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terça-feira, abril 25, 2006

Vendas de ações rendem US$ 4 bi

Altamiro Silva Júnior
25/04/2006

As vendas de ações no mercado já renderam US$ 4 bilhões aos fundos de private equity e venture capital (carteiras especializadas em comprar participação em empresas), estima a Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCap). Com o sucesso das operações e com a alta liquidez do mercado, as carteiras preparam agora nova rodada de ofertas de ações. Só na Comissão de Valores Mobiliárias (CVM), há quatro operações sendo analisadas que envolvem a venda de participação de private equities - Editora Abril, CSU CardSystem, American Banknote e Lupatech. Além destas, há pelo menos mais três companhias preparando aberturas de capital: Odontoprev, a catarinense Cremer e a rede varejista GBarbosa. Há ainda a operação da Telemar, que inclui a saída de alguns fundos.

Para Álvaro Gonçalves, presidente da ABVCap, o mercado de capitais brasileiro está oferecendo oportunidades de captação como nunca ocorreu antes. Soma-se a isto, vários exemplos de histórias de sucesso dos fundos na criação e gestão de empresas de primeira linha, como a Diagnóstico da América ou a ToTvs (holding de tecnologia que reúne a Microsiga e a Logocenter). "O setor real da economia passa por um momento único", diz.

Luiz Francisco Novelli Viana, da gestora TMG Capital, as vendas das participações dos fundos é a maturação do ciclo aberto na segunda metade dos anos 90, quando os private equities fizeram os primeiros investimentos. A dúvida, segundo ele, é se o mercado de capital brasileiro realmente está em um novo patamar ou se o que se vê hoje é apenas uma janela de oportunidade. Independente disso, Novelli avalia que o sucesso das saídas dos fundos está incentivando o início de um novo ciclo de investimento. No primeiro ciclo, eles investiram cerca de US$ 5 bilhões, de acordo com a ABVCap.

A TMG é controladora da Odontoprev. Criada em 1987, é a maior empresa de assistência odontológica do país, com mais de um milhão de clientes. Sobre sua abertura de capital, Novelli diz apenas que "está analisando" esta possibilidade. Fontes do mercado, porém, garantem que a empresa está em fase mais avançada. Em março, por exemplo, pediu registro de companhia aberta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Outra que também pediu esse registro foi a catarinense Cremer, fabricante de medicamentos. Curiosamente, a empresa era listada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e resolveu fechar o capital em abril de 2004. No mesmo ano, o fundo Merrill Lynch Global Private Equity, do banco de investimento americano Merrill Lynch, investiu R$ 102 milhões e comprou 81% do capital da companhia. Com o aporte, a empresa conseguiu equacionar suas dívidas (cerca de R$ 100 milhões) e se reestruturou. Agora, o fundo vai vender suas ações e a empresa será listada no Novo Mercado.

Para o superintendente de registros da CVM, Carlos Alberto Rebello, algumas empresas, principalmente de médio porte, deveriam passar pela experiência de ter um private equity como gestor. Elas ganhariam musculatura e evitariam problemas para os compradores das ações, como aconteceu com a Renar Maçãs, que abriu o capital no ano passado, mas as ações só caíram.

Entre os fundos que venderam participações nos últimos meses, os mais bem-sucedidos foram as carteiras da GP Investimentos. A gestora conseguiu R$ 450 milhões com a venda de ações da América Latina Logística (ALL) e do Submarino. Este ano, ganhou mais R$ 420 milhões com papéis da Gafisa. Outro gestor que não pode reclamar é a AIG Capital, que em duas vendas de ações da companhia aérea Gol, conseguiu R$ 620 milhões.

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