiro prevalece o otimismo na bolsa brasileira, e a renda variável mostra recuperação frente ao conturbado início de ano.

Contudo, o movimento de recursos no mercado brasileiro de fundos de investimentos não reflete este ambiente mais tranqüilo no mercado acionário, no qual a cautela ainda prevalece.

Até o último dia 21, a captação líquida total (diferença entre aplicações e resgates de todos os fundos geridos no país) se mostrava positiva em R$ 12,115 bilhões no mês. Entre os três grupos de fundos de renda fixa - curto prazo, referenciado DI e renda fixa - o saldo era maior, de R$ 12,569 bilhões.

Multimercados pressionam resultado geral
Isto é possível já que outros grupos mostravam no período em questão captação deficitária, puxando para baixo o resultado total. Entre dez, os grupos de fundos de investimento listados pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) - curto prazo, DI, renda fixa, multimercados, cambial, dívida externa, ações, privatização, previdência e FIDC - apenas os multimercados, os fundos de ações e os fundos cambiais tinham saldo negativo.

O destaque fica por conta dos multimercados, com os resgates superando as aplicações em $ 3,234 bilhões até 21 de fevereiro. Já entre os fundos de ações (R$ 571 milhões) e os fundos da dívida externa (R$ 7 milhões), o resultado deficitário era mais modesto.

No segundo caso, a captação pouco expressiva, mesmo que negativa, não exerce grande impacto nos resultados gerais do mercado brasileiro de fundos, já que o patrimônio líquido representa apenas 0,06% do PL doméstico total, enquanto a captação líquida no acumulado dos últimos doze meses, de R$ 381 milhões, pouco contribui para a captação geral da indústria brasileira de fundos no período, de R$ 55,125 bilhões.

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terça-feira, fevereiro 26, 2008

Especial Ibovespa: apesar de incertezas, ação da Net conta com bom upside em 2008

Por: Gabriel Ignatti Casonato
25/02/08 - 20h30
InfoMoney


SÃO PAULO - Nesta segunda-feira (25), o setor de telecomunicações volta a aparecer na série especial de notícias da InfoMoney sobre as empresas que compõem o Ibovespa, com os investidores tomando conhecimento das perspectivas dos analistas para a Net e seus papéis em 2008.

No ano passado, pressionadas pelo novo regulamento da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para TV a cabo e por incertezas quanto à concorrência no setor, as ações preferenciais (NETC4) da companhia não acompanharam o bom desempenho do principal índice da bolsa e registraram desvalorização de 10,5%.

E para este ano, o cenário ainda é incerto. Em meio ao crescimento da competitividade, marco regulatório e troca no comando da empresa, os analistas preferem optar por uma certa cautela ao divulgarem suas projeções para a performance da Net nos próximos meses.

Riscos e incertezas
De um modo geral, os analistas acreditam que o aumento da concorrência no setor, principalmente devido à intensificação dos serviços de TV por assinatura pelas operadoras de telefonia fixa, eleva o risco de execução do plano de expansão da empresa.

Para a Merrill Lynch, a aproximação dos serviços de TV a cabo e de telefonia tende a estreitar condições de mercado, o que deve dificultar o cumprimento do guidance de investimentos da Net, revisado recentemente para cima em cerca de 40%.

Adicionalmente, o comunicado do desligamento do presidente da companhia, Francisco Valim, e as conseqüentes incertezas com o comando da empresa, ainda repercutem de forma negativa entre os analistas.

A corretora SLW destacou negativamente a indefinição sobre o próximo presidente da Net, alertando que o Governo pode rever as diretrizes do setor e permitir o controle de uma TV a Cabo por parte de estrangeiros.

Resultados animadores
Mas apesar do fraco desempenho das ações em 2007, o mesmo não pode ser dito dos resultados operacionais da companhia. Os números do período mostraram um forte avanço na comparação com o ano anterior, com destaque para o crescimento de 151% do lucro líquido.

Para as corretoras Ativa e Prosper, os fundamentos da Net mantêm-se favoráveis, mesmo em face de um possível acirramento das disputas no setor, com destaque para os investimentos acima do esperado, aliados à manutenção dos níveis da margem Ebitda (geração operacional de caixa).

Bom potencial
Mas a despeito dos riscos e incertezas para a performance da companhia, os analistas acreditam que as recentes baixas dos preços das ações da Net sustentam um bom potencial de crescimento para os papéis em 2008, sendo negociados com grandes descontos em relação aos papéis de empresas semelhantes.

Neste sentido, a Brascan Corretora mantém recomendação outperform - acima da média - para os ativos da empresa, com um preço-alvo de R$ 35,80 por ação, valor que corresponde a um upside de 86% para o final do ano.

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Dólar tem sétima queda e fecha abaixo de R$ 1,70 pela primeira vez desde 1999

Por: Equipe InfoMoney
26/02/08 - 18h40
InfoMoney

SÃO PAULO - O dólar comercial terminou com forte queda nesta terça-feira (26), pela sétima sessão consecutiva de desvalorização, influenciado pela conjuntura externa, pela expectativa acerca da formação da Ptax e pelos juros relativamente altos do Brasil. A desvalorização conduziu a moeda para abaixo de R$ 1,70 pela primeira vez desde maio de 1999.

Na agenda econômica desta terça-feira (26), foram divulgados o índice de confiança do consumidor norte-americano e o PPI (Índice de Preços ao Produtor), ambos frustrando as expectativas.

Ainda assim, investidores retomaram o ânimo no período da tarde com a notícia de que a agência Standard & Poor´s recompensou os recentes esforços em busca de financiamento e credibilidade de importantes seguradoras de bônus, como MBIA e Ambac, ao confirmar seu rating AAA.

Amostras adicionais de volatilidade no mercado cambial podem estar associadas à tradicional disputa que antecede a formação da Ptax, na sexta-feira. A taxa servirá de referência para a liquidação dos contratos futuros de dólar com vencimento em março.

Cenário doméstico
No plano doméstico, os destaques foram os índices de inflação. O IPCA-15 (Índice de Preço ao Consumidor Amplo - 15) apontou recuo no aumento de preços em fevereiro. Já o IPC da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que monitora apenas o município de São Paulo, mostrou inflação desacelerada na terceira medição de fevereiro.

O Banco Central (BC) realizou leilão de compra de divisas no final do pregão, mas a operação teve pouco efeito para conter a queda da moeda. A taxa aceita ficou em R$ 1,6828.

Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6820 na compra e R$ 1,6840 na venda, forte baixa de 1,29% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 1,9600, representando um ágio de 16,53% em relação ao dólar comercial.

Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 4,37% em fevereiro, frente à baixa de 0,66% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 5,18%.

Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março encerrou o dia cotado a R$ 1.684, forte baixa de 1,29% em relação ao fechamento de R$ 1.706 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,31%, atingindo R$ 1.691 frente à R$ 1.714 do fechamento de ontem.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,6830.

Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,38% para abril de 2008, queda de 0,05 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.

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terça-feira, fevereiro 19, 2008

A melhor em dividendos: conheça a ação mais recomendada neste critério

Por: Gabriel Ignatti Casonato
18/02/08 - 19h20
InfoMoney

SÃO PAULO - As ações da Eletropaulo e da Transmissão Paulista receberam o maior número de recomendações nas carteiras de dividendos dos analistas para o mês de fevereiro, segundo levantamento realizado pela InfoMoney, que incluiu cinco portfólios sugeridos por corretoras.

As cinco carteiras recomendadas de pagadoras de proventos selecionadas são de: Coinvalores, Fator, HSBC, Senso e Unibanco.

Pontos fortes
Destas cinco instituições, três listaram os papéis da Eletropaulo e da Transmissão Paulista em suas sugestões. Representando o setor elétrico, tradicionalmente conhecido por pagar bons dividendos, as companhias recebem elogios dos analistas quando o assunto é proventos.

No caso da Eletropaulo, a boa política de distribuição de lucros da empresa é bem avaliada. Os analistas Credit Suisse lembram que os papéis da elétrica possuem um atrativo dividend yield, além de aparecerem como uma ótima alternativa defensiva em momentos de turbulência.

A Transmissão Paulista também recebe elogios. Segundo o Citigroup, a companhia apresenta fatores como a reestruturação operacional e o potencial de alavancagem, que representam incentivos aos dividendos. O UBS considera a empresa uma das mais atrativas do setor em termos de proventos.

Segundo lugar dividido
Com duas recomendações, aparecem os ativos de três empresas. As ações ordinárias da Souza Cruz, e as preferenciais da Itaúsa e da Petrobras figuram empatadas em segundo lugar.

Os papéis possuem em comum o fato de contarem com uma satisfatória liquidez e boas taxas de distribuição de proventos, além de estarem consolidados em termos de nível de atividade.

Avaliações
Os bons resultados apresentados nos últimos trimestres, o cenário favorável para a companhia e o fato de ter fechado 2007 com um dos maiores dividend yields deixam as ações da Souza Cruz como uma boa sugestão de investimento.

Já a Itaúsa é recomendada por possuir um atrativo histórico de proventos, além dos papéis da holding se beneficiarem de uma forte liquidez.

Por fim, a Petrobras também foi lembrada, dada a geração de caixa da empresa bastante robusta. Vale lembrar que a estatal distribuiu recentemente mais de R$ 1,3 bilhão em juros sobre capital próprio.

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Barril de petróleo a US$ 100 gera temor e derruba Wall Street na volta do feriado

Por: Equipe InfoMoney
19/02/08 - 19h15
InfoMoney

SÃO PAULO - As bolsas norte-americanas retornaram do feriado do Dia do Presidente devolvendo volatilidade aos mercados. Após permanecer fechado na véspera, Wall Street encerrou em queda nesta terça-feira (19), apagando os ganhos obtidos ao longo da maior parte do pregão.

O motivo da inversão foi a evolução recorde dos preços do petróleo que renovou temores sobre pressões inflacionárias na já enfraquecida economia dos EUA. O barril da commodity bateu nos US$ 100 pela primeira vez na história em Nova York.

A disparada dos preços deve-se a uma possível redução do nível de produção da Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo). Os ministros do Petróleo do Irã e da Argélia afirmaram que o cartel deverá reduzir sua produção em sua próxima reunião no dia 5 de março.

Cenário corporativo
Em seus resultados, a rede varejista Wal-Mart mostrou lucro acima do esperado no quarto trimestre com uma receita líquida de US$ 106,2 bilhões. Suas ações subiram 0,44%. Com a alta do petróleo, os papéis da gigante do setor Exxon Mobil terminaram com valorização de 1,92%.

Bolsas dos EUA em queda
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 0,67% a 2.306 pontos, acumulando no ano forte baixa de 13,05%.

O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em leve desvalorização de 0,09%, atingindo 1.349 pontos e caindo 8,14% no ano.

Por fim, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 0,09%, chegando a 12.337 pontos e acumulando no ano forte baixa de 6,99%.

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Siderurgia: corretora prevê aumento de preços e ótimo momento no mercado interno

Por: Equipe InfoMoney
19/02/08 - 19h50
InfoMoney

SÃO PAULO - A Link Corretora enviou nesta terça-feira (19) relatório sobre o setor de siderurgia, considerando as novas previsões para o setor a partir do reajuste de 65% no minério de ferro.

Para os analistas, o ótimo momento do mercado doméstico deve continuar impulsionando as vendas nesse mercado, com projeção de crescimento de 10% na demanda, baseado na construção civil, infra-estrutura e no setor automobilístico.

Os importados devem subir seu preço devido à alta do minério e do carvão mineral. Mesmo assim, os corretores optaram por não alterar as projeções de aumento de 10% para o mercado doméstico e 5% para o mercado externo.

CSN é a top pick do setor
A CSN recebeu a recomendação top pick da corretora, principalmente por ser a única siderúrgica auto-suficiente em minério, o que lhe garante ganhos nas duas pontas. Além disso, os pesados investimentos nos dois setores "devem trazer muito valor para a companhia."

Os analistas recomendam compra, com target price de R$82,00 e upside potencial de 30% .

Gerdau: melhor no Brasil que nos EUA
Por sua vez, a Gerdau deve sofrer com os riscos de recessão na economia norte-americana. O mercado dos EUA está praticamente estagnado nos últimos anos e lá a alta dos preços do aço devem ser mais tímidas.

No Brasil, a demanda pode crescer 10% impulsionada pela construção civil, o que alivia um pouco a empresa e faz os analistas manterem sua indicação de compra das ações com preço alvo de R$64,00 e potencial de valorização estimado em 26%.

Usiminas menos dependente dos preços do minério de ferro
Segundo os analistas, a líder no mercado brasileiro de aços planos passou a depender menos das cotações do minério de ferro após a aquisição da J. Mendes, que foi considerada barata. Para eles, a valorização de 31% no último mês ainda pode ser incrementada.

A Link mantém recomendação de compra, com target price de R$119,00 e upside potencial de 28%.

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domingo, fevereiro 17, 2008

Danos colaterais

Por Adriana Cotias, de São Paulo

Crise das hipotecas com prejuízos a grandes bancos americanos, pacote fiscal, aumento do compulsório e mudanças nas regras de contabilização de cessões de crédito. Não foram triviais os eventos que corroeram os ganhos das ações do setor financeiro no Brasil do ano passado para cá. A recuperação ensaiada na semana passada coincidiu com uma nova rodada de resultados. As demonstrações financeiras apresentadas até aqui mostram um segmento em plena forma e ainda com oportunidades para o candidato a sócio de banqueiro, segundo analistas. Os papéis dos gigantes Bradesco, Itaú e Unibanco, frentes tradicionais de liquidez na Bovespa, estão entre as principais recomendações, mas há também instituições menores, recém-chegadas ao pregão.

Na esteira do fim da CPMF, o aumento da carga fiscal veio no acender das luzes em 2008, com a elevação da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro. Na virada do mês, uma nova regra determinou que os bancos passem a recolher, a partir de março, parcela dos depósitos captados pelas subsidiárias de leasing e repassados às suas tesourarias.

Não bastasse a repercussão das perdas com as hipotecas americanas de alto risco nas ações do setor financeiro global - que respingou por aqui, mesmo sem as instituições terem exposição a esses riscos -, no paralelo, as medidas locais vieram travestidas de instrumentos de política monetária. A leitura preliminar era de que, batendo tudo no liquidificador, haveria menos crédito disponível na praça. Mas essa percepção começa a mudar.

"Os grandes bancos vieram com projeções de expansão da ordem de 20%, 25% nas suas carteiras para 2008, podendo crescer até mais em alguns segmentos como veículos e financiamento imobiliário", diz o analista da Ágora Corretora Aloísio Lemos. "Os banqueiros mostraram muita convicção que o ritmo vai continuar forte e eles costumam entregar o que prevêem."

A sua lista de recomendações traz os três grandes privados, com valorizações potenciais para lá de convidativas. Para as preferenciais (PN, sem voto) do Bradesco, ele estima preço de R$ 70,05 (ante os R$ 43,2 atuais) até dezembro; Itaú PN foi avaliada em R$ 55,64, podendo ganhar 36,7%, enquanto as units (recibos de ações) do Unibanco podem valer R$ 30,61, em comparação aos R$ 22,10 de sexta-feira.

Entre os pequenos, que chegaram ao pregão em bloco no ano passado, Lemos sugere Pine PN (alvo de R$ 26,29), Sofisa PN (R$ 18,56) e Daycoval PN (R$ 22,93), com altas potenciais de 96%, 67% e 79%, na ordem. Após as ofertas públicas, as instituições ganharam musculatura para expandir suas carteiras, apesar das pressões sobre os "spreads" (a diferença entre o custo de captação e o repasse nos empréstimos). "Nessas instituições, a qualidade das operações é uma marca muito forte."

Vale lembrar que as projeções para o preço dessas ações dependem da procura pelos papéis e das condições de mercado, que ainda podem ser bem adversas. Apesar de as instituições financeiras estarem aparentemente com seu valor de mercado defasado na bolsa, o setor não deve entrar no portfólio do investidor como uma aposta cega. "Não dá para falar que a crise passou, o mercado tende a ser altamente volátil e os bancos carregam esse risco do fluxo do capital estrangeiro contra", adverte o gerente de análise da Modal Asset, Eduardo Roche.

Na sexta-feira, o analista Philip Fich, do UBS, distribuiu um relatório a clientes em que estima que os bancos mundiais ainda podem baixar prejuízos de mais de US$ 200 bilhões em créditos dados como garantia ou em hipotecas de alto risco. Foi o mote para uma nova rodada de vendas de ações nos pregões. "O setor financeiro é muito sensível ao cenário externo e tem correlação direta com o desempenho do mercado, mas é importante em termos de liquidez", diz Roche.

Entre os bancos mais negociados, só Banco do Brasil ON teve performance acima do Ibovespa em 2007, com alta de 47%, ante 43,65% do índice. Os papéis ainda são uma das preferências de Roche, junto com as units do Unibanco, que, tem apresentado evolução no retorno sobre o patrimônio (ROE). No rol de instituições de nicho, ele destaca Panamericano PN. "Os menores, que tiveram boa parte das suas ofertas acolhidas pelos estrangeiros, sentiram mais os efeitos da crise, quando nem sempre os fundamentos prevalecem."

É claro que questões como IOF, CSLL e compulsório batem no setor financeiro, mas talvez o arrocho no crédito não seja tão intenso quanto alardeado, afirma o chefe de análise da Planner Corretora, Ricardo Tadeu Martins. "O custo pode aumentar, mas conversando com companhias do mercado imobiliário, o consumidor não tem mudado o seu comportamento e se a prestação cabe no orçamento, ele mantém a compra, sem fazer muita conta", diz.

Na lista de recomendações de Martins estão Itaú PN, pela agressividade bem dimensionada no crescimento por aquisições, além das units do Unibanco, "um risco aceitável em carteira e que pode ser uma surpresa agradável num cenário de novas consolidações, apesar de não ter 'tag along' (o prêmio de controle ao minoritário)." Entre os menores, com um horizonte de tempo maior, as sugestões incluem Pine, pelo foco na média empresa, e Panamericano, uma história longa de relacionamento com o consumidor no financiamento ao varejo. "São, porém, instituições com menor margem de manobra num ambiente menos favorável de captação."

Nas demonstrações financeiras apresentadas até agora, a expansão do crédito veio acima do esperado, os lucros cresceram, mas o ROE vem ano a ano diminuindo e essa é uma mudança estrutural que traz impactos para os preços das ações, nota o analista da Prosper Gestão Gustavo Barbeito. "Mas é um setor que vem apresentando resultados constantes com juros altos ou não e o crédito no país ainda é incipiente", diz. "São companhias bem gerenciadas, lucrativas, com bons dividendos e que ganham na crise ou na euforia."

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BNDES adota cláusula social em contratos de financiamento

Valor Online

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou hoje a Cláusula Social, que constará em todos os contratos fechados a partir de agora, explicitando o veto à discriminação, trabalho infantil e trabalho escravo. Pela cláusula, empresas que praticarem qualquer destes delitos não terão direito a financiamentos do banco. Para aquelas que já tiverem recebido verbas, as punições podem ser a suspensão do crédito ou o pagamento imediato dos desembolsos efetuados.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, frisou que a fiscalização não caberá ao banco, mas à "própria sociedade". "O que temos obrigação de fazer é não acolher essas práticas", frisou.

Coutinho ressaltou ainda que, para ter o financiamento suspenso, a empresa deverá ter contra si uma sentença judicial sobre o caso. O executivo revelou ainda que a instituição de fomento também passará a disponibilizar em sua página na internet a lista com os 50 maiores desembolsos em 12 meses - com atualização mensal - em cada linha de financiamento, iniciativa que recebeu o nome de Janela da Transparência.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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Risco Brasil sobe 3,57% e fecha aos 261 pontos

Valor Online

SÃO PAULO - Considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira, o EMBI+ Brasil, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, fechou aos 261 pontos na sexta-feira, com alta de 3,57% perante os 252 pontos do encerramento da quinta-feira.

No mercado secundário de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 era negociado a 132,313% do seu valor de face, com queda de 0,23%. O segundo papel mais representativo do índice do JP Morgan, o Global 18 ou A-Bond (Amortizing Bond ou Bônus de Amortização), marcava 112,188%, com baixa de 0,33%.

Sobre o EMBI+ Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.

O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.

Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como "arriscado" deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.

(Valor Online, com agências internacionais)

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quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Goldman Sachs dobra aposta em reajuste de minério e põe Vale em lista 'das Américas'

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
11/02/08 - 20h15
InfoMoney

SÃO PAULO - O reajuste do minério de ferro promete trazer fortes benefícios para os papéis "depreciados" da Vale. Depois das duras baixas no mês anterior, os ativos estão em recuperação, e as projeções para o preço do minério - a cada dia maiores - desta vez apoiaram um upgrade na recomendação das ações da mineradora brasileira, pelo Goldman Sachs.

Para se ter uma idéia da dimensão do reajuste, os analistas da instituição dobraram suas estimativas para o reajuste do produto este ano, de 30% anteriores para a 60% em relação ao valor do ano passado.

Tendo em vista a importância da Vale para o suprimento mundial do minério, e a importância do minério para as receitas da companhia, as perspectivas favoráveis em relação à cotação do produto ampliam o otimismo com o desempenho dos papéis. E as perspectivas favoráveis não se restringem ao minério de ferro, mas também ao cobre e demais commodities metálicas.

A cada oscilação considerável destas commodities no mercado internacional, as ações da Vale respondem com forte valorização na bolsa brasileira, fator que reforça esta visão. Pode-se tomar como exemplo o pregão da última sexta-feira, em que as ações da mineradora contrariaram a tendência negativa do Ibovespa apoiadas, principalmente, pelo avanço superior a 3% do cobre e de mais de 2% do níquel na bolsa mercantil de Londres.

Brasileira na lista de investimentos para a América
Além do upgrade na recomendação aos ativos da mineradora brasileira, o banco de investimentos norte-americano elevou o preço-alvo aos ADRs - títulos da empresa negociados no mercado internacional - em 21% e incluiu os papéis da Vale na Americas Investment Buy List, portfólio que relaciona as melhores opções de investimento para a região.

Mesmo com o cenário de consolidação para o setor de mineração em foco, o relatório da companhia buscou destacar os impactos das variações esperadas para o preço tanto do minério de ferro, quanto do cobre e do níquel aos ativos da mineradora brasileira, que responde atualmente pela terceira posição mundial do setor, atrás somente da britânica BHP Billiton e da anglo-australiana Rio Tinto.

Minério de ferro em evidência
Se as perspectivas para o reajuste do minério de ferro são agressivas, os dados para seu mercado fundamentam tal otimismo. A sólida demanda da China pelo produto segue em evidência, fator que já é suficiente para sustentar os patamares da procura mundial, tendo em vista os elevados volumes de importação do país asiático.

Em adição, o crescimento da indústria siderúrgica global nos últimos anos vem alimentando o otimismo com a demanda pelo produto. A produção mundial de aço vem de cinco anos seguidos de crescimento superior a 7%, com evolução de 7,5% em 2007. A forte busca de empresários brasileiros pela prospecção de novas áreas de mineração também evidencia este cenário. De acordo com estimativas do governo brasileiro, os investimentos no setor devem atrair mais de US$ 30 bilhões em novos empreendimentos nacionais e estrangeiros até 2011.

No final de 2007, as projeções dos analistas já consideravam um forte avanço do preço do minério de ferro este ano. Na ocasião, um reajuste de no mínimo 35% era consenso entre Credit Suisse, Fator e Brascan.

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domingo, fevereiro 10, 2008

Comentário da semana: perspectiva de recessão derruba mercados

Por: Camila Schoti
08/02/08 - 19h02
InfoMoney

SÃO PAULO - Na primeira semana de fevereiro, mais curta para os mercados domésticos em função do feriado de Carnaval, a cautela predominou desencadeada pelo cenário prospectivo para a economia norte-americana. O saldo final, a despeito de algum esboço de recuperação, foi negativo para a bolsa de valores.

No início da semana, dados desfavoráveis no âmbito corporativo e econômico pesaram sobre os negócios em Wall Street e no mundo, ao reforçarem temores de que a economia norte-americana deverá passar por um período de recessão.

Por aqui, os negócios estavam parados, mas na volta do feriado de Carnaval, na quarta-feira, os mercados se ajustaram ao quadro adverso que se estabeleceu no cenário internacional nas sessões anteriores. Ao final da semana, a leve recuperação observada não foi suficiente para anular as perdas.

O dólar comercial acumulou alta de 1,37% na semana, revertendo a trajetória registrada na semana anterior. A despeito da deterioração do humor externo, os juros futuros fecharam em baixa na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

Temores de recessão predominaram
A agenda da semana, ou mesmo o noticiário corporativo, não reservaram informações de expressiva relevância, de forma que, ao longo de todo o período compreendido entre 4 e 8 de fevereiro, drivers diversos disputaram a atenção dos investidores.

Temores relacionados ao setor financeiro penalizaram os mercados no início da semana e, em conjunto com os fracos dados do setor de serviços do país, deram tom negativo aos negócios. O ISM Services, referente ao mês de janeiro, recuou em relação à medição anterior e ficou aquém das expectativas do mercado.

Ao final da semana, porém, notícias positivas provenientes do setor de varejo deram margem a alguma recuperação nos mercados, mas esta não foi suficiente para zerar as perdas acumuladas no período, dados os fracos resultados evidenciados por indicadores dos mercados de trabalho e imobiliário. As principais bolsas em Wall Street também encerraram a semana no campo negativo.

Inflação doméstica em desaceleração
Contrariando o comportamento do nível geral de preços nos últimos meses, os indicadores de inflação divulgados na semana registraram desaceleração da inflação no início do ano. Tanto o IPC-Fipe de janeiro, quanto o IGP-DI de fevereiro, mostraram alta menor dos preços, comportamento evidenciado também pelo IPC-S.

O cenário corporativo também chamou a atenção na semana. O setor financeiro foi prejudicado pela decisão do Banco Central de exigir depósito compulsório também nas operações de leasing e as duas empresas de maior peso no Ibovespa estiveram em foco.

Enquanto as negociações da Vale com a Xstrata continuaram a chamar a atenção dos investidores, novas - e maiores - estimativas para o potencial do campo de Tupi favoreceram os papéis da Petrobras.

As variações
Diante da deterioração do cenário externo, o Ibovespa acumulou queda de 3,28%, para 59.076 pontos. Já no mercado de câmbio, o dólar comercial se valorizou 1,37% na semana, a R$ 1,77.

No mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2010, que vem apresentando maior liquidez, projetou taxa de 12,57% na sexta-feira, frente aos 12,69% do final da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 11,05%, queda frente à taxa de 11,08% registrada na sexta-feira anterior.

Agenda para a segunda semana de fevereiro
Na agenda da segunda semana de fevereiro, os investidores estarão atentos às vendas ao mercado varejista norte-americano - Retail Sales e Retail Sales (ex-auto) - com indicadores marcados para quarta-feira (13).

No cenário doméstico, a ênfase fica para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de janeiro, que sairá na terça-feira (13). O indicador orientará novas percepções sobre o controle inflacionário neste começo de ano.

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Bom desempenho de ações da Vale contrasta com cenário incerto do Ibovespa

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
08/02/08 - 19h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Com ocorrências pesando para os dois lados, o rumo dos mercados mostrou-se incerto ao longo do dia, com o Ibovespa oscilando entre leves altas e baixas. Mas um papel em especial vem chamando a atenção por seu bom desempenho nesta sexta-feira (8), o da Vale.

As ações preferenciais classe A da companhia apresentaram valorização de 1,81%, cotadas a R$ 45,40, enquanto os papéis ordinários fecharam com alta de 2,09%. Ainda assim, ambos os ativos acumulam desvalorização superior a 10% desde o início do ano.

Além do preço baixo dos papéis, os desdobramentos da questão da consolidação do setor de mineração e a cotação das commodities no mercado internacional compõem o cenário para a empresa, e podem ajudar a explicar a performance dos ativos.

Forte avanço do níquel e do cobre
Sem grandes novidades a respeito do processo de oferta pela mineradora anglo-suíça Xstrata, ganha foco a forte valorização do cobre e do níquel no mercado internacional.

O primeiro apresenta alta superior a 3% na bolsa mercantil de Londres nesta sexta-feira, enquanto o níquel, do qual a Vale é responsável pela maior produção mundial, avança mais de 2% na London Metal Exchange.

Além do cobre e do níquel, o minério de ferro também entra em evidência, com o reajuste do metal podendo a qualquer momento ser anunciado. Grande parte dos analistas projeta um forte avanço do preço do produto, com projeções que chegam a 70%.

Consolidação também em pauta
O cenário de consolidação do setor, que a cada dia parece mais inevitável, também tende a favorecer a mineradora brasileira, mesmo caso a Vale não participe. Com o setor mais concentrado, aumenta o poder de barganha das grandes produtoras internacionais, ponto positivo para a Vale.

Com as recentes investidas da BHP Billiton pela Rio Tinto, a Vale corre atrás da aquisição da Xstrata. Para Ricardo Tadeu Martins, gerente de pesquisa da corretora Planner, a compra da anglo-suíça deve mesmo sair.

"A Vale é consolidadora, e não consolidada, e vai buscar se posicionar bem dentro de seu mercado, contra-atacando eventuais investidas das rivais."

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Ações da Petrobras têm forte alta, após aumento de estimativa para Tupi

Por: Equipe InfoMoney
07/02/08 - 20h00
InfoMoney

SÃO PAULO - As ações da Petrobras (PETR4) contrariaram a tendência de queda do Ibovespa e fecharam com forte alta de 3,10%, cotadas a R$ 81,25, após o BG Group aumentar suas estimativas para o campo Tupi. Vale ressaltar que os papeis da empresa estiveram entre as 5 maiores altas do Ibovespa.

A companhia britânica alterou consideravelmente sua projeção, de um valor entre 1,7 bilhão e 10 bilhões de barris, para algo entre 12 e 30 bilhões de barris. Sua participação neste campo é de 25%, enquanto a estatal brasileira detém 65% e a Galp possui 10%.

Positivo, mas menos confiável
A corretora Brascan entende que a notícia é positiva para as ações da Petrobras, embora entenda que a avaliação da bacia pela empresa brasileira, de 5 a 8 bilhões de barris, é mais precisa, em virtude do maior expertise da empresa em águas profundas e no que envolve a camada pré-sal.

Ademais, a empresa reiterou que Tupi agrega cerca de R$ 7,20 por ação à Petrobras, prejudicada por alto desconto a valor presente, uma vez que a operação comercial deverá ocorrer somente em 2013.

Contudo, a Brascan manteve recomendação acima da média (outperform) para as ações preferenciais, com preço-alvo de R$ 107,35 por ação ao fim de 2008 - upside de 36,2%.

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Mercado avalia cada indicador dos EUA como uma potencial fonte de tensão

Por: Rodolfo Cirne Amstalden
08/02/08 - 19h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Na terça-feira (5), o setor de serviços dos EUA trouxe grande preocupação aos mercados. Marcando 41,9 pontos, o ISM Services ignorou as projeções de 53 pontos e foi interpretado como sinal inequívoco de recessão econômica.

A notícia negativa foi culpa dos dados, sem dúvidas. Mas também das estimativas. "Os analistas estão errando profundamente os indicadores", afirma Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros.

Luiz considera que "nem mesmo as melhores ferramentas de previsão funcionam direito com essa volatilidade". Assim nascem alguns imprevistos, para o bem e para o mal. Surpresas que podem despontar também na próxima semana.

Quanto é o bastante?
Na quarta-feira, a agenda norte-americana revelará o Retail Sales. Segundo o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, "um indicador de grande importância para a semana que vem".

Por ora, o consenso indica estabilidade para as vendas ao varejo dos EUA. Impressão já conservadora após a decepção com o setor de serviços. Porém, não há como dizer quanto conservadorismo é o bastante diante da crise corrente. "Por enquanto, não é prudente contar com indicadores positivos", sugere o economista do Schahin.

Órfão do exterior
Cientes do cenário complicado, investidores estrangeiros parecem estar abandonando suas apostas nas ações brasileiras. Para Silvio Campos Neto, "as saídas de recurso são agora uma rotina; e no mês de janeiro, esse movimento foi bem forte".

A migração da renda variável emergente para a renda fixa desenvolvida deixa uma série de evidências. Como exemplo, Luiz Roberto Monteiro nota que "muitos assumiram posições vendidas em Ibovespa futuro; ou seja, um mau sinal".

O assessor da Souza Barros descarta mudanças desse vetor no curto prazo: "o movimento ainda é de saída". Reforçando a percepção, o economista do Schahin avalia que a volta do investidor estrangeiro está restrita a eventos pontuais. Sem recursos de fora, Silvio não mede palavras para um alerta: "o interesse pela bolsa está prejudicado".

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quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Indicadores

Hoje

- O Banco Central divulga a pesquisa semanal Focus (8h30)
- O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio divulga os dados da Balança Comercial (10h)
- Nos Estados Unidos, saem os pedidos de empréstimos hipotecários (10h)
- Estados Unidos divulgam o desempenho da produtividade da economia americana e o custo da mão-de-obra do quarto trimestre (11h30)

Quinta-feira

- Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) revela o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da cidade de São Paulo em janeiro (7h)
- BC divulga o fluxo cambial de janeiro
- CNI publica os indicadores industriais de dezembro
- Nos Estados Unidos, governo divulga os números do crédito ao consumidor (18h) e os novos pedidos de seguro-desemprego (11h30)
- Banco Central Europeu faz reunião e decide se muda ou não a taxa de juro da zona do euro
- Banco da Inglaterra decide se altera ou não taxa de juros do Reino Unido

Sexta-feira

- Fundação Getúlio Vargas divulga o IPC-S na 1ª prévia de fevereiro e o IGP-DI de janeiro (8h)
- IBGE revela a produção industrial de dezembro (9h30)
- Nos Estados Unidos, saem os estoques no atacado em dezembro (13h)

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Bolsas fecham em forte queda com retração do setor de serviços

Agências internacionais
06/02/2008

As bolsas americanas e européias caíram ontem com os temores crescentes de uma cada vez mais provável recessão americana. As bolsas de Nova York sofreram forte queda, após a primeira redução da atividade no setor de serviços nos Estados Unidos em quase cinco anos.

O índice Dow Jones caiu 2,92% e o Nasdaq, das ações de alta tecnologia, 3,08%, para 2.309,57. O índice ampliado Standard & Poor's com as 500 ações mais negociadas teve queda de 3,20%, para 1.336,67 unidades.

"Um índice marcadamente mais fraco que o previsto sobre a atividade nos serviços aumentou os temores sobre uma possível recessão", explicou Al Goldman, analista da AG Edwards.

Em janeiro, o índice ISM de atividade no setor de serviços caiu de 54,4 para 41,9 em janeiro, a maior queda e o menor nível desde outubro de 2001, depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, quando a economia americana entrou em recessão.

É também a primeira vez desde março de 2003 que o índice ultrapassa a barreira dos 50, sinal de uma redução da atividade. Esta queda do índice surpreendeu os mercados, que previam 53.

Na segunda-feita, as bolsas americanas já haviam fechado em baixa, arrastadas pelo mau desempenho das ações de empresas financeiras, depois que algumas corretoras retiraram suas recomendações de compra dos títulos da American Express, entre outras companhias, prevendo um desaquecimento do consumo dos americanos se a economia entrar em recessão. O Dow Jones Industrial desvalorizou 108,03 pontos, para 12.635,16.

Lena Komileva, economista da Tullett Prebon, disse que os dados reforçam a noção de que as ações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano ) têm sido inócuas para evitar a recessão, apesar de sua agressividade. "Os cortes de taxas promovidos pelo Fed não são a resposta para essa crise de crédito e não podem prevenir a queda de confiança na economia real", disse.

Na Europa, o indicador ISM que mostrou baixa atividade no setor de serviços reacendeu os temores quanto à economia americana, levando as bolsas de valores européias a encerrar com forte queda ontem. Na sessão, as ações de financeiras e de montadoras lideraram o recuo.

O índice europeu de blue-chips FTSEurofirst 300 fechou o dia em baixa de 3,2%, a 1.313 pontos. Na Europa ocidental, todos os 16 principais índices nacionais ficaram no vermelho.

Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 2,63%, a 5.868 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX despencou 3,36%, para 6.765 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 3,96%, para 4.776 pontos. Em Milão, o índice Mibtel encerrou em queda de 3,06%, a 25.669 pontos. Em Madri, recuou 5,19%, para 12.814 pontos. Em Lisboa, baixa de 3,48%, para 11.078 pontos.

As bolsas asiáticas também tiveram um dia de fortes perdas, em que pesaram o mal desempenho de papéis do setor financeiro depois que empresas de crédito americanas e bancos tiveram sua recomendação reduzida, semeando temores de que seus problemas possam se espalhar globalmente pelo setor. As bolsas em Tóquio, Hong Kong e Sidney caíram entre 0,8 e 1,5%. O índice MSCI da Ásia Pacífico exceto Japão perdeu 0,6%.

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Intenção de elevar investimentos no trimestre persiste para 66% dos empresários do país

Valor Online
06/02/2008 19:31

SÃO PAULO - A perspectiva de crescimento econômico do país e a aposta em continuidade do aumento do emprego, da renda e da oferta de crédito para o consumo parecem dar ânimo para que os empresários brasileiros apostem em mais investimentos. A constatação vem de pesquisa da Serasa, onde foi apontado que 66% das empresas consultadas esperam elevar os investimentos nos três primeiros meses deste. Considerando todo o primeiro semestre, essa fatia aumenta para 68%.

O levantamento, feito na segunda semana de janeiro com 1.007 empresas de todos os setores, portes e regiões do país, revela ainda que as empresas mais confiantes nesse quesito estão no setor de Serviços, onde 71% dos empresários elevarão investimentos no primeiro trimestre e 55% deles acreditam que os estoques ficarão equilibrados tanto no primeiro trimestre deste ano, como no semestre, quando a proporção passa para 57%.

Essa intenção favorável de investir pode ter amparo na avaliação de que o Produto Interno Produto (PIB) do Brasil deve ficar maior neste ano na opinião de 69% dos entrevistados. E mesmo que a maioria acredite que o real deva continuar ganhando valor sobre o dólar - previsão feita por 63% dos empresários - a previsão para os indicadores de emprego e renda é de evolução para 46% e 43% dos entrevistados, respectivamente.

Outro fator de impulso para o consumo é a oferta de crédito. Para 79% dos consultados, haverá aumento dos financiamentos para pessoas físicas e jurídicas nos três meses iniciais de 2008. No período de seis meses, a fatia de bancos que apostam na expansão é de 80% no caso do crédito ao consumo e de 75% para o crédito destinado a empresas.

Com essa estimativa de evolução, as previsões são de aumento tanto da inadimplência como do endividamento. No primeiro caso, 49% dos empresários acham que haverá aumento e 32% projetam estabilidade. No caso do endividamento, o avanço é esperado por 66% dos entrevistados.

Essas estimativas para o crédito não devem, no entanto, alterar as proporções de modalidades de pagamento. As empresas avaliam que a composição das vendas à vista e a prazo devem continuar de 34% para 66%, respectivamente, tanto para o trimestre como para o período semestral.

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Qual candidato à presidência norte-americana mais beneficiará o Brasil?

Por: Gustavo Kahil
06/02/08 - 19h00
InfoMoney

SÃO PAULO - A liderança do governo norte-americano mudará de mãos em 2009. George W.Bush deixa o cargo depois de oito anos de governo republicano na Casa Branca e a briga pela sucessão já agita o cenário político entre democratas e republicanos.

A chamada "Superterça" nesta semana ajudou na definição do candidato do lado da atual administração. O veterano da guerra do Vietnã, John McCain, consolidou a liderança entre os republicanos, mas a fixação do candidato democrata promete ser acirrada.

Pelo lado democrata, enquanto a senadora Hillary Clinton venceu nos estados com mais delegados, como a Califórnia, Barack Obama ganhou no maior número deles, o que conferiu uma ligeira superioridade à ex-primeira dama, mas manteve a disputa indefinida.

E o Brasil?
Nos últimos meses os eleitores nos EUA debatem amplamente as opiniões sobre os temas mais importantes da vida norte-americana, como a guerra no Iraque e a desaceleração da economia. E o Brasil?

"Na pré-campanha nada foi debatido sobre a América Latina ou Brasil", afirma Ricardo Ribeiro, analista político da MCM Consultores. Para ele, o mais próximo que a discussão pode chegar é no eleitorado imigrante do México. Não somos preferência na pauta.

Nos dois mandatos de Bush, a conversa mais intensa deu-se sobre o desenvolvimento de pesquisas e do mercado de etanol. Muito alarde. A tarifa de importação do etanol brasileiro nos EUA continua, enquanto pesquisadores estudam as melhores maneiras de criar um mercado produtor e consumidor internacional.

Protecionismo
"A relação do futuro presidente com a América Latina deve continuar no nível de baixa prioridade", explica Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Barbosa, que também foi embaixador do Brasil em Washington de junho de 1999 a março de 2004, acredita ainda que dependendo da situação da economia norte-americana, o lado protecionista pode ser intensificado, independentemente do presidente.

"Isso deve afetar as nossas exportações para os EUA e, se mantidos os níveis dos subsídios, para terceiros mercados", afirma. E, como o foco principal é a situação econômica interna, como o emprego e a previdência, o Brasil fica definitivamente de fora das páginas iniciais da agenda política.

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