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domingo, novembro 25, 2007

Estratégia: é hora de aproveitar as perdas na bolsa e ir às compras?

Por: Juliana Pall Farias
22/11/07 - 19h58
InfoMoney

SÃO PAULO - Com a forte turbulência que tomou conta das bolsas em todo o mundo, são poucos os papéis do Ibovespa que acumulam ganhos nas últimas sessões. E toda vez que o mercado mostra trajetória de queda, o investidor procura por ativos que abriram oportunidade de compra.

Contudo, diante do atual cenário, em que novos desdobramentos da crise subprime podem surgir a qualquer momento trazendo perdas adicionais, a recomendação é de cautela e estratégia bem definida. O fato de uma ação ter apresentado forte queda em determinado período não significa que não haja espaço para desvalorização adicional. No curto prazo, "indefinição" é a palavra de ordem.

Contudo, o investidor focado no médio e longo prazo deve avaliar as perspectivas futuras, observar os sinais do mercado e traçar o melhor momento de retomar as compras e montar novas posições.

As sinalizações do Ibovespa
Analisando o comportamento gráfico do Ibovespa, a Spinelli Corretora acredita que enquanto a média móvel de 60 períodos não for perdida, a manutenção de posições compradas de médio prazo pode ser recomendada. Contudo, a perda da média de 21 períodos leva a uma maior cautela para posicionamentos em horizontes curtos.

A recomendação de Márcio Lacerda Ferreira, grafista da Itaú Corretora, é de retomada lenta das compras, observando o comportamento do índice. Com a queda da última quarta-feira (21), o Ibovespa se aproximou de um forte suporte em 59.450 pontos e, abaixo desse importante patamar, indicará prevalência da força vendedora no curto prazo, com próximos objetivos em 58.290 e 55.440 pontos.

Caso o índice chegue próximo dos 55 mil pontos, patamar de forte compra, Ferreira recomenda que o investidor "encha a mão".

Na espera por alguma definição
Em tom cauteloso, Álvaro Bandeira, diretor da Ágora Corretora, avalia que, descartadas as fortes oscilações de curtíssimo prazo, o mercado terá maior consistência de recuperação "se, e somente se, os investidores acalmarem e os bancos centrais agirem de forma mais contundente, o que nesse momento não parece muito possível".

O especialista ainda alerta para a "hipótese pessimista" de o Ibovespa buscar o suporte de 59.500 pontos, podendo, abaixo deste patamar, ensejar "novas e importantes precipitações".

"Muito embora diversas ações tenham caído forte, sugerindo bom momento para compra de barganhas, seguimos indicando prudência na assunção de posições de curto prazo, aguardando mais definições dos principais mercados internacionais e da onda de aversão que embalou os investidores", conclui o especialista.

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Próximos pregões entre a falta de crença e a previsão de bons indicadores

Por: Rodolfo Cirne Amstalden
23/11/07 - 20h10
InfoMoney

SÃO PAULO - A queda de 5,63% do Ibovespa na semana deixou alguns investidores preocupados em relação aos ganhos esperados no final de ano. Outros permanecem com fé na recuperação da bolsa brasileira.

Há opiniões embasando ambos os grupos. O analista gráfico da corretora Solidez, Celso Yoshida, evita esperanças: "Não estou acreditando muito". Já a economista da corretora Arkhe, Inês Pereira, confia que "sempre sobe um pouco no final do ano".

Sem euforia, sem força
Celso explica que o Ibovespa se aproximou dos 59.472 pontos, mas conseguiu sustentar-se acima. Um sinal de respeito ao suporte, sem euforia. "O índice não está mostrando força".

Segundo o analista da Solidez, as notícias trazidas pela crise do subprime e o Dow Jones abaixo de 13 mil pontos obstruem uma recuperação. Se essas más influências forem superadas, "poderemos buscar os 64.895 mil pontos".

Bons indicadores
Mais afeita à análise fundamentalista, Inês Pereira não quer arriscar suportes ou resistências, mas vê como provável "um patamar entre 63 mil e 65 mil pontos ao final do ano".

Seu tom é otimista em relação aos indicadores dos EUA para a próxima semana. O PCE, referência de inflação acompanhada pelo Fed, "não vai surpreender". E o crescimento do PIB no terceiro trimestre "será confirmado".

Ainda em relação ao Produto Interno Bruto norte-americano, a economista da Arkhe considera exagerada a reação do mercado frente às novas projeções anunciadas por Ben Bernanke. Outras revisões seriam naturais, sobretudo na reunião do Banco Central em dezembro.

Um evento excepcional
A despeito das referências gerais para os próximos pregões, os analistas consultados pela InfoMoney também dão sua opinião sobre um evento particular digno de amplas atenções: a estréia das ações da BM&F.

Na visão de Inês Pereira, "será uma oferta parecida com a da Bovespa", com demanda e volume impressionantes. Boa parte dos que reservaram a Bovespa Holding entrará na BM&F. "E quem não aproveitou a Bovespa, aproveitará a BM&F", completa a analista da Arkhe.

Celso Yoshida também é otimista neste ponto, admitindo que a estréia tem potencial para desafiar qualquer tendência de baixa nos próximos pregões: "Independente de uma queda na bolsa, a oferta tende a ser muito boa". Veremos na sexta-feira (30).

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quarta-feira, novembro 14, 2007

Gestores mantêm aposta em ações de mercados emergentes, revela pesquisa

SÃO PAULO - Mesmo diante de um cenário de muita incerteza em torno da economia norte-americana, os investidores estão relutando em assumir posições muito conservadoras, mantendo sua exposição ao mercado acionário, sobretudo em países emergentes.

Pesquisa realizada pelo banco de investimentos Merrill Lynch junto a grandes gestores de fundos em novembro veio para corroborar a percepção, mesmo diante da aposta em desaceleração da economia dos EUA.

Ações e emergentes

De acordo com o levantamento, os grandes gestores se mantiveram com alocação overweight - acima da média - no mercado acionário emergente. Um percentual líquido - diferença entre respostas positivas e negativas - de 44% dos entrevistados afirmou estar com exposição superior à média na renda variável deste grupo de países.

Além disso, a preferência às ações vis-à-vis os títulos foi reiterada. Apenas 19% dos gestores disseram acreditar em uma sobrevalorização da renda variável aos níveis atuais, contra 24% vendo os preços correntes como um sinal de subvalorização.

Em sentido oposto, 46% classificaram os títulos como acima de seu preço justo, frente a 6% identificando potencial extra de apreciação para estes ativos.

De olho na demanda emergente

No que diz respeito à alocação setorial, a predileção seguiu com os segmentos globais de tecnologia, petróleo e gás, matérias-primas e industrial. Em linhas gerais, tratam-se de setores cíclicos expostos à demanda doméstica de países emergentes, resume a Merrill Lynch.

Muito embora o otimismo com o mercado acionário seja evidente, ele não incorpora a possibilidade de uma recessão nos EUA, adverte o banco de investimentos. Apenas 12% do painel espera a confirmação deste cenário mais negativo para a maior economia do mundo no próximo ano.

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Bolsa sobe 2,71% e recupera perdas do início da semana

Da Redação
Em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu 2,71% nesta quarta-feira, aos 64.630 pontos. O giro financeiro ficou acima de R$ 6,79 bilhões.

Com a marca, a Bovespa se recupera da perda de mais de 4% no início da semana. Foi a segunda alta seguida acima de 2%. Ontem, o Ibovespa encerrou em alta de 2,28%.

Uma das razões do despenho hoje foi que que dados de inflação e varejo nos Estados Unidos aumentaram o apetite por risco.

O pregão foi influenciado também pela proximidade do exercício de opções, que ocorre na segunda-feira e fica espremido pelo feriado.

O dólar fechou em queda de 1,87%, cotado a R$ 1,734 na venda, menor valor desde 24 de março de 2000.

Apenas três, dos 63 papéis que compõem o Ibovespa, apresentaram queda. Entre eles, a Sabesp ON, que caiu 1,72%, para R$ 42,70.

Destaque de alta para Brasil Telecom PN, que ganhou 7,44%, para R$ 17,46. Klabin PN subiu 6,61%, para R$ 7,25. Bom desempenho para as ações PN das aéreas TAM e GOL que avançaram 6,44% e 6,06%, para R$ 47,25 e R$ 52,50, respectivamente.

Nesta quarta, as ações operavam em alta desde a abertura dos negócios e ainda deram dois pequenos saltos. O primeiro, com a divulgação de pesquisa sobre inflação nos EUA; o segundo, após Ben Bernanke, presidente do banco central americano, anunciar medidas que prometem mais transparência na instituição.

O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos registrou alta de 0,1% em outubro, bem abaixo do 0,3% previsto por especialistas. O núcleo do índice ficou em 0%, também abaixo do 0,2% estimado por analistas.

Inflação baixa nos EUA anima investidores do mercado de ações porque aumenta a probabilidade de o banco central daquele país reduzir, ou pelo menos não aumentar, sua taxa básica de juros.

A pesquisa sobre vendas no varejo americano, outro levantamento que era aguardado por investidores, mostrou expansão de 0,2% no setor em outubro, dentro do esperado.

Mesmo diante de um cenário de incerteza em torno da economia norte-americana, investidores relutam em assumir posições muito conservadoras, mantendo sua exposição ao mercado acionário, sobretudo em países emergentes. A constatação é de pesquisa feita pelo banco Merrill Lynch com grandes gestores de fundos

Brasil
O emprego na indústria brasileira cresceu 1% de agosto para setembro, a maior alta mensal desde 2004, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A instituição também divulgou dados sobre vendas no comércio varejista do país, indicando alta de 1,4% em setembro em relação a agosto e de 8,5% na comparação com setembro do ano passado.

Inflação
Para confirmar o otimismo quanto à baixa inflação nos Estados Unidos, os investidores ainda terão que esperar a divulgação de mais um dado. "Amanhã [quinta-feira] sai outro número, o CPI [Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês]. Normalmente, o CPI acompanha mais ou menos o PPI, por isso também que o mercado está um pouco tranquilo", analisa Carlos Alberto Ribeiro, diretor da Novação Distribuidora.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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sábado, novembro 10, 2007

BM&F anuncia termos de sua IPO; captação pode atingir R$ 4,9 bilhões

Por: Nathália A. Terra Pereira
09/11/07 - 08h36
InfoMoney

SÃO PAULO - A BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) S.A. anunciou nesta sexta-feira (9) os termos de sua oferta pública secundária de ações ordinárias, que serão listadas no Novo Mercado da Bovespa sob o código BMEF3.

A fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding. Porém, os coordenadores da oferta estimam que o preço do papel deverá ficar entre R$ 14,50 e R$ 16,50, de maneira que a operação deve movimentar, no mínimo, R$ 3,77 bilhões.

Contudo, se considerado o limite superior do intervalo estimativo de preços e se a opção de lote suplementar for exercida, a captação desta operação poderá atingir R$ 4,93 bilhões.

Com isto, a BM&F ocuparia o segundo lugar no posto das maiores captações por meio de ofertas públicas desde a reabertura dos mercados, em 2004, ficando atrás somente da Bovespa Holding.

Operação da Oferta Quantidade de papéis
Distribuição Pública Secundária 260.160.736 ações ordinárias
Opção de Lote Suplementar * Até 39.024.120 ações ordinárias
Intervalo de Investimentos aceitos na Oferta de Varejo R$ 5.000,00 -
R$ 300.000,00
Investimentos aceitos na Oferta Institucional Não há intervalo mínimo ou máximo nos Pedidos de
Reserva de Investidores Institucionais**
* Até 15% da quantidade de ações inicialmente ofertada, em caráter de oferta secundária
**Exceto para pessoas físicas e determinadas pessoas jurídicas, além de clubes de investimentos, cujos investimentos devem exceder o montante de R$ 300 mil

A oferta é destinada a investidores pessoa física e jurídica, clubes de investimentos, sendo que também serão realizados esforços de venda das ações no exterior.

Os coordenadores da oferta serão os bancos Merrill Lynch, Itaú BBA, JP Morgan, Morgan Stanley e BBI, sendo os dois últimos parte do consórcio líder, enquanto os coordenadores internacionais serão o Citi e Deutsche Bank. Atuarão ainda como coordenadores contratados o Santander Global Banking & Markets e o HSBC.

Preferidos e preteridos
Adotando o mesmo modelo criado pela oferta da Bovespa Holding, a BM&F optou por um critério adicional para determinar a alocação de ações entre investidores institucionais, sendo estes classificados em "com prioridade" ou "sem prioridade".

A princípio, é o investidor quem escolhe, no momento da efetuação da reserva, sua caracterização. Quem não escolhe um campo de classificação fica automaticamente sem prioridade.

Os que se auto-intitularem "com prioridade " serão avaliados de acordo com a manutenção das ações adquiridas nas quatro IPOs que precederem o período de reserva para a oferta da bolsa.

Conservará o posto prioritário quem, após a liquidação das negociações no dia de estréia das ofertas, tiver posição igual ou superior a 80% do montante adquirido em pelo menos três das quatro IPOs consideradas. A relação das quatro ofertas consideradas será disponibilizada no site da CBLC no início do período de reserva, previsto para 19 de novembro.

Critérios de rateio
Tendo a totalidade dos pedidos de reserva realizados por investidores não-institucionais sido superior à quantidade de ações ofertadas, o rateio dos papéis será efetuado de acordo com o modelo "com prioridade" e "sem prioridadade".

Para os investidores prioritários, o rateio se dará até o limite de R$ 20 mil. Após essa divisão, as ações remanescentes serão rateadas entre os "sem prioridade" até um nível bem menor, de R$ 5 mil.

Confira a agenda da oferta:

Eventos da Oferta Data
Publicação de Aviso ao Mercado e Início do Procedimento de Bookbuilding 9 de novembro
Início do Período de Reservas 19 de novembro
Encerramento do Período de Reservas 27 de novembro
Fixação do Preço por Ação (encerramento do Procedimento de Bookbuilding) 28 de novembro
Início do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 30 de novembro
Início das negociações na Bovespa 30 de novembro
Encerramento do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 30 de dezembro
Liquidação Financeira da Operação 4 de dezembro
Data limite para a publicação do anúncio de encerramento da oferta 7 de janeiro

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BM&F: antes de investir, avalie os riscos que envolvem esta megaoferta

Por: Juliana Pall Farias
09/11/07 - 19h51
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois da badalada oferta da Bovespa Holding, chega a vez da BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) realizar sua IPO (Initial Public Offering). O anúncio da operação foi feito nesta sexta-feira (9).

A recomendação para os investidores que pretendem participar da megaoferta é a análise detalhada dos riscos envoltos. A BM&F compara o tamanho do mercado acionário brasileiro ao norte-americano - sendo o primeiro substancialmente menor, menos líquido e potencialmente mais volátil - para alertar que os acionistas podem enfrentar dificuldades em vender os papéis no momento e ao preço desejado.

Além disso, o preço por ação é fixado pelos coordenadores da oferta segundo o procedimento de bookbuilding e, além de não haver garantia que tal valor seja indicativo dos preços que prevalecerão no mercado, pode ainda flutuar de maneira significativa.

Concorrência no mercado financeiro
O investidor também deve se manter atento ao movimento de consolidação das bolsas de valores e mercadorias e futuros em âmbito global - resultado do crescimento dos mercados financeiros -, o que intensifica a concorrência neste setor.

O crescimento da BM&F enquanto instituição, e conseqüentemente seu sucesso enquanto empresa de capital aberto, está condicionado aos movimentos do mercado e à capacidade da bolsa brasileira de mercadorias e futuros a adaptar-se a um cenário competitivo, consolidador e de elevado fluxo de capitais.

A própria BM&F salienta em seu prospecto que, caso não seja bem sucedida na concorrência ou no aumento de sua participação nos mercados em que atua, pode não manter e aumentar o volume de operações realizadas, de forma que seu resultado financeiro seja negativamente impactado.

BM&F não tem experiência em lucrar
Ainda no que diz respeito aos resultados financeiros da bolsa, é preciso ter em mente que a BM&F não possui experiência como instituição de fins lucrativos, já que o processo de desmutualização foi concluído em setembro deste ano.

As dificuldades que a BM&F ainda pode enfrentar na transição para operações com fins lucrativos não se resumem à capacidade de gerar receita. A desmutualização envolve riscos, despesas e dificuldades.

Com a perda do caráter de sociedade sem fins lucrativos, a BM&F perde incentivos fiscais, passando a ser tributada. Além disso, a bolsa atualmente é parte em quatro ações movidas por antigos associados que tentam impedir a desmutualização.

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Pregões instáveis sugerem retorno da volatilidade ao mercado acionário

Por: Rodolfo Cirne Amstalden
09/11/07 - 20h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Volatilidade novamente em foco. Os últimos pregões foram de muita instabilidade para a renda variável internacional, expondo oscilações que lembraram o ápice da crise do subprime.

O Ibovespa disfarça as preocupações durante a semana, com sua ligeira alta acumulada de 0,42%. Algo atípico. "É raro passarmos por uma correção lá fora e a bolsa aqui dentro seguir relativamente estável", confirma Goerge Sanders, estrategista de renda variável da Infinity Asset.

Sanders acha que "estamos resistindo bem a Wall Street", principalmente com ajuda da Petrobras. De fato. Mas Tommy Taterka, operador da corretora Concórdia, pede cuidado. Apesar do peso relevante, as ações da petrolífera não conseguirão sustentar o Ibovespa indefinidamente.

Sob má influência
"O que acontecer lá, acontece aqui. Não dá para desgrudar", afirma Taterka. Correlação frustrante, dadas as razões para desconfiar da saúde da maior economia mundial. "O discurso de Bernanke não foi nada animador, sugerindo um quarto trimestre fraco para os norte-americanos", aponta Rossano Oltramari, sócio da XP Investimentos.

A próxima semana guarda referências externas importantes. George Sanders destaca "os índices de preço ao produtor e consumidor e as vendas ao varejo nos EUA". Enquanto isso, o cenário doméstico segue sem ressalvas. "Os resultados corporativos estão bons, dentro do esperado". Ao menos um fator em prol da estabilidade.

Difícil fazer projeções
Para os pregões vindouros, o sócio da XP opina que "está bem complicado fazer projeções". São apenas quatro sessões no Brasil, graças ao feriado na quinta-feira (15). Nas quais a volatilidade tende a dar as caras. "Principalmente porque antecedem o vencimento de opções", ressalta Rossano.

Contudo, o final do pregão da sexta-feira (9) deixou alguma boa esperança. Depois de operar no vermelho durante a maior parte do intraday, o Ibovespa fechou com alta de 1,19%. Sugestão de suporte sólido para a renda variável brasileira, a despeito da má influência externa.

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quinta-feira, novembro 08, 2007

Momento de incertezas desafia relações históricas entre os ativos financeiros

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
07/11/07 - 20h00
InfoMoney

SÃO PAULO - O mercado de capitais em nível mundial vive um momento repleto de idiossincrasias. Correlações entre ativos antes comprovadas voltam a ser testadas e enfrentam questionamento.

Existem exemplos emblemáticos da quebra de padrões históricos na comparação entre o mercado de commodities e de renda variável. Tradicionalmente visto como alternativa de reserva de valor, o ouro atingiu seu maior valor desde 1980 nesta quarta-feira (7), a US$ 837,80 a onça na divisão Comex da New York Mercantile Exchange.

A demanda por metais preciosos tende a aumentar em situações de incerteza nos mercados, aceleração inflacionária ou tensões geopolíticas.

As bolsas também em recorde
Paralelamente, o mercado acionário em diversas praças encontra-se próximo de pontuações máximas. O próprio Ibovespa superou recentemente a marca de 65 mil pontos pela primeira vez, tendo os índices Dow Jones e S&P 500 também experimentado patamares inéditos.

A controvérsia decorre justamente daí. Isso porque a procura por ativos de risco - como as ações - diminui quando de momentos de incerteza, descontrole no nível geral de preços ou instabilidade política.

Anomalias
Mas as peculiaridades não param por aí. Mesmo o trade off entre renda fixa e variável tem sido colocado em xeque. A valorização recente das ações nos EUA ocorre de forma concomitante à escalada no preço dos Treasuries.

Na última segunda-feira, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano atingiu 4,28% ao ano, o menor patamar desde setembro de 2005, indicando claro aumento na demanda. Preços e yields movem-se em direções contrárias.

Ainda que a menor remuneração oferecida pelos Treasuries possa ser justamente uma das causas para a alta das ações, chama a atenção a valorização simultânea das duas classes de ativos.

Às avessas
Parte da ruptura de relações canônicas entre os ativos financeiros talvez derive do momento igualmente idiossincrático da economia mundial.

Enquanto o setor imobiliário e diversos bancos de investimentos dos EUA anunciam perdas significativas advindas do subprime, a economia real emite sinais de forte resiliência para enfrentar a crise.

O barril de petróleo quebra recordes sucessivos e mira os US$ 100. Ainda assim, a inflação norte-americana segue dentro do intervalo considerado confortável pelo Fed, permitindo a flexibilização monetária. Presenciamos uma escassez relativa de ativos em meio a uma liquidez extremamente abundante. Até quando?

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Momento de incertezas desafia relações históricas entre os ativos financeiros

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
07/11/07 - 20h00
InfoMoney

SÃO PAULO - O mercado de capitais em nível mundial vive um momento repleto de idiossincrasias. Correlações entre ativos antes comprovadas voltam a ser testadas e enfrentam questionamento.

Existem exemplos emblemáticos da quebra de padrões históricos na comparação entre o mercado de commodities e de renda variável. Tradicionalmente visto como alternativa de reserva de valor, o ouro atingiu seu maior valor desde 1980 nesta quarta-feira (7), a US$ 837,80 a onça na divisão Comex da New York Mercantile Exchange.

A demanda por metais preciosos tende a aumentar em situações de incerteza nos mercados, aceleração inflacionária ou tensões geopolíticas.

As bolsas também em recorde
Paralelamente, o mercado acionário em diversas praças encontra-se próximo de pontuações máximas. O próprio Ibovespa superou recentemente a marca de 65 mil pontos pela primeira vez, tendo os índices Dow Jones e S&P 500 também experimentado patamares inéditos.

A controvérsia decorre justamente daí. Isso porque a procura por ativos de risco - como as ações - diminui quando de momentos de incerteza, descontrole no nível geral de preços ou instabilidade política.

Anomalias
Mas as peculiaridades não param por aí. Mesmo o trade off entre renda fixa e variável tem sido colocado em xeque. A valorização recente das ações nos EUA ocorre de forma concomitante à escalada no preço dos Treasuries.

Na última segunda-feira, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano atingiu 4,28% ao ano, o menor patamar desde setembro de 2005, indicando claro aumento na demanda. Preços e yields movem-se em direções contrárias.

Ainda que a menor remuneração oferecida pelos Treasuries possa ser justamente uma das causas para a alta das ações, chama a atenção a valorização simultânea das duas classes de ativos.

Às avessas
Parte da ruptura de relações canônicas entre os ativos financeiros talvez derive do momento igualmente idiossincrático da economia mundial.

Enquanto o setor imobiliário e diversos bancos de investimentos dos EUA anunciam perdas significativas advindas do subprime, a economia real emite sinais de forte resiliência para enfrentar a crise.

O barril de petróleo quebra recordes sucessivos e mira os US$ 100. Ainda assim, a inflação norte-americana segue dentro do intervalo considerado confortável pelo Fed, permitindo a flexibilização monetária. Presenciamos uma escassez relativa de ativos em meio a uma liquidez extremamente abundante. Até quando?

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Crescimento da América Latina ainda é baixo, afirma relatório da OCDE

Santiago do Chile, 7 nov (EFE).- Um relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado hoje no Chile afirma que o crescimento da América Latina ainda é muito baixo e que as maiores economias da região, Brasil e México, estão perdendo terreno para os concorrentes asiáticos.

O primeiro estudo anual sobre "Perspectivas Econômicas da América Latina 2008", apresentado à imprensa pelo secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, afirma que a região não atingiu "todo o seu potencial". Além disso, há várias oportunidades que não devem ser desperdiçadas.

Segundo o relatório, a América Latina apresenta boas taxas de crescimento, mas ainda pode melhorar nas áreas de previdência social, tributária, e troca comercial, a fim de diminuir a desigualdade.

Em 2006, a região recebeu US$ 72,5 bilhões - um recorde - em investimentos estrangeiros diretos. "As taxas de crescimento em alguns países latino-americanos estão se aproximando dos ritmos elevados observados na região asiática", afirmou a OCDE.

"Apesar do panorama positivo, os desafios para alcançar taxas de crescimento maiores e duradouras ainda são grandes", declarou o organismo, que reúne 30 das principais economias do mundo.

Gurría disse que a desigualdade continua muito alta na América Latina e a pobreza é um "problema generalizado" que afeta cerca de 40% da população (quase 200 milhões de pessoas).

"Para melhorar estas perspectivas, é necessário tanto uma melhor compreensão dos desafios como um bom planejamento e (uma) implementação eficaz de políticas", disse.

O relatório afirmou que em grande parte dos países latino-americanos o desempenho tributário e o sistema democrático "estão condicionados por causa dos baixos níveis de legitimidade fiscal de seus Governos".

Segundo a OCDE, um dos maiores desafios - e um dos mais urgentes - da região é reduzir as disparidades entre os parceiros-econômicos com a política fiscal e social.

"Os baixos níveis de arrecadação tributária são uma das razões que explicam a incapacidade dos Governos latino-americanos para corrigir as desigualdades sociais", afirmou Gurría.

O organismo também destacou a reforma do sistema de previdência na região.

Em muitos países, essa reforma obteve sucesso ao oferecer "uma fonte confiável de receita para a previdência dos trabalhadores e reduzir o lastro fiscal que os sistemas existentes causam às contas públicas".

"A dimensão social do regime de previdência é fundamental", afirmou.

O relatório destacou o caso do Chile e do Peru, onde "a reforma da previdência veio acompanhada pela consolidação fiscal e uma maior poupança interna".

O organismo afirmou que a América Latina se consolidou como uma das regiões que mais atrai investimentos entre os países em desenvolvimento.

Além disso, o auge de China e Índia na economia mundial teve um grande impacto na região, devido à concorrência em exportações, principalmente para mercados como Estados Unidos, União Européia e Japão.

"China e Índia aumentaram sua participação no mercado dos EUA e, no caso chinês, já ultrapassou o México", afirmou.

No entanto, alguns países latino-americanos enfrentam China e Índia num nível alto de concorrência, especialmente em relação a matérias-primas.

"Bolívia, Paraguai, Venezuela e Chile são os países latino-americanos que menos sofrem com a concorrência de China e Índia", disse Gurría.

Mas a OCDE afirma que números recentes de relações comerciais na América Latina chamam a atenção sobre a necessidade de não se concentrar em determinadas exportações em detrimento de outros setores.

"A América Latina deve ver sua relação com China e Índia mais como uma oportunidade de associação que como uma ameaça de concorrência", disse Gurría.

Além dos altos níveis de pobreza e desigualdade, a OCDE afirma que a América Latina deve enfrentar hoje desafios como o fomento de políticas que permitam manter o crescimento.

A região também precisa continuar com o esforço de reformar o sistema de previdência, fomentar a concorrência e melhorar a capacidade reguladora para conseguir que o investimento estrangeiro cresça e contribua com o desenvolvimento.

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terça-feira, novembro 06, 2007

Recordes do Ibovespa e fim de ano pedem revisão de preços-alvo

Por: Rodolfo Cirne Amstalden
06/11/07 - 16h45
InfoMoney

SÃO PAULO - O Ibovespa vem desafiando resistências, uma atrás da outra. Sobe rápido e determinado, surpreendendo até mesmo os analistas, que acompanham o dia-a-dia dos mercados.

Próximo dos 65 mil pontos, boa parte das estimativas de corretoras e bancos de investimento sobre a renda variável está superada. Aumentam os preços-alvo "em revisão" nas carteiras recomendadas.

Hora de recalcular
"O mercado esticou muito, exigindo novos preços-alvo", explica Rodrigo Ferraz, analista do Brascan. Neste fim de 2007, ele se dedica a recalcular estimativas. Trabalho absolutamente necessário à prudência das recomendações futuras.

Daniel Doll Lemos, analista da corretora Socopa, também está trabalhando mais agora. Segundo ele, uma demanda sazonal: "Novembro e dezembro é sempre época de revisão de projeções". Sobretudo porque os modelos precisam incorporar dados relativos ao terceiro trimestre.

Entre esses números, ênfase aos resultados corporativos. "As empresas continuam registrando crescimento nos lucros", lembra Januário Hostin Jr, da Leme Investimentos. Assim, é natural que o respeito aos múltiplos leve a um avanço também nas estimativas de preço.

Respeito aos fundamentos?
Em mercados acionários sob forte crescimento, como é o caso do brasileiro, preços-alvo não costumam durar muito. Projeções para final de ano podem ser alcançadas em meses, exigindo novas estimativas, mais ousadas.

O hábito de revisar freqüentemente as projeções permite questionar se os preceitos da análise fundamentalista estão sendo acompanhados criteriosamente.

Parece claro que, se as premissas mudam, o preço projetado pelo modelo deve mudar também. Mas nem sempre as premissas se transformam tanto quanto os preços-alvo. Às vezes, as estimativas são reconsideradas quase que por inércia.

Enquanto fixa um novo preço-alvo, o analista que ultrapassa os fundamentos está na verdade fixando o upside implícito, mesmo que sem perceber.

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Risco-Brasil tem expressiva queda, apoiado por melhoria do clima nos mercados

Por: Equipe InfoMoney
06/11/07 - 18h50
InfoMoney


SÃO PAULO - Na contramão do movimento de desvalorização de preço dos Treasuries, os principais títulos da dívida externa brasileira fecharam em alta nesta terça-feira (6). O destaque ficou com a queda de 5 pontos no indicador de risco-Brasil.

Em meio a uma sessão de poucos indicadores econômicos de expressão, os resultados corporativos ditaram os rumos aos investidores, e trouxeram certo alívio em relação à amplificação dos temores com a crise do subprime, levantados durante a sessão anterior.

Com base na relação entre a variação registrada pelo valor dos Treasuries e os Globais, o indicador de risco-país sofreu relevante queda, figurando agora na casa dos 183 pontos, evento que sugere uma redução do grau de aversão ao risco no mercado.

Global 40 subiu
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,71% na tarde desta terça-feira, cotado a 135,05 centavos de dólar.

Risco país em queda
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 183 pontos base, o que representa uma queda de 5 pontos em relação ao fechamento anterior.

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Credit Suisse vê espaço para alta de 35% no preço do minério de ferro

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
06/11/07 - 20h06
InfoMoney

SÃO PAULO - Após presença na conferência internacional dos produtores de aço, realizada na cidade de Dalian, China, os analistas do Credit Suisse traçaram suas perspectivas em relação ao futuro do mercado de minério de ferro.

Ressaltando o fato do evento representar o mais importante acontecimento público deste segmento na atualidade, o banco suíço avaliou questões como a demanda esperada para os próximos anos frente às expectativas em relação à expansão da produção da commodity.

Vale ressaltar a importância das variações registradas pelo preço desta commodity aos ativos de empresas do setor, com destaque para as ações da brasileira Vale do Rio Doce, muito sensíveis às oscilações da cotação deste produto no mercado internacional.

Espaço para alta de 35%
Com base nas premissas verificadas no encontro para o momento do setor, o Credit Suisse acredita que a cotação da commodity tende a se elevar em 35% em 2008.

Sendo assim, a expectativa é de que o preço do minério de ferro mantenha sua trajetória ascendente até 2010, com estimativas de alta de 10% do preço em 2009 e 5% em 2010. Na visão dos analistas, ainda há espaço para a tonelada do produto atingir a casa de US$ 50 por tonelada nos próximos períodos.

Depois da valorização, a queda
Com base na relação entre suprimento e demanda futura, aliados aos anúncios de expansão da produção por parte dos grandes players do setor, já incorporados nas projeções, e novas manifestações de expansão relatadas no evento, os analistas do banco acreditam que o ritmo de alta do minério tende a ser interrompido após 2011.

Sendo assim, o Credit Suisse projeta que, caso os projetos anunciados sejam entregues até 2015, poderá ser verificado um excesso de oferta de cerca de 7% em 2012. Para 2013, a expectativa é de intervalo ainda maior entre a demanda e o suprimento, de 10%.

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Ação da TAM decola mais de 7% com aposta de ganho de mercado internacional

Por: Conrado Mazzoni Cruz
06/11/07 - 20h15
InfoMoney

SÃO PAULO - As ações preferenciais da TAM deram um salto expressivo nesta terça-feira (6). Uma recuperação diante de sua principal concorrente GOL levou os papéis da líder nacional do setor para ganhos de 7,44%, encerrando cotados a R$ 51,65.

Uma série de notícias ligadas às empresas aéreas permitiu a forte alta. Não bastasse os dados de menor tráfego da GOL no mês passado, a suspensão dos vôos domésticos e internacionais da BRA Transportes Aéreos ampliou a confiança sobre as perspectivas da TAM.

"A suspensão [das operações da BRA] pode beneficiar as empresas, que ficarão com a parte internacional dos vôos da BRA (cerca de 3%), principalmente a TAM, que tem uma presença externa maior que a GOL", avaliou a equipe da Socopa. De fato, as ações da GOL subiram apenas 2,69% com a possível saída da BRA do mercado.

Recuperação
Segundo divulgado pela GOL, a taxa de ocupação dos aviões caiu para 68,8% em outubro, ante aos 70% do mesmo período em 2006. A maior causadora do recuo foi a redução na taxa internacional, que na passagem anual registrou uma variação negativa de 2,1 pontos percentuais.

Os analistas da corretora lembraram também que o papel da TAM vinha de fraco histórico recente. O que não se configurava com a GOL. Em outubro, a valorização acumulada dos títulos de ambas foi de 1,8% e 8,40%, respectivamente. Vale destacar que a TAM anunciou na terça-feira a ampliação da oferta de vôos nacionais a partir do Rio de Janeiro, com o objetivo de atender a demanda.

BRA
A BRA pediu junto à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a suspensão de todas as suas operações a partir de quarta-feira. A companhia alega estar tentando um novo aporte com seus acionistas diante da crise financeira. Em setembro, a companhia respondia por 4,6% dos vôos domésticos.

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segunda-feira, novembro 05, 2007

Depois de IPO, ações da PetroChina estréiam na Bolsa de Xangai em alta de 191%

Por: Rafael Souza
05/11/07 - 10h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Nesta segunda-feira (5), os mercados chineses foram marcados pela estréia das ações da PetroChina, maior IPO da bolsa chinesa, que em relação ao valor máximo de subscrição, registraram expressivos ganhos de 191% na bolsa de Xangai.

Os ativos da empresa bateram os 48,6 yuan frente aos 16,7 yuan do valor de subscrição. Foram vendidas 4 bilhões de ações do tipo A, através das quais foram arrecadados US$ 8,9 bilhões.

Gigante em valor de mercado
Depois da forte alta dos papéis, a PetroChina se tornou a primeira empresa com valor de mercado superior a US$ 1 trilhão, o que, segundo informações da Bloomberg, a coloca acima da Exxon Móbil e da General Eletric juntas, apesar de as receitas de chinesa representarem cerca de um quarto das do grupo petrolífero norte-americano.

Mais do que isso, ainda segundo informações da agência, depois do IPO, o valor de mercado da PetroChina supera todo o mercado de ações da Rússia. A quantia arrecadada será destinada para expandir as refinarias e alavancar a produção em suas jazidas.

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Problemas de crédito voltam a assustar investidores e fazem Bovespa cair 1,7%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa de 1,7% nesta segunda-feira (5), aos 62.959 pontos. O giro financeiro somou R$ 6,2 bilhões. A queda brasileira acompanhou a piora nos principais mercados de ações do mundo.

Investidores voltaram a ficar preocupados com o setor de crédito depois dos problemas enfrentados pelo maior banco dos Estados Unidos, o Citigroup. Em conseqüência, corretoras rebaixaram a avaliação de outros gigantes do setor financeiro, como Merrill Lynch, Bear Stearns, Credit Suisse e Barclays.

O presidente do Citigroup anunciou sua renúncia no domingo (dia 4). A companhia afirmou que pode registrar até US$ 11 bilhões em baixas contábeis vinculadas a empréstimos hipotecários de alto risco, além das perdas de US$ 6,5 bilhões divulgadas no trimestre passado.

Na quinta-feira (dia 1º), duas corretoras haviam reduzido o preço-alvo do Citigroup, que tem a pior performance no índice Dow Jones este ano.

Na avaliação do diretor da Trust Investimentos, Edson Hydalgo Júnior, resultados negativos para empresas envolvidas com o crédito "subprime" eram esperados, mas sempre assustam o investidor quando são divulgados. "O problema já tinha sido identificado, mas ainda não se sabia o valor", afirmou.

Em uma teleconferência antes da abertura do mercado, o vice-presidente financeiro do Citigroup, Gary Crittenden, disse que "não há nenhuma maneira de alguém dizer com segurança como as coisas vão se comportar".

Para o especialista, apesar dessas incertezas envolvendo o sistema financeiro norte-americano, não haveria espaço para quedas acentuadas, pois os Bancos Centrais seguem atuando para garantir a liquidez e os lucros recordes das instituições no período pré-crise garantem certa tranqüilidade para os bancos.

O diretor mantém sua visão positiva para o Ibovespa, estimando que o índice encerra 2007 por volta dos 67 mil pontos. O que garante este desempenho e também impede quedas acentuadas do índice é o crescimento do lucro das empresas e do país como um todo.

Números positivos
"Os números da economia norte-americana que saíram na sexta-feira com o mercado (brasileiro) fechado foram números bons", disse Gerson de Nobrega, gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento. Mas isso não foi suficiente para reverter a queda provocada pelos problemas no setor financeiro.

O analista se refere ao relatório sobre emprego nos Estados Unidos divulgado hoje. A pesquisa mostrou a criação de 166 mil vagas em outubro, excluindo o setor agrícola, o dobro do previsto por muitos analistas em Wall Street.

Na sexta-feira, quando a Bovespa não teve atividade por conta do feriado, os principais índices de Wall Street fecharam em alta e os ADRs brasileiros (papéis de empresas nacionais negociados no exterior como se fossem ações) em Nova York valorizaram-se 0,3%. Na quinta-feira, a Bolsa brasileira encerrou em queda de quase 2%.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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Fundos: bom momento das bolsas e corte no juro dos EUA favorecem emergentes

Por: Juliana Pall Farias
05/11/07 - 19h50
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SÃO PAULO - Mais uma vez os mercados emergentes receberam bom fluxo semanal de capitais na indústria global de fundos de investimentos. Juntos, os fundos de ações e de títulos destes países captaram, no período de sete dias encerrado em 31 de outubro, US$ 5,74 bilhões.

Com os índices de ações das bolsas asiáticas rompendo recordes históricos, no período de sete dias encerrado em 31 de outubro os fundos de ações asiáticos (excluindo o Japão) marcaram captação líquida de US$ 1,91 bilhão. Na América Latina, as aplicações superaram os resgates em US$ 625 milhões, levando o saldo no acumulado de 2007 a superar US$ 10 bilhões.

Desde a última semana de agosto, os fundos de ações de mercados emergentes acumulam captação líquida positiva em US$ 33,6 bilhões. No mercado de fundos de títulos, a região apresentou na última semana saldo positivo de US$ 264 milhões, levando o resultado anual a superávit de US$ 4 bilhões.

Os porquês da questão
Para a consultoria EPFR Global, responsável pelos dados, são duas as principais explicações para este fenômeno. Primeiramente, devido à resposta positiva dos mercados ao esperado corte de 25 pontos-base na Fed Funds Rate anunciado na última quarta-feira.

Para o time de analistas da EPFR, cresce a percepção de que os EUA não enfrentarão período de recessão e, mesmo que isto aconteça, as regiões emergentes estarão pouco expostas a tal.

Depois, porque estes mercados têm apresentado fortes retornos. Os fundos de ações dos emergentes asiáticos acumulam, em 2007, rentabilidade de 68,45%, a maior vista entre todos os grupos destes fundos. Logo em seguida aparecem os latino-americanos, com ganhos acumulados de 68,25% no ano.

Caminho inverso
Se os números dos fundos de ações de regiões emergentes são invejáveis, o mesmo não pode ser dito dos mercados desenvolvidos. Embora os EUA tenham reportado saldo positivo pela primeira vez em seis semanas, os fundos de ações de Europa e Japão dão continuidade à trajetória de fuga de capital.

Na indústria européia, a captação líquida negativa de US$ 1,6 bilhão da última semana aumenta para 9 o número de semanas de resultados negativos. No Japão, são trinta e uma semanas seguidas de resgates superando as aplicações, embora no período de sete dias encerrado em 31 de outubro as perdas (US$ 256 milhões) tenham sido as menores de todo este período.

O mercado global de fundos de títulos também caminha neste sentido. A busca por opções mais atrativas levou estes fundos a treze semanas consecutivas de captação líquida deficitária. Para os fundos referenciados em âmbito global, a história se repete: na última semana, o resultado negativo de US$ 12,73 bilhões foi o pior desde a última semana de janeiro.

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