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domingo, dezembro 16, 2007

Lula desmente Mantega e diz que governo vai manter investimentos do PAC

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo que o ministro Guido Mantega (Fazenda) terá que convencê-lo da necessidade da criação de um novo tributo para compensar a perda na arrecadação com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Lula desmentiu Mantega e disse que não serão feitos cortes nos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e em programas sociais, como declarou o ministro em entrevista à Folha.

"Ele vai ter que me convencer da necessidade disso (do novo tributo). Falou para vocês (da imprensa) agora vai ter que colocar na minha mesa. Eu vou decidir se precisamos ou não precisamos, quero ver todas as contas", declarou o presidente, após votar na sede do PT, em Brasília.

O PT realiza hoje o segundo turno das eleições internas para escolher o presidente nacional do partido. Estão na disputa os deputados Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, ambos do PT de São Paulo.

Em entrevista publicada hoje na Folha, Mantega admitiu pela primeira vez que o governo poderá ser obrigado a fazer cortes em programas sociais e investimentos previstos no PAC para compensar o fim da CPMF.

Mantega explicou que as medidas a serem adotadas para equilibrar o corte de R$ 40 bilhões no Orçamento da União estão em fase de estudos e só deverão ser apresentadas na próxima semana.

Lula disse ainda que trabalha com a expectativa de um maior crescimento da economia em 2008 e, conseqüentemente, maior arrecadação por parte do governo.

"Não existe nenhuma razão para ninguém ficar nervoso, nenhuma razão para que ninguém faça uma loucura de aumentar a carga tributária. Obviamente, nós vamos ter que encontrar uma saída, porque nós não vamos parar nenhuma obra do PAC, não vamos parar nenhuma política social que estamos fazendo", completou.

"Má-fé"

O presidente afirmou que os senadores que votaram contra a prorrogação da CPMF não querem que o governo dê certo ou acreditam na teoria "do quanto pior melhor". Lula acrescentou que alguns senadores ficaram com medo de serem cassados pelos seus partidos e que, para outros, foi um gesto impensado.

"Se foi pensado, foi de má fé de algumas pessoas que votaram contra sabendo que causaram um prejuízo ou de R$ 24 bilhões na saúde ou em quatro anos deixaram que a saúde pudesse chegar dos R$ 40 aos R$ 80 bilhões", declarou.

Lula repetiu o discurso de que, apesar de o governo não ter o número necessário de votos para aprovar a prorrogação da CPMF (49 votos), teve a maioria dos votos no Senado (45) e disse que o resultado foi um gesto democrático. Para o presidente, a relação entre o governo e o Senado "vai ficar a mesma", e é necessária "independência e harmonia".

Política industrial

Lula disse que a proposta de uma política para o setor industrial só será enviada ao Congresso Nacional em janeiro. Ele afirmou ainda que a discussão da reforma tributária terá mudanças em função do fim da CPMF.

Hoje, Lula viaja à Bolívia e voltará ao país na terça-feira. Na quarta-feira, o presidente se reunirá com os ministros da área econômica para discutir as compensações que serão feitas pelo fim da contribuição.

"Tenho uma reunião com os ministros para pensar o que fazer, mas com muita tranqüilidade porque estamos terminando o ano em uma situação muito boa. Não tem crise, não tem susto, temos tudo para começar 2008 com a economia brasileira crescendo um pouco mais, com os empregos crescendo um pouco mais."

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Mantega rejeita criação de "nova CPMF" por medida provisória

da Folha Online

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rejeitou neste domingo que exista a intenção de criar um tributo, por meio de medida provisória, para substituir a perda da CPMF (o "imposto do cheque"). Em comunicado oficial distribuído neste sábado, o Ministério da Fazenda desmentiu notícia publicada no jornal "O Estado de S. Paulo", em sua edição de sábado, com a manchete "Mantega quer uma nova CPMF".

"Em momento algum, na entrevista que foi gravada, mesmo ao ser perguntado de forma explícita, o ministro diz que o governo criará o tributo por medida provisória e, muito menos, que o fará ainda este ano", afirma o Ministério.

Em outra entrevista, publicada na edição deste domingo da Folha, o ministro responde, ao ser questionado sobre uma possível reapresentação da CPMF: "não devemos reapresentar a CPMF. A CPMF já está desgastada. Acho melhor pensarmos em algum outro tributo que seja totalmente dirigido para a saúde e que também possa ajudar no combate à sonegação fiscal".

Ele acrescenta: "todos nós sabemos que não há como criar um tributo por medida provisória. A medida provisória só pode ser usada para modificar as alíquotas existentes, mas não para criar novos tributos. Só por meio da emenda constitucional que se pode criar um novo imposto e por isso mesmo temos de contar com o apoio da maioria".

Na entrevista ao "Estado", o ministro dá uma resposta mais curta quando questionado sobre a possibilidade da criação do tributo para a Saúde por meio de medida provisória: "é uma fórmula que exige maioria simples no Congresso".

PAC

As declarações do ministro, na entrevista à Folha, sobre um possível corte nos gastos sociais e no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) provocaram um desmentido público do presidente Luiz Inácio da Silva.

"É importante que o equilíbrio fiscal seja preservado. O superávit primário é um dos pilares de sustentação da economia. Já o PAC, os programas sociais e os investimentos em geral serão reexaminados. Vai haver redução de despesas", disse o ministro.

Hoje, o presidente Lula, fez declarações no sentido contrário. "Ele vai ter que me convencer da necessidade disso [do novo tributo]. Falou para vocês [da imprensa] agora vai ter que colocar na minha mesa. Eu vou decidir se precisamos ou não precisamos, quero ver todas as contas", disse ele, após votar na sede do PT, em Brasília.

"Não existe nenhuma razão para ninguém ficar nervoso, nenhuma razão para que ninguém faça uma loucura de aumentar a carga tributária. Obviamente, nós vamos ter que encontrar uma saída, porque nós não vamos parar nenhuma obra do PAC, não vamos parar nenhuma política social que estamos fazendo", completou.

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Temendo menor evolução da economia, UBS prevê 2008 complicado para investidor

SÃO PAULO - A fraqueza econômica global decorrente da correção imobiliária nos EUA é o cenário mais provável quando o ano de 2008 entra em pauta, segundo os analistas do UBS Wealth Management. A palavra de ordem é "diversificação nos investimentos".

Sem entusiasmo com o desempenho da economia, a equipe do banco suíço prevê que o início do ano poderá ser difícil para as ações, pressionadas pela maré de notícias negativas provenientes do segmento de crédito hipotecário da maior potência mundial.

"Porém, uma vez que os receios diminuam, o mercado acionário deve melhorar", afirma em relatório o UBS. A força das economias emergentes terá papel decisivo no sentido de garantir uma evolução saudável da economia.

Diversificação

Operar com uma carteira diversificada pode evitar surpresas desagradáveis em futuro próximo. "O futuro é sempre incerto e conjugando diversos tipos de ativo torna-se possível reduzir significativamente o risco total de uma carteira", defende o banco.

A considerar todo o ano de 2008, os analistas não carregam dúvidas sobre um desempenho das ações superior ao de títulos de renda fixa. O destaque principal pertence aos mercados acionários dos países do bloco emergente, com economia e consumo em expansão.

Mas diante de incertezas rondando a esfera externa, a seletividade é exigida nestes mercados. "A nosso ver, as ações cotadas na Índia e na China parecem estar caras", cita, como exemplo, a instituição financeira.

Emergentes

O grupo do chamado BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China - deverá ser destaque de crescimento. A América Latina, em especial, estará menos vulnerável aos efeitos negativos derivados de uma desaceleração mais forte nos EUA.

Para a região, a projeção é de taxa de expansão na faixa dos 4,7% no ano que vem. A expectativa para crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA é de 1,8% em 2008 e de 2,3% para 2009, abaixo da tendência mundial.

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sábado, dezembro 15, 2007

Entrevista: sem melhora fiscal, Brasil não chega ao investment grade, diz S&P

Por: Camila Schoti
14/12/07 - 19h26
InfoMoney

SÃO PAULO - O ponto central do cenário prospectivo para a economia brasileira após a não-aprovação da prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) será a postura que o governo adotará frente à perda das receitas esperadas pela contribuição, afirmou em entrevista à InfoMoney, Lisa Schineller, diretora da área de rating soberano da Standard & Poor's.

Em suas estimativas, a S&P havia considerado a aprovação da CPMF, de forma que, a questão central agora é saber qual será a resposta do governo para compensar a perda de receita da CPMF. O anúncio de que a meta de superávit primário será mantida foi avaliada com bons olhos pela agência, mas ainda é preciso saber o que será feito para que se alcance o objetivo, destacou a analista.

Para a diretora da agência, o mais provável é uma combinação entre compressão dos gastos e recomposição de receitas. Além de não acreditar em um dos caminhos isoladamente, a S&P salienta a necessidade de uma sinalização rápida e crível do governo para atingir as metas fiscais.

Entrave fiscal: é preciso reduzir a dívida pública
Os indicadores fiscais do País são entraves à melhoria do rating brasileiro junto à agência, lembrou Schineller, principal analista do rating brasileiro e de outros países da América Latina na S&P. "Mover-se para o investment grade envolve algumas melhorias, [...] como a capacidade de responder a choques e demonstrar comprometimento para reduzir a dívida pública", afirmou.

''Mover-se para o investment grade envolve melhorar a capacidade de responder a choques e demonstrar comprometimento para reduzir a dívida pública.''
A importância do comprometimento e pragmatismo do governo brasileiro em adotar uma política que permita reduzir o peso da dívida ao longo do tempo é peça importante no processo de melhoria da classificação de risco. Segundo Schineller, os indicadores fiscais do país são mais fracos do que aqueles de países que já recebem a classificação de grau de investimento.

Reduzir gastos é difícil, mas possível
Avaliando as possibilidades de adequação ao novo cenário, uma alternativa possível, mas difícil, segundo Schineller, seria a redução de gastos do governo. Por possuir um orçamento pouco flexível, o governo brasileiro pode enfrentar dificuldades para reduzir seus gastos.

"Não é fácil [cortar gastos], mas em nossa opinião é certamente possível cortar despesas para reduzir a taxa de crescimento dos gastos", afirmou Schineller, completando que a medida facilitaria a adequação do orçamento à restrição imposta pela não-arrecadação da CPMF.

Diante da expectativa pela postura do governo, a agência não se pronunciou quanto a uma movimentação no sentido de reduzir, em qualquer grau, o rating soberano brasileiro, mas ressaltou que a atual classificação de risco - a apenas um passo do investment grade em moeda estrangeira - tem perspectiva positiva, e, como tal, sinaliza que a agência espera uma melhoria nos indicadores econômicos e fiscais do país.

A perspectiva positiva usualmente refere-se a um horizonte de seis meses a dois anos, lembra. A mais recente alteração no rating brasileiro foi realizada em meados de maio deste ano.

Coordenação entre políticas e crescimento
Adicionalmente, ainda que a política monetária não se configure como um entrave à melhoria do rating brasileiro, a coordenação entre as políticas monetária e fiscal é um aspecto importante, lembrou Schineller, já que a redução das vulnerabilidades fiscais facilitaria as decisões de política monetária.

Outro aspecto importante para a obtenção do tão esperado rating é o crescimento econômico do país, que, a despeito das significativas melhorias nas taxas de crescimento do PIB brasileiro, ainda é, em média, menor do que o de países com melhores ratings, lembra Schineller, que não deixa de acrescentar que, a despeito do que falta ser feito, muito se fez nos últimos anos pela aproximação do Brasil ao grau de investimento.

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Preocupações no fim de ano impedem que Ibovespa consolide recordes

Por: Rodolfo Cirne Amstalden
14/12/07 - 21h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Para quem esperava um final de ano tranqüilo, o mês de dezembro mostra muita volatilidade. Uma semana promete níveis recordes, com o Ibovespa fechando próximo dos 66 mil pontos. Outra liquida os ganhos e devolve os 62 mil pontos ao índice.

"Temos bons fundamentos para ultrapassar a barreira atual", prevê Januário Hostin Jr. Contudo, algumas preocupações impedem a manifestação desse otimismo no curto prazo. Preocupações em voga nos próximos pregões.

Repique inflacionário
O economista da Geração Futuro, Gustav Gorski, lembra que os índices de preço ao produtor e ao consumidor nos EUA registraram um repique inflacionário. "E na sexta que vem sai o PCE".

Do Personal Consumption Expenditures, o Fed extrai suas principais conclusões sobre a estabilidade da economia norte-americana. "Se esse índice apontar inflação em alta, pode ser um grande problema", alerta Gustav.

Opinião corroborada por Januário Hostin. Ele prevê "volatilidade e talvez alguma realização" se o núcleo do PCE ultrapassar as expectativas de mercado, atualmente em 0,2%.

O risco fiscal
No front doméstico, "a CPMF pode atrapalhar um pouco", avalia Gustav Gorski. O governo ainda não deu detalhes de seu plano B para o orçamento de 2008, sem a contribuição do tributo sobre movimentações financeiras.

Januário aguarda as medidas oficiais para controlar o orçamento do próximo ano. Se elas não forem disciplinadas e convincentes, "podem atrasar a expectativa de investment grade e penalizar ainda mais o mercado".

Ainda em ação
Com tantos temores em pauta, a semana que antecede os feriados de fim de ano tende a ser mais movimentada que de costume. Para o analista de Leme Investimentos, "até o dia 21, o volume ainda será razoável". Depois, afirma Januário, os pregões ficarão bem esvaziados.

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Volta dos temores com a inflação nos EUA confere cautela aos mercados

Por: Equipe InfoMoney
14/12/07 - 19h35
InfoMoney

SÃO PAULO - Com a volta das preocupações em torno da inflação norte-americana, a sexta-feira (14) foi marcada pela instabilidade nos mercados brasileiros. Os dados acima das projeções para o CPI penalizaram as operações em Wall Street, conferindo cautela aos investidores internamente.

O desconforto causado pelo tom conservador da ata da Copom e pelo insucesso da CPMF no Senado brasileiro se juntou aos indicadores negativos provenientes da cena externa. O núcleo do índice de preços ao consumidor norte-americano marcou avanço de 0,3% em novembro, margem superior às expectativas dos analistas.

Ainda assim, a brusca queda (-2,90%) registrada pelo Ibovespa na última quinta-feira abriu espaço para uma tentativa de recuperação, o que fez com que o índice operasse no campo positivo em determinados momentos. Também pesando para o lado positivo, veio a disparada das ações do Banco Brasil.

Para completar o quadro, a agenda externa trouxe informações a respeito da performance da indústria norte-americana em novembro. A produção no período marcou evolução de 0,3%, superando as estimativas. Já o indicador da capacidade utilizada veio levemente abaixo das projeções.

Bolsa em baixa e dólar em alta
Em meio a este cenário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em baixa de 0,66%, a 62.445 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5,92 bilhões.

Já no mercado de câmbio, o dólar comercial subiu 0,79%, a R$ 1,7960, com investidores repercutindo o impacto do CPI nas futuras decisões do Fed sobre a taxa básica de juro do país.

Maiores altas e baixas
As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
NETC4 Net PN N2 22,06 -4,33 -9,00 59,67M
LIGT3 Light ON 26,30 -3,66 +23,04 5,08M
SDIA4 Sadia PN 10,74 -3,50 +54,88 10,86M
ELET3 Eletrobras ON 23,45 -3,45 -7,67 26,27M
CCRO3 CCR Rodovias ON 29,85 -3,39 +7,86 13,58M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
BBAS3 Brasil ON 31,50 +6,41 +51,63 487,58M
EMBR3 Embraer ON 21,35 +3,59 -1,71 33,61M
GOAU4 Gerdau Met PN 67,40 +2,74 +59,63 20,15M
DURA4 Duratex PN 44,13 +2,62 +35,98 30,03M
CMIG4 Cemig PN 35,10 +2,24 +10,27 102,62M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 81,20 -1,33 808,15M 934,02M 9.597
VALE5 Vale Rio Doce PNA 49,55 -0,50 630,83M 630,13M 13.615
BBAS3 Brasil ON 31,50 +6,41 487,58M 103,78M 9.849
BBDC4 Bradesco PN 56,52 +0,03 260,89M 192,79M 4.147
ITAU4 Itaubanco PN 46,65 -1,37 187,18M 140,88M 3.589

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

As ações da Net responderam pela maior baixa dentro do Ibovespa, refletindo as dúvidas geradas pelas novas medidas regulatórias para o setor.

Em contrapartida, o maior destaque da sessão para o lado positivo ficou com os papéis ordinários do Banco do Brasil, que fecharam com valorização de 6,41%, a R$ 31,50. O banco anunciou que os papéis de sua oferta secundária foram precificados em R$ 29,25.

Estreando na Bovespa, as ações ordinárias da MPX registraram leve valorização de 0,03%, encerrando cotadas a R$ 1.007.

Risco-país tem baixa
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, terminou cotado a 133,40% de seu valor de face, o que representa uma queda de 0,30%. O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 202 pontos-base, baixa de 5 pontos em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA no vermelho
Nos Estados Unidos, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, operava em baixa de 1,18% e atingia 1.471 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Nasdaq Composite desvalorizava-se 1,18%, a 2.637 pontos. Da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, caia 0,96%, a 13.389 pontos.

Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou alta de 0,52% e atingiu 6.397 ponto. No mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris valorizou-se 0,26% chegando a 5.605 pontos e o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, subiu 0,25%, a 7.948 pontos.

Veja os indicadores previstos para a próxima segunda-feira
Na segunda-feira, o Ministério de Comércio Exterior anuncia a balança comercial em base semanal. Nesta data será apresentado também o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor-Semanal) referente à segunda quadrissemana de dezembro e o relatório semanal Focus.

Além disso, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal do Comércio de outubro e a FGV (Fundação Getúlio Vargas) publica o IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) referente a dezembro. O dia também será marcado pelo vencimento de opções sobre ações.

Nos Estados Unidos, será anunciado o Net Foreign Purchases, com base no mês de outubro. Em adição, o Fed de Nova York publica o NY Empire State Index de dezembro. Por fim, sairão os dados da conta corrente do país baseados no terceiro trimestre.

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Entre as melhores da Bovespa, investidor escolhe ações da Vale como favoritas

SÃO PAULO - Uma das marcas mais fortes do País, uma das maiores empresas brasileiras por valor de mercado e na disputa pela liderança em termos de liquidez na Bolsa de Valores de São Paulo. Além destas características - e talvez por conta delas -, as ações da Vale são as preferidas dos investidores.

Desde o mês de junho, a InfoMoney faz enquetes na tentativa de obter os papéis prediletos dos usuários do portal. Foram 17 pesquisas buscando identificar as preferências em cada setor. Ao final, as vencedoras em cada uma das abordagens foram compiladas em uma nova enquete.

Aparecendo como a preferida entre as preferidas, as ações da Vale, que acumulam alta de quase 100% em 2007, receberam 2.295 votos (44,69%) de um total de 5.135 manifestações.

Fatores para o otimismo

Parte da confiança em torno dos papéis diz respeito às perspectivas para um novo reajuste significativo nos preços do minério de ferro, core business da empresa. Entre os mais otimistas, cogita-se uma elevação de até 50% na commodity.

Além disso, são reconhecidos os esforços da companhia no sentido de conter sua estrutura de custos. Para completar, a mineradora vem adotando uma estratégia de diversificação bem sucedida, mantendo-se atenta a oportunidades de consolidação.

Medalha de prata

Em segundo lugar, outra blue chip: as ações da Petrobras foram contempladas com 1.118 votos (21,77%), mostrando o otimismo dos investidores também com os papéis da estatal.

A manutenção dos preços do petróleo em níveis elevados, múltiplos atraentes na comparação com seus pares internacionais e alta liquidez são usualmente lembrados como fatores favoráveis aos títulos da empresa.

Ademais, o anúncio oficial do potencial estimado para a área de Tupi reacendeu as perspectivas de aumento expressivo das reservas da Petrobras.

Completando o pódio

Ocupando a terceira posição na lista de preferência, os papéis da Gerdau representam o setor siderúrgico, com 352 manifestações (6,85%). O ritmo acelerado de crescimento da demanda por aços longos, a estratégia de aquisições e conseqüente obtenção de sinergias e uma gestão bastante competente constroem um espectro positivo em torno da companhia.

Quebrando o monopólio das blue chips na ordenação, o quarto posto ficou com as ações da Weg, com a preferência de 295 investidores (5,74%). De um modo geral, o setor industrial brasileiro atravessa um bom momento e a Weg vem se destacando pela obtenção de resultados crescentes. A estratégia de maior exposição no setor energético também tem recebido elogios.

E a presença dos bancos entre os favoritos foi representa pelos papéis do Bradesco. A expectativa de incremento significativo na carteira de crédito, aliada à manutenção de spreads elevados sem aumento da inadimplência, traz um bom prognóstico.

Veja os resultados da enquete

Qual seu papel favorito na Bovespa (considerando os vencedores das enquetes setoriais InfoMoney)? Votos Percentual

Vale 2.295 44,69%
Petrobras 1.118 21,77%
Gerdau 352 6,85%
Weg 295 5,74%
Bradesco 244 4,75%
Positivo 119 2,32%
B2W 109 2,12%
Friboi 107 2,08%
Cemig 101 1,97%
Gafisa 97 1,89%
Embraer 84 1,64%
Sadia 76 1,48%
Hering 34 0,66%
VCP 33 0,64%
Brasil Telecom 30 0,58%
Odontoprev 21 0,41%
Santos Brasil 20 0,39%
Total 5.135 100%

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sábado, dezembro 08, 2007

Top picks para 2008: UBS relaciona dez ações para o próximo ano

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
07/12/07 - 09h10
InfoMoney

SÃO PAULO - Otimistas com o cenário para o próximo ano, os analistas do UBS listaram as dez ações que consideram como melhores oportunidades de investimento para 2008.

O destaque ficou com a expectativa favorável para o desempenho do principal índice da bolsa brasileira. Os analistas da instituição citaram o sólido cenário macroeconômico e a melhoria das condições de crédito como principais tópicos que podem alavancar o desenvolvimento do mercado doméstico.

Com base nestas considerações, o UBS projeta o índice na margem de 85 mil pontos ao final de 2008. Na comparação com a atual posição (próxima de 65.000 pontos), a estimativa gera potencial de valorização de 30%.

Por que essas sugestões?

Petrobras
Os analistas do UBS acreditam que 2008 tende a marcar um período de considerável evolução para o volume de produção da companhia. A frente exploratória da companhia recebeu destaque, como fator que impulsiona a atração dos investidores pelos papéis, tendo em vista as expectativas de novas descobertas.

Banco do Brasil
Para a instituição, as ações do Banco do Brasil tendem a continuar em trajetória ascendente apoiadas pela expansão das operações de varejo, além da expectativa de melhoria da eficiência nas operações e perspectiva otimista de alterações na estrutura administrativa do banco.

Gerdau
Os analistas do UBS consideram a Gerdau como melhor companhia do segmento de materiais básicos, com foco na postura expansionista via novas aquisições.

Vale do Rio Doce
As expectativas de aumento no preço do minério de ferro, volume produzido e expansão das operações para outros ramos de negócio foram citadas como principais drivers ao movimento das ações.

Perdigão
A visão otimista com os ativos da Perdigão veio aliada à expectativa de que a empresa se beneficiará das aquisições anunciadas em 2007, além do sólido momento do mercado interno e possibilidade de maiores sinergias com a Eleva.

Lojas Renner
A evolução dos serviços financeiros e boa governança corporativa foram alguns dos fatores citados para colocação das ações da Lojas Renner entre as top picks.

CESP
Para a instituição, as ações da CESP tendem a continuar em trajetória ascendente com o cenário macroeconômico favorável; além da grande possibilidade de privatização, evento que impulsionaria a cotação dos papéis na visão do UBS.

Rossi
Os analistas destacaram os últimos resultados operacionais da companhia e a posição confortável da empresa para cumprir seu guidance em 2007, de R$ 1,7 bilhão.

PDG
Foi destacado pelo UBS o fato de, desde a oferta pública de suas ações, a PDG Realty já ter gastado cerca de R$ 500 milhões com a ampliação de seu landbank e consolidação de seu portfólio de ativos. A forte presença da empresa no segmento de baixa renda também foi destacada, com referências para o vasto potencial de crescimento do setor.

Wilson Sons
Para a Wilson Sons, os resultados acima das projeções no terceiro trimestre e expectativa de manutenção dos indicadores operacionais robustos em 2008 devem guiar o desempenho dos papéis ao longo do ano.

As top picks do UBS para 2008:

Empresa Código
Banco do Brasil BBAS3
Petrobras PETR4
Gerdau GGBR4
Perdigão PRGA3
Vale VALE5
CESP CESP6
Rossi RSID3
PDG PDGR3
Lojas Renner LREN3
Wilson Sons WSON11

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Fundos: mercado volta a buscar posições arriscadas, mas cautela segue presente

Por: Juliana Pall Farias
07/12/07 - 20h13
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de um mês de novembro turbulento, a primeira semana de dezembro foi marcada por uma melhora de cenário, e os reflexos disto puderam ser vistos no mercado global de fundos de investimento.

Os investidores voltaram a buscar por posições mais arriscadas. No período de sete dias encerrado no último dia 5, os fundos de ações de mercados emergentes tiveram, em termos de captação medida em dólares, a melhor marca semanal do ano. Os fundos globais de títulos de alto yield apresentaram captação positiva pela primeira vez nas últimas seis semanas.

Todavia, a cautela não abandonou o ambiente de negócios. Os fundos de curto prazo, que apresentam forte fluxo de capital desde o início da crise subprime, em agosto, marcaram captação líquida de US$ 21,3 bilhões na semana.

Fuga de capital de mercados desenvolvidos
Os fundos de ações do Japão e da Europa amargaram mais uma semana de perdas. No primeiro caso, os resgates dos fundos superaram as aplicações pela trigésima sexta semana consecutiva. Entre todos os grupos regionais de fundos de ações acompanhados pela consultoria EPFR Global, este é o que apresenta o pior resultado em termos de captação no acumulado de 2007.

No caso europeu, a seqüência deficitária é menor: são catorze semanas de captação líquida negativa dos fundos de ações da região. Na percepção da EPFR Global, a maior exposição aos ativos ligados ao subprime e o temor de que um corte adicional na Fed Funds Rate penalize as exportações japonesas e européias aos EUA explicam estes números.

Os EUA não escaparam deste movimento e os fundos de ações do país tiveram saldo deficitário de US$ 6,1 bilhões na semana encerrada em 5 de dezembro. No acumulado de 2007, a captação fica negativa em US$ 26,6 bilhões.

Emergentes voltam a sorrir
Somando as perspectivas de flexibilização monetária nos EUA ao bom desempenho destes mercados, os fundos de ações dos emergentes tiveram captação líquida de US$ 2,52 bilhões na semana. Os ganhos médios do portfólio no período foram de 4,55%. Os emergentes asiáticos mais uma vez tiveram participação ativa neste resultado, com captação líquida de US$ 2,27 bilhões, em grande parte devido ao forte fluxo de recursos aos fundos de ações chineses.

Na América Latina, as aplicações superaram os resgates em US$ 468 milhões. No acumulado do ano, os ganhos médios dos fundos de ações da região são de 63%, e a captação líquida se encontra em patamar 306% superior ao total levantado em 2006.

Ao passo que os fundos de ações de EUA, Japão e Europa tiveram, juntos, captação negativa de US$ 45,9 bilhões desde o início de agosto, nos mercados emergentes o saldo fica positivo em US$ 26,9 bilhões na mesma base de comparação.

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Após recorde na véspera, Ibovespa cede à realização e fecha em leve baixa

Por: Equipe InfoMoney
07/12/07 - 18h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de uma seqüência de oito altas consecutivas e recorde histórico na véspera, o mercado acionário brasileiro se rendeu à realização de lucros nesta sexta-feira (7). A correção, no entanto, não foi muito significativa, ilustrando um quadro de relativa tranqüilidade.

Após alguma instabilidade no intraday, o Ibovespa fechou em ligeira baixa de 0,23%, a 65.639 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5,780 bilhões. A falta de tendência em Wall Street contribuiu para um ligeiro ajuste de posições internamente, após pontuação inédita do principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo ao fechamento da quinta-feira.

Como usual, uma certa cautela às vésperas da reunião do Federal Reserve marcou presença nas bolsas norte-americanas. O Banco Central dos EUA se reúne na terça-feira e a expectativa é por novo afrouxamento monetário.

De quanto será o corte?
Há dúvidas, porém, quanto à magnitude da redução na Fed Funds Rate. Os partidários de um corte de apenas 0,25 ponto percentual ganharam força após o Relatório de Emprego reportar um número acima do esperado na criação dos postos de trabalho. As 94 mil vagas de criadas, frente às expectativas de 70 mil, minaram hipóteses de recessão econômica.

A despeito do questionamento em torno do estímulo monetário adicional nos EUA, o diferencial de juros internos e externos será ampliado, estimulando o ingresso de recursos.

Sob esta perspectiva, o dólar comercial deu seqüência à trajetória das últimas sessões e fechou em baixa de 0,73%, a R$ 1,7610.

Maiores altas e baixas
As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
ELET6 Eletrobras PNB 25,40 -3,23 +13,15 32,76M
ELET3 Eletrobras ON 25,89 -2,81 +1,94 21,47M
NATU3 Natura ON 18,86 -2,73 -34,94 25,82M
VCPA4 VCP PN 59,40 -2,63 +42,89 29,13M
ELPL6 * Eletropaulo PNB N2 137,50 -2,34 +43,66 18,20M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
GOLL4 Gol PN N2 47,94 +6,77 -22,77 87,34M
PCAR4 Pao de Açucar PN 33,50 +6,68 -10,37 42,05M
GFSA3 Gafisa ON 35,61 +5,82 +11,83 71,13M
TNLP3 Telemar ON 61,55 +3,30 +12,22 24,93M
TAMM4 TAM PN N2 50,30 +2,44 -23,17 28,29M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 80,05 -0,74 992,94M 1,13B 13.117
VALE5 Vale Rio Doce PNA 53,81 -1,06 597,42M 640,97M 9.419
BBDC4 Bradesco PN 61,00 +0,47 180,59M 182,77M 4.560
USIM5 Usiminas PNA 89,70 -0,92 170,72M 106,53M 1.939
PETR3 Petrobras ON 93,90 -0,37 134,62M 194,64M 1.872

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Em um pregão especialmente ruim às companhias elétricas, as ações preferenciais classe B da Eletrobrás fecharam em forte baixa de 3,23%, a R$ 25,40.

Por outro lado, os papéis preferenciais da GOL subiram 6,77%, terminando a R$ 47,94, em recuperação após fraco histórico recente.

Risco-país menor
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 134,50% de seu valor de face, o que representa uma queda de 0,19%. O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 203 pontos-base, baixa de 13 pontos em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA próximas à estabilidade
Nos Estados Unidos, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, operava em leve baixa de 0,19% e atingia 1.504 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Nasdaq Composite desvalorizava-se 0,18%, a 2.704 pontos. Por outro lado, a Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, operava em leve baixa de 0,01%, atingindo 13.619 pontos.

Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou alta de 1,07% e atingiu 6.555 pontos. Mo mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris valorizou-se 0,79%, chegando a 5.719 pontos e o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, subiu 0,67%, a 7.994 pontos.

Veja os indicadores previstos para segunda-feira
Na segunda-feira , o Ministério de Comércio Exterior anuncia a balança comercial em base semanal. Nesta data será apresentado também o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor-Semanal) referente à primeira quadrissemana de dezembro e o relatório semanal Focus.

Além disso, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Industrial Regional de outubro e o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de novembro. A instituição também publica o segundo prognóstico da safra de 2008 e a Pesquisa de Estoques do primeiro semestre de 2007.

Nos Estados Unidos, será anunciado o Pending Home Sales de outubro, índice que mede a venda de casas com contrato assinado, mas ainda sem transação efetiva.

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