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sexta-feira, abril 21, 2006

Ancor acompanhará de perto os clubes de ações

A Associação Nacional das Corretoras (Ancor) quer ampliar a divulgação dos dados dos clubes de ações, preparando um levantamento geral das carteiras existentes no mercado. Hoje, a Bovespa divulga os dados diários apenas de algumas corretoras que enviam os números para a bolsa. "Vamos criar um departamento econômico que vai acompanhar o desenvolvimento desses clubes, fazer um ranking e divulgar as informações", afirma Homero Amaral Junior que, após seis anos, voltou neste mês à presidência da Ancor. Marisa Cauduro/Valor

Além dos clubes, ele pretende dar prioridade à divulgação do mercado de ações fora dos grandes centros a partir de parcerias com outras instituições. Amaral defende também mudanças na chamada "Lei do Silêncio", que proíbe corretoras e analistas de falar sobre ofertas públicas de ações das quais estejam participando.

O novo presidente da Ancor pretende destacar a ligação das corretoras com o investidor. "É o investidor que procura a corretora, e é nela que ele encontra o aconselhamento para comprar ou vender ações ou títulos públicos", afirma.

Amaral quer estender esse trabalho para outras regiões do país, onde o mercado de ações ainda não é muito conhecido e a presença das corretoras é pequena. A estratégia faz parte de um projeto lançado pela Bovespa este ano, que prevê eventos em cidades economicamente importantes fora dos grandes centros e que tenham potenciais investidores no mercado de ações.

A proposta da Ancor é de se aproximar de outras entidades, como a Associação dos Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), que reúne os analistas do mercado, e da Associação Nacional dos Investidores do Mercado de Capitais (Animec), que busca defender o investidor minoritário. A idéia é montar parcerias para organizar cursos para pessoas físicas em cidades fora do eixo Rio-São Paulo-Belo Horizonte. "Já há corretoras com algumas filiais espalhadas pelo Brasil e a tendência, não só da Bovespa como da BM&F, é de se espalhar, indo por exemplo para cidades do Mato Grosso e Goiás", afirma.

A Ancor está montando um site de orientação ao investidor, que permitirá a realização de cursos via internet. "Queremos incentivar tanto a formação dos investidores como de profissionais para trabalhar no mercado, outra de nossas funções", explica.

A própria divulgação maior do mercado acionário nos últimos anos, que desmistificou a imagem de jogo que o grande público tinha da bolsa, justifica um trabalho maior de orientação para os aplicadores, explica Amaral. "Até a novela das nove hoje fala de ações e de conflitos entre minoritários e controladores."

O novo presidente da Ancor quer também discutir com o mercado e com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) as regras que impedem as corretoras de comentar as ofertas públicas de ações. Ele acredita que poderia haver uma diferenciação entre corretoras que têm departamentos econômicos e de pesquisa daquelas que somente fazem intermediação de ações, as chamadas "discount brokers". "Se a corretora tem um analista registrado na CVM não pode se furtar a dar uma opinião sobre uma ação que está sendo oferecida", diz. "É como colocar o investidor num jogo de cabra-cega, colocamos o papel à venda e não falamos nada." Amaral diz que hoje a corretora não pode recomendar um papel e nem dizer se é bom ou ruim mesmo que o cliente pergunte.

Sobre o conflito de interesses que poderia levar as corretoras a incentivarem a venda de qualquer papel para ganhar corretagem, ele lembra que há uma preocupação grande das instituições com a imagem. "O que preserva nosso negócio é nossa imagem enquanto orientador, se alguém vende gato por lebre vai responder por isso, no mínimo junto aos clientes, que não vão ficar nada satisfeitos", diz. "O maior interesse é manter o cliente e, com tantas ações, não tem sentido indicar uma ruim sabendo que vai haver outra boa para recomendar." O conflito maior, diz, é do emissor, diferente do corretor que não tem de vender.

Amaral reconhece que há uma pressão sobre as novas ofertas, que puxa para cima os preços mesmo de papéis nem tão interessantes. "Mas isso reflete a grande procura de investidores internacionais pelos papéis e a pouca oferta para os investidores locais."

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