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segunda-feira, maio 22, 2006

Bolsa despenca mais de 5% no início da tarde; dólar sobe 4,66%

Da Redação
Em São Paulo

O mercado financeiro no Brasil mostra indicadores ruins nesta segunda-feira. Por volta do meio-dia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) despencava 5,02%, enquanto o dólar subia 4,66%, com cotação de venda de R$ 2,311.

O nervosismo acompanha a situação nas Bolsas de Nova York. O índice Dow Jones caía 0,51%, enquanto a Nasdaq registrava recuo de 1,20% também próximo do meio-dia.

O temor do mercado é que haja um desaquecimento da economia mundial. A principal razão é o risco de alta da inflação nos EUA e aumento dos juros naquele país (atualmente estão em 5% ao ano).

Isso faz os investidores abandonarem aplicações com mais risco, como ações, para se refugiar, por exemplo, nos treasuries (títulos do tesouro norte-americano), cujos rendimentos caem para 5%. Esse movimento atinge com mais força os mercados emergentes, como o brasileiro.

O efeito desse nervosismo, que já vem há alguns dias foi grande sobre o Brasil: o risco-país disparou, com alta de 24% em apenas 12 pregões.

A Bovespa teve perda acumulada de 10,12% apenas nos últimos oito dias úteis.

No entanto, os investidores estrangeiros estão abandonando os mercados de risco dos países emergentes em todo o mundo, não só no Brasil.

Em momentos tranqüilos, os aplicadores investem seu dinheiro em mercados mais arriscados, mas que remuneram menor, com taxas de juros altas, como é o caso do Brasil.

Num momento de preocupação, existe a chamada aversão ao risco. Em vez de ganhar mais dinheiro, os investidores preferem segurança. Então, reduzem suas participações nos mercados mais instáveis e buscam papéis mais seguros, como os títulos americanos. Quando a busca por esses papéis é muito grande, o ganho também cai.

Na sexta-feira retrasada, os títulos americanos de dez anos de vencimento estavam pagando 5,19%. Na sexta-feira passada, já haviam caido para 5,05%, o que mostra aumento de procura por eles.

Segundo analistas, o mercado não tem confiança na resposta que o Fed, sob nova direção, terá de dar ao desafio erguido por pressões inflacionárias fortes. Além disso, há sinais de desaceleração econômica dos EUA num ambiente de aperto monetário global.

Por isso nada indica que nesta semana poderá haver uma reversão consistente no movimento de saída de investidores internacionais dos mercados emergentes.

No dia 31 deste mês, sai a ata da última reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), na qual se elevou os juros em 0,25 ponto percentual. O documento conterá análse da situação. Até lá, o mercado deve continuar preocupado.

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