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segunda-feira, maio 22, 2006

Bancos locais querem retomar ofertas

Fernando Torres

Os bancos estrangeiros dominaram o mercado de coordenação do lançamento de ações no Brasil. Com a compra do Pactual pelo UBS , os bancos com capital de fora passam a responder por 76% do volume de oferta de papéis na Bolsa de Valores de São Paulo ( Bovespa) este ano. Antes do negócio, essa participação era de 53%.

Para reverter este quadro, o caminho dos bancos brasileiros será o de se unir a bancos estrangeiros que não possuem forte presença no País através de parcerias ou joint ventures (empreendimentos conjuntos).

A principal missão dos brasileiros ao se juntar a instituições do exterior é se aproximar dos investidores de outros países, que predominam na compra dos papéis. Eles costumam arrematar mais de 60% das ofertas. Ou seja, as empresas emissoras buscam intermediários que tenham acesso à clientela que tem demonstrado maior apetite pelas ações.

O UBS Pactual é o banco com maior participação como coordenador líder nas ofertas de ações registradas até agora este ano. O banco comandou a colocação de R$ 3,82 bilhões, ou 33% do total de venda primária ou secundária de ações em 2006, que atualmente soma R$ 11,56 bilhões.

O Credit Suisse aparece na segunda colocação desse ranking, com participação de 28,66% e volume de R$ 3,31 bilhões.

Também atuam na área, ainda que de forma mais tímida, o Merrill Lynch , o Santander , o ABN Amro Real e o Morgan Stanley . O Deutsche Bank é outra instituição estrangeira que promete ampliar a atuação no setor. O banco aposta em seu conhecimento deste segmento no exterior para crescer no mercado local. Neste cenário, não sobram muitas alternativas para os gigantes do varejo — Banco do Brasil (BB), Bradesco , Itaú e Unibanco . De acordo com o vice-presidente de Mercado de Capitais do Banco do Brasil, Aldo Luiz Mendes, o caminho que resta para os bancos locais será o de fazer parcerias ou joint ventures com instituições estrangeiras.

O banco local entraria com a emissora, especialmente agora que empresas médias estão abrindo capital, e o estrangeiro buscaria os investidores de fora. “Isso pode ficar mais fácil agora que as empresas de menor porte estão lançando ações. Muitas delas não têm proximidade com os bancos estrangeiros”, afirmou.

Entre eles, o Itaú, por meio do Itaú BBA, é o que aparece em condição mais vantajosa. O banco atuou como coordenador líder de três ofertas de ações até agora: Totvs , Vivax e Duratex , ligada ao próprio grupo. Com esses lançamentos, o Itaú BBA garante participação de 13,32% no total de operações até o momento, com volume de R$ 1,53 bilhão. Entre as ofertas que estão por vir, o Itaú BBA lidera as operações de Odontoprev, Terna e Autotrac.

De acordo com o diretor de controladoria do Itaú, Silvio de Carvalho, o fato de o banco ser brasileiro pode ser usado como diferencial no mercado.

O Unibanco liderou a colocação dos papéis da Copasa e da Iochpe-Maxion . Essas operações somaram R$ 1,19 bilhão. O banco atua agora como líder da venda dos papéis da Rede Energia.

Em situação mais desconfortável estão Banco do Brasil e Bradesco, os dois maiores do mercado no ranking por ativos. O Bradesco não atuou como coordenador líder de nenhuma oferta até o momento. A instituição chegou a negociar a compra do Pactual para acelerar o crescimento no setor, mas não fechou negócio.

O BB Investimentos , subsidiária do BB para a área, também não coordenou o lançamento de nenhuma emissão feita até agora, mas lidera duas operações em análise: a oferta das ações do próprio Banco do Brasil e a operação da Brasil & Movimento.

Para Edson Carminatti, do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), os bancos estrangeiros têm uma experiência maior nas operações e contam com a confiança dos investidores externos.

“Eles têm um know-how que dá credibilidade frente aos estrangeiros”, afirma. “Assim como é difícil o estrangeiro competir no varejo brasileiro, é complicado para o banco local tomar o espaço do estrangeiro nesse segmento”, diz Carminatti.

Apesar de terem uma participação reduzida na colocação de ofertas de ações, os bancos nacionais têm uma atuação maior na coordenação de operações de renda fixa, como debêntures, e principalmente no lançamento de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc).

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