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sábado, janeiro 19, 2008

Ibovespa ainda não chegou a "fundo do poço" e analistas esperam mais perdas

Por: Juliana Pall Farias
17/01/08 - 18h15
InfoMoney

SÃO PAULO - O Ibovespa parece não encontrar fôlego para traçar recuperação depois de sucessivos pregões de fortes perdas. E a percepção geral é que, mesmo que o mercado mostre repiques no curtíssimo prazo, os investidores podem aguardar mais desvalorização na renda variável.

O sentimento de desconforto lá fora é muito grande e não há, ao menos no curto prazo, perspectiva de boas notícias que possam sustentar uma melhora de ambiente, afirma Sílvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.

"É difícil no curto prazo imaginar que o Ibovespa já chegou no pior nível possível e que daí em diante é só esperar a alta", diz o economista. A agenda econômica carregada e a expectativa em torno da decisão do Federal Reserve reservam boa dose de volatilidade às bolsas.

O pior dos mundos
Em reversão ao otimismo presente no ambiente de negócios até o mês de novembro, a despeito dos sinais negativos emitidos pela economia norte-americana, Adriano Moreno, estrategista da Futura Investimentos, enxerga um processo de reprecificação dos mercados de risco no mundo todo. Atualmente, o que se observa é a transição entre o otimismo de certa forma exagerado do final de 2007 para um cenário extremamente pessimista.

"O pior dos mundos está sendo embutido nos preços", diz Moreno, que acredita que no patamar de 50.000/53.000 pontos, o Ibovespa encontraria o "fundo do poço", ou seja, a precificação deste viés amplamente negativo esperado pelos agentes. Corroborando a percepção de que, no curto prazo, há espaço para mais perdas, dado o viés negativo dos agentes sobre o diagnóstico da economia norte-americana.

Inês Filipa Marques Pereira, economista da Arkhe Corretora, compartilha da opinião de que mais queda no curto prazo está por vir. Depois do forte desempenho do mercado acionário brasileiro no quarto trimestre do último ano, a economista vê a atual realização de lucros como "saudável", em ajuste não só à deterioração do cenário econômico nos EUA, mas também como forma de correção à alta do mercado por si, em determinados pontos sem informação relevante para sustentar-se.

Reversão de tendência está descartada?
Mas apesar da perspectiva de que a Bolsa brasileira deva enfrentar mais volatilidade no curto prazo e que o caminho está aberto para desvalorização adicional dos ativos, fica mantida a estimativa de que 2008 será positivo para a renda variável.

Como Moreno, da Futura Investimentos, enxerga a precificação de um cenário amplamente negativo nos preços dos ativos, a aposta é que qualquer notícia de alívio traga ânimo à Bovespa, e que a partir do segundo semestre o mercado dê início a um processo de forte recuperação. O estrategista ainda sugere os investidores que se atentem às boas oportunidades que surgiram na Bolsa com as recentes perdas.

Inês Pereira também acredita que a tendência de alta em 2008 não sofre ameaça, ainda que os ganhos deste ano sejam mais modestos do que o verificado em 2007. "Não há fatores econômicos que possam afetar efetivamente os resultados das empresas". O que pode ocorrer é uma redução nos lucros por conta do menor crescimento econômico, mas sem que isto impeça bons resultados corporativos.

Sílvio Campos Neto destaca ainda que as commodities, sustentadas principalmente pela expectativa de sólido crescimento na Ásia, ainda se encontram em patamar firme, contribuindo com o cenário esperado de valorização na Bovespa passada a atual fase de ajuste e turbulência. Os riscos internos, basicamente concentrados no setor de energia e nas pressões inflacionárias, não devem trazer surpresas negativas.

O ponto de questionamento da reversão da tendência de alta da bolsa, na opinião do economista-chefe do banco Schahin, está no quadro internacional, mais precisamente na incógnita sobre o ajuste econômico nos EUA e no risco de quebra de algum grande banco no país. "Se prevalecer um pior cenário externo, as expectativas por aqui terão que ser ajustadas para baixo".

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