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sábado, janeiro 19, 2008

Ibovespa ainda não chegou a "fundo do poço" e analistas esperam mais perdas

Por: Juliana Pall Farias
17/01/08 - 18h15
InfoMoney

SÃO PAULO - O Ibovespa parece não encontrar fôlego para traçar recuperação depois de sucessivos pregões de fortes perdas. E a percepção geral é que, mesmo que o mercado mostre repiques no curtíssimo prazo, os investidores podem aguardar mais desvalorização na renda variável.

O sentimento de desconforto lá fora é muito grande e não há, ao menos no curto prazo, perspectiva de boas notícias que possam sustentar uma melhora de ambiente, afirma Sílvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.

"É difícil no curto prazo imaginar que o Ibovespa já chegou no pior nível possível e que daí em diante é só esperar a alta", diz o economista. A agenda econômica carregada e a expectativa em torno da decisão do Federal Reserve reservam boa dose de volatilidade às bolsas.

O pior dos mundos
Em reversão ao otimismo presente no ambiente de negócios até o mês de novembro, a despeito dos sinais negativos emitidos pela economia norte-americana, Adriano Moreno, estrategista da Futura Investimentos, enxerga um processo de reprecificação dos mercados de risco no mundo todo. Atualmente, o que se observa é a transição entre o otimismo de certa forma exagerado do final de 2007 para um cenário extremamente pessimista.

"O pior dos mundos está sendo embutido nos preços", diz Moreno, que acredita que no patamar de 50.000/53.000 pontos, o Ibovespa encontraria o "fundo do poço", ou seja, a precificação deste viés amplamente negativo esperado pelos agentes. Corroborando a percepção de que, no curto prazo, há espaço para mais perdas, dado o viés negativo dos agentes sobre o diagnóstico da economia norte-americana.

Inês Filipa Marques Pereira, economista da Arkhe Corretora, compartilha da opinião de que mais queda no curto prazo está por vir. Depois do forte desempenho do mercado acionário brasileiro no quarto trimestre do último ano, a economista vê a atual realização de lucros como "saudável", em ajuste não só à deterioração do cenário econômico nos EUA, mas também como forma de correção à alta do mercado por si, em determinados pontos sem informação relevante para sustentar-se.

Reversão de tendência está descartada?
Mas apesar da perspectiva de que a Bolsa brasileira deva enfrentar mais volatilidade no curto prazo e que o caminho está aberto para desvalorização adicional dos ativos, fica mantida a estimativa de que 2008 será positivo para a renda variável.

Como Moreno, da Futura Investimentos, enxerga a precificação de um cenário amplamente negativo nos preços dos ativos, a aposta é que qualquer notícia de alívio traga ânimo à Bovespa, e que a partir do segundo semestre o mercado dê início a um processo de forte recuperação. O estrategista ainda sugere os investidores que se atentem às boas oportunidades que surgiram na Bolsa com as recentes perdas.

Inês Pereira também acredita que a tendência de alta em 2008 não sofre ameaça, ainda que os ganhos deste ano sejam mais modestos do que o verificado em 2007. "Não há fatores econômicos que possam afetar efetivamente os resultados das empresas". O que pode ocorrer é uma redução nos lucros por conta do menor crescimento econômico, mas sem que isto impeça bons resultados corporativos.

Sílvio Campos Neto destaca ainda que as commodities, sustentadas principalmente pela expectativa de sólido crescimento na Ásia, ainda se encontram em patamar firme, contribuindo com o cenário esperado de valorização na Bovespa passada a atual fase de ajuste e turbulência. Os riscos internos, basicamente concentrados no setor de energia e nas pressões inflacionárias, não devem trazer surpresas negativas.

O ponto de questionamento da reversão da tendência de alta da bolsa, na opinião do economista-chefe do banco Schahin, está no quadro internacional, mais precisamente na incógnita sobre o ajuste econômico nos EUA e no risco de quebra de algum grande banco no país. "Se prevalecer um pior cenário externo, as expectativas por aqui terão que ser ajustadas para baixo".

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Vale prepara oferta para comprar Xstrata

Mineradora já está buscando financiamento para operação, que custaria entre 70 e 90 bilhões de dólares

EXAME A Vale, maior empresa privada brasileira, está nos estágios finais da formação de um consórcio de bancos para financiar a compra da mineradora anglo-suíça Xstrata, sexta maior do mundo. De acordo com executivos familiarizados com as negociações, a Vale já obteve sinalização positiva de pelo menos oito bancos estrangeiros, entre eles HSBC, Credit Suisse, Citigroup, Santander, BNP Paribas, Barclays e RBS. A aquisição da Xstrata custaria entre 70 e 90 bilhões de dólares à Vale. Segundo um executivo próximo à cúpula da mineradora, as conversas estão adiantadas, o que pode acelerar a divulgação da oferta. Nesta sexta-feira, as ações da Xstrata tiveram uma valorização de 8,6% em razão dos rumores de que a oferta da Vale era iminente.

Para viabilizar a transação, os executivos da Vale trabalham para resolver uma complexa equação: como comprar a Xstrata e, mesmo assim, manter o status de empresa com grau de investimento, considerada um porto seguro pelos investidores? “Em resumo, eles precisam oferecer o máximo possível em ações da Vale, e menos em dinheiro”, diz um executivo próximo à mineradora. “Assim, reduziriam o tamanho da dívida necessária para fazer a aquisição e, com isso, manteriam o grau de investimento”. Somente com o grau de investimento garantido os bancos teriam disposição de emprestar o montante que a Vale precisa para fazer a oferta. Num momento difícil para o mercado de crédito, em que as principais instituições financeiras do mundo anunciam prejuízos históricos, os bancos encontrariam grandes dificuldades em colocar dinheiro numa operação efetuada por uma empresa considerada insegura pelos investidores.

Aquisições feitas com um misto de dinheiro e ações são comuns, mas se tornam mais difíceis em empresas com a estrutura acionária da Vale. A mineradora brasileira tem ações ordinárias e preferenciais. Para que uma fusão com a Xstrata não altere seu bloco de controle, a moeda nas mãos dos executivos da Vale são suas ações preferenciais, sem direito a voto. Aí, portanto, está o problema: em negociações que acontecem há semanas em Londres, a Vale tenta convencer os donos da Glencore, maior acionista da Xstrata com 35% do capital, a aceitar um pacote de ações preferenciais como pagamento. Segundo EXAME apurou, a probabilidade de que a Glencore aceite a oferta em ações preferenciais cresceu significativamente nos últimos dias. Caso o negócio vá adiante, a Vale diversificaria ainda mais suas operações, em áreas como carvão e cobre, e formaria um gigante estimado em 220 bilhões de dólares.

Não se descarta, porém, que os executivos da Vale desistam de fazer a proposta, dado o risco da operação. Uma oferta desse tamanho seria o mais agressivo passo já dado por uma empresa brasileira no mercado internacional — a transação seria pelo menos quatro vezes maior que a aquisição da canadense Inco, em 2006. Uma porta-voz da Vale afirmou que a empresa não comenta rumores.

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terça-feira, janeiro 15, 2008

Especial Ibovespa: graças à Vale, Bradespar deve marcar mais um bom ano em 2008

Por: Gabriel Ignatti Casonato
14/01/08 - 20h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Nesta segunda-feira (14), tem seqüência a cobertura especial de notícias da InfoMoney sobre os papéis que compõem o Ibovespa, com os investidores tomando conhecimento das expectativas dos analistas para as ações preferenciais da Bradespar em 2008.

No ano passado, os papéis da holding com participação acionária na Vale e na CPFL Energia subiram expressivos 86%, impulsionados principalmente pelo bom desempenho da mineradora no período, já que a companhia tem suas receitas e ganhos originados dos balanços das empresas em que investe.

Os resultados trimestrais recordes da Vale e, em menor proporção, as boas performances operacionais da CPFL, renderam à holding cifras superiores àquelas observadas em 2006, o que impactou de forma positiva as ações do grupo.

Neste contexto, diante da expectativa promissoras para o mercado de minério de ferro, os analistas se mostram otimistas com a possibilidade de a Bradespar manter o forte ritmo de crescimento e os bons números verificados no último ano.

No caminho da Vale
Incorporando as perspectivas positivas para o desempenho da Vale em 2008, com a percepção de forte demanda chinesa sem a contrapartida de crescimento proporcional da oferta de minérios, os analistas demonstram, em sua maioria, expectativas animadoras para o rumo das ações da Bradespar neste ano.

Considerando a companhia como um bom veículo de investimento para a Vale e sua participação significativa na mineradora, a Brascan Corretora ressalta que uma eventual venda de ativos da Vale provavelmente pagará um prêmio sobre o valor justo dos papéis da holding.

Já o Credit Suisse recomenda que os investidores interessados em exposição nos fundamentos da Vale também mantenham posições na Bradespar, especialmente em razão da intensa atividade de fusões e aquisições na indústria de mineração.

Segundo o banco de investimento suíço, por ter participação relevante no bloco de controle da mineradora, os papéis da empresa deveriam operar com prêmio frente aos dela, o que ainda não ocorre.

Holding tem suas vantagens
Outro ponto favorável apontado pelos analistas é a vantagem de se investir em uma holding. Para muitos deles, uma das estratégias mais interessantes para se obter sucesso é a de diversificar o investimento alocado com ações em companhias de diferentes setores, reduzindo assim os riscos.

Tendo em vista esta avaliação, a holding aparece como uma excelente opção estratégica, já que ela tem como atividade principal a participação acionária em uma ou mais empresas. Assim, ao aplicar na Bradespar, indiretamente você também investe em outras companhias, no caso Vale e CPFL.

"A grande vantagem da holding é diluir um pouco o risco do investimento, porque às vezes se um negócio não vai tão bem, outro acaba gerando um efeito positivo, o que não o deixa a mercê do desempenho de apenas um setor", avalia a Win, Homebroker da Alpes Corretora.

Recomendação de compra
Acreditando que o momento pode ser favorável aos papéis da Bradespar, o UBS Pactual recomenda a compra e estima um preço-alvo de R$ 60,00 para o final do ano, mesmo valor projetado pela Senso Corretora, o que representa um upside de 37% com base no fechamento do pregão desta segunda-feira.

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domingo, janeiro 13, 2008

IPOs podem ser adiados com manutenção de problemas nos EUA, diz banco

SÃO PAULO - O ritmo de IPOs (Initial Public Offerings) no Brasil pode ser adiado se a fraqueza do mercado norte-americano permanecer, avalia o banco de investimentos UBS em relatório publicado nesta sexta-feira (11).

"Poderemos ver adiamentos agendados para os próximos meses", diz o banco. As estimativas da instituição prevêem entradas de US$ 2,6 bilhões de recursos para as ofertas. O ingresso, entretanto, pode não se materializar, admite a instituição.

Segundo o banco, o discurso de Bernanke na última sessão deixou a porta aberta para um corte de 50 pontos-base na taxa básica de juro norte-americana, mas também reforça o fato de que a economia está desacelerando em um ritmo maior do que o previsto.

Investimentos estrangeiros

"Isso poderia ter um impacto negativo nas expectativas de investimentos estrangeiros na economia brasileira", projeta o UBS. Em 2007, 64 empresas lançaram ações pela primeira vez na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). A captação chegou a R$ 55,5 bilhões com IPOs.

No ano passado, a participação dos estrangeiros nas ofertas públicas de ações, incluindo os IPOs, representou 75,4% do total de R$ 65,5 bilhões das operações realizadas. Os números são referentes aos anúncios de encerramento publicados até 3 de janeiro.

O saldo de investimentos estrangeiros total da bolsa no ano passado ficou positivo em R$ 1,1 bilhão, segundo dados da Bovespa. O número de IPOs tem sido crescente desde 2004, quando foram realizadas sete operações. Em 2005 foram nove e, em 2006, 26 empresas iniciaram as negociações.

Empresas aguardando para abrir capital
Moura Deubex Engenharia Banco Fibra Banco Industrial do Brasil Vix Logística
Marítima Seguros Droga Raia MB Engenharia G Barbosa
Imcopa Participações Tivit Bio Capital LLX Logística
Direcional Engenharia PST Eletrônica UAB Motors Unidas
Mineração Caraíba Norse Energy Nutriplant Locaweb
Banco Bonsucesso Campos Verdes Brazilian Finance & Real Estate LDC Bioenergia
Petroquímica Comodoro Rivadavia Alupar Investimentos Fir Capital -
*Fonte: Comissão de Valores Mobiliários

Aproximando-se de 2007

O ano começa com 27 empresas aguardando a aprovação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para lançar papéis pela primeira vez na bolsa. Além disso, 10 outras empresas aguardam aprovação para retornar ao mercado com uma nova oferta de papéis.

Em coletiva realizada com a imprensa em dezembro do ano passado, o vice-presidente da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimentos), Luiz Fernando Resende, disse acreditar em um número de operações próximo ao visto em 2007.

Na ocasião, Resende afirmou que, a despeito da turbulência que tomou conta das bolsas globais, os desdobramentos da crise subprime não devem limitar a evolução das ofertas de ações em 2008, apesar de prever um volume menor.

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sexta-feira, janeiro 11, 2008

Bolsa fecha em alta de 1,34% e recupera quase todas as perdas do ano

Da Redação
Em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,34% nesta quinta-feira, influenciada por notícias otimistas vindas dos Estados Unidos e pelos rumores sobre as negociações envolvendo a Oi (antiga Telemar) e a Brasil Telecom. O volume negociado foi de R$ 6,78 bilhões. A cotação do dólar comercial fez o caminho inverso e fechou a R$ 1,757 na venda, queda de 0,68%.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, avançou 0,92%. O termômetro de tecnologia, o Nasdaq, subiu 0,56%.

Com a subida de hoje, o Ibovespa (Índice Bovespa, o principal da Bolsa brasileira) atingiu 63.515 pontos, encostando no patamar em que iniciou o ano (63.886). Recuperou, portanto, quase todas as perdas deste início de 2008. Na primeira semana do ano, que teve apenas três dias úteis, o indicador havia caído 4,46%.

EUA: juros devem cair
O discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), elevou as expectativas de que a instituição realizará novo corte no juro básico americano. A decisão sobre a taxa está marcada para o dia 30 de janeiro.

O chefe da autoridade monetária americana afirmou que está pronto para agir diante do enfraquecimento da economia. Disse, ainda, que as perspectivas inflacionárias estão "razoavemente bem ancoradas".

As palavras de Bernanke, pouco antes das 16h (horário de Brasília), animaram investidores apenas pontualmente. Depois, os principais índices de ações dos Estados Unidos perderam fôlego.

"Os mercados já estavam precificando a chance de o Fed estender os cortes", afirmou Alexandre Lintz, estrategista-chefe do BNP Paribas no Brasil. Isso significa que, antes do discurso, o preço das ações já correspondia à expectativa de queda do juro básico americano.

No final do dia, perto do fechamento dos negócios, os indicadores subiram após a informação de que a Countrywide, maior instituição hipotecária daquele país, pode ser vendida para o Bank of America.

Oi impulsiona Bovespa
As ações do grupo Oi dispararam nesta quinta e contribuíram para o fechamento positivo do Ibovespa. Os papéis preferenciais (sem direito a voto, mas com preferência na distribuição de dividendos) da Telemar saltaram 13,6%.

As ações ordinárias (com direito a voto) avançaram cerca de 10%. As da Telemar Norte Leste tiveram alta de 5,4%.

Reportagem publicada hoje na "Folha de S.Paulo" afirma que a Oi acertou o preço de compra da Brasil Telecom (acesso para assinantes do jornal ou do UOL).

Ainda, o banco Morgan Stanley elevou a recomendação para os ADRs (American Depositary Receipts) da Tele Norte Leste, passando de "underweight" (abaixo da média do mercado) para "overweight" (acima da média).

ADRs são papéis emitidos nos EUA e negociados como se fossem ações. Os da Tele Norte Leste subiram mais de 10% em Nova York na quarta-feira e terminaram cotados a US$ 23,98.

"Acreditamos que, antes de uma fusão ocorrer, ambas as companhias precisam fazer uma reestruturação da base acionária", opinaram analistas do Morgan Stanley em relatório. O banco colocou preço-alvo para os ADRs da Tele Norte Leste de US$ 31 no final de 2008.

As ações da Petrobras fecharam em queda de 0,97% nesta quinta-feira, cotadas a R$ 84,10. As da Vale avançaram 3,09%, para R$ 50.

As ações na Europa, que encerraram os negócios do dia antes do discurso de Bernanke, atingiram o menor nível do ano.

As Bolsas da Ásia, com exceção da China, fecharam em baixa, com alerta de crise nos EUA.

(Com informações de Agência Estado, EFE, Valor Online e Reuters)

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Analistas indicam papéis para investidor enfrentar possível recessão nos EUA

Por: Gustavo Kahil
10/01/08 - 11h00
InfoMoney

SÃO PAULO - A recessão bate na porta da maior economia do mundo e assusta investidores por todo o globo. Analistas já começam a visualizar a crescente probabilidade da construção deste cenário e a prever um quadro incerto para o mercado financeiro.

No posto de maior economia do mundo, uma desaceleração nos EUA também afeta os resultados de companhias brasileiras, além de reduzir os investimentos estrangeiros na bolsa, prejudicando o mercado como um todo.

Seis analistas de diferentes instituições consultadas pela InfoMoney na segunda semana de janeiro indicaram ações mais adequadas para o investidor que deseja manter alocação de recursos na bolsa em um ambiente com a economia norte-americana em recessão.

Resultados sólidos
"O investidor tem que fugir de apostas nesta hora e buscar empresas com histórico de resultados sólidos", explica Fausto Gouveia, analista da Win, homebroker da Alpes Corretora. A sua carteira tem ativos como Petrobras, Vale, Itaú, Usiminas, BM&F e Sadia.

Catarina Pedrosa, chefe do departamento de análise para a América Latina do Banif, também aposta nas ações da Vale. "Os EUA não compram minério de ferro e a demanda na China deve seguir aquecida". Apesar de não trabalhar com um cenário recessivo em suas projeções, a analista escolhe os papéis do Bradesco, Vale e MMX.

Aposta no Brasil
Entre as empresas mais citadas, destaque às ligadas ao consumo interno, que devem tirar proveito do momento favorável da economia brasileira. "O varejo terá mais um ano forte", diz Rafael Cintra, analista da Link Investimentos.

Em sua lista, Cintra insere Lojas Americanas, B2W, Perdigão, Embraer, Suzano Papel e Celulose, Duratex, Cemig e CPFL Energia. "Quem deseja assumir riscos pensando no médio e longo prazo, precisa focar em ações ligadas ao consumo, geração de caixa e dividendos", avalia Gustavo Barbeito, analista da Prosper Gestão de Recursos.

Indicações para recessão nos EUA
Instituição Recomendações

Prosper Gestão: CPFL Energia, Cemig, Bradesco, Itaú, Guararapes, CCR Rodovias, Vale e Petrobras

Banif: Bradesco, Vale (VALE5) e MMX Mineração
Win (Alpes Corretora): Vale, Petrobras, Itaú, Sadia, BM&F e Usiminas

Ativa Corretora: Telesp, CSN, Souza Cruz, Coelce, AES Tietê, Sabesp, Banco do Brasil, Bradesco, Transmissão Paulista e Terna

ABN AMRO Real Corretora: Sadia, Perdigão, Ambev, Usiminas, Bradesco, Itaú, Unibanco, MRV, Rossi, Rodobens, Duratex, Cemig, CPFL Energia, Copel, Eletropaulo, Tractebel, Telesp, Lojas Americanas e Petrobras

Link Investimentos: Lojas Americanas, B2W, Perdigão, Embraer, Suzano Papel e Celulose, Duratex, Cemig e CPFL Energia
*Fonte: Instituições consultadas

O analista, que espera um ano difícil para o investimento em ações, sugere alocação em CPFL Energia, Cemig, Bradesco, Itaú, Guararapes, CCR Rodovias, Vale e Petrobras. "Se a recessão se confirmar, as bolsas globais irão refletir a aversão ao risco de forma generalizada", prevê Pedro Galdi, analista da ABN Corretora.

Galdi também lista papéis relacionados ao consumo interno como Lojas Americanas, além de apostar em empresas de construção civil com foco em baixa renda a exemplo de Rossi, MRV e Rodobens. Os setores de energia e telefonia fixa também foram lembrados.

Dividendos
Para Mônica Araújo, analista da corretora Ativa, uma posição mais defensiva seria construída com empresas que tenham uma menor variação e com alto nível da geração de caixa, o que reduziria problemas para um possível refinanciamento.

Sob esta perspectiva a analista lista papéis como Sabesp, Banco do Brasil, Bradesco, Transmissão Paulista, Terna e Telesp. A analista ainda lembra da Coelce, AES Tietê, Souza Cruz, CSN e novamente Telesp como ações que podem gerar dividendos.

Mônica, entretanto, alerta: "Isso não quer dizer que as empresas mais defensivas não terão um comportamento parecido ao do índice".

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Discurso de Bernanke promete definir a tendência dos mercados domésticos

Por: Equipe InfoMoney
10/01/08 - 15h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Com o pronunciamento do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, sendo a grande ocorrência do dia, os mercados enfrentam mais uma sessão pautada pela instabilidade.

O risco de recessão na maior economia do mundo, considerado irreversível para uma fatia considerável de analistas, entra em evidência com o discurso programado para as 15h30. A pressão em torno da próxima reunião da autoridade monetária norte-americana aumenta a cada indicador divulgado no país, e os investidores esperam novas pistas a respeito da postura a ser adotada para conter o avanço da crise..

Na última quarta-feira, o banco de investimentos Goldman Sachs comentou o tema e reforçou o coro dos mais pessimistas. A instituição jogou grande responsabilidade sobre as próximas reuniões do Fed, projetando novos cortes que podem levar o juro básico do país a cair mais 2 pontos percentuais até o final do ano.

Internamente, o mercado ainda avalia os dados da primeira prévia de janeiro do IPC-Fipe marcou variação positiva nos preços. E a produção da indústria nacional caiu em 7 das 14 regiões pesquisadas na passagem de outubro para novembro de 2007, segundo levantamento do IBGE.

Ainda assim, os rumores a respeito da provável fusão entre a Brasil Telecom e Oi (ex-Telemar) ganham força e dominam o cenário corporativo. A disparada dos papéis do setor ajuda a sustentar o Ibovespa - principal índice de ações doméstico - no campo positivo, em meio a perdas generalizadas nas praças financeiras globais.

Ibovespa resiste ao vermelho; dólar cai
Em meio a este cenário, o Ibovespa opera em leve alta de 0,53% momentos antes do aguardado pronunciamento. Com esta variação, o índice encosta na margem dos 63 mil pontos, com volume financeiro que soma R$ 3,43 bilhões.

No mercado de câmbio, a cautela proveniente da cena externa pesa sobre os negócios, mas em meio a um leilão de compra de dólar pelo Banco Central, a moeda norte-americana volta a cair, desvalorizando-se 0,23%, a R$ 1,7660.

Maiores altas e baixas
Com os desdobramentos da questão da fusão em foco, os papéis de Brasil Telecom e Telemar dominam as duas pontas do Ibovespa.

O destaque positivo fica por conta das ações preferenciais da Telemar, que disparam 12,54%, mesmo após os expressivos ganhos registrados nas sessões anteriores.

Na contramão, os ativos preferenciais da Brasil Telecom Participações recuam 5,23%, sendo cotados a R$ 26,80.

Entre os destaques de alta estão os papéis de Telemar PN (TNLP4, +12,54%), Telemar ON (TNLP3, +10,29%), Telemar NLeste PNA (TMAR5, +7,95%), Nossa Caixa ON (BNCA3, +4,64%) e Gerdau Met PN (GOAU4, +4,42%). Por outro lado, as ações Brasil T Par PN (BRTP4, -5,23%), Brasil Telecom PN (BRTO4, -5,13%), Petrobras ON (PETR3, -3,15%), Petrobras PN (PETR4, -2,84%) e Klabin PN (KLBN4, -2,76%)se destacam entre as baixas.

Os maiores volumes ficaram com Petrobras PN (PETR4, R$ 563,32 milhões), Vale Rio Doce PNA (VALE5, R$ 398,40 milhões), Telemar PN (TNLP4, R$ 383,18 milhões), Vale Rio Doce ON (VALE3, R$ 143,72 milhões) e Telemar ON (TNLP3, R$ 125,51 milhões).

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Discurso de Bernanke agrada e define tendência positiva aos mercados

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
10/01/08 - 19h07
InfoMoney

SÃO PAULO - Ainda sob a influência dos desdobramentos da crise econômica norte-americana, os mercados enfrentaram uma sessão instável, mas com tendência positiva definida após o aguardado discurso do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke.

Com uma fatia relevante dos analistas considerando a possibilidade de recessão na maior economia do mundo, o pronunciamento de Bernanke ganhou ainda mais peso. O presidente do Fed afirmou que, caso o cenário mude rapidamente, o Federal Reserve deve estar "excepcionalmente" alerta e flexível, reforçando as expectativas em torno de uma flexibilização monetária adicional.

Mesmo com os investidores recebendo bem o discurso, os analistas da Merrill Lynch corroboraram o clima de cautela, ressaltando que os dados da economia do país sinalizam que os Estados Unidos já começaram a entrar em recessão.

Em meio a diferentes pontos de vista, o futuro da taxa básica de juro daquele país ganha maior destaque. Na última quarta-feira, o banco de investimentos Goldman Sachs jogou grande responsabilidade sobre as próximas reuniões do Fed, projetando novos cortes que podem levar o juro básico do país a cair mais 2 pontos percentuais até o final do ano.

Noticiário doméstico também em evidência
Internamente, o plano corporativo dividiu as atenções com o noticiário externo. Os rumores de fusão entre teles Oi/Telemar e Brasil Telecom foram alimentados após uma possível oferta de compra veiculada na imprensa e movimentaram os negócios na bolsa brasileira.

A agenda de indicadores ainda ofereceu novos dados, com a primeira prévia de janeiro do IPC-Fipe, que marcou variação positiva nos preços. Outro acontecimento que atrai os olhares é o início da temporada de resultados corporativos referentes ao quarto trimestre do ano passado, com os números da Aracruz aguardados para a próxima sexta-feira.

Ibovespa avança; dólar cai
Após resistir à instabilidade generalizada dos mercados globais ao longo da sessão e com o apoio a forte escalada dos ativos do setor de telecomunicações, o Ibovespa - principal índice acionário brasileiro - ganhou fôlego com a melhoria do cenário externo após o discurso de Bernanke, e fechou em alta de 1,34%, cotado a 63.515 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 6,66 bilhões.

No mercado de câmbio, o dólar comercial terminou com desvalorização de 0,73%, a R$ 1,7570, também influenciado pelo pronunciamento da autoridade monetária dos EUA.

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quinta-feira, janeiro 10, 2008

Bush estuda estimular economia com incentivos fiscais

09.01.2008 | 10h24 Agência Estado

PublicidadePor Patrícia FortunatoAgência Estado A Casa Branca estuda conceder incentivos fiscais para pessoas físicas, e desta forma estimular o consumo nos EUA e diminuir tributos das empresas para encorajar investimentos, disseram fontes próximas ao assunto ao jornal "Wall Street Jornal".

A principal opção do presidente envolve um incentivo fiscal de cerca de US$ 500 para as pessoas físicas, que seriam encorajadas a consumir, e uma mudança na legislação tributária que permitiria às empresas deduzir dos impostos uma significativa parcela dos investimentos em equipamentos, disseram fontes. Acredita-se que o presidente Bush preparará o pacote de estímulo econômico antes de um importante discurso no dia 28 de janeiro.

Se concluído pelo governo e aprovado pelo Congresso, o plano seria o primeiro grande passo da administração Bush em relação à desaceleração da economia norte-americana. Enquanto as pesquisas mostram que os eleitores estão extremamente preocupados com o futuro de seus recursos, a administração, o Congresso democrata e os candidatos à Presidência competem para aparecer com respostas.

Em conferência de imprensa ontem em Rose Garden, o presidente Bush disse que sua administração vai "olhar todas as opções diferentes". Ele acrescentou: "Estamos observando muito atentamente e ouvindo diferentes idéias sobre o que precisa e o que não precisa ser feito".

A principal opção na lista do presidente é uma repetição da tática utilizada por ele em seu primeiro mandato quando a economia dos EUA passou por desaquecimento. Em 2001, o Tesouro enviou cheques de US$ 300 a US$ 600 para cidadãos do país, entre outras medidas. Os cheques eram antecipações de restituições tributárias, já oriundas de abatimento de impostos. As informações são da Dow Jones.

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Vitórias de Hillary e McCain pode acalmar tensões em Wall Street

Por Caroline Valetkevitch e Kristina Cooke

NOVA YORK (Reuters) - As vitórias de John McCain e Hillary Clinton nas primárias de New Hampshire podem sinalizar uma corrida presidencial menos tensa para Wall Street, já que ambos são vistos como figuras moderadas em seus partidos.

Embora os vencedores das indicações dos partidos republicano e democrata ainda estejam indefinidos, a democrata Hillary e o republicano McCain reformularam o cenário das eleições norte-americanas com suas vitórias em New Hampshire.

A disputa em Iowa, na semana passada, com a vitória do ex-governador republicano do Arkansas Mike Huckabee e do senador democrata Barack Obama, provocou tensão em Wall Street.

"Os mercados odeiam incertezas, e se o país acabar nomeando (para a disputa) esses dois candidatos mais conhecidos, então Wall Street poderá sentir alívio", disse Bob Doll, diretor de investimentos da BlackRock Inc.

McCain, senador por Arizona, é visto por analistas como detentor de um sólido histórico de conservadorismo financeiro, enquanto Hillary, senadora por Nova York, faz alguns investidores lembrarem do governo de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, na década de 1990, quando o mercado de ações prosperou.

Analistas afirmam ainda que a percepção de que Hillary e McCain são moderados dentro de seus partidos diminui os temores de Wall Street com o protecionismo e a alta nos impostos.

"O comércio é importante nessa eleição e esses dois candidatos são pragmáticos e entendem a importância do livre comércio", disse Doll.

Para Michael Darda, economista-chefe da MKM Partners, Hillary e McCain também são vistos como moderados na área de políticas fiscais.

"Eles são centristas, então não haveria uma grande diferença entre ambos na política fiscal, se comparado com os demais candidatos", disse ele.

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Análise: Ofensiva americana anti-recessão agrada

09/01/2008 - 07h58 VALOR ONLINE

SÃO PAULO - Os mercados externos - e, por contágio simbiôntico, os brasileiros - se locomovem em função das respostas inconclusivas e mutantes que, a cada hora, são dadas à seguinte questão: a economia americana conseguirá escapar da recessão?

Medido pela rentabilidade do título com prazo de dez anos do Tesouro americano, o grau internacional de aversão a risco acusou leve aumento, mas só no fechamento. A taxa caiu de 3,8339% para 3,7766%, após alcançar 3,90%. Mas ao longo do dia a ala otimista predominou sobre a pessimista. Por causa de alguns fatores:

1) Os presidentes das regionais da Filadélfia e de Boston do Federal Reserve (Fed), Charles Plosser e Eric Rosengren, respectivamente, mandaram recados similares apesar de terem discursado em eventos distintos e de se posicionarem nas extremidades opostas do pensamento monetário. Plosser é um dos expoentes da turma dos falcões, a que defende o uso da força contra a inflação. E são chamados de pombas os que, como Rosengren, estão sempre mais preocupados com a atividade econômica. Mas ambos passaram a mensagem de que a tendência é de o Fed persistir cortando o juro básico.

2) Crescem os rumores de que, no próximo dia 28, dois dias antes da primeira reunião monetária de 2008 do Fed, em seu discurso sobre o estado da União, o presidente George W. Bush irá anunciar um pacotão emergencial de estímulo ao crescimento econômico. Espera-se em Wall Street medidas fiscais, orçamentárias e da área de seguro-desemprego destinadas a evitar a instalação de um ciclo recessivo nos EUA.

3) Os bancos centrais dos países emergentes mantêm-se vigilantes e atentos aos buracos na liquidez global. Ontem, o BCE emprestou 151,5 bilhões de euros por sete dias, atendendo grande parte da demanda de 283,4 bilhões de euros vinda de 301 bancos.

4) Os balanços corporativos ainda se mostram sólidos.

5) Os analistas acreditam que, como acontece no Brasil, as atuais campanhas eleitorais americanas irão impulsionar a atividade.

Os sinais tênues de distensão externa foram magnificados internamente. A Bovespa subiu 2,15%, sem a chancela do Dow Jones, pois o principal índice da Nyse recuou 1,85%. O risco-país medido pelo JP Morgan caiu 1,74%, para 225 pontos-base. E o dólar comercial desvalorizou-se 0,16%, cotado a R$ 1,7620.

As projeções de CDI caíram no mercado futuro da BM&F apesar da alta de 1,47% registrada pelo IGP-DI em dezembro, acumulando 7,89% no ano. A estimativa de taxa para a virada do ano recuou de 12,06% para 12,02%. O contrato para janeiro de 2010 cedeu de 12,74% para 12,68%. E o "swap" de 360 dias, piso das operações de crédito, recuou de 12,06% para 12,04%.

A queda dos DIs ocorre porque, a despeito da deterioração dos índices relativos a inflação corrente, as expectativas inflacionárias pararam de piorar. Para a LCA Consultores, esse movimento de algum alívio nas expectativas pode ser explicado pelo efeito do anúncio das iniciativas fiscais para compensar a perda de arrecadação com a cobrança da CPMF. Isso ocorre porque o pacote produzirá impacto ligeiramente contracionista sobre a atividade econômica.

"A evolução das expectativas, que continuam a caminhar segundo a trajetória de metas de inflação, contribui para manter reduzida a probabilidade de que o Banco Central venha a promover algum ajuste para cima na Selic nos próximos meses", diz relatório da LCA.

Além deste, outros fatores contribuem para esta visão. Entre eles, a evolução recente dos investimentos. Estes sinalizam que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) deve ter encerrado 2007 com crescimento ligeiramente superior a 13%, taxa acima da estimativa recém-revista para cima pelo BC, de 12,2%.

A consultoria destaca que esta evolução da FBCF aponta, por sua vez, que o crescimento potencial do PIB provavelmente encerrou o ano passado na faixa de 4,5% a 5%. "Como tanto os mercados como o BC projetam um crescimento efetivo do PIB em 2008 da ordem de 4,5% e a continuidade da expansão do investimento a taxas acima de 10% (significando continuidade da aceleração do crescimento potencial, que deverá chegar a 5% ou um pouco mais no final de 2008), a situação prospectiva mais provável é de um hiato do produto negativo ainda neste ano", diz a LCA.

A combinação de hiato negativo com a continuidade da apreciação cambial - que deverá ganhar força com a continuidade da flexibilização da política monetária nos EUA - deverá manter as expectativas de inflação 12 meses à frente ancoradas, isto é, estabilizadas abaixo do centro da meta de 4,5%, ou mesmo com algum recuo a partir de meados do ano. Estes fatores abrem uma janela de oportunidade para a retomada do ciclo de cortes da taxa Selic.

(Luiz Sérgio Guimarães | Valor Econômico)

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Brasil é 2º país onde investimento estrangeiro mais cresce

UOL

O Brasil é o segundo país onde o investimento estrangeiro direto mais cresceu em 2007, segundo estimativa divulgada nesta terça-feira pela Unctad, órgão das Nações Unidas para o desenvolvimento.

O volume líquido de investimento direto recebido pelo Brasil deve dobrar (alta de 99,3%) em relação a 2006 e chegar a US$ 37,4 bilhões.

A previsão é diferente da avaliação do Banco Central, segundo a qual o volume total do ano deve chegar a US$ 35 bilhões. Os dados até novembro mostram um total acumulado de US$ 33,37 bilhões.

De acordo com os economistas da Unctad, a maior parte dos investimentos recebidos pelo Brasil destina-se a aumentar a produção industrial.

O país onde o investimento estrangeiro mais cresceu foi a Holanda, onde a entrada de capital externo passou de US$ 4 bilhões, em 2006, para US$ 104,2 bilhões no ano passado, uma variação de 2.285%.

Nesse caso, a diferença é quase toda explicada pela venda do ABN-Amro (holandês) para o espanhol Santander, por US$ 98,5 bilhões.

América Latina
Na América Latina e Caribe, os investimentos estrangeiros somaram US$ 125,8 bilhões no ano passado, segundo a Unctad, um crescimento de 50% em relação ao ano anterior, com novos investimentos e expansão da produção de empresas já instaladas.

Também praticamente dobraram o volume de recursos estrangeiros direitos recebidos o México (alta de 92,9%) e o Chile (92,2%). Na Argentina, houve uma redução de 39,6%; na Colômbia, um crescimento de 30%.

O volume total de investimento estrangeiro no mundo chegou ao montante recorde de US$ 1,5 trilhão. O país que mais recebeu recursos foi os Estados Unidos, com um volume de US$ 192,9 bilhões e crescimento de 10% sobre o ano anterior.

De acordo com os economistas da Unctad, a depreciação do dólar ajudou a manter o país atraente para o investimento estrangeiro, mesmo com a desaceleração do ritmo de crescimento da economia americana.

Estes recursos, por sua vez, ajudaram a reduzir os efeitos da crise dos créditos imobiliários na capacidade de empréstimos dos bancos.

Mas a organização alerta que a probabilidade cada vez maior de uma recessão nos Estados Unidos e a incerteza sobre suas repercussões podem levar a uma atitude de maior cautela por parte dos investidores.

O segundo país com maior volume de investimentos foi o Reino Unido, que recebeu no ano passado um total estimado de US$ 171,1 bilhões, 22,6% mais do que no ano anterior.

A China recebeu 3% menos investimentos do que no ano anterior, um total de US$ 67,3 bilhões.

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quarta-feira, janeiro 09, 2008

Resultados nos EUA prometem mais pessimismo para o curto prazo

Por: Rodolfo Cirne Amstalden
09/01/08 - 20h10
InfoMoney

SÃO PAULO - A lembrança de prejuízos para o setor financeiro no terceiro trimestre de 2007 traz impressões pessimistas a este início de janeiro, quando alguns dos principais bancos do mundo anunciarão resultados com base nos meses de outubro a dezembro.

A temporada de divulgação começa já na próxima semana, sem doses gradativas. Instituições financeiras como Merrill Lynch, Citigroup e JPMorgan Chase revelarão a magnitude de novas perdas a partir da crise do subprime. Analistas esperam o pior.

Desses três grandes bancos de investimento, Merrill Lynch e Citigroup tendem a mostrar prejuízo líquido. O JPMorgan também não empolga, dadas as expectativas de forte retração no lucro trimestral.

Quem trará as piores notícias?
Há poucas dúvidas de que a Merrill e o Citi estão entre os mais afetados pelas turbulências dos últimos meses. Ambos substituíram seus CEOs e aceitaram aportes de capital de terceiros para garantir liquidez em curto prazo.

Segundo rumores circulando em Wall Street, só esses dois grandes devem publicar perdas contábeis na ordem de US$ 20 bilhões. Talvez maiores, se seus novos CEOs quiserem adotar uma postura defensiva, dissociando o passado negativo de um futuro que briga por recuperação.

Comparando com os números do terceiro trimestre, analistas opinam que dessa vez haverá mais transparência e menos surpresas. Há uma impressão mais sólida sobre o impacto da deterioração no setor financeiro. E algumas instituições preferiram adiantar seus problemas nos guidances a deixar a divulgação para última hora.

Ditando o curto prazo
Apesar da relativa experiência adquirida desde as primeiras amostras de crise no ano passado, a disciplina analítica pede que se acumulem mais trimestres antes de uma conclusão sensata.

Dentro de um horizonte mais extenso, os resultados entre outubro e dezembro perdem parte de sua importância. Mas para o curto prazo que dita os próximos pregões, serão números fundamentais.

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Petrobras: otimista com 2008, corretora vê R$ 107 como preço justo às ações

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
08/01/08 - 19h49
InfoMoney

SÃO PAULO - Na avaliação dos analistas da corretora Brascan, os papéis da Petrobras tendem a passar por mais um ano positivo. A fim de incorporar as novas curvas de preços para a cotação do petróleo e as estimativas mais detalhadas sobre a participação da estatal na reserva de Tupi, o modelo de projeções para a estatal foi atualizado.

A expectativa da instituição é de que o petróleo siga valorizado ao menos no curto prazo, enquanto a entrada em operação de novos equipamentos devem apoiar os dados operacionais da empresa ao longo de 2008.

Para o longo prazo, a perspectiva também é otimista, baseada no intenso ritmo de crescimento esperado, na estratégia de internacionalização e, principalmente, na forte capacidade de renovação das reservas.

Em meio a este cenário, a Brascan acredita que o preço-justo das ações preferenciais da companhia é de R$ 107,35, valor 28% superior à cotação dos mesmo no fechamento do pregão da terça-feira (8). A recomendação é de "outperform" - acima da média.

Tupi: pico de produção só em 2017
Considerando um volume total de 8 bilhões de barris de óleo equivalente, a corretora buscou destacar a participação de 65% da estatal no campo de Tupi, considerando que o início da produção deve vir em 2013 e o pico produtivo em 2017.

Ainda assim, foi destacado que somente após os testes de longa duração na reserva, programados para 2009, que os números do potencial da área trarão maior confiabilidade.

Tendo em vista que as projeções apontam para um pico produtivo somente em 2017, a corretora ressaltou que o valor presente do empreendimento para o final de 2008 sofre considerável redução.

Trajetória de alta do petróleo deve continuar
Em relação às perspectivas para o preço do petróleo, a desvalorização do dólar, a entrada do inverno no hemisfério norte com baixos níveis estocados, as estimativas para a demanda em 2008 e as tensões geopolíticas em importantes países produtos devem continuar guiando a tendência ascendente da commodity.

Na avaliação da Brascan, estes tópicos constituem um "arcabouço bastante firme para a sustentabilidade dos preços em níveis altos".

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Após embate, Banif vê bom momento para compra de ações da Vale e da CSN

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
09/01/08 - 20h00
InfoMoney


SÃO PAULO - Mesmo considerando os impactos negativos da decisão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para a Vale, os analistas do Banif continuam otimistas com os papéis da mineradora. Para as ações da CSN, outra envolvida no embate, a visão também é favorável.

Segundo projeções da instituição, a perda do direito de preferência na venda do produto excedente da Mina Casa de Pedra impactará os cofres da Vale em R$ 555 milhões, mas não representa mudanças significativas na avaliação da empresa.

Vale ressaltar que a Vale ainda pode ser obrigada a pagar multa de R$ 33,6 milhões pelo atraso no cumprimento da decisão. A mineradora disse, na quarta-feira (9), desconhecer tal multa imposta.

Já para a CSN, o Banif acredita que a decisão dá à companhia uma posição mais confortável em suas discussões comerciais, além de melhorar as condições de planejamento da empresa para o longo prazo, dando fôlego para a oferta de ações de sua divisão de mineração, fato que deve ocorrer em breve na visão de seus analistas.

Bom momento para ambos os papéis
Em meio a estas considerações, o Banif recomenda a compra para as ações das duas companhias.

Para os papéis ordinários da Vale (VALE3), a instituição estima preço-alvo de R$ 85,00 para o final de 2008, valor que gera potencial de valorização de cerca de 14%, com base em cotação do pregão da quarta-feira.

Já para as ações ordinárias da CSN (CSNA3), os analistas projetam um valor de R$ 188,00 para o final do ano, o que gera potencial de valorização de 27%, segundo cotação do mesmo pregão.

Entenda a questão
O STF manteve a decisão do Cade sobre a concentração de mercado de Vale. De acordo com a decisão, a empresa terá de optar entre a manutenção da mineradora Ferteco ou abrir mão de seu direito de preferência sobre o minério de ferro excedente da mina Casa de Pedra, de propriedade da CSN.

Com esta decisão, não cabe mais à Vale recurso em relação ao processo, segundo assessoria do STF, fator que coloca um ponto final na questão que vinha se estendendo desde de 2005.

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quinta-feira, janeiro 03, 2008

Contrariando as incertezas, analista foca emergentes e prevê ano positivo às bolsas

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
03/01/08 - 19h45
InfoMoney


SÃO PAULO - Mesmo com a crise de crédito em foco e os prováveis reflexos negativos na economia norte-americana, a perspectiva dos analistas do Citigroup é de que 2008 deve marcar mais um ano favorável aos mercados acionários globais; e mais, com destaque aos emergentes.

Georgia Bush, estrategista da instituição, buscou ressaltar que as incertezas podem abrir espaço para boas oportunidades nas bolsas internacionais. Já em relação ao futuro da maior economia do mundo, tópico que preocupa grande parte dos investidores, a visão da analista também é otimista.

"Com base nas projeções de afrouxamento da política monetária e na redução dos custos com energia, a expectativa é de uma retomada do crescimento da economia dos Estados Unidos a partir do segundo semestre de 2008", destaca Bush em relatório.

Em meio a este cenário, a estrategista acredita que o crescimento da economia global deve permanecer sólido, em torno de 3,4% ao longo de 2008; com a perspectiva de que os mercados acionários globais ainda devem proporcionar retornos mais atrativos na comparação com a renda fixa.

Foco nos emergentes
O grande destaque da avaliação ficou por conta dos mercados emergentes. Mesmo após as expressivas escaladas registradas por estes mercados ao longo de 2007, ainda parece haver campo para novos ganhos.

Em conjunto com as bolsas Européias - consideradas de múltiplos atrativos - os países emergentes foram citados como de forte potencial de crescimento, além das boas condições de liquidez em seus mercados também serem destacadas.

Novos cortes na Fed funds rate?
Mesmo considerando que as informações existentes até o momento ainda indicam uma posição "saudável" da economia norte-americana, fator que não justificaria novos cortes na taxa básica de juro do país, o Citi ainda vê a possibilidade de novos cortes na Fed Funds Rate.

"Acreditamos que os riscos financeiros sistemáticos eventualmente levarão o Fed a utilizar a ferramenta mais forte a que possui: a política monetária", conclui a analista.

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Juros futuros fecham em queda na BM&F reagindo aos anúncios do Governo

Por: Equipe InfoMoney
03/01/08 - 16h45
InfoMoney

SÃO PAULO - Dando continuidade ao movimento visto na abertura, os juros futuros fecharam esta quinta-feira (3) em baixa na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), reagindo aos anúncios do Governo na última sessão.

A notícia das medidas fiscais adotadas para compensar o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) agradou os investidores, por mostrar compromisso com a responsabilidade fiscal.

Já no plano externo, o tom de preocupação com a crise imobiliária e os comentários presentes na minuta do Fed, divulgada na última quarta-feira, geraram clima de cautela e aumentaram as expectativas sobre os resultados dos indicadores norte-americanos.

Entre eles, o Initial Claims mostrou uma queda nos pedidos de auxílio-desemprego feitos pela primeira vez nos EUA, enquanto o ADP Employment Report apresentou forte recuo na criação de novas vagas de trabalho.

Contrato de janeiro de 2010 fechou com taxa de 12,67%
O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2010, registrou uma taxa de 12,67%, 0,09 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.

Outros contratos que fecharam com bom volume negociado foram o com vencimento em janeiro de 2009, que registrou taxa de 11,96% e o de julho de 2008, com taxa de 11,39%. No fechamento de quarta-feira, as taxas apontadas por estes contratos eram 12,03% e 11,43%, respectivamente.

CDB de 30 dias fecha em alta a 11,13%
A taxa do CDB prefixado de 30 dias fechou o dia em alta, rendendo 11,13% ao ano, enquanto na quarta-feira a taxa atingiu 11,11% ao ano. Por sua vez, a taxa do CDB prefixado de 360 dias encerrou as negociações de hoje estável a 11,99%, em relação ao registrado na última quarta-feira. Sem variação, a taxa DI-Over rendia 16,43% ao ano no fechamento de quinta-feira.

A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F:

Vencimento Taxa atual Taxa Anter Diferença Contr Neg
Fevereiro de 2008 11,12 11,14 -0,02 2.145
Março de 2008 11,14 11,16 -0,02 3.920
Abril de 2008 11,20 11,20 0,00 33.492
Maio de 2008 11,25 12,38 -1,13 6.005
Julho de 2008 11,39 11,43 -0,04 84.414
Outubro de 2008 11,66 11,74 -0,08 5.076
Janeiro de 2009 11,96 12,03 -0,07 157.691
Abril de 2009 12,21 12,33 -0,12 45
Julho de 2009 12,40 12,47 -0,07 7.242
Outubro de 2009 12,55 12,63 -0,08 768
Janeiro de 2010 12,67 12,76 -0,09 204.808
Julho de 2010 12,80 12,95 -0,15 100

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Conheça as projeções de 27 instituições do mercado para o Ibovespa ao final de 2008

Por: Gustavo Kahil
03/01/08 - 18h30
InfoMoney


SÃO PAULO - "É muito difícil realizar projeções porque são muitos os fatores que podem mudá-las". A frase de Mário Fleck, diretor da Rio Bravo Investimentos tem ganhado força no mercado em 2008, um ano iniciado sob uma nuvem de incertezas.

Em seus modelos, especialistas contam com dois cenários: um otimista e outro pessimista. E a diferença entre eles parece ser tênue. Poucos são os muito confiantes. As incertezas refletem nas apostas para o desempenho do Ibovespa em 2008.

Levantamento realizado pela InfoMoney com 27 instituições de mercado durante a primeira semana de janeiro reforça este ambiente. As projeções variam entre 72 mil pontos e 85 mil pontos, uma diferença de 18%.

Entre esses 13 mil pontos, muitas questões. Qual será o ritmo de crescimento da economia norte-americana? Quando chega o grau de investimento? A crise de crédito externa afetará a política monetária no Brasil?

Projeções e dúvidas
A estimativa média projeta o índice em 79.281 pontos em 2008, um potencial de valorização de 24,1% frente o ano passado, período em que o índice registrou o melhor desempenho anual desde 2003, subindo 43,6%, chegando a 63.886 pontos.

Para Bolivar Tarragó Moura Neto, vice-presidente de Ativos de Terceiros da Caixa Econômica Federal, a chegada do grau de investimento não está totalmente precificada, podendo trazer ainda um impacto positivo no índice neste ano.

Neto, que reduziu as suas estimativas de 84 mil pontos, realizadas em outubro, para 78 mil pontos com o panorama atual, continua a esperar um crescimento da economia norte-americana, porém, "modestíssimo", explica.

Acompanhe as projeções do mercado
Instituição Preço-alvo Instituição Preço-alvo
Alpes Corretora 85.000 UBS Pactual 85.000
Paraty Investimentos 85.000 Leme Investimentos 83.000
BB Investimentos 83.000
(preliminar) Planner 82.000
Ágora 82.000 Infinity Asset 81.000
XP Investimentos 80.000 Votorantim Asset 80.000
Modal Asset 80.000 Citi 80.000
Máxima Asset 79.600 TOV Corretora 78.500
Unibanco 78.000 Prosper Gestão 78.000
HSBC 78.000 Amaril Franklin 78.000
Coinvalores 78.000 Caixa Econômica
Federal 78.000
Bradesco Asset
Management 76.900 Prime Corretora 76.900
Investor Assessoria
de Investimentos 76.600 Banco Schahin 76.000
Itaú Asset 75.000 Fator 75.000
Santander 72.000 Média 79.281
*Fonte: Instituições consultadas

Fleck, da Rio Bravo, crê que com uma amenização da crise subprime e a chegada do grau de investimento e mesmo com uma leve desaceleração da economia chinesa, o Ibovespa poderia buscar o patamar próximo a 82 mil pontos.

O analista ainda não acredita em uma recessão nos EUA, mas também não ficará surpreendido se ela acontecer. "Metade do mercado acredita que ela pode chegar, a outra não", diz. Para ele, se o nervosismo permanecer, o índice pode ficar no patamar dos 70 mil pontos.

Saudades de 2007
"O ano não vai ser tão bom pra a bolsa quanto 2007 devido aos problemas na economia norte-americana", avalia o professor de Finanças da FGV Online, André Comunale, que estima um fechamento do índice em 78 mil pontos em 2008.

Para o professor, devido às pressões inflacionárias e as questões externas, o ritmo de queda da Selic neste ano será menor. Em suas projeções, apenas mais três cortes de 25 pontos-base são esperados e só devem ocorrer no segundo semestre.

Apesar das expectativas revelarem uma confiança menor no mercado de ações neste ano, para os analistas, a recomendação de longo prazo ainda traz consenso. "O investimento em renda variável que busca o longo prazo, sem especulação, ainda é uma boa pedida", sugere Fleck, da Rio Bravo.

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